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A pombagira

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sábado, 6 de novembro de 2010

Os Encostos e Obsessões ll

Os Encostos e Obsessões ll
Os Encostos e Obsessões ll

 Problemas espirituais que desestabilza as pessoas e trazem sofrimento


Outra forma, e mais importante de culto aos ancestrais masculinos é elaborada pelas “Sociedades Egungum”. Estas têm como finalidade celebrar ritos a homens que foram figuras destacadas em suas sociedades ou comunidades quando vivos, para que eles continuem presentes entre seus descendentes de forma privilegiada, mantendo na morte a sua individualidade. Esse mortos surgem de forma visível mas camuflada, a verdadeira resposta religiosa da vida pós-morte, denominada Egum ou Egungum. Somente os mortos do sexo masculino fazem aparições, pois só os homens possuem ou mantém a individualidade; às mulheres é negado este privilégio, assim como o de participar diretamente do culto.

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Esses Eguns são cultuados de forma adequada e específica por sua sociedade, em locais e templos com sacerdotes diferentes dos dos orixás. Embora todos os sistemas de sociedade que conhecemos sejam diferentes, o conjunto forma uma só religião: a iorubana. No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungum, cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura: Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia (veja quadro histórico). O Egum é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos Ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixã, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungum ancestral individualizado está de novo “vivo”.

A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungum simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente - característica de Egum, chamada de séègí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria (veja lendas de Oyá).

As tradições religiosas dizem que sob a roupa está somente a energia do ancestral; outras correntes já afirmam estar sob os panos algum mariwo (iniciado no culto de Egum) sob transe mediúnico. Mas, contradizendo a lei do culto, os mariwo não podem cair em transe, de qualquer tipo que seja. Pelo sim ou pelo não, Egum está entre os vivos, e não se pode negar sua presença, energética ou mediúnica, pois as roupas ali estão e isto é Egum. A roupa do Egum - chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia -, ou o Egungum propriamente dito, é altamente sacra ou sacrossanta e, por dogma, nenhum humano pode tocá-la.

Todos os mariwo usam o ixã para controlar a “morte”, ali representada pelos Eguns. Eles e a assistência não devem tocar-se, pois, como é dito nas falas populares dessas comunidades, a pessoa que for tocada por Egum se tornará um “assombrado”, e o perigo a rondará. Ela então deverá passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte. Ora, o Egum é a materialização da morte sob as tiras de pano, e o contato, ainda que um simples esbarrão nessas tiras, é prejudicial.

E mesmo os mais qualificados sacerdotes - como os ojé atokun, que invocamm, guiam e zelam por um ou mais Eguns - desempenham todas essas atribuições substituindo as mãos pelo ixã. Os Egum-Agbá (ancião), também chamados de Babá-Egum (pai), são Eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. Os Apaaraká são Eguns mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses Eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são traquinos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.

O eku dos Babá são divididos em três partes: • o abalá, que é uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de panos coloridas, formando uma espécie de franjas ao seu redor; • o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos; e • o banté, que é uma tira de pano especial presa no kafô e individualmente decorada e que identifica o Babá. O banté, que foi previamente preparado e impregnado de axé (força, poder, energia transmissível e acumulável), é usado pelo Babá quando está falando e abençoando os fiéis. Ele sacode na direção da pessoa e esta faz gestos com as mãos que simulam o ato de pegar algo, no caso o axé, e incorporá-lo. Ao contrário do toque na roupa, este ato é altamente benéfico. Na Nigéria, os Agbá-Egum portam o mesmo tipo de roupa, mas com alguns apetrechos adicionais: uns usam sobre o alabá mascaras esculpidas em madeira chamadas erê egungum; outros, entre os alabá e o kafô, usam peles de animais; alguns Babá carregam na mão o opá iku e, às vezes, o ixã.

Nestes casos, a ira dos Babás é representada por esses instrumentos litúrgicos. Existem várias qualificações de Egum, como Babá e Apaaraká, conforme sus ritos, e entre os Agbá, conforme suas roupas, paramentos e maneira de se comportarem. As classificações, em verdade, são extensas. Nas festas de Egungum, em Itaparica, o salão público não tem janelas, e, logo após os fiéis entrarem, a porta principal é fechada e somente aberta no final da cerimônia, quando o dia já está clareando. Os Eguns entram no salão através de uma porta secundária e exclusiva, único local de união com o mundo externo. Os ancestrais são invocados e eles rondam os espaços físicos do terreiro. Vários amuxã (iniciados que portam o ixã) funcionam como guardas espalhados pelo terreiro e nos seus limites, para evitar que alguns Babá ou os perigosos Apaaraká que escapem aos olhos atentos dos ojés saiam do espaço delimitado e invadam as redondezas não protegidas. Os Eguns são invocados numa outra construção sacra, perto mas separada do grande salão, chamada de ilê awo (casa do segredo), na Bahia, e igbo igbalé (bosque da floresta), na Nigéria.

O ilê awo é dividido em uma ante-sala, onde somente os ojé podem entrar, e o lèsànyin ou ojê agbá entram. Balé é o local onde estão os idiegungum, os assentamentos - estes são elementos litúrgicos que, associados, individualizam e identificam o Egum ali cultuado -, e o ojubô-babá, que é um buraco feito diretamente na terra, rodeado por vários ixã, os quais, de pé, delimitam o local. Nos ojubô são colocadas oferendas de alimentos e sacrifícios de animais para o Egum a ser cultuado ou invocado. No ilê awo também está o assentamento da divindade Oyá na qualidade de Igbalé, ou seja, Oyá Igbalé - a única divindade feminina venerada e cultuada, simultaneamente, pelos adeptos e pelos próprios Eguns (veja Mitos Oyá-Egum).

No balé os ojê atokun vão invocar o Egum escolhido diretamente no assentamento, e é neste local que o awo (segredo) - o poder e o axé de Egum - nasce através do conjunto ojê-ixã/idi-ojubô. A roupa é preenchida e Egum se torna visível aos olhos humanos. Após saírem do ilê awo, os Eguns são conduzidos pelos amuxã até a porta secundária do salão, entrando no local onde os fiéis os esperam, causando espanto e admiração, pois eles ali chegaram levados pelas vozes dos ojê, pelo som dos amuxã, brandindo os ixã pelo chão e aos gritos de saudação e repiques dos tambores dos alabê (tocadores e cantadores de Egum). O clima é realmente perfeito. O espaço físico do salão é dividido entre sacro e profano.

O sacro é a parte onde estão os tambores e seus alabê e várias cadeiras especiais previamente preparadas e escolhidas, nas quais os Eguns, após dançarem e cantarem, descansam por alguns momentos na companhia dos outros, sentados ou andando, mas sempre unidos, o maior tempo possível, com sua comunidade. Este é o objetivo principal do culto: unir os vivos com os mortos. Nesta parte sacra, mulheres não podem entrar nem tocar nas cadeiras, pois o culto é totalmente restrito aos homens. Mas existem raras e privilegiadas mulheres que são exceção, como se fosse a própria Oyá; elas são geralmente iniciadas no culto dos orixás e possuem simultaneamente oiê (posto e cargo hierárquico) no culto de Egum - estas posições de grande relevância causam inveja à comunidade feminina de fiéis. São estas mulheres que zelam pelo culto, fora dos mistérios, confeccionando as roupas, mantendo a ordem no salão, respondendo a todos os cânticos ou puxando alguns especiais, que somente elas têm o direito de cantar para os Babá.

Antes de iniciar os rituais para Egum, elas fazem uma roda para dançar e cantar em louvor aos orixás; após esta saudação elas permanecem sentadas junto com as outras mulheres. Elas funcionam como elo de ligação entre os atokun e os Eguns ao transmitir suas mensagens aos fiéis. Elas conhecem todos os Babá, seu jeito e suas manias, e sabem como agradá-los(ver quadro: oiê femininos). Este espaço sagrado é o mundo do Egum nos momentos de encontro com seus descendentes. Assistência está separada deste mundo pelos ixã que os amuxã colocam estrategicamente no chão, fazendo assim uma divisão simbólica e ritual dos espaços, separando a “morte” da “vida”.

É através do ixã que se evita o contato com o Egun: ele respeita totalmente o preceito, é o instrumento que o invoca e o controla. às vezes, os mariwo são obrigados a segurar o Egum com o ixã no seu peito, tal é a volúpia e a tendência natural de ele tentar ir ao encontro dos vivos, sendo preciso, vez ou outra, o próprio atokun ter de intervir rápida e rispidamente, pois é o ojê que por ele zela e o invoca, pelo qual ele tem grande respeito. O espaço profano é dividido em dois lados: à esquerda ficam as mulheres e crianças e à direita, os homens.

Após Babá entrar no salão, ele começa a cantar seus cânticos preferidos, porque cada Egum em vida pertencia a um determinado orixá. Como diz a religião, toda pessoa tem seu próprio orixá e esta característica é mantida pelo Egun. Por exemplo: se alguém em vida pertencia a Xangô, quando morto e vindo com Egum, ele terá em suas vestes as características de Xangô, puxando pelas cores vermelha e branca. Portará um oxê (machado de lâmina dupla), que é sua insígnia; pedirá aos alabês que toquem o alujá, que também é o ritmo preferido de Xangô, e dançará ao som dos tambores e das palmas entusiastas e excitantemente marcadas pelo oiê femininos, que também responderão aos cânticos e exigirão a mesma animação das outras pessoas ali presentes. Babá também dançará e cantará suas próprias músicas, após ter louvado a todos e ser bastante reverenciado.

Ele conversará com os fiéis, falará em um possível iorubá arcaico e seu atokun funcionará como tradutor. Babá-Egum começará perguntando pelos seus fiéis mais freqüentes, principalmente pelos oiê femininos; depois, pelos outros e finalmente será apresentado às pessoas que ali chegaram pela primeira vez. Babá estará orientando, abençoando e punindo, se necessário, fazendo o papél de um verdadeiro pai, presente entre seus descendentes para aconselhá-los e protegê-los, mantendo assim a moral disciplina comum às suas comunidades, funcionando como verdadeiro mediador dos costumes e das tradições religiosas e laicas.

