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A pombagira

Meus livros de Magia Astrológica no link

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Agradecer mais


PASSAMOS MUITO TEMPO DE NOSSAS VIDAS NOS LAMENTANDO POR DERROTAS QUE JA PASSARAM E FICARAM PRA TRAZ, SEM NOS DAR CONTA QUE A VIDA É MUITO CURTA. PENSAMOS NOS AMORES NAO CORRESPONDIDOS, DESEJAMOS O QUE NÃO TEMOS E NÃO DAMOS VALOR AO QUE JA TEMOS. ISSO TUDO DIFICULTA NOSSA JORNADA RUMO A FELICIDADA.

SE OLHARMOS MELHOR AO NOSSO REDOR E PASSARMOS A DAR VALOR AO QUE TEMOS, COM CERTEZA FICAREMOS MAIS CAPAZES DE CONQUISTAR O QUE NÃO TEMOS. OUTRO ERRO QUE COMETEMOS DIARIAMENTE É ACHAR QUE TEMOS QUE TER O QUE QUEREMOS SEM NOS DAR CONTA QUE O QUE TEMOS QUE TER NA VERDADE É O QUE PRECISAMOS. DEVEMOS AGREDECER MAIS E PEDIR MENOS.

A VIDA, A AMIZADE E A FAMILIA SÃO DONS QUE O CRIADOR DA A TODOS SEM DISTINÇÃO E NEM TODOS MERECEM, MAS O CRIADOR COM SUA GENEROSIDADE, PRESENTEIA A TODOS NÓS. REZEMOS A SENHOR AGREDECENDO AO DOM DA VIDA! REALMENTE É DIFICIL SUPERAR PERDAS, REJEIÇÕES E DESILUSÕES, MAS TEMOS QUE COMPREENDER QUE ESTAMOS AQUI DE PASSAGEM. MUITOS DESEJOS OBSCURECEM A SABEDORIA.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Influencias dos Orixás para o Ultimo Trimestre do ano de 2008.



Através da Umbanda-Astrológica.

Esse Trimestre será regido por, 11. Odú Owanrin, que rege a casa 11 do jogo Ifá. Este Odú é regido Odú ligado ao elemento Fogo. Criação muito quente e agitada. É um Odú tenso e nervoso. Se desloca com muita rapidez, é como o vento que não para nunca. A Owanrin é atribuída o processo criativo por estar sempre em movimento. Esse Odú rege os ventos, tufões, folhas em movimento, animais pequenos e venenosos. Tem como objetivo ver tudo nos seus devidos lugares, sem muita conversa e de forma mais rápida possível. Esse Odú tem a regencia de Iansã.

Algumas pessoas que tiverem mal com esse Odú poderão sofrer calunias e perseguição de inimigos entre esses possíveis estão os sagitarianos, virginianos, gemininianos e piscianos que são signos de que receberão influencia direta desse Odú, nesse Trimestre que começa em 22/9/2008.

Este Odú também provoca muitos problemas na área dos transportes, e afeta todos os que trabalham com turismo, em especial os homens, especialmente no que se refere a aumento de acidentes e doenças por tensão nervosa.

Esse Odú favorece mais às mulheres que poderão inserir muitas mudanças no lar, também devem ocorrer muitas uniões, casamentos e libertação das mulheres que se sentem prisioneiras, as quais darão um novo rumo as suas vidas. As mulheres que estão se sentindo presas no lar por seus maridos sentirão muita motivação a se libertarem querendo jogar tudo pro alto.

Iansã é uma Deusa ligada à manifestação do feminino na fase crescente, trazendo em si a qualidade do movimento. Une passado com o futuro, o lado sombrio da Lua com o lado iluminado, que anuncia um novo começo. Iansã está ligada com o número 11, que é o movimento puro.

As filhas de Iansã são mulheres audaciosas, poderosas, autoritárias e dinâmicas. Estão sempre procurando algo para se ocupar, são cheias de iniciativa e determinação. São mulheres que nunca passam despercebidas, pois são combativas, teimosas e temperamentais, mas também podem ser doces e meigas, quando possuem interesse em seduzir algum homem.

A mulher-Iansã é o tipo de mulher que está mais voltada para o amor sensual do que para o amor maternal. Ama os filhos, mas consegue maior expressão quando se sente admirada e desejada por um homem, o que geralmente provoca o ciúme e a inveja das outras mulheres.

