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A pombagira

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tarô na Umbanda-Astrologiaca = desvendando os arcanos com o Arqueômetro

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O taro não nega nenhuma das fases humanas, tanto a nível, mental, físico ou espiritual. Ao investigarmos os naipes, com profundidade, podemos perceber que o baralho nos fala de temas polêmicos profundos e ocultos que mexe com a nossa fé e imaginação. Como por exemplo, Castigo Divino, Inferno, reencarnação, Céu, Demônios e muitas outras coisas. Além do mais, ele nos mostra que está contido nele, passagens de tempo, ciclos, ritmos, elementos, astro-síntese e contagem das Eras, igualmente como a Astrologia.

Cada carta tem um significado oculto importante e está ligada aos princípios hierárquicos do cosmos. Tem sim ligação com a Roda Zodiacal, aos devas, aos anjos e aos Senhores do carma. E assim como o Zodíaco tem sim uma contagem de tempo em seus Arcanos, com seus símbolos, elementos e toda configuração geral.

O Tarô esta ligado as outras ciências. Ao contrario do que muitos pensavam ele não é um simples jogo, pra se tentar adivinhar o futuro, pelo contrario, ele é sim um jogo divinatório que tem um simbolismo oculto importante, o qual ajuda o homem a descobrir parte dos mistérios a que procura desvendar pra seguir sua evolução.

Na Astrologia por exemplo se fala muito na Era de Aquário e em todas as conseqüências que sua chegada vai causar e que estamos vivendo dentro dos contextos da Era de Peixes que ruma pra seu final. Mas, no Tarô qual Arcano Rege esta Era? Bem, essa Era, que foi marcado por muitas provações, religiosidade e busca do Espiritual, tem a regência do Arcano 18 (a Lua).

Por isso uma era conturbada cheia de guerras, desuniões e confrontos. Esta carta mostra uma neblina na alma do homem e sua simbologia mostra a necessidade do homem em buscar o Sagrado, pra se refugiar de seus Demônios internos que o persegue constantemente. Essa carta, mostra através de sua simbologia, os medos do homem e de como ele busca refugio nos submundos, apesar de olhar para o alto como se buscasse uma proteção lunar, ele se enfia no mundo do fanatismo, sectarismo em meio a falsas religiões, demagogia e utopia espiritual. E o pior é que quando nem isso o satisfaz ele busca no plano da mente uma satisfação pro seu vazio existencial. Daí se envolve com drogas, crimes e corrupção. Essa corrupção que cito aqui, não se refere apenas em termos de dinheiro, mas, de vender a alma literalmente, para o mundo do crime, onde as pessoas se prostituem vendendo o seu corpo, sua imagem e se prostitui com os demônios da cobiça, da luxuria se denegrindo a alma com tanta brutalidade que ela vai se tornando num ser cada vez mais longe do seu Criador.

Tolo são aqueles que não acredita na existência de Demônios, eles existem sim de muitas formas, não apenas em forma mentais, ou Egrégoras, mas, tem sim uma forma física, são seres malignos, que nos tentam e querem nos levar através de nossas fraquezas e pecados, para o mundo dos mortos. Como todos os mistérios, aquele é desvelado no Barith-Ha-Kadoshah: Ha-Bashorah, Ha-Kadoshah, de São Lucas, 8, 27. Observai estes números lunares e mensais:

Lucas = 8, 27-31: 8:27 — "E, quando desceu para a terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que, desde muito tempo, estava possesso de demônios e não andava vestido nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros."

8:28 — "E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo com alta voz: Que tenho eu contigo Jesus, filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes." (O Helião de Melquisedec.)

8:29 — "Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois já havia muito tempo que o arrebatava. E guardavam-no preso com grilhões e cadeias; mas, quebrando as prisões era impelido pelos demônios para os desertos."

8:30 — "E perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios."

8:31 — "E rogavam-lhe que os não mandasse para o abismo."

Aqui, como em todas as partes, resplandece a humanidade celestial de Jesus, a do divino modelo, da divina imagem de IHOH, sobre o tipo no qual foi criado o homem no mundo divino, no Aïn-Shoph do Verbo: Aïn, o Anterior, como disse Moisés.

O Verbo Criador e Encarnado satisfaz aos demônios. Graças à sua piedade, passarão da mais terrível prova, a do Fogo, para uma mais doce, a da Água.

8:32 — "E andava pastando ali no monte uma manada de muitos porcos; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e concedeu-lho."

8:33 — "E, tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se de um despenhadeiro no lago e afogou-se."

Quantas coisas podíamos dizer sobre o que foi dito! Em toda a Sabedoria Ancestral, a água é o veículo do espírito, e o espírito que anima tem como correspondência zoomórfica uma pomba aérea e aquosa e o espírito do animal impuro, uma porca. E assim que o nome do Bautista é o da pomba que se pode ler no Arqueômetro na conjunção das letras trígono da Terra dos Viventes, debaixo da linha de horizonte do Triângulo das Águas Vivas.

Esse hierograma é IO unido à letra solar N. E o Ioni cosmogônico dos Vedas e o IO-NaH de Moisés. iOaN, Juan (São João).


O Arcano da Lua, mostra como a Lua influencia a mente, em seus níveis mais profundos da alma, a psicose humana, mexe com as marés, com a imaginação e tem total influencia em todo o sistema produtivo no mundo biológico do Planeta. A Lua, sempre foi sinônimo de influencia entre os loucos, por isso os doentes mentais são chamados de lunáticos. Ela também representa no Taro a obsessão por espíritos impuros e na Umbanda-Astrológica é Egum. Mas, não só demônios em evolução como também Demônios infernais, que dificilmente poderão encontrar de volta o caminho pra luz.

Para que possam subir um grau na existência do mundo, que é invisível somente aos olhos semicegos da carne, esses Demônios sabiam que precisavam da graça de Jesus, e a possibilidade de repelir, sobre corpos impuros, o fogo subetéreo que os consumia. Sabiam também que, depois desse sacrifício à Divina Substância, precisavam da água lustrai que somente a divina presença do Senhor vivificava. E como eram almas de homens, que de algum modo foram infernalizadas pelos seus crimes, sofriam: a piedade divina os perdoou porque eles lhe suplicaram. Ela perdoará da mesma forma o ladrão à direita na cruz.

Seja o Verbo Criador, Encarnado ou Ressuscitado é a existência da vida eterna e esta vida, em toda a sinergia da sabedoria divina, em toda a energia do divino amor; a existência da vida soberana com seu dom real da graça. Suas Leis diretas não são abstratas, são viventes; são seres criados, existente e subsistentes. Mesmo que os filósofos que fabricam Deus e o Universo segundo a sua imagem, em geral não admitem a graça, a piedade e tudo o que de perto ou de longe tem mais a ver com o coração que com o cérebro. Seu ideal subjetivo é uma espécie de impassibilidade desdenhosa das paixões e até do sentimento, já que, passível, voltamos a encontrá-lo também na Psicologia chamada animal e, no fundo, analítica do homem. Esquecem que atrás da passividade que implica o termo paixão existe uma energia mãe, ativa, que expressa o termo afeto, o fogo cujo pensamento é a claridade; mas é surpreendente quando nos encontramos com a abstração em lugar da vida.

Fa-ri, um dom de graça real outorgado pela Existência Divina ao nada ou ao caos. É um Habeas corpus universal; e a chamada Ananké é, de fato, a providência, a previsão, a provisão dessa mesma graça soberana. Mais ainda, essa carta constitucional da existência divina é livre e aceita eternamente em sua mesma substância, pelos mesmos seres arcangelicais, e esses seres são a palavra vivente do Verbo, como as letras de seu alfabeto psíquico: A-Th.

O antigo Fatum, que o Ananké, que o ateísmo, injustamente encarregadas pela Escola Iônica, por Hesíodo e por Homero, do governo dos deuses que são nossos anjos (às vezes nossos demônios), e da ordem universal invisível aos nossos olhos terrestres. É por essa razão que São João, lido na língua das XXII letras, em siríaco, ou em hebraico, diz: "O Princípio é o Verbo, e o Verbo é o ATh dos ALHIM"; o que significa que os ALHIM são o Verbo como na ontologia andrônica das funções ou faculdades do ROuaH ao NePheSh, e as do NePheSh ao NiShema.

Assim quando o homem está sob a influencia da Lua, ele se deixa levar pela neblina das emoções e se deixa pegar pelo vazio, ao contrari ode quando olha para o Sol e se banha na luz do Criador. Procurando no Arqueômetro, por exemplo, os três hierogramas da ontologia humana. Veremos imediatamente todas as suas correspondências no duplo Universo, começando pela divina Trindade, sua héxada e seu centro solar, aquele do Lumen de lumine, ou de qualquer Sol ou coração astral de qualquer coração solar que seja.

ALHIM, ATh-Ha-ShaMa-Im, Alma dos Céus fluidos e Ath-A-ReTs, alma da unidade e da universalidade gravitante". Pois A = 1, e ReTs significa: gravitar, correr em círculo; em sânscrito: StaR: estrela, astro, astralidade. Assim a Astrologia é um presente do Criador, pra que possamos acompanhar todos os movimentos cíclicos. E a criação do Taro, foi pra condensar uma forma de sabedoria contida no Zodíaco e tornar mais palpável ao homem que não pode alcançar o tempo todo a simbologia astrológica contida na Roda Zodiacal.

Quarenta e cinco é o número de Adão. Trezentos e sessenta é o número do espírito que preside à harmonia do tempo sem limites, o Ga-Na hebraico do Na-Ga védico. 360 = 45 x 8; 8 = H que governa Câncer, a Porta do Homem. É o H de Heva. 360 = 9 x 40 e 40 = M. Veremos, ao descrever a reforma de Krishna, a função desta última letra. O duplo hierograma HAM e SHIN tem por número 45, de uma parte, e 360, da outra. Sua soma é o número 405 = 45 x 9.

O nome dado pela infanta egípcia a Moisés engloba, como vimos, o nome do Jesus M-OUSHI, ISHO. Se os rabinos não puderam encontrá-lo na escrita habitual do nome de Moisés, MOShE, é porque eles ignoravam a separação da Chave de 5, dada por Daniel em várias palavras cujo significado precisava ser ocultado. Em hebraico, porém, essa Chave é dada em outro hierograma: MOUShI-Wo, o Libertador. Moisés foi realmente o libertador, não tanto dos judeus, mas da ortodoxia patriarcal, na qual impôs o Selo divino em nome de Jesus.

Os rabinos têm procurado em vão por toda a parte a etimologia de Matatron; está no sânscrito MATA, Matesis. TRON, Tràna, salvador e salvação. O Talmud e a Qabbalah chamam o Inspirador celestial de Moisés com o nome de Moetatron, mas isso não é mais do que um véu do nome verdadeiro. A pronúncia realmente foi alterada, afetando as interpretações dos povos árabes e judeus no som do "e", em certas posições da letra "a"; como em Alhim pronunciado Elohim; porém, escrito desta forma: MAeTATRON = 316 = ISHO.

As dificuldades que envolvem o sentido do termo Matatron, tão nebuloso aos que ignoram essas correspondências, surgem também em outro nome, Shadaï que tem dado canseira e tirado a paciência de muitos Rabinos; porque existem duas escritas deste nome, que é lido deste modo: ShADAI = 316 é o Verbo, o ShVa-DHA em vattan, o Swadha em védico e IShO, Jesus.

