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A pombagira

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

A essência da magia, das bruxas e dos sacerdotes


A essência da magia, das bruxas e dos sacerdotes
A essência da magia, das bruxas e dos sacerdotes

A magia astral e ancestral dos escolhidos


Magia em inglês é magic. Magic (mágica, magia), do latim magicus, pertinente a feitiçaria (magia; grego, mageia, a teologia dos magianos, mágica). A arte de produzir efeitos pelo aparente controle sobre-humano sobre os poderes ou forças da natureza; feitiçaria, encantamento; qualquer poder ou influência que se prova irresistível ou extraordinário; o uso do legerdemain para criar ilusões ou fazer truques. Daí se entende aquele provérbio no tantra hindu sobre um bom critério para julgar se um mestre (em sânscrito, guruh) é válido ou não no caminho mágico religioso. "Mestre é aquele que performa fenômenos físicos." 

A palavra feiticeiro em inglês, que é um idioma que tem raízes no gaélico e nórdico clássico, é witch. Witch, bruxo(a), no plural witches; wicca (masculino), wicce (feminino). Significa uma mulher que professa ou supõe que pratique magia; uma feiticeira; uma mulher velha feia e/ou maligna; uma megera; uma enfeitiçante ou fascinante mulher ou garota. Afetar ou ser afetado por witchcraft (bruxaria ou arte de bruxa); fascinar; encantar. 

Witch-craft (literalmente, arte de bruxo, ou seja, a arte do bruxo, traduzido usualmente como bruxaria). As práticas dos(as) bruxos(as), feitiçaria, black magic (magia negra); encantamento, fascinação. O dicionário, contudo, diz apenas o que é conhecimento acadêmico de domínio comum. O que ele não cita é que o termo latino magicus e o grego mageia são oriundos de uma raiz ainda mais antiga. A origem semântica de ambas as palavras vem do persa magi, que quer dizer, literalmente, sabedoria ou conhecimento. Portanto, o mago ou magista é aquele que sabe! Nos termos wizard, wicca, wicce e witan, vemos que nada mais é que conhecimento. Sábio é o provérbio que afirma: "Conhecimento é poder!" Portanto, a palavra magia pode até ser aplicada à matemática, física, química e à tecnologia de forma geral. Até para a palavra logia é intrinsecamente interligada. Mas, a magia ou fenomenologia e ritualística, precisa de iniciação e de força extra sensorial perception, que em português quer dizer percepção extra-sensorial. A visão? Psicometria, telemetria. Os fireballs (bolas de fogo)? Pirogenia associada a telecinesia. ESP é um termo específico da parapsicologia.

E existe também a magia sincrônica, que consiste basicamente de dois elementos: vontade e concentração, nos quais, seguindo certos princípios naturais e leis, se sincroniza ou coaduna a vontade do Universo à sua e vice-versa. Esses fenômenos nem precisam de treinamento especial para se manifestarem em algumas pessoas. Daí que a parapsicologia explica muitos (não todos, seguindo este princípio em si) dos fenômenos poltergeists.

O rótulo de bruxo não deveria ser aplicado aos que historicamente foram. E, aliás, o critério histórico da Igreja para classificar alguém de bruxo era: - Proferir preces e/ou ritos em idioma desconhecido (especialmente línguas mortas). Desconhecido é, claro, para o padre paranóico que colocavam para monitorar uma comunidade. - Exercer a medicina sem a autorização da Igreja, também era pecado e crime grave. Na Era das Trevas, era obrigação do médico exigir que o doente, antes de se tratar, se confessasse com um padre e estivesse pronto para eventuais penitências, ou devo dizer punições? Que, aliás, eram extremamente mais graves do que os meros doze Pai-nossos e 21 Ave-marias de hoje. Exercer a medicina seguindo metodologias proibidas pela Igreja.