É também uma mulher que está ligada ao passado, ao coletivo, pela origem comum da necessidade fertilizadora do feminino e está ligada ao futuro pela necessidade de diferenciação, que a tirará do coletivo e a jogará sempre para frente, para o novo. É inconformada e inquieta, está voltada para o impulso de empreender coisas, de realizar seu poder criativo. A atualização dessa força criadora dependerá da forma como ela direcionar esta energia, que muitas vezes pode ser desviada para outros fins, ou ser esvaziada.

O perigo é permitir que as barreiras sociais a entravem, desviando a energia criativa para a neurose. E, a neurose é parada de movimento. Todo aquele que se recusa a viver o futuro, apegando-se ao passado, estagna. A mulher que sente impulso para criar, para dar significado ao seu mundo, precisa ser fiel aos seus conteúdos internos, à Deusa dentro de si. O ato criativo é o processo de se arriscar, de se jogar no desconhecido, de mergulho nas fontes fertilizadoras, da viagem interna em busca da essência das coisas. O desejo de criar move o contato com o informe pela necessidade de dar forma, de arrancar da terra coisas vitais para alimentar a consciência.

Iansã e Iemanjá vão favorecer ao sistema financeiro brasileiro e as empresas de grande porte, especialmente as da área de construção civil que poderão ter lucros bons. Especialmente, porque o Odú responsavel pela area materia será Odú Ìrosùn Méjì que rege a casa 4 do jogo Ifá. Este Odú é regido por Oxossi com as influencias de Xangô, Iansã e Egum. Este Odú trará as pessoas mais generosidade, sinceridade, sensibilidade, intuição e um toque de misticismo. Especialmente as pessoas do interior que vive no campo, pois Oxossi preza a tranqüilidade e tem aversão a turbulência. Este Odú favorece a todos que tem habilidades manuais que nesse ano poderão alcançar sucesso. Também favorece a quem trabalha na área de vendas, especialmente em os que vendem roupas, perfumes e flores. Os aspectos negativos desse aspecto é um possível aumento das traições amorosas que os homens podem sofrer nesse fim de ano.

Já Egum lança sobre o Brasil uma onda de medo muito grande, podendo haver um enorme aumento da violência, roubos, seqüestros, estupros e homicídios, que deixarão as autoridades muito ocupadas e a população revoltada com a ineficiência dos poderes. Por isso o povo exigira medidas mais firmes e mudanças nas leis. Rezemos para que Iansã controle às más influências de Egum, já que ela possui um chicote com muito poder capaz de dominar os Eguns.

Oxossi favorece aos músicos e aparecerão novos fenômenos. As turnês internacionais estarão favorecidas e as artes em geral. Já Iansã proporciona um bom aumento de emprego abrindo e ampliando as vagas pras mulheres em todas as áreas inclusive na política, podendo revelar muitas prefeitas.

O sexo estará em alta nesse ano, com muito lucro pra empresas que atuam nessa área. A prostituição formal e informal também terá um grande crescimento. As meninas inocentes que se encontram na puberdade devem ter muito cuidado pra não cometer erros que deixarão arrependimento pra vida inteira. Muitas meninas perderão a virgindade nesse ano. Exu na casa 11 alerta pro risco de pedofilia, e explorações sexuais por redes internacionais.

Vejam que o Odú do plano fisico é regido por Oxossi. Oxossi o regente material. Como estas forças têm que trabalhar em harmonia atuando de cima pra baixo vemos que no intercruzamento esotérico dos Orixás esses dois raios atuam pela ação de um Orixá Menor que atua nas duas linhas.

