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A pombagira

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domingo, 2 de maio de 2010

Quebrando os Arcanos em sua essência


Justificar

Observando o tarô ha muitos anos, sempre me interessei pela parte simbolica dele. Dai cheguei a uma conclusão. Ele não abrange com totalidade todos os fenomenos da vida com muita clareza. Digo isso porque noto sempre a dificuldade de inciantes em se adaptar com o tarô. E é por isso que nunca nos devemos se apegar a metodos de terceiros e a simples simbologia.

Essa critica que faço aqui, não é contra os cursos, que alias eu considero que são fundamentais para os iniciantes. Inclusive minha grande colega Marcela Alves está preparando um otimo curso de Tarô Egipcio para o mês de agosto. E você que quer iniciar nesse mundo fantastico dos arcanos, não deve perder esta chance especial, pois ela é uma das melhores tarologos que conheço na atualidade e está preparando um otimo curso pra quem quer conhecer este excelente tarô.

A minha critica aqui é não para o tarô, mas, para limitações que certos mestres impõem as pessoas em captar a essencia dos arcanos. É justamente por causa disso que muitos tipos de tarô são lançados todos os anos pelo mercado editorial. Porque Tarologos, encontram dificuldade em se adaptar ao tarô tradicional e criam seus proprios metodos e cartas, numa tentativa de aprender com maior facilidade. Eu particularmente acho isso muito positivo, porque os Arcanos são apenas os pilares e a criatividade humana pode sim trazer novos metodos que melhor se adapte a consciencia de cada um. O que não pode é limitar as pessoas impondo seus metodos, mas deixar o astrologo fluir.

Em meus contatos com buscadores, percebo que cada um tem uma inclinação a certa direção. Por isso o "Mestre", não pode bloquear o ditar de quer forma aquela pessoa tenha que captar a essencia dos arcanos. O melhor a fazer é quebrar a energia dos arcanos pra que as pessoas possam se infiltrar com facilidade no mundo da simbologia oculta do tarô tornando-se uma só com ele. Unindo sua energia mental e espiritual, com o poder oculto do tarô.

Tem pessoas por exemplo que captam mais facilmente a energia sexual das cartas do que outras que tentam ver esse lado como sujo, obscuro ou demoniaco. Assim, ao interpretar o Arcano 15, esta pessoa cheia de bloqueios e préconceitos nunca sentirá o poder do Arcano em sua totalidade e todas as dicas dele nunca serão sentidas.

Isso tambem acontece por que os arcanos de modo geral foram montados numa simgologia muito seca e quase inatingivel. Por exemplo, ao buscar amor nas cartas dos Arcanos Maiores, fica muito dificil de perceber essa essencia com amplitude, porque está muito ocultado pelo ocultismo empregado nas cartas. É por isso que diversos autores tentaram ao longo do tempo, traze um novo perfil a cada baralho, captando cenarios e personagens diferentes. Mas, na verdade ninguem nunca conseguiu mudar isso, nem mesmo Osho com todo seu excentrismo.
Para encontrar uma cena de amor quase que esplicita só vamos ver na verdade, lá no fim no Arcano 19 onde namorados se encontram sob a luz do Sol, mas que no baralho tradicionall, nem se tocam com caricias ou demonstrações de amor.

Usa-se muito o Arcano 6 para se referir ao amor, mas ele mostra uma situação meio desconfortavel mais ligado a traição do que amor puro. Sendo mais confusão e indecisão do que amor propriamente dito. O que quebra o amplifica na verdade o teor do Arcano Maior é sua sincronicidade com os Arcanos Menores. Alias, eu recomenndo sempre que se faça consultas usando ambos.
Nos demais arcanos vemos até sinais de amor, mas em todos temos figuras sozinhas, olhando para o nada, como, imperadores, imperatrizes, magos, etc. Apenas se salvando o Arcano 5 onde vemos um Sacerdote abençoando um casal, que não sabemos ao certo se são mesmo amantes, ou apenas fieis que buscam seu mestre. Tudo dependerá do sentido dado a ele. É por isso que o metodo de ensino e a sensibilidade do seu mestre e consultor, é de fundamental importancia.