A paranoia cristã era extremamente ativa quanto a mulheres sábias e curandeiros que exerciam a medicina seguindo métodos que hoje poderiam ser considerados como ancestrais da atual homeopatia. Eles entendiam como influência demoníaca o fato de que estes tinham mais sucesso na arte da cura do que os médicos, assim chamados, normais, usando como metodologia a cura, por exemplo, da afecção de um veneno com outro veneno.

E é preciso esclarecer que os conhecimentos gerais de métodos de diagnóstico e terapia dos médicos medievais nas regiões da Europa nórdica e central, incluindo as Ilhas Britânicas, eram de classificar a causa das doenças por certos tipos de humores (tipo de energia que influenciaria no estado de saúde do paciente, e que só existia na imaginação dos médicos contemporâneos desta época) e como método de terapia, emplastros, amputações e sanguessugas. Nossa medicina alopática é uma evolução dessa medicina.

Os reis e príncipes, que não eram idiotas, importavam a peso de ouro médicos judeus e árabes, que sabiam muito mais da arte da cura do que os médicos ditos normais daquela época. - Pessoas que não cultuassem o verdadeiro e único Deus. - Pessoas que demonstrassem uma influência fora do normal sobre outras pessoas. Traduzindo, pessoas que fossem especialmente belas, sedutoras, inteligentes e/ou queridas demais para a conveniência política da Igreja pela população local por um motivo ou outro... - Pessoas que demonstrassem conduta incompreensível ou ilógica para as pessoas comuns e principalmente os padres. Mas, não ser enganem e nem pensem que isso acabou! Apesar de maior liberdade hoje e de estarmos na era da internet, a intolerancia ainda é muito grande, especialmente dos "cristãos da moda".

Eventuais pobres coitados que sofrem de algum tipo de loucura ou esquizofrenia e que certamente pareceriam endemoniados aos olhos dos paranoicos padres ignorantes locais que, portanto, seriam punidos com a fogueira por este crime. Como podem ver, qualquer tipo de pessoa, independentemente do sexo, etnia ou até mesmo de credo religioso (especialmente os não cristãos) poderia ser acusado de fazer bruxaria e ser rotulado negativamente (óbvio ululante!) como bruxos e bruxas, e é claro, desmentindo certas pseudo-bruxas de tradições familiares de mais de dois mil anos (cuja credibilidade estaria extremamente fragilizada sob quaisquer análises históricas a nível acadêmico), escritoras de livros de simpatias que jamais poderiam, à luz dos fatos aqui expostos, serem classificados como magia, que alegam só existirem e terem existido bruxas, ou seja, mulheres que performam a assim chamada bruxaria.

Tais rótulos de bruxos e bruxas não ocorreram, após tais fatos, apenas nas comunidades nórdicas, mas com nossos também desafortunados primos celtas, cujas mulheres sábias, bandhia-draoi (druidesas) e draoi (druidas), religião e cultura foram vítimas das ações destrutivas do cristianismo. Para quem não sabe, draoi em gaélico quer dizer apenas professor ou sábios dos carvalhos. E não somente era uma denominação sacerdotal, mas acadêmica e docente. Todas usadas simultaneamente para se referir aos draois ou druidas. E, terrivelmente, mais tarde, no Novo Mundo, nas Américas, onde é de domínio comum as atrocidades cometidas pelos conquistadores na América Central e dos portugueses e jesuítas contra a legítima civilização que povoava estas terras tupiniquins.

A população original de índios no Brasil na época da ocupação militarística, denominada de descobrimento por nossos historiadores tendencionistas era de cerca de 9 milhões. Hoje não passa de poucos milhares. E suas respectivas culturas, linguagens e religião foram mais destruídos ainda por missionários kristãos tão desejosos de compartilhar o amor cristão que a história tão bem conhece. Mas felizmente a humanidade pôde evoluir e o kristianismo decair. Saímos da Idade das Trevas para a Renascença, e desta para a Idade Moderna, e, por conseguinte, a Idade Contemporânea em que estamos.