Então a Linha ou Raio atuante direcionada ao plano material através da Linha ou Vibração de Oxossi. Ogum será representado pelo Orixá Menor Ogum Yara (1º) e para o plano material através do Orixá Menor Ogum Rompe Mato (2º). Temos ainda o terceiro que atua na intermediação com Oxossi e cumpri a determinação dos dois primeiros: Orixá Menor Caboclo Araribóia (3º). Já a ação de Oxossi desenvolvera os Trabalhos através do Orixá Menor que atuara como Guia na Hierarquia Sagrada: da falange de Caboclo Tupynambá (4º) possivelmente o Caboclo Cobra Coral será o comandante da falange dos Guias de Oxossi pela vibração de General Tupynamabá. Temos ainda na escala da Hierarquia os Protetores do ano. Destes o primeiro que se apresenta de frente é da falange do General Pai Joaquim (5º), possivelmente atuando através do comandante falangeiro Pai Cipriano. O segundo Protetor da falange de Iansã (6º) possivelmente através do comando de Cabocla da Rocha Dourada. E o terceiro Protetor completando as 7 linhas atuantes no ano de 2008 e o mais próximo do plano físico, pela falange de Pai Benedito (7º), pelo comando de Pai Celestino do Congo. Temos então no Oitavo Raio atuando pela Quimbanda o Exu Tranca Gira e no comando mais de terra a atuação do comandante Exu Pemba. No entanto o executor falangeiro agindo sobre comandos superiores do General e Comandante atuará como Protetor em todos os trabalhos alinhados a Esquerda possivelmente: Exu Tranca Ruas das Almas e a Pombagira das Almas.

As entidades aqui citadas se referem aos nomes de Guerra conhecidos atualmente podendo eles se apresentarem nos templos com nomes esotéricos. Também os falangeiros aqui citados são os agentes da Hierarquia que trabalharão pelo Carma do planeta. Então o mal que nunca dorme tentara atrapalhar e lança falangeiros falsos pra confundir, por isso fiquemos atentos e vigilantes.

Canto de Iansã:

CANTO Oi, Iansã, menina dos cabelos loiros
Onde é a sua morada?
É na mina de ouro Minha Santa Bárbara
Virgem da Coroa
Pelo amor de Deus, Santa Bárbara,
Não me deixe à toa
Minha Santa Bárbara
Virgem da Coroa
A Coroa é dela Xangô
É da pedra de ouro Iansã tem um leque de penas
Pra abanar em dia de calor
Iansã tem um leque de penas
Pra abanar em dia de calor
Iansã mora nas pedreiras
Eu quero ver meu pai Xangô
Iansã mora nas pedreiras
Eu quero ver meu pai Xangô Santa guerreira que ao meu lado caminha
Com sua espada de ouro e sua taça na mão
És para mim toda beleza, venero sua beleza
Guardo-a em meu coração, quando ela roda
Sua saia irradia, Deusa da Ventania
É a Rainha Trovão com meu Pai Xangô
Iansã fez a morada, ela roda ua saia
No romper da madrugada
Eparrei Ioiá
Saravá Iansã, ela é Rainha, é Orixá


Que a paz de Oxalá nos ilumine. Amem.
Texto de:
Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

A Codificação da Umbanda.



Não é o esforço de uma ou outra pessoa e sim o de tantos que deram suas vidas pela caridade que realmente mostra resultados na missão de unir os irmãos umbandistas. Podemos começar citando o próprio Zélio de Moraes, fundador da Umbanda com o Caboclo das Sete Encruzilhadas. A história começa com ele mesmo, pois foi com a orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas que em 1939 foi fundada a primeira "Federação Espírita de Umbanda" do Brasil. Com este ideal de união se realizou em 1941 o Primeiro Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda, também por orientação desse mesmo mentor e da lá pra cá vem crescendo muito, tanto o numero de fieis, quanto os conhecimentos adquiridos.

Por ocasião desse evento foi publicado um livro, em 1942, que leva como título o nome do congresso, contendo tudo o que foi registrado antes, durante e depois do encontro.

A IDÉIA DO CONGRESSO: era evitar a homogeneidade de práticas, o que dava motivo de confusão por parte de algumas pessoas menos esclarecidas, com outras práticas inferiores de espiritismo.

O Segundo Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda foi organizado por Leopoldo Bettiol, Oswaldo Santos Lima e Dr. Armando Cavalcanti Bandeira. A comissão paulista foi a mais numerosa e representativa, com a participação de Félix Nascenti Pinto, Gen. Nélson Braga Moreira, Dr. Armando Quaresm e Dr. Estevão Monte Belo realizado em 1961. Neste congresso que se definiu a criação do Superior Órgão de Umbanda para cada estado do País, congregando as Federações para o próximo. Apenas o estado de São Paulo conseguiu criar o então chamado SOUESP (Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo) marcando presença no congresso posterior.

