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A pombagira

sábado, 30 de agosto de 2008

Eleições 2008



Nesse momento vemos todos aqueles que se dizem lideres, chefes de partido, vereadores, representantes da comunidade, etc. Mostrando seus apoios, sempre visando o lucro e buscando os lados mais fortes. Os vereadores ficam de um lado para o outro, as vezes fazendo jogo e outras indignados, porque foram vendidos pelos presidentes dos seus partidos, mesmo que não quizessem. Por isso é bom que a população fique de olhos bem abertos, pois esses espertinhos, não apoiam por quererem o bem da comunidade, mas em troca de lucros. Em muitos municipios está ocorrendo engodos e manipulações. Muitos espertos pegam os rejeitados pelo prefeito e vem dizendo ser renoção. Alguns desses eram vice do prefeito, que o ajudou a se eleger e hoje mete a bomba no chefe do poder executivo, tentando se promover. Isso é ridiculo.

O planeta Plutão transitando o signo do poder, nos mostra que acordos e tramas as escondidas serão descobertas e que nem todos os acordos serão honrados. Isso vai causar muitas brigas e discordias e vai deixar muita gente frustrada. O grande Yorima se une a confraria e falange de Ogum, pra lutar pelo povo, o aperfeiçõamento da adminstração e pra que aja justiça.

Aqui em Queimadas não será diferente, o transito no eixo da casa 1-7 denuncia que acordos escusos e escuros forma trançados só pra tirar proveito dos cofres da prefeitura, mas muitos sairão decepcionados e perdendo ficarão com a cara no chão. Isso é a ação divina sobre muitas almas que só visam o dinheiro, a ganancia, a inveja e a mentira. Por isso é bom que rezemos ao Arcanjo Samuel, pra que ele zele pela etica, verdade e pelo povo nessas eleições. Amem.

Muitos espertalhões que se dizem renovação, mas vem acompanhado por grupos de interesseiros que ja fizeram parte da propria administração do prefeito e de outras, são os piores e nunca serão renovação. Fique esperto.

Carlinhos Lima

Os Pontos Riscados na Umbanda



O ponto riscado é uma “ordem” escrita a uma série de entidades. Quando um médium risca um ponto irradiado por uma entidade, está mobilizando a falange que com ela trabalha, ou outra, direcionando a energia mobilizada para o objetivo desejado, dependendo do merecimento do consulente e da ética do médium. Os pontos riscados obedecem à vibração original ou flecha, da qual falaremos a seguir. Tudo começa com 1 simples ponto (1 ponto sozinho nada produz em termos de magia, mas vários pontos geram uma linha e várias linhas fazem um ponto riscado).

Todavia é importante saber que o ponto riscado não produz nenhum tipo de magia se não for impulsionado pelo pensamento. Muitos médiuns acreditam que podem simplesmente riscar o ponto e que as entidades vão fazer tudo por ele. Vemos em muitos centros de umbanda médiuns riscando pontos que de fato nada têm a ver com os princípios dos pontos riscados. É possível que em alguns casos a espiritualidade considerando o merecimento do consulente e o desconhecimento bem intencionado do médium, além de seu real desejo de manipular forças amorosas para aquele consulente, promova o necessário para o auxílio. Não se engane todavia o médium achando que está promovendo magia com pontos sem os elementos básicos dos quais eles se compõem.

Os sinais aqui apresentados são os chamados sinais positivos, que propiciam apenas magia branca, digamos assim. De forma que não adianta a ninguém tentar fazer outro tipo de magia usando estes sinais. Os sinais negativos, os chamados ocultos, não podem ser revelados. Elementos básicos de identificação dos pontos riscados (Oriundos dos desenvolvimentos das linhas, eles são três):
- Flecha: identifica a vibração - forma da entidade.
- Raiz: identifica a origem (a linha, uma das sete, a que pertence a entidade).
- Chave: identifica o elemento que a entidade manipula.
Sinais positivos que identificam cada ponto (são 7)
(os negativos são ocultos)
1 - Flecha ou vibração forma (identifica a forma como a entidade se
apresenta):
A Flecha, que é baseada na linha, que por sua vez é formada de pontos, representa o equilíbrio e a dualidade sendo, portanto, a vibração original ou reflexo da escrita divina. Sempre orientada para o alto, para o céu, em louvor e respeito às divindades que a ensinaram aos homens. No movimento da síntese da umbanda existem três manifestações formas:
- caboclo
- preto velho
- criança
2 - Raiz ou linha (uma das 7) na qual a entidade trabalha:
- Oxalá
- Ogum
- Oxossi
- Xango
- Yemanjá
- Yori
- Yorimá
3 - Chave (identifica o grau hierárquico da entidade):
- Guia
- Protetor
Obs. E também se é chefe de legião, chefe de falange ou de sub falange.
4 - Planeta regente (planetas sagrados) e signo zodiacal:
- Sol
- Lua
- Marte
- Vênus
- Júpiter
- Saturno
- Mercúrio
5 - Cor fluídica
6 - Elemento que manipula, tattwa*, corrente cósmica e metal
correspondente.
* Falaremos mais disso em momento oportuno.
Page 5
7 - Entidades que comanda:
- Naturais
- Artificiais
Sinais grafados
1. Flecha ou vibração – forma da entidade:
Caboclo
Preto Velho
Criança
2. Raiz ou linha da entidade: (o sinal grafado na flecha)
. .
.
Oxalá Ogum
Oxossi Xangô Yemanjá Yori Yorimá
Page 6
3. (Chave) Grau hierárquico:
1°-Guias 2°-Protetores
Obs. Ambos grafam o sinal do lado esquerdo da flecha
3°-Chefe de legião: grafa acima da flecha o sinal de sua vibração original. Na alta magia esse sinal tem grande poder e comanda um número infindável de entidades.
Oxalá Imanência de Deus
Ogum
Fogo da salvação
Oxossi Ação envolvente
Xangô Equilíbrio
Yemanjá Eterno feminino da natureza
Yori . Relação com a Lei
Yorimá
A Lei em ação
4° - Chefes de falange e sub falange: grafam o mesmo sinal abaixo da flecha.
Page 7
Exemplo até aqui:
Entidade da linha de Xangô.
Plano de guia.
No grau de chefe de legião.
4.
Planetas e signos zodiacais:
Planetas sagrados
Signos zodiacais
Orixás
Sol Leão - Oxalá

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador

sábado, 23 de agosto de 2008

A cidade de São Paulo e os Odús.


A cidade de São Paulo e os Odús.

A Cidade de São Paulo nasceu sob a regência do Odú Owarin Meji, regido por Iansã com influencias de Exu, Ossanha e Egum. Esse Odú traz aos nascidos em São Paulo imaginação fértil, produz um povo em maioria de boa saúde e vida longa, mas as más influencias e a falta de fé as levam a enfrentar dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios, a menos que compreenda que o bem é o melhor caminho. Esse Odú também produz um grande numero de municípis volúveis no amor. as mulheres geralmente fracassam no primeiro casamento, mas acabam encontrando a felicidade. Tem mais proteção aqueles que evitam bebedeiras, vícios e males sociais.

Nesse Ultimo Trimestre, a regência desse orixá será bem acentuada com toda força das águas agindo sobre a cidade de São Paulo. Esse Odú estará favorecendo em especial as mulheres guerreiras que não se deixam manipular e pensam positivamente. Este Odú estará trazendo força para mulheres que sempre viveram dominadas se libertarem e ainda dominarem os homens com charme, encanto e sexo, desde que venha acompanhado de amor e verdade. Pois o contrario disso traz a força destruidora de Egum.

Nesse ano a pessoa mais centrada em uma vida bem harmonizada e equilibrada se dará melhor. Aqueles que só pensam em curtir vai ter surpresas desagradáveis com certeza. Já os que querem constituir uma família descente se darão melhor. As mulheres que estão se sentindo presas, poderão tomar alguma iniciativa na vida e buscar novos caminhos. Com a força de Iansã muitas mulheres terão mais coragem.

Essa força de Iansã está ajudando muito a candidata Marta Suplici. Mas, se os oponentes se sintonizarem com a energia de Odé serão mais fortes e poderão crescer mais.

Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Agradecer mais


PASSAMOS MUITO TEMPO DE NOSSAS VIDAS NOS LAMENTANDO POR DERROTAS QUE JA PASSARAM E FICARAM PRA TRAZ, SEM NOS DAR CONTA QUE A VIDA É MUITO CURTA. PENSAMOS NOS AMORES NAO CORRESPONDIDOS, DESEJAMOS O QUE NÃO TEMOS E NÃO DAMOS VALOR AO QUE JA TEMOS. ISSO TUDO DIFICULTA NOSSA JORNADA RUMO A FELICIDADA.

SE OLHARMOS MELHOR AO NOSSO REDOR E PASSARMOS A DAR VALOR AO QUE TEMOS, COM CERTEZA FICAREMOS MAIS CAPAZES DE CONQUISTAR O QUE NÃO TEMOS. OUTRO ERRO QUE COMETEMOS DIARIAMENTE É ACHAR QUE TEMOS QUE TER O QUE QUEREMOS SEM NOS DAR CONTA QUE O QUE TEMOS QUE TER NA VERDADE É O QUE PRECISAMOS. DEVEMOS AGREDECER MAIS E PEDIR MENOS.

A VIDA, A AMIZADE E A FAMILIA SÃO DONS QUE O CRIADOR DA A TODOS SEM DISTINÇÃO E NEM TODOS MERECEM, MAS O CRIADOR COM SUA GENEROSIDADE, PRESENTEIA A TODOS NÓS. REZEMOS A SENHOR AGREDECENDO AO DOM DA VIDA! REALMENTE É DIFICIL SUPERAR PERDAS, REJEIÇÕES E DESILUSÕES, MAS TEMOS QUE COMPREENDER QUE ESTAMOS AQUI DE PASSAGEM. MUITOS DESEJOS OBSCURECEM A SABEDORIA.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Influencias dos Orixás para o Ultimo Trimestre do ano de 2008.



Através da Umbanda-Astrológica.

Esse Trimestre será regido por, 11. Odú Owanrin, que rege a casa 11 do jogo Ifá. Este Odú é regido Odú ligado ao elemento Fogo. Criação muito quente e agitada. É um Odú tenso e nervoso. Se desloca com muita rapidez, é como o vento que não para nunca. A Owanrin é atribuída o processo criativo por estar sempre em movimento. Esse Odú rege os ventos, tufões, folhas em movimento, animais pequenos e venenosos. Tem como objetivo ver tudo nos seus devidos lugares, sem muita conversa e de forma mais rápida possível. Esse Odú tem a regencia de Iansã.

Algumas pessoas que tiverem mal com esse Odú poderão sofrer calunias e perseguição de inimigos entre esses possíveis estão os sagitarianos, virginianos, gemininianos e piscianos que são signos de que receberão influencia direta desse Odú, nesse Trimestre que começa em 22/9/2008.