Não podíamos, é claro, deixar de citar uma religião moderna chamada wicca, que é um termo masculino do inglês arcaico significando, literalmente, bruxo. Diferente da crença popular no meio neo-pagão, o que os fatos históricos apontam é que a wicca original não é Antiga Religião. Esta foi criada por volta de 1940 de nossa Era Comum por dois monstros (no bom sentido) do mundo ocultista. Um é Alesteir Crowley (indiretamente) e o outro Gerald Brousseau Gardner (diretamente). A uma solicitação de Gardner, Crowley havia escrito a primeira versão do Book of Shadows (O Livro das Sombras), e, portanto, com isto, concedendo uma base fundamentada na Thelema, na Alta Magia Cerimonial e no raciocínio segundo a obra 777 do mesmo Crowley.

Concedendo à wicca, então, em fase de criação, um caráter esotérico e panteísta (do grego pan = tudo, todo; theos = Deus; ismos = idéia, escola, ideologia, ou seja, a crença de que todos os deuses, e em algumas vertentes, tudo da existência, não passe de meros aspectos de uma divindade ou Deus cuja natureza seria absoluta). O nome da divindade celta é Cernunnos; e os chifres, por exemplo, dentre outros atributos do Cernunnos wiccan, não representam a presença do mal, como representaria na visão deturpada do cristianismo, e sim a presença divina como é vista em várias religiões, inclusive no judaísmo, e além disto, esses chifres representam o poder viril masculino, a Semente Absoluta da Criação, Essência Absoluta de Todas as Coisas. Portanto, neste contexto, e considerando os elementos à disposição de Gardner, ele não podia ter representado melhor o Deus Uno ou Absoluto de forma melhor. E justamente neste contexto, Cernunnos seria o Deus primordial de toda criação e dos deuses. Aí, então, entra em cena Doris Valiente. Ela, juntamente com Gardner, reescreve o Book of Shadows para uma forma mais paganizada ainda, pois a aparência evocatória ainda era muito abraãmica, devido as bases serem da Alta Magia Cerimonial, e, seguindo o raciocínio da tabela de equivalência de deuses, eles deram ao segundo Book of Shadows uma cara mais céltica, colocando mitos e lendas populares, mas mantendo as mesmas estruturas ritualísticas, teológicas, dogmáticas e cosmogônicas. Após isto, Valiente age novamente, introduzindo o conceito da Deusa Mãe, criando algo de novo na wicca então emergente em passos tímidos.

Com isto, surge o primeiro panteísmo dualista no qual Cernunnos, não mais o Deus Absoluto, nem semente primordial, mas parceiro de igual importância da Deusa, que também foi tomado o nome de outra deidade céltica. Com isto, o Absoluto é representado através de duas metades, masculina e feminina. A wicca não é Antiga Religião celta, como muitos até aqui já poderiam prever. A religião celta, assim como a nórdica, tem origem histórica indo-européia, ou seja, gozamos das mesmas origens que o hinduísmo e o budismo. São, assim como politeístas e animistas. E da mesma forma a Umbanda, tem um pé ou parte de suas raizes também nas tradições indo-europeias, que certos reformadores, muito influenciados pelo Espiritismo e cristianismo, tentou ignorar e sufocar. Ou seja, tem vários deuses e deusas, e nenhum deles é aspecto de ninguém, mas sim possuem seu próprio anima, sua própria individualidade assim como eu e você, leitor. Mas, que sincretismos, reformas sensacionalistas e sufocantes, tentaram matar a verdadeira raiz ancestral da Umbanda Original.


A wicca não é, portanto, céltica, nem legítima representante da cultura e povo celta, incluindo aqui até mesmo a wicca dita céltica. Apesar de ela conter alguns elementos celtas, tem sua origem na Thelema, seus ritos são fundamentados na Alta Magia Cerimonial, portanto, com elementos da cabala, o panteísmo de origem greco-gnóstica e o pentagrama (a estrela de cinco pontas com um círculo em torno desta) da escola grega pitagórica, que era usado pela escola de Pitágoras para identificar os iniciados, que a tinham tatuada na palma de suas mãos.


Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Mago de Umbanda Astrológica, Pesquisador de religiões e Magia.