Esta é uma breve descrição de Egungum, de uma festa e de sua sociedade, não detalhada, mas o suficiente para um primeiro e simples contato com este importante lado da religião. E também para se compreender a morte e a vida através das ancestralidades cultuadas nessas comunidades de Itaparica, como um reflexo da sobrevivência direta, cultural e religiosa dos iorubanos da Nigéria. Os cultos de origem africana chegaram ao Brasil juntamente com os escravos.

Os iorubanos - um dos grupos étnicos da Nigéria, resultado de vários agrupamentos tribais, tais como Keto, Oyó, Itexá, Ifan e Ifé, de forte tradição, principalmente religiosa - nos enriqueceram com o culto de divindades denominadas genericamente de orixás. Os negros iorubanos originários da Nigéria trouxeram para o Brasil o culto dos seus ancestrais chamados Eguns ou Egunguns. Em Itaparica (BA), duas sociedades perpetuam essa tradição religiosa.

Informações em (Revista Planeta n.º 162 - março 86).
Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador

Os Encostos e Obsessões l

Os Encostos e Obsessões l
Os Encostos e Obsessões l

 Forças tenebrosas que nos perseguem - a Escuridão da Alma


Tendo em vista que para os umbandistas corpo e mente constituem uma unidade, pertencente ao mundo físico e contraposta ao plano espiritual, cósmico, a doença mental surge sempre no discurso sobre doença de forma geral. Encostos, faltas não expiadas em outras encarnações, mediunidade não desenvolvida, más influências de terceiros, trabalhos feitos. Vemos que - tudo isso pode acarretar perturbações tanto no corpo como na mente. Por outro lado, sendo a terra "um planeta de trevas, de expiação, de sofrimentos, por isso o mal predomina nos espíritos reencarnados neste mundo: somos imperfeitos, isto é, somos maus, orgulhosos, odientos, vaidosos, vingativos, ciumentos, invejosos e temos faltas a redimir provindas das encarnações anteriores", de acordo com as palavras de um líder umbandista , a humanidade está sujeita a toda sorte de más influências que afetam as pessoas mais fracas, sem a cobertura e proteção dos guias.

A existência do mal no mundo, que para os adeptos mais intelectualizados da Umbanda é resultado da posição inferior que a terra ocupa no plano evolutivo cósmico, no discurso de pais e mães-de-santo de terreiros mais populares aparece vinculada a problemas muito concretos que afetam a vida de seus clientes: dificuldades econômicas, conflitos familiares, desemprego, e outros.

Neste caso, a doença mental, ainda que sempre referida ao plano espiritual, não está diretamente vinculada à interferência dos fatores sobrenaturais, mas é conseqüência de conflitos e dificuldades bem prosaicos.

Nos terreiros mais populares não há a preocupação globalizante do discurso dos intelectuais umbandistas que procuram relacionar tudo ao plano cósmico e para quem a desordem se situa no desajuste entre este plano e a esfera dos mortais. Mais colados ao cotidiano de seus consulentes, seu móvil é menos a coerência doutrinária que a busca de alívio para os problemas concretos e existenciais daqueles que os procuram.

No primeiro contato nesses terreiros, as pessoas com seus problemas, suas dores, rancores e magoas, se deparam geralmente com alguém que se diz preparado pra resolver tudo e responder todo questionamento consultado. Mas, na verdade isso muito raramente se concretiza. Porque muito além do conhecimento de rituais, de entidades ou somente do contato com o plano espiritual, há uma necessidade de conhecer tambem o cotidiano da pessoa, a pisique humanda, os problemas do dia a dia, pra que se possa avaliar até onde as influencias são espirituais ou não! Nem tudo é influencia de espiritos como muitos querem propagar, mas, nem tudo é apenas pisicologico como a medicina convencional quer aprovar. Cada caso é um caso e cada pessoa tem seu complexo codigo de vida.

A primeira conclusão a que se pode chegar sobre o caráter da doença na concepção e prática umbandistas é que as perturbações, sejam físicas ou mentais, estão sempre relacionadas com o plano espiritual: de forma explícita, no discurso dos intelectuais e dirigentes da Federações Espíritas, portadores de uma doutrina mais elaborada; nos terreiros mais populares essa relação é mais difusa e fragmentária. Algumas, como as doenças de origem cármica e as perturbações consideradas sintomas de mediunidade, são diretamente produzidas pela interferência do plano cósmico na vida dos mortais. Mas, há tambem interferencia que nada tem de sobrenatural, é apenas energia telepatica, as vezes sugadoras, outras vezes interferentes e ainda apenas de intervenção pisicologica. Ou seja, tem gente que aprende manipular as pessoas fazendo com que elas vejam, sintam e se deparem com situações que lhes parecem reais, apesar de não passar de ilusão.

As doenças decorrentes de encostos, trabalhos feitos e fluidos negativos de outras pessoas, ainda que induzidos pela ação de terceiros, de uma forma ou outra passam pela mediação da esfera espiritual: o encosto é a alma de algum morto, geralmente próximo ao enfermo (parente, colega) que por ignorância ou vingança apossa-se dele; os trabalhos feitos supõem manipulação de forças e entidades espirituais através de determinados ritos e as más influências são consideradas irradiações fluídicas maléficas.

Vejamos mais de perto o caso das perturbações produzidas por encostos. Aparecem repentinamente: a pessoa está bem e, de um momento para outro, começa a ter visões, idéias compulsivas de suicídio, surtos temporários de loucura - brigas com familiares, acessos de fúria com quebra de objetos em casa - ou é acometida inexplicavelmente por algum mal físico.

Na descrição da Umbanda: A primeira providência a ser tomada é identificar que tipo de espírito está encostado, pois o processo da cura dependerá de sua natureza: geralmente entram na categoria de quiumbas, isto é, espíritos sem luz, atrasados. Pertenceram a pessoas que se dedicaram, na terra, a fazer o mal e por isso depois da morte ficam vagando sem descanso.

Nem sempre são associados a pessoas que em vida tiveram alguma relação com o doente. Uma vez identificados - o que implica nomeá-los - e satisfeitos seus pedidos de tabaco, aguardente ou comida pois, como se viu, são considerados espíritos ainda muito próximos da matéria, deverão ser afastados.

O processo de expulsão inclui uma série de ritos conforme o grau de domínio do encosto sobre a pessoa. Se a possessão não é total, podem ser suficientes alguns gestos rituais, os passes: o paciente - descalço e desprovido de objetos de metal - é rodeado pelos médiuns incorporados com suas entidades que passam vigorosamente as mãos pelo seu corpo, de alto a baixo, da cabeça aos pés; dão-lhe baforadas de tabaco, fazem-no girar sobre si mesmo, sacodem seus braços, etc. Se o espírito resiste, insistindo em habitar e perturbar aquela pessoa, faz-se um descarrego ou desobsessão.

O ritual varia de terreiro para terreiro, mas o processo consiste em transferir o encosto do corpo do afetado para o do médium, que atua como uma correia de transmissão; tal prática é também chamada de transporte. São ainda empregados banhos de ervas, descargas de pólvora, defumações e outros recursos como técnicas auxiliares. Quando, no processo de identificação, estabelece-se uma relação mais direta entre o encosto e a pessoa afetada, para fazê-lo subir é preciso descobrir os motivos pelos quais se apossou dela.

Este relato sugere aproximações e pontos de contato (mas também contrastes, igualmente significativos) entre o processo desenvolvido no âmbito de um sistema religioso com as práticas e pressupostos do aparato e espaços institucionais voltados para o tratamento da doença mental.
Sobrenatural
Os Encostos e Obsessões l

Não era seu propósito, entretanto, estabelecer uma comparação entre esses sistemas de cura procurando determinar qual seria o mais eficaz, "verdadeiro", nem ir muito longe na comparação, mesmo porque nenhum dos dois, especialmente o sistema baseado na medicina oficial. Interessa tão somente apontar algumas pistas para uma posterior discussão. Assim, diferentemente do hospital, por exemplo, a casa da mãe-de-santo - onde está situado o terreiro, ou local do culto - não se distingue das demais edificações do bairro: o material da construção, o estilo, os objetos e implementos domésticos, a decoração são os mesmos das outras casas da vizinhança; há roupas dependuradas no varal, não falta uma pequena horta ou jardim.

Observando-se com mais atenção, contudo, percebem-se, aqui e ali, alguns sinais que trazem a marca do sagrado: entre as plantas, há algumas especiais - arruda, guiné, peregum, espada de São Jorge e outras; uma ou outra vela acesa e, junto ao portão, a casinha de Exu, o guardião, o senhor dos caminhos e encruzilhadas (O encosto não se enganara: - "Aqui é igreja?"). Já as marcas de ruptura que o hospital introduz não são, assim, tão sutis: o edifício se destaca - grande e alto, branco e cercado de muros - com guichês, corredores, salas, celas, funcionários.

O poder que o pai ou mãe-de-santo exercem sobre a "loucura" dos outros tem como base e garantia o domínio sobre a própria loucura, provados através de seu desenvolvimento, a partir da feitura de cabeça, ou seja, de sua iniciação nos segredos e práticas sagrados, sujeitos a controle e contestação por parte da comunidade. Madrinha Lourdes "delira" junto com sua paciente, revive, com ela, sua própria crise; só que sabe como entrar e sair desse estado, e o faz ritualmente, de forma codificada.

A iniciante terá à sua disposição, para desenvolver-se, todo um espectro de possibilidades: será uma mulher sedutora e debochada, através de sua pombagira; arrogante e independente, por intermédio do caboclo; sábia e conformada, com seu preto ou preta-velha e assim por diante. Sua "loucura" não será mais a explosão incontrolável de forças desconhecidas e perigosas: começará e terminará ritualmente.

O tratamento realizado no terreiro, em vez de isolar o louco do convívio dos sãos, é integrador em vários níveis, pois fornece-lhe uma linguagem para exprimir sua loucura; ensina-lhe a conviver com ela, permitindo um reordenamento de tendências e pulsões desagregadoras; integra-o no grupo dos demais praticantes e o re-situa no meio de um grupo que não o vê como anormal, mas, ao contrário, como portador de uma missão.

