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A pombagira

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Se não tivermos contato nos distanciamos



As vezes conhecemos pessoas especiais! No entanto, por motivos de localizaçõe, nossos compromissos ou desencontros, perdemos de vez o contato com pessoas queridas. E mesmo com essa grande comunidade chamada internet, facilitando o contato entre as pessoas, quanto não temos o endereço eletronico não conseguimos saber o que se passa com a pessoa que queremos encontrar. Da mesma forma atuam os mensageiros do Astral. Sem nossa atenção, canalização e interesse pelo contato com o Astral Superior, vamos à cada dia nos distanciando das forças que nos protegem e dos nossos ancestrais.

Foi por isso que foi criado o Religare, em moldes mais humildes, porém bem mais sinceros do que o termo religião que conhecemos hoje, tão cheia de ganancia e falta de carater da maioria dos líderes. Pra se conectar a criação e ao Criador, o homem queria se integrar ao ambiente e a Natureza de onde ele sabia que veio, mesmo não sabendo como. E justamente por não saber é que ele aprendeu a invocar e evocar. Pena que por serem tomados por ambições pessoais desmedidas, passaram a contatar trevas em vez de luz, na maioria das vezes que se deixavam levar pelos desejos carnais. Então por isso temos que ter prudencia ao buscar as forças astrais, para não encontrarmos escravidão ao invés de luz!

Apelo: Caros amigos que acompanham este blog conheci um amigo muito especial de Macaé, cidade que não conheço, mas, conheci essa pessoa em Vitória e perdi contato! Se alguem conhecer a cidade e puder passar alguma informação, por favor entre em contato!

Carlinhos Lima - Astrologo

Exu e sua parte feminina.

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Para entendermos a forma como se processam as relações entre o masculino e feminino no Brasil, é fundamental que consideremos a tradição patriarcal historicamente dominante nos sistemas social, econômico e cultural. Segundo Parker (1991), a diferenciação entre homens e mulheres poderia, sob determinado aspecto, ser considerada, na sociedade brasileira, como formada por pólos atividade-passividade, dominância-submissão, força-fragilidade.

Essa polarização não se dá, entretanto, de forma absoluta, devendo ser consideradas posições intermediárias marcadas pela presença de papéis como o da prostituta. Contudo, esses papéis, valorizados negativamente, funcionam mais como um fator de referência a ser considerado para ser evitado, do que como um lugar com importância estrutural para o funcionamento do próprio sistema.

Os valores sociais relacionados ao feminino referem-se tradicionalmente à virgindade, submissão e procriação, enquanto os masculinos relacionam-se à força, autoridade e realização sexual. Ao se pesquisar dados sobre o tema nota-se a presença desses valores. Exu é caracterizado principalmente pelas suas funções. Fundem-se na sua caracterização o homem da noite e o trabalhador, papéis historicamente associados ao masculino.

O trabalho de Exu, entretanto, é o que podemos designar como braçal; aqui se apresenta a primeira característica de classe. A sua identificação com a noite apresenta aspectos que também podem ser considerados indicadores de classe. Os lugares que freqüenta comumente não são os destinados às camadas mais privilegiadas; seu local é a rua, onde acontecem tradicionalmente as manifestações do povo. Também é o lugar atribuído às desordens, ao permissível e ao potencialmente perigoso (DaMatta, 1991).

Há vários Exus para diversas funções/interesses. Sua atuação se refere às esferas da saúde, financeira, afetiva (motivos pelos quais mais são procurados) e sexual. Os Exus e Pombas-Giras são definidos principalmente pelo seu caráter sexual, relacionado à sua amoralidade, e, podemos dizer, provavelmente, aos lugares que freqüentam. Mas, nunca devemos nos esquecer que essas entidades mais presentes dos centros e mediuns, são os de grau mais baixos sendo que acima deles tem outros muito mais evoluidos. Tem os Exus Ancestrais e Cosmicos que não militam no plano fisico e muito mais no plano Astral. Os Exus Cosmicos, por exemplo nunca encarnaram e vivem num plano mais evoluido que os mensageiros que militam nas encruzilhadas.