Acima de tudo saibam de uma coisa fundamental! O tarô não tem só que ser interpretado, nos manuais, em seu simbolismo seco. Ele requer, uma sensibilidade fina, uma conexão mental e até seitimental com os Arcanos. E acima de tudo, a prudencia, o respeito as cartas e o amor são fundamentais sempre. Namaste a todos!

Carlos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

A mistica de Umbanda-Astrologica

O AMOR é a principal via para a experiência mística, onde o objeto deste AMOR é o Ser Supremo. Quando nos unimos misticamente a OGUN ou OXALÁ, também estamos nos unindo á DEUS, pois, OGUN, OXALÁ e todos os outros Orixás estão EM DEUS. Assim temos na Umbanda ou no Candomblé a incorporação de Orixá como algo que transcende o fenômeno mediúnico, pura e simplesmente, a incorporação de Orixá é também um fenômeno místico e uma experiência única. Mas, que não se constitui no único caminho, sendo apenas uma dessas atribuições.

Neste caminho místico um outro Orixá pode nos ajudar e muito, EXU, mas já é assunto para um outro texto... É com essa importância que venho revelando os segredos da Umbanda-Astrológica, que não vê a Umbanda num contexto mítico, lendário ou espiritualista apenas embasado nos cultos Ancestrais, mas, que vê o universo como um todo, obra da criação e que espalha todas as energias cósmicas por todo Cosmo, pelo Canal dos 7 Raios, mas, com o trabalho de Todos os Orixás e não apenas 7. A umbanda nunca poderá se fechar, cada vez que se alia a outras ciências ela fica mais forte.

O lema de Satanás é: “Dividir pra governar”. Já o do verdadeiro Mestre é somar, pra governar. Assim, a contribuição, do Tarô, da Astrologia, da Numerologia e de vários outros oráculos, só vem a contribuir com á verdadeira Umbanda. Chega de querer pregar por ai, que os orixás só se comunicam através dos búzios; chega de pregar por ai, que Umbanda é diferente, ou melhor, que Candomblé, Catimbó, ou Quimbanda. Na verdade tudo tem a mesma origem e podemos sim subtrair tudo que for bom de todos esses seguimentos! Amor e bem a todos os irmãos.

Assim pude observar teoricamente e na prática o sentido do que, a rigor, não se explica a experiência mística, que transcende qualquer forma de expressão. Pelo fato das palavras não serem suficientes para traduzir o que se vive na prática é que “O Místico” busca se expressar por metáforas, símbolos e alegorias ou pelo silêncio. Após estudar a Umbanda com uma nova visão astrológica vejo que o sentido espiritual propõe uma nova abordagem para uma Mitologia Umbandista, assim notamos numa conversa mítica em que Oxalá conversa com Olorum.

Que poderemos ser mais metafórico que esta conversa, no entanto além da alegoria está conotação interpretativa e o que o dialogo oculta ou revela, tem muita importância, pois nos ajuda a decifrar o pensamento mágico, com base na simbologia cósmica. Já que esta é também uma das funções de um Mito, revelar o sagrado aos iniciados (aos preparados, a quem tem olhos para ver) ao mesmo tempo em que o oculta dos olhares profanos (os não iniciados que poderiam dar mau uso ao conhecimento).

O Mito evita que pérolas sejam jogadas aos porcos, assim como nas parábolas, assumem entendimentos diversos segundo o grau e a condição que cada um tem em interpretá-lo. Na conversa entre esses dois orixás vemos que Oxalá através de um ato de pensar tenta nos passar algo que superficialmente parece simples, mas que visto de um sentido bem aprofundado tem sim uma grande mensagem. Assim o mito nos fala que Oxalá Pôs-se a pensar. E no seu pensar ele fechou-se em si mesmo. – Isso é o que chamamos de meditação, coisa de suma importância, não só para os mestres, mas, pra qualquer iniciado. Oxalá pensou, pensou e pensou! E tanto Oxalá pensou que se tornou um pensar em si mesmo; e seu pensar tornou-se pensamento puro e sua mente alcançou o âmago de Olorum, que é pensamento puro e puro pensar.