A sexualidade das famosas: Como elas amam, seduzem e desejam! Que proteção elas possuem? Analises de Umbanda Astrológica

Todos nós temos uma ancestralidade que atua sobre nosso ser, carmas a cumprir e influencias espirituais que nos guiam. E como todo ser humano, as pessoas famosas, mesmo muitas ignorando, sua espiritualidade, carma e também mediunidade grita em sua alma. E em especial as mulheres que recebem influencias espirituais fortes voltadas pro campo da sensualidade, sexo e comportamento, como a Pomba gira, exus, anjos e orixás... Conheça algumas analises de famosas feita pelo Astrólogo de Umbanda Astrológica, Carlinhos Lima, no blogue, Famosos Política e Esporte.
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sábado, 18 de maio de 2013

Os orixás e as forças, internas e externas do homem


Orí-Bará
Orixás e protetores
O Bará, em sua delicada tessitura ritualística, é de transcendência similar ao Ori; associa-se ao elo de comunicação, a fala, a reprodução, ao sexo e equilíbrio fisiológico e energético do corpo físico visível e invisível, portanto associado a Exu (equilíbrio biopsicossocial). Já o orixá BARÁ é uma divindade criada e manifesta desde os tempos primordiais, ligado a forças energéticas, e como todos os demais orixás ,tem atribuições específicas. É BARÁ quem estabelece a extensa rede de comunicação entre os seres humanos e a natureza divina que nos circunda. Está diretamente ligado e relacionado com as partículas atômicas,as cargas eletrônicas que o sangue se encarrega de distribuir.

O conceito de Ori é importantíssimo, mormente por relacionar-se com a consciência, inteligência, processos cognitivos e, principalmente espirituais como energias sutis, que só sacerdotes consumados sabem como fazer as devidas “amarrações” com as vibrações positivas do universo, com os Senhores Estruturantes do Universo – os Orixás e seus Ancestrais Ilustres. O problema é que temos muito poucos sacerdotes com estes dons e conhecimentos no Brasil e porque não dizer no mundo! Isso por que o homem e sua espiritualidade são muito complexos, a magia é dificil de se compreendar como força atuante de todas essas ligações e como é que ela pode desenrolar nós, quebrar amarras e fazer libertações ou iluminações. E pasmem, pois no plano astral também temos muitas entidades atuantes que não compreendem todo o processo! Pois assim como entre os anjos há as hierarquias, que separam os anjos mais proximos dos homens, dos que estão mais proximos de Deus, na Umbanda também temos orixas mais elevados e os mais próximos do plano terreno.

Tem muita entidade que atende nos terreiros do Brasil que não tem capacidade de fazer rituais complexos, porém ao contrário do que andaram afirmando, certos líderes confusos do Espiritismo, as entidades de Umbanda, não são retrogradas ou atrasadas, muito pelo contrário, na verdade temos magos que militam a Umbanda com o mais elevado conhecimento. O que ocorre é que eles obedecem a outorgas e leis vigentes do Astral e não saem dando de mão beijada os mistérios pra mediuns aproveitadores usarem pra enriquecer!

Mas, voltando ao Orí, podemos dizer que é ele o centro de nossa força vital, que liga-nos ao Orúm e ao nosso próprio espirito. Ele é a energia, enquanto nossa mente é o processador de todas as forças que atuam sobre nós. E ao contrário do que afirmam muitos por ai, nós temos apenas um Orí, que é o centro de todas as conexões, mas, não pertencemos apenas a filiação ou vibração de um único orixá ou mesmo dois, como sugerem muitos de Orixá e Juntó. Na verdade todas as forças ancestrais, cósmicas er espirituais, atuam sobre nós, porém temos a Trindade atuando sobre nosso ser. Assim temos o Pai de Cabeça que revela nosso caráter, revelando-nos nossa ancestralidade, heranças e formação espiritual, a nossa Mãe de Cabeça que revela-nos nosso temperamento, bases emocionais e estruturas psiquicas, como também nosso Orixá de Cabeça que revela nossa personalidade, força e forma fisica. E é o Orixá de Cabeça representado ainda por uma a força que seria o tão divulgado juntó na Umbanda Popular, que pra mim é a Entidade de Frente, representando nossa Trindade formadora, se encontra no nosso mapa natal no signo Ascendente. Já o Orixá de Cabeça que domina todo o mapa é representado pelo astro dominante ou que comanda todo horoscopo de uma pessoa.