Ainda no segundo congresso foi apresentada uma tese diferente da que havia sido apresentada no primeiro sobre a "Interpretação histórica e etimológica do vocábulo Umbanda". Essa tese foi apresentada por Cavalcanti Bandeira em contraponto a tese de Diamantino Fernandes (delegado representante da Tenda Mirim), que no primeiro congresso situava a palavra tendo origem em antigas civilizações e no sânscrito. Da onde viria pela primeira vez a tese do AUM – BANDHÃ (1941 – Tenda Mirim).

A origem da palavra Umbanda: "Face às divergências encontradas e das dúvidas quanto às origens e fontes de onde surgiu o culto, que alguns pretendiam fosse hindu – sem justificar com dados concretos e seguros, elaboramos um ensaio histórico... demonstrando a antiguidade do homem e do conhecimento africano; a prática milenar de sua religiosidade..." Parte da explanação de Cavalcanti Bandeira, publicada em seu livro O que é a Umbanda, 1970 - Editora ECO.

O terceiro (e último até então) congresso de Umbanda aconteceu em 1973, presidido por Cavalcanti Bandeira. Cavalcanti Bandeira, em seu livro "O que é a Umbanda", apresenta um capitulo intitulado "Codificação da Umbanda" só para tratar do assunto.

Muitos outros também trataram do assunto, logo não é uma novidade. Rubens Saraceni têm um livro que traz o título citado "Código de Umbanda" (se fosse "O Código da Umbanda" poderíamos pensar que o autor teria a intenção de codificar a religião, mas é apenas um despretensioso "Código de Umbanda"). Ainda assim faço ressaltar que "Código de Umbanda" é um conjunto de quatro livros que abordam: Doutrina, Magia, Teogonia e a Ciência Divina. Ao ler este livro (agora publicado pela Editora Madras) veremos que esses são textos que abordam conceitos de Umbanda dentro dos quatro temas citados.

"... a Umbanda traz em si energia divina viva e atuante à qual nos sintonizamos a partir de nossas vibrações mentais, racionais e emocionais, energias estas que se amoldam segundo nosso entendimento do mundo." - Do livro "Umbanda – O Ritual do Culto a Natureza" publicado em 1995 pela Editora New Transcendentalis, primeira edição, página 10.

Não podemos deixar de citar entre os que lutaram pela União na Umbanda Benjamim Figueiredo, que fundou a Tenda Mirim em 1924 por ordem do Caboclo Mirim, que viria a criar o Primado de Umbanda uma das maiores expressões da Umbanda, se não a maior em seu tempo. Benjamim também foi o idealizador da Umbanda Iniciática, com segmento dividido em 7 graus de iniciação, formando assim também a Ordem do Cruzeiro Divino para aqueles que alcançavam o 7° grau de cabeças de Morubichaba. Está foi a parte da Umbanda que mais me encantou e foi através desses conhecimentos que mais me aproximei da Umbanda pela primeira vez, mas foi mais através dos ensinos de Farias R. Neto e sua Umbanda Esotérica.

Essa "codificação localizada" a seus "filiados" do Primado de Umbanda. Benjamim também escreveu um livro chamado "Okê Caboclo". Lutaram pela união muitos que estiveram à frente de tantas federações e órgãos de Umbanda, muitos já desencarnados, outros até famosos e muitos conhecidos, que nada deixou de escrito, mas que marcou a religião profundamente por sua determinação, fé e amor incondicional.

É natural que muitos expressem o que é a religião na tentativa de apresentar sua liturgia de forma organizada; nem sempre na busca de uma Codificação, mas sim de uma normatização, procurando normas que sejam aceitas por todos e que, sem mexer com o ritual que cada um já realiza dentro de seus próprios padrões; para que se possam passar mais informações para que a Umbanda seja vista e expressada como religião confiável.

"O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda", e a primeira publicação umbandista, surgiu tardia em 1933 por Leal de Souza. Então médium que se desenvolveu com o grande mestre Zélio de Moraes e que assumiu uma das tendas fundada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, (Tenda Nossa Senhora da Conceição).

