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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O Livro Essencial de Umbanda que eu devo ler - estudos e teologias de Umbanda

Quem fundou a Umbanda - ela é brasileira?


Recebo muitos emails pedindo dicas de que livros de Umbanda a pessoa deve ler. Em primeiro lugar, eu respondo a pessoa que já é adepta ou iniciante, pouco ou muito tempo nessa busca espiritual ao mundo fantástico dos orixás, que, não leiam só livros de Umbanda, pois, não temos bons livros de Umbanda sendo publicados no Brasil. Segundo, mesmo os melhores livros entre os que já temos, são incompletos, por isso é bom ler Candomblé, cultura Iorubá, Esoterismo, Cabala e muito mais, pra ir formulando a ideia geral e necessária que um verdadeiro umbandista tem que ter. Ou seja, mente aberta, fora de dogmatismos, tradicionalismos, intolerância e separatismos. Esqueçam esse papo de centros vendedores de cursos, divulgadores de canais no YouTube e pais santos radicais, ficam indicando. Esqueçam essa baboseira de achar que a Umbanda é melhor que o Candomblé, pois não é, que ela é cristã, pois não é e que ela é brasileira, pois é apenas meia verdade, quanto a este terceiro ponto. Ou seja, ela ressurgiu no Brasil, não foi inventada do nada! Mas, é divulgada e registrada como religião brasileira. Bem, de certa forma, há todo um registro de como ela se iniciou nesse formato, então podemos dizer que a Umbanda nos moldes do Zélio Fernandino é sim brasileira, mas, nos moldes cósmicos, com suas raízes bem lá no passado, aceitando a antiquíssima ancestralidade africana, sabemos bem que ela apenas acordou, ressurgiu numa nova fase, era e projeto do Astral Superior.

Eu não costumo nacionalizar crenças, dizer que o Budismo é Tibetano, que o Catolicismo é Romano e assim por diante, porque fica parecendo que o plano espiritual, vai ter embaixadas, com espíritos engravatados e tratando de diplomacia o tempo todo, como nos vemos, entre os encarnados e que é um grande fracasso, cheio de guerras e vaidades. Eu prefiro ver o plano espiritual, como algo universal, da cultura humana e não de A, B ou C. O judaísmo, sabemos bem como ele surgiu, uma religião que veio da história como conhecemos bem na Bíblia, então, conectamos toda sua história a fé em Israel, por isso chamamos de "Terra Santa", mas, mesmo assim sabemos bem que mesmo o judaísmo, vem de uma fusão de diversas seitas, diversas crenças, com influência egípcia e de diversas culturas por onde os hebreus foram passando, além de culturas mais antigas. E assim prefiro ver o judaísmo também da forma cabalista, mais cósmica e universal, onde o Israel citado não é um homem ou uma nação, mas, um povo escolhido e eleito, numa visão cósmica.

Enfim, mas, mesmo quem quer continuar com esse separatismo, ignorando que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, já pertencia a uma falange quando se revelou ao Zélio, além disso, ele não negou os orixás e nem a importância da ancestralidade do povo africano, apenas somou a força do axé daquele continente a nossa rica cultura. Afinal de contas uma das vantagens dos orixás é justamente se adaptar a forma e cultura do local aonde ele é levado. Mas, voltando ao livro essência para um umbandista ler ou o Livro Essência de Umbanda, o qual nenhum estudioso deveria deixar de ler, prefiro não citar nenhum agora, mas, apenas dar dicas de que conteúdos e títulos buscar. Porém em breve estarei analisando e citando diversos livros aqui, o que acho sem sentido e o que acho que colabora com a Umbanda, além de fazer vídeos assim que puder.