E voltando a influencia de todas as vibrações como citei acima, reafirmo que todas assim como todos os signos zodiacais, atuam sobre o homem, mas, hierarquicamente, cada uma dessas forças, obecedendo aos seus comandos e atuando em conformidade com as necessidades fisicas, cármicas e espirituais de cada individuo. Assim teremos em todos os mapas a função e regência de Ogum por exemplo, mas, pra cada pessoa numa tonalidade ou atuação diferente. Ou seja, se pra um ele regerá a vida financeira, pra outros, poderá reger o emocional, a vida espiritual ou até mesmo sexual. Enfim, assim como os signos de Ifá, se revelam em milhares de configurações, a mandala umbandoastrológica, também! Ou seja, o ser humano é único.


A Iniciação, nas várias Religiões Afro-Brasileiras, tem em comum apresentar ao neófito os “fundamentos” ou ensinamentos basilares, esotéricos que são vivenciados por intermédio de vários ritos de fundamento. E a interface Ori-Bará, do Bará como manifestação ou emanação do Ori que versará o vídeo apresentado nesta publicação. O Bará, em sua delicada ritualística, é de transcendência similar ao Ori; associa-se a ligações, magisticas, sobrenaturais, espirituais e fisicas. É a forma e representação de comunicação, da fala, também se referindo a reprodução, ao sexo e equilíbrio fisiológico e energético do corpo físico visível e invisível, portanto associado a Exu e Pombagira (equilíbrio biopsicossocial e emocional). Um orí-bará desequilibrado, proporciona casamentos enfadonhos, desequilibrados, libido descontroladas, adultérios, abusos e muito esgotamento fisico e mental.

Ilustrando bem esta situação quanto a energia que envolve este orixá,temos uma frase muito usada no meio espiritualista, ou seja:-BARÁ está frio, ou BARÁ está quente. Por esta frase é bem simples entender como através da complexidade que é esta energia atuando de forma direta na VIDA. A dualidade é uma realidade característica do universo. O equilibrio é mantido sob dois pólos. O homem por si só caracteriza-se por ser dual:CORPO e ESPÍRITO.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador - Mago de Umbanda Astrológica.
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Acarajé comida baiana, gostosa e sagrada!


O saber reconhecido como patrimônio cultural imaterial refere-se ao ofício da baiana em Salvador que teve início com a produção do acarajé, bolo de feijão fradinho frito no azeite de dendê. A técnica de feitura do acarajé representa um modo de fazer enraizado no cotidiano dos seus produtores, seja para uso religioso, alimento sagrado oferecido às divindades nos rituais do candomblé, seja para uso profano, comercializado nas ruas pelas baianas. Segundo pesquisadores, a partir da segunda metade do século passado, as Baianas de Acarajé passaram a ser mais reconhecidas e valorizadas nacionalmente, transformaram-se em ícones da cultura soteropolitana junto a outros aspectos da cultura imaterial, como o jogo da capoeira ou as festas de largo que complementam e vivificam a atmosfera colonial ainda possível de ser evocada em Salvador.