Pomba-Gira desempenha, por sua vez, funções, segundo os dados, muito semelhantes às dos Exus. Também é uma mulher da rua e do trabalho. Entretanto, o lugar da rua não é aquele esperado socialmente para a mulher, segundo a tradição patriarcal, podendo promover a sua identificação com as características atribuídas à prostituta. Montero (1985) também identificou semelhanças entre as características atribuídas à Pomba-Gira e o estereótipo da prostituta, em oposição aos estereótipos da jovem virgem associado às caboclas, da mãe a Iemanjá e da mãe preta às pretas-velhas.

Apesar das semelhanças porventura encontradas, não constatamos referências explícitas à Pomba-Gira como prostituta nos pontos analisados. Sua identificação com essa figura, como dito, está baseada sobretudo nos lugares que freqüenta. Aqui, deve-se recordar que a categoria por nós definida como Morada não inclui os lugares onde as entidades transitam. Associação de Exus e Pombas-Giras com ruas e cemitérios são quase uma constante nos pontos analisados, o que não quer dizer que habitem nesses locais, e sim que mais provavelmente nele permaneçam por afinidade ou pelas características dos trabalhos que realizam ali.

Ex: Existe um Exu mulher/ Que não trabalha à toa/ Quando passa pela encruza/ Maria Padilha não vacila/ Ela não faz coisa boa.

Sobre a relação entre as Pombas-Giras e a prostituição, Como é mulher, sua associação ao Mal, sua demonização passa pela imemorial marca infamante da feminilidade: a luxúria. Encarnada noutro antigo estereótipo: a prostituta. Uma 'mulher da vida, com 'sete maridos', bem marcada, me parece, pelo tempo em que se constituía a Umbanda no espaço urbano: vários dos seus pontos cantados que ouvi, remetem a um espaço escuso da cidade, que já foi sinônimo de devassidão e 'mulher perdida': a Pomba-Gira é de cabaré .Segundo Prandi (1996), a Pomba-Gira "trata dos casos de amor, protege as mulheres que a procuram, é capaz de propiciar qualquer tipo de união amorosa e sexual" (p. 148).

Eu em particular vejo a pombagira, não só como um Egun, como se prega em todos os tempos, o que existe na verdade, são eguns que militam nessa falange pra poder evoluir e se libertar da luxuria. Porque na Hierarquia mais elevada, a Senhora Bombogirá, é chefe de um raio muito importante e militam junto com Exu no trabalho através da Quimbada auxiliando os orixas.

A ela estão associados os trabalhos de feitiçaria, principalmente amorosa, o que nos permite fazer um paralelo com o espaço tradicionalmente relacionado à mulher, ou seja, o quintal, lugar das ervas e dos segredos mágicos e terapêuticos (Del Priore, 1993). Suas atividades situam-se nos espaços exteriores à casa (a rua e o quintal), o que pode indicar a sua não-pertença ao núcleo familiar, uma vez que não se ajusta aos papéis tradicionais de esposa, mãe ou filha.

Os dados revelam a entidade como dotada de uma beleza "física" e uma vaidade, que bem correspondem à expectativa em relação ao papel feminino, no qual a mulher deve se conservar sempre bonita, pois esse é o seu maior bem, a fim de satisfazer o homem. Conforme nos mostram os pontos de relação, esse é o papel da Pomba-Gira, em presença dos Exus.

Se considerarmos também as marcas de raça e classe que estão a eles relacionadas na literatura, seu papel se torna duplamente estereotipado, uma vez que mulher e negra (Montero, 1985; Ortiz, 1991).

Como pode ser visto, a identificação tradicional de Exu com o diabo cristão não está relacionada somente a sua aparência original, africana. Componentes outros se somam a essa aparência e remetem a uma caracterização de ações também próxima. Talvez o principal desses componentes seja a sexualidade exacerbada. Mas, um segredo importante que nem mesmo muitos sacerdotes notam é que Pombagira não milita apenas na area sexual, ela milita na area financeira, de saude e até politica. E assim, pode ter por certo que nem toda Pombagira em especial as mais evoluidas, terá aparencia vulgar. As mais exageradas são as que militam exclusivamente na area da evolução sexual. Saiba que tudo depende das necessidades carmicas e das Linhas Vibracionais que cada uma milita.

Historicamente, o diabo no ocidente utiliza o sexo dos humanos para tentá-los (Nogueira, 2000). Há referências diversas na história do Brasil sobre a proximidade entre o diabo e a luxúria, as práticas mágicas, a busca da resolução de problemas cotidianos, por fim, sua proximidade com o próprio homem (Souza, 1989).