Este Odú também provoca muitos problemas na área dos transportes, e afeta todos os que trabalham com turismo, em especial os homens, especialmente no que se refere a aumento de acidentes e doenças por tensão nervosa.

Esse Odú favorece mais às mulheres que poderão inserir muitas mudanças no lar, também devem ocorrer muitas uniões, casamentos e libertação das mulheres que se sentem prisioneiras, as quais darão um novo rumo as suas vidas. As mulheres que estão se sentindo presas no lar por seus maridos sentirão muita motivação a se libertarem querendo jogar tudo pro alto.

Iansã é uma Deusa ligada à manifestação do feminino na fase crescente, trazendo em si a qualidade do movimento. Une passado com o futuro, o lado sombrio da Lua com o lado iluminado, que anuncia um novo começo. Iansã está ligada com o número 11, que é o movimento puro.

As filhas de Iansã são mulheres audaciosas, poderosas, autoritárias e dinâmicas. Estão sempre procurando algo para se ocupar, são cheias de iniciativa e determinação. São mulheres que nunca passam despercebidas, pois são combativas, teimosas e temperamentais, mas também podem ser doces e meigas, quando possuem interesse em seduzir algum homem.

A mulher-Iansã é o tipo de mulher que está mais voltada para o amor sensual do que para o amor maternal. Ama os filhos, mas consegue maior expressão quando se sente admirada e desejada por um homem, o que geralmente provoca o ciúme e a inveja das outras mulheres.

É também uma mulher que está ligada ao passado, ao coletivo, pela origem comum da necessidade fertilizadora do feminino e está ligada ao futuro pela necessidade de diferenciação, que a tirará do coletivo e a jogará sempre para frente, para o novo. É inconformada e inquieta, está voltada para o impulso de empreender coisas, de realizar seu poder criativo. A atualização dessa força criadora dependerá da forma como ela direcionar esta energia, que muitas vezes pode ser desviada para outros fins, ou ser esvaziada.

O perigo é permitir que as barreiras sociais a entravem, desviando a energia criativa para a neurose. E, a neurose é parada de movimento. Todo aquele que se recusa a viver o futuro, apegando-se ao passado, estagna. A mulher que sente impulso para criar, para dar significado ao seu mundo, precisa ser fiel aos seus conteúdos internos, à Deusa dentro de si. O ato criativo é o processo de se arriscar, de se jogar no desconhecido, de mergulho nas fontes fertilizadoras, da viagem interna em busca da essência das coisas. O desejo de criar move o contato com o informe pela necessidade de dar forma, de arrancar da terra coisas vitais para alimentar a consciência.

Iansã e Iemanjá vão favorecer ao sistema financeiro brasileiro e as empresas de grande porte, especialmente as da área de construção civil que poderão ter lucros bons. Especialmente, porque o Odú responsavel pela area materia será Odú Ìrosùn Méjì que rege a casa 4 do jogo Ifá. Este Odú é regido por Oxossi com as influencias de Xangô, Iansã e Egum. Este Odú trará as pessoas mais generosidade, sinceridade, sensibilidade, intuição e um toque de misticismo. Especialmente as pessoas do interior que vive no campo, pois Oxossi preza a tranqüilidade e tem aversão a turbulência. Este Odú favorece a todos que tem habilidades manuais que nesse ano poderão alcançar sucesso. Também favorece a quem trabalha na área de vendas, especialmente em os que vendem roupas, perfumes e flores. Os aspectos negativos desse aspecto é um possível aumento das traições amorosas que os homens podem sofrer nesse fim de ano.

Já Egum lança sobre o Brasil uma onda de medo muito grande, podendo haver um enorme aumento da violência, roubos, seqüestros, estupros e homicídios, que deixarão as autoridades muito ocupadas e a população revoltada com a ineficiência dos poderes. Por isso o povo exigira medidas mais firmes e mudanças nas leis. Rezemos para que Iansã controle às más influências de Egum, já que ela possui um chicote com muito poder capaz de dominar os Eguns.

Oxossi favorece aos músicos e aparecerão novos fenômenos. As turnês internacionais estarão favorecidas e as artes em geral. Já Iansã proporciona um bom aumento de emprego abrindo e ampliando as vagas pras mulheres em todas as áreas inclusive na política, podendo revelar muitas prefeitas.

O sexo estará em alta nesse ano, com muito lucro pra empresas que atuam nessa área. A prostituição formal e informal também terá um grande crescimento. As meninas inocentes que se encontram na puberdade devem ter muito cuidado pra não cometer erros que deixarão arrependimento pra vida inteira. Muitas meninas perderão a virgindade nesse ano. Exu na casa 11 alerta pro risco de pedofilia, e explorações sexuais por redes internacionais.

Vejam que o Odú do plano fisico é regido por Oxossi. Oxossi o regente material. Como estas forças têm que trabalhar em harmonia atuando de cima pra baixo vemos que no intercruzamento esotérico dos Orixás esses dois raios atuam pela ação de um Orixá Menor que atua nas duas linhas.

Então a Linha ou Raio atuante direcionada ao plano material através da Linha ou Vibração de Oxossi. Ogum será representado pelo Orixá Menor Ogum Yara (1º) e para o plano material através do Orixá Menor Ogum Rompe Mato (2º). Temos ainda o terceiro que atua na intermediação com Oxossi e cumpri a determinação dos dois primeiros: Orixá Menor Caboclo Araribóia (3º). Já a ação de Oxossi desenvolvera os Trabalhos através do Orixá Menor que atuara como Guia na Hierarquia Sagrada: da falange de Caboclo Tupynambá (4º) possivelmente o Caboclo Cobra Coral será o comandante da falange dos Guias de Oxossi pela vibração de General Tupynamabá. Temos ainda na escala da Hierarquia os Protetores do ano. Destes o primeiro que se apresenta de frente é da falange do General Pai Joaquim (5º), possivelmente atuando através do comandante falangeiro Pai Cipriano. O segundo Protetor da falange de Iansã (6º) possivelmente através do comando de Cabocla da Rocha Dourada. E o terceiro Protetor completando as 7 linhas atuantes no ano de 2008 e o mais próximo do plano físico, pela falange de Pai Benedito (7º), pelo comando de Pai Celestino do Congo. Temos então no Oitavo Raio atuando pela Quimbanda o Exu Tranca Gira e no comando mais de terra a atuação do comandante Exu Pemba. No entanto o executor falangeiro agindo sobre comandos superiores do General e Comandante atuará como Protetor em todos os trabalhos alinhados a Esquerda possivelmente: Exu Tranca Ruas das Almas e a Pombagira das Almas.

As entidades aqui citadas se referem aos nomes de Guerra conhecidos atualmente podendo eles se apresentarem nos templos com nomes esotéricos. Também os falangeiros aqui citados são os agentes da Hierarquia que trabalharão pelo Carma do planeta. Então o mal que nunca dorme tentara atrapalhar e lança falangeiros falsos pra confundir, por isso fiquemos atentos e vigilantes.

Canto de Iansã:

CANTO Oi, Iansã, menina dos cabelos loiros
Onde é a sua morada?
É na mina de ouro Minha Santa Bárbara
Virgem da Coroa
Pelo amor de Deus, Santa Bárbara,
Não me deixe à toa
Minha Santa Bárbara
Virgem da Coroa
A Coroa é dela Xangô
É da pedra de ouro Iansã tem um leque de penas
Pra abanar em dia de calor
Iansã tem um leque de penas
Pra abanar em dia de calor
Iansã mora nas pedreiras
Eu quero ver meu pai Xangô
Iansã mora nas pedreiras
Eu quero ver meu pai Xangô Santa guerreira que ao meu lado caminha
Com sua espada de ouro e sua taça na mão
És para mim toda beleza, venero sua beleza
Guardo-a em meu coração, quando ela roda
Sua saia irradia, Deusa da Ventania
É a Rainha Trovão com meu Pai Xangô
Iansã fez a morada, ela roda ua saia
No romper da madrugada
Eparrei Ioiá
Saravá Iansã, ela é Rainha, é Orixá


Que a paz de Oxalá nos ilumine. Amem.
Texto de:
Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

A Codificação da Umbanda.



Não é o esforço de uma ou outra pessoa e sim o de tantos que deram suas vidas pela caridade que realmente mostra resultados na missão de unir os irmãos umbandistas. Podemos começar citando o próprio Zélio de Moraes, fundador da Umbanda com o Caboclo das Sete Encruzilhadas. A história começa com ele mesmo, pois foi com a orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas que em 1939 foi fundada a primeira "Federação Espírita de Umbanda" do Brasil. Com este ideal de união se realizou em 1941 o Primeiro Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda, também por orientação desse mesmo mentor e da lá pra cá vem crescendo muito, tanto o numero de fieis, quanto os conhecimentos adquiridos.

Por ocasião desse evento foi publicado um livro, em 1942, que leva como título o nome do congresso, contendo tudo o que foi registrado antes, durante e depois do encontro.

A IDÉIA DO CONGRESSO: era evitar a homogeneidade de práticas, o que dava motivo de confusão por parte de algumas pessoas menos esclarecidas, com outras práticas inferiores de espiritismo.

O Segundo Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda foi organizado por Leopoldo Bettiol, Oswaldo Santos Lima e Dr. Armando Cavalcanti Bandeira. A comissão paulista foi a mais numerosa e representativa, com a participação de Félix Nascenti Pinto, Gen. Nélson Braga Moreira, Dr. Armando Quaresm e Dr. Estevão Monte Belo realizado em 1961. Neste congresso que se definiu a criação do Superior Órgão de Umbanda para cada estado do País, congregando as Federações para o próximo. Apenas o estado de São Paulo conseguiu criar o então chamado SOUESP (Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo) marcando presença no congresso posterior.

Ainda no segundo congresso foi apresentada uma tese diferente da que havia sido apresentada no primeiro sobre a "Interpretação histórica e etimológica do vocábulo Umbanda". Essa tese foi apresentada por Cavalcanti Bandeira em contraponto a tese de Diamantino Fernandes (delegado representante da Tenda Mirim), que no primeiro congresso situava a palavra tendo origem em antigas civilizações e no sânscrito. Da onde viria pela primeira vez a tese do AUM – BANDHÃ (1941 – Tenda Mirim).

A origem da palavra Umbanda: "Face às divergências encontradas e das dúvidas quanto às origens e fontes de onde surgiu o culto, que alguns pretendiam fosse hindu – sem justificar com dados concretos e seguros, elaboramos um ensaio histórico... demonstrando a antiguidade do homem e do conhecimento africano; a prática milenar de sua religiosidade..." Parte da explanação de Cavalcanti Bandeira, publicada em seu livro O que é a Umbanda, 1970 - Editora ECO.

O terceiro (e último até então) congresso de Umbanda aconteceu em 1973, presidido por Cavalcanti Bandeira. Cavalcanti Bandeira, em seu livro "O que é a Umbanda", apresenta um capitulo intitulado "Codificação da Umbanda" só para tratar do assunto.