O ofício das baianas é um saber tradicional enraizado no cotidiano dos soteropolitanos, profundamente vinculado aos grupos afro-brasileiros. Deve ser reconhecido não só por seu significado para a manutenção da diversidade cultural brasileira, mas pela iminência de descaracterização que hoje ameaça os ofícios tradicionais das baianas de Acarajé. O registro engloba os rituais envolvidos na produção do acarajé, na arrumação do tabuleiro e na preparação do lugar onde as baianas se instalam, além dos modos de fazer as comidas de baiana, com distinções referentes à oferta religiosa ou à venda nas ruas. Estão destacados o acarajé com seus recheios habituais, o abará, o acaçã, o bolinho de estudante, as cocadas, os bolos e mingaus; o uso de tabuleiro para venda das comidas; a comercialização informal em logradouros, feiras e festas de largo; o uso de indumentária própria das baianas, como marca distintiva de sua condição social e religiosa, presente especialmente nos panos da costa, nos turbantes, nos fios de contas e outras insígnias e, por fim, o uso do tabuleiro para venda de comidas.

Acarajé, Akará ou Acarajé, é uma comida do ritual do Candomblé da orixá Iansã e uma das delícias da culinária afro-brasileira feito de massa de feijão-fradinho, cebola e sal, frito em azeite-de-dendê, podendo ser servido com pimenta, camarão seco, vatapá, caruru, salada, praticamente todas estas iguarias são pratos da cozinha baiana. Na África, é chamado de àkàrà que significa bola de fogo, enquanto je possui o significado de comer. No Brasil foram reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer bola de fogo”. Devido ao Modo de Preparo o prato recebeu esse nome.

O registro do Ofício da Baiana de Acarajé reconhece todos saberes e fazeres tradicionais aplicados na produção e comercialização das chamadas comidas de baiana, feitas com dendê, com destaque para o acarajé. Desde sua origem africana, a produção e consumo das comidas das Baianas de Acarajé, ou Baianas de Tabuleiro, constituem práticas culturais reiteradas e atualizadas com a contribuição de outros grupos étnicos-culturais e profundamente enraizadas no cotidiano da população baiana.

O acarajé, o principal atrativo no tabuleiro, é um bolinho característico do candomblé. Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas, Oxum e Iansã. O bolinho se tornou, assim, uma oferenda a esses orixás. Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo. O acarajé é feito com feijão-fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal. Esse primeiro acarajé sempre é oferecido a Exu pela primazia que tem no candomblé. Os seguintes são fritos normalmente e ofertados aos orixás para os quais estão sendo feitos. O acará Oferecido ao orixá Iansã diante do seu Igba orixá é feito num tamanho de um prato de sobremesa na forma arredondada e ornado com nove ou sete camarões defumados, confirmando sua ligação com os odu odi e ossá no jogo do merindilogun, cercado de nove pequenos acarás, simbolizando “mensan orum” nove Planetas. (Orum-Aye, José Benistes).

A forma de preparo é praticamente a mesma, a diferença está no modo de ser servido: ele pode ser cortado ao meio e recheado com vatapá, caruru, camarão refogado, pimenta e salada (feita com: tomate verde e vermelho mais coentro).O acarajé tem similaridade com o abará, difere-se apenas na maneira de cozer., o acarajé é frito, ao passo que o abará é cozido no vapor.

O tamanho e o formato do acarajé têm simbolismos próprios e são endereçados a divindades específicas. O acarajé grande e redondo é de Xangô; os menores servem para as iabás, como Iansã”. Mas, o acarajé pode ser usado para outros orixás tambem porque é uma comida muito especial e aceito por quase todos os orixas, como Ogum, por exemplo.

O acarajé também é um prato típico da culinária baiana e um dos principais produtos vendidos no tabuleiro da baiana (nome dado ao recipiente usado pela baiana do acarajé para expor os alimentos), que são mais carregados no tempero e mais saborosos, diferentes de quando feitos para o orixá.


Leia mais sobre acarajé

O orixas e atução sobre o homem e o universo



Os Orixás são os grandes arquitetos siderais ou construtores de sistemas solares, e nós, seres humanos, devemos a eles nossa evolução intelectual e física.

São também chamados de Hierarquias Criadoras e se ocupam de construção do Universo. Completaram sua própria evolução em idades e universos pretéritos.