Até mesmo o caráter ambíguo da sexualidade esteve a ele relacionado, na figura de íncubos e súcubos (Mott, 1988). Nesse ponto, há um aspecto particularmente importante: o diabo formou, desde o nosso período colonial, uma tríade bastante constante com a prostituição e a magia sexual. Note no entanto, que na Wica e em religiões primitivas o sexo não era visto tão fortemente como demoniaco. Mas, na verdade nós não podemos negar realmente que sexo degenere a alma, quando usado de forma desordenada. Na verdade tudo depende de como e quando se ultrapassa os limites do bom senso e da prudencia.


No Brasil colonial, dentre os que se ocuparam da magia, talvez a categoria mais estigmatizada com a prostituição tenha sido a das mulheres que vendiam filtros de amor, ensinavam orações para prender homens, receitavam beberagens e lavatórios de ervas. Magia sexual e prostituição pareciam andar sempre juntas (1989, p. 241).

Companheiro da prostituta, o malandro é figura recorrente no imaginário brasileiro. Sua avaliação, entretanto, tende a ser menos negativa do que a dela. Segundo DaMatta (1997), sua caracterização está relacionada à sua aversão pelo trabalho e à individualização da sua figura e de seus costumes. Contudo, é inegável em nosso meio social a valorização da sua desenvoltura para resolver problemas e quase sempre levar vantagem, inclusive nas situações francamente adversas.

Uma estrutura marcada pela hierarquia, como é o caso da Umbanda, certamente deve refletir em si aspectos da ordem social que a comporta. A relação de dominação-subordinação encontrada no Candomblé entre os orixás e Exu (Trindade, 1982) também pode ser percebida na Umbanda. Outro fator relevante na identificação do lugar ocupado por Pomba-Gira e Exu na prática umbandista é a consideração das delimitações provenientes dos conceitos de linha e falange que "... Constituem divisões que agrupam as entidades de acordo com afinidades intelectuais e morais, origem étnica e, principalmente, segundo o estágio de evolução espiritual em que se apresentam, no astral" (Magnani, 1986, p. 33). Essas divisões implicam uma hierarquia que indica, mais do que uma simples divisão entre o bem e o mal, esse caracterizado como inferior àquele, a necessidade de que "... o simbolismo dos ritos exprima a subordinação do princípio espiritual inferior ao princípio superior" (Ortiz, 1991, p. 141).

Essa hierarquia está presente de forma significativa nos dados apresentados acima, nos quais o reconhecimento de diferentes poderes se constitui em um princípio organizador que impede o caos. Na hierarquia identificada pode-se notar claramente a superioridade dos Exus. A eles estão subordinadas as Pombas-Giras, menos numerosas, fato que se refletiu inclusive na quantidade geral de pontos coletados.

O caráter moralmente ambíguo das entidades, evidenciado pela costumeira associação entre os Exus e a figura do trickster (Augras, 1983; Queiroz, 1991), sugere ser este um aspecto relacionado ao lugar que lhe é designado na hierarquia da umbanda.

As categorias denominadas "personalidade", "proteção" e "advertência" referem-se a essa ambigüidade. Aqui encontramos Exu e Pomba-Gira como seres capazes de fazer tanto o bem quanto o mal, e por isso merecedores dos maiores cuidados e respeito. A moralidade das ações da entidade vai ser, entretanto, determinada pelo pedido do "consulente", pois é esse quem vai fazer a sua oferenda, o seu pagamento.

Em última instância a responsabilidade moral é daquele que faz o pedido. A labilidade dessas entidades possibilita a solicitação de determinados favores somente a elas, não a outras consideradas mais evoluídas, pois poderia causar negativas ou repreensões. Além desse fato, a percepção de Exu como alguém que já passou por condições adversas, em vida, pode caracterizá-lo como um interlocutor capaz de melhor entender os motivos daquele que pede, sendo, em determinado sentido, um igual.

Dois eixos de submissão podem ser então considerados como centrais na análise. O primeiro se relaciona à posição da figura feminina, localizada à margem pelo sexo e pela condição social. Seus atributos concedem-lhe a aparência desejada pelo masculino ao mesmo tempo em que sua caracterização como ser com sexualidade extremada a relega a uma situação em que sua inserção na rede social não pode se dar através do papel de mãe/esposa, sendo associada à prostituta na trama dos personagens cotidianos.