A correspondência dos termos com os números sobreviveu à divisão das línguas. Por exemplo: M = 40, pronunciado MA, significa a água em vattan, em védico e em muitas outras línguas orientais. No extremo Ocidente, entre os incas, ATL = 40, raiz do termo Atlante, também significa água. Essa chave, que explica somente uma das correspondências sagradas da palavra arqueomeinca, pode ser aplicada em todos os Livros Sagrados, inclusive em todas as mitologias. Isso prova o que dissemos em nossas notas sobre a CaBaLaH dos patriarcas e de Nosso Senhor Jesus Cristo, seu inspirador. Nisso, os judeus foram apenas intermediários, mas às vezes de uma forma involuntária e inconsciente, com exceção dos seus Profetas.

O nome do Pai proclama o Filho, a divina Essência e a divina Existência. IHOH, que significa "Eu a Vida" e "Eu Sou", tem por número 26. Esse número misterioso, tomando as letras pelo seu valor numérico, dará CO em vattan e em védico, e depois, em sânscrito, CV, CaVi, o criador pelo seu Verbo, Deus Poeta.

No primeiro trígono arqueométrico, aquele do Verbo e de Jesus, essa poesia divina é lida como PhOSh-Ya, e, dirigindo-nos pelo védico e o sânscrito ao grupo chamado semítico, porém anterior a Moisés e à PhOSh-Ya. vemos que essas antigas línguas têm o mesmo sentido da manifestação solar, da Cosmo-Fania do Ya, da Suprema Beleza Criadora, e tem seu radiante esplendor nas mesmas letras do Nicod bilo ShOPh.

Por outro lado, incluindo os Cabalim dos alfabetos que chamamos de "lunares", entre outros, os Koranitas esotéricos dizem, conforme o livro litúrgico chamado Maksurâ, na folha 40: "Chama-se Maetatron ao chefe que vê Deus cara a cara; é chamado igualmente de IeShOua". A figura bíblica de IShO sob essa relação teóptica é Josué olhando para o Sol. Veja aqui que mais uma vez o homem direcionado, para a Luz, se banha na fonte de sabedoria com o brilho do Sol e não na ilusória luz refletida pela Lua.

A humanidade na regência de uma Era governada por este Arcano, se torna doentia, onde as drogas a cada dia ganha mais terreno, o crime só aumenta e muitos distúrbios mentais ganham forçam na alma dos seres com muitos distúrbios que geram distorções de caráter e desmoralizam a alma, como a pedofilia, a corrupção, prostituição em todos os níveis e corrupção desenfreada. Podemos notar claramente que no Arcano da Lua, verificamos um esquema formado por uma simbologia sombria, quase sem cor, num cenário noturno e triste. Assim quando se vive essa influencia na alma, o homem busca satisfação no campo da imaginação e quando não consegue pode se deixar por obsessão e vícios horríveis.

Baseado em Dados do Alfabeto Vatâmico, Esotéricos do Arqueometro de Sant Yves.

Carlos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.


Oferendas de Orixás - segundo o Candomblé

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Ao preparar as comidas de santo, deve-se observar os tabus de cada um deles. Por exemplo, o azeite de dendê nunca deve ser oferecido a Oxalá, o mel é proibido a Oxóssi, o carneiro não pode sequer entrar em uma casa consagrada a Iansã etc.

Os filhos de santo devem observar todas as quizilas dos seus Orixás e, sendo parte do Orixá, também não podem consumi-las. A ijoyé encarregada de preparar as comidas dos Orixás é a Ìyá Basé, um cargo outorgado apenas a mulheres de grande sabedoria e respeito junto à comunidade. Ela é a mãe que conhece todos os segredos da cozinha e que sabe que o principal ingrediente para uma boa comida de santo, capaz de alcançar as mais altas dádivas, é o amor.
Justificar
O primeiro Orixá cultuado também é o primeiro a comer, Exu ele come tudo que a nossa boca come, as oferendas dadas ele mais comumente são os padês a base de farinha de mandioca branca, combinada com azeite de dendê ou mel de abelha, água, bebida alcoólica e acaçá vermelho feito com farinha de milho amarelo e enrolado em folha de bananeira. Em algumas ocasiões também são utilizados pimenta, cebola, bife e moedas nas oferendas a este Orixá. Nas oferendas a Ogum são dados inhame assado com azeite de dendê e feijoada. Normalmente a feijoada de Ogum segue exatamente o mesmo modo de preparo das feijoadas tradionais, Ogum gosta de carnes “gordas” de fartura, isso se deve ao fato de que a feijoada é uma comida “comunitária”, que deve por excelencia ser servida a toda a comunidade do terreiro. E em casos muito especiais só o Orixá “come”. Por tanto, talvez, esse não seja o prato mais indicado para um presente individual a Ogum. Lembre-se que Ogum é um Orixá que não gosta de perder tempo com coisas elaboradas, ele prefere as coisas simples, como um inhame acara ou cará, assado com dende e mel, na maioria dos casos isto lhe basta. Em algumas casas a feijoada é feita com feijão “cavalo”, com feijão “fradinho”, mas a grande maioria adota mesmo a boa de deliciosa feijoada de feijão preto, retira-se uma parte para o Orixá e o restante se reparte com os amigos numa boa roda de conversa regada a cerveja (se bem que a cerveja pode não ser aceita em algumas Casas), mas em geral é isso. Na verdade depende muito tambem do Chefe do Terreiro da Personificação do orixá e da adaptação vibracional necessaria.

Oxóssi come axoxó feito com milho vermelho cozido decorado com fatias de coco. Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado. As comidas devem ser colocadas sob o telhado ou aos pés de uma arvore. A oferenda dada a Obaluaiê é a pipoca. Utilizando areia da praia para estoura-las e enfeitando com fatias de coco.

Oxumare prefere que sejam dados em oferenda a ele, bata doce amassada e modelada em forma de cobra e também farofa de farinha de milho com ovos, camarões e dendê. Ossaim prefere acaçá, feijão, milho vermelho, farofa e fumo de corda. O acarajé de forma arredondada com dendê é a oferenda consagrada a Iansã, mas também é do agrado de Obá. Obá também tem preferência por um bolinho de nome abará que consiste em uma massa de feijão fradinho temperado com dendê enrolado em folha de bananeira e cozido em banho-maria. O omolocum, feijão fradinho cozido com cebola, camarões e azeite de oliva e decorado com ovos cozidos e descascados é de Oxum.

Iemanjá prefere peixe de água salgada, regados ao azeite e assados, milho branco cozido e temperado com camarões, cebola e azeite doce, manjar com leite de coco e acaçá. A Nanã é oferecido efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa. O amalá pertence a Xangô. O amalá (pirão de inhame) deve untar o fundo da gamela e sobre ele é colocado o caruru decorado com pedaços de carne, camarões, acarajé e quiabo, doze unidades de cada e enfeitado com um orobô. É válido lembrar que a oferenda deve ser servida quente. Oxalufã só aceita comidas brancas e tem preferência por milho branco cozido e sem tempero. O inhame pilado é oferenda de Oxaguiã. As comidas oferecidas a Orixás Funfun, devem ser sempre colocadas em louças brancas.

Com Odus que são complexos de lidar e o melhor é consultar um Babalaô para saber se há necessidade de fazer alguma coisa. Em determinadas circunstancias os Orixás podem cobrar de alguém a atenção devida a Ele, essa cobrança se dá de diferentes formas, as vezes até severas, como doenças. Porém isso não quer dizer que tudo o que uma pessoa passa de infortúnios na sua vida seja cobrança de Orixá. Muitas vezes esses problemas são fruto do nosso comportamento com o mundo, nos expomos a perigos, nos arriscamos em aventuras, somos demasiados confiantes e não medimos as consequencias dos atos. O resultado quase sempre são perdas.

Fazer oferenda para Orixá não garante sucesso em tudo, a menos que seja um pedido dos orixas, porque não se pode andar fazendo rituais a torto e a direito. Antes que se busque uma Casa séria e competente, não simplesmente dando ouvidos a quem te diz que isso ou aquilo é cobrança e repense a relação que você deseja ter com o seu orixá, não dê nada pensando em retorno financeiro e só faça a oferenda se for para agradecer pela vida, pelos dons e por respeito aos orixas, com certeza sem cobrança eles ajudam a encontrar a superação dos problemas pessoais.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador

A Beleza e a Magia dos Cultos Afro-brasileiros

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As cerimônias celebradas para os orixás são acompanhadas de oferendas e sacrifícios.

Geralmente, o orixá manifesta sua aceitação encarnando-se em um de seus elégùn.

As entradas em transe durante as cerimônias tomam características diferentes de acordo com o orixá festejado.

Para Xangô, ela se realiza em épocas afastadas uma das outras e ele só se manifesta num dos seus muitos elégùn presentes, estando, porém todos suscetíveis de serem possuídos pelo deus. Esse transe, uma vez iniciado, é de longa duração(cinco, nove ou dezessete dias) e manifesta-se geralmente no momento do sacrifício de um carneiro.
O transe de Ogum, Observados na região de Holi, realiza-se praticamente a cada quatro dia, isto é, a cada semana de ioruba, no dia que lhe é consagrado.

O deus se manifesta em seu elégùn, sempre o mesmo, e durante um curto espaço de tempo, de vinte minutos à uma hora. O transe é provocado pelos ritmos dos tambores, após as oferendas e sacrifícios. Uma festa para Ògún Edeyi, em Ilodô, na região de Holi, Houve transe de muitos orixás, embora as oferendas tenham sido feitas para um deles. Todos esse deuses possuíam seus elégùn respectivos só ao ouvirem as chamadas ritmadas dos tambores, própria para cada um deles.

Naquele dia, viu-se ali uma série de elégùn fazer evoluções diante do templo de Ògún Edeyi, trazendo objetos simbólicos de seus deuses: Ògún, deus dos ferreiros e dos guerreiros, trazia dois sinos de ferro e um facão, Şàngó, o trovão, brandia seu machado de dois gumes; e sua esposa, Ợya, divindade das tempestades, agitava um leque de couro; Ợdẹ, deus dos caçadores, trazia um facão e bastões de caça; Odùa-Òríşàálá, todo de branco, apoiava-se em um cajado de estanho, metal que lhe é consagrado. Os elégùn faziam evoluções, dançavam, dialogavam e cada um deles comportavam-se de maneira diferente, de acordo com as características de seu orixá. Eles se mantinham em atividade ao som dos ritmos dos tambores, exatamente como ocorre nas cerimônias para os mesmos orixás no Brasil ou em Cuba.

No Brasil a responsabilidade do culto repousa sobre o pai ou a mãe de santo, correspondentes aos nomes de origem ioruba, babalorixá ou ialorixá. São chamados também de ¨zelador¨ ou ¨zeladora¨, termos equivalentes aos de ¨babalaxé¨ou ¨ialaxé¨, pai ou mãe encarregados de cuidar do ¨axé¨, do poder do orixá. Esses terreiros são geralmente compostos de uma construção, denominado barracão, com grande sala para as danças e cerimoniais públicas, de uma série de casas, onde são instalados os ¨pejís¨, consagrados aos diversos orixás, e de casas destinadas à residência das pessoas que fazem parte do candomblé.