E assim o pensamento mostrado nesse ato de Oxalá mostra que ele busca a conexão com o criador. Ao contrario do que muitos pensam por ai, ele não tenta usar a força do seu pensamento pra decifrar nada, ou alcançar uma força que lhe dê super-poderes, só o que ele quer é se conectar. E nessa conexão ele visa se tornar puro e iluminado como o Criador. Ele não quer poder, mas, sim harmonia com o Poder Supremo. No seu pensar, Oxalá transcendeu a si mesmo, à matriz geradora de matrizes que o gerara e alcançou o âmago de Olorum.

O seu pai e seu criador que o criara no seu pensar e o gerara em sua matriz geradora da plenitude, que era ele em si mesmo. E Olorum pensava por meio de Oxalá e este pensava em Olorum o seu Criador... Está é a conexão que se busca no Pensamento Positivo, tão cultuado hoje em dia nos meios esotéricos. Ou seja, visa-se na verdade a harmonia com as forças do Cosmo. Assim vemos que o mito nos passa, no instante de uma busca de conexão ao Sagrado, é acima de tudo obediência e não que, alcançaremos um enorme poder de realizar o que quisermos.

A Bíblia nos deixa claro que Deus não tolera desobediência, é por isso que ao erramos constitui-se o pecado. Se fossemos mesmo livres pra escolhermos o que nos dê na telha, o que seria pecado? Alguém iria me dizer que pecados é o excesso! Mas, se somos livres pra crescer, podemos passar por cima de tudo e de todos, já que a Lei não nos impede de fazer nada! Besteira, na verdade, nós nascemos debaixo do jugo da Lei e nada passara despercebido. _ No âmago do meu pai, eu sou o meu pai, e o meu pai realiza-se em mim... Em mim, o meu pai é Oxalá, mas, no meu pai, eu sou Olorum, pois com ele me torna uno!... Vemos nessa conectividade a mesma intenção passada a nós pelo sentido mostrado na Santíssima Trindade, onde três pessoas fazem parte de um Deus Único. “Pai e filho são a mesma coisa, ainda que o filho tenha sido criado no pensar do seu pai, este está por inteiro nele, pois traz em si o pensamento que o criou”... Vemos no Evangelho de São João logo no Capitulo 1 uma das mais belas passagens da Bíblia, onde ele fala de perfeita harmonia do Verbo com o Criador.

Nada mais místico que o “relacionamento” entre Olorum e Oxalá onde um se confunde no outro. E é ai onde entra o Grande Elegbara, decifrando a Língua dos deuses e trazendo a mensagem dos orixás aos homens. Não se preocupe, pois apenas nos perdendo de nós mesmos é que podemos ser encontrados ou pescados, por aquele que pesca nossos corações. Por isso Cristo foi Meditar no Deserto, como fez Buda, Moises e muitos outros. E nesse contexto entra Exu, o grande revelador do pensamento mágico. Como Fé e Plenitude são, em si, a presença de Deus, Oxalá é Deus em nós. Já no dialogo mítico entre outros dois orixás: um "diálogo" entre Ogum e Olorum, que da mesma forma nos leva a um pensar de forma mística: Ogum ao abraçar Olorum deixa correr lágrimas, de tanto que o amava.

E nesse abraço recebeu de seu pai todos os fatores que precisaria gerar para bem exercer suas funções divinas na morada exterior. Mas algo mudou em Ogum naquele momento tão angustiante para ele, que era a separação de seu pai Olorum. Ogum derrepente deixa de ter a sua visão e passou a ter a visão de Olorum; deixou de sentir a si próprio e passou a sentir Olorum; assim Ogum deixou de sentir suas emoções e passou a sentir as de Olorum; deixou de pensar por sua mente e passou a pensar pela mente de Olorum. E, Ogum passou a vibrar intensamente o desejo de ficar abraçado ao seu pai por todo o sempre, de tanto que o amava, que Olorum passou a viver em Ogum, ainda que ambos continuassem a ser o que eram. Pai e filho! Criador e Criatura se tornam num só unidos pelo amor, pelo sentimento. Vemos aqui que o amor é sim a força mais capacitada a nos unir perfeitamente ao Criador. Só o amor é puro o bastante, pra nos conectar ao Pai. E ai é que o pensamento entre como ferramenta importante.