Suas funções estarão relacionadas aos pedidos de caráter sexual e afetivo, localizando-a então, conforme a moral cristã, no campo do pecado, ou seja, das trevas. O segundo eixo diz respeito à condição de Exu. Dado como amoral, só pode ser admitido para ele o local das trevas, a noite. É ali que pode expressar seu caráter sinuoso, escondido do convívio dos que trabalham normalmente.

Aqui também podemos considerar a sua inaptidão para o papel de pai/esposo, sendo considerado inadequado para as funções reprodutivas. Deve-se observar que não são encontradas referências familiares para os Exus e Pombas-Giras, o que é comum para os Pretos e Pretas-Velhas, geralmente chamados de tio/tia, avô/avó ou pai/mãe.

A relação que se estabelece com Exu é muitas vezes a de compadrio (Verger, 1999), reforçando a possibilidade de sua identificação, por parte de quem o consulta, como um igual. À medida que admitimos a entidade como um molde a ser preenchido pelo médium, podemos também admitir que os estereótipos a ela historicamente relacionados encontram nele possibilidade de se atualizarem e por isso sobreviverem.

Não nos estamos referindo a uma simples incorporação do papel, mas sim a um mecanismo que permite a construção de um campo de significados que estão de acordo com a própria percepção do mundo pelo médium e pelos fiéis.

Pombas-Giras e Exus são representações de personagens presentes na vida cotidiana, que apresentam tanto características individuais distintivas quanto traços coletivos de classe, o que proporciona a manutenção do estereótipo. Vistas como a própria ambivalência, as caracterizações não poderiam ser diferentes: as entidades que possuem como função primeira o trabalho, são percebidas como malandro e prostituta. Como perigosas, necessitam de outras entidades mais elevadas para que sejam controladas e exerçam de forma adequada suas funções.

Segundo a descrição das moradas, são imigrantes que aportam num contexto que os considera inaptos para o desenvolvimento de funções que não estejam relacionadas ao trabalho braçal. Exu e Pomba-Gira podem ser, em última instância, alguns dos personagens pertencentes às camadas empobrecidas da sociedade, submetidas a toda sorte de preconceitos raciais, sociais, econômicos e culturais, que acabam por ser assumidos e propagados pela própria classe. Máscaras que permanecem como modelo e reflexo das próprias contradições do sistema social do nosso país.

E na verdade, a maioria das buscas nos terreiros, tem sempre haver com a atuação dos Compadres, ou disturbios sexuais, vicios ou porque se está passando por confusões mentais e num estado de carencia onde a pessoa deixa um vazio dentro da alma deixando a natureza oculta dominar a personalidade. Nestes casos Exu e Pombagira são os melhores psicologos do Terreiro, pois, conhecem a personalidade oculta do ser humano como nenhum outro orixa.
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CARLINHOS LIMA PESQUISAS

Dados EXTRAIDO DO ARTIGO DE: Adriano R. Afonso do N.I; Lídio de SouzaII; Zeidi A.TrindadeII - IDoutorando no Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo - IIProfessor doutor do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo - IIIProfessora doutora do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo

Salubá Bela Nanã

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A mais antiga das divindades e primeira esposa de Oxalá têm sua figura associada à maternidade. É que Nana teve três filhos: Iroko, Oxumaré e Obaluaiê. Surgiu junto com a criação do mundo, sendo também considerada deusa da água, ale, de estar associada a pessoas idosas. Seu elemento principal é a lama, principalmente dos rios e dos mares. No Brasil, é associada a Sant’Anna. Nos cultos da umbanda é chamada carinhosamente de vovó. Tem temperamento rígido e não tolera desobediência. Assim, é capaz de castigar, com a intenção de educar, os que são contra seus princípios. Seus filhos são sérios, introvertidos e calmos também gostam de ajudar a todos, sempre agindo com bastante gentileza e dignidade.