Muitos outros também trataram do assunto, logo não é uma novidade. Rubens Saraceni têm um livro que traz o título citado "Código de Umbanda" (se fosse "O Código da Umbanda" poderíamos pensar que o autor teria a intenção de codificar a religião, mas é apenas um despretensioso "Código de Umbanda"). Ainda assim faço ressaltar que "Código de Umbanda" é um conjunto de quatro livros que abordam: Doutrina, Magia, Teogonia e a Ciência Divina. Ao ler este livro (agora publicado pela Editora Madras) veremos que esses são textos que abordam conceitos de Umbanda dentro dos quatro temas citados.

"... a Umbanda traz em si energia divina viva e atuante à qual nos sintonizamos a partir de nossas vibrações mentais, racionais e emocionais, energias estas que se amoldam segundo nosso entendimento do mundo." - Do livro "Umbanda – O Ritual do Culto a Natureza" publicado em 1995 pela Editora New Transcendentalis, primeira edição, página 10.

Não podemos deixar de citar entre os que lutaram pela União na Umbanda Benjamim Figueiredo, que fundou a Tenda Mirim em 1924 por ordem do Caboclo Mirim, que viria a criar o Primado de Umbanda uma das maiores expressões da Umbanda, se não a maior em seu tempo. Benjamim também foi o idealizador da Umbanda Iniciática, com segmento dividido em 7 graus de iniciação, formando assim também a Ordem do Cruzeiro Divino para aqueles que alcançavam o 7° grau de cabeças de Morubichaba. Está foi a parte da Umbanda que mais me encantou e foi através desses conhecimentos que mais me aproximei da Umbanda pela primeira vez, mas foi mais através dos ensinos de Farias R. Neto e sua Umbanda Esotérica.

Essa "codificação localizada" a seus "filiados" do Primado de Umbanda. Benjamim também escreveu um livro chamado "Okê Caboclo". Lutaram pela união muitos que estiveram à frente de tantas federações e órgãos de Umbanda, muitos já desencarnados, outros até famosos e muitos conhecidos, que nada deixou de escrito, mas que marcou a religião profundamente por sua determinação, fé e amor incondicional.

É natural que muitos expressem o que é a religião na tentativa de apresentar sua liturgia de forma organizada; nem sempre na busca de uma Codificação, mas sim de uma normatização, procurando normas que sejam aceitas por todos e que, sem mexer com o ritual que cada um já realiza dentro de seus próprios padrões; para que se possam passar mais informações para que a Umbanda seja vista e expressada como religião confiável.

"O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda", e a primeira publicação umbandista, surgiu tardia em 1933 por Leal de Souza. Então médium que se desenvolveu com o grande mestre Zélio de Moraes e que assumiu uma das tendas fundada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, (Tenda Nossa Senhora da Conceição).

Surgiram muitos autores de livros umbandistas de boa qualidade, após o primeiro congresso, em 1941. Em 1953, Emanuel Zespo cita uma lista de livros que ele considera importante no seu livro "Codificação da Lei de Umbanda", a lista está abaixo e prova que a Codificação dele também era algo aberto, pois as palavras dele são: "Ao principiante, recomendamos a leitura das seguintes obras: - * A Magia no Brasil - Waldemar Bento * Umbanda e Quinbanda - Lourenço Braga * Trabalhos de Umbanda * Mistérios da Magia * Ritual de Umbanda - Benedito Ramos * Umbanda - João de Freitas * Umbanda - Florisbela M.S.F. * Aímoré, Urutatão, Iara - Heraldo Menezes * Ogum, Xangô - Ogossi Nabeji * Alquimia de Umbanda - C.F. Urubathan * Umbanda Mista – Silvio Pereira M. * A Umbanda e seus Complexos - Oliveira Magno * Umbanda e Ocultismo - * Magia Pratica Sexual - * Umbanda Esotérica e Iniciativa - * Umbanda Sagrada e Divina - Paulo Gomes * O culto de Umbanda em face da Lei - vários autores
* O que é Umbanda - Emmanuel Zespo * Lei de Umbanda * Ley de Umbanda - Ab´d Ruanda * Lições de Umbanda - Samuel Ponze * Ritual prático de Umbanda - Oliveira Magno * Camba de Umbanda - Byron e Tancredo * Mirongas de Umbanda - * Doutrina e Ritual de Umbanda.
Todos estes autores trabalharam muito nos primórdios da Umbanda com a mesma iniciativa: esclarecer, unir, normatizar e, alguns, até codificar, pois como vimos este foi um dos objetivos do primeiro congresso de Umbanda.

Em 1956 aparece um "novo" autor de Umbanda, pois muitos já vinham escrevendo. Surge W.W. da Matta e Silva com o seu "Umbanda de Todos Nós", na intenção de apresentar á Umbanda. Este é um livro bibliográfico, fruto de pesquisas, que visa mostrar a religião, a ciência, a arte e a filosofia, com material muito próximo ao que vinha sendo estudado no Primado de Umbanda (lembrando da tese do AUM BHANDÃ que veio da Tenda Mirim para o primeiro congresso e anos após foi publicada pelo nosso irmão Da Matta). Diga-se de passagem uma obra muito bem feita que trouxe inovações e conhecimentos muito bem embasados.

Da Matta apresentou á Umbanda da forma como a enxergava e trabalhava. O que é uma visão particular visível em sua postura observada em passagens de sua obra, onde vemos como exemplo o autor citando as entidades Maria Padilha, Maria das Sete Saias e Zé Pelintra, Catimbozeiro e Mestre da Jurema que segundo o autor não fazem parte da Umbanda nem devem se manifestar nela, assim como os baianos, boiadeiros, marinheiros ou ciganos. Nesta visão do autor a Umbanda deveria manifestar apenas Caboclos, Pretos Velhos e Crianças na direita; Exu e Pomba Gira na esquerda.

De certa forma isso é um dogmatismo, uma Codificação restrita a seus seguidores e simpatizantes. Mas que eu em particular também percebo assim, porque acho que a hierarquia estabelece Leis e Regras, no qual se deve seguir sem bagunça. Lembrando que o próprio Da Matta, e alguns de seus discípulos, identificou a "sua umbanda" ou a "Umbanda de Todos Nós" como "Umbanda Esotérica e Iniciática". O que também não foi novidade, pois a origem desta forma de se praticar Umbanda está no Primado de Umbanda na Figura de Benjamim Figueiredo e o assunto já havia sido abordado em uma publicação de Oliveira Magno em 1950, o livro intitulado "A Umbanda Esotérica e Iniciática". Mas esta nova obra além de ser mais completa foi mais elaborada e exemplificada.

Esta é uma segmentação dentro da própria Umbanda, Da Matta também teve discípulos, que publicaram obras nas quais podemos detectar a mesma postura, que traz de forma implícita e subentendida, cada um à sua maneira, o "Dogmatismo e Codificação". Alias religião nenhuma consegue passar sua verdadeira mensagem sem um desenvolvimento de uma codificação eficiente e convincente.

Alguns mudaram de idéia no caminho, só que não é possível apagar o que já foi escrito (como por exemplo, um cidadão que alcançou um cargo de envergadura nacional e disse: "Esqueçam tudo o que eu escrevi"). É muito difícil esquecer, afinal foi grande o numero de pessoas que leram, e muitos vai continuar lendo, livros e livros, sem, contudo esquecer que a essência do trabalho não está apenas na prática da Umbanda, mas no seu aprimoramento. Tanto de conhecimentos filosóficos e religiosos, como também na sua ritualística sagrada. Definida assim pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas: "Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade". Mas caridade se faz também na partilha dos conhecimentos. E é por isso que devemos ter uma base sólida contida nesses conhecimentos.

A Umbanda é simples, sua prática é simples, mas não basta deixar que os guias trabalhem. Antes é preciso que os sacerdotes tenham, além de preparo espiritual, um grande conhecimento que não deve ser apenas místico, mas filosófico e esotérico. E neste contexto o conhecimento astrológico é fundamental. Enganam-se aqueles que tentam ignorar os conhecimentos dos astros. Pois é inegável, a ligação dos orixás com cada planeta e signo do Zodíaco. Também se percebe que na ritualística, tanto esotérica, quanto umbandista os princípios astrais estão contidos profundamente em todas as praticas essências. Apenas uma coisa é certa: "teoria sem obras é estéril". Portanto, estudem e não deixem de trabalhar; estudem, mas não usem este estudo para complicar o que já funciona de forma simples ou para questionar quem não teve a mesma oportunidade de estudar, mas tem a garra e a coragem para ajudar o próximo por meio dos espíritos militantes na Umbanda.

O difícil é encontrar os chamados “Grandes Mestres ou Magos” dispostos a repassar conhecimentos sem que ele selecione as pessoas por sua conta bancaria! A grande maioria inventa cursos, lança livros e se negam a ensinar o que sabem de forma caridosa. Muitos se sentem super estrelas de “alta grandeza”. Mas estão muito enganados, pois “os primeiros serão os últimos”! Também é inegável a existência de “máfias” em todos os seguimentos, tanto, esotéricos, astrológicos e umbandistas. Só publica, edita e tem vez os renomados “senhores e senhoras” de destaque.

A Umbanda não têm um mártir. Têm sim muitos lutadores abnegados e anônimos, a exemplo dos nossos guias que usam nomes de linhas e falanges para ocultar sua personalidade e valorizar a religião em si. Mas a Umbanda tem sim muitas “estrelas”! Ou pelo menos que se acham! Se precisarmos de um nome ou dois, que seja Caboclo das Sete Encruzilhadas e Zélio de Moraes. Historicamente temos muitos, mas ainda ninguém tão aclamado e unânime quanto Chico Xavier no Kardecismo. Com certeza teremos, mas até lá temos apenas médiuns de Umbanda. E a grande maioria visando mais o dinheiro. No entanto temos os grandes iniciados, que verdadeiramente trabalham pela Umbanda e pela Luz. Se não fossem eles a Umbanda já não mais existiria.

Temos grandes nomes que estão à frente das Federações mais antigas e atuantes. São eles que lutam para manter a Umbanda em ordem e harmonia. Entre esses temos na cidade de São Paulo: Pai Ronaldo Linares presidente da FUGABC – Federação Umbandista do Grande ABC e responsável pelo Santuário Nacional da Umbanda em São Bernardo e Pai Jamil Rachid presidente da União de Tendas de Umbanda e Candomblé e responsável pelo Vale dos Orixás em Juquitiba.

O que nós somos: é apenas médiuns que têm na Umbanda parte de nossa missão carmica. Quanto ao resto, temos os próximos séculos para observar, pois só o futuro nos trará mais respostas. Outra coisa a ser observada, é que, não são apenas umbandistas médiuns que incorporam, saibam que existem muitas formas de mediunidade. Eu mesmo não pratico incorporações e tenho minha mediunidade agindo de outras maneiras, não menos importantes, agindo de forma psíquica ou intuitiva. Saibam que somos diferentes na Forma e iguais na essência, a essência é a Umbanda quando ela é ensinada em sua forma elevada e verdadeira.

