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A pombagira

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Astrologia, tarô, Umbanda, religião, magia e espiritualidade, nascem da subjetividade


Todos os caros irmãos que me visitam aqui no blog já há bom tempo, sabe que essa nova linha de pensamento que venho divulgando a qual eu intintulei como Umbanda Astrológica, sabe bem que há uma grande ligação com a Umbanda Esoterica a qual sempre que pude divulguei aqui seus conceitos, ajustando, modificando ou adaptando ao meu entendimento coisas aqui e alí. E não é dificil achar dezenas, talvez centanas de blogs e sites que seguem os ensinamentos da Umbanda Esoterica, em especial do Mestre Da Matta que foi um grande reformador, inovou e fez escola. Como também um de seus dicipulos o Rivas Neto que chegou a escrever alguns livros, entre estes o mais famoso chamado "A Proto-síntesi Cosmica". 

Bem, um dos motivos que me fez adaptar a Umbanda a Astrológia com um certo ajuste a meu estilo de astrologo e não seguir plenamente apenas os ensinamentos de Rivas Neto e Da Matta, ou de Itaoman, foi justamente por que achei uma forte inclinação a um estilo muito "ameríndio", com uma filosofia que de certa forma chegava a ignorar grande parte dos conceitos yorubás e até criou em muitas pessoas que não avaliaram direito a doutrina de Da Matta, até um certo cisma com o Candomblé. Criou-se um espectativa de uma Umbanda nascina no Brasil mais pura, mais especial do que aquela popular conhecida Brasil  à fora. Além do mais sempre achei e continuo achando que muito ainda tem que ser explicado, como por exemplo sobre as falanges, vibrações, linhas, exus, pombagiras etc. Bem, mas, confesso que ao mesmo tempo continuo achando um sistema muito bem embasado, carecendo apenas de correções e talvez uma maior sincronia com os conceitos  yorubás. Pois bem, o trabalho atual de Rivas Neto, ao que parece vai bastante nessa direção, mas, da mesma forma que senti um certo exagero no "amerindianismo" nos trabalhos de Da Matta, sinto agora no que se refere ao estilo yorubano seguido por ele no momento.

Eu acho que a Umbanda apresentada por Da Matta ainda deixa muito a ser explicado, apesar de ter contribuido muito, em especial no que se refere a oráculos, entidades e magia, e pelo que me parece Rivas Neto até avançou muito agora imprimindo um novo conceito mais sincronizado ao mundo da mitologia yorubá, mas, sem querer ser um critico destrutivo, muito pelo contrario só com intuito de contribuir e até incentivar esse que eu considero hoje um dos maiores mestres do Brasil no que se refere ao estudo de cultos afro-brasileiros, que é o Pai Rivas, mas, acho que ele deveria dá uma pausa e explicar melhor aos seus seguidores e leitores suas adaptações! Ele tem livros que são seguidos por milhares de pessoas no Brasil inteiro, derepente mudou por completo seu estilo e simplesmente ele não corrigiu as edições, não explicou nada e segue seu caminho como se nada tivesse produzido no mundo da lituratura de Umbanda!

Antes divulgando com Da Matta, um estilo totalmente diferente do que ele prega hoje em sua Faculdade de Umbanda! Antes se divulgava com firmez 7 raios, orixás menores e guias, muito bem organizados, agora ele só fala em Orumilá, 16 odús, números todos adaptados a cultura yorubá, que na verdade eu também considero como um avanço, mas, que precisava de uma maior atenção e respeito aos seguidores do passado! O mito de certa forma contribui e muito com a Umbanda, até por que vivemos na busca do Sagrado e do Orixá, principalmente pela tradição oral. Mas, a realidade tecnologica atual, não consiste-se apenas em viver de mitos, de lendas e sim de estabelecer uma nova tecnologia que explique melhor a magia, os ritos, a espiritualidade e a força de Umbanda.