CONHECENDO MAIS SOBRE NANÃ

Naná Buruku é conhecida no Brasil como a mãe de Obaluayé - Xapanan. É sincretizada com Santana. Os colares de contas de vidro usados por aqueles que lhe são consagrados são das cores branca, vermelha e azul. Segundo uns, o seu dia é a segunda-feira, juntamente com seu filho Obaluayé; segundo outros, é o sábado, ao lado das divindades das águas. Seus adeptos dançam com a dignidade que convém a uma senhora idosa e respeitável. Seus movimentos lembram um andar lento e penoso, apoiado num bastão imaginário que os dançarinos, curvados para a frente, parecem puxar para si. Em certos momentos, viram-se para o centro da roda e colocam seus punhos fechados, um sobre o outro, num gesto que vimos em Tchetti, na África, e do qual falaremos a seguir. Quando Nanan Buruku se manifesta numa de suas iniciadas é saudada pelos gritos de Salúba! Fazem-lhe sacrifícios de cabras e galinhas de angola, sem utilizar facas, e oferecem-lhe pratos preparados com camarões, sem azeite, mas bem temperados. Na Umbanda-Astrologica podemos identificar essa orixá nas posições de Plutão e Saturno, como tambem pelos signos de Escorpião e Peixes. Mas, qualquer nativo pode ser filho dessa orixá tudo depende da configuração do mapa. Tambem da casa, do decanato e dos aspectos.

Nanã é considerada a mais antiga das divindades das águas - não das ondas turbulentas do mar, como Yemanjá, ou das águas calmas dos rios, domínio de Oxun - mas das águas paradas dos lagos lamacentas dos pântanos. Estas lembram as águas primordiais que Odudúa ou Oranmiyan ( segundo a tradição de Ifé ou de Oyó) encontrou no mundo quando criou a terra. Na verdade Odudwa é o orixá Ancestral de Nanã.

Este muito simbolizaria a existência de uma primeira civilização, representada por Nana Buruku, civilização que existia antes da chegada de Odudúa e de Ogum que trouxeram com ele o conhecimento do ferro e de suas utilizações. Nana Buruku teria, aqui, o mesmo papel que Yeyemowo, a mulher de Oxalá - rei dos Igbos estabelecido perto de Ifé, antes da chegada de Odudúa - aproximando-se, assim, da lenda conhecida no Brasil, da existência de um casal Oxalá - Nanan Buruku. Nana Buruku é uma divindade muito antiga na África. A área de influência de seu culto é bastante vasta e aparece se estender à leste, para além do Niger, palos menos até o país Tapa-Nupé; a oeste, ultrapassando o Volta, tinge a região dos Guangs e da nação Gomba.

Se o culto de Nanan Brukung tem tendência a se confundir com o de Xapanan-Obaluayê -Omulu, na direção do leste, ele se apresenta bem diferenciado, no oeste, onde seu nome se pronuncia Nanan Burukung. O local da demarcação entre as duas espécies de Nana parece Zumé, Tchetti e Atakpamé, dão, de maneira unânime Siadi ou Schiari ( na região de Adelé, no Gana atual, próximo à fronteira de Togo) como meta de peregrinação ao lugar de origem de Nana Buruku ou Brukung, Em Savé, há também indicações de ligação entre Nanan Brukung e o país Bariba. Tive a ocasião de assistir em Tchetti, no Daomé, próximo de Atakpamé, no Togo, ( ponto de partida para a peregrinação ao Adelé ), a uma série de danças dedicadas a Nana Brukung. Na verdade, ela as avezes se mescha com Obaluaê, porque é o par primordial de Yorima.

As dançarinas, de de idade avançada, evoluíam aos sons de tambores, Apinti, e de sinos de percussão. Todas elas traziam na mão um cajado salpicado de vermelho, como os usado pelos peregrinos. A dança consistia num lento desfile das iniciadas de Brukung e parecia rememorar a peregrinação por elas realizadas. Iam apoiadas em seus bastões, andando um pouco de lado, com passo lentos e circunspetos. Sua atitude imitava a fadiga de uma longa viagem. Paravam de vez em quando, inclinavam-se para frente e estreitavam o seu bastão, entre suas mão fechadas, uma sobre a outra, num gesto que lembrava o dos iniciados de Nana Buruku, no Brasil.

As saudações feitas a essa divindade resumem bem as suas diversas características: "Proprietária de um cajado. Salpicada de vermelho, sua roupa parece coberta de sangue. Orixá que obriga os Fon a falar Nagô. Minha mãe foi inicialmente ao país Baribe. Água para que mata de repente. Ela mata uma cabra sem utilizar a faca" Nana Buruku é o arquétipo das pessoas que agem com calma, benevolência e gentileza. Das pessoas lentas no cumprimento de seus trabalhos, e que julgam ter a eternidade à sua frente para acabar seus afazeres. Elas gostam de crianças e educam-nas, talvez, com excesso de mansidão pois têm tendências a se comportar com a indulgência de avós. Agem com tal segurança, e tão majestosamente, que desviam os enganadores, inspirando-lhes um saudável terror, o que os impede de envolvê-las em seus projetos maldosos. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de suas decisões as mantêm sempre no caminho da sabedoria e da justiça.