Surgiram muitos autores de livros umbandistas de boa qualidade, após o primeiro congresso, em 1941. Em 1953, Emanuel Zespo cita uma lista de livros que ele considera importante no seu livro "Codificação da Lei de Umbanda", a lista está abaixo e prova que a Codificação dele também era algo aberto, pois as palavras dele são: "Ao principiante, recomendamos a leitura das seguintes obras: - * A Magia no Brasil - Waldemar Bento * Umbanda e Quinbanda - Lourenço Braga * Trabalhos de Umbanda * Mistérios da Magia * Ritual de Umbanda - Benedito Ramos * Umbanda - João de Freitas * Umbanda - Florisbela M.S.F. * Aímoré, Urutatão, Iara - Heraldo Menezes * Ogum, Xangô - Ogossi Nabeji * Alquimia de Umbanda - C.F. Urubathan * Umbanda Mista – Silvio Pereira M. * A Umbanda e seus Complexos - Oliveira Magno * Umbanda e Ocultismo - * Magia Pratica Sexual - * Umbanda Esotérica e Iniciativa - * Umbanda Sagrada e Divina - Paulo Gomes * O culto de Umbanda em face da Lei - vários autores
* O que é Umbanda - Emmanuel Zespo * Lei de Umbanda * Ley de Umbanda - Ab´d Ruanda * Lições de Umbanda - Samuel Ponze * Ritual prático de Umbanda - Oliveira Magno * Camba de Umbanda - Byron e Tancredo * Mirongas de Umbanda - * Doutrina e Ritual de Umbanda.
Todos estes autores trabalharam muito nos primórdios da Umbanda com a mesma iniciativa: esclarecer, unir, normatizar e, alguns, até codificar, pois como vimos este foi um dos objetivos do primeiro congresso de Umbanda.

Em 1956 aparece um "novo" autor de Umbanda, pois muitos já vinham escrevendo. Surge W.W. da Matta e Silva com o seu "Umbanda de Todos Nós", na intenção de apresentar á Umbanda. Este é um livro bibliográfico, fruto de pesquisas, que visa mostrar a religião, a ciência, a arte e a filosofia, com material muito próximo ao que vinha sendo estudado no Primado de Umbanda (lembrando da tese do AUM BHANDÃ que veio da Tenda Mirim para o primeiro congresso e anos após foi publicada pelo nosso irmão Da Matta). Diga-se de passagem uma obra muito bem feita que trouxe inovações e conhecimentos muito bem embasados.

Da Matta apresentou á Umbanda da forma como a enxergava e trabalhava. O que é uma visão particular visível em sua postura observada em passagens de sua obra, onde vemos como exemplo o autor citando as entidades Maria Padilha, Maria das Sete Saias e Zé Pelintra, Catimbozeiro e Mestre da Jurema que segundo o autor não fazem parte da Umbanda nem devem se manifestar nela, assim como os baianos, boiadeiros, marinheiros ou ciganos. Nesta visão do autor a Umbanda deveria manifestar apenas Caboclos, Pretos Velhos e Crianças na direita; Exu e Pomba Gira na esquerda.

De certa forma isso é um dogmatismo, uma Codificação restrita a seus seguidores e simpatizantes. Mas que eu em particular também percebo assim, porque acho que a hierarquia estabelece Leis e Regras, no qual se deve seguir sem bagunça. Lembrando que o próprio Da Matta, e alguns de seus discípulos, identificou a "sua umbanda" ou a "Umbanda de Todos Nós" como "Umbanda Esotérica e Iniciática". O que também não foi novidade, pois a origem desta forma de se praticar Umbanda está no Primado de Umbanda na Figura de Benjamim Figueiredo e o assunto já havia sido abordado em uma publicação de Oliveira Magno em 1950, o livro intitulado "A Umbanda Esotérica e Iniciática". Mas esta nova obra além de ser mais completa foi mais elaborada e exemplificada.

Esta é uma segmentação dentro da própria Umbanda, Da Matta também teve discípulos, que publicaram obras nas quais podemos detectar a mesma postura, que traz de forma implícita e subentendida, cada um à sua maneira, o "Dogmatismo e Codificação". Alias religião nenhuma consegue passar sua verdadeira mensagem sem um desenvolvimento de uma codificação eficiente e convincente.

