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A pombagira

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quinta-feira, 19 de março de 2009

O prisma da Umbanda-Astrologica



Já observou que não consta na referida tabela o nome dos outros Orixás conhecidos do meio Umbandista, e de Cultura de Nação. Como já viemos falando anteriormente neste trabalho, esta divisão Setenária das Hierarquias Cósmicas e Planetárias não é invenção nossa, e todos de um modo geral sabem e concordam que a Lei de Umbanda é Setenária, isto é, possui 7 Linhas, 7 Orixás Maiores que pela expansão Setenária geram os Orixás Menores, discordando apenas quanto ao nome desses Orixás Maiores e Menores, o que não discutiremos em nosso trabalho pois fugiria ao nosso objetivo, mas afiançamos que os nomes dos 7 Orixás Maiores estão corretos, e que podem ser comprovados através do Arqueômetro de Saint-Yves D Alveydre, que dá a chave de todas as religiões e de todas as ciências da antiguidade.

Esses 7 Orixás Maiores são unidades pares, isto é, possuem os dois princípios masculino e feminino, são pares vibratórios, agem em conjunto, refletindo cada par uno um dos 7 Raios Primordiais Cósmicos que nos dão o alento da vida. Esses 7 Orixás Mairores, como já dissemos nunca encarnou no Planeta, são Seres Espirituais elevados, distantes das distorções que querem lhes atribuir de comportamentos humanos, quais sejam, de ira, vingança, vaidade, inveja, e outras tantas mazelas humanas.

São esses seres que representam o poder de Deus na Terra, e que pelo signo de nascimento da pessoa lhes dá a cubertura e a altorga para o reencarne no corpo material, é o falado "Orixá de Cabeça", ou Olori, e que esses Orixás nada tem a ver com a mediunidade do filho de fé, que geralmente quando médiuns atuantes na corrente Astral de Umbanda, trazem em seu mediunismo, Entidades Espirituais da faixa de Caboclo, Preto Velho, Criança e Exú, diferentes da vibração do seu Orixá Regente, pois a função deste Orixá Regente é propiciar as lições Kármicas que precisamos aprender durante uma determinada reencarnação no signo sob o qual nascemos. Quando da nossa reencarnação em nosso Planeta, a mesma se dá em determinado mês do ano, determinado dia do mês e da semana, determinada hora desse dia, e sob a influência de uma das 4 fazes da Lua, e tendo ainda uma força misteriosa e potente presidindo todo esse acontecimento, que são as forças Siderais conhecidas como os Tatwas (energias cósmicas presente em todo o Universo).

Tudo isso não é por acaso, pois todas essas combinações nos trarão coberturas adicionais que virão através da co-participação dos demais Orixás Maiores, que completarão assim todo um esquema de reencarnação do ser espiritual no corpo material. Antes de esgotarmos este assunto, a título de ilustração ao adepto esclarecemos que o calendário utilizado por nós é o calendário Gregoriano, porque o Papa Gregório I, há mais de 100 anos, observou que, devido aos 5 graus e 48 minutos e 47 segundos, a mais, que o Sol percorre a cada 24 horas, terminaria acontecendo um adiantamento de 6 horas em cada ano. No fim de 10 anos, teríamos 60 horas a mais em cada ano e, assim, o Sol não entraria a zero grau do Signo de Áries no equinócio de inverno, aqui no Brasil, que corresponde ao equinócio de verão na Europa.

Então, o papa Gregório reuniu um grupo de astrólogos famosos e foram estudar um novo calendário, para poder acertar os ponteiros; por isso, depois de muitos dias de estudos, concluíram que acrescentando um dia a mais de quatro em quatro anos, o Sol somava ou multiplicava as seis horas de cada ano e dava um resultado de mais vinte e quatro horas e, por essa razão, foi criado o ano bissexto.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

sábado, 14 de março de 2009

CONFIGURAÇÕES DO HOROSCOPO


Atraves da observação das casas de um horoscopo, da medição dos elementos, dos aspectos e dos regentes, como tambem dos dispositores, poderemos ter uma certa noção sobre a forma de amar, de agir e de se relacionar de uma mulher ou homem.

Em especial a casa 8, ou o planeta regente dessa casa pode mostrar se uma mulher ou homem tem ou não uma sexualidade forte ou fraca. A partir dai, dentro da Umbanda tambem podemos perceber se ha uma predominancia da Esquerda ou da Direita atuantes dentro de cada Vibração Astral.