A maioria das falhas na definição de qual é o Pai e Mãe de Cabeça dos adeptos, acontece, porque nem sempre se leva em conta a personificação do orixá. Ou seja, Nanão costuma ser confundida com Oxum, Iemanja e até Iansão, porque ela é muito oculta e antiga e nem sempre é percebida. A personificação de Nanã Oluwo, por exemplo, é ligada ao ouro, é jovial e tem a faceirice igual a de Oxum. E assim muitos filhos dessa orixá as vezes são tidos como filhos de Oxum. E assim por diate. Por isso a nalise do mapa como um todo é fundamental.

Outra coisa erronea é ver sempre um orixá com a vestes apresentadas como no Candomblé os orixas ancestrais, não são de exclusividade da Africa, tem uma origem muito mais antiga. Muitas são de aparencia branca, amarela, negra e de pele vermelha. Ou seja, tem orixá das quatro raças. Os arquetipos demonstrados de cada orixá é bom pra se embasar um estudo, mas, cada pessoa tem suas caracteristicas proprias. Nem todo filho de Nanã é sem sorte no amor; Nem todo filho de Ogum é valente e assim por diate.

Algumas pessoas por exemplo acha que toda filha de Oxum tem que ser bonita, mas, conheço algumaas que não são. Outros acham que toda filha de Iansã tem o genio de cão, mas, conheço algums muito pacificas. Outras pessoas acham que filhos de orixas velhos tendem a ser feios e não é verdade tem muitos que além de beleza tem enorme elegancia, charme e carisma. Tudo depende de cada configuração.

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Nanã Oluwó.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador. Informações extraidas: DO LIVRO ORIXÁS - PIERRE FANTUMBI VERGER - EDITORA CORRUPIO E Adapatadas a Umbanda-Astrologica.

Sempre firmes como pedra!

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"Tu éis pedra". Nessa frase vemos o uso do material da natureza que simboliza dureza, firmeza inabalavel e rigor. Com essa afirmação Jesus quis dar um incentivo de firmeza a Pedro. Além do mais mostrar que ele iria encontrar pelo caminho muitas barreiras. Tambem quando ele disse: "Sobre essa pedra eu fundarei minha doutrina", ele queria dizer que a doutrina Divina tinha que ser fundada em bases solidas.

Vemos que essa doutrina revelada por Jesus tem bases no amor, como vimos em toda sua pregação, mas, tambem na Justiça como ele mesmo disse: "Quem tem fome e sede de justiça, será saciado". Aqui vemos sempre que os elementos farão parte de toda ritualistica, missão espiritual e demonstra até que ponto o universo se interliga ao homem atraves desses elementos. Em se falando de Justiça por exemplo, vemos ai a pedra o elemento de Xangô o orixá da Justiça. Jesus tambem se refere a essa doutrina como uma luta, pois, deixa claro que embates serão sempre travados, ao mesmo tempo em que aproveita pra revelar uma linda profecia: "E as portas do inferno não prevalecerão sobre ela". Isso e´muito lindo, porque nos dá certezas, que a vitoria dessa doutrina do amor é certa, mesmo tendo certeza tambem que o mal irá sempre tentar.

Nessa configuração percebemos a presença de Ogum, o Guerreiro destemido, que vai travar o embate com as hostes do dragão. Tambem, vemos a presença de Exu, o agente da sombra para luz lutando como esclarecedor e sendo um agente harmonizador para proporcionar equilibrio. Como eu ja disse antes ele atua nos portões, abrindo as portas do inconsciente e servindo como filtro para nossa consciencia. Tudo dependerá da forma como captamos as mensagens divinas e nossas missões.

