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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Os nossos Guias da Umbanda


Na Umbanda, a entidade espiritual que se manifesta incorporada em suas médiuns está fundamentada num arquétipo desenvolvido à partir da entidade Bombogira, originária do culto Angola.

Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria não havia a entidade Pombagira ou um Orixá que a fundamentasse.

Mas, quando da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800), estes aqui encontram-se com outros povos e culturas religiosas e assimilam a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás.

Com o passar do tempo a formosa e provocativa Bombogira conquistou um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele.

Mas ela, marota e astuta como só ela é, foi logo dizendo que era mulher de sete exus, uma para cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua condição de superioridade e de independência.
Mas para se ter uma noção mairo tem que se estudar a fundo e ter uma grande consciencia sobre o assunto especialmente pra entender nosso arquetipo.

Segundo os filósofos arquétipos são idéias como modelos de todas as coisas existentes ou idéias presentes na mente de Deus. Segundo a psicologia são formas imateriais às quais os fenômenos psíquicos tendem a se moldar. Carl Jung usou o termo para se referir aos modelos inatos que servem de matriz para o desenvolvimento da psique.

Eles são as tendências estruturais invisíveis dos símbolos. Os arquétipos criam imagens ou visões que correspondem a alguns aspectos da situação consciente. Jung deduz que se originam de uma constante repetição de uma mesma experiência, durante muitas gerações. Funcionam como centros autônomos que tendem a produzir, em cada geração, a repetição e a elaboração dessas mesmas experiências. Eles se encontram isolados uns dos outros, embora possam se interpenetrar e se misturar.

Os guias possuem diversos arquétipos pelos quais se apresentam através da incorporação. Cada arquétipo está ligado a uma determinada Linha Espiritual. Alguns exemplos de arquétipos são: os Preto-Velhos, os Caboclos, os Baianos, as Crianças, os Marinheiros, os Ciganos, os Boiadeiros, os Exús e as Pombo-Giras.

Os arquétipos são roupagens utilizadas pelos guias para se apresentarem no Centro e não espíritos que, necessariamente, tenham sido escravos, índios ou ciganos, embora existam aqueles que realmente o foram. Os Preto-Velhos, por exemplo, pertencem a uma linha que nasceu como forma de organização de todo um contingente de espíritos que iriam atuar dentro do movimento umbandista que surgia.

As primeiras linhas fundamentadas na Umbanda foram a de caboclo e a dos Preto–Velhos. Utilizou–se uma figura mítica já presente dentro da cultura brasileira e criou–se toda uma linha de trabalho, onde todos os seus representantes teriam trejeitos e características similares.

A linha dos Preto–Velhos é transmissora da calma, da sapiência, da humildade, detentora do conhecimento sobre os Orixás e que fala ao simples de coração, bem como ao mais erudito doutor, sempre com palavras de amor e espalhando luzes dentro da espiritualidade terrena. Esta foi uma forma de identificar e aproximar a população ao culto nascente.

Temos o arquétipo detrás de cada uma das linhas. Os Preto-Velhos estão fundamentados no arquétipo do sábio ou do ancião que com as experiências vividas alcançou a sabedoria. Em cima desse arquétipo, muitos mitos foram criados dentro da cultura universal, onde a figura do ancião sempre foi utilizada como símbolo para a sapiência. Um dos mitos brasileiros para esse arquétipo é a figura do Preto-Velho, que sofreu, tinha poucas condições, mas tudo isso superou, com fé, amor, determinação. Na verdade, dentro da figura simbólica do Preto-Velho vemos um ideal de luta e superação das pessoas, em volta de muita fé e muito amor.

O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.
Iemanjá e Oxum dividem a maternidade. Mas há também outra forma de análise, a por faixas etárias, correspondentes a cada arquétipo básico. Nanã é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu, sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá é a mulher adulta e madura, na sua plenitude. É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de não ter a idade de Oxalá (sendo a segunda esposa do Orixá da criação, e a primeira é a idosa Nanã), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica.

Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo, que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês. Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano.

Divindade masculina, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos.

Os guias da Umbanda são universais, atuando de forma discreta e desprovida de ego em muitas religiões e tradições espirituais, ocultados por roupagens energéticas que simbolizam a egrégora, o arquétipo e a vibração que dá sustentação ao trabalho por eles realizado.

O termo egrégora provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. A egrégora acumula a energia de várias freqüências, portanto, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estará emprestando a egrégora para que ela incorpore às dos demais. É a somatória de energias mentais, criadas por grupos ou agrupamentos, que se concentram em virtude da força vibratória gerada ser harmônica, ou seja, com todos reunidos para o mesmo objetivo.

O fator primordial na reunião dessas consciências espirituais é a sintonia com o arquétipo que existe por detrás de cada linha, que também pode ser identificado como um Orixá, uma vibração, um sentido, um elemento, um santo etc. Compreendendo os arquétipos, conseguimos entender algo não explicado de forma aberta dentro da Umbanda, mas principalmente, esclarecer o conteúdo umbandista para pessoas não familiarizadas com o universo mítico afro-brasileiro, desmistificando assim, nossa maravilhosa e querida Umbanda.
O MAIS IMPORTANTE É SABERMOS QUE TUDO TEM QUE VIM A NÓS POR MEIO DE INSPIRAÇÕS BUSCA ESPIRITUAL ESTUDOS E PRUDENCIA.
Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador
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