Bem, eu prefiro dar dicas no sentido da pessoa ficar esperta, quanto a que livros comprar. Observe nos sites das livrarias e nas próprias livrarias, que quase sempre, são dos mesmos autores, os que as editoras investiram e popularizaram. Esses autores, como por exemplo o Rubens Saraceni, por ter passe em grandes editoras poderosas e por ter um estilo meio que de ficção ou romancista, que as pessoas gostam de ler, servem pra passar o tempo e adentrar nesse mundo do comum, ou seja, sempre a mesma coisa. Nenhum terreiro, quer mudar esse estilo, pois está bom para os pais de santo que já estão enraizados, com suas diversas casas espalhadas, cursos montados e que adoram dizer que a Umbanda é "cristã" com todo aquele estilo kardecista por trás. Temos que admitir e elogiar, muitos avanços que o Rubens Saraceni fez, tentando codificar as energias, escrita mágica de Umbanda e buscando explicar as linhas. Temos então nas obras do Rubens, um bom conteúdo pra iniciar os estudos, mas, para quem se apega e para apenas nesses livros, será apenas mais um umbadista, com esses mesmos moldes do mesmo sempre! Sempre o mesmo foco (7 linhas), os mesmos paradigmas e os mesmos fundamentos. Trono pra lá, trono pra cá e definições predefinidas. Mas, não se iluda com essa  "Teologia de Umbanda", que apenas estuda mais e mais do mesmo. Teologia é pra se aprofundar, ampliar as linhas, questionar o processo, verificar esses supostos tronos e verificar sempre mais e mais guias, como  também conhecer mais e mais dos orixás.

Também não se iluda nessas definições de "Umbanda de A a Z", em primeiro lugar, que pra falar de A a Z, teria que abordar todas as manifestações e códigos possíveis, não apenas falar da ritualística popular, de conhecimentos afrobrasileiros, mas, buscar origens mais profundas. Segundo, o mais importante a destacar, é que apenas definições populares não tem serventia pra quem quer evoluir. Se você for estudar Wicca, Cabala, Budismo, Tarô, Astrologia, I-Ching, Runas, Ifá, Numerologia ou qualquer outro oráculo, só irá evoluir, estudando sistemas complexos. Não se paute nas dicas de canais ou pais de santo que dizem que determinado livro explica tudo de forma simples e fácil de entender. Esses "mamão com açúcar" como dizem os editores e como as editora adoram, não servem pra nada. Só servem pra formar mais sectários do simplismo.

É por buscar simplicidade que o catolicismo não evolui nada em termos iniciáticos. É por buscar facilidade que a Umbanda não evolui e tá sendo sufocada, se atendo apenas aos terreiros, onde as pessoas se encontram e depois dão as costas, negando que é umbandista, por que sabe da intolerância religiosa! O verdadeiro mago, médium, escolhido e sacerdote, tem que estudar sistemas complexos. Mas, justamente por preguiça que o Ifá, que é o Livro da Vida dos Orixás, o grande código da criação, é ignorado, esquecido e desprezado. Tudo, brasileiro tenta simplificar. Se estuda astrologia, quer o método mais fácil; se estudo orixá, quer reduzir a apenas 7, pra ficar mais fácil de entender. E da mesma forma com qualquer coisa que estude. Quer sempre teologias que não explicam nada, apenas confirmam o que tá no popular, pois ai é mais fácil e não dá trabalho de estudar.

Temos por exemplo, livros que falam de Iniciação a Umbanda, mas, compre e vá lê, pra você vê o quanto eles acrescentam ao seu conhecimento! São sempre as mesmas teorias, as mesmas conclusões e o mesmo populismo sincrético ou com tentativa de branquear a Umbanda! Sempre as mesmas tentativas de cristianizar a Umbanda. E não tenha dúvida que a maioria dos terreiros no Brasil, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, são todos baseados nessas "teologias", especialmente do Rubens Saraceni, por ter sido ele um escritor que mais vendeu nas livrarias nos últimos anos, por ter um estilo populista e por que sua editora, sempre teve uma melhor forma de distribuição no país todo! Mas, tirando alguns estudos magísticos, a teologia empregada com estilo de ficção e romance, nada explica sobre a magia profunda da Umbanda. Que repito, não é cristã e não é apenas branca. Ela engloba todas as raças, todos os códigos sagrados e não apenas a ancestralidade brasileira.

Não podemos desprezar o código sagrado que é o Ifá. Não podemos desprezar o saber profundo que é o Candomblé e suas vertentes, pois dele é que veio a Umbanda, somado a espiritualidade, indígena, cabocla e outras vertentes populares. Mas, sem deixar de lado todo saber milenar astrológico, espiritualístico e cabalístico nas falanges e vibrações. Como bem enxergou o grande mestre Matta Silva e outros babalaôs. E que de certa forma o Rivas Neto, também divulgou muito bem. E apesar de agora ele ter mudado um pouco o foco, ainda o considero um dos maiores mestres nos estudos dos orixás no Brasil. Ele tem divulgado uma ótima notícia, que vai revisar a obra mais famosa dele "A PROTO-SÍNTESE CÓSMICA" e algumas outras obras. Como também já tem lançado obras novas, sobre Exu, Pombagira e Ifá. É um grande estudioso e só espero que ele não descarte a Umbanda Esotérica por um novo modelo muito africanista. Pois o bom é a conexão. Não precisa descartar algo pra se evoluir, mudar de grau ou de ciclo, apenas adaptar e conectar.