Quando se fala de Ogum na Umbanda vê-se apenas este orixá com arquetipo de guerreiro, lutador, mas, o arquetipo mistico mais importante, é o de Heroi. Não apenas de um guerreiro que luta com armas marciais, mas, que sua principal arma é o amor. Vemos que heroismo se revela de varias formas. A caridade por exemplo é a forma mais bela de heroismo, como tambem, a compaixão e a misericordia. Heroismo não é apenas vencer mostros, matar dragões ou ser um policial que combate inimigos é aquele que faz a diferença, ajuda os mais fracos e busca solucionar conflitos. Na verdade essa é a principal tarefa de Ogum, que sempre lutou pelo bem, trazendo o fogo da gloria, combatendo o mal com sua ronda e encaminhando os espiritos desnorteados.

No livro do Apocalipse, vemos a revelação do Cordeiro que diz, que os covardes não entrarão no Reino. E dessa forma os herois são bem vistos e necessarios em todas as fases evolutivas da humanidade. Nós não estariamos hoje aqui se não fosse os herois que sempre lutaram por seus filhos, suas nações, suas aldeias e suas vidas. Mas, não são os guerreiros marciais que são herois, pois, aqueles que lutaram por descobrir curas, fizeram evoluir as ciencias, a medicina em especial e que trouxeram contribuição pra raça humana, tambem são herois. Busque fazer um ato de heroismo, veja quem está precisando de sua ajuda, sempre terá algo que voce tem que pode ajudar um semelhante. Axé a todos!
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Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Marte revelou Ogum no descobrimento do Brasil.

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A carta do Descobrimento, que corresponde ao momento em que as caravelas portuguesas fez o primeiro avistamento da terra, ao largo da costa baiana, nas imediações do Monte Pascoal. Em qualquer versão aproximada das 16 horas, para se levantar essa carta poderemos encontrar a casa 9 (crenças, religiões, ética) apresentando como único ocupante o planeta Marte, nos primeiros graus do feminino e lunar signo de Câncer. Marte está em trígono exatamente com a Lua em Peixes, regente de Câncer, e com Urano no último grau de Aquário, posição muito próxima do Ascendente da carta da Independência, da qual este Urano é regente. Essa configuração astrológica pode ter influenciado as tradições referentes a São Jorge e a Ogum começaram a firmar-se no Brasil possivelmente ainda no período colonial.

A posição de Marte no signo de Câncer que é a casa das crenças e religiões já indica que, desde o alvorecer da formação do país, haveria de impor-se o culto a um princípio marciano - um "deus-guerreiro" - temperado pela natureza maternal da Lua. São Jorge em sua concepção de "vencedor de demandas" sob a proteção do estandarte da Virgem Maria (o trígono com a Lua em Peixes) é o Santo Católico que melhor traduz essa imagem e simbologia. Esta Lua identifica-se também com Iemanjá, a divindade do estuário dos rios da Nigéria, que no Brasil transformou-se em Rainha do Mar (Peixes, signo da vastidão oceânica).

A participação de Urano na configuração mostra que tais cultos, aos orixás e aos santos católicos, tendiam a gerar uma síntese criativa, apta a afastar-se cada vez mais dos modelos originais. Permitindo assim a formulação de uma expressão religiosa própria, tipicamente nativa, mediante o livre aproveitamento de elementos das raízes européia, africana e indígena. Já em nossa época onde Urano transita o signo de Peixes e ainda se referindo a religiosidade e cultos nos mostram uma nova tendência de culto mais fanatizado. Por isso esse grande afloramento e manifestação dos chamados “evangélicos”, isso se dá pela troca de domicilio de Urano com Netuno.

A religiosidade brasileira está vocacionada para um desprendimento das amarras institucionais, ganhando uma dimensão intimista, libertária e afetiva. Aliás, cabe observar também que o Meio-Céu do mesmo mapa está em Câncer e que seu regente, a Lua, encontra-se em Peixes. Sendo dois signos aquáticos e femininos, não é de estranhar que o país tenha como padroeira (um sentido de casa 10) Nossa Senhora Aparecida, uma virgem negra.

Como toda configuração astrológica comporta expressões positivas e negativas, Marte em Câncer na 9 também fala de combate por questões religiosas e da agressividade. Por isso tantos combates foram enfrentados pelos nativos tanto africanos quanto brasileiros aos seus cultos e ritos. O poder dos administradores portugueses (trígono com a Lua, regente do Meio-Céu, ponto que simboliza a autoridade do governante). As conversões forçadas, as manifestações de intolerância religiosa e a violência contra índios e escravos em nome da fé também estão contidos nessa importante configuração.