Oxalá é o Orixá que melhor representa esta união enquanto Orixá da Plenitude. Sincretizado com Cristo, Oxalá é confundido com Deus, pois no Catolicismo Cristo é Deus, a segunda pessoa da trindade, o filho. Pouco explorado este aspecto católico mostra o quanto Cristo praticou e viveu a união mística, colocada em palavras: “Eu e o Pai somos UM”. Oxalá é conhecido como o mais velho dos Orixás (segundo Exu há controvérsias) e também como Pai dos Orixás que mais uma vez o aproxima do criador. Na mitologia nagô-yorubá é Oxalá quem cria e modela os homens. Oxalá está em toda parte, é o Sol visto da Terra e a Terra vista do Sol. Das cores ele é o branco, que traz em si todas as cores; Cada Orixá tem um magnetismo próprio e Oxalá é o próprio magnetismo, assim ele é a base da criação. Mas, Exu, como Senhor dos Caminhos, é que tem controle desse eletromagnetismo, controlando o giro das órbitas dos planetas. Por isso é o Grande Responsável, pela fecundação em todos os níveis.

Isso é fantástico. Eu e meu pai, só sentimos a plenitude interior quando estamos por inteiro no senhor e deixamos de ser uma de suas partes e tornamo-nos o senhor por inteiro. A real função do pensar positivo é essa, nos conectar ao Pensamento Mágico Criador. A plenitude exterior, todos a alcançarão como fruto do próprio esforço em construí-la em sua volta. Mas a plenitude interior, só no Criador será alcançada.

Então Oxalá pensa: _Por que sou seu primogênito-unigênito, meu pai? E Olorum responde: _ Porque antes de gerar todos os seus irmãos e irmãs, eu o gerei na matriz geradora de matrizes... “Em você eu estou por inteiro em todos os meus aspectos. Mas, neles (nos outros Orixás) eu estou por inteiro nos aspectos que eles manifestam, pois sem mim, nada poderia ser feito.” E neste “diálogo” entre o Maior dos Orixás e o Criador Olorum observamos a união entre Deus-Olorun e sua Divindade - Oxalá, que quando verbalizado é um modelo de união mística entre o filho e o pai, modelo que pode e deve ser seguido por quem busca pela plenitude. Por isso não tenho duvida que o pensamento positivo nada mais é que uma importante ferramenta de busca para encontrar a conectividade com o Pensamento Mágico Criador.

Porque ao pensar positivo nos tornaremos positivos. Mas, veja que o amor age nesse mito, como força doadora, dirigida ao Pai, e assim receberemos do mesmo modo, do Pai direcionada a nós. Nunca que o amor agira perfeitamente com ego inflamado, ao tentarmos direcionar a força do pensamento, pra alcançar coisas a nosso bel prazer. Mas, que se faça sim a vontade do Pai! Ainda temos que nos lembrar que o amor também se revela no sofrimento e na dor, por isso muito dos segredos são revelados em momentos de provação e não de alegria. Cristo teve sua grande experiência e certeza após jejuar no deserto. O Apostolo Paulo, encontrou sua missão espiritual após ficar cego. Assim como no mito, após ficar cego de seus desejos, passa a captar sensitivamente a energia de seu pai.

Por isso nem sempre pensar positivo resolve as coisas. Às vezes seremos forçados a pensar corretamente em momentos de dor, de agonia e aflição. E é ai onde o Criador mais revela, nos momentos de tribulação. O que vemos aqui é o modelo de como se manifestam as divindades de Deus onde não há diferença entre a vontade do criador e a vontade de suas divindades, sejam os Orixás ou qualquer outra divindade em outras culturas. A Divindade ocupa um Plano ou realidade divina onde ela é a manifestação viva e plena das qualidades, atributos e atribuições do Criador. Este é o modelo para o crescimento e a evolução dos seres onde somos imagem e semelhança de Deus, quanto mais nos afinizarmos à vontade divina ou a perfeição. Mais próximos de Deus estamos. Temos que buscar gerar união e não divisão entre os irmãos!