Busquemos a luz e o conhecimento anstes de colocar na pratica o que achamos que seja o certo. antes devemos buscar integração e aprimoramento.

Um abraço a todos aqueles que buscam o aprimoramento, ético e moral da Umbanda.

Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

domingo, 17 de agosto de 2008

Exu o agente evolutivo do carma


Exu por ser o [Photo]primeiro Orixá do panteão africano e, também, o mais polêmico por ser mal interpretado até mesmo por pessoas que se dizem entendidas do assunto. Exu ou Elegbara é um orixá que rege e tem como reino as matas, estradas e encruzilhadas. Aliás, este Orixá está em todos os lugares ao mesmo tempo. Na verdade este Orixá é o mercúrio africano, o intermediário necessário entre os homens e o sobrenatural, o intérprete que conhece ao mesmo tempo a língua dos mortais e dos Orixás. É, pois o encarregado de levar aos deuses o chamado de seus filhos. Somente este Orixá tem permissão de entrar no céu e voltar à terra imediatamente quantas vezes se fizer necessário. No Candomblé, nada se faz sem fazer oferendas à ele. Exu é sempre o primeiro a ser reverenciado. Cair nas graças desse Orixá é sempre ter caminhos abertos e sempre estar longe de confusões.

NO ETANTO É MUITO FACIL NOS DEPARARMOS COM EXUS BRINCALHOES ESPECIALMENTE, AQUELES QUE ESTÃO AINDA INICIANDO SUA EVOLUÇÃO. OS EXUS DE ALTO GRAU EVOLUTIVO NÃO BRINCAM EM SERVIÇO, MAS TEMOS POR AI MUITOS QUE SE FAZEM PASSAR POR SEUS SENHORES PARA TIRAR PROVEITO DE TUDO. ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU. POIS É. COMO NA POLITICA TEMOS ERROS, MENTIRA E MEMBROS DE TODA SORTE, ASSIM TAMBEM TEMOS VARIAS PERSONIFICAÇOES E NATUREZAS DIVERSAS NO MEIO DAS ENTIDADES. MAS LEMBRO QUE ESSAS AS QUE AINDA NÃO EVOLUIRAM, POIS AS DE ALTO GRAU SABEM MUITO BEM O SEU PAPEL. OUTRA COISA QUE VEMOS MUITOS SE ENGANAREM É PENSAR QUE EXU SÓ SE INTERESSA POR OFERENDAS E QUE O SEU PAPEL É SÓ SER O MENSAGEIRO DOS DEUSES. EXU SABE MUITO BEM O SEU PAPEL E TEM UMA TAREFA MUITO IPORTANTE DENTRO DE TODA EVOLUÇAO HUMANA. POMBAGIRA POR EXEMPLO TEM UMA MISSAO MUITO IMPORTANTE QUE É DESENVOLVER A FECUNDIDADE E REPRODUÇAO HUMANA. POR ISSO NÃO SE ENGANEM E NAO FALEM DO QUE NÃO SABEM.

CARLINHOS LIMA - ASTROLOGO, TAROLOGO E PESQUISADOR.

sábado, 16 de agosto de 2008

Resolvendo os problemas da vida



Chegou a hora de aprender a resolver problemas. Existem muitos tipos de problemas: econômicos, sociais, morais, políticos, religiosos, familiares, etc. e devemos aprender a resolvê-los de forma inteligente. O mais importante para a solução de todo problema é não se identificar com o mesmo. Alguém tem certa tendência para identificar-se com o problema e é tamanha a identificação que de fato nos convertemos no próprio problema.

O resultado de tal identificação é que fracassamos na solução, porque um problema não pode jamais resolver outro problema. Para resolvê-lo se necessita de muitíssima paz e quietude mental. Uma mente inquieta, batalhadora, não pode resolver nenhum problema. Se você o tem muito grave, não se identifique com ele, não se converta em outro problema, retire-se para qualquer lugar de sã descontração, para um bosque ou parque, para a casa de um amigo muito íntimo, etc. Distraia-se com algo distinto, escute boa música e, depois, com sua mente tranqüila e quieta, estando em perfeita paz, procure compreender profundamente o problema recordando, que a solução de todo ele está no próprio problema.

Lembre-se de que sem paz não pode fazer nada novo. Você necessita de quietude e paz para resolver todo problema que se apresente na vida. Necessita pensar de uma maneira completamente nova acerca de qualquer problema que queira resolver e isto só é possível tendo tranqüilidade e paz. Na vida moderna temos muitíssimos problemas e, desgraçadamente, não temos paz. Isto é um verdadeiro quebra-cabeças porque sem paz não podemos resolver problemas. Nós necessitamos de paz e devemos estudar este assunto profundamente. Necessitamos investigar qual é o principal fator que acaba com a paz dentro e fora de nós mesmos, precisamos descobrir qual é a causa do conflito.

Chegou a hora de compreendermos a fundo, em todos os níveis da mente, as contradições íntimas que temos interiormente, porque esse é o principal fator de discórdia e conflito. Quando compreendemos a fundo a causa de urna enfermidade, curamos o enfermo. Quando conhecemos profundamente a causa do conflito, acabamos com ele e o resultado é a paz. Dentro e em torno de nós, existem milhares de contradições que criam conflitos.

Realmente o que existe dentro de nós existe também na sociedade, porque esta é, como já dissemos tantas vezes, uma extensão do indivíduo. Se há contradição e conflito dentro de nós, também há na sociedade. Se o indivíduo não tem paz, a sociedade também não a terá e, nestas condições, toda a propaganda pela paz resulta de fato totalmente inútil. Se nos analisamos judiciosamente, descobrimos que, dentro de nós próprios, existe um estado constante de afirmação e negação: o que queremos ser e o que somos realmente.

Somos pobres e queremos ser milionários, somos soldados e queremos ser generais, somos solteiros e queremos ser casados, somos empregados e queremos ser gerentes, etc. Não é errado querer, o problema é que queremos demais, muito mais do que merecemos ou teremos capacidade de conseguir. Tudo tem limites e o melhor é querer algo de cada vez sem apontar pras varias direções ao mesmo tempo. Afinal o segredo do sucesso é ser organizado.

Passos contra as drogas.


Passo a passo, vai se delineando um caminho, que se inicia pelo reconhecimento da real fragilidade do indivíduo, de sua impotência diante desse mal. A partir daí, ele se abre para uma trilha espiritual, onde somente um poder maior é capaz de ajudar a redimir suas culpas. Surge, então, um novo eu, capaz de perceber suas responsabilidades para consigo próprio, para com o próximo e o mundo. Doação ao outro é a condição final na constituição da Irmandade dos 12 Passos, ajudando-o a manter a sobriedade.

Para se entender um pouco mais
por que esse programa é voltado para a abertura do adicto à espiritualidade, precisamos voltar alguns anos, quando Carl Gustav Jung recebeu uma carta de Bill W., um dos co-fundadores do A.A. A carta conta que, na verdade, a origem dessa entidade se dera no consultório do psicólogo. Em 1931, Jung tratara, por cerca de um ano, o sr. Rowland, que deixou o tratamento muito feliz, acreditando que se livrara de seu vício, o que não aconteceu realmente. Ao ter nova recaída, ele voltou a seu consultório, mas Jung disse que não via mais sentido em nenhum tipo de tratamento médico ou psiquiátrico que pudesse ajudá-lo. Chocado com o veredicto, o sr. Rowland insistiu, e Jung afirmou que via na verdadeira conversão religiosa a única saída para o seu caso. Tempos depois, Rowland se filiou ao Oxford Group, movimento evangélico europeu, onde finalmente conseguiu se libertar de sua compulsão pela bebida.

Estranhamente, o autor da carta
, Bill W., acabou, por outros caminhos, tendo também de viver a mesma experiência que seu amigo para poder se livrar do alcoolismo. E foi durante a sua experiência religiosa que teve a inspiração de criar uma sociedade em que cada um se identificasse com o outro e lhe transmitisse sua experiência. Cada sofredor precisaria viver a sentença de incurável que a ciência médica lhe conferia, além de ter de viver uma experiência de transformação espiritual. Esses foram os conceitos-base para as posteriores conquistas dos A.A.

Em resposta a essa carta de Bill W.
, Jung escreveu que não pudera ser mais claro com o sr. Rowland pois temera ser mal interpretado, coisa que estava ocorrendo com freqüência em relação a ele no meio médico. Segundo o psicólogo, a fixação que observara em seu cliente, bem como em outros casos que acompanhara, era o equivalente da sede espiritual de nosso ser pela totalidade, expressa em linguagem medieval pela união com Deus. Acrescentou ainda que um homem comum, desligado dos planos superiores e isolado de sua comunidade, não pode resistir aos poderes do mal. Por fim, concluiu dizendo que “álcool em latim significa espírito, ou seja, a mesma palavra que designa a mais alta experiência religiosa nomeia também o mais depravador dos venenos. A receita seria, portanto, spiritus x spiritum” (espírito x álcool).

Com certeza, muitas pessoas na adolescência
tiveram alguma experiência com drogas. Em geral, começa-se com o álcool, uma vez que ele é legalizado e está presente em todas as festinhas. Pode-se daí evoluir para drogas mais fortes ou não. Depende dos motivos de cada um: mera curiosidade, sugestão ou imitação dos amigos e familiares, adequação a um grupo social, ou até motivações mais profundas, como uma grande desilusão, um protesto contra a família ou contra a sociedade. O vício pode ter raízes ainda na tentativa de manter o equilíbrio, na necessidade de burlar a autoridade, na dificuldade de lidar com a frustração, na tentativa de ser diferente do que se é, na busca de aplacar sensações doloridas ou de um mundo melhor.

Seja qual for o motivo
, compreende-se o dependente químico como uma pessoa que se encontra diante de uma realidade, objetiva ou subjetiva, insuportável, da qual não pode se esquivar e que não consegue transformar. Resta-lhe então, como alternativa, tentar mudar a sua percepção do mundo real, algo que vai buscar nos estados alterados de consciência proporcionados pela droga. Para ele, beber ou drogar-se passa a ser uma questão de sobrevivência psíquica. Por isso é muito comum observar comportamentos de risco em muitos dependentes químicos. Na busca do êxtase e para vivenciá-lo novamente, é preciso jogar com a morte, uma vez que se assume mais riscos a cada rodada da droga. Pouco importa também se no caminho dessa busca se encontre o inferno – ele faz parte da jornada.

Em todos os rituais de iniciação,
para se ter acesso ao mundo oculto, acaba se correndo riscos, pois o neófito se submete a provas que vão transformá-lo durante o seu caminhar. Para adquirir tanto maturidade psicológica como religiosa, o indivíduo vive, simbolicamente, a morte e o renascimento.