Os pais ou as mães de santo são assistidos por pais ou mães pequenos, ¨babá¨ou ¨ia kekerê¨, e por toda uma série de ajudantes, com papeis e atividades diversos e definidos. Assinalamos a ¨dagan¨, que, antes das cerimônias publicas, encarrega-se, com a ajuda de ¨iamorô¨, do ¨padê¨ou ¨despacho de Exú¨, do qual falaremos mais adiante; a ¨iatebexê¨, que assiste o pai ou a mãe de santo na direção da seqüência dos cânticos dos orixás, no decorrer das cerimônias públicas; a ¨iabassê¨, que supervisiona a preparação das comidas destinadas aos deuses e aos seres humanos; as ¨ekedis¨, que são encarregadas de cuidar dos ¨iaos¨logo que estes entran em transe; o ¨sarepebê¨, que leva as mensagens para a sociedade do terreiro. Encontramos anda o ¨alabê¨, chefe dos tocadores de atabaques.

Existem enfim as “iaôs”, “mulheres” dos orixás, que são os filhos e as filhas de santo. Certos dignitários chamados “ogãs” não têm funções religiosas especiais, mas ajudam materialmente o terreiro e contribuem para protege-lo. Formam uma sociedade civil de ajuda mútua, colocada sob a invocação de um santo católico. Alguns “ogãs” levam o título prestigioso de obá, no Terreiro Axé Opô Afonjá, e o título de “mangbá”, no Axé Opô Aganjú, como lembrança de acontecimentos que, na África, deram nascimento ao culto de Xangô. Nos dias de cerimônia pública, chamada de xirê dos Orixás” – a festa, a distração dos orixás - , o barracão é decorado com guirlandas de papel, nas cores do deus festejado, o chão é cuidadosamente varrido, salpicado de perfumadas folhas de pitanga, e grandes palmas atadas com fitas decoram as paredes.

No início da festa, três atabaques de tamanhos diferentes, denominados run, rumpi e lê, acompanhados por um sino de percussão, o agogô, tocam apelos ritmados às diversas divindades. Esses atabaques apresentam uma forma cônica e são feitos com uma única pele, fixada e esticada por um sistema de cravelhos para os nagôs e os gêges, e por cunhas de madeira para os tambores ngomas, de origem congolesa e angolana.

O pai ou a mãe-de-santo, cercados por seus ajudantes, fica sentado próximo dos atabaques, que são colocados sobre um pequeno estrado enquadrado por palmas trançadas. Os ogãs são instalados em cadeira ornamentadas e marcadas com seus nomes, onde só eles tem o direito de se sentarem; os visitantes importantes sentam em bancos e cadeiras e o resto do público fica dividido em dois grupos, homens de um lado e mulheres do outro, todos separados da parte central do barracão, onde dançam os filhos e filhas-de-santo.

Antigamente, o piso do barracão devia ser de terra batida, e os iaôs dançavam descalços a fim de que o contato com a terra e o mundo do além, onde residem os orixás, fosse mais direto. Por razões de prestígio, o piso do barracão é atualmente de cimento e, algumas vezes, recoberto com assoalho de madeira.

Tais instrumentos foram batizados e, de vez em quando, é preciso manter sua força (o axé), por meio de oferendas e sacrifícios. Os atabaques desempenham um duplo papel, essencial nas cerimônias: o de chamar os orixás no início do ritual, e quando os transes de possessão se realizarem, o de transmitir as mensagens dos deuses. Somente o “alabê” e seus auxiliares, que tiveram uma iniciação, tem o direito de tocá-los.

Nos dias de festa, os atabaques são envolvidos por largas tiras de pano, nas cores do orixá invocado. Durante as cerimônias, eles saúdam, com um ritmo especial, a chegada dos membros mais importantes da seita e estes vêm curvar-se e tocar respeitosamente o chão, em frente da orquestra, antes mesmo de saldar o pai ou mãe-de-santo do terreiro. No caso de um desses atabaques ser derrubado ou cair no chão durante uma cerimônia, esta é interrompida por alguns instantes, em sinal de contrição.

Durante os toques de chamada, feitos no início da cerimônia, os atabaques são batidos sem o acompanhamento de danças e cantos, o que contribui para realçar, graças a essa ausência de elementos melódicos, a pureza de ritmo associada a cada orixá. O uso da bata, utilizando no culto de Xangô na África, perdeu-se no Brasil, mas foi mantido Cuba. Os ritmos bata são ainda conhecidos por este nome na Bahia. Acontece o mesmo com o ritmo denominado “ibi”, dedicado a Oxalá, que na África é batido sobre tambores conhecidos como ìgbìn. Outros ritmos, como, por exemplo, o “ijexá”, são tocados em certos terreiros sobre os ìlù, pequenos tambores cilíndricos com duas peles ligadas uma à outra, durante os cultos de Oxum, Ogum, Oxalá e Logunedé. Em lugar de ritmos, podemos chamá-los “ideofones ou locuções musicais”.

O elemento melódico das músicas africanas destaca-se, no decorrer das cerimônias privadas, no momento dos sacrifícios, oferendas e louvores dirigidos às divindades diante dos “péjis”. São cantos sem acompanhamento de tambores, ficando o ritmo ligeiramente acompanhado por palmas. A melodia é rigorosamente submetida as acentuações tonais da linguagem ioruba.

Os dois elementos, o ritmo e melodia, encontram-se associados no decorrer do “xirê”, quando os sons dos atabaques são acompanhados por cantos. Antes de começar o “xirê” dos orixás no barracão, faz-se sempre o “padê”, palavra que significa “encontro” em ioruba; um encontro, principalmente com Exu, o mensageiro dos ouros deuses, para acalma-lo e dele obter a promessa de não perturbar a boa ordem da cerimônia que se aproxima. Nos terreiros de origem kêtu, o “padê” se apresenta de duas maneiras: pode consistir em alguns cânticos em honra a Exu e em oferendas de farofa amarela, de cachaça e azeite-de-dendê, depositados fora do barracão ao ter início o “xirê”.

O “padê” pode, também, tomar uma forma mais elaborada quando houver um sacrifício de um animal de quatro patas – carneiro, cabra, bode, tartaruga – acompanhado de animais de duas patas – galo e pombos -, bem cedo ao amanhecer. O “padê”, nesses casos, faz-se a tarde, algumas horas antes do “xirê”. Trata-se, então, de uma cerimônia completa em si mesma e que escapa aos limites dessa obra. Não se tratam mais de orixás, salvo no que se refere a Exu. Faremos uma breve descrição dessa manifestação, pois ela pertence ao domínio da evocação de defuntos ancestrais e das bruxas e não do culto aos deuses africanos propriamente ditos. Esta “padê” é em princípio, acessível apenas aos membros do terreiro.

As oferendas ficam reunidas no centro do barracão: alguns recipientes contendo farofa amarela, cachaça, azeite-de-dendê e acaçá. A “dagan” ajoelha-se e arruma as oferendas, de acordo com os cânticos, em pequenas porções dentro de uma cabaça entregam, entregando-a a “iamorô”, que dança em torno dela e leva-a para fora do barracão. Os “iaôs” ficam ajoelhados, o corpo inclinado para frente, com a cabeça pousada para frente sobre os punhos fechados, colocados um por cima do outro. O pai ou a mãe-de-santo entoa os cânticos, que são repetidos em coro pelo conjunto de filhos e filhas-de-santo.

Exu é saudado como prelúdio a uma série de cantos e louvores dirigidos sucessivamente aos “essás”, fundadores dos primeiros terreiros kêto na Bahia: Essá Assiká, Essá Obitikô, Essá Oburô, que são dessa maneira, devidamente honrados em companhia de quatro outros: Essá Ajadi, Essá Adiro, Essá Akessan, Essá Akayodé, sobre os quais não se conhece muito além dos nomes. Uma vez terminada essa parte do ritual, todos se põem de pé, mãos estendidas em forma de saudação, enquanto a “iamorô” e as outra pessoas que tomaram parte ativa no “padê” dançam por um momento, para honrar a memória dos portadores de títulos desaparecidos.

Mais tarde, no início da noite, começa o “xirê”. Os “iaôs” começam por saudar a orquestra e se protestar aos pés do pai ou da mãe-de-santo, executando em seguida, ao som dos atabaques danças para cada um dos orixás. Descrevemos, nos capítulos seguintes, o caráter dessas danças, ora agressivas, ora graciosas, ora atormentadas. Para o conjunto dos fies, esses cantos e danças são formas de saudar as divindades. Para os filhos-de-santo, consagrados a um orixá determinado, quando chega a hora de evocar o seu deus, a dança adquire uma expressão mais profunda, mais pessoal, e os ritmos, pelos quais foram sensibilizados, tornam-se uma chamada do orixá e podem provocar-lhe um estado de embriaguez sagrada e de inconsciência que os incitam a se comportarem como o deus, enquanto vivo.

O transe começa por hesitações, passos em falso, tremedeiras e movimentos desordenados dos “iaôs”. Imediatamente, ficam descalços, as jóias que usam são retiradas, as calças dos homens são arregaçadas até o meio da perna. Depois de alguns instantes, eles começam a dançar, possuídos pelos seus deuses, com expressões faciais e maneiras de andar totalmente modificadas. Os orixás são recebidos com gritos e louvores e, em seguida, fazem a saudação aos atabaques, ao pai ou à mãe-de-santo, aos “ogãs” do terreiro, sendo, finalmente, levados pelas “ekédis” ao “pejí” do seu deus. Os “iaôs” vestem-se, então, com roupas características de seus orixás e recebem suas armas e seu objetos simbólicos. Uma vez convenientemente vestidos, todos os orixás encarnados voltam em grupo ao barracão, onde começam a dançar diante a uma assistência recolhida. Xangô “pavoneia-se” majestosamente; Oxum requebra-se; Oxossi corre, perseguindo a caça; Ogum guerreia; Oxalufã, enfraquecido e curvado pelo peso dos anos, arrasta-se mais do que anda, apoiado no seu “paxorô”.

Há várias sutilezas sobre essas entradas em transe que se inspiram em detalhes indicados nas lendas dos deuses. Se a festa é para Xangô, podê-se aguardar a sua volta momentânea à terra, acompanhado por suas mulheres: Oxum, Oiá-Iansã e Oba; eventualmente, seu irmão mais velho, Dàda-Àjàkà, participa dessa cerimônia. Mais raramente, aparecem Oxalá ou Nanã Buruku. Se a cerimônia destina-se a Ogum, Oxossi também estará presente, sendo provável o comparecimento de Oiá-Iansã, freqüentemente em briga, a golpes de sabre, com Ogum. Se a festejada for Oxum, Xangô estará presente, podendo Oxossi também comparecer, como lembranças de suas aventuras passadas. O estímulo, nessa circunstância, seria um determinado ritmo que sensibilizou o “iaô” no decorrer de sua iniciação. Existia um controle da comunidade, da qual faziam parte os orixás, que os obrigaria a levar em conta o caráter cãs relações que existiam entre eles. Isso é válido, quer se trate de laços hereditários ou de manifestações de arquétipos, que tal modo torna-se rigoroso o conformismo do “iaô” possuído pelo comportamento convencional esperado pelo deus modelo.

