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sábado, 7 de maio de 2011

Exu, o oculto e o incompreensivel


A caracterização antropomórfica do Orixá Exu africano acabou sendo absorvida pela nossa religião em seu início como designação de uma Falange que se apresentava nos mesmos moldes arquetípicos que o mencionado Orixá. Não podemos nos deixar levar por possíveis ecos de uma criação cristã que tudo divide em certo e errado; bom e ruim; bem e mal. Não há luz sem sombra. Não há amargo sem doce. As polaridades são simplesmente indispensáveis. Iludido é o religioso que acredita só atuar em um sentido. Aquele que só olha para a luz, esquece a importância da sombra.

Não se tratava de um Orixá, mas tão somente da utilização do mesmo nome. Como o Orixá Exu representa a Força que mantém a Criação em sua dinâmica, não pode atuar de forma parcial ou mesmo de forma constante num mesmo sentido. Diferente de outros Orixás que tendem à apresentação de padrões e arquétipos bem definidos, Exu representa exatamente a quebra do pré-definido, a subversão da ordem estabelecida, entre outras funções essenciais ao pleno funcionamento do Cosmo.

Acrescentamos ainda que o mundo dos opostos, conforme nos ensina brilhantemente a doutrina budista, é exatamente o que se encontra entre nós e a Plena Realização espiritual. Enquanto estivermos presos a julgamentos de valores mesquinhos e parciais, continuaremos presos à esta realidade. Como duas faces da mesma moeda, se escolhemos só realizar o denso, nos esquecendo do sutil, permaneceremos com uma das metades da realidade, presos ao cativeiro da parcialidade e da ignorância.

Assim, a força de Exu é considerada, de forma genérica, a energia primordial, responsável pela comunicação entre os planos e realização de tudo quanto há. Exu deve ser sempre reverenciado em primeiro lugar uma vez que não podemos movimentar a energia que for sem o “consentimento” de Exu. Nenhum Orixá poderá ser animado sem que Exu esteja lá atuando no sentido desejado.

Seria o deus Mercúrio na tradição européia, por exemplo. Como os deuses e os humanos não habitam o mesmo plano, deve-se sempre louvar a força responsável por deslocar do mundo dos homens em direção ao mundo dos deuses, qualquer pedido de intervenção desejado. E assim temos uma especial atenção no mapa astrologico em olhar para a posição, signos e casas, como também os aspectos que envolvem Mercurio. Como também olhamos tudo que pode nos falar das nossas "sombras interiores" os enigmas da alma e tudo que não compreendemos ou que está oculto em nós. Como é o caso de Lilith, da Lua, de Saturno, de Marte, de aspectos desafiadores, planetas exteriores e de Plutão. Tudo no sentido mais oculto da simbologia possivel.

Lembramos ainda mais uma vez que não se deve confundir essa força Exu considerada um padrão energético cósmico que atua de inúmeras formas, com a forma assumida por seres de planos elevados que conhecemos como a Falange de Exu e Pombagira. Vale ressaltar que Pumbo Ingila e, posteriormente, Bombogira, que gerariam a palavra Pombagira, seria o Inquice (nome dos deuses da tradição de Angola) equivalente ao Orixá Exu Nagô. Na Umbanda Exu toma o nome de Catiço para diferencia-lo do Orixá.

EXU, o Mercúrio africano, o intermediário necessário entre o homem e o sobrenatural, o intérprete da linguagem dos mortais e dos ORIXÁS. É pois o encarregado de levar aos deuses da África o-chamado de seus filhos éstrangeiros. E nestas notas introdutörias, ele e chamado a levar aos filhos estrangeiros amostragem das infinitas possibilidades este rico Panteão, que se mantém vivo na África, no Brasil e em outros países do Novo Mundo. 

Carlinhos Lima
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