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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A IMPORTANCIA DA UMBANDA

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Infelizmente, grande parcela da culpa que responde pelas críticas à AUM+BANDA repousa no mau uso que dela fazem os próprios profitentes, em sua maioria pessoas simples, de pouca cultura, hábitos nem sempre exemplares e escassa educação.

Essas pessoas são a pior propaganda da AUM+BANDA, porque, com o maior despudor e com a maior cara de pau, afirmam, por exemplo, que são briguentas porque são filhas de OGUM, que são poligâmicas porque são filhas de XANGÔ ou que não param com homem algum porque são filhas de IANSÃ.

As mais assanhadas explicam sua própria prostituição pela presença constante, segundo elas, de uma BOMBOGIRA ao seu lado, que as impele a repetidos coitos. Essas pessoas mentalmente destrambelhadas transformam seus orixás em bodes expiatórios muito convenientes para os seus delitos e certamente nem coram de vergonha porque sofrem de "anemia moral".

Graças ao comportamento de tais pessoas e às lendas que passam umas às outras como autênticas dentro do panteão africano o que sobra para a AUM+BANDA no final de tudo isso é uma verdadeira cornucópia de vexames abominados por qualquer pessoa de bem.

Outro costume bastante grave é a utilização direta dos exus sem a mediação de uma entidade de luz, seja essa entidade um caboclo ou um preto-velho. Em tais circunstâncias o exu, que ainda é um espirito atrasado, fica inteiramente solto e sem ninguém a quem prestar contas pelo que fez ou se propôs a fazer. Ele, então, pede em troca do favor pedido o que bem entende ou é ditado pela sua "gula".

Isoladamente e sem estarem inseridos numa gira (sessão) comandada por uma entidade de luz eles reincidem nos mesmos erros e atrasam a sua jornada em direção à Luz. Agora perguntamos: quem é, em tais casos, o verdadeiro culpado? Será o exu agindo ao arrepio da luz e dentro da sua inferioridade passageira ou o(a) consulente que lhe vai pedir absurdos ou maldades? As pessoas que só gostam de falar com exus isolados e fora de uma gira própria e controlada criam obstáculos para a evolução do exu e, na verdade, procurando benefícios, estão trazendo prejuízos para ele.

Infelizmente, por defeito nosso e de mais ninguém, as giras de exu são as mais procuradas pelas pessoas que nunca souberam direito o que é a AUM+BANDA, o que acaba refletindo para o público leigo uma imagem errônea ou altamente equivocada sobre essa magnífica religião.

Preferimos escrever AUM+BANDA ao invés de UMBANDA porque a sua etimologia mais oculta recomenda que revelemos, de antemão, a sua origem sonora baseada na sílaba mística AUM, sílaba essa que o ouvido atento pode encontrar levemente velada em muitos dos pontos cantados nos terreiros. Esses "pontos cantados" ocultam essa sílaba na ordenação das letras que, em si mesmas, chegam a ser simplórias e, até, tolas.

No entanto, ao serem entoadas como cânticos, elas levam embutida essa sílaba sagrada, que, ao vibrar, faz estremecer o plexo solar, situado em cima do estômago, mas por baixo do qual se encontra o poderoso chakra SVADISTHANA com suas pétalas vermelhas e verdes. Este chakra é o chakra da mediunidade, razão pela qual muitos médiuns, sejam eles da Umbanda ou não, encontram nele seu ponto de maior excitação psíquica, o que, por vezes, se reflete no físico sob a forma de dor ou enjôo. É sobre ele que incide a vibração tanto de guias de luz como de obsessores. É também o ponto de convergência de nossas simpatias e antipatias.

Nos processos epilépticos ele é o ponto de convergência da vibração da entidade trevosa responsável pelo ataque, sendo todo o resto mero efeito nervoso manifestado pelas contorções e mãos crispadas do atacado. Caso os leitores não saibam, em paralelo com todos os ataques epilépticos há sempre o concurso secreto de uma entidade do Astral Inferior, entidade essa que pode ser detectada ao lado do corpo contorcido por um(a) vidente autêntico.

JEAN RIVIÈRE, autor francês famoso por suas pesquisas religiosas em terras tibetanas, mostra-nos em um de seus livros vários mandalas traçados no Teto do Mundo onde reconhecemos, sem grandes dificuldades, os mesmos símbolos grafados na AUM+BANDA. Ali estão, além de letras sagradas e de nomes de poder, os mesmos pentáculos tão comuns na Magia, inclusive a suástica em sua versão autêntica e os famosos "garfos de exu" (tridentes) que, analisados mais profundamente, correspondem a determinada letra grega (psi), cuja ordem seqüencial a coloca curiosamente entre o alfa e o ômega daquele alfabeto, isso sem falar nos vários sinais mágicos que podemos encontrar, apenas a título de exemplo, na obra "TRATADO COMPLETO DE ALTA MAGIA, cujo autor tem o pseudônimo oculto de Vasariah, cujo conteúdo contempla uma coleção de grandes pentáculos e talismãs com os quais a AUM+BANDA aparentemente nenhuma ligação parece ter.