Carlos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

Tarô e Punição


Justificar
O Tarô tambem é muito claro quando ao movimento da vida. E que ao contrario do que muitos pensam, eu acredito piamente na frase que diz: "Quem deve paga, quem merece recebe". Assim não se vanglorie hoje do seu irmão porque você conseguiu dar uma rasteira nele! As Leis do Senhor são justas sim. E ao contrario do que muitos pregam porai o Senhor pune sim aqueles que cometem iniquidades. Porque ele não seria bom se não fosse justo.

E o tarô mostra sim que o carma age em nossas vidas. Vemos claramente no Arcano 16, que Deus pune aqueles que pecam com muita veemencia. Sabemos sim que ele é capaz de perdoar, porque é um Deus de bondade e rico em misericordia. Mas, acima de tudo é um Deus de Justiça!

O Tarô não se esquece disso e por isso, tem em sua concepção o Arcano 8, alem disso, vemos que o homem pode ser condenado a perambular pelas doze casas do Zodiaco para se aprimorar. Podemos detectar isso no Arcano 12, que nos mostra um homem pendurado pelo pé sob dois troncos com doze ramificações, sendo 6 em cada tronco. Vemos que ele é pendurado pelo pé, como forma de punição por ele ter caminhado em tantos lugares sombrios. Tendo agora um tempo pra pensar quieto até tomar a decisão certa. E a opção errada, o levara a Morte (Arcano 13).

Percebemos ainda que aqueles que se deixam dominar por seus desejos, serão pra sempre aprisionados pelo Diabo, com um laço tão forte que eles nem conseguem mais senti-lo e começam a achar aquilo normal. E Aqui uma alusão as pessoas que se deixam dominar por uma sexualidade suja, escravisante e anormal. Mas, o tarô apesar de não nos mostrar cenas claras de sexo, ele não recrimina, um sexo que nasce do amor, da beleza e da paixão entre dois seres. Isso é o que nos mostra o Arcano 19.

Já o Arcano 6, mostra que relacionamentos que gera confusões é acima de tudo um gerador de conflitos mentais, indecisão e magoas, pois nem sempre nossas escolhas serão a contento. Mas, sabemos que todas as configurações, podem ser amenizadas, modificadas e esclarecidas, quando alinhadas aos Arcanos Menores, que trazem os misterios, para um plano mais fisico com mais percepção de nossa consciencia.

Carlos Lima - Tarologo.

sábado, 1 de maio de 2010

Magia sexual e mecanismos de poder!

Magia sexual e mecanismos
Magia sexual e mecanismos

 O poder sobrenatural da magia do amor e do sexo

- Magia Sexual:

inexiste nos cultos Afro, exceto no Vudú Haitiano. Mesmo assim, está muito aquém de algo realmente prático e eficiente. Ver a obra "Magia Sexualis" de Pascal Beverly Randolph.

- FT e FPA:
Forças das Trevas e Forças Psíquicas Assassinas são dois conceitos metafísicos que definem a Energia da Magia maléfica Afro. Desse prisma, podem ser eliminadas pela Radiônica ou Ondas-de-Forma.

- Boneco Vodu:
o clássico bonequinho cheio de alfinetes é simplesmente um boneco de cera, madeira ou pano, com diversos elementos da vítima, que, por práticas ritualísticas, passa a ser um Testemunho Artificial Vivo da vítima; deve ser Animado Magicamente, batizado (utilizando-se da Egrégora do Batismo), posteriormente deixado para "Saturar de Energia" (deixado enterrado por toda uma lunação), o que fará com que o que for feito ao bonequinho cause algum efeito na vítima; daí, se espeta o boneco com alfinetes de aço, devidamente impregnadas com nosso desejo. E o desejado deve ocorrer, em breve. Quando se deseja a morte da vítima, se enterra o bonequinho, com caixão e tudo, reproduzindo um verdadeiro funeral (utiliza-se da Egrégora do Funeral, Enterro). Todas essas práticas podem ser classificadas como de "transplantação" ou "Magia Mumíaca". Sobre o assunto, ver a obra completa de Franz Bardon (em especial o capítulo VIII do "Initiation Into Hermetics" e o "The Practice of Magical Evocation" em sua totalidade).

