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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A mulher domina a magia dos templos desde a antiguidade

A mulher sempre teve mais ligada aos templos, a fé e espiritualidade, mais do que o homem, tanto por ter uma sensibilidade maior, como ela representa mais profundamente o sagrado, pois tem seus ovários, útero e vagina, simbolizando compartimentos do caminho sagrado, que traz o homem do Orúm até a Terra... E nessa geração, onde a Era de Aquário está abrindo seus portais, Urano iniciou seu novo ciclo cósmico, Plutão se eleva ao ponto mais alto do zodíaco e Netuno se encontra em trono, não só muitas dessas sacerdotisas estão retornando, como muitas que já estão aqui desde a década de 60 e 70, começam a ter uma noção maior de sua importância no mundo. Mas, tem uma coisa que muita gente não compreende, que é o porque de muitas dessas mulheres sensíveis e com alto grau de misticidade serem vitimas da sexualidade.

Na verdade muitas são abusadas na infância ou forçadas a se prostituírem, além de muitas terem casamentos ruins e até adentrarem pelo caminho do adultério pra buscar preencher um vazio de alma, porque como sabemos, temos varias naturezas atuantes dentro de nós, como também o instinto é operante, podendo se voltar ao bem quanto ao mal. E temos ainda a influencia espiritual tanto de forças positivas, quanto de gênios trevosos. E nesse puxa e estica, muitos acabam ouvindo mais aos gênios ruins que aos seres de luz. O mal, não quer que as sacerdotisas que retornam evoluam na luz, e por isso, estimulam forças em grande evolução nelas, especialmente na puberdade. Tudo pra bloquear sua mediunidade, dons e pureza. 


E por estarem confusas, mau influenciadas, inclusive no seio familiar, acabam confundido energias cármicas e astrais com a força da libido, pois fortes energias passam nos chacras, sendo o chacra sexual um dos mais estimulados, pois é um ponto de força e vida. E muitas caem pela sexualidade. Não que sexo seja ruim, como já expliquei aqui enumeras vezes, mas, que tem que ser vivenciado no tempo correto, com as pessoas corretas e cumprindo preceitos cármicos... Então se você, sendo humilde, patricinha, inteligente, famosa, rica ou não, sentir que tem essas energias fluindo em seu ser, não vá enfiar a cara nas drogas, na liberação sexual total desordenada ou no mundo das drogas pra fugir de forças que você sente em ação na alma. Na verdade seu dever é de meditar, orar e tentar entrar em harmonia!

No entender da egiptóloga Lucia Gahlin havia muito menos mulheres do que homens trabalhando nos templos egípcios, mas certamente existia o título de esposa do deus, tradução literal para o termo egípcio hemet netjer. Essas mulheres atuavam durante os cultos e costumavam ser do alto escalão da sociedade, geralmente casadas com sacerdotes, sendo que suas posições dependiam grandemente do status do próprio marido. No Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) e no Império Médio (c. 2040 a 1640 a.C.) aquele título estava mais usualmente associado com o culto de Hátor, deusa da fertilidade. Era uma sacerdotisa a responsável pela administração do patrimônio dessa divindade e até mesmo o cargo de sumo sacerdote daqueles templos podia ser ocupado por mulheres. Também são conhecidas mulheres nessa função suprema servindo aos cultos das deusas Neith e Pakhet. Durante o Império Antigo uma rainha chamada Meresankh ocupou o posto de sacerdotisa suprema do deus Thoth. Desde essa época as mulheres desempenharam nos templos dos deuses e deusas, durante os cultos, funções de cantoras, dançarinas e tocadoras de instrumentos tais como harpas, pandeiros e chocalhos. No início do Império Novo o título de Cantora de Amon era de uso bastante comum e, mais uma vez, eram geralmente as esposas dos sacerdotes que alcançavam tal posição.