Para crescer, ou seja, para evoluir
de sua condição psicológica de submissão e dependência para uma condição de auto-responsabilidade, o adolescente precisa também aceitar a morte (da criança que ele é) e a ressurreição (do adulto que virá a ser).

No entanto, herdeiros de um mundo tecnológico
, esvaziado dos valores do espírito, em prol dos áridos valores materiais, nossos adolescentes não têm a estrutura necessária para auxiliá-los nessa passagem. Nesse sentido, estão irremediavelmente nas mãos do spiritum – o mais depravador dos venenos, como afir- mou Jung.

O mito medieval de Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda
nos mostra que, para curar o rei e a terra de seu reino voltar a ser fértil, era preciso que se encontrasse o Santo Graal – essa era a missão dada aos cavaleiros. Quem acabou encontrando o cálice foi Parsifal, talvez o menos preparado na arte da guerra e do domínio, mas, entre todos, o mais puro de coração. Pa- ra ter sucesso nessa tarefa, porém, ele precisou se livrar de antigos valores e se transformar psicologicamente.

Foi esse o caminho que Jung propôs
ao sr. Rowland quando lhe sugeriu que somente uma autêntica conversão poderia resgatá-lo de sua compulsividade. Para se fazer a verdadeira conversão aos valores do espírito, é necessário que nosso ego entre em colapso, se perceba impotente, reconheça sua fragilidade e se coloque a serviço do poder superior – força que realmente rege a vida de todos os homens.

Carlinhos Lima - Pesquisas

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Feminino e Masculino em Ogum


Ogum feminino e masculino atraves do Sol e da Lua.
A lenda de São Jorge, que tem no Cristianismo Popular e não no culto dos orixás a sua origem e firmação em nosso país. Esse santo estaria segundo seus fieis, em permanente combate com o dragão feroz. Em umbanda Ogum é também o orixá que combate mais diretamente as hostes do Dragão. É Ele também que controla, castiga e apreende os Exus negros, Quiumbas e outras formas maléficas que tentam escravizar os filhos de fé.

O Catolicismo Popular afirma que Maria é o atalho para Jesus. Da mesma maneira, muitos astrólogos medievais viam a Lua como um caminho para o Sol, assim como, na concepção hinduísta, a vida sob o domínio da emoção e dos sentimentos é a etapa necessária para a vida no plano da criação pura. Os astrólogos da Idade Média, era comum em textos da época a referência ao mundo sublunar para falar da mutável e inconstante realidade terrena, em contraste com a atemporalidade da perfeição espiritual simbolizada pelo Sol. Em todas as religiões antigas, a Lua e o Sol constituem um casal divino, cujo melhor exemplo é o mito de Ísis e Osíris no Egito. No sincretismo afro-brasileiro, a associação é com Iemanjá e Oxalá, identificados, aliás, com Nossa Senhora e Jesus Cristo.

Para poder ser invadida pelo espírito e tornar-se uma incorporação dele, a pessoa deve começar a trabalhar com aquilo em que o espírito se manifesta. Deve começar a pensar e a sentir em termos de relação e de unidade individualizada. Astrologicamente falando, deve lidar com ciclos de relacionamento, ao invés de ciclos de posições. E o mais característico entre estes últimos, o que está mais profundamente impresso na experiência comum da humanidade, é o ciclo da lunação, revelado pelas fases da lua.

O ciclo de lunação é o arquétipo de todos os ciclos simples de relacionamento planetário. Sem duvida, é da experiência universal das fases da lua que o conceito mais primitivo de “aspectos planetários” se desenvolveu na mente dos homens. E foi também o estudo do ciclo de lunação que levou ao desenvolvimento dos fatores astrológicos conhecidos como “nós” e “rodas”. Com o ciclo de lunação entramos no reino da relação – um reino que a mente humana tem demorado muito para explorar.

Sabemos que o individuo humano opera basicamente em dois reinos: o reino do relacionamento dualista sol-lunar (“vida”), e aquele do complexo relacionamento orgânico estabelecido entre os movimentos periódicos dos planetas que estão dentro do sistema solar como um todo (o reino da “identidade individual”). Também já vimos que, enquanto o sol é a fonte de toda substancia-energia da “vida”, a lua é a construtora daquelas estruturas orgânicas através das quais este potencial solar é exteriorizado e diferenciado para uso na existência real.

Conclui-se que os planetas têm um relacionamento decisivo com a lua, pois estampam, com características especializadas, as estruturas que são “construídas” pela força lunar de vida orgânica. Isto poderá deixar o estudante de astrologia um pouco espantado e intrigado, mas sem necessidade. Ele prontamente reconhecera o fato de que a lua, circulando como circula ao redor da terra, liga periodicamente o reino dos planetas que estão dentro da órbita da terra, e o reino dos planetas que giram fora desta órbita. Também poderá perceber que no simbolismo oculto a lua é chamada de “mãe” da terra. Uma mãe não constrói deliberadamente os vários órgãos do embrião que carrega em seu ventre, mas a “Grande Mãe” – isto é, a força de evolução que produziu a espécie biológica homo sapiens – é o principio estruturador que está em operação em cada mãe individual.

Esse princípio estruturador, a lua, é como tecelão usando fios de varias cores e tramando-os para á frente e para traz no tear, a fim de produzir o desenho do tecido. A lua no céu é como uma lançadeira que se movimenta entre os planetas exteriores e interiores do nosso sistema solar, tecendo a tapeçaria orgânica da vida humana com fios mercurianos e jupterianos, venusianos e marcianos, dentro dos limites do tamanho da trama determinado por Saturno.

Em si tratando de Umbanda-Astrológica, encontramos Ogum, orixá de conotação nitidamente masculina, assim como São Jorge, santo militar e pertencente a um universo dominado pelos homens, surgem tão freqüentemente relacionados à Lua e aos orixás femininos das águas, como Iemanjá e Oxum. Qual é a explicação para isso? Há, pelo menos, duas explicações possíveis: em primeiro lugar, as demandas que Ogum enfrenta pertencem todas ao domínio das paixões inferiores, como o ódio, a inveja, o ciúme e o egoísmo. A Lua, cuja permanente mudança de fases bem representa a instabilidade da alma humana, é o campo de batalha onde os instintos precisam ser vencidos para que brilhe a natureza solar. Em segundo lugar, podemos lembrar o princípio da complementaridade dos opostos: masculino e feminino são polaridades que não podem existir de forma exclusiva, sem a complementaridade do outro pólo. Aqui notamos que lua assim como Ogum governa o mundo das relações.

Ademais essas tais relações como expus acima entrelaça todos os astros, da mesma forma que Ogum se entrelaça a todas as Linhas de Umbanda sendo ele o General e o arquétipo do Guerreiro. Alias, Ele é o regente do primeiro signo e da primeira casa da Roda Zodiacal.

Adeptos da Umbanda Tradicional e que não olham o significado característico dos orixás enxerga em Ogum, uma Entidade que carrega consigo tantas qualidades positivamente masculinas, como a força, a coragem, a energia do fogo e a carga de agressividade necessária para qualquer realização, precisa do tempero da receptividade, da doçura, da paciência e da devoção, atributos femininos dos orixás das águas. No entanto isso não traduz a verdade plena.

A ligação de Ogum com o lado feminino da Natureza, com a Lua e com a água, se dá através de si mesmo com a manifestação dos seus vários “eus” ou personificações. Na Umbanda-Astrológica tenho por certo que os orixás se relacionam com os demais através de suas varias personificações e afinidades desenvolvidas pela junção dos elementos. Por exemplo, nesse ano de 2008, temos a junção do fogo o qual age através de uma fusão com a água. A manifestação do fogo sobre a água produz uma manifestação química e alquímica revelando outros elementos e sub-elementos.

Esse elemento revelado pela Alquimia Cósmica Sagrada é governado por uma das varias manifestações de Ogum, nesse caso Ogum Yara. Esse orixá além de não ser só uma manifestação masculina ele tem a perfeita junção com a parte feminina da natureza e protege muito mais as mulheres, sendo que essa proteção se estende também aos gays e lésbicas. Sem esse tempero, o resultado é desequilíbrio. Mas como eu disse, ele se dá dentro da própria manifestação personificada do orixá. Os mitos africanos, ao mostrarem um Ogum guerreiro, violento, destruidor e, ao mesmo tempo, incapaz de compreender a alma feminina (ele perde, sucessivamente, suas esposas para Xangô), não estão falando verdadeiramente do orixá, mas de sua manifestação imperfeita e desequilibrada no próprio ser humano. E possivelmente uma das encarnações mal sucedidas do Ancestral desse orixá. Na medida em que as qualidades precisam ser integradas e harmonizadas, os conflitos míticos entre os orixás dramatizam exatamente a luta por essa integração interior, na busca da totalidade psíquica.

O Ogum do sincretismo afro-brasileiro, que trabalha harmoniosamente associado a Oxum e Iemanjá, como demonstram os pontos, já expressa, pois, uma concepção mais integrativa do que àquela presente nas lendas iorubanas. Mas para á Umbanda-Astrológica ainda não traduz a verdade por inteiro, pois para expressar o lado feminino não há necessidade de integração com orixás femininos, mas simplesmente revelar o lado feminino que há dentro do próprio orixá. Alias em todos os orixás.

Em todos os pontos em que Ogum aparece associado ao princípio feminino na Umbanda Tradicional, seja sob a forma da Virgem Maria, de Iemanjá ou de Oxum, o sentido é sempre o da força dirigida pela sabedoria, a energia de luta colocada a serviço da misericórdia. Trata-se de um belo simbolismo que reúne elementos das tradições cristã e iorubana. Mas o único erro é achar que para manifestar a força feminina nas esferas da sensibilidade e dos relacionamentos precise-se de integração com outro orixá feminino.

Ogum se liga aos demais orixás através dos quatro elementos

Originária do dialeto kikongo, macaia é palavra banta, (do antigo Congo), significando folhas sagradas. Pode ser traduzida também por mata sagrada (o lugar da mata reservado à realização de rituais) ou, dependendo do contexto, por fumo. Aqui notamos então a ligação com a mata virgem (território de Oxossi) quando vi surgir, vindo de seu local mais sagrado (um plano superior), São Jorge em seu cavalo branco (uma entidade de Ogum de grande elevação). Ou seja, aqui temos a ação de Ogum com uma personificação ligada e interligada com Oxossi.