Isso é muito importante, avaliando é claro todos os fatores do mapa, para tentar compreender a forma de amar, ou de buscar prazer durante sua existencia. Isso pode ajudar a compreender se essa energia deve ser estimulada ou não e se ha bloqueios causuais ou carmicos. E se podem ser movidos por meio de tratamentos ritualisticos.

Falo sobre isso, porque ja constatei que pessoas com fragilidades podem ser mais facilmente pegas em feitiços, dominadas ou impedidas de casar por meio de magia negra.

Nossas potencialidades são muito importante, e devem ser observadas pelos sacerdotes antes de fazer qualquer tratamento. Muitas pessoas pioram o estado de uma pessoa quando usam magia desordenada para combater outra magia, sem conhecer as potencialidades de uma pessoa que busca tratamento, por isso Prudencia sempre! E conhecimento de causa, é claro! Estudem o mapa de cada um minunciosamente.

CARLINHOS LIMA

sábado, 7 de março de 2009

O uso da Pemba na Umbanda



A pemba é um objeto presente nos rituais Africanos mais antigos que se conhecem. É fabricada com o pó extraído dos Montes Brancos Kimbanda e a água que corre no Rio Divino U-Sil. É empregada em todos os Rituais, Cerimônias, festas, reuniões ou solenidades africanas. Os médiuns e as Entidades Espirituais que atuam no Centro de Umbanda costumam desenhar pontos riscados com um giz de calcário, conhecido como pemba. Esse giz mineral, além de ser consagrado para ser utilizado nos pontos riscados, também pode ser transformado em pó e utilizado para outros fins de rituais de limpeza e proteção.

Quando uma Entidade se utiliza da pemba para riscar os pontos, ela está movimentando energias sutis que, dependendo dos sinais, pode atrair ou dissipar energias. Esses símbolos estão afins a determinada “egrégoras”, firmadas no astral, há muito tempo. A pemba, quando cruzada, ou seja, magnetizada por uma Entidade, se torna um grande fixador de enrgias. A pemba é utilizada para riscar pontos nas pessoas, mas principalmente riscar os pontos no chão. Cada ponto tem um significado que só a Entidade que risca sabe. O ponto quando riscado está criando um elo com o plano espiritual que emana energias, fluídos e vibrações diretamente no ponto. Na maioria dos casos quando é riscado um ponto a entidade põe alguém necessitado dentro dele, é quando a pessoa, às vezes, sente sente as vibrações, dependendo de sua sensibilidade. É possível também um médium vidente ver os pontos riscados brilharem e emanarem luzes diversas. A cor da pemba varia de acordo com as regras de cada centro e de acordo com cada Entidade. Normalmente ela é branca.

O termo pemba também é utilizado com relação à Lei Maior, ou seja os trabalhadores da Umbanda são filhos de pemba, ou seja, estão sobre a proteção da Lei Maior. Dependendo de sua conduta, cumprindo com suas tarefas no Bem, ele estará protegido, ou caso não aja decentemente, lhe será cobrado para que responda pelo mal que fez e volte a caminhar no Bem.

As entidades espirituais que atuam no movimento umbandista se identificam por meio de sinais riscados traçados geralmente com um giz de cálcario conhecido como pemba. Esse giz mineral além de ser consagrado para ser utilizado para escrita magística também, pode ser transformado em pó e utilizado de outras formas em preparações ou cerimônias ritualísticas.

E o termo pemba também é utilizado na Umbanda no sentido de Lei, ou seja, confome o linguajar de Umbanda, se você está sob a Lei de Pemba, você está sob a Lei maior e isso possui sérios agravantes principalmente se o médium se desvirtua de sua tarefa pois, nesses casos a cobrança é imediata. Então, estar sob a corrente de Umbanda, estar sob a Pemba, exige muita cautela mas, por outro lado se o médium procurar cumprir suas tarefas e mantiver uma postura decente, essa mesma lei pode lhe ser favorável e muito útil porque o mesmo terá o auxílio direto das entidades do astral que lhe proporcionarão forças para trabalhar com dignidade.

Voltando a questão da escrita, não é sem propósito que a Lei é chamada de pemba pois, essa escrita sagrada traduz sinais que estão afins a determinadas egrégoras firmadas no astral a muito tempo. Assim, quando uma entidade de fato traça um sinal de pemba, ela está movimentando energias sutis, que na dependência da variação desses sinais, pode atrair ou dissipar determinadas correntes de energia com muita eficácia.


Esse assunto é muito complexo para ser aberto em um livro mas, no decorrer dos trabalhos mediúnicos o médium de fato e direto, segundo sua missão, merecimento e afinidades, pode receber determinados sinais diretamente das entidades espirituais que o assistem, no intuito de escudar esse médium contra o assédio do sub-mundo espiritual.