A diferença entre as cerimônias para os orixás na África e no Novo Mudo decorre, sobretudo, de que, na primeira, invocasse um só orixá durante uma festa celebrada em um templo reservada para ele, enquanto no Novo Mundo vários orixás são chamados em um mesmo terreiro durante uma mesma festa. E ainda na África tal cerimônia é celebrada geralmente pela coletividade familiar e um só elégùn é normalmente possuído. No Novo Mundo, não existindo essa coletividade familiar, o orixá tornou-se um caráter individual e acontece que, durante uma mesma festa, vários “iaôs” são possuídos pelo mesmo orixá, para satisfação própria e de todos aqueles que cultuam esse orixá.


Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo - Pierri Fatumbi
(Tradução de Maria Aparecida da Nóbrega)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O uso da Magia em todos os tempos


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A prática da magia requer o aprendizado (pelo iniciado, pelo xamã, pelo sacerdote, Babalorixá, etc.) de diversas técnicas de autocontrole mental, como a meditação e a visualização. Franz Bardon, proeminente mago do séc. XX, afirmava que tais exercícios tem como objetivo equilibrar os quatro elementos presentes na psique do mago, condição indispensável para que o praticante pudesse se envolver com energias mais sutis, como a evocação e a invocação de entidades, espíritos e elementais (seres da Natureza), dentro de seu círculo mágico de proteção. Outras práticas mágicas incluem rituais como o de iniciação, o de consagração das armas mágicas, a projeção astral, rituais festivos pagãos de celebração, manipulação de símbolos e outros com objetivos particulares .

Antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, a Magia é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o dominio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. A etimologia da palavra Magia, provém da Lingua Persa, magus ou magi, significando tanto imagem quanto um homem sábio. Também pode significar algo que exerce fascínio, como por exemplo quando se fala da magia do cinema.

Há registros de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações. Supõe-se que o caçador primitivo, entre outras motivações, desenhava a presa na parede da caverna antevendo o sucesso da caça. Adquiriu o ritual de enterrar os mortos. Nomeou as forças da natureza que (provisoriamente) desconhecia, dando origem à primeira tentativa de compreensão da realidade, o que chamamos de mito.

Segundo o Novo Testamento bíblico, por exemplo, são três Magos os primeiros a dar as boas vindas ao Messias recém-nascido. No Velho Testamento, há a disputa mágica entre Moisés e os Magos Egípcios. Nos Vedas, no Bhagavad Gita, no Alcorão, nos diversos textos sagrados existem relatos similares.

Durante o período da Inquisição, os magos foram perseguidos, julgados e queimados vivos pela Igreja Católica, pois esta acreditava que a magia estava relacionada com o diabo e suas manifestações. É claro que tambem uma das causas pra essa perseguição sempre foi o uso indevido da magia, por individuos, sensacionalistas e sem nenhum codigo de Etica, o que chamou mais atenção ainda para esse campo que de certa forma, se tornou banal e alvo de preconceito, justamente por estes motivos. Mas, mesmo assim os grandes e prudentes iniciados, mantiveram a magia viva e ela persiste sem perder o seu brilho. itualísticas, que se confundem com a própria prática religiosa - a celebração da Comunhão pelos católicos, a incorporação de entidades pelos médiuns espíritas, a prece diária do muçulmano voltado para Meca ou ainda o sigilo (símbolo) do Orixá riscado no chão pelo umbandista.

Os antigos acreditavam no poder dos homens e que através de magia eles poderiam comandar os deuses. Assim, os deuses são, na verdade, os poderes ocultos e latentes na natureza.

A magia seria também a ciência de simpatia e similaridade mútua, como a ciência da comunicação direta com as potências supernaturais, um conhecimento prático dos mistérios ocultos na natureza, intimamente relacionada as disciplinas ditas ocultas, como o hermetismo do antigo Egito, como a Alquimia, a Gnose, a Astrologia. Para Aleister Crowley, "a arte de provocar mudanças a partirr da vontade" No final do século XIX ressurgiu, principalmente após a publicação do livro A Doutrina Secreta, de Helena Petrovna Blavatsky e pela atuação da Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (Hermetic Order of the Golden Dawn), na Inglaterra, que reviveu a magia ritualística e cerimonial.

Na Umabanda, o uso da Magia tambem em todo seu cerimonial, tanto de iniciação quanto de culto, é de suma importancia. Mas, tambem passou por crises, perseguições e ridicularizações, por causa da falta de escrupulos e prudencia de boa parte de seus adeptos. A magia contemporânea encontra raízes no trabalho de iniciados como Eliphas Levi e Papus.

A Teosofia, ou a moderna Teosofia, tem como um de seus fundadores Helena Petrovna Blavatsky, que foi buscar no oriente a fonte de seu importante sistema filosófico. Este sistema não se apresenta exatamente como os sistemas utilizados pelos estudiosos de magia, mas, antes, pretende transmitir o conhecimento esotérico universal que estaria contido em toda e qualquer tradição filosófica ou religiosa.

Blavatsky considera, por exemplo, que todos os homens são magos no sentido último da palavra, pois todos podem utilizar o divino poder criador, seja através do pensamento, palavra ou ação. Mas, nunca se deve buscar a magia, por vaidade, egoismo ou simplesmente por curiosidade, pois como diz o ditado popula: "A curiosidade matou o gato". Isso porque, a magia, é bela, mas, tambem é perigosa e atua como uma faca de dois gumes.

Podemos destacar que a Magia Sexual é uma das mais usadas e buscados em todos os tempos, sendo ela uma das grandes causadoras de tantos desequilibrios no carma da humanidade. Agrupam-se neste item diversos sistemas (Thelemita, gnóstico, etc.) que representam uma versão ocidental da Tantra. A base destes sistemas é a concepção que o sémen do homem e a vulva da mulher são sagrados.

A magia sexual divide-se em diversos sistemas diferentes e conflitantes, a maioria deles derivados do sistema originalmente desenvolvido por Paschal Beverly Randolph e depois por Theodore Reuss na Ordo Templi Orientis (O.T.O.) Citamos entre os diversos sistemas de magia sexual:

• Ansariético: Criado pelos Ansarichs ou Aluítas (em inglês: Ansaireth ou ainda Nusairis) na Síria antiga
• Eulis: Criado por Pascal Beverly Randolph, um iniciado entre os Aluítas
• Sistema da 0. T. 0.: Sistema de magia sexual que foi a base da Tantra ocidental
• Sistema da Fraternitas Saturni: É derivado da O.T.O.
• Sistema Maatiano: Criado por dissidentes da O.T.O.
• Sistema da 0. T. O. A.: Derivado da O.T.O., faz uso de práticas astrais de magia sexual
• Caos: Sistema mágico baseado em "auto-magia sexual"
• Movimento Gnóstico Cristão Universal: Sistema de magia sexual acentuadamente ascético fundado pelo neo-gnóstico Samael Aun Weor.

Candomblé
Sistema semelhante ao Vodu e popular no Brasil. Consiste na invocação de certos espíritos chamados de Orixás. Usa-se muitas matanças e rituais pesados nos cultos de candomblé, mas, quando se tem bons sacerdotes, não há perigo, somente sendo prejudicial, quando pessoas que não tem escrupulos fazem uso dos sistemas de magia.
Samael Aun Weor
Samael Aun Weor, fundador do Movimento Gnóstico Cristão Universal, ensinou a magia sexual como um dos pilares fundamentais do que chamou Revolução da Consciência. Sua principal característica é o que o próprio autor chama de "ascética revolucionária da Era de Aquário". Ainda de acordo com o autor, metafisicamente, seu processo consiste na "mescla inteligente da ânsia sexual com o entusiasmo espiritual". Contudo, em termos que se atêm somente à fisiologia desta classe de magia sexual, esta consiste, em suma, na conexão dos órgão genitais masculinos e femininos (chamados pelos termos orientais Lingam e Yoni) evitando-se o orgasmo, tanto masculino quanto feminino, e a perda do sêmem.

O.T.O.
A Ordo Templi Orientis, fundada por Theodore Reuss e Karl Kellner no princípio do Séc. XX baseou-se inicialmente na aplicação dos conhecimentos do Tantra sobre o sistema da Maçonaria. Quando o ocultista inglês Aleister Crowley, passou a ter o controle da ordem seus rituais e filosofia básica foram reformulados para serem interpretados e trabalhados sob a chamada Lei de Thelema. A O.T.O. acabou sendo a origem de diversas dissidências que adotaram diferentes visões sobre a magia. Dentre as dissidências que realizam um trabalho considerado sério podemos citar a Ordo Templi Orientis Antiqua (O.T.O.-A.) e a Tiphonian Ordo Templi Orientis (T.O.T.O.).

Magia Enoquiana
Magia Enoquiana é um sistema simbolicamente complexo, que consiste na evocação de energias (também chamadas de entidades), e foi proposto pelo astrólogo e alquimista John Dee e por Edward Kelley. O sistema foi posteriormente estudado pela Golden Dawn e por Aleister Crowley.
Magia Musical

Criado por uma renomada ocultista, Juanita Wescott, estudiosa do Sistema de Franz Bardon. O Sistema de Magia Musical faz uso dos mais elevados ensinamentos do Hermetismo e da Cabala, do ponto de vista de Franz Bardon.

Xamanismo
Sistema que deu origem a diversos cultos e religiões e cuja origem remonta à Idade da Pedra. O Xamã é uma espécie de curandeiro, com poderes mágicos especiais. O Vodu, Sistema popular no Haiti. Assemelha-se ao Candomblé. Já a Umbanda, fusão das religiões afro-brasileiras, notadamente o Candomblé, com o espiritismo kardecista, com predominância deste último. Difere do Candomblé, também, por considerar vários tipos de orixás como espíritos de pessoas mortas. A Quimbanda, é um Sistema de magia que trata da invocação de entidades chamadas Exus, podendo-se com a ajuda dessas entidades, fazer tanto o bem quanto o mal.

Wicca
É uma religião (propagada por Gerald Gardner) que possui, em sua base, a prática da magia no auxílio da evolução humana. Thelema, Sistema criado por Aleister Crowley a partir do recebimento "Liber AI Vel Legis" ("O Livro da Lei"). Trata-se do início de uma Nova Era (Aeon) de Aquário, onde o ser humano percebe-se como centro de seu próprio universo, assim divino. Thelema, em grego, significa vontade. Os axiomas mais importantes para os Thelemitas, constantes no "Livro da Lei" são: "Faze o que tu queres que há de ser tudo da Lei" (Do what thou wilt shall be the whole of the Law") e "Amor é a lei, amor sob vontade" (Love is the law, love under will"), que diferentemente do que muitos interpretam não significa "fazer o que quiser", mas sim a realização daquilo que chamam de "Verdadeira Vontade", sempre lembrando que isso é um ato de amor perante a humanidade, mas esse amor sob vontade.

O importante, seja qual for o sistema que você busque, deve ter em mente, que é necessario ir de encontro a evolução, saber que o mestre é uma pessoa sensata, etica e prudente, sem sensacionalismo, egoismo ou vulgaridade. E acima de tudo que não jogue voce nos abismos das sombras do reino maligno do Dragão Feroz.


Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

REENCARNAÇÃO E NOSSA EVOLUÇÃO

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Reencarnação Por que a idéia da reencarnação têm encontrado tão granítica rejeição no mundo cristão, apesar da sua profunda lógica, já que os seus mecanismos refletem a mais perfeita sabedoria e justiça de quem a instituiu? Sabe-se que nos primórdios do cristianismo essa idéia, talvez de forma não muito clara, era aceita, e chegou a ser ensinada por alguns “pais da Igreja” como Orígenes, Plotino e Clemente de Alexandria.

Até mesmo Santo Agostinho, em (Confissões, I, cap. VI), escreveu: “Não teria eu vivido em outro corpo, ou em outra parte qualquer, antes de entrar para o ventre de minha mãe?” Mas quando o cristianismo instituiu-se, assumindo o formato da Igreja Católica, acomodando-se ao paganismo de Roma, adotando e adaptando algumas das suas práticas, tais como os rituais, a hierarquia, as imagens, etc., afastando-se do modelo ensinado por Jesus que era o da simplicidade, da pobreza e do amor acima de tudo, precisou eliminar aquela idéia.

Se não o fizesse, acabaria desestruturando seu edifício e perdendo o bastão do próprio poder, porque a reencarnação é um conhecimento que liberta. Já não seria a Igreja a detentora das chaves do Céu. Seu poder se esvairia como fumaça se os fiéis não mais pudessem ser atemorizados com as ameaças das chamas do inferno, ou atraídos pelas glórias e delícias do Céu. Então, todos os cristão, sob pena de serem tachados de herejes, foram forçados a acreditar no dogma que afirma ser o espírito criado na concepção.

Tal crença, incutida no psiquismo dos fiéis ao longo dos séculos (sempre acompanhada do medo de pecar e sofrer por isso terríveis castigos e conseqüências) criou poderosas algemas do pensamento, que foram se cristalizando mais e mais a cada nova encarnação ocorrida num meio cristão. Tanto que, hoje, o simples fato de tentar questionar algum dogma da Igreja católica ou das evangélicas deixa o fiel apavorado, pelo medo de estar cometendo terrível pecado e ter de pagar por ele. Mas Jesus disse: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará.” A qual verdade estaria o Mestre se referindo? Certamente a nada que Ele ensinara, porque disse “conhecereis”, ou seja, no futuro. E nem Ele, nem seus seguidores apresentaram algum novo conhecimento que poderia representar tal verdade. Isto está cristalinamente claro.

Quando disse “A verdade vos libertará”, deixou claro que seus seguidores se encontravam e continuariam se encontrando prisioneiros de algum engano, até que o conhecimento da verdade, no futuro, viesse libertá-los. Não há qualquer arranjo teológico que possa mostrar outra verdade libertadora que veio depois de Jesus, a não ser o conhecimento da reencarnação e da lei de causa e efeito, trazida pelo espírito que se assinou como A Verdade, apresentando na seqüência todo um universo de informações que foram magnificamente codificadas por Allan Kardec. (V. O Livro dos Espíritos) Convém observar também que as verdades que o Mestre ensinou não eram de molde a libertar alguém.

Uns dirão que elas libertam do pecado, mas o mundo cristão continua tão “pecador” como sempre. Portanto, se alguém analisar estas questões em profundidade e sem as amarras do condicionamento psicológico a que nos referimos anteriormente, acaba ficando maravilhado com tamanha lógica e tal demonstração da sabedoria e de amor do nosso Criador, ao criar a lei que determina a evolução dos seres através das vidas sucessivas.

Essa sim é uma verdade realmente libertadora. Quem acredita na reencarnação e na lei de causa e efeito sente-se realmente livre, dono de si mesmo e único responsável pelos próprios passos, sabendo, no entanto, que tudo que semear, terá de colher. Outra questão perturbadora é o fato de cada uma das centenas de religiões cristãs afirmar que é a única, a verdadeira, a legítima representante de Deus. Então, se sou da religião X e acredito firmemente que a minha é a verdadeira, como fica a situação das pessoas das outras religiões que também acreditam, com toda firmeza e sinceridade que as suas religiões são as verdadeiras? Se a linha demarcadora entre elas é tão tênue, como pode alguém saber qual é a legítima? No entanto Jesus não criou qualquer religião.

Ele apenas ensinou uma ética de vida, afirmando em várias oportunidades que a cada um será dado de acordo com suas obras. Ele nunca disse que alguém vai para o inferno porque acredita nisso ou naquilo, mas sempre ensinou a vivência dos valores da alma. Quanto à idéia da reencarnação, é muito antiga. É encontrada em quase todos os sistemas religiosos do mundo, mesmo entre as tribos selvagens mais afastadas umas das outras; em todos os continentes da Terra e desde os povos mais antigos.

Isto mostra que essa idéia não foi inventada. É como se ela tivesse surgido junto com o ser humano, um conhecimento do próprio espírito. Grandes pensadores como Pitágoras, Sócrates e Platão, tinham-na como fundamento filosófico. Mas as idéias da reencarnação e da lei de causa e efeito (carma) também estão expressas em vários momentos na própria Bíblia. No episódio da transfiguração, depois que Jesus conversou com Moisés e Elias na presença de Pedro, Tiago e João, estes lhe perguntaram: “Por que dizem os escribas ser necessário que Elias venha primeiro? Ao que o Mestre respondeu dizendo que Elias já viera, mas não o reconheceram. Então os discípulos entenderam que Ele falava de João Batista” (Mateus 17:12 e 13).

Ora, se Elias foi também João Batista, isto só pode ter se dado mediante a reencarnação, porque diante de Jesus ele apresentou-se em sua antiga forma, quando fora profeta do Velho Testamento. Em Mat.11:14, essa assertiva é confirmada por Jesus, quando, referindo-se a João Batista, diz: “Se puderdes compreender, ele mesmo é Elias que devia vir”. Observe-se que o Mestre tinha dúvidas sobre a capacidade de entendimento dos discípulos, porque disse: “Se puderdes compreender...” A idéia da reencarnação também aparece em outros textos: Em Mat. 16:13 e 14 se diz: “E Jesus perguntou aos seus discípulos: Quem dizem os homens que eu sou? E responderam: uns, João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou algum dos profetas”. Ora, como poderia ser Jesus algum desses profetas do Antigo Testamento, a não ser pela reencarnação? Já com Nicodemus, que era doutor da lei, o Mestre foi mais explícito: “O que é nascido da carne, é carne; o que é nascido do espírito é espírito; não te admires de eu dizer: “Necessário vos é nascer de novo” (João 3:6).

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Mediunidade tem que ser trabalhada

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Não é fácil ser médium e mais difícil ainda é ser médium de Umbanda. A mediunidade é o elo de ligação, o caminho e a meta das pessoas possuidoras desse dom. E longe de ser um instrumento passivo, o médium, como mediador que é, tem o dever de buscar o auto-aprimoramento e a reta conduta pois, esses são os sintonizadores maiores da mediunidade.

É como disse o mestre: "Uma árvore má não pode dar bons frutos"… e é plantando que se colhe, ou seja, nossas afinidades refletem o nível e o tipo de espíritos que atraímos para nosso campo mediúnico. Sabemos o quanto é penoso o caminho da matéria, quantos pseudo-atalhos existem no caminho da evolução, incontáveis atalhos que não levam a lugar nenhum e, para conseguirmos uma sintonia fina com "canais" superiores precisamos de três coisas básicas: humildade, simplicidade, e pureza de pensamentos, sentimentos e ações.

A primeira vista parece simples, mas quando pisamos no chão, nos damos conta de nossa fraqueza que, nos atira a caminhos escuros e incertos. Então, só apelando para o Astral superior é que conseguiremos trilhar o verdadeiro caminho da espiritualidade pois, se estamos fracos, nossa fé verdadeira pautada pela razão nos libertará. E gradativamente conquistaremos e domaremos o nosso pior inimigo que, está em nosso íntimo. Ainda, em termos científicos podemos definir a mediunidade como um aumento variável da percepção extra-física ( PES ), causada por modificações e acréscimos energéticos nos chacras de determinadas pessoas, e ressaltamos que esse processo ocorre antes de encarne ou seja, a nível Astral.

Essas pessoas, os médiuns, possuem o dom mediúnico por terem missões kármicas dentro do movimento espiritualista. A palavra mediunidade significa modo, meio de manifestação, ou intermediação. E partindo do fato de que a mediunidade está vinculada a missões definidas, não é correto afirmarmos que todas as pessoas são médiuns; Podemos dizer que todos são suceptiveis à influências espirituais mas, isso não é mediunidade. Saibam também que existem diversas formas de mediunidade, tais como: a clarividência, a clariaudiência, vidência etc. E existe uma forma de mediunidade mais acentuda, a mais utilizada na Umbanda, que é a mediunidade de incorporação.

O médium de incorporação é aquele que além da ligação e proteção da corrente espiritual de sua vibração original ( Orixá ), possui uma forte ligação com determinadas entidades espirituais. Essa ligação vem de ligações kármicas e do acordo firmado no plano Astral, pelo próprio médium antes de seu reencarne, onde o mesmo se compromete a trabalhar pela causa espiritualista em determinado movimento ou culto. Por essa razão que ouvimos pessoas dizerem que foram falar com a entidade tal, e ela lhe aconselhou para que vestisse a roupa branca, ou seja, que assumisse sua missão mediúnica.

Vocês que passaram por isso, se conversaram com "entidades de fato" e foram chamados para o trabalho, não percam tempo. Procurem um templo que mais se afinize com suas idéias e assumam seu compromisso que, certamente serão mais felizes e realizados. Dentro da mediúnidade de incorporação existem três tipos básicos de atuação que carcterizam graus kármicos e de consciência, expressos nos médiuns de karma: probatório, evolutivo, ou missionário. Os médiuns de karma probatória se afinizam e trabalham com entidades no grau de protetores.

A maioria de nós está nessa condição e utiliza o caminho da mediunidade como apaziguador para débitos kármicos antigos. Há também, os médiuns de karma evolutivo se afinizam e trabalham com entidades no grau guia, eles possuem um mediunismo mais apurado com possibilidades de desenvolver a clarividência e a clariaudiência, na depêndencia da função desenpenhada, a qual lhe foi confiada no astral.

Por fim, existem raros médiuns no grau de missionários, eles são mestres com grandes missões junto a coletividade a qual pertencem, e se mediunizados podem contactar e manifestar entidades no grau de Orixás Menores; Eles possuem vários dons mediúnicos, associados a um grande conhecimento, adquirido em encarnações pretéritas, e alicerciados pela luz do amor e da sabedoria que só raras pessoas possuem.