A linguagem religiosa e as referências ao mundo dos espíritos que permeiam a prática umbandista não significam, pois, um mecanismo simplificador destinado a reduzir todas as perturbações a uma causa única, espiritual, "ilusória". É certo que a referência ao sistema religioso está presente e é a ele que se recorre em busca de fundamento.
desejos incontroláveis
Vícios, ciúmes, descontrole, luxúria desenfreada e violência

No entanto, na outra ponta do processo estão os problemas concretos e reais resultantes de dificuldades econômicas, familiares, afetivas, etc. as quais, sejam ou não pensadas em termos de encostos, trabalhos feitos, etc., não deixam de constituir fatores de angústia, sofrimento e conflitos. O discurso religioso globalizante, conforme afirma permite pensá-los dentro de alguma ordem, oferece um critério de classificação e representa um princípio integrador de acontecimentos que em sua incoerência se apresentam como insuportáveis. E a umbanda o faz à sua maneira.

Eguns nada mais são do que os espíritos que já desencarnaram, e os Quiúmbas são exatamente a mesma coisa. Apenas se dá entre eles uma diferença de evolução. Eguns, são todos os que desencarnaram, tiveram vida humana, em contraposição aos Orixás que são forças da natureza. Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças e Exús, são Eguns. (No Candomblé, Exú é considerado como Orixá, sendo reverenciado e cultuado desta forma).

Quiúmbas são Eguns ainda muito atrasados na escala de evolução espiritual, que são considerados negativos e que por vezes, se fazem passar por outras entidades, normalmente Exús, trazendo inclusive um ponto de vista muito negativo para estas entidades, os Exús, por eles mistificados.

É sabido que o termo evolução é extremamente relativo e dentro de uma mesma qualidade de entidades poderá variar muito o grau de evolução entre cada um deles. O que queremos dizer é que entre os Caboclos, assim como entre os Pretos-Velhos e outras entidades, sempre haverá um que esteja um pouco acima, e um outro um pouco abaixo no nível de evolução.

O certo, no entanto, é que estas entidades, Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Exús e algumas outras, já chegaram a um nível de evolução tal que os permitem diferenciar o certo do errado e procurarem humildemente ajuda e colaboração das entidades de níveis mais altos, no sentido de auxiliar aos filhos que os procuram, nos momentos em que seus conhecimentos, permissão ou capacidade são impotentes para a ajuda.
melancolia
Vazio existêncial

Normalmente se ouve: " - Você está com o encosto de um egun muito perigoso!” "- Você precisa fazer uma obrigação para despachar este egun que está complicando sua vida!” Isso realmente pode acontecer, pois como já dissemos, egun é todo espírito desencarnado. E pode acontecer até, que por ignorância do espírito (egun), ele possa estar muito próximo, principalmente de seus entes queridos quando em vida, tumultuando a vida deles, principalmente pela diferença de vibração de suas energias. Este egun, precisa certamente ser esclarecido e afastado. Várias doutrinas se ocupam deste mister de maneiras diferentes, comprovando que é necessário que os níveis de vida mantenham suas independências: o encarnado e o desencarnado.

Nota-se a diferença então entre os eguns, Entidades e quiúmbas. Na realidade egun é a qualificação de todo e qualquer espírito desencarnado. O seu nível de evolução é que o especificará! Quando se refere aos espíritos vampirizadores, aos incitadores ao vício ou àqueles que se aproximam de nós sempre para o mal, os quais são comprados por quem tem a alma maculada pela maldade, para nos impor males ou feitiços, esses serão certamente os quiúmbas, mas numa generalização muito comum, sempre nos referimos a eles como eguns. E até pela vaidade e muitas vezes pela ignorância, não admitimos que possamos estar sendo mediunizados por um egun, qual seja, um Caboclo, um Preto-Velho ou mesmo um Exú, para um trabalho de caridade. Desmistifiquemos então o conceito de egun.

E tentemos de todas as maneiras, pela caridade, pela fé, pela oração e pelo trabalho espiritual, elevarmos cada vez mais nossos eguns de fé para que, pelo trabalho deles, possam ser cada vez mais atraídos para os caminhos de luz, aqueles eguns, os quiúmbas, que ainda se encontram nos lamaçais da espiritualidade.
Solidão e medo
Solidão, abuso sexual, abandono e depressão

Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Iami Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Iami Oxorongá, chamada também de Iá Nlá, a grande mãe. Esta imensa massa energética que representa o poder de ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas “Sociedades Geledê”, compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder.

O medo da ira de Iami nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino. Além da Sociedade Geledê, existe também na Nigéria a Sociedade Oro. Este é o nome dado ao culto coletivo dos mortos masculinos quando não individualizados.

Oro é uma divindade tal qual Iami Oxorongá, sendo considerado o representante geral dos antepassados masculinos e cultuado somente por homens. Tanto Iami quanto Oro são manifestações de culto aos mortos. São invisíveis e representam a coletividade, mas o poder de Iami é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro.

Carlinhos Lima

Leiam: Os Senhores do Destino - A Umbanda Astrológica

A Cabala Judaica.

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Cabala (também Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala) é um sistema religioso-filosófico que investiga a natureza divina. Kabbalah (קבלה QBLH) é uma palavra de origem hebraica que significa recepção. É a vertente mística do judaísmo segundo seus adeptos. Mas, na verdade sua origem vem da Cabala Egipcia, alias, como quase todo conhecimento mistico Hebreu. A "Cabala" é uma doutrina esotérica que visa conhecer a Deus e o Universo, sendo afirmado que nos chegou como uma revelação para eleger santos de um passado remoto, e reservada apenas a alguns privilegiados.

Formas antigas de misticismo judaico consistiam inicialmente de doutrina empírica. Mais tarde, sob a influência da filosofia neoplatónica e neopitagórica, assumiu um carácter especulativo. Na era medieval desenvolveu-se bastante com o surgimento do texto místico, Sefer Yetzirah, ou Sheper Bahir que significa Livro da Luz, do qual há menção antes do século XIII. Porém o mais antigo monumento literário sobre a Cabala é o Livro da Formação (Sepher Yetsirah), considerado anterior ao século VI, onde se defende a idéia de que o mundo é a emanação de Deus.

Transformou-se em objeto de estudo sistemático do eleito, chamado o "baale ha-kabbalah-kabbalah" (בעלי הקבלה "possuidores ou mestres da Cabala "). Os estudantes da Cabala tornaram-se mais tarde conhecidos como maskilim (משכילים "o iniciado"). Do décimo terceiro século em diante ramificou-se em uma literatura extensiva, ao lado e frequentemente na oposição ao Talmud.


Grande parte das formas de Cabala ensinam que cada letra, palavra, número, e acento da Escritura contêm um sentido escondido e ensina os métodos de interpretação para verificar esses significados ocultos. Alguns historiadores de religião afirmam que devemos limitar o uso do termo Cabala apenas ao sistema místico e religioso que apareceu depois do século XX e usam outros termos para referir-se aos sistemas esotéricos-místicos judeus de antes do século XII. Outros estudiosos vêem esta distinção como sendo arbitrária. Neste ponto de vista, a Cabala do pós século XII é vista como a fase seguinte numa linha contínua de desenvolvimento que surgiram dos mesmos elementos e raízes. Desta forma, estes estudiosos sentem que é apropriado o uso do termo Cabala para referir-se ao misticismo judeu desde o primeiro século da Era Comum. O Judaismo ortodoxo discorda de ambas as escolas filosóficas, assim como rejeita a idéia de que a Cabala causou mudanças ou desenvolvimento histórico significativo.

Desde o final do século XIX, com o crescimento do estudo da cultura dos Judeus, a Cabala também tem sido estudada como um elevado sistema racional de compreensão do mundo, mais que um sistema místico. Um pioneiro desta abordagem foi Lazar Gulkowitsch.

Estes muitos livros contém tradições secretas mantidas ocultas pelos "iluminados" como declarado em IV Esdras xiv. 45-46, onde Pseudo-Ezra é chamado a publicar os vinte e quatro livros canônicos abertamente, de modo a que merecedores e não merecedores pudessem igualmente ler, mas mantendo sessenta outros livros ocultos de forma a "fornece-los apenas àqueles que são sábios" (compare Dan. xii. 10); pois para eles, estes são a primavera do entendimento, a fonte da sabedoria, e a corrente do conhecimento.

Instrutivo ao estudo do desenvolvimento da Cabala é o Livro dos Jubilados, escrito no reinado do Rei João Hircano, o qual refere a escritos de Jared, Cainan, e Noé, e apresenta Abraão como o renovador, e Levi como o guardião permanente, destes escritos antigos. Ele oferece uma cosmogênese baseada nas vinte e duas letras do alfabeto hebraico, e conectada com a cronologia judaica e a messianologia, enquanto ao mesmo tempo insiste na Heptade como número sagrado ao invés do sistema decádico adotado por Haggadistas posteriores e pelo "Sefer Yetzirah". A idéia Pitagórea do poder criador de números e letras, sobre o qual o "Sefer Yetzirah" está fundamentado, o qual era conhecido no tempo da Mishnah (antes de 200DC).

A literatura gnóstica dá testemunho da antiguidade da Cabala. Gnosticismo — isto é, a "Chochmah" cabalística (חכמה "sabedoria") - parece ter sido a primeira tentativa por parte dos sábios judeus em fornecer uma tradição mística empírica, com ajuda de idéias Platônicas e Pitagóricas (ou estóicas), um retorno especulativo. Isto conduziu ao perigo da heresia pela qual as personalidades rabínicas judias Akiva e Ben Zoma esforçaram-se por libertar-se e assim foi.

Dualidade Cabalística. O sistema dualístico de poderes divinos bons e maus, o qual provêm do Zoroastrismo, pode ser encontrado no Gnosticismo; tendo influenciado a cosmologia da antiga Cabala antes de ela ter atingido a idade média. Assim é o conceito em torno da árvore cabalística (árvore da vida), onde o lado direito é fonte de luz e pureza, e o esquerdo é fonte de escuridão e impureza, encontrado entre os Gnósticos.