Podem ser utilizados, também, em magia benéfica, ou até mesmo em magia de proteção - criando-se, por exemplo, várias égides nossas, deixando-as em locais diversos, visando dispersar ataques mágicos desferidos contra nós. Sobre isso, ver os livros de Frater U.D., sobre Sigilização Mágica e Magia Sexual.

- Ferros dos Assentamentos: usados sobre a massa do assentamento, emitem Ondas-de-Forma análogas às qualidades da Entidade.

- Importância do Ovo: é um dos principais fundamentos da Cultura Mágica Afro, conforme disse antes. Só por curiosidade, o ôvo tem a capacidade de sugar Energias nocivas das pessoas, locais e objetos, quer seja pela colocação do mesmo junto a um testemunho da vítima, ou por passá-lo na própria pessoa (ou colocado no local) alvo da Energia nefasta. Se, após impregnado e saturada de dita Energia, for enterrado, o efeito da Energia some, e a mesma se dissipa nos Elementos. Se, porém, for atirado longe, de forma a espatifar-se, a Energia retorna a quem a enviou...e bem rápido! É importante, porém, frisar, que a Energia “sugada” pelo ovo pode, facilmente, passar para o operador, num instante! Além disso, há práticas místicas que transmutam a Energia natural do ovo em outra coisa; por exemplo, há uma “cantiga” que permite dar, ao ovo, a mesma Energia de um galo vivo! Dessa forma, ao se ofertar o ovo, se entrega à Entidade um galo! Só um alerta importante: NÃO TRABALHEM COM OVOS, sem um prévio conhecimento sobre o assunto. Estejam avisados!

- Troca-de-Cabeça: é a troca da vitalidade do enfermo ou do moribundo pela energia de outro ser, saudável e vigoroso. Eu aconselho fazer-se com ovos, pedras ou plantas; no Camdomblé se faz com animais; há quem faça com pessoas...

- Círculo Mágico: só aparece na divinação, quer seja na peneira ou no colar de contas (Jogo dos Búzios), ou ainda no Opón, tábua de madeira usada na divinação por Ifá.

- Tarot: Não é para advinhação segundo a tradição do uso de cartas para divinação ou meditação, mas já existe um Tarot do Voodoo de New Orleans, e um Tarot dos Orixás. E o Taro é para a busca do conhecimento, mas, dependendo da mediunidade do tarólogo, muitas coisas são adivinhadas sim.

- Proteção contra ataques psíquicos: práticas inexistentes nos Cultos Afro.

- Espelhos Mágicos: existem, mas muito rudimentares, e em pequeno número; são mais comuns em Cuba. Ver obra de Franz Bardon e Pascal Beverly Randolph.

- Uso de Testemunhos: nos Cultos Afro, se utiliza muito, para Magia a distância, algum Testemunho (no sentido radiestésico) da pessoa visada. Para os Camdomblecistas, são testemunhos válidos quaisquer sinais da pessoa (sangue, urina, fezes, cabelos, aparos de unhas, esperma, SECREÇÕES vaginais, saliva, suor), sua foto (apesar que muitos Sacerdotes do Culto não gostam muito de trabalhar com fotos, enquanto outros exigem fotos novas - tudo bobagem, pois foto é um excelente testemunho, não importa a idade nem o tamanho), a roupa usada e suja (em especial as roupas íntimas e as meias), fronha do travesseiro, sapatos, palmilhas, assinatura, e, até mesmo, a pegada da pessoa - a terra aonde ela pisou ou o pó do local aonde pisou - , o que eu acho muito arriscado para um uso sério. De qualquer modo, mesmo em se tratando de testemunhos válidos, a falta de cuidados no manuseio dos mesmos pode invalidar o ato mágico. Muito melhor construir-se testemunhos artificiais do que trabalhar com um testemunho de valor energético duvidoso. Assim, podemos observar que o Candomblé navega num mar da mais profunda ambiguidade. Eu em particular não gosto de fazer uso de magia, apenas aquela que serve para elevação e libertação deve ser usada, pois, ao usa-la com intuito de escravizar está sendo membro da legião maligna do Dragão das Trevas. Prudência caros irmãos!

