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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Os protetores sagrados da Natureza

A natureza tem espíritos protetores! Não é a toa que até mesmo na Bíblia, vimos Deus e seus anjos se manifestarem por meio dela. A historia da Sarça de Moisés é um bom exemplo, mas, tiveram outros acontecimentos importantes, como por exemplo o fato de todos ter visto uma agua descer do céu, quando Deus vinha se pronunciar a seu povo. Até mesmo no batismo de Cristo, lemos a descrição da pomba sagrada... Enfim não podemos maltratar o Meio Ambiente. E há uma grande confusão entre os que acreditam em orixás, pois não podem compreender a integração entre a ancestralidade e a Natureza, mas, quem conhece os tronos sagrados de poder, sabe muito bem que cada ancestral se adapta a vibração que mais serve a sua evolução...

Os Elementais são os protetores da natureza e ajudam os homens e animais. Eles possuem a missão de estimular as forças do Universo, pois governam os 4 Elementos: Terra, Ar, Fogo e Água. O reino dos Elementais é responsável pela paisagem da Terra e por toda vida existente. Eles são conhecidos em todos os lugares do mundo, sob diferentes formas e nomes. Os egípcios os chamavam de Afrits; em alguns países da África eles são os Yawahu, em outros os Ghoddis; os persas chamavam-nos de Daevas; entre os povos da Ásia ele eram chamados de Phiyes; entre os gregos eles eram os Daemons e no Japão são conhecidos por Oni. Os povos da Europa costumavam fazer oferendas ao Elemental que protegia o lar. Algumas pessoas chegavam ao ponto de separar pratos e lugar na mesa para Eles na hora das refeições. Os Elementais protegem toda a fauna e flora da Terra, são inimigos dos agressores dos mares, rios e florestas. Para eles, nada na natureza é insignificante e tudo nela é insubstituível. O Reino dos Elementais tem uma imensa quantidade de formas e tipos, mas são divididos genéricamente em 4 categorias: TERRA: Gnomos AR: Silfos FOGO: Salamandras ÁGUA: Ondinas

Quando os anjos são invocados manifestam seus poderes através dos 4 elementos: fogo, terra, ar e água. Os anjos do fogo, da terra, do ar e da água podem ser invocados sempre que se necessite de uma ajuda específica, pois de acordo com o elemento a que pertencem, cada um manifesta uma “especialidade” correspondente com a energia do elemento. Os 72 anjos estão divididos em 4 grupos ( 4 elementos) de 18 anjos cada, de acordo com o elemento através do qual se manifestam. Vejamos a seguir suas características e classificações.

POTÊNCIAS - príncipe Camael - São representados com espadas flamejantes. Responsabilizam-se pela ordem e protegem a humanidade dos inimigos exteriores. Zelam pelos elementos água, terra, fogo e ar. Favorecem a perpetuação de todas as espécies que existem na Natureza. Conferem proteção contra o desequelíbrio do meio-ambiente. Sua energia é mais intensa próxima à floresta, aos rios e aos lagos.

Ori=cabeça; xá=força, energia. Há muitas definições para dizer o que significa um orixá. Contudo, digo sinteticamente que Orixá é uma entidade intermediária entre o Deus supremo (Olorum) e o mundo material. Os Orixás são encarregados de administrar a criação e se comunicam com o homem por meio de rituais, alguns complexos, outros nem tanto. Anjos, Orixás, astros... todos se interligam; daí a correspondência nas diversas culturas e ou mitologias.

Muitos desses espíritos da natureza passaram a ser cultuados como divindades, mais tarde designadas orixás, detentoras do poder de governar aspectos do mundo natural, como o trovão, o raio e a fertilidade da terra, enquanto outros foram cultuados como guardiões de montanhas, cursos d’água, árvores e florestas. Cada rio, assim, tinha seu espírito próprio, com o qual se confundia, construindo-se em suas margens os locais de adoração, nada mais que o sítio onde eram deixadas as oferendas. Um rio pode correr calmamente pelas planícies ou precipita-se em quedas e corredeiras, oferecer calma travessia a vau, mas também mostra-se pleno de traiçoeiras armadilhas, ser uma benfazeja fonte de alimentação piscosa, mas igualmente afogar em suas águas os que nelas se banham. Esses atributos do rio, que o torna ao mesmo tempo provedor e destruidor, passaram a ser também o de sua divindade guardiã. Como cada rio é diferente, seu espírito, sua alma, também tem características específicas. Muitos dos espíritos dos rios são homenageados até hoje, tanto na África, em território iorubá, como nas Américas, para onde o culto foi trazido pelos negros durante a escravidão e num curto período após a abolição, embora tenham, com o passar do tempo, se tornado independentes de sua base original na natureza.

Desde a mais remota antiguidade, a Natureza – e principalmente a Terra - era considerada como a expressão máxima do princípio sagrado feminino, Deusa e Mãe dadivosa, criadora, geradora, nutridora e mantenedora da vida e de todos os seres da criação. As antigas religiões perceberam a íntima conexão existente entre a Deusa, a Terra e a mulher e interpretavam o mistério da vida e da morte como um ciclo natural e eterno, visível nos ritmos e padrões cósmicos, na dança das estações e na Roda das reencarnações. Segundo o historiador e escritor romêno Mircea Eliade, o mito do “eterno retorno” (título de um dos seus livros) era personificado no ciclo biológico de todas as mulheres, em cada gravidez que produzia uma nova vida, em cada menstruação que a negava. A Terra reproduzia no seu relevo as formas femininas e o corpo da mulher era honrado e respeitado pelos povos antigos como um receptáculo sagrado. Identificando a mulher com a Terra e honrando esta como uma divindade, nossos ancestrais concluíram que o poder divino que presidia a criação, que nutria e sustentava a vida, era feminino. Segundo os mais recentes estudos de antropologia, arqueologia e sociologia, concluiu-se que “Deus era mulher” durante pelo menos os últimos 30 mil anos, conforme atestam as milhares de estatuetas e gravuras representando mulheres grávidas, dando a luz ou amamentando, oriundas dos períodos paleolítico e neolítico. Foram encontradas em grutas, locais sagrados ou túmulos, junto com ossadas pintadas de vermelho e em posição fetal, para assim representar o seu renascimento, do sagrado sangue da Mãe Terra.

As antigas sociedades tribais eram matrifocais, geocêntricas, pacifistas e igualitárias, agindo em parceria e igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, em permanente contato e reverência à vida e à Natureza.Mas, com o passar do tempo vieram as invasões que mudaram o pacífico cenário do antigo mundo. Tribos nômades e conquistadores trouxeram consigo o “poder letal da espada”, que substituiu o ”poder doador de vida do cálice”. Conscientizar-se da sacralidade dos seus corpos e do direito de impor suas necessidades e respeitar seus limites, não mais permitindo abusos ou violências, seja físicos, psicológicos ou morais. A mulher é mais receptiva às energias telúricas e cósmicas, sentindo de forma mais intensa as agressões cometidas contra a Terra e os seres vivos. Por isso, poderá se empenhar melhor no seu combate, assumindo maior responsabilidade e participação nos movimentos ecológicos, feministas ou da emergência da espiritualidade feminina.

Carlinhos Lima - Namaste
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