Orixás são divindades, na verdade, agentes de vibrações cósmicas, também conhecidos como os Mensageiros do Senhor ou Luz do Senhor, a luz da cabeça e poder vital em forma de luz. São ainda as Sete Emanações do Senhor, assim como os Arcanjos que representam a força criadora de Deus, os orixás, representam sua natureza. Eu até nem tenho dúvida que os orixás ancestrais eram realmente anjos e que por causa de um novo estágio de evolução cósmica, eles se readaptaram pra cumprir seu papel também como agentes da Natureza e dos astros. Para alguns origem do nome Orixá seria da palavra Purushá, do idioma sânscrito, o idioma sagrado que deu origem a todas as línguas, em sua raiz, mas, na verdade essa pode ser uma de suas variações, pois a origem real, vem mesmo é do Continente Africano.
 
Os nomes sagrados de cada Orixá foram totalmente perdidos e os nomes que hoje conhecemos são corruptelas dos nomes originais e cada um têm um significado específico. Esses termos identificados de Orixalá ou Oxalá, Ibêjis, Xangô, Oxossi, Ogun, Obaluaê/Omulú, Nanã e Yemanjá, entre outros além de representar forças fenomênicas ou cósmicas, são MANTRAS porque se invocados e pronunciados corretamente, ou segundo o “ mistério” de seus sons ou fonemas, em relações a posições cardeais e com as cores despertam poderosas forças elementais e que passaram a se identificar como Forças Vibratórias ou Linhas dentro da adaptação astral. E sob as Linhas iriam ficar os Espíritos.









Os Sete Orixás






Oxalá - a Iminência de Deus

Cor: Branco
Chacra: Coronário
Corpus Cristi
Ogum - O Fogo da Salvação

Cor:Vermelho
Chacra: Umbilical (Solar)

23 de abril
Oxóssi - O Caçador de Almas
Cor:Azul
Chacra: Esplênico (entre o estômago e o baço)

20 de janeiro
Xangô – O Comandante do Mundo
Cor:Verde
Chacra: Cardíaco

30 de setembro
Yemanjá -A Mãe do Mundo

Cor:Amarelo
Chacra: Frontal

15 de agosto
Yori - A Relação com a Lei Divina
Cor:Laranja
Chacra: Laríngeo

27 de setembro
Yorimá
Cor:púrpura
Chacra: Sagrado (os órgãos genitais)
13 de maio





quarta-feira, 15 de maio de 2013

Os 3 PLANOS DE MANIFESTAÇÃO, da mediunidade e do orixá


1) Orixá - médiuns saindo mecanismo mediunico, terminando o seu carma, recebem a influência do plano mental inferior para atingir o grau do discípulo do caminho.
2) Guia - é comum embora raro, mediunismo refinado, porém de causa e efeito.
3) Protetor - é mais comum, rama ativo, incorporação psicofonia, intuição, tendo algumas encarnações a cumprir.

Jesus afirmou ser o Deus de Abraão e Moisés?

Jesus continuamente fazia referência a si mesmo de formas que confundiam seus ouvintes. Como aponta Piper, Jesus fez uma afirmação audaciosa, “Antes de Abraão nascer, EU SOU.” Ele falou a Marta e a outros ao seu redor: “EU SOU a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.” Da mesma forma, Jesus fazia afirmações como, “EU SOU ...Ver mais clique e siga pra ver muitas outras discussões...

sábado, 11 de maio de 2013

A Cabala em nosso tempo e a alma




Atualmente, a Cabala atingiu um nível de popularidade suficiente a ponto de serem oferecidos cursos de interpretação cabalística com ênfase em aspectos práticos da vida cotidiana. Personalidades como Madonna e Mick Jagger aderiram ao estudo da Cabala. Ainda, há um Centro de Estudos da Cabala em São Paulo e Rio de Janeiro. E há a democratização de uma tradição milenar e poderosa, que coloca-se ao alcance de qualquer cidadão que deseje evoluir nos planos espirituais e materiais da própria existência.