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Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

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Babalawos e o Ser Supremo


Justificar
Os Yorubas acreditavão na múltiplicidade das Divindades do Panteão Africano, seres sobrenaturais, que conhecemos no Brasil como os Orixas. Para os Ilú Ulkumy, Yorubas ou Nagos, a existência transcorria em dosi grandes planos: 1- Âiyé ou Mundo Natural. 2- Ôrun ou Mundo Sobrenatural.

Para o povo Yoruba o Mundo Natural e o Sobrenatural possuem uma profunda e estreita relação, são considerados complementares entre si, um e ligado ao outro. Estes planos de existência não eram tão distintos assim, as Divindades do Panteão Nago, já haviam vivido sobre a Terra no Ôdé Âiyé (lugar das divindades sobre a terra), quando vieram realizar a criação do mundo Material, da nossa grande Mãe/Pai a Terra.

Olórun, Olódùmarè, Deus Supremo e Criador de todos os Orixas e de todas as coisas, vive no lugar mais alto do Mésêêsan Ôrun, chamado de Ajal' Ôrun (Teto do Além). Olórun, o Incriado e Criador, o Deus Supremo e aquele (O), que tem (Li), o Além (Ôrun). Òrúnmìlà-Ifá é uma divindade primordial que acompanhou Òrìsànlá na criação do mundo nagô.

Os Yorubas acreditavam também que tudo que existe ou até existira no Âiyé (terra), foi plasmado no Ôrun (além), e lá possui seu exato Duplo ou Doble. Para os Yorubas as Divindades do panteão Yoruba vivem no Mésêêsán Ôrun (nove Aléns), ou os noves planos de Existência do Credo Yoruba. O Mundo Natural o nosso Ilé (Terra), esta situado no eixo central, ponto de passagem e de retorno.

Uma das mais importantes divindades do Credo Yorubá, representante do princípio da sabedoria. Interpreta os desejos de Olódùmarè, e os transmite através das diversas práticas divinatórias, Òrúnmìlà-Ifá é o Deus dos Destinos. O Jogo de Búzios, Ifa-Opele, Ikin-Ifá dentre outros sistemas divinatorios do povo Yoruba, são elementos de transmição de ordens divinas e são atribuídos a Orunmila-Ifá, seu intérprete por excelência. Sua saldação é:
Òrùnmìlà Bàbà Ifá.

A religião Africana e uma religião de caráter MONOTEÍSTA. Possui um deus supremo, que criou todas as coisas e preside o destino de todos em nosso Universo. Na Genêses Africana OLÓÓRUN (Deus Criador) criou a terra e tudo que existe em quatro dias, (a semana africana possuía quatro dias) e, depois, descansou, deixando-a, a responsabilidade das soluções dos problemas imediatos do mundo a ministros ou delegados das divindades do panteão Africano os Orixás. Segundo a tradição oral antiga, a hierarquia da religião dos Orixás era a seguinte: Em primeiro lugar estaria o Babalawo (Pai do Segredo), sacerdote supremo, do culto de Òrúnmìla Baba Ifá, que possuía o seu culto à parte, dos cultos do Ilê (casa) Orixá e Ilê Egun (ancestrais). Nações de : Ketú, Jêje, Angola, Nagô. Foi por volta de 1830 que três negras da costa africana, fundaram o primeiro templo na região da Bahia.

Òrùnmìlà pode também ser difinido pelos titulos e designativos que lhe são atribuídos: Gbàyé Gbórun - Aquele que vive tanto na terra como no céu. Elérìí Ìpìn - Testemunha dos destinos.
Alátúnse Aìyé - O que coloca o mundo em ordem. Òrùnmìlà esteve presente quando o universo foi criado por Olódùmarè, conhece o presente, passado e o futuro. Também foi testemunha da escolha do destino e da reencarnação de cada individuo ou pessoa que retorna a Terra, possui as respostas para os problemas dos seres humanos, é também o porta voz dos Orixas na terra. O BABA LI ÁWO.