O mais importante título religioso que uma mulher podia receber era o de Divina Esposa de Amon. Essa posição se tornou, a partir da XVIII dinastia (c. 1550 a 1307 a.C.), de grande significado político. A portadora dessa honraria ficava sediada em Tebas e costumava ser uma das filhas do faráo, que visava assegurar o controle real na área tebana. No decorrer da XXIII dinastia (c. 828 a 712 a.C.) exigia-se que essa sacerdotisa se mantivese celibatária e cabia-lhe adotar uma filha e sucessora. Ela recebia um segundo título de Mão da divindade, provavelmente atribuindo-lhe um papel simbólico no ato da criação. De acordo com uma das versões do mito da criação de Heliópolis, o deus Atum criara as divindades Shu e Tefnut se masturbando. No Período Tardio (c. 712 a 332 a.C.) a ocupante desse cargo tornou-se mais importante do que o Sumo Sacerdote. Ela passou a controlar as vastas propriedades de Amon, empregava grande quantidade de pessoas e tinha acesso a grandes riquezas. Também nos funerais era importante a participação feminina e, durante o Império Antigo, nos rituais do culto funerário do falecido. Duas das carpideiras recebiam os títulos de Grande Milhafre e Pequeno Milhafre e personificavam as deusas Ísis e Néftis. De acordo com a lenda de Osíris, essas deusas haviam tomado a forma de milhafres, uma ave de rapina, quando reuniam os pedaços do corpo daquela divindade para mumificá-lo. Ao que se sabe, pelo menos no decorrer do Império Antigo uma sacerdotisa podia ostentar o título de servidora do ka, sendo sua responsabilidade realizar rituais na capela tumular do defunto.

O historiador Maurice Crouzet afirma que se pode falar de um clero feminino, composto de concubinas do deus ou ainda de reclusas. Escapam-nos a formação que recebiam, bem como se o seu recrutamento se fazia nas camadas mais elevadas da sociedade, por vezes na própria corte. Em princípio, a partir do Império Novo (c. 1550 a 1070 a.C.) e para o santuário do grande deus dinástico Amon em Karnak, a rainha, com o título de mão divina, de esposa ou de adoradora do deus, encontrava-se à frente da hierarquia feminina. Na prática possuía uma suplente, a quem podemos chamar de grande sacerdotisa.

Sacerdotisas é uma palavra derivada do latim Sacerdos – sagrado; e otis – representante, portando “representante sagrada”. São autoridades de alto nível hierárquico que ministram ritos espirituais ou religiosos. São capacitadas, através de intensivo treinamento, a dirigir ou representar divindades ou poderes supremos em rituais sagrados de uma religião em particular. No passado desta mesma era, elas podiam administrar rituais religiosos, em especial, os ritos de sacrifício e expiação de uma divindade ou divindades. Na atualidade, os rituais são realizados para invocação de divindades, poderes ou consciências superiores para devoção, despertar e curas.

Na história do politeísmo, um sacerdote administra o sacrifício a um deus, muitas vezes em um ritual altamente elaborado. Sacerdotisas na Antiguidade, muitas vezes exerciam a prostituição sagrada, e na Grécia Antiga, alguns sacerdotisas como a Pitonisa, sacerdotisa de Apolo em Delfos, atuava como oráculos. Em muitas religiões, o ofício de sacerdote ou sacerdotisa é um trabalho de tempo integral, exigindo total dedicação. Em algumas religiões, tornar-se um sacerdote ou uma sacerdotisa é feito por eleição; enquanto em outras, o sacerdócio é herdado em linhas familiares, como um casta, como na Índia e Egito.

As Sacerdotisas existem desde o início das sociedades mais ancestrais. Elas existem em todos ou alguns ramos do xintoísmo, hinduísmo, xamanismo como xamãs e muitas outras religiões, como também, são geralmente considerados como tendo um bom contato com a divindade ou divindades da religião e muitas vezes os outros crentes pedem conselhos sobre questões espirituais a eles. Na civilização suméria e acádia , as Entu eram um escalão de sacerdotisas superiores que eram distinguidas com trajes cerimoniais especiais e o estatuto de igualdade com sacerdotes do sexo masculino. Eram donas de propriedade, realizavam transações econômicas, e realizavam cerimônias com os sacerdotes e reis.

Na Bíblia hebraica (קדשה) Qedesha ou Kedeshah , derivado da raiz Q-D-Š[3][4] eram prostitutas de templo geralmente associadas com a deusa Asherah. A Puabi era um sacerdotisa e rainha semita acádia. As Nadītu serviram como sacerdotisas nos templos de Inanna, na antiga cidade de Uruk. Elas foram recrutados no maior famílias na terra e que deviam permanecer sem propriedade, sem filhos ou negócios. Também nos textos épicos sumérios como “Enmerkar” e o “Senhor de Arata”, Nu-Gig eram sacerdotisas em templos dedicados a Inanna. Quadishtu serviam nos templos da deusa suméria Qetesh. Ishtaritu eram especializadas nas artes, música, dança e canto e serviam nos templos de Ishtar.