O fato também que as Kelippot (קליפות as "cascas" primevas de impureza), os quais são tão proeminentes na Cabala medieval, são encontradas nos velhos encantamentos babilônicos, é evidência em favor da antiguidade da maioria das idéias cabalísticas.Na verdade, a Cabala ainda tem muita coisa a ser descoberta e muitos segredos importantes ainda estão velados, pra ser revelados no seu tempo devido.


Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Astrologia e forças que nos influenciam

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O Buddhismo, ao contrário de algumas religiões, não condena a astrologia e as pessoas são livres para usarem o conhecimento que possam obter dela a fim de tornar suas vidas mais significativas. Entretanto, se estudarmos os ensinamentos do Buddha cuidadosamente, aceitaremos que uma compreensão apropriada e inteligente da astrologia pode ser uma ferramenta útil. Há uma ligação direta entre a vida de um indivíduo humano e o vasto funcionamento do cosmos.

A ciência moderna está de acordo com os ensinamentos do Buddhismo. Sabemos, por exemplo, que há uma ligação estreita entre o movimento da lua e o nosso próprio comportamento. Isso é percebido especialmente naqueles mentalmente perturbados e nas pessoas anormalmente violentas. É também verdade que algumas doenças, como a asma e a bronquite são agravadas com a lua crescente. Há, portanto, base suficiente para que outros planetas possam também influenciar nossas vidas.

O Candomble e a Umbanda assim como o Budismo, ao contrário de algumas religiões, não condena a astrologia e as pessoas são livres para usarem o conhecimento que possam obter dela a fim de tornar suas vidas mais significativas. Entretanto, se estudarmos os ensinamentos do Buddha cuidadosamente, aceitaremos que uma compreensão apropriada e inteligente da astrologia pode ser uma ferramenta útil. Há uma ligação direta entre a vida de um indivíduo humano e o vasto funcionamento do cosmos.

A ciência moderna está de acordo com os ensinamentos do Buddhismo. Sabemos, por exemplo, que há uma ligação estreita entre o movimento da lua e o nosso próprio comportamento. Isso é percebido especialmente naqueles mentalmente perturbados e nas pessoas anormalmente violentas. É também verdade que algumas doenças, como a asma e a bronquite são agravadas com a lua crescente. Há, portanto, base suficiente para que outros planetas possam também influenciar nossas vidas.

A Astrologia nos atesta que, o momento em que uma pessoa nasce é pré-determinado pela energia cósmica e pela energia kármica. Pode se concluir daí que a vida não é meramente acidental: ela é resultado da interação entre o karma do indivíduo e a força da energia universal. O curso de uma vida humana é pré-determinado, causado parcialmente pelas próprias ações de um ser no passado e pela energia que ativa o cosmos. Uma vez iniciada, uma vida é controlada pela interação entre essas duas forças até mesmo quanto ao momento em que um nascimento ocorre. Um astrólogo habilidoso então, à medida que compreende a influência do cosmos tanto quanto a do karma, pode mapear o curso de uma vida, baseando-se no momento do nascimento da pessoa.

Enquanto estamos, em um sentido, à mercê dessas forças, o Buddha nos apontou um caminho através do qual podemos escapar de sua influência. Todas as energias kármicas estão armazenadas na mente subconsciente, normalmente descrita como impurezas e purezas mentais. Uma vez que as forças kármicas influenciam o destino, uma pessoa pode desenvolver sua mente, recusando certas influências maléficas causadas pelo prévio kamma maléfico. Uma pessoa pode também ‘purificar’ sua mente e se livrar de todas as energias kármicas e, assim, evitar o renascimento.

Quando não há renascimento, não há vida potencial e, conseqüentemente, não haverá existência ‘futura’ que possa ser predita ou mapeada. Em tal estágio de desenvolvimento mental e espiritual, se terá transcendido a necessidade de conhecer sobre sua vida, pois a maioria das imperfeições e insatisfações já teria sido removida. Um ser humano altamente desenvolvido não terá necessidade de um horóscopo.

Desde o início do século XX, psicólogos e psiquiatras têm chegado a reconhecer que há muito mais na mente humana do que os materialistas extremos estão prontos a aceitar. Há mais no mundo do que aquilo que pode ser visto e tocado. O famoso psicólogo suíço, Carl Jung, costumava fazer os horóscopos de seus pacientes. Em uma ocasião, quando fez uma analise astrológica de cerca de 500 casamentos, ele descobriu que as descobertas de Ptolomeu, no qual a astrologia ocidental está baseada, ainda eram válidas, e que aspectos favoráveis entre o sol e a lua dos diferentes parceiros produziam casamentos felizes.

O conhecido psicólogo francês, Michel Gauguelin, que originalmente mantinha uma atitude negativa quanto à astrologia, fez uma pesquisa com aproximadamente 20.000 horóscopos e descobriu, para sua surpresa, que as características das pessoas estudadas coincidiam com a caracterização produzida pelos métodos psicológicos modernos.

O plantio de certas flores, árvores e vegetais em diferentes épocas de um ano produzirão diferenças na força ou na aparência das plantas. Assim, não há razão para duvidar de que pessoas nascidas em certas épocas do ano terão características diferentes das pessoas nascidas em outras épocas. Conhecendo suas fraquezas, falhas e deficiências, um homem pode fazer seu melhor a fim de superá-las e se tornar uma pessoa melhor e mais útil para a sociedade. Isso também irá ajudá-lo muito a se livrar da infelicidade e dos desapontamentos. (Sair do país onde a pessoa nasceu, por exemplo, pode algumas vezes ajudar a evitar a influência das estrelas).

O erro é achar que essas influencias são só na forma de energias fisicas, mas elas tem um funcionamento muito mais direcionado, ordenado e inteligente. Tanto na forma de Egregoras como de entidades constituidas num ministerio cosmico no Universo. Na Umbanda chamamos de orixas e na Cabala de anjos. A astrologia não pode, automaticamente, resolver todos os seus problemas. Você deve fazê-lo por você mesmo.

Como um médico que pode diagnosticar a natureza das doenças, um astrólogo pode também apenas mostrar certos aspectos de sua vida e caráter. Depois disso, é deixado a você ajustar seu modo de viver. A tarefa ficará mais fácil, é claro, conhecendo aquilo com o que se defronta. Algumas pessoas são dependentes em demasia da astrologia. Elas correm para o astrólogo toda vez que alguma coisa acontece ou quando têm um sonho. Lembre-se, mesmo hoje, a astrologia é uma ciência muito imperfeita e mesmo os melhores astrólogos podem cometer sérios erros. Use a astrologia inteligentemente, assim como usaria qualquer ferramenta que tornasse sua vida mais confortável e agradável. Acima de tudo, esteja atento a falsos astrólogos que estão aí para enganá-lo dizendo, não a verdade, mas aquilo que você deseja ouvir.

Na verdade a Astrologia nos ajuda na caminhada, nos mostrando uma direção a seguir. Non entanto nos deixará mais confusos, quando somos teimosos e temos metas definidas que não são beneficas ao nosso carma. Antes temos que aceitar o destino na forma em que ele se apresente como propicio ao nosso desenvolvimento. E ai é que os orixas sao peças fundamentais como auxilio e proteção nos amparando nesse tortuoso caminho.
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Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Os orixas trabalhando pela evolução II

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Ao cruzamento vibratório do Orixá Ogum com o Orixá Oxoce, conforme já falamos, damos o nome de Ogum Rompe Mato. É o Ogum do imediatismo, ou seja, conquista/defesa através da expansão. Ao cruzamento vibratório do Orixá Ogum com a Orixá Oxum, ou seja, Ogum atuando na defesa dos rios e cascatas, damos o nome de Ogum Iara. É o Ogum da diplomacia, ou seja, conquista/defesa através da concórdia, diplomacia. E finalmente o Orixá Ogum atuando na defesa do reino de Iemanjá, juntamente com a Orixá Iansã (ação sazonal dos ventos e tempestades causando a turbulência das ondas) damos o nome a esta manifestação de Ogum Beira-Mar. É o Ogum do inesperado, ou seja, conquista/defesa através de ações inesperadas. Uma observação importante a se fazer é que cada vez que um Orixá se desdobra por combinar-se com outro, ele absorve algumas de características do Orixá com o qual se combinou, gerando e atendendo assim outras necessidades nossas.

Especificando: Ogum Megê – este desdobramento de Ogum, gerado pela união dos elementos terra (Omulu) e fogo, está presente nos assuntos atinentes a desmanche de magia. Ogum de Lei – este desdobramento de Ogum está presente nos assuntos atinentes a execução de justiça. Ogum Iara – este desdobramento de Ogum está presente nos assuntos atinentes a conquistas diplomáticas. Ogum Rompe Mato – este desdobramento de Ogum está presente nos assuntos pertinentes a coisas de solução rápida, revigorantes e de conquista de espaço de maneira geral. Ogum Beira Mar – este desdobramento de Ogum está presente nos assuntos atinentes a conquista material e de fortuna. Estas são as manifestações mais comuns que se apresentam nos terreiros e são considerados chefes de linha, outras encontradas em nível de terreiro são consideradas desdobramentos destes desdobramentos.

Em função de sua característica básica de luta e guerra, o Orixá Ogum foi associado ao planeta Marte, que rege a terça-feira, e por extensão é o dia em que cultuamos Ogum na Umbanda.Ao pensarmos no Senhor da terra, o Orixá Omulu, o vemos como a base para o cumprimento de nossa missão na terra. Ele é a base de tudo. É na terra que transmutamos o nosso karma, por isso que sendo a nossa base, sempre nos lembra de nosso karma, e nos dá a compreensão do mesmo. Ele não se combina com os outros Orixás, os outros Orixás é que se combinam com ele, gerando desdobramentos neles. Os desdobramentos do Orixá Omulu se dão dentro dele mesmo, observando-se a natureza, vemos isso nos diferentes tipos de solo, que gerarão diferentes combinações de Orixás em função disto.