"Qualquer que seja a soma que agrade alguém, é aquela pela qual recebemos para jogar Ifá." Infelizmente o Culto dos Orixás no Brasil tem um custo muito elevado, para que as pessoas o pratiquem, os sacerdotes hoje em dia se preocupam mais com seus bolsos, do que com as pessoas que o procuram, esquessem a lei da caridade que é uma lei universal, estes maus sacerdotes negam-se a atender pessoas que não tem recursos para poder se consultar e muito menos para se tratar, o sacerdote sério tem obrigação de atender todas as pessoas que o procuram sem destinguir, raça, cor e poder econôomico.

Òrúnmìla-Ifá é o dono do Jogo Oracular de Ifá (Deus do Destino), utilizavam os jogos chamados, Eridinlogun, Ikin-Ifá e o Opele-Ifá. Em uma de suas lendas, Òrúnmìla também teria autorizado a divindade Osun a jogar o tradicional Jogo de Búzios, hoje utilizado nos Ilês de Orixás e Egun. Os Omo Ifá (filhos de Ifá), também tinham uma iniciação diferente das do Ilê Orixás, era uma consagração intelectual, não é feita raspagem para este Orixá, apenas consagração e não a transe de possessão. Era uma sociedade secreta aonde, até nos dias de hoje só entra homens, apenas os homens podem manusear os objetos de adivinhação sagrada de Ifa, o Opele-Ifá e o Ikin-Ifá. As mulheres Omo-Ifá, que hoje em dia adentrão no culto, só manuseiam o jogo Dilogum, Ifá-Olokum, ou Erindinlogun (Jogo de 16 Búzios).

Eram os Babalawos que jogavam para saber qual era o destino reservado, e qual o Orixá ele deveria cultuar encaminhando a pessoa ao Ilê Orixá que a pessoa deveria cultuar. Só os Babalawos podiam utilizar o sistema de adivinhação sagrada dos Ikin-Ifá. Os Omo Ifá (filhos de Ifá), aprendizes do Babalawo, podiam manusear o Opele-Ifá e o Erindinlogun (jogo de Búzios). Os Babalawos eram obrigados também a estudar profundamente os outros sistemas Ilê Orixá e Ilê Egun. As Yalorixas e os Babalorixas ou zeladores de Orixás, sacerdote supremo do Ilê Orixá, seu culto é diferente, assim como sua iniciação, e, existe o Elegum (medium, aquele que é montado) que entra em transe de possessão. Os BabaEguns ou zeladores dos ancestrais que praticavam o culto dos Orixás, não a transe de possessão. Na ilha de Itaparica, as roupas dos ancestrais, dividamente preparadas levantam sozinhas, sem aver nada dentro, falam com voz metálicas e dançam.

Em cuba o culto de Òrumìla ainda é vivo, os escravos que aportaram em cuba a sua maioria vieram de Ilê-Ife. No Brasil sacerdotes que se interessam pelos assuntos de Òrúnmíla estão resgatando o seu culto através de iniciações feitas em África e em Cuba. Segundo os mais antigos foi por volta de 1943 que faleceu o ultimo Babalawo sacerdote supremo do culto de Òrúnmìla no Brasil, autorizado a manusear os Ikin-Ifa, restando alguns Omo-Ifá autorizados a jogar o Opele-Ifá. Mas, não foi só no Brasil que quase se extinguiu o culto de Òrúnmíla, na África Islamizada, pesquisadores afirmam que hoje em dia apenas existam em torno de 20 Babalawos, que em eras passadas o sacerdote supremo vivia na cidade sagrada Ilê-Ife. Mas, já sabemos hoje através de pesquisas profundas, esotericas, espiritulizadas e isentas, que os verdadeiros Babalwos, tem origens mais distantes, que os conhecimentos magisticos africanos, tem muito mais segredos do que imaginamos e que suas raizes, são muito mais profundas do que pensavamos.


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