Já a expressão auê, que vem do iorubano àwé, ou seja, meu amigo. É uma saudação amistosa dirigida a desconhecidos e utilizada para todos os orixás. Aparece também o verbo saravar, que é simplesmente o mesmo que salvar, ou saudar, no português estropiado falado pelos primeiros escravos bantos (A palavra é puramente brasileira e não tem nada de africano. Dizer Saravá! É dizer (salve!). Em seguida, relacionam-se quatro diferentes manifestações do orixá: Mejê, ou o Ogum que são sete, ligado a Iansã; Rompe-Mato, ou aquele que trabalha ligado a Oxossi e Ossaim; Beira-Mar, que atua em conexão com Iemanjá; e Ogum de Lei, cujo nome vem do iorubano Delé, o que toca o solo. É o Ogum ligado à terra, ao chão. Ogum Beira-Mar - Marte em signos de Água (Peixes), ou Ogum Yara (Câncer). Mas não depende exata e exclusivamente da posição por signo como quer a Umbanda Esotérica, mas devem-se somar vários fatores, como a posição por casa e muitas outras somas que esclareçam qual manifestação predomina.
Ogum Mejê - Marte em signos de Fogo, especialmente Áries - é o Ogum do ferro e das armas, que troca energias com a também guerreira Iansã. Mas dependendo de outras posições essa manifestação poderá se revelar.

Ogum Rompe-Mato - Marte em signos de Ar, especialmente Libra (a ligação com Oxossi, um princípio agregador e civilizador, com muitos atributos venusianos) ou Aquário (a conexão com Ossaim, orixá do conhecimento fototerápico, com muitos atributos do espírito inventivo e científico associado a este signo). E ainda deve se observar não apenas a posição dos planetas, mas também dos signos por casas, dispositores e aspectos.
Ogum Delé - Marte em signos de Terra e relacionados com sua natureza estabilizadora, como Touro. Mas em especial no signo de capricórnio a força de Saturno no mapa e muitas outras somas importantes que devem ser feitas.

Não quero afirmar que a Umbanda-Astrológica substitui o Ifá na identificação do Odú da pessoa, mas para quem tem um conhecimento profundo tanto de astrologia quanto de umbanda pode sim ter uma aproximação muito considerável. Ademais não é difícil se encontrar sacerdotes de CANDOMBLÉ que erram em suas previsões e interpretações. Assim como também astrólogos que se dizem “influentes” e que se acham estrelas da mídia mesclar conhecimentos simplesmente para ganhar destaque e não admitirem que a astrologia seja incompreensível para eles. No mais se fica bem claro que essas várias “estrelas” tão conceituadas no meio astrológico só querem mesmo é ganhar dinheiro manipulando as pessoas se passando por mestres.
Vêem-se também sacerdotes que fazem tudo por intermédio de guias e incorporações, mas nem todos têm um guia que seja mestre magista e por isso existem tantos erros. Esses erros levaram ao longo dos tempos os cultos afro-brasileiros e a astrologia a um enorme descrédito.
Como disse o Senhor “A verdade vos libertara”.
Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

As Influencias Cosmicas


Na hora em que uma criatura nasce, no céu predomina um signo o qual determinará o seu Ascendente. O Ascendente está ligado à 1a casa do Mapa Astrológico, é a maneira impulsiva de agir. O Ascendente determina também a entrada da pessoa em nível consciente. Quando a pessoa age impulsivamente, o está fazendo de acordo com o seu ascendente. Ele também determina a aparência física, a maneira de se relacionar, assim como a localização do Sol nas casas astrológicas.

Cada 4 minutos do Zodíaco, corresponde à 1 grau, o que na vida da pessoa corresponde a 1 ano de vida (esta contagem só é usada para estudo do que a pessoa vai passar [Futuro] ). A 1a Casa (é da personalidade) é a casa do Ascendente é regida por Marte. NA UMBANDA É OGUM. A 2a Casa (é a que determina bens materiais tais como poder, dinheiro, casos de ganhos) é a casa de Touro, regida por Vênus. NA UMBANDA É OXOSSI.

A 3a Casa (é da agitação e da inteligência) é a casa de Gêmeos, regida por Mercúrio. NA UMBANDA É YORI. A 4a Casa (é a das nossas raízes, dos ancestrais) é a casa de Câncer, regida pela Lua. A 5a Casa (casa dos filhos, dos amorosos e dos amores) é a casa de Leão, é regida pelo Sol. A 6a. Casa (da saúde e do trabalho) é a casa de Virgem, é regida por Mercúrio.

A 7a Casa (das reuniões comerciais, ou casamentos, e da afetividade) é a casa de Libra, é regida por Vênus. A 8a Casa (é a casa da morte, das transformações e modificação da vida) é a casa de Escorpião, é regida por Plutão.. A 9a Casa (é a casa das grandes viagens e dos estudos superiores) é a casa de Sagitário, é regida por Júpiter. A 10a Casa (é a casa da concretização e da segurança) é a casa de Capricórnio, é regida por Saturno.

A 11a Casa (é a casa da fraternidade) é a casa de Aquário, é regida por Urano. A 12a Casa (é a casa da compreensão e do amor universal), é a casa de Peixes, é regida por Netuno. A união de todas as casas e todos os signos é o Zodíaco e cada um é parte integrante de todos nós que temos todas essas energias, internamente.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Astrologia e os orixas



ASTROLOGIA TRADICIONAL E ORIXAS

A técnica dos ingressos solares Para previsões mundanas, utilizamos os ingressos solares, técnica que consiste em levantar cartas para o ingresso do Sol nos signos cardinais, ou seja, aqueles que correspondem ao momento inicial de cada estação do ano. Assim, temos ao longo de um ano quatro mapas de ingressos: em Áries, Câncer, Libra e Capricórnio, cada um mostrando as condições gerais que deverão vigorar naquele trimestre.

Do ponto de vista celeste (planetas nos signos e os aspectos que formam entre si), o mapa de cada ingresso é sempre o mesmo para qualquer ponto da Terra. Contudo, para analisarmos um país específico, levantamos a carta do ingresso para a respectiva capital, o que dá uma diferente estrutura de casas para cada país.

No caso do Brasil, todos os mapas de ingresso foram calculados para a capital, Brasília. O sistema de casas utilizado é o Alcabitius, por ser mais compatível com as técnicas da Astrologia Tradicional. As órbitas são consideradas por planeta, e não por aspecto. Uma vantagem da técnica dos ingressos solares diz respeito ao fato de que podemos utilizá-los mesmo sem ter certeza sobre o mapa que define a identidade política do país em questão. No caso brasileiro, por exemplo, utilizamos o mapa da Independência com Ascendente no início de Peixes, mas sabemos que há outras hipóteses a considerar.

PERCEBEMOS ASSIM QUE OGUM, YEMANJA, OXOSSI E YORIMA TEM OS PAPEIS MAIS IMPORTANTES NO GOVERNO DIRETO DOS EVENTOS FISICOS E HUMANOS NA TERRA E QUE AS OUTRAS LINHAS SEJAM ELAS SUPERIORES OU NÃO AS LINHAS CITADAS, EXISTE SEMPRE UMA SINCRONIA E ATUAÇAO HARMONICA E ESPIRITUAL ATRAVES DA LUZ ASTRAL E COSMICA DO UNIVERSO.

Ingressos solares válidos para o Brasil
Ingresso do Sol em Áries [Photo] Ingresso do Sol em Áries - 20.03.2008, 02h48min14s - Brasília, DF - 047w55, 15s47 Corresponde a um alívio ao clima de tensão e depressão do ingresso anterior. Se bem que nem todos os problemas do país sejam resolvidos, a partir de março o clima político e a situação econômica desanuviarão e o poder central recupera algum fôlego.

Contudo, há momentos de maior dificuldade entre meados de abril e o início de maio - período em que, por coincidência, ocorre o reajuste do salário mínimo e a negociação salarial de diversas categorias profissionais. AQUI ENCONTRAMOS A AÇÃO DIRETA DE OGUM SOBRE O BRASIL ATRAVÉS DA BASE FAMILIAR DEMONSTRAÇÃO DE AMOR, AFETO E CARINHO, TENTANDO DESMEMBRAR O ABUSO DE PODER DE TODA SORTE, EM ESPECIAL DOS HOMENS SOBRE AS MULHERES. CHEGA DE VIOLENCIA CONTRA AS MULHERES! ISSO É O QUE NOS DIZ OGUM.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Oremos a Xangô por paz nesses ultimos meses do ano


Kaó Kabiesilé Xangô. Deus do fogo e do trovão. Senhor do raio e da Justiça Divina, olhe para mim, Pai, com seus olhos justos e benditos. E não permita que meus inimigos me façam mal, nem no corpo, nem na alma, e que nenhuma injustiça me abale. Salve Deus do machado Sagrado, pelo seu Oxé eu peço diminua a violencia e a criminalidade. Faça-nos forte como as rochas que governa. Puro de alma e coração, deposito em suas mãos a minha confiança e, sendo assim, sei que com sua Magnidade entercederás por nós. Nos proteja, Senhor do fogo e da vida, para que meu ser seja a propria vida de seu amor e de sua justiça. Que assim seja! Elimina a maldade do coração dos pedofilos, pra nossas crianças possam viver em paz, e que os homicidas não tenham mais forças pra matar inocentes, amem! Rezemos com fé pra que este ano possa ir de agora em diante até seu final com paz e quando o outro entrar venha trazendo mais alegrias e menos dores pro coração daqueles que sofrem. Chega de ver pessoas chorando por seus mortos vitimas da maldita violencia. Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

OGUM O GRANDE GUERREIRO



OGUM é o primeiro filho de YEMANJÁ, a quem sempre acompanhava, sendo também muito afeiçoado a EXU e seu irmão OXOSSI, ORIXÁ da caça - a quem ele deu suas armas. Foi casado com IANSÃ que o abandonou para seguir XANGÔ. Casou-se também com OXUM, mas vive só, batalhando pelas estradas é o abre-caminhos. Ele é o ORIXÁ do ferro; foi o primeiro ferreiro.

É o ORIXÁ da civilização e da técnica. Introduziu a agricultura e, como oferenda, recebe inhame e feijão, os frutos da terra. É o ORIXÁ dos maquinistas, motoristas, ferroviários, operários e de todos aqueles que trabalham com máquinas e ferramentas. É o ORIXÁ da virilidade; remove obstáculos, civiliza o mundo, prove alimentos. Seu dia é a terça-feira. E nas grandes "obrigações", pode pedir um boi ou um bode. Sua cor é o vermelho, mas gosta também de azul e verde forte.

Seu animal o cachorro. É agressivo e brutal e é tido como responsável pelos acidentes de carro, avião e mecânicos em geral, com os quais castiga quem o desrespeitou. Seus filhos devem abster-se de beber cachaça e de andar armado com faca e facão. Por ser sua possessão muito violenta, pode deixar quem o recebe completamente inconsciente e sem controle de seus atos. Os filhos de OGUM são briguentos, violentos, impulsivos e não perdoam e não perdoam as ofensas que foram vítimas.

Perseguem energicamente seus objetivos e em momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda esperança. Possui humor mutável, indo dos furiosos acessos de raiva a um tranquilo comportamento. São impetuosos e arrogantes, não se incomodando de melindrar os outros, mas por terem franquezas em suas intenções, e serem sinceros, dificilmente são odiados.

CARLINHOS LIMA - ASTROLOGO, TAROLOGO E PESQUISADOR.