Um dos desdobramentos mais conhecidos de Omulu é o Orixá Obaluaê. Se nenhum outro Orixá existisse, o Orixá Omulu (terra) existiria e o tipo de vida que encontraríamos qual seria? Com isso quero dizer que nenhum Orixá é auto-suficiente e nem se basta, mas as suas combinações e dinamismo é que nos permitem conhecer a vida como a conhecemos. É como um grande plano de Deus, que em sua generosidade infinita nos deu a base e as condições para que evoluíssemos e crescêssemos. De nada adianta a base se não temos as condições e o inverso também é verdadeiro. Por isso é tão importante que não “desprezemos” nenhum Orixá em nosso culto às forças da natureza. Existe grande confusão com relação a magnitude deste Orixá onde alguns chegam a confundi-lo com Exu. Isto se deve a capacidade de manipulação magística e transformadora de Omulu, da qual Exu é apenas executor.

Além do mais Omulu é Orixá e Exu não é. Sendo a própria terra, onde caminhamos e nos sustentamos, e sendo a terra geradora permanente de vida, encontramos nela a primeira grande magia de Omulu, que é a famosa força da gravidade, que atrai tudo para si, assim como também, as diversas forças dos demais Orixás formando novas conjugações como as já citadas e que citarei ainda. Por atrair tudo para si, e sugar as energias negativas transformando-as em positivas, transmutando e transformando tudo que nela toca e entra, este Orixá se desdobra dentro de si mesmo.

É por isso que Ele não “vai” a outros Orixás, mas os outros é que vem a Ele. Por tudo isso é que afirmo que confundir o Orixá Omulu com Exu é no mínimo incoerente, entretanto compreensível, pois para entender Sua Magnitude é preciso exercício mental, e isto poucos estão dispostos a fazer. Sendo o Orixá que permanece no limite entre vida e morte, também foi associado a saúde e doença. Dentro de uma coerência e lógica, você acha realmente que Deus teria enviado um raio a terra cuja função fosse nos trazer doenças? A sua associação a saúde está justamente em função de ser da terra que brotam as ervas curadoras, mas estas são de Oxoce. Bênçãos de Omulu, sem dúvida, mas pertencem a Oxoce, este sim o Orixá da Cura, da Saúde. Por outro lado a função de Omulu junto a área da saúde também se justifica pelo fato de ser ele o absorvedor e transformador de todas as energias negativas geradas e atraídas por qualquer doença em energia curadora, utilizada e manipulada por Oxoce.

Em função de sua característica básica de consciência cármica, tempo e lentidão, o Orixá Omulu foi associado ao planeta Saturno, que rege o sábado, e por extensão é o dia em que cultuamos Omulu na Umbanda. Ao continuarmos a análise das diversas combinações dos Orixás encontramos o Orixá Xangô atuando principalmente no equilíbrio das diversas forças. Xangô é o Orixá que está associado ao estudo, discernimento, e conseqüentemente a justiça. Observando a natureza vemos a pedreira entre a terra e o mar, impondo limites, pois a água salgada não germina a terra, mantendo portanto o equilíbrio ecológico.

Encontramos também sua manifestação natural através do trovão. Existem inúmeros desdobramentos de Xangô, mas não estão relacionados as combinações de outras forças mas ao equilibrio das mesmas (poderíamos ousar afirmar que está seria a principal função deste Orixá em nível de natureza), assim temos: · Xangô D’jacutá – regência geral da linha de Xangô (grosso modo seria a própria pedreira, harmonia com Oxoce).

Xangô Alafim-Eché – este desdobramento consiste na atuação junto a necessidade de fazer cessar as tempestades (atuando como energia refreadora, equilibradora) e auxiliar oradores intelectuais (inspirando método e orientação). Atuando com Iansã. · Xangô Alufam – este desdobramento atua principalmente na função de encaminhar das almas desencarnadas, atuando juntamente com Omulu, na justiça e organização desta atividade. · Xangô Agodô – este desdobramento atua principalmente presidindo as cerimônias de fé e de batismo. Grande auxiliar das intuições puras. Atuando com Oxum. · Xangô Aganju – Protetor dos lares, da harmonia conjugal. Atuando com Iemanjá. · Xangô Abomi – este desdobramento atua principalmente no equilíbrio de raciocínio e método e defesa nas horas de grande aflição.

Atuando com em harmonia com Ogum. Importante ressaltar que as definições ou descrições os diferentes desdobramentos de Xangô, assim como com os dos demais desdobramentos de cada Orixá, são apresentadas muito mais com objetivos didáticos do que litúrgicos, pois a essência de cada Orixá permanece sempre a mesma em todos os seus desdobramentos e momentos de atuação. Em função de sua característica básica de estar ligado a parte intelectiva, o Orixá Xangô foi associado ao planeta Mercúrio, que rege a quarta-feira, por extensão é o dia em que cultuamos Xangô na Umbanda. Ao analisarmos a Orixá Oxum, e nos reportarmos ao seu elemento (água) e a seu reino (cachoeiras e rios), encontramos os seguintes desdobramentos: · Oxum Iara - ou simplesmente Oxum – essência da Oxum.

Sentimento, amor, concórdia, harmonia, união. · Oxum Marê – manifesta-se quando do encontro das águas de Oxum com as águas de Iemanjá. São as águas turbulentas. Em termos de significado e tradução para as nossas vidas, é o encontro do passado com o presente, de uma essência com a outra. Revisão de sentimentos (Oxum), turbulência de sentimentos (choque das duas águas), relacionados a nossa formação familiar (Iemanjá).

Oxum Diapandá – manifesta-se na superfície das águas salgadas (onde a água é menos salgada). Absoluta harmonia com Iemanjá. Na sua compreensão de atuação junto a nós, é quando após a revolução de sentimentos (Oxum Marê), nos acomodamos na placidez das águas superficiais, sem grande envolvimento de sentimentos profundos, mas mais voltados aos sentimentos e aspirações materiais. Considerada popularmente como sendo somente a Orixá do amor, entendemos como sendo a Orixá do misticismo, do sentimento, da concórdia e harmonia. Em função de sua característica básica de estar ligada diretamente a sentimento, emoções e amor, a Orixá Oxum foi associada a Lua, que rege a segunda-feira, por extensão é o dia em que cultuamos Oxum na Umbanda. Muitos cultuam o Orixá Omulu na segunda-feira em função das Almas, mas lembramos que as águas da Oxum correm onde? Na terra. Que é de quem? Omulu. Com relação a isto, muitos já devem ter observado uma certa sensação melancólica, não chega a ser tristeza, mas uma “emoção”, muitas vezes indescritível, conjugada com a vibração de incorporação de Oxum. Algumas enviadas choram.

Isto tudo se deve ao fato das águas correrem pela terra de Omulu, “carregando” com elas as Almas, das quais Omulu é o Mestre e Senhor, mas que em contato com Oxum, traduzem em nível de terreiro e incorporação, nesta “melancolia” que às vezes sentimos. Por isso as Almas vibram em segunda vibração na segunda-feira dia de regência da Oxum. Analisando a Orixá Iemanjá e nos reportando ao seu reino o mar, associamos sempre que quem mora perto do mar, nunca morre de fome, não é verdade? Por isso ela é a grande provedora dos bens materiais, a grande mãe, que nos dá o conforto, o alimento, além de ser representada pelo maior de todos os reinos, o mar. Soberania.

Em função de sua característica básica de estar ligada diretamente a família e ao amor familiar e fraterno, a Orixá Iemanjá foi associada a Vênus, que rege a sexta-feira, por extensão é o dia em que cultuamos Iemanjá na Umbanda. Por fim, analisando a Orixá Iansã, que como já dissemos não tem reino específico, reportemo-nos a seu elemento primeiro o ar.

Presente em todos os reinos, conjugando-se a todos os Orixás, mas não estabelecendo nenhum desdobramento específico pois sempre que atua é em nível de mudança, transformação, como energia propulsora e renovadora. Em nível de terra esta Orixá está diretamente relacionada ao intelecto, tal como Xangô, mas de forma distinta, pois o Xangô é de energia refreadora, em termos práticos, coloca o método no pensamento ágil gerado pela Orixá Iansã. Conseqüentemente, esta Iabá está diretamente ligada aos avanços tecnológicos, e não apenas as mudanças climáticas. Em função de sua característica básica de estar ligada diretamente ao intelecto, a Orixá Iansã foi associada ao planeta Mercúrio, que rege a quarta-feira, por extensão é o dia em que cultuamos Iansã na Umbanda.

Assim podemos dizer que os Orixás, depois de atravessarem os diversos planos e sub-planos e chegarem até nós, nos apresentam infinitas formas de auxilio, através de suas combinações e desdobramentos. Poderíamos com isso, trazendo para linguagem de terra tentar resumir os “assuntos” a que cada um essencialmente atuaria e auxiliaria. Assim temos: · Oxoce – saúde, energia vital, fisiologia, farmacologia, sociedade, trabalho em grupo. · Ogum – defesa, energia propulsora, conquista. · Xangô – equilíbrio, discernimento, justiça, estudo. · Omulu – consciência de karma, transmutação kármica, magia, · Oxum – equilíbrio emocional, amor, concórdia · Iemanjá – união familiar, formação familiar, bens materiais · Iansã – inteligência, avanços tecnológicos, mudanças, transformações materiais.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Os orixas trabalhando pela evolução I

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Temos a tendência de acreditar ou pensar que cada Orixá é o reino ao qual está associado, entretanto Orixá é muito mais do que isso, e é exatamente esse “muito mais do que isso” que não conseguimos explicar em palavras, mas grosseiramente falando é o amor de Deus espalhado e ao mesmo tempo condensado em 7 raios básicos, destinados ao planeta Terra, que objetivam, ao chegarem aqui, traduzidos pelos diversos sub-planos que passaram, nos auxiliar no nosso karma, e que se manifestam através das forças e reinos da natureza.

O Orixá está na natureza, mas não é apenas a natureza. Enfim... É mais uma benção de Deus. Quando pensamos na composição de uma árvore, por exemplo, e nos infiltramos nela, entramos no seu universo e podemos observar neste universo “árvore” que todos os 7 Orixás estão se manifestando, conjugadamente ou em paralelo, mas sempre harmoniosamente. Cada Orixá tem função específica e até as que são antagônicas se harmonizam frente as nossas necessidades, por Graça do Criador. Para uma melhor compreensão nesta que está parecendo uma viagem ao mundo dos Orixás, vamos primeiro falar sobre as funções e especialidades de cada um ao nível de terra. O Orixá Oxoce corresponde a nossa necessidade de saúde, nutrição, expansão, energia vital, equilíbrio fisiológico.