Alguns pontos comuns entre o Zohar e a tradição da Cabala são encontrados quando referem-se aos elementos que compõem a alma. Segundo esta análise, a alma humana é composta de três partes distintas que são plenamente despertas apenas em indivíduos evoluídos espiritualmente. Há também elementos que se manifestam eventualmente na alma humana. O Ruach HaKodesh permite a capacidade profética. O Neshamah Yeseira permite uma maior profundidade espiritual ao judeu durante o Shabbat (descanso semanal que, segundo o judaísmo, foi ordenado por Deus). Esta habilidade adquirida pela alma pode se desenvolver ou retroceder totalmente, de acordo com a fé do judeu.

O nefesh é comum a todos os seres humanos e passa a integrar o indivíduo no momento de seu nascimento. É a fonte da natureza física e psicológica. É considerado a parte inferior (irracional) da alma que está associado aos instintos e desejos físicos. O ruach é a parte mediana responsável por virtudes morais e capacidade de distinção entre o bem e o mal. O ruach é desenvolvido ao longo da vida e depende da nobreza de valores de cada indivíduo, como suas crenças e ações. O neshamah é a alma superior. É o elemento determinante que distingue o ser humano de outras formas de vida e está relacionada diretamente ao intelecto. Também é desenvolvido no decorrer da vida.

Ainda, no Raaya Meheimna (manuscrito posteriormente incorporado ao Zohar) há alusões a outros dois elementos: o chayyah (permite ao homem a percepção do poder divino) e o yehidah (nível mais elevado que permite total integração com Deus).

O Neshoma Kedosha que se manifesta nos judeus ao atingirem a maioridade e está relacionado ao estudo dos mandamentos da Torah. Assim como o Neshamah Yeseira, o Neshoma Kedosha também está passível de desenvolvimento ou regressão, dependendo do empenho de cada indivíduo. Entretanto, segundo estudiosos (como o Rabino Joseph Saltoun), a Cabala também aplica-se em diversas áreas dos conhecimentos e necessidades humanas, tantos espirituais como físicas. É possível, por exemplo, compreender a origem da alma, relacionamentos afetivos, destino e livre arbítrio, por exemplo.


O estudo cabalístico não se limita ao universo judaico. A partir do século XVIII houve um processo de popularização da Cabala entre diversas tradições ocultistas; favorecendo sua infiltração e conexão com outras faces do esoterismo, até mesmo no ocidente. Desse modo, variações cristãs da Cabala passaram a ser estudadas. A Cabala também passou a integrar e combinar-se em correntes neopagãs. O ocultista francês Eliphas Levi foi um dos estudiosos cabalísticos. A Cabala Hermética (como é conhecida no Ocidente) foi abordada pelo ocultista inglês Aleister Crownley; assim como o Amanhecer Dourado de George Cecil Jones. Em 1922, foi fundado pelo Rabino Berg, na cidade de Jerusalém, o Centro de Estudos da Cabala, que favoreceu sua disseminação além dos limites do judaísmo. Jesus Cristo poderia ter sido um conhecedor dos mistérios cabalísticos. O Heptameron (tratado medieval de magia) utiliza-se de símbolos cabalísticos. Na idade Média, devido à intolerância religiosa, o estudo da Cabala era secreto. Vários sistemas de Magia utilizam a cabala como referência. 

A Árvore da Vida é um recurso simbológico que representa alguns conceitos cabalísticos. É formada por dez Sephira que emanam de Ain Soph, que é a representação da própria natureza divina da qual deriva cada sephira. Cada uma das dez sephira representa uma dimensão para a realidade. Assim, cada uma funciona como um canal que conduz a "Luz do Mundo Infinito" até o homem.

Graficamente, as sephira estão alinhadas em três colunas que estão interligadas por meio de vinte e duas conexões. Estão dispostas em camadas triangulares sendo que cada uma está relacionada a um plano: Emanações (Atziluth), Criações (Beriah), Formações (Yetzirah) e Ações (Asiyah). As dez sephiras que compõem a Cabala são Keter, Chochma, Biná, Chesed, Gevurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut.


Fonte: http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/personagens/eliphas.htm 
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