Enfim, independente do grau ou atividade mediúnica, todas as entidades espirituais trabalham e todos os médiuns estão aptos a desenvolver também, importantes trabalhos que contribuirão para evolução mundial. Se cada um fizer sua pequena parte, por amor, teremos um mundo bem melhor porque o futuro realmente depende de nós ! O IMPORTANTE É SABER QUE SÃO MUITOS OS TIPOS DE MEDIUNIDADE É QUE NEM TODOS DEVEM INCORPORAR.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Hipocrisia Religiosa


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A Umbanda é uma religião tipicamente brasileira. Mas, ao contrario do que muitos pensam, suas origens são muito remotas. Além do sincretismo clássico entre a herança religiosa africana e o Catolicismo, a Umbanda absorveu elementos do Espiritismo kardecista, de modo que, no decorrer dos rituais, o fiel se comunica com espíritos desencarnados. Isso tudo, só predudicou a Umbanda, pois o kardecismo imprimiu na alma do umbandista muito sectarismo e preconceitos descabidos. O Catolicismo tambem prejudicou muito, principalmente a parte ritualistica da Umbanda. Esse negocio de umbandista ter preconceito do Candomblé além de ridiculo é abssurdo!

Os ubandista que tem muitos pais de santo homossoxuais, (nada contra), quero lembrar que a sexualidade está presente em qualquer grau que ele ocupe, são cheios de preconceitos. Dizem que fotos de mulher nua, é sombrio! Não me façam rir! As capelas do Vaticano estão cheias de imagens de pessoas nuas, mas, só porque são artes sacras, tudo mundo engole goela a baixo, com a maior facilidade. Tambem pode se usar imagens de orixas nuas, mas, de pessoas comuns não! Até que ponto vai a hipocrisia das pessoas.

Nunca o ser humano conseguirá evoluir sem trabalhar seu lado esquerdo que nunca conseguira nega-lo. As pessoas mais criticas de sexualidade, sõ as que mais se envolvem em casos secretos e traiçoes, e são as que mais gostam de praticar o sexo. Ridiculo tanta hipocrisia.

Recebi um comentario de uma mulher que dizia que o blog que tenho nao fica bom com fotos de mulher nua. No entanto, queria saber como fazia pra tomar o marido da irmã! Vê se pode! Bem eu nem vou relatar o tanto de baboseira hipocrita que ja conheci nesse ultimos meses, pois, no fundo todo mundosabe. Mas, hipocrita ou não a mulher fruta, seja que nome tiver, não pode mostrar o rabo que todo mundo quer ver! E a Play Boy, cada vez vende mais! Alem do mais, o Brasil vive com fama, por causa do carnaval e das bundas das brasileiras.
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Ai alguem vem me falar que religião é diferente. Bem a origem da Umbanda e Candomblé vem de nativos, que dançavam nus, e faziam muito sexo, admitam voces ou não! É só ir ver o costume de varias tribos. Bem, mas, cada um é cada um. E pra finalisar a questão é só darem uma olhadinha em todas as lendas dos orixas, quanta traição, troca de parceiros etc. Chega de hipocrisia! Acorda pra vida. Muitos desses hipocritas se fosse em roma tiram logo uma foto ao lado de um estatua nua, achando que ta abafando.

As práticas existentes dentro dos terreiros de Umbanda variam muito. Alguns demonstram uma ligação mais forte com o Espiritismo, outros se aproximam mais do Candomblé. Em comum, têm a força dos rituais, denominados giras, em que os filhos e filhas-de-santo entoam cânticos e dançam ao som dos atabaques. As cerimônias geralmente acontecem à noite e se estendem madrugada adentro. Os espíritos que "descem" incorporam-se nos fiéis que estão participando da gira.

Aqueles que "recebem" os espíritos são chamados de cavalos. Durante a incorporação, o "cavalo" permanece inconsciente, e quem fala através dele é seu "guia", ou seja, a entidade espiritual a ele associada. Para auxiliar os cavalos, existem os cambonos, que ocupam papel relevante na hierarquia do terreiro. Mas a posição mais elevada cabe à mãe ou ao pai-de-santo, que é a pessoa responsável pelos trabalhos espirituais.

Nos terreiros umbandistas, o ponto focal é o congá, altar profusamente enfeitado com flores, velas acesas e colares de contas coloridas, que simbolizam os diferentes santos e orixás. No congá, imagens de Jesus, Nossa Senhora e santos católicos dividem espaço com estatuetas de pretos-velhos, caboclos, ciganos, marinheiros e outras entidades espirituais. Essa historia de querer sincronizar os santos catolicos com orixas além de ser uma imposição da Igreja é muito ultrapassado. E desafio a qualquer pessoa que possa evoluir sem equilibrar sua esquerda. Até mesmo os grandes mestres tiveram que enfrentar seus medos, e o Diabo no deserto pra poder evoluir. Não se vence o pecado fugindo dele, mas, conhecendo e evitando que ele se concretize.

A HIERARQUIA DO TERREIRO

Babalorixás (Babalaô, quando homem, e Ialorixá, quando mulher) - São os dirigentes.

Zeladores (jibonã e sidagã) - Auxiliam os dirigentes.

Ogã e Sambas - Tocam os atabaques e observam a disciplina.

Pais e Mães-Pequenas (Baba Mindim) - Assistentes do dirigente. Em geral, ajudam no trabalho de desenvolvimento da mediunidade dos filhos de fé.

Cambonos e coroados (feitos e / ou confirmados) - Prestam assistência aos cavalos, durante a gira.

Filhos de fé (aceitos) - São aqueles que se preparam para entrar em desenvolvimento.

Filhos de fé (em observação) - Freqüentam os trabalhos para o desenvolvimento de seus dons mediúnicos.



Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

sábado, 14 de agosto de 2010

Sexo e importancia em nossa evolução

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Desde Sigmund Freud a ciência tenta explicar as conexões entre a sexualidade e o bem-estar físico e mental. Quando o pai da psicanálise escreveu seu ensaio sobre ansiedade e neurose, em 1895, dando uma ênfase até então inédita à sexualidade, choveram críticas. Freud achou melhor rebatê-las em um outro artigo, no qual foi ainda mais enfático. Freud escreveu: "Muitas doenças mentais e as fobias, em especial, não ocorrem quando a pessoa leva uma vida sexual normal".

Como essa resposta, muitos além de calarem a boca, passaram a se dar conta do quanto é importante para o ser humano, ter uma vida sexual ativa, mas, lembrando sempre que quando se fala de uma vida normal, fala-se que deve está dentro dos padrões de saúde e bem estar. Até porque se nos remete a descontroles e agressões ao proprio corpo, estará longe de ser uma normalidade.

É sempre muito importante lembrar que sexo é fonte inesgotável de energias. Com a orientação apropriada, a energia sexual é um rico tesouro de alegria, felicidade e paixão. Ela é uma ferramenta para criar e manter o nível ideal de saúde e vitalidade, transmutando uma vida medíocre em uma vida genial, transformando uma vida infeliz e estressada em uma vida plena de sucessos e realizações. A melhor maneira de se manter fisicamente e mentalmente saudável, é nunca deixar de praticar atividades físicas, mentais e sexuais. É claro que alguém que se sentir inclinado a levar uma vida celibatária, por obrigações espirituais ou simples escolhas vocacionais, advindas da propria natureza, terá sim o mesmo direito e oportunidade de ter uma vida prazeroza tambem. No entanto, certamente, em especial nos dias tão provadores de hoje, essas pessoas terão muito mais dificuldades!

É claro que todo mundo tem o direito de escolher, o que tornam as escolhas dificeis, é quando somos forçados a tomá-las sem opção de livre-arbitrio, mas, por imposição de terceiros ou da propria vida. Como é o caso de muitos que se prostituem por não ter escolhas. Ou se trancam e se mutilam, afastando-se do sexo, por imposição de inescrupulosos mandamentos, ditados pela mente louca de alguém.

As delícias (ou não) da alcova repercutem em todas as esferas da vida de uma pessoa. Oito de cada dez brasileiros, homens e mulheres, vítimas de problemas sexuais declaram que suas aflições afetam o trabalho, o convívio com os filhos, as relações sociais e o lazer. Sem contar, obviamente, o desgaste do relacionamento com o parceiro. Na década de 90 a OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu o sexo na lista dos parâmetros utilizados para definir a qualidade de vida de uma pessoa.

Tanto no meio estorico, espiritual ou religioso, este é um tema de suma importancia, pelo fato de renegá-lo como forma de sacrificio ou pelo fato de abraçá-lo por uma filosofia de liberdade e busca por contato com energias mais fortes que tragam magia e prazer, como no caso da pratica do famoso Tantra ou de magias sexuais.

O sexo seguro, freqüente e prazeroso, explicam os médicos, pode proteger o coração, evitar a insônia, aliviar o stress, fortalecer o sistema imunológico, combater a ansiedade, regular o humor, emagrecer e até atrasar um pouco o ritmo do envelhecimento. Com o aumento da expectativa de vida da população, nada mais natural que o sexo de boa qualidade, passe a ser uma exigência dos homens e mulheres mais maduros.

Na Umbanda e nos cultos afros em geral, temos entidades responsaveis por revelar-nos os segredos desse tema. No Candomblé, a maioria dos orixás já possuem por si, uma caracterisca ligada a sexualidade, é só esturmos as mitologias e constatamos isso. Como tambem temos os que tem um ar de pureza total, como é o caso de Oxalá e Ifá. Mas, mesmo assim temos as historias dos filhos desse grande Orixá com suas companheiras.

E no caso da Umbanda, temos assim como no Candomblé uma entidade em especial, que além dos orixás com uma carateristica que não exclui o tema da sexualidade, que nos fala exclusivamente dos desejos humanos, dos mistérios do sub-consciente e dos nossos medos internos. Essa entidade é chamda de "Senhor dos Caminhos", "Senhores e Senhoras das encruzas". Quem estuda Umbanda sabe muito bem do que estou falando.

Mas, se engana quem pensa que toda caracteristica dessas entidades é só provocar a libido, desenvolvendo fogo nas pessoas que remeta a transas ardentes, busca por prazer e fetilidade. Na verdade dependendo da Linha elas podem causar o inverso, até mesmo um sentimento de celibado na pessoa. Eles tem mesmo é a missão de evoluir aqueles por quem vibram suas linhas. Trazendo da sobra para luz, processos de desenvolvimento. E essa historia de que com oferendas, rituais e mandingas nas encruzilhadas se resolvem os problemas dessa area, muitos se enganam e se atrapalham cada dia mais.

Fonte de energia

Cientificamente falando, o sexo de boa qualidade, pode aumentar fortemente os níveis de adrenalina, serotonina e endorfinas, que são substancias relacionadas ao bom humor, a alegria, a disposição física, resistência à dor e varias outras sensações de bem estar. A ciência vem comprovando a cada dia a eficácia de uma vida sexual saudável sobre a saúde das pessoas.

Sobre a importância do sexo contra a depressão, sabe-se que a doença é caracterizada por uma baixa nos níveis de serotonina e dopamina, substâncias que fazem a comunicação entre os neurônios e estão relacionadas ao humor. Essa queda faz também despencar os níveis de testosterona, hormônio sexual masculino, mas que, embora em mínimas doses, também é imprescindível no processo de excitação da mulher.

Por isso, o deprimido sente menos desejo. E justamente porque se trata de uma cadeia interligada, ao se repor um hormônio acaba-se por induzir a produção de outro. Em suma: O sexo, por elevar os níveis de testosterona, serve para fazer subir as taxas de serotonina e dopamina.

Quando um medium está sentindo a vibração de Exu ou Pombagira, ele sente fluir sua energia vital, como se expurgasse seu medo, ele deixa os desejos arder na alma e vai quebrando barreiras. É um processo de cura muito grande, que ao mesmo tempo que é perigoso, pois, a pessoa pode elevar muio o nivel de sua excitação e perder o controle da consciencia, tambem pode ajudar a tratar fobias, inpotencias e entraves.