A Pitonisa era a sacerdotisa do oráculo de Delfos. Sentada sobre o trípode ou cadeira alta com três pés, acima do abismo hiante de onde brotavam as exalações proféticas; ela divulgava seus oráculos uma vez por ano, no começo da primavera. Mas antes de se sentar na trípode, a Pitonisa se banhava na fonte de Castália, jejuava três dias, mascava folha de loureiro, e com religioso recolhimento, cumpria várias cerimônias. Terminados esses preâmbulos, Apolo prevenia a sua chegada ao Templo que tremia até os alicerces. Então a Pítia era pelos sacerdotes conduzida à trípode. Era sempre em transportes frenéticos que ela desempenhava sua função: dava gritos, uivos e parecia possuída pelo deus. Assim que desvendava o oráculo caía em uma espécie de transe, que algumas vezes durava muitos dias.

Os gregos davam o nome de Pitonisas a todas as mulheres que tinham a profissão de adivinhas, porque o deus da adivinhação, Apolo, era cognominado de Pítio, quer por haver matado a serpente-dragão Píton, quer por ter estabelecido o seu oráculo em Delfos, cidade primitivamente chamada Pito. A princípio existiu uma única Pitonisa, mas com o tempo, o grande número de consultas que eram regularmente feitas, exigiu que se criassem ou que se recrutassem novas Pitonisas. Para atingir a grande honra de ser sacerdotisa, isto é, Pitonisa, era necessário satisfazer algumas condições consideradas essenciais, como ser pura, haver recebido uma educação simples e jamais haver conhecido o luxo, vestindo-se com recato. De preferência as Pitonisas eram recrutadas entre as famílias pobres, porque, acreditavam os gregos que a riqueza era incompatível com a elevada missão da Pitonisa.

A Pítia era a sacerdotisa de Delfos e como tal, tinha contacto directo com o Deus Apolo e agia como sua intermediária. Os gregos recorriam muitas vezes a ela com intuito de pedirem -lhe que colocasse questões ao Deus e que lhes transmitisse a sua resposta. Sabe-se que na história de Delfos foi sempre uma sacerdotisa a intermediária entre o deus Apolo e os homens, talvez devido à emocionalidade que geralmente é mais atribuída ás mulheres. A Pítia sentava-se num tripé e entrava em estado de transe, no fim comunicava à pessoa a resposta que o Deus lhe havia fornecido em relação à sua pergunta.

 Nos Reinos do Meio e Antigo muitas mulheres ocuparam o posto de sacerdotisa – principalmente nos templos das deusas Hathor e Neith. Nenhuma delas, porém, chegou aos maiores postos do sacerdócio e, no Novo Reino, as sacerdotisas já haviam desaparecido completamente. As mulheres também eram barradas dos papéis administrativos nos templos. Mas ainda haviam papéis para as mulheres nos templos, como artistas musicais, dançarinas, e ‘seladoras de porta’. As artistas cantavam hinos e tocavam um instrumento chamado sistrum. Elas serviam sob uma classe alta feminina chamada de A Grande Número Um da Trupe de Artistas Musicais. Enquanto os músicos eram de todas as classes mais baixas, as mulheres vinham do espectro social e muitas foram voluntárias ao invés de funcionárias pagas.

A mulher é a mais bela expressão da Divindade, seja no Cosmo e na Natureza, seja na Sociedade. Como reflexo potencial do Aspecto Materno e Feminino de Deus e do Universo, a mulher deve também expressar as 7 funções sagradas do Eterno Feminino, que são: Gerar, Gestar, Parir, Nutrir, Educar, Manter e Absorver. A mulher é a expressão da Natureza velada através de suas FUNÇÕES SAGRADAS. A Sacerdotisa deve ser, para o sacerdote, simultaneamente: Esposa, Irmã, Mãe, Filha e Deusa.

Namasté - Carlinhos Lima (Astrólogo)
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