Alguns mudaram de idéia no caminho, só que não é possível apagar o que já foi escrito (como por exemplo, um cidadão que alcançou um cargo de envergadura nacional e disse: "Esqueçam tudo o que eu escrevi"). É muito difícil esquecer, afinal foi grande o numero de pessoas que leram, e muitos vai continuar lendo, livros e livros, sem, contudo esquecer que a essência do trabalho não está apenas na prática da Umbanda, mas no seu aprimoramento. Tanto de conhecimentos filosóficos e religiosos, como também na sua ritualística sagrada. Definida assim pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas: "Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade". Mas caridade se faz também na partilha dos conhecimentos. E é por isso que devemos ter uma base sólida contida nesses conhecimentos.

A Umbanda é simples, sua prática é simples, mas não basta deixar que os guias trabalhem. Antes é preciso que os sacerdotes tenham, além de preparo espiritual, um grande conhecimento que não deve ser apenas místico, mas filosófico e esotérico. E neste contexto o conhecimento astrológico é fundamental. Enganam-se aqueles que tentam ignorar os conhecimentos dos astros. Pois é inegável, a ligação dos orixás com cada planeta e signo do Zodíaco. Também se percebe que na ritualística, tanto esotérica, quanto umbandista os princípios astrais estão contidos profundamente em todas as praticas essências. Apenas uma coisa é certa: "teoria sem obras é estéril". Portanto, estudem e não deixem de trabalhar; estudem, mas não usem este estudo para complicar o que já funciona de forma simples ou para questionar quem não teve a mesma oportunidade de estudar, mas tem a garra e a coragem para ajudar o próximo por meio dos espíritos militantes na Umbanda.

O difícil é encontrar os chamados “Grandes Mestres ou Magos” dispostos a repassar conhecimentos sem que ele selecione as pessoas por sua conta bancaria! A grande maioria inventa cursos, lança livros e se negam a ensinar o que sabem de forma caridosa. Muitos se sentem super estrelas de “alta grandeza”. Mas estão muito enganados, pois “os primeiros serão os últimos”! Também é inegável a existência de “máfias” em todos os seguimentos, tanto, esotéricos, astrológicos e umbandistas. Só publica, edita e tem vez os renomados “senhores e senhoras” de destaque.

A Umbanda não têm um mártir. Têm sim muitos lutadores abnegados e anônimos, a exemplo dos nossos guias que usam nomes de linhas e falanges para ocultar sua personalidade e valorizar a religião em si. Mas a Umbanda tem sim muitas “estrelas”! Ou pelo menos que se acham! Se precisarmos de um nome ou dois, que seja Caboclo das Sete Encruzilhadas e Zélio de Moraes. Historicamente temos muitos, mas ainda ninguém tão aclamado e unânime quanto Chico Xavier no Kardecismo. Com certeza teremos, mas até lá temos apenas médiuns de Umbanda. E a grande maioria visando mais o dinheiro. No entanto temos os grandes iniciados, que verdadeiramente trabalham pela Umbanda e pela Luz. Se não fossem eles a Umbanda já não mais existiria.

Temos grandes nomes que estão à frente das Federações mais antigas e atuantes. São eles que lutam para manter a Umbanda em ordem e harmonia. Entre esses temos na cidade de São Paulo: Pai Ronaldo Linares presidente da FUGABC – Federação Umbandista do Grande ABC e responsável pelo Santuário Nacional da Umbanda em São Bernardo e Pai Jamil Rachid presidente da União de Tendas de Umbanda e Candomblé e responsável pelo Vale dos Orixás em Juquitiba.

O que nós somos: é apenas médiuns que têm na Umbanda parte de nossa missão carmica. Quanto ao resto, temos os próximos séculos para observar, pois só o futuro nos trará mais respostas. Outra coisa a ser observada, é que, não são apenas umbandistas médiuns que incorporam, saibam que existem muitas formas de mediunidade. Eu mesmo não pratico incorporações e tenho minha mediunidade agindo de outras maneiras, não menos importantes, agindo de forma psíquica ou intuitiva. Saibam que somos diferentes na Forma e iguais na essência, a essência é a Umbanda quando ela é ensinada em sua forma elevada e verdadeira.

Busquemos a luz e o conhecimento anstes de colocar na pratica o que achamos que seja o certo. antes devemos buscar integração e aprimoramento.

Um abraço a todos aqueles que buscam o aprimoramento, ético e moral da Umbanda.

Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
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