O desejo sexual promove o aumento da liberação de hormônios sexuais (estrógeno, na mulher, e testosterona, no homem) e de adrenalina, hormônio que prepara o indivíduo para o ato sexual. O efeito dessa elevação química é imediato. A circulação sanguínea aumenta - por isso o coração dispara, os pêlos eriçam, a pele enrubesce e a região genital, encharcada de sangue, se dilata. Na mulher ocorre o inchaço vaginal e, no homem, a ereção. A respiração fica ofegante. Ao mesmo tempo em que a excitação cresce, outra substância entra em campo. É a endorfina, responsável pela sensação de prazer e satisfação.

É evidente, como eu disse anteriormente, que as entidades responsaveis pelo desenvolvimento da sexualidade humana, nem sempre causa nos mediunis essa inclinação para a libido. Na verdade cada um vai estravasar as suas energias bio-energeticas e mentais de uma forma em particular. Como tambem, muitas mulheres ou homems, podem sentir excitações, sem tá por influencia de entidades da "Esquerda", mas, de um orixá que induza a sexualidade, como Iansã, Iemanjá, Oxum ou até mesmo de um orixá ligado ao sexo oposto ao do medium. Como por exemplo, lesbicas que poderão se excitar muito ao sentirem a energia guerreira de Ogum ou a sensualidade de Xangô.

No momento do sexo quando se atinge o gozo, a adrenalina está mais baixa e o organismo fica completamente inebriado pela endorfina. O nível máximo de liberação dessa última substância corresponde ao orgasmo. É o momento no qual todas as células nervosas do cérebro descarregam seu conteúdo elétrico, promovendo o relaxamento físico total.

Numa visão mais espiritualista, o sexo é visto como fonte de elevação espiritual e caminho seguro para aproximação do Divino. Os "Mestres de Sabedoria" pregam que a energia sexual é a expressão do Princípio Único, que se manifesta no nosso universo como energia polarizada, dinâmica e criadora. Os iniciados de diversas tradições referiam-se a essa expressão polarizada e criadora como, Prana e Kundalini, no sistema iniciático Tântrico; ou como Yin, Yang e Tao no Taoísmo. No homem e na mulher, essa energia criadora manifesta-se como fonte de vida, inspiração, juventude e vitalidade. Essa energia garante a eternidade biológica da raça humana e a longevidade pessoal.

Sexo Tântrico (Índia)
Surgida na Índia, há 5 mil anos, o Tantra é uma filosofia matriarcal, onde a mulher é considerada uma Divindade. Em sânscrito, Tantra significa "o que conduz ao conhecimento". O sexo tântrico é uma forma de adiar ao máximo o orgasmo, para obter prazer prolongado. Segundo os praticantes, este é um processo que vai elevar o nível do sexo, segurando o orgasmo cada vez mais. Toda a energia retida, quando liberada, se transformará num êxtase total. Além disso se conseguirá com essa pratica a elevação espiritual, a proximidade da Divindade e com a retenção do sêmen, a longevidade masculina.

•Chakras

Chakras são pontos de energia de diferentes vibrações, representando diferentes aspectos do corpo, da alma e do espírito. Simbolizam a lei da natureza, estando em constante movimento. Eles são sete e estão localizados ao longo da coluna vertebral do corpo humano. Sua função é de receber e transmitir energia para as áreas afetadas do corpo físico, trazendo o equilíbrio. Trabalhando com os chakras, é possível unir todos os aspectos de nossas vidas, incluindo os aspectos físicos, materiais, espirituais, sexuais, etc.
•Chakra Sacro
É o segundo chakra e está situado acima dos genitais. Ligado ao cóccix na parte superior, imediatamente acima da parte púbia, e abrindo-se para frente. Região da bacia. Órgãos de reprodução, rins, bexiga, todos os líquidos como o sangue, a linfa, os sucos digestivos e o esperma, tem relação com este Chakra, aprendizado, evoluindo em sentimentos primitivos, fluir com a vida, sensualidade, erotismo, criatividade e entusiasmo.
•Kundalini
Kundalini é um conceito com freqüência citado em relação aos chakras. Hoje, muito se ouve falar dela. Na mitologia. Kundalini é uma Deusa Serpente que dorme na base da coluna vertebral, enrolada 3 ½ vezes ao redor do primeiro chakra, aguardando a expansão. Quando ela é acordada, através de qualquer dentre inúmeras técnicas, entre elas o ato sexual, ela se desenrola e sobe através do centro do corpo espetando e despertando cada chakra conforme ela sobe. Quando ela alcança o topo, ou o chakra coronário (no topo da cabeça), então todos os chakras foram abertos e diz-se que a pessoa atingiu a iluminação. Kundalini é uma força de grande poder, que pode produzir mudanças físicas e mentais radicais. Alguns dizem que ela é energia sexual sublimada; outros que é uma conexão de ritmo vibratório entre as ondas cerebrais e os subsistemas psicológicos. Há várias teorias, mas nenhuma delas conclusiva. Ela pode ser acionada pela prática da yoga, meditação, estimulação física, excitação mental, relação sexual ou por um mestre formado na arte de despertar a Kundalini.

Conhecer o proprio corpo é imprecindivel, sendo que o ser humano terá muito mais equilibrio harmonia pisiquica e elevação espirtual quando não tem complexos, bloqueios ou magoas. Um grande erro do homem acontece quando ele tenta suprimir sua natureza e quando ele nega seus potencias. É verdade que os desejos são os maiores provadores do homem e que Satã usa-os constantemente na tentativa de nos dominar para sempre. Mas nem tudo é mal o tempo todo ou bem visto de todos os pontos de vista. Na verdade o que é bom para uns é ruim para outros. A morte por exemplo quase sempre é necessaria dependendo das circunstancias, mas em outros momentos ela é completamente dispensavel.

Deus nos criou para sermos inocentes, puros e iluminados, mas o encontro com o conhecimento nos tornou cheios de confusão e a inocencia se perdeu. Assim nossa missão se tornou numa busca pela pureza através das vidas e encarnações, pois só com ela poderemos retornar ao pai. Mas como poderiamos continuar reencarnando se o sexo fosse banido, se ele é o meior procriador da raça humana? Portanto a necessidade de sexo torna-o um companheiro da vida e não da morte. Somente quando ele se alia a malicia e maldade é que nunca poderá nos ajudar a ir de encontro a inocencia perdida. Mas como tornar o amor inocente e puro? Com o amor o amor é o elemento harmonizador do sexo e o antidoto que limpa-o da malignidade dos desejos impuros impregnados pelo demonio! Então viva o sexo com amor.
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Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Se não tivermos contato nos distanciamos



As vezes conhecemos pessoas especiais! No entanto, por motivos de localizaçõe, nossos compromissos ou desencontros, perdemos de vez o contato com pessoas queridas. E mesmo com essa grande comunidade chamada internet, facilitando o contato entre as pessoas, quanto não temos o endereço eletronico não conseguimos saber o que se passa com a pessoa que queremos encontrar. Da mesma forma atuam os mensageiros do Astral. Sem nossa atenção, canalização e interesse pelo contato com o Astral Superior, vamos à cada dia nos distanciando das forças que nos protegem e dos nossos ancestrais.

Foi por isso que foi criado o Religare, em moldes mais humildes, porém bem mais sinceros do que o termo religião que conhecemos hoje, tão cheia de ganancia e falta de carater da maioria dos líderes. Pra se conectar a criação e ao Criador, o homem queria se integrar ao ambiente e a Natureza de onde ele sabia que veio, mesmo não sabendo como. E justamente por não saber é que ele aprendeu a invocar e evocar. Pena que por serem tomados por ambições pessoais desmedidas, passaram a contatar trevas em vez de luz, na maioria das vezes que se deixavam levar pelos desejos carnais. Então por isso temos que ter prudencia ao buscar as forças astrais, para não encontrarmos escravidão ao invés de luz!

Apelo: Caros amigos que acompanham este blog conheci um amigo muito especial de Macaé, cidade que não conheço, mas, conheci essa pessoa em Vitória e perdi contato! Se alguem conhecer a cidade e puder passar alguma informação, por favor entre em contato!

Carlinhos Lima - Astrologo

Exu e sua parte feminina.

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Para entendermos a forma como se processam as relações entre o masculino e feminino no Brasil, é fundamental que consideremos a tradição patriarcal historicamente dominante nos sistemas social, econômico e cultural. Segundo Parker (1991), a diferenciação entre homens e mulheres poderia, sob determinado aspecto, ser considerada, na sociedade brasileira, como formada por pólos atividade-passividade, dominância-submissão, força-fragilidade.

Essa polarização não se dá, entretanto, de forma absoluta, devendo ser consideradas posições intermediárias marcadas pela presença de papéis como o da prostituta. Contudo, esses papéis, valorizados negativamente, funcionam mais como um fator de referência a ser considerado para ser evitado, do que como um lugar com importância estrutural para o funcionamento do próprio sistema.

Os valores sociais relacionados ao feminino referem-se tradicionalmente à virgindade, submissão e procriação, enquanto os masculinos relacionam-se à força, autoridade e realização sexual. Ao se pesquisar dados sobre o tema nota-se a presença desses valores. Exu é caracterizado principalmente pelas suas funções. Fundem-se na sua caracterização o homem da noite e o trabalhador, papéis historicamente associados ao masculino.

O trabalho de Exu, entretanto, é o que podemos designar como braçal; aqui se apresenta a primeira característica de classe. A sua identificação com a noite apresenta aspectos que também podem ser considerados indicadores de classe. Os lugares que freqüenta comumente não são os destinados às camadas mais privilegiadas; seu local é a rua, onde acontecem tradicionalmente as manifestações do povo. Também é o lugar atribuído às desordens, ao permissível e ao potencialmente perigoso (DaMatta, 1991).

Há vários Exus para diversas funções/interesses. Sua atuação se refere às esferas da saúde, financeira, afetiva (motivos pelos quais mais são procurados) e sexual. Os Exus e Pombas-Giras são definidos principalmente pelo seu caráter sexual, relacionado à sua amoralidade, e, podemos dizer, provavelmente, aos lugares que freqüentam. Mas, nunca devemos nos esquecer que essas entidades mais presentes dos centros e mediuns, são os de grau mais baixos sendo que acima deles tem outros muito mais evoluidos. Tem os Exus Ancestrais e Cosmicos que não militam no plano fisico e muito mais no plano Astral. Os Exus Cosmicos, por exemplo nunca encarnaram e vivem num plano mais evoluido que os mensageiros que militam nas encruzilhadas.

Pomba-Gira desempenha, por sua vez, funções, segundo os dados, muito semelhantes às dos Exus. Também é uma mulher da rua e do trabalho. Entretanto, o lugar da rua não é aquele esperado socialmente para a mulher, segundo a tradição patriarcal, podendo promover a sua identificação com as características atribuídas à prostituta. Montero (1985) também identificou semelhanças entre as características atribuídas à Pomba-Gira e o estereótipo da prostituta, em oposição aos estereótipos da jovem virgem associado às caboclas, da mãe a Iemanjá e da mãe preta às pretas-velhas.