MENSAGENS DE UMBANDA-ASTROLOGICA


Ombhandhum

Ombhandhum sagrada é a Prótosíntese Cósmica da verdadeira ciência da Umbanda, dos Portentosos Senhores de Aruanda, a convergir para o Planeta a filosofia do Amor Universal, num momento em que a Humanidade atravessa um ciclo muito doloroso de descrença, dores e provações acerbas.
Das matas virgens da Jurema, das cachoeiras de Seu Pena Branca, das montanhas altaneiras de Xangô, das profundas águas de Yemanja, da sabedoria dos Anciãos e da inocência e pureza da falanges dos Ibejis, chega á humanidade que chora e geme a "Nova Ordem Mundial" para a mais rápida aceleração do carma negativo da humanidade, e para a mais breve profilaxia do planeta, que em seu bojo conduz em sua viajem cósmica os filhos do Pai Maior.
"Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado e amo!"
Este é o novo clarim que soa, das clareiras de Humaitá, através do Oficial de Ronda,
Sr. Ogum Megê!
Luz que desce de Aruanda para os simples de coração, convocando a humanidade para uma reavaliação dos valores até então estabelecidos por conveniências e comodismos, quer seja pela ignorância ou atavismos condicionados pela falsa tradição esotérica das religiões.
Movimentam-se no astral numerosíssimas falanges de índios, caboclos, pretos-velhos, Hindús, Maometanos, Budistas, Espíritas, Cristãos, Ciganos, e demais Ordens e filosofias, para uma única convergência de final de ciclo, sob um estandarte de luz, de paz e de solidariedade, com a Suprema cobertura do Cristo Jesus no seu mais novo advento:
"Penetrar o coração dos homens e mulheres de Boa Vontade!"
Eis que da Aruanda, numerosa caravana toma a direção da terra ordenada por Ogum Yê, cavaleiro de Oxalá!
Que com sua espada de Luz busca defender os filhos de fé no último Armagedom, para que Nosso Grande Senhor Oxalá seja o Vencedor desta demanda!
“Porque Filhos de Umbanda não caem!”

Saravá filhos de fé!
Aranauam Povo de Aruanda!
Salve o Portentoso Senhor das Sete Encruzilhadas!
Salve o Caboclo Urubatão da Guia, ordenança de Oxalá!
Salve todas as Bandas da Umbanda!
Saravá á Corrente Astral de Umbanda!
Salve a Sagrada Corrente das Santas Almas do Cruzeiro Divino!
Salve Ismael!
Om Shanti Om!

Premanandâchâryâ.
Canalização de João Batista Goulart Fernandes.

OBRIGADO MEU CARO AMIGO PELA LINDA MENSAGEM - AXÉ!
CARLINHOS LIMA - ASTROLOGO, TAROLOGO E PESQUISADOR.

MENSAGENS DE UMBANDA


Cartas de Gandhara I

Ao professar a sua filosofia, advogar a sua causa, militar na sua religião, a criatura humana deverá viver cada dia de acordo com a doutrina que alberga em sua compreensão, sob pena de cometer heresia.

Acreditar por acreditar, mas divorciar-se do exemplo a ser vivido é puro farisaísmo.
Não há religião superior á outra, não há verdade superior á outra.
Não há doutrina superior á outras doutrinas.
O neófito que inicia seu caminho no rumo das expansões consciênciais, quando não tem por perto dos seus estudos e práticas espirituais, o Instrutor abalizado na experiência, perde-se em conjecturas vazias.

Não se pode perder de vista que as religiões sempre foram estágios para as consciências que trafegam na experiência do despertar, e que cada época trouxe seu Avatar, seu Líder religioso, seu Pensador, e assim a egrégora mental planetária se transforma sempre na direção das ascensões, impulsionando a coletividade, quer sejam de encarnados ou desencarnados, pois que as almas sempre se repetem nas viagens entre os diversos educandários na busca infatigável de aprimorarem-se e sublimarem-se através da provas individuais e coletivas.

Seria uma agressão ir até o jardim de infância e exigir que os infantes ali estagiários assumam as lições da escolástica universitária. E não é a missão do educador espiritual converter as consciências, que se demoram a compreender a convergência espiritual que se processa hoje à luz do dia.

Não faz parte da missão do Manú-Semente converter as raças e migrá-las para outras religiões... Natura non facit saltum!
O que se quer compreender, é que o homem se torne melhor na religião que abraçou.
Se for budista, que viva em si mesmo os exemplos de Sidharta Gautama.
Se for cristão, que se apóie nas práticas de Jesus, e viva Seu evangelho de luz.
Se for hinduísta, que medite nas ilações dos Vedas Sagrados, e pratiquem ahimsa.
Se for xintoísta, que exercite as virtudes morais de seus códigos de condutas.
Se for espiritista, que eduque-se, vivenciando as práticas kardecistas.
Se for umbandista, que viva o seu dia á dia de acordo com as vibrações salutares de seus Orixás.
Se for evangélico, adventista, batista, salvacionista, maçon, rosa-cruz, ou ateísta, que seja um exemplo de ser humano, esforçando-se no sentido de tornar melhor a sociedade, através do respeito e cordialidade, fraternidade e solidariedade, com humildade.
Que importa se estamos no pagode, na igreja, no templo, no centro espírita, no terreiro, no ashram, no monastério, na loja, no eremitério, quando nossa alma unificada em vibrações de simpatia universal busca o Mesmo e Único Deus Imanente, Transcendente, Onisciente?
Que importância tem para as Divindades a nossa religião, se elas, as Entidades de Luz são puro amor, e não são à favor do separatismo doentio dos homens?
Todas as religiões vieram da mesma Fonte, mas em épocas diferentes, conforme a maturidade dos homens.
Mahavir, Zarathrusta, Maomé, Gandhi, Jesus, Krishna, Buda, Zoroastro, Confúcio, Lao Tse, ou Caboclo das Sete Encruzilhadas, são todos Irmãos nossos, cuja origem se perde na noite profunda do cosmos, e todos vieram cumprir uma missão especial em favor de nosso entendimento espiritual, nos proporcionando abranger o horizonte do conhecimento oculto, cada um em sua época e de acordo com o nível de evolução das raças.
Todos Eles foram humildes.
Todos Eles ensinaram o perdão.
Todos Eles estimularam a virtude do Amor incondicional.
Todos Eles incentivaram a paz.
Todos Eles insistiram em nos chamar de irmãos.
Por quê então o orgulho, a vaidade, a arrogância, a prepotência, o desprezo, a presunção?
Quais destes Mestres nos ensinou a sermos mesquinhos?
Irmãos meus, amigos meus, “Nihil sub sole novum...”
Ainda que venham outras e novas doutrinas, trazidas da Fonte dos Avatares, a nossa urgente necessidade de todos os tempos é tão antiga quanto O Pai Celestial, porém não é um mistério. O “amavi-vos uns aos outros” eternizado por Jesus Cristo deve ser sempre a flâmula a tremular no céu de nossas consciências! Deve ser sempre o grito divino ecoando em nossos corações, á nos convocar para a re-união e para a convergência planetária, sem importar a nossa visão fragmentada da verdade, e sem nos excluir por causa de diferenças religiosas.
Estamos a favor da causa maior, operando em nome de Deus? Ou estamos usando a religião como um trampolim da nossa vaidade e do nosso orgulho, a fim de projetarmo-nos aos olhos da sociedade?
E se somos agredidos, mesmo dentro de nossos templos, igrejas, ou terreiros, por adversários, visíveis e invisíveis, se sofremos ataques de Entidades trevósas dentro dos limites de nosso espaço sagrado, é por que talvez nossas atitudes não estejam de acordo com os nossos esclarecimentos. Talvez nossas atitudes e nossos comportamentos não estejam em sintonia com os nossos guias. Talvez nossos atos e pensamentos, nossos vícios e inclinações estejam muito aquém dos níveis basilares que nos devemos manter, a fim de suportar a nossa missão e o nosso trabalho como espiritualistas.
Meditemos profundamente.
Invoquemos a Santa Presença, que nos orienta e inspira sempre quando somos honestos conosco mesmos.
E nunca percamos de vista, que o sucesso de nosso trabalho e de nossa missão, por humilde que seja, está em relação direta com a retidão de nosso caráter; está em sintonia com as vibrações de nossos corações. Paz e Luz!
Salve a Sagrada Corrente das Santas Almas do Cruzeiro Divino!
Salve a Corrente Astral de Umbanda!
Om Shanti Om!
Aranauam!
Saravá fraterno!
Gandharananda Shanti.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Mensagem aos filhos de fé


Pai João do Congo
A consciência dos filhos ainda não pode conceber o que "é" Umbanda, e muitos não compreendem seus arcanos secretos. Poucos filhos na terra tem a exata compreensão e entendimento desta Senhora da Face Velada e não conseguem encontrar palavras para interpretar o que eles percebem ou intuem através das suas faculdades medianímicas, dai a dificuldade de explicar o Sagrado, o Ombhandhum milenar, renascido através do Caboclo das Sete Encruzilhadas pela mediunidade de seu protegido, o filho Zélio, nas terras da Santa Cruz. Mas se a grande maioria dos filhos ainda não sabe o que "é" Umbanda, já é tempo de saber o que a Umbanda "não é!" Umbanda não é culto a Orixá.
Umbanda é culto á caridade. Umbanda cultua o amor, a humildade, a simplicidade, o respeito a natureza, o respeito ao semelhante, a alegria de servir, de sentir-se privilegiado em poder estender a mão em nome da fraternidade; de olhar o universo com reverência e falar com o Pai Supremo com profunda veneração! O Orixá, que nós muito respeitamos, Senhor da Luz Primaz, esta energia cósmica e Onipresente não necessita culto, Eles são o que são, com o reconhecimento ou não dos filhos de fé! São como a luz do sol, que muito embora desponte no horizonte em seu carrilhão de fogo quando muitas criaturas ainda dormem, nem por isso brilha menos na sua majestosa apoteose de luz! Umbanda desceu ao plano físico por ordem dos Orixás para que a humanidade compreendendo Sua existência reverenciasse o Criador dos Mundos, O Senhor dos Universos, Deus, Nosso Pai Celestial.
A Umbanda se fez presente através da força dos Senhores Solares como uma benção em favor das ignorâncias estagnadas, intelectualizadas, que hipertrofiam seus cérebros com conhecimentos e esvaziam seus corações de sentimentos mais dignos! As forças gigantescas do universo, os Portentosos Senhores do carma, não necessitam ser cultuados, bastando que Os respeitem através do amor incondicional ao próximo e que representem este amor, não acendendo velas em seus santuários nem com oferendas em seus congás; mas que Os reverenciem na luz interior de seus próprios corações, reeducados no serviço ao próximo e na comunhão de todos no sentido da elevação da consciência através dos ensinamentos dos Grandes senhores Avatares que já estiveram aqui neste mundo como foram Moisés, Krishna, Buda, Zoroastro, Jesus... Todos, como grandes estrelas descidas dos céus, trouxeram, cada um a seu tempo, verdadeiras pérolas do conhecimento da Sagrada Árvore da Vida Eterna, mas a humanidade, em sua pequenez de alma e gigantismo de egos, traduziu e ensinou as escrituras de acordo com sua limitada compreensão, degenerando o verdadeiro conhecimento que andou por caminhos escusos fomentando desprezíveis defecções na mensagem que deveria ser a maior herança para a humanidade.
Assim é, que este nego véio, sem o palavreado simples da senzala, vem pedir aos filhos de terreiro, que; se não podem ou não conseguem ainda compreender a Umbanda, que deixem o tempo, Mestre por excelência, trazer o conhecimento no momento certo, quando a consciência dos filhos estiverem mais maduras. Por ora, que se quiserem de boa vontade realizar a Vontade do Pai Supremo, e agradar aos Orixás, que verguem para baixo seus narizes, quase sempre empinados e olhem para os irmãos infelizes que sem poderem acreditar em Deus de estômagos vazios e corpos nus, necessitam urgentemente acreditar nos homens, na palavra dos filhos de fé, no carinho e da compaixão, tal qual Jesus vos ensinou, a fim de sentirem mais esperança nos homens e maior compreensão de Deus e de Sua Justiça, através do auxílio mútuo.
A luz não pode ficar embaixo do alqueire filhos meus! assim como também o discernimento e a coerência. Umbanda não é circo! Não é lugar para shows populares nem de mágicas ilusórias. Umbanda é Sagrada, Orixá é Sagrado, mas também é Sagrado o filho de Deus que caminha por este mundo debaixo de provações e que necessita da compaixão e do carinho de seus irmãos de jornada. Pai véio vai embora, Aruanda chama, a lua já vai alta no céu, a sineta bateu. Mas véio volta outra vez pra falar de coração a coração. Saravá Umbanda! Pai João do Congo.