E se o leitor quiser se aprofundar um pouco mais nesse tema poderá consultar diversas outras obras que tratam com mais profundidade sobre o assunto, em especial recomendamos os livros: ‘O Arqueômetro’ de autoria de Saint Yves D´Alveydre, ‘Pemba- A grafia dos Orixás’ de autoria de Ivan Horácio Costa ( mestre Itaoman ) e ‘Umbanda – a Proto-síntese Cósmica’ de autoria de F. Rivas Neto ( mestre Arapiaga ); Essas obras trazem muitas elucidações reais sobre o tema.

No mais, lembramos que esses sinais são de uso exclusivo das entidades vinculadas a corrente astral de Umbanda e sua utilização inadequada por pessoas não habilitadas podem gerar uma série de aborrecimentos bem como atrair determinadas energias e entidades de difícil controle que podem levar o indivíduo às raias da loucura.

Portanto, é necessária muita cautela nesse tema e é por isso que na maioria dos terreiros, casas, agrupamentos ou templos de Umbanda, as entidades ensinam e utilizam outros sinais mais simples e simbólicos, apenas de efeito elucidativo (por exemplo: corações, machados, espadas etc.), deixando os verdadeiros sinais de pemba velados até que os filhos amadurecem e possam adentrar nesses campos com segurança.
Enfim, o importante é procurar trabalhar e deixar que as entidades atuem da forma que elas acharem conveniente porque com certeza elas nos conhecem melhor do que nós próprios pensamos que nos conhecemos...

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Os conceitos dos cultos afro-brasileiros


Tal como ocorre nos demais cultos de possessão que, em graus diferentes, estão em sua base, como o Candomblé e o Espiritismo, a pedra angular da Umbanda é a comunicação entre a esfera do sobrenatural e o mundo dos homens, através da incorporação das entidades espirituais num grupo e no corpo dos iniciados. Apresenta, contudo, algumas particularidades que a diferenciam daqueles cultos.

No Candomblé, por exemplo, as entidades - orixás - não são consideradas espíritos de mortos, mas reis, princesas e heróis divinizados que representam forças da natureza (Iansã, os ventos, a tempestade; Iemanjá, o mar; Ossãe, as folhas e plantas; Oxum, os rios e cascatas, etc.); atividades humanas (Oxossi, a caça; Ogum, a guerra e a metalurgia; Omulu, a medicina); virtudes e paixões (Xangô, a justiça, Oxum, o amor e o ciúme; Oxalá, a sabedoria), etc., cujas ações se desenrolaram num tempo mítico.

Na Umbanda, as entidades são considerados espíritos de mortos que descem do astral onde habitam para o planeta terra - visto como lugar de expiação - onde, através da ajuda dos mortais, ascendem em seu processo evolutivo em busca da perfeição. Tal concepção, tributária da doutrina do carma, apresenta, contudo, algumas diferenças com relação ao Espiritismo kardecista: enquanto para este último os espíritos que descem nas sessões são individualizados e reconhecidos pela história de suas vidas passadas, as entidades umbandistas constituem categorias mais genéricas, onde a referência à vida pessoal é substituída por representações como, por exemplo, caboclos e pretos-velhos.

Perdida a lembrança dos traços individualizadores, os espíritos de velhos escravos e índios assumem o papel de antepassados de etnias africanas e indígenas, sendo representadas por uma série de marcas correspondentes a uma visão que se generalizou através de tradições orais e da escrita: a figura altiva do índio, amante da liberdade, popularizada pela corrente indianista da literatura romântica; o aspecto humilde do preto-velho, sábio e compreensivo com as misérias humanas e o sofrimento, visão idealizada sobre velhos escravos e escravas conhecedores de segredos, remédios e também poderosas magias empregadas contra os senhores brancos.

Nos três casos citados - Candomblé, Espiritismo, Umbanda - o caráter do transe é diferente: no Candomblé, ele é regulado por um conjunto de mitos que contam as sagas dos deuses e que os iniciados repetem, através da coreografia, cânticos e roupas, representando assim, uma história muito antiga, mítica. No Espiritismo kardecista, os médiuns emprestam seu corpo, sua voz, sua matéria, enfim, para que mortos possam continuar comunicando-se com os parentes, amigos, discípulos.