Um livro essência de Umbanda, não precisa apenas trazer capítulos arrumadinhos, sequenciais, "mamão com açúcar" pois facilidade não soma nada a você. Quando mais um sistema é fácil, não serve pra nada! As revistas sobre esses assuntos são sempre facilitadas, mas, o que aprendemos com elas? Nada! No que se refere a astrologia por exemplo, vemos que ela já  tem mais de 6 mil anos e muita gente não consegue entender coisas básicas, repisadas milhões de vezes, como por exemplo o que é ascendente. Isso, porque se de um lado, ela ajudou a manter viva a chama da astrologia, tornando-a popular, por outro, tornou a astrologia popular demais. Podou demais e até hoje os astrólogos tentam explicar e não entra na cabeça das pessoas. Isso porque os horóscopos solares, foram o que ficaram enraizados no inconsciente coletivo. Assim outras questões, são vistas com pé atrás. Então queridos irmãos, se você quer aprender e se conhecer, não busque leituras facinhas, livros populares, de leituras inúteis. Busque livros mais complicados, pois só eles trarão chaves pra você avançar.

Do que adianta ler livros sobre iniciação na Umbanda, Umbanda de A a Z, doutrina de Umbanda, teologia de Umbanda ou todos esses livros de conceitos sincréticos e genéticos, sempre com as mesmas repetições? Sempre com as mesmas coisas que os pais de santo dizem na tradição oral? Temos que buscar novos códigos, novos métodos? A sim! Mas, os livros simplesinhos é que são bons? É mesmo? E porque a confusão persiste décadas? Encontramos umbandistas que estão uma vida inteira no terreiro e você pergunta, qual é o orixá dele, mas, ele sequer sabe que tem mais de um orixá! É sempre os mesmos teologismos, os mesmos ensinamentos e doutrinações. Sempre falando em caridade, caridade e caridade. Sempre, encontros pra dançar, cantar e fazer as mesmas coisas. Mas, as pessoas sempre com as mesmas dúvidas, sem tirar a trave do subconsciente. Sem se conectar ao inconsciente, sem despertar o Orí, sem iniciar corretamente. Por isso, vão se cansando e perdendo a caminhada de vez. Vão aderindo as seitas da moda, aquelas que adoram cobrar dízimos e falar em riqueza. E a missão carmica da pessoa vai ficando pra trás.

Mas, eu quero deixar claro aqui, que não quero convencer ninguém! Quem adora tudo como está, que continue! Quem adora seu pai de santo e acha que o que ele fala tá suficiente ou que acha que os livros do Saraceni responde tudo que você espera, tudo bem! Eu não quero doutrinar ninguém. Apenas falo pra quem acha que precisa algo mais. Que precisa algo novo. É um trajeto mais complexo, como mostrei no meu primeiro livro, que não estão completo, tem entendimentos difíceis, mas, por ser apenas o primeiro. Era pra ter sequência, mas, no Brasil, sabemos bem como funciona o mercado editorial. As coisas populares são sempre preferidas. Claro que a culpa é mais do público, pois como eu disse, sempre prefere o simples, o normal o fácil de entender, tanto por preguiça, como prefere dar muito mais dinheiro em coisas fúteis que em livros. Tem pessoas que pagam cem reais pra entrar num bloco e beber até cair, do que comprar um livro pra compreender algo. O brasileiro pode dar vinte reais em algumas garrafas de bebida, do que num livro... mas, espero que isso um dia mude. Sejam com livros impressos ou digitais, mas, espero que este país um dia seja mais voltado a leitura.

Sabemos bem que o mercado editorial é complicado no país. Mas, graças a Deus, estou conversando e trocando ideias com alguns editores, como também trabalhando em diversos títulos que espero lançar. Tanto livros no estilo do primeiro que lancei de Umbanda Astrológica, que você compra aqui  ou compra aqui   como também trarei romances sobre magia, orixás, vampiros e historias sobre o mundo ocultista. Astrologia, Tarô, novas formas de numerologia e