Apesar das semelhanças porventura encontradas, não constatamos referências explícitas à Pomba-Gira como prostituta nos pontos analisados. Sua identificação com essa figura, como dito, está baseada sobretudo nos lugares que freqüenta. Aqui, deve-se recordar que a categoria por nós definida como Morada não inclui os lugares onde as entidades transitam. Associação de Exus e Pombas-Giras com ruas e cemitérios são quase uma constante nos pontos analisados, o que não quer dizer que habitem nesses locais, e sim que mais provavelmente nele permaneçam por afinidade ou pelas características dos trabalhos que realizam ali.

Ex: Existe um Exu mulher/ Que não trabalha à toa/ Quando passa pela encruza/ Maria Padilha não vacila/ Ela não faz coisa boa.

Sobre a relação entre as Pombas-Giras e a prostituição, Como é mulher, sua associação ao Mal, sua demonização passa pela imemorial marca infamante da feminilidade: a luxúria. Encarnada noutro antigo estereótipo: a prostituta. Uma 'mulher da vida, com 'sete maridos', bem marcada, me parece, pelo tempo em que se constituía a Umbanda no espaço urbano: vários dos seus pontos cantados que ouvi, remetem a um espaço escuso da cidade, que já foi sinônimo de devassidão e 'mulher perdida': a Pomba-Gira é de cabaré .Segundo Prandi (1996), a Pomba-Gira "trata dos casos de amor, protege as mulheres que a procuram, é capaz de propiciar qualquer tipo de união amorosa e sexual" (p. 148).

Eu em particular vejo a pombagira, não só como um Egun, como se prega em todos os tempos, o que existe na verdade, são eguns que militam nessa falange pra poder evoluir e se libertar da luxuria. Porque na Hierarquia mais elevada, a Senhora Bombogirá, é chefe de um raio muito importante e militam junto com Exu no trabalho através da Quimbada auxiliando os orixas.

A ela estão associados os trabalhos de feitiçaria, principalmente amorosa, o que nos permite fazer um paralelo com o espaço tradicionalmente relacionado à mulher, ou seja, o quintal, lugar das ervas e dos segredos mágicos e terapêuticos (Del Priore, 1993). Suas atividades situam-se nos espaços exteriores à casa (a rua e o quintal), o que pode indicar a sua não-pertença ao núcleo familiar, uma vez que não se ajusta aos papéis tradicionais de esposa, mãe ou filha.

Os dados revelam a entidade como dotada de uma beleza "física" e uma vaidade, que bem correspondem à expectativa em relação ao papel feminino, no qual a mulher deve se conservar sempre bonita, pois esse é o seu maior bem, a fim de satisfazer o homem. Conforme nos mostram os pontos de relação, esse é o papel da Pomba-Gira, em presença dos Exus.

Se considerarmos também as marcas de raça e classe que estão a eles relacionadas na literatura, seu papel se torna duplamente estereotipado, uma vez que mulher e negra (Montero, 1985; Ortiz, 1991).

Como pode ser visto, a identificação tradicional de Exu com o diabo cristão não está relacionada somente a sua aparência original, africana. Componentes outros se somam a essa aparência e remetem a uma caracterização de ações também próxima. Talvez o principal desses componentes seja a sexualidade exacerbada. Mas, um segredo importante que nem mesmo muitos sacerdotes notam é que Pombagira não milita apenas na area sexual, ela milita na area financeira, de saude e até politica. E assim, pode ter por certo que nem toda Pombagira em especial as mais evoluidas, terá aparencia vulgar. As mais exageradas são as que militam exclusivamente na area da evolução sexual. Saiba que tudo depende das necessidades carmicas e das Linhas Vibracionais que cada uma milita.

Historicamente, o diabo no ocidente utiliza o sexo dos humanos para tentá-los (Nogueira, 2000). Há referências diversas na história do Brasil sobre a proximidade entre o diabo e a luxúria, as práticas mágicas, a busca da resolução de problemas cotidianos, por fim, sua proximidade com o próprio homem (Souza, 1989).

Até mesmo o caráter ambíguo da sexualidade esteve a ele relacionado, na figura de íncubos e súcubos (Mott, 1988). Nesse ponto, há um aspecto particularmente importante: o diabo formou, desde o nosso período colonial, uma tríade bastante constante com a prostituição e a magia sexual. Note no entanto, que na Wica e em religiões primitivas o sexo não era visto tão fortemente como demoniaco. Mas, na verdade nós não podemos negar realmente que sexo degenere a alma, quando usado de forma desordenada. Na verdade tudo depende de como e quando se ultrapassa os limites do bom senso e da prudencia.


No Brasil colonial, dentre os que se ocuparam da magia, talvez a categoria mais estigmatizada com a prostituição tenha sido a das mulheres que vendiam filtros de amor, ensinavam orações para prender homens, receitavam beberagens e lavatórios de ervas. Magia sexual e prostituição pareciam andar sempre juntas (1989, p. 241).

Companheiro da prostituta, o malandro é figura recorrente no imaginário brasileiro. Sua avaliação, entretanto, tende a ser menos negativa do que a dela. Segundo DaMatta (1997), sua caracterização está relacionada à sua aversão pelo trabalho e à individualização da sua figura e de seus costumes. Contudo, é inegável em nosso meio social a valorização da sua desenvoltura para resolver problemas e quase sempre levar vantagem, inclusive nas situações francamente adversas.

Uma estrutura marcada pela hierarquia, como é o caso da Umbanda, certamente deve refletir em si aspectos da ordem social que a comporta. A relação de dominação-subordinação encontrada no Candomblé entre os orixás e Exu (Trindade, 1982) também pode ser percebida na Umbanda. Outro fator relevante na identificação do lugar ocupado por Pomba-Gira e Exu na prática umbandista é a consideração das delimitações provenientes dos conceitos de linha e falange que "... Constituem divisões que agrupam as entidades de acordo com afinidades intelectuais e morais, origem étnica e, principalmente, segundo o estágio de evolução espiritual em que se apresentam, no astral" (Magnani, 1986, p. 33). Essas divisões implicam uma hierarquia que indica, mais do que uma simples divisão entre o bem e o mal, esse caracterizado como inferior àquele, a necessidade de que "... o simbolismo dos ritos exprima a subordinação do princípio espiritual inferior ao princípio superior" (Ortiz, 1991, p. 141).

Essa hierarquia está presente de forma significativa nos dados apresentados acima, nos quais o reconhecimento de diferentes poderes se constitui em um princípio organizador que impede o caos. Na hierarquia identificada pode-se notar claramente a superioridade dos Exus. A eles estão subordinadas as Pombas-Giras, menos numerosas, fato que se refletiu inclusive na quantidade geral de pontos coletados.

O caráter moralmente ambíguo das entidades, evidenciado pela costumeira associação entre os Exus e a figura do trickster (Augras, 1983; Queiroz, 1991), sugere ser este um aspecto relacionado ao lugar que lhe é designado na hierarquia da umbanda.

As categorias denominadas "personalidade", "proteção" e "advertência" referem-se a essa ambigüidade. Aqui encontramos Exu e Pomba-Gira como seres capazes de fazer tanto o bem quanto o mal, e por isso merecedores dos maiores cuidados e respeito. A moralidade das ações da entidade vai ser, entretanto, determinada pelo pedido do "consulente", pois é esse quem vai fazer a sua oferenda, o seu pagamento.

Em última instância a responsabilidade moral é daquele que faz o pedido. A labilidade dessas entidades possibilita a solicitação de determinados favores somente a elas, não a outras consideradas mais evoluídas, pois poderia causar negativas ou repreensões. Além desse fato, a percepção de Exu como alguém que já passou por condições adversas, em vida, pode caracterizá-lo como um interlocutor capaz de melhor entender os motivos daquele que pede, sendo, em determinado sentido, um igual.

Dois eixos de submissão podem ser então considerados como centrais na análise. O primeiro se relaciona à posição da figura feminina, localizada à margem pelo sexo e pela condição social. Seus atributos concedem-lhe a aparência desejada pelo masculino ao mesmo tempo em que sua caracterização como ser com sexualidade extremada a relega a uma situação em que sua inserção na rede social não pode se dar através do papel de mãe/esposa, sendo associada à prostituta na trama dos personagens cotidianos.

Suas funções estarão relacionadas aos pedidos de caráter sexual e afetivo, localizando-a então, conforme a moral cristã, no campo do pecado, ou seja, das trevas. O segundo eixo diz respeito à condição de Exu. Dado como amoral, só pode ser admitido para ele o local das trevas, a noite. É ali que pode expressar seu caráter sinuoso, escondido do convívio dos que trabalham normalmente.

Aqui também podemos considerar a sua inaptidão para o papel de pai/esposo, sendo considerado inadequado para as funções reprodutivas. Deve-se observar que não são encontradas referências familiares para os Exus e Pombas-Giras, o que é comum para os Pretos e Pretas-Velhas, geralmente chamados de tio/tia, avô/avó ou pai/mãe.

A relação que se estabelece com Exu é muitas vezes a de compadrio (Verger, 1999), reforçando a possibilidade de sua identificação, por parte de quem o consulta, como um igual. À medida que admitimos a entidade como um molde a ser preenchido pelo médium, podemos também admitir que os estereótipos a ela historicamente relacionados encontram nele possibilidade de se atualizarem e por isso sobreviverem.

Não nos estamos referindo a uma simples incorporação do papel, mas sim a um mecanismo que permite a construção de um campo de significados que estão de acordo com a própria percepção do mundo pelo médium e pelos fiéis.

Pombas-Giras e Exus são representações de personagens presentes na vida cotidiana, que apresentam tanto características individuais distintivas quanto traços coletivos de classe, o que proporciona a manutenção do estereótipo. Vistas como a própria ambivalência, as caracterizações não poderiam ser diferentes: as entidades que possuem como função primeira o trabalho, são percebidas como malandro e prostituta. Como perigosas, necessitam de outras entidades mais elevadas para que sejam controladas e exerçam de forma adequada suas funções.

Segundo a descrição das moradas, são imigrantes que aportam num contexto que os considera inaptos para o desenvolvimento de funções que não estejam relacionadas ao trabalho braçal. Exu e Pomba-Gira podem ser, em última instância, alguns dos personagens pertencentes às camadas empobrecidas da sociedade, submetidas a toda sorte de preconceitos raciais, sociais, econômicos e culturais, que acabam por ser assumidos e propagados pela própria classe. Máscaras que permanecem como modelo e reflexo das próprias contradições do sistema social do nosso país.

E na verdade, a maioria das buscas nos terreiros, tem sempre haver com a atuação dos Compadres, ou disturbios sexuais, vicios ou porque se está passando por confusões mentais e num estado de carencia onde a pessoa deixa um vazio dentro da alma deixando a natureza oculta dominar a personalidade. Nestes casos Exu e Pombagira são os melhores psicologos do Terreiro, pois, conhecem a personalidade oculta do ser humano como nenhum outro orixa.
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CARLINHOS LIMA PESQUISAS

Dados EXTRAIDO DO ARTIGO DE: Adriano R. Afonso do N.I; Lídio de SouzaII; Zeidi A.TrindadeII - IDoutorando no Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo - IIProfessor doutor do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo - IIIProfessora doutora do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo
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