No entanto, sabemos que a Igreja Católica teve no período colonial, muitos representantes de elevada estatura moral e profundo amor pela terra e sua gente. O exemplo mais evidente foi o do jesuíta José de Anchieta, um grande homem que colocou sua fé em harmonia com a moral e a ética. Por isso foi lhe atribuído o título de Apóstolo do Brasil.

Na verdade a simbologia astrológica fala de necessidades e de princípios universais, mas cada cultura cria suas próprias formas de manifestar o significado de signos, planetas e casas. Como as culturas são como organismos vivos, onde cada elemento ajusta-se aos demais e responde às necessidades de adaptação ao meio ambiente, às particularidades da formação cultural geram traduções de conteúdos astrológicos que não são absolutamente intercambiáveis, mesmo guardando analogias entre si. Então nesse contexto da Nação Brasil que sempre teve variadas culturas mescladas em sua composição. Mas que de certo modo se complementam e se harmonizam, trouxe uma forma esplendida de culto que ao mesmo tempo em que nascia da tradição anunciava um jeito moderno de cultos futuros.

Muitos desses cultos às vezes enxergados como estranhos, mas todos no geral aglomerando um grande número de adeptos. Isso advindo da influencia de Urano sobre o descobrimento do Brasil, ou seja, a ação de um Urano socializador sobre as massas (Lua/Urano). Assim, não há como tomar o panteão dos deuses da mitologia greco-romana e encontrar, para cada um, uma correspondência exata nas lendas da Europa cristã, ou na mitologia afro-ameríndia.

A lenda de São Jorge, por exemplo, guarda ecos dos mitos relacionados ao Ares grego e ao Marte Romano, assim como os mitos de Ogum encontram ressonância na história do santo cristão. Todos expressam valores de Marte, mas sempre com nuances locais, que respondem às necessidades específicas da comunidade que os cultua. Ou seja, uma influencia do ambiente local ao vermos a ação do Guerreiro nas bases de um Templo que também é lar ao mesmo tempo (Marte sobre a força lunar de Câncer).

O nosso Brasil, em seus 5 séculos de história, já elaborou suas próprias sínteses, que são tão ricas do ponto de vista simbólico quanto aquelas originárias da velha civilização grega. Neste sentido, entender o significado de São Jorge e de Ogum para o povo brasileiro é entender também como o princípio simbolizado por Marte é vivenciado nestas paragens tropicais. Assim ao entendermos isso podemos ver que aqui o Guerreiro pode ser também uma Guerreira, ou ainda que uma das armas usadas por Ele não é só arma de guerra, mas por muitas vezes utiliza-se das armas afetivas.

Aqui todas as religiões se dão bem por que a harmonia já começa no interior tanto das entidades quanto do ser humano. Até mesmo quando se aceita que um orixá se manifesta tanto de forma masculina, quanto feminina já se esta aceitando as diferenças do próximo. E ao observar o mapa do descobrimento podemos ver claramente que até mesmo Ogum, como qualquer outro orixá sempre visto como guerreiro pode se manifestar passivamente mostrando seu lado totalmente feminino e sem perder seus poderes nem valor.

Podemos notar isso através da observação do trigono formado entre Marte e a Lua sendo que ela se encontra dentro da casa 5 signo do prazer e do poder. Isso mostra que mesmo de forma meiga e sensível o poder poderá ser intenso e o comando atendido. Participando desse aspecto através da conjunção com a Lua e do trigono com Marte podemos perceber que Urano já nos revela aqui um prenuncio de movimentos futuros em prol da sexualidade livre e do respeito ao que a sociedade conservadora considera como inaceitável e estranho. Um exemplo a Parada Gay que vem crescendo a cada dia. Júpiter como dispositor de Marte na casa 9 e Vênus na casa 8 mostra que o sexo e o prazer também seriam buscado mesmo que entrando em contradição com os conceitos limitadores das tradições religiões e preconceitos da sociedade brasileira (Saturno em oposição a Plutão na casa 7).

O importante é que aceitemos que a dualidade existe em tudo o que foi criado. Até mesmo nos orixás. Se a força feminina não se manifesta em forma física no masculino, o que alias não é necessário, pois basta que isso se dê num nível mental e espiritual no ser podemos compreender que a totalidade não se manifestou por inteiro.

Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
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