A astrologia, o tarô e as crenças espiritualistas, sobrevivem e se originam na subjetividade, mas, como dizia João Paulo II, "a fé tem que voar nas asas da razão". Ou seja, estudar mecanismos com um olhar mais criterioso mais cientifico e mais filosofico é fundamental, e não apenas se aprisionar ao mito, as crenças pregadas pela tradição oral. Estamos em novos tempos, onde respostas tem que ser formuladas não apenas por ficção, mas, por uma analisa critica, clinica e seria dos misterios sagrados.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarólogo e Pesquisador.

O feminino no Tarô e o portal da Sacerdotisa!


A Papisa forma um quartenário, com a Imperatriz, o Imperador e o Papa, posteriormente denominado de Hierofante. Quando ela não é substituída , por um assunto completamente diferente, é denominada de La Papess (Papa feminino) , la Papessa em italiano e La Papesse em francês .

No tempo da Contra-Reforma, as autoridades da igreja se irritaram e tanto o Papa, como a Sacerdotisa eram considerados assuntos impróprios para permanecerem estampados em cartas de jogatina. Esta é provavelmente a mais enigmática carta do tarô e a mais difícil de analisar do ponto de vista histórico.

Nos tarôs mais antigos você não vai encontrar a lua crescente e nem os dois pilares brancos e pretos. As imagens mostram um véu pendurado atrás dela, o livro no colo e a tríplice coroa do papado. Em outros tarôs ela tem a chave papal em vez do livro. Todos esses símbolos, exceto o véu que pode ser meramente decorativo, são símbolos do papado e pode ser muito bem mostrada como um papa do sexo masculino. Há uma simetria agradável: dois governantes seculares, dois eclesiásticos, dois homens e duas mulheres. Os gugliomitas acreditavam que o mundo entraria numa nova era e que esta seria anunciada pelo Espírito Santo em forma feminina. Elegeram como um de seus membros a irmã Manfreda como papa. Manfreda tinha relação com a família Visconti que governou Milão e encomendou as cartas de tarô que chegaram até nós atualmente.

A dificuldade com essa idéia é que ela parece sectária. O tarô não era apenas popular em Milão, mas, em toda Itália, França e Suíça. Os símbolos do tarô são de propriedade comum da cultura européia, o que representa que eram universalmente compreendidos como as camadas sociais da época e os princípios cósmicos da mesma. A carta da Papisa do Tarô Visconti para mim é uma das mais assombrosas. Suas vestes são de uma freira, mas, ela veste a coroa papal. Sua expressão é serena, enigmática e pensativa e a inclinação da cabeça é uma reminiscência da Madona. Pode ser que o inventor do tarô se simpatizasse com esta seita e fez uma referência a parte feminina de Deus.

A face feminina da religião reapareceu na adoração popular da Virgem Maria, que agora, mais do que Jesus, tornou-se a mediadora através do qual os oprimidos possam comungar com Deus.. A Papisa do tarô não é a Virgem Maria, são substratos da mente humana como válvulas de escape já que as instituições eram hierárquicas e só prezavam os homens. O rosto feminino da religião tem uma permanência que persiste por muitas manifestações .High Priestess é realmente um nome muito apropriado para esta lamina, eu acho que, mesmo a partir de uma perspectiva histórica. É uma pena, porém, que o título análogo para o trunfo V, "Sumo Sacerdote", ficou perdido em algum lugar ao longo do caminho.

Para os gnósticos a polaridade macho – fêmea eram o símbolo para outras dualidades : o corpo e o espírito, a humanidade e Deus, a escuridão e a luz. Os escritores modernos, muitas vezes fazem o contraste com a Sacerdotisa e o Mago, uma vez, que rompem o paralelismo que foi incorporado inicialmente ao sistema do tarô. Na Umbanda Astrológica a Papisa representa Iemanjá, mas, também dependendo da configuração pode ser Oxum.
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