Na Umbanda, o transe não é nem estritamente individual nem propriamente uma representação com a profundidade dos mitos, mas a atualização de fragmentos de uma história mais recente através de personagens tais como foram conservados na memória popular: o caboclo Tupinambá, ou o pai Joaquim de Angola, quando descem, não são a representação deste ou aquele indivíduo em particular, mas uma representação genérica e estereotipada de índios brasileiros, escravos africanos e outros personagens liminares presentes em diferentes contextos históricos e sociais brasileiros.

As entidades umbandistas são, portanto, espíritos de mortos - ainda que não individualizados - para quem a missão de ajudar os homens é um meio de expiar faltas passadas de acordo com a doutrina do carma e assim progredir em busca da perfeição. Tem-se, assim, a crença na comunicação concreta e real entre o mundo dos vivos e dos mortos; estes o fazem em virtude da necessidade de evoluir espiritualmente, para o quê necessitam da materialidade do corpo físico dos iniciados.

As entidades dividem-se, basicamente, em espíritos de luz (ou da direita) e espíritos não evoluídos (ou da esquerda). Tanto uns como outros encontram-se em diferentes estágios de progresso espiritual: os mais atrasados na escala evolutiva, muito próximos ainda da matéria são os exus, cuja representação iconográfica os aproximaria da figura do diabo da tradição cristã. No panteão do candomblé, porém, Exu é considerado o orixá que estabelece mediação entre o mundo dos homens e o dos deuses: não evoca o mal, mas a ambigüidade, a passagem, a comunicação. Na Umbanda, o correspondente feminino de exu é a pomba-gira, que geralmente assume a forma estereotipada da prostituta.

Exus e pombas-gira são antes representações coletivas do que espíritos individuais; para se designar espíritos de mortos individualizados usa-se o termo eguns. Estes, antes de iniciar seu processo evolutivo - neste caso considera-se que permanecem vagando, podendo inclusive afetar as pessoas - são nomeados pelo termo quiumbas. Não provocam transe mas, como se verá, uma perturbação.

Os espíritos de luz, que trabalham na direita, quando baixam no terreiro e se apossam do corpo dos médiuns, assumem posturas corporais e exibem adornos que permitem identificar sua origem: são os já citados caboclos, pretos-velhos, marinheiros, etc. Cada uma dessas categorias, agrupadas em linhas, atendem a pedidos específicos, "especializam-se" em determinadas doenças e problemas. Assim, por exemplo, exus e pombas-gira atendem a casos que envolvem dinheiro, sexo, desavenças de ordem afetiva; espíritos de luz, como caboclos e pretos velhos não se envolvem com tal tipo de questões: dão conselhos, receitam remédios de ervas e raízes, insistem no fortalecimento espiritual, abrem caminhos.

Tais categorias são fundamentais para se compreender a classificação das doenças, na Umbanda, e os processos de cura. Assim, costuma-se distinguir, em primeiro lugar, as doenças cármicas: são as decorrentes de uma provação pela qual a pessoa deve passar em razão de faltas não expiadas que seu espírito, do qual o corpo é mero invólucro, tenha cometido em vidas anteriores. Neste caso resta apenas resignar-se porque da aceitação do sofrimento presente depende a evolução do espírito rumo à perfeição.

Geralmente tal tipo de explicação aplica-se a enfermidades congênitas. Em alguns casos as perturbações, tanto físicas como mentais - fraqueza, desmaios, dores de cabeça, visões, convulsões - são consideradas não doenças propriamente ditas, mas sintomas de mediunidade. A pessoa que possui essa capacidade e não sabe, ou se sabe e não quer aceitá-la pode sofrer uma série de distúrbios interpretados como resistência a dar passagem à entidade espiritual que a escolheu como instrumento para sua missão na terra.

Há também perturbações causadas por outras pessoas: são o resultado de influências negativas por causa da inveja nas relações afetivas, profissionais e também por causa de feitiços e encantamentos encomendados por desafetos. Se no primeiro caso o malefício é interpretado como resultado de fluidos negativos, no segundo é produzido diretamente pela manipulação de forças espirituais através de ritos e objetos mágicos. Finalmente, há as doenças causadas por encosto: no último plano da escala evolutiva estão espíritos ainda sem luz, os quiumbas, que vagam sem destino e podem apossar-se das pessoas (nas quais encostam).

Quando isto acontece, essas pessoas ficam perturbadas, com dores de cabeça, desmaios, compulsão ao suicídio, têm convulsões e até mesmo distúrbios físicos. Se o encosto chega a dominá-las completamente, trata-se de uma obsessão: ele toma o lugar do espírito da pessoa o que pode acarretar perturbações mais sérias e até levar à morte. Segundo as palavras de uma mãe-de-santo entrevistada.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador
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