Mas ela, de fato, tem! Nos grandes templos e "stupas" do Himalaia o símbolo correspondente ao garfo exu ali se encontra, do lado de fora, como a dizer aos que passam que ali se encontram guardiães invisíveis. Nada mais justo, pois, na AUM+BANDA o exu é um guardião dos trabalhos executados.

A África não é nem nunca foi a origem nem da AUM+BANDA nem do CANDOMBLÉ. Ela, apenas, serviu de ponte para trazer ao Brasil, à América do Norte e aos países caribenhos o seu panteão e aquilo que, por tradição da boca ao ouvido, haviam aprendido dos remanescentes da Raça Negra, raça essa que um dia dominou a Terra. Não foi por "coincidência" nem por acaso que, ao tempo do nascimento de Cristo, este foi visitado não por 3 Reis Magos, mas por 4, cujo quarto representante era JETRO, um árabe retinto.

Essa mistura de crenças foi mais longe. No Haiti o Vodu surgiu como religião dominante e especializou-se na invocação de forças muito ligadas ao cemitério, às quais eles ainda dão o nome de "lois" (leia-se luás) e que são, entre outras entidades, dominadas pelo perigosíssimo BARON SAMEDI, que aparece à vidência como um homem muito alto e magro com rosto de caveira, todo vestido de negro, com a cabeça coberta por uma cartola. Tanto ele quanto as demais entidades do Vodu falam o "créole", uma mistura de Espanhol com Francês. Seus pontos riscados são feitos com farinha de trigo, ao invés de com uma pemba, o que, novamente, não os distancia muito dos mandalas tibetanos que são plasmados à base de pós coloridos.

A predominância da Deusa Serpente Dhambala no Vodu, entidade essa que é feminina (-), tem arrastado a maior parte dos voduístas a práticas de Magia Negra, cuja repercussão tem sido muito explorada pelos filmes de terror de Hollywood. O "miolo", no entanto, é verdadeiro e ali há, realmente, a predominância a Magia Simpática (bonecos de pano crivados de alfinetes), bem como a horrenda vivificação de cadáveres a quem damos o nome de zumbis. A força do cemitério predomina no culto vodu.

A contraparte negra da AUM+BANDA gerou a QUIMBANDA, que só trabalha preponderantemente para o Mal, arrastando para o seu jugo todos aqueles que abrigam sentimentos inferiores em seus corações. Mais ou menos como o que aconteceu com o Protestantismo, desde a aprovação da Teoria do Livre Exame da Bíblia, os adeptos do assim chamado Africanismo ( termo com o qual não concordamos ) ficaram entregues a suas próprias interpretações de seu credo, disso resultando um verdadeiro vulcão de contradições, crendices e distorções das mais repulsivas.

Sendo, por um lado, um misto de manifestações mediúnicas e, por outro, de magia pura não é de estranhar que as entidades da AUM+BANDA lidem com grafias herméticas que exigem o concurso paralelo de rituais de invocação, fixação e proteção.

As reuniões da a AUM+BANDA começam com a incorporação do espírito que vai trabalhar não apenas com passes, mas com magias, e, em seguida, o ritual exige que o espirito comunicante trace o seu ponto riscado para fins de sua própria identificação e para o desnudamento velado das forças mágicas que precisa invocar para o bom êxito do seu trabalho. Tais espíritos, na AUM+BANDA, nunca vêm sozinhos e sua presença, por isso, se faz sempre acompanhar de uma numerosa falange de outros trabalhadores menores afinados com a tarefa a ser cumprida. Entre os membros dessa extensa falange acham-se alguns exus, que funcionam como sentinelas ou seguranças, concorrendo assim para o bom êxito da empreitada.

A presença e o apoio dos exus nesses trabalhos de caridade confere-lhes, pouco a pouco, a LUZ de que precisam para, algum dia, se transformarem em caboclos. Os exus, a quem preferimos chamar de NOSSOS IRMÃOS MENORES, não são capetas nem servos do Diabo como tantas vezes ouvimos os ignorantes dizerem. São, na verdade, espíritos atrasados, sim, mas a quem as entidades luminosas da AUM+BANDA dão a mão para lhes oferecer uma oportunidade de redenção e iluminação pelo serviço amoroso ao próximo.

Na mesma categoria desses trabalhadores menores acham-se incluídas as falanges de almas (eguns) arrebanhadas principalmente pelos pretos e pretas-velhas na Calunga Grande (o mar) e na Calunga Pequena (o cemitério) para também ajudarem em seus trabalhos. Assim trabalhando, essas almas se iluminam, tomam consciência do seu destino final e se libertam do seu karma de serviço fora do corpo físico. Bem-aventurados sejam, portanto, esses pretos e pretas-velhas que funcionam, no invisível, como verdadeiros pastores de almas...

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador
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