O Orixá Ogum corresponde a nossa necessidade de energia, defesa, prontidão para ação, determinação, tenacidade. O Orixá Xangô corresponde a nossa necessidade de discernimento, justiça, estudo, raciocínio concreto e metódico. O Orixá Omulu corresponde a nossa necessidade de compreensão de karma, de regeneração, de evolução, transformações e transmutações kármicas. A Orixá Oxum corresponde a nossa necessidade de equilíbrio emocional, concórdia, amor, complacência e reprodutiva. A Orixá Iemanjá corresponde a nossa necessidade familiar, estrutural de amor fraternal e filial e bens materiais.

A Orixá Iansã corresponde a nossa necessidade de mudança, deslocamentos, transformações materiais, avanços tecnológicos e intelectivos. Os 7 Orixás básicos ao se combinarem formam outros Orixás os quais chamamos de desdobramentos do Orixá ou Orixás que foram combinados, mas mesmo assim ainda não são estes que se manifestam em nível de terreiro, mas sim os seus enviados. Quando os Orixás se combinam, se unem e se conjugam temos os diferentes desdobramentos que são manifestados através do encontro de um reino com outro, ou manifestações de força da natureza, que em terreiro também recebem nomes diferentes. Grosso modo poderíamos falar em Orixás dinâmicos e estáticos, mas seria importante ressaltar que nada é estático na natureza, tudo está em constante mudança e transformação, mas que estabeleçamos agora que esse estático quer dizer mais lento e não totalmente parado. Cada Orixá tem, portanto, seu próprio ritmo.

Talvez seja mais interessante falarmos em Orixás mais rápidos e de energias de ação, e Orixás mais lentos ou de energia equilibrante e refreadora. Se pensarmos numa mata, por exemplo, o que os nossos olhos vêem é que ela está “parada” no lugar, mas para que seja exuberante e grande ela está em constante expansão, mudança, num ritmo lento e gradual, sofrendo a ação da fertilidade da terra, da constância dos ventos em espalhar as sementes, na ação do sol para a fotossíntese, enfim, de parada ela não tem nada. Mas seu “movimento” é provocado pela interação de outras forças. Assim é a energia de Oxoce.

Um trabalho constante de surgimento, expansão, crescimento e renovação. A vida se renovando através do trabalho em grupo conjugando infinitas forças. Encontramos a energia do Orixá Ogum manifestando-se nas matas de Oxoce através do calor do sol, que dará força a energia vital de Oxoce no nascimento dos vegetais, na luta pela sobrevivência dos vegetais que se transformarão em grandes árvores formando a mata.

A esta manifestação damos o nome de Ogum Rompe Mato, além dela se apresentar também em nível de terreiro como Caboclo Rompe Mato ou outro nome que estaria associado ao Orixá Ogum, ou seja, manifestações de luta e bravura, determinação e tenacidade, como por exemplo Caboclo Arranca Toco, etc. Encontramos a energia do Orixá Omulu manifestando-se nas matas de Oxoce através da própria terra de onde irão brotar os vegetais, é a própria base da mata. Em nível de terreiro encontramos essa combinação representada através dos Caboclos Flecheiros e Bugres. Que são Caboclos mais voltados para trabalhos de descarga. Encontramos a energia do Orixá Xangô manifestando-se nas matas de Oxoce através das pedreiras e que dão contornos e estabelecem limites na expansão da mata.

Em nível de terreiro encontramos essa combinação representada através de Caboclos que se apresentam normalmente carregando em seu nome a palavra “Pedra” ou com características mais voltadas a equilíbrio, estudos, etc. Muitas vezes se apresentando tanto na hora em que invocamos Oxoce ou Xangô (dependendo da orientação da Casa). Encontramos a energia da Orixá Oxum manifestando-se nas matas de Oxoce através da água fertilizadora da terra, auxiliando na expansão e ao mesmo tempo estabelecendo limites e contornos (rios e cascatas). Em nível de terreiro encontramos essa combinação representada através de Caboclos e Caboclas com apresentação mais “dócil”, “suave” e mais voltados para cura, manipulação de ervas, etc. Normalmente carregam em seu nome algo do tipo Caboclo “xxx” da Cachoeira, ou Caboclo “xxx” do Rio, etc. Muitas vezes se apresentando tanto na hora em que invocamos Oxoce ou Oxum (dependendo da orientação da Casa).

Encontramos a energia da Orixá Iemanjá manifestando-se nas matas de Oxoce próximas ao litoral, através da função provedora de bens materiais desta Iabá. Em nível de terreiro encontramos essa combinação representada pelos Caboclos e Caboclas do Mar da Praia, etc. Muitas vezes se apresentando tanto na hora em que invocamos Oxoce ou Iemanjá (dependendo da orientação da Casa). Também tem função de descarrego e imantação. Encontramos a energia da Orixá Iansã manifestando-se nas matas de Oxoce através da ação dos ventos e da chuva e da função transformadora desta Iabá. São caboclos e caboclas que também tem como especialidade descarga rápida e transformadora.

Além, é claro, da conjugação de Oxoce com Ele mesmo, que encontramos os diversos Caboclos, como Tupinambá, Cobra Coral, etc. Buscamos através desses exemplos mostrar a facilidade com que os Orixás se combinam, se conjugam e se harmonizam, sem perderem suas essências mas agregando outras, são todos Caboclos e Caboclas de Oxoce mas que adquiriram outras características vibratórias ao se combinarem e conjugarem com outros Orixás. Em função de sua característica básica de expansão, o Orixá Oxoce foi associado ao planeta Júpiter, que rege a quinta-feira, e por extensão é o dia em que cultuamos Oxoce na Umbanda. Existem dois Orixás na Umbanda que não possuem reinos específicos, mas atuam em todos, que são Ogum e Iansã, através de suas energias e funções.

O Orixá Ogum representa ou se manifesta através da luta pela sobrevivência e por isso está associado a defesa de todos os reinos, além de estar diretamente associado ao início de tudo, ao novo, a conquista. Ao encontrarmos a energia do Orixá Ogum, cujo elemento é o fogo, manifestando-se no reino do Orixá Omulu, que é a terra, o chão, o solo, através do calor o sol e traduzimos isso para a calunga pequena ou cemitério, que em termos ritualísticos de Umbanda é o reino de Omulu, temos a formação do desdobramento de Ogum que chamamos de Ogum Megê. Ou seja, é o Orixá Ogum atuando na defesa do reino do Orixá Omulu em combinação vibratória com o mesmo, formando este desdobramento de Ogum.

É o Ogum magista, ou seja, conquista/defesa através da magia. Quando o Orixá Ogum manifesta-se na defesa do reino de Xangô, encontramos o desdobramento chamado de Ogum de Lei, ou seja, combinação vibratória do Orixá Ogum com o Orixá Xangô. Em nível de necessidade nossa de terra (ou terreiro) é quando Ogum atua na execução de justiça. É o Ogum da ponderação, ou seja, conquista/defesa através da ponderação, da estratégia.

Ser justo é amar!

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Poucos conhecem a grandiosidade de um arcanjo! Um dos três que apareceram a Abraham e que lhe deram um filho, que guiaram Elizeu o tempo inteiro, e que se propõem a guiar qualquer um dos seres que habitam esse planeta e queiram despertar o seu estado de consciência em direção a eles. Temos que começar perdoando, abrindo o coração, lavando lá de dentro a cisterna dos ressentimentos, da mágoa de tudo aquilo, abrindo! Não tem nada a ver uma coisa com a outra! Estar num estado de permanente alegria e de força de consciência significa estar num estado permanente de alegria e força de consciência, não significa ser bonzinho nem dobrar a cabeça às coisas! Mas, se respeitar, se valorizar, seguir as Leis, ser prudente e amar. O amor é o Segredo de tudo.

É inegavel a essencia trina de Deus, e em todas as religiões esse carater da Trindade Divina se manifesta. Num horoscopo tambem se observa a manifestação da Trindade no homem, através da Lua, do Sol e do Ascendente. E assim todas as outras configurações do mapa tem que serem observadas através destes portais, que são as chaves do mapa, as quais esclarecem o carater, o temperamento e a personalidade da pessoa. E assim temos tambem em termos de orixá toda a configuração das divindades atuantes no nativo.

“E apareceu o Eterno a Abraham entre os carvalhais de Mamré, quando ele estava sentado à entrada da tenda”, já começa o primeiro desafio dos nossos entendimentos superficiais, “apareceu sob a forma de três homens”. Uma das interpretações, das milhares que existem a respeito dessa passagem, a mais profunda é: Deus está em tudo e em nós! Ele é Uno e ao mesmo tempo se manifesta na criação inteira. Os seus anjos são aqueles que possuem esse eixo de retidão, que são capazes de manifestar esta criação com toda a plenitude. Só não nos esqueçamos que nós também somos anjos e deuses em potencial! É preciso realizar a potência! Ele apareceu sob a forma de três anjos e uma das interpretações é que eles eram Mirael, Gabriel e Rafael! Os três dos sete que assistem à frente do trono da glória, na linguagem codificada da Tora. Gênesis, capítulo XVIII e estende-se até o capítulo XXII.

Abraham que era um justo... justo é uma palavra de raiz sânscrita, que vem de iogus, que é yoga, que significa união, justiça, na sua acepção mais profunda. Justiça não significa julgar e condenar as pessoas, ou absolvê-las. Justiça é promover a união, a justaposição, a justificação do ser com a sua identidade primeira que é a própria divindade! Abraão era um justo, estava unido a Deus, já era velho de idade e recebe nesse momento a visita de três homens que eram um Nome, que era Há’Shem que não se pronuncia, que era o Eterno, que era Ele mesmo sob a forma de Gabriel, Mirael e Rafael.

Sara, que estava idosa, ouve a conversa e um dos homens dizer: “Daqui há um ano você terá um filho em seus braços”. Lembrem-se que Sara era estéril e que nesse momento já havia Ismael, já se considerava um fato perdido, que Abraão tivesse um descendente! Quando Abraão ouviu isso ficou feliz e Sara riu. Abraão e Sara eram avançados de idade. Sara riu-se no seu íntimo: “Depois de velha, eu e meu senhor terei ainda prazer?” Como a gente tira as coisas fora! Como a gente julga coisas! Esse é o hebraico. Disse o Eterno a Abraão: “Por que se riu Sara?” E ela: “Não, eu não ri!” “Você riu e daqui há um ano eu vou voltar aqui para encontrar o filho em seus braços”. Ele voltou em um ano e Isaac estava nascido nos braços de Abraão e de Sara. Só que este é o primeiro momento!

Eu acho que o mais importante é que se a gente sai daqui com a convicção de que nós somos donos da nossa própria presença e que somos efetivamente seres com potencial divino, está tudo certo. O que nos chama atenção neste texto é a missão dos anjos. Eles vem trazer uma noticia que pra ela era uma boa nova, pois, não queria ser esteril. No entanto, o que nos faz perceber é que a Trindade dita uma regra. Era uma benção sim, mas, veja que a decisão veio de cima. Ela teria que ter um filho, era a vontade de Deus e teria que ser cumprida. Por isso se engana, todos que pensam que vivemos ao fio de nosso livre arbitrio. Na verdade só temos o poder de escolher entre o que nos é oferecido e mesmo assim nem sempre. Porque muitas vezes temos que engolir e ficar quietos.

Essa ilusão que Satanás tenta pregar de um mentalismo ilusorio e alusivo, nada mais é que fantasia. O que está pensando nesse momento alguem que ta dentro de uma solitaria num presidio de segurança maxima. Ou alguem que tá dentro de uma UTI, após ter batido o carro em alta velocidade por que vinha dirigindo bebado? Ou alguem que faz um exame de sangue e descobre que pegou uma doença sexualmente transmessivel, após ter transado com todo mundo na festa que rolou drogas, sexos e muita musica? Bem, em primeiro lugar ela ta arrependida, em segundo pensando que Deus a abandonou. Mas, nem todos cai na real, que está passando algo que é o resultado de suas escolhas. Então meus caros irmãos será que temos mesmo o poder de escolher o que queremos? Claro que não. Pois, se assim fosse não seriamos punidos. Podemos e devemos escolher, mas, dentro das Leis carmicas e Divinas, afinal toda punição do homem seja em qual nivel for, espiriual ou material sempre foi por desobediencia.

Isto segue a uma passagem de Sodoma e Gomorra e depois continua com o sacrifício de Isaac. E nós sabemos que Sodoma e Gomorra saem e vão a Lot que era sobrinho de Abraão. Abraão faz uma negociação maravilhosa com Deus, que é um exemplo para todos nós, esse poder que nós temos de transformar destinos, desde que haja uma mínima condição para isso e esta mínima condição podem ter a certeza de que nós todos temos. Não há karma que seja maior do que essa condição! Não há dor que seja maior do que essa condição.

Não há ataque espiritual que seja maior do que essa condição. Não há soma de atos passados, e que a gente acredita ser um obstáculo para nossa caminhada, que sejam maiores do que essa condição. Abraão negocia quando sabe que Sodoma vai ser queimada numa negociação contra cinqüenta justos. Lembrem-se o que são justos! Justo é aquele que tem pureza de coração. Ele pode até aparentar não ser, por isso que é recomendado não julgue ninguém. Não havia justos! Abraão não questiona, ele obedece, mas, apenas interroga, não o porque a cidade vai ser destruida, mas, o que poderia se fazer pelos justos da cidade. E com obediencia e demonstração de amor é que ele recebe a licença de Deus, pra que Ló saia com sua familia da cidade.

Há uma tradição judaica que mostra um diferencial em Abraão, que ele dá um novo aspecto à divindade em nós, que é a compaixão. Noé também era divino! Aliás, o grande dilúvio que destruiu quase a humanidade inteira, quando Noé fez a caixa e salvou uma boa parte das pessoas... quando Noé chegou no final e viu as águas baixarem e viu a destruição, ele olhou para a Divindade e perguntou: “Mas era preciso tudo isso? Será que não dava para fazer alguma coisa?” “Agora que você me pergunta isso?” Isso significa que se Noé estivesse consciente de que podia agir e interceder, ele poderia ter pedido e ter acontecido alguma coisa. Abraão fez o movimento antes. E não havia justos a não ser Lot! Há um diferencial porque ele lembrou antes.

Os dois eram justos, os dois eram seres divinos, mas a compaixão estava com Abraão. E o segredo que vai movimentando as forças de compaixão são aqueles que nós precisamos mexer para mudar a nossa vida. Por isso, o amor é a força maior que existe no universo e só com ele o homem se liberta. É por isso, que luxuria, vaidade e qualquer um dos sete pecados capitais, disperssa o amor, destroi a alma e gera desobediencia que será severamente punida.

Ora! Termina com o sacrifício de Isaac e ao contrário do que as pessoas pensam, não era um garoto que foi puxado pelo seu pai! Aliás, podemos ter essa leitura do sacrifício de Isaac se não considerarmos Jesus segundo a visão distorcida do catolicismo, de que ele seria o único filho de Deus e que Ele é Deus, e ninguém mais é! Isaac quando foi carregado por seu pai, recomendado por Deus, e no último momento, aí é que está, a justificação pela fé, quando a gente movimenta a fé, não há mar encapelado, não há situação adversa, não há nada que não possa ser vencido se nós não mantivermos durante todo o tempo a certeza de que por exemplo, Abraão teve! Ele foi cumprindo aquilo, mas no fundo ele devia saber que no último momento a morte não triunfa. Para o justo a morte não triunfa, nunca! Mas, veja que no Arcano 5 do tarô o homem tem que obedecer as Leis a Divindade e as regras.

Se a gente olha o sacrifício como uma forma de romper barreiras e estruturar leis soberanas como essa lei do perdão, do perdão incondicional como porta de libertação, porta absolutamente concreta de libertação, como fez Gandhi. O amor de Gandhi era compaixão absoluta, era o perdão ativo, em nenhum momento ele teve ódio, raiva ou vingança contra os seus dominadores ingleses e soube tirá-los da Índia e transformá-los em seus admiradores. E a Haftará nos fala de Eliseu e vejo uma semelhança muito grande entre a postura de Eliseu e de Jesus, por exemplo! Esse profeta que era discípulo de Elias, e que recebeu o manto, ele fez coisas incríveis. E saiamos daqui certos de que somos capazes de mover os nossos destinos, não importa quais, quando trilhamos pelos caminhos do amor, da Misericordia e da Justiça.

A passagem de Eliseu: 2º Livro dos Reis – 4.1: A mulher de um dos filhos dos profetas clamou a Eliseu dizendo: “Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor. Agora acaba de chegar o credor para levar-me os meus dois filhos para serem escravos”, antigamente dívida dava prisão e escravidão. Perguntou-lhe Eliseu: “Que te hei de fazer? Dize-me o que tens em casa. E ela disse: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite”.

Disse-lhe ele: “Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. Depois entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos. Deita azeite em todas essas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia”. Então ela se apartou dele. Depois, fechada a porta sobre si e sobre seus filhos, estes lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia.

Ora! Na nossa conta de matéria física, de mundo físico, de mundo que não acredita nos conceitos da eletrodinâmica quântica, de que existe um mar infinito de elétrons! Nas nossas crenças limitadas é que a gente acha que tudo é limitado. As coisas só vêm das fontes limitadas e não da fonte ilimitada, nós acharemos uma coisa estranha: uma botija de azeite enche uma botija de azeite! E nada mais! Só que essa mulher pegou as botijas e começou a encher e aconteceu o seguinte: cheias as vazias porque derramavam umas sobre as outras, disseram um dos filhos: “Chegue aqui mais e traze-me mais uma” e ela disse: “Não há mais nenhuma vasilha na vizinhança”, e quando ela falou isso o azeite parou de jorrar. Porque jorrava incessantemente.

Essa é a simbologia que nos mostra o Arcano 1 do Tarô, a transformação alguimica mostrada pelo mago, é num sentido de fé de transmutação e elevação espiritual. Não é como muitos buscam em transformar a sua vida pelo poder do dinheiro, muitas vezes usando a Biblia e as orações pra enriquecer e viverem um paraiso na terra. Como Jesus disse: "Meu Reino não é desse mundo".

Tem alguma coisa parecida com Alguém que mandou pescar um peixe? A gente pode perguntar: mas isso é história de Bíblia! A gente pode interpretar de qualquer forma e acontece que eu achava muito recomendável que a gente experimentasse! Não tentar fazer o azeite virar... mas de repente, depois de algumas tentativas, nós todos seríamos capazes de fazê-lo! Mas fazer coisas menores, como, por exemplo, vencer uma dor, uma angústia ou uma doença que precisa ser curada ou estado interno que a gente precisa desfazer hoje, agora, aqui! Sem deixar pra amanhã!

Jesus tambem nos mostrou o poder de um Mago de Luz, quando no casamento em Caná transformou agua em vinho. Mas, se engana que isso é somente o poder da mente. Na verdade tem que ter uma harmonia perfeite mostrada no cajado do Sacerdote do Arcano 5 do Taro. Ou seja, equilibrio entre o mental, fisico e espiritual. E tudo isso é harmonizado por uma unica força que é o elo de ligação, a qual sem isso nada se opera que é o Amor, o qual movimenta o poder da fé.

E Eliseu atravessava Sunão, e esta passagem continua de uma forma muito linda. Ele encontra uma viúva rica, uma sunamita, e ela dá abrigo a ele e ele diz: “O que posso fazer por você?” E ela diz: “Eu não sei” “O seu marido e você são velhos, mas o sonho de ter um filho existe dentro de vocês! Você vai ter um filho!” E ela fica muito braba com ele. Porque no primeiro momento... outra percepção, a sulamita não fez o movimento da fé primeiro, ela primeiro o acolheu na sua casa, fez um andar em cima para que ele pudesse fazer suas meditações e não pediu nada pra ele. Ela era rica, mas era pobre de alguma coisa! Mas como ela não estava com fé, ela primeiro - vejam como os diversos caminhos podem sair de várias saídas! - fez o movimento de doação! E ele pergunta o que ele pode fazer e ela disse: “não sei!”. E ele disse: “vocês querem ter um filho e vão ter”.

Um ano depois ela estava com o filho nos braços. E aqui tem uma passagem mais dramática ainda. Porque aqui mostra que às vezes a gente acha que chegou o que era pra chegar, vida feliz, rosas e mais rosas, e quando acontece o primeiro balanço no navio, a gente sai desesperado. Nesse caso, essa criança que nasceu pela voz do profeta, quando pequenina correu para o seu pai com dor de cabeça e morreu! Imagina o que a sulamita deve ter pensado! Ela diz: “Você chega para mim e diz que eu preciso receber uma coisa que eu não estava muito querendo e faz um filho! E agora ele sai da minha mão? Eu não estou aceitando isso!” Ela sai desesperada atrás dele e chega aos pés dele e ele pede pra ela pegar o bordão e colocar sobre a criança. E ela diz: “Eu não aceito! O bordão não! Eu quero você e você vai comigo!” Isso tudo é figurado. Eu contando a história e nós vamos entendendo as camadas da cebola por detrás disso.

Eliseu chega na casa e se debruça sobre o menino deitado, já morto há alguns dias: “Entrou, fechou a porta e sobre ele orou ao Eterno”, começa a chave disso! “Subiu a cama e deitou-se sobre o menino e pondo sua boca sobre a boca do menino, os seus olhos sobre os olhos do menino, suas mãos sobre as mãos dele e a carne do menino aqueceu-se. Eliseu levantou-se e andou no quarto de lá pra cá e tornou a subir. E se estendeu novamente sobre o menino e esse espirrou sete vezes e abriu os olhos. Eliseu chamou o seu servo e disse-lhe: “Chama a sunamita”; e apresentando-se ao profeta ele disse: “Toma o teu filho” e ela entrou prostrou-se em terra tomou seu filho e saiu. Essa passagem é muito intensa.

No livro de Tobias o arcanjo Rafael e o segredo é a oração vivenciada em todos os seus níveis. Há muitos níveis de oração, mas todos eles são absolutamente eficazes. Enquanto nós não formos à retidão, e a retidão significa o estado de permanente oração de consciência absoluta, que as palavras vão desaparecendo, inclusive, da nossa oração porque o nosso estado é muito parecido com “esse”. No nosso segundo estado (representações dos chakras), a nossa oração de palavras, não precisa de estruturas, de criar anjos com o nosso pensamento, com a nossa voz, para que os anjos, que já estão no trono da glória, façam a conexão da Divindade conosco pela fé! Aqui no terceiro estado, mais aberto, mais consciência, talvez mais silêncio... aqui o silêncio e a palavra são uma coisa só. Mas, enquanto nós estamos no primeiro estado e nós não somos nem isso, com esses chakras luminosos, nós somos completamente apagados ainda, mergulhados pra dentro, com chakras transitando nessa separação egóica e a gente precisa da oração mesmo! Pelo menos para destampar o processo.

O livro de Tobias mostra isso. Tobit era um justo de coração e a sua justiça se refletia em seus atos. E o que acontecia com ele é o inverso de tudo aquilo que um justo deveria merecer! Quando ele ficou cego ele disse: eu sou justo e o que é que vem pra mim de volta? Como a sulamita. Ficou cego e velho e com um filho e sem saber o que fazer. Tobit fez uma oração firme, sentida e essa oração está reproduzida no texto. E ele no final diz: eu só tenho uma coisa a fazer! Pedir! Ora! Essa oração estava conjugada, e voltando à passagem de Levi: “Se dois ou mais se juntam num objetivo que seja comum, e esse objetivo comum... e muitas vezes ele não é dois sentarem e pedirem a mesma coisa não! Aliás, esse dois pode ser dentro da gente! Pode ser a gente romper essa dualidade e unir de novo. E quando isso aqui funciona, a oração é respondida e se consegue qualquer coisa. Pois então, havia uma oração em comum aqui, era Sara, era uma parenta distante, e que tinha a seguinte característica: ela já tinha casado sete vezes. E ela no desespero faz uma oração sentida! E o livro diz... esse livro é muito claro onde mostra a natureza dos anjos, Rafael um dos três que estava à frente de Abraham e que era Deus... assistir à frente do trono significa expressar a grandeza divina e portanto mostrar a união da criatura com o seu Criador como uma grande lei que move o universo.

Rafael, a partir da prece que chega, é enviado para responder aos dois. E simplesmente ele se materializa como uma pessoa. Isso nos mostra que nosso poder mental é limitado, que nem sempre podemos escolher ou resolver algo, e que assim precisamos da ajuda de Deus.

Tobias que tirou o coração do peixe sem saber o porquê! E depois ele viu que serviu para curar a cegueira do seu pai e o fígado queimado serviu para afastar o demônio de Sara que veio a ser sua mulher. E tudo isso que ele fez foi o acerto com o arranjo Rafael. E ele se tornou tão querido! Ora! Tobias volta por muitos motivos, primeiro pela própria movimentação de forças feitas a partir de uma prece em comum. Uma prece feita em comum por dois seres que movimentam suas forças lá de dentro... Vemos que as vezes a ritualistica Sagrada se faz necessaria, porque tem forças além de nossa compreensão e poder pessoal que só se quebrarão com forças maiores.

Engana-se que apenas repetindo mantras, orações e lendo a Biblia vai se livrar de todas as coisas. Notem que Rafael era um anjo de Deus, mas, mesmo assim teve que fazer uso da ritualistica pra quebrar o encanto.

Tobias disse: a única forma de agradecer a esse homem é a gente dá a metade de tudo! E ele disse: “Não preciso” Fizeram muito bem de falar isso! E aí ele se revela, eu sou o arcanjo Rafael. Rafael explica tudo. Os dois prostrados em terra vêem o fenômeno de desmaterialização. Rafael se desfaz em luz.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador

Será que meu amor volta?

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Em minhas pesquisas eu gosto muito de estudar sobre os relacionamentos humanos e as influencias que podem interferi-los. Confesso que essa não é uma aréa facil de compreender-mos até mesmo para os pisicanalistas. Mas como observo do ponto de vista mais mistico, espiritualista e oculto, tento ver fatores que podem existir em desacertos entre as pessoas. Nessa observação notei que existem varios fatores externos que podem minar, modificar e até destruir por completo uma relação tanto vindo do mundo interior de cada individuo, como do mundo exterior. Assim vemos muitos casamentos desfeitos, amores virarem odio e muita dor causada por abandono, traições e magoas.

Como eu disse os motivos são diversos e a identificação não é muito simples do problema. No entanto, ultimamente tenho atendido muitas pessoas em grande maioria mulheres que não aceitam o abandono do marido e que querem uma resposta sobre se ele ainda vai voltar ou não.

Como as pessoas sempre se encontram em estados depressivos e ainda com grande ilusão, não querem aceitar explicações sobre as causas da separação e acham que só existe o sim e o não. Ou seja, querem respostas simples e diretas sobre se eles voltam ou não, se eles anida as amam ou não, se ainda lembram delas ou não... Mas não é tão simples assim! Por exemplo: numa pergunta usando as cartas do tarõ sobre um ex-marido a mulher queria saber se ele ainda pensava nela. Então ela queria apenas saber em uma unica resposta, sim ou não. Mas não é bem assim! Este homem pela que mostrou as cartas do tarô, ainda pensava nela, sentia saudade dela, mas não queria mais viver com ela. Dai vem uma outra pergunta, porquê? Veja então que não é simplesmente sim ou não, mas existe sim varios fatores para que possamos compreender esse sim ou não. Porém temos sempre que partir de um ponto que é o Ego!

E assim uma pergunta leva a outra, por isso não se pode querer saber sim ou não. Tem na verdade que estudar mais a fundo, porque ele ainda poderia voltar a querer voltar sim pra ela. Por isso deveria-se estudar as causas dos bloqueios de ele não querer voltar ao mesmo tempo que sente saudades dela. Por isso o bom é analisar profundamente as causas da separação e não simplesmente objetivamente o sim ou não!

Para uma outra mulher analisando o tarô viu-se que o ex-queria voltar, mas não adimitiria facilmente isso, dai teria que se saber o porque e como faria-se admitir. Outro fator importante é que a pessoa saiba se a pessoa que ainda se espera tem uma ligação com o destino da ex-mulher ou não tendo que seguir um outro rumo. Por isso se estudo os cruzamentos dos horoscopos de ambos com analise detalhada. Existe tambem dentro dessas separações muitos fatores externos que provocam separações, em grande parte feitiços e calunias. E até mesmo tendo vontade de voltar os bloqueios vão mostrar que não. Por isso prudencia é muito importante e eu não faço esse tipo de consulta seca pra responder sim ou não.

Geralmente uma grande parcela das pessoas que abandonam, podemos dizer a maioria, está movido por egoismo, paixões, desejos e acabam perdendo o sentimento de generosidade, humildade e amor. Por isso, quase sempre não sentem o menor remorso em deixar alguém pra tráz chorando. A maioria das pessoas quando movidas pelo egoismo tornam-se cruéis, não param nem pra avaliar a questão, as dores que está causando ao parceiro e partem pra buscar sua felicidade. Só que tambem grande parte desses egoistas, acabam se dando mal no futuro, porque o carma e a justica cosmica não falha.

As vezes vemos umas separações mais amarradas, onde notamos a pessoa que quer sair da relação relutante, mas, como que puxadas para se distanciar da outra! É na grande maioria desses casos onde há a interferencia de magia negra ou de espiritos trevosos. No entanto, nem tudo que certos "resolvedores de problema" afirma ser magia é de verdade. Ou seja, há tambem motivos carmicos, onde existe um distanciamento do destino dos parceiros e algum deles sente-se puxado para uma nova vida, um novo amor, uma nova descoberta.

Por isso cada caso é um caso, tem que ser bem analisado, e acima de tudo, lutar pra não ficar sofrendo pelo que se passou. Ninguem é propriedade de ninguem, terá sempre o direito de escolha e se não quer mais ficar ao nosso lado, seguiremos em frente e vamos achar quem nos queira. Ninguem é insubstituivel.

CARLINHOS LIMA - PESQUISADOR
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