página recebida por João Batista Goulart Fernandes gandharanandashanti@gmail.com

terça-feira, 12 de agosto de 2008

As falanges de Caboclos



Dia: Quinta-feira Metal: Da vibração originária.
Cor:Verde, vermelha e branca. Partes do corpo: Não tem área específica.
Comida: milho e amendoim cozidos e passados no mel, servido com folhas pequenas de saião, que servem como "colher" e que também devem ser ingeridas.
Pedra: Quartzo verde.
Folhas: Cipó Cabeludo, Cipó Caboclo, Eucalipto, Guiné Caboclo, Guiné Pipi, Samambaia.
Domínios: Vigor, pujança, energia.

Os caboclos, são muito conhecidos na Umbanda, pelos seus passes aliviadores e relaxantes, pela sua inteligência quanto a doenças, e por muitas outras coisas. Todo caboclo tem uma vibração originária de orixá masculino e toda cabocla tem uma vibração originária de Orixá feminino, mas como falange, eles(as) podem penetrar em todas as vibrações de Orixás e do Oriente.
Para explicar melhor, citaremos o exemplo da Cabocla Jurema: toda cabocla Jurema tem vibração originária de Iansã, mas poderemos encontrar a mesma entidade trabalhando em outras vibrações como Jurema da Praia, na vibração de Iemanjá; Jurema da Cachoeira, na vibração de Oxum; Jurema da Mata, na vibração de Oxoce, e assim sucessivamente. É a mesma entidade, com vibração originária de Iansã, penetrando em outras vibrações de Orixás.
Segue-se a relação dos caboclos e caboclas mais conhecidos na Umbanda, com sua respectiva vibração originária.

CABOCLOS DE OGUM Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Beira-Mar, Caboclo da Mata, Caiçaras, Guaracy, Icaraí, Ipojucan, Itapoã, Jaguarê, Rompe Aço, Rompe Ferro, Rompe Mato, Rompe Nuvem, Sete Matas, Sete Ondas, Tabajara, Tamoio, Tupuruplata, Ubirajara, etc.

CABOCLOS DE XANGÔ - Araúna, Caboclo do Sol, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Girassol, Goitacaz, Guará, Guaraná, Janguar, Juparã, Mirim, Sete Cachoeiras, Sete Caminhos, Sete Estrelas, Sete Luas, Sete Montanhas, Tupi, Treme Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Urubatão, Urubatão da Guia, Ubiratan, etc.

CABOCLOS DE OXOSSI - Arruda, Aimoré, Arapuí, Boiadeiro, Caboclo da Lua, Caçador, Flecheiro, Folha Verde, Guarani, Japiassú, Javarí, Paraguassu, Mata Virgem, Pena Azul, Pena Branca, Pena Verde, Pena Dourada, Rei da Mata, Rompe Folha, Sete Flechas, Serra Azul, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Ubá, Sete Encruzilhadas, Junco Verde, Tapuia, etc.

CABOCLOS DE OMOLU -Arranca Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Giramundo, Yucatan, Jupurí, Uiratan, Alho d'Água, Pedra Branca, Pedra Preta, Laçador, Caboclo Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Surí, Serra Verde, Serra Negra, Tira Teima, Folha Seca, Sete Águias, Tibiriçá, Viramundo, Ventania, etc.

CABOCLAS DE IANSÃ - Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira, etc.

CABOCLAS DE IEMANJÁ = Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d'Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente, etc.
CABOCLAS DE NANÃ Assucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Luana, Muiraquitan, Sumarajé, Xista, Paraguassú, etc.

CABOCLAS DE OXUM - Iracema, Yara, Imaiá, Jaceguaia, Juruema, Juruena, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunuê, Mirini, etc.
Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

domingo, 10 de agosto de 2008

Caracteristicas herdadas



Embora na África haja registro de culto a cerca de 600 orixás, apenas vinte e poucos deles são bem conhecidos no Brasil. A cada um destes cabe o papel de reger e controlar forças da natureza e aspectos do mundo, da sociedade e da pessoa humana.
Cada um tem características próprias , elementos naturais, cores simbólicas, vestuário, músicas, alimentos, bebidas, além de se caracterizar por ênfase em certos traços de personalidade, desejos, defeitos, etc. Nenhum orixá é inteiramente bom ou inteiramente mau, tudo depende da adaptação carmica necessaria e de como a pessoa recebe aquela energia vibratoria.
Noções ocidentais de bem e mal estão ausentes da religião dos orixás no Brasil, mas, também não se pode exagerar. Esse desculpa de não ser bom nem mal, pra que tem ética, moral e prudencia, não cola. Pois, no bem, não tem lugar pra maldades.
E os devotos acreditam que os homens e mulheres herdam muitos dos atributos de personalidade dos seus orixás, de modo que em muitas situações, a conduta de alguém pode ser espelhada em passagens míticas que relatam as aventuras dos orixás. Isto evidentemente legitima, aos olhos da comunidade do culto, tanto as realizações, como as faltas de cada um. “Tal pai, tal filho.” Assim, cada orixá tem um tipo mítico que é religiosamente atribuído aos seus descendentes, os seus filhos e filhas. Mas, uma coisa que aprendi com a Umbanda-Astrologica, é que não recebemos só as caracteristicas de um unico orixa, além de ter nosso Pai e Mãe de Cabeça, temos outrar influencias importantes.
De facto, o seguidor do candomblé e Umbanda, pode simplesmente tomar os atributos do seu orixá como se fossem os seus próprios e tentar parecer-se com ele, ou reconhecer através dos atributos da divindade bases que justificam a sua conduta. Mas, tudo depende do grau de harmonia desse filho com o orixá, porque nem todos demonstram as caracteristicas.
Os padrões apresentados pelos mitos dos orixás podem assim ser usados como modelo a ser seguido, ou como validação social para um modo de conduta já presente. Um iniciado pode, ao familiarizar-se com seus estereótipos míticos, identificar-se com eles e reforçar certos comportamentos, ou simplesmente chamar a atenção dos demais para este ou aquele traço que sela a sua identidade mítica. Tambem, o individuo poderá demonstrar traços do temperamento da Mãe, da Personalidade do Pai e o carater de outro orixá que domine seu carma. Tudo tem que ser bem analisado. Pois um Odú, não se faz com um unico orixá.
Mudar ou não o comportamento não é importante; o que conta é sentir-se próximo do modelo divino. Além do seu orixá dono da cabeça, cada pessoa tem um segundo orixá, que actua como uma divindade associada (juntó) que complementa o primeiro. Diz-se, por exemplo: “sou filho de Oxalá e Iemanjá”. Geralmente, se o primeiro é masculino, o segundo é feminino, e vice-versa, tendo cada um pai e mãe de cabeça espirituais. Mas, na verdade pais adotivos do Astral, para nossa evolução, porque o unico Pai é o Grande Criador Olorum.
A segunda divindade tem papel importante na definição do comportamento, permitindo funcionar com combinações muito ricas. Como cada orixá particular da pessoa deriva de uma qualidade do orixá geral, que pode ser o orixá em idade jovem ou já idoso, ou o orixá em tempo de paz ou de guerra, como rei ou como súbdito etc. etc., as variações que servem como modelos são quase inesgotáveis. Tambem vemos em Umbanda-Astrologica a importancia dos entrecruzamentos, que mudam muito as caracteristicas dos orixás.
Às vezes, quando certas características incontestáveis de um orixá não se ajustam a uma pessoa tida como seu filho, não é invulgar nos meios do candomblé duvidar-se daquela filiação, suspeitando-se que aquele iniciado está com o “santo errado”, ou seja, mal identificado pela mãe ou pai-de-santo responsável pela iniciação. Neste caso, o verdadeiro orixá tem que ser descoberto e o processo de iniciação reordenado. E tenho encontrado mais de 70% de pessoas com o orixá errado.
Pode acontecer também a suspeita de que o santo está certo, mas que certas passagens míticas da sua biografia, que explicariam aqueles comportamentos, estão erradas. No candomblé sempre se tem a ideia de que parte do conhecimento mítico e ritual foi perdido na transposição da África para o Brasil, e de que nalgum lugar existe uma verdade perdida, um conhecimento esquecido, uma revelação escondida. E eu tenho certeza disso, sei que muito ainda vai ser revelado em seu tempo exato.
Pode-se mudar de santo, ou encetar interminável busca deste conhecimento “em falta”, busca que vai de terreiro em terreiro, de cidade em cidade, na rota final para Salvador — reconhecidamente o grande centro do conhecimento sacerdotal, do axé —, e às vezes até a África e não raro à mera etnografia académica. Mas, o melhor é que todos se unissem por um bem comum e não deixasse tanto o ego mandar no campo da fé.
Reconhece-se que falta alguma coisa que precisa ser recuperada, completada. A construção da religião, dos seus deuses, símbolos e significados estará sempre longe de ter se completado. Os seguidores, evidentemente, nunca se dão conta disso. Porque tem que entender que a busca nao deve ser pelas divindades, mas, pela filosofia espiritual dos Grandes Mestres, não por idolatria, mas, por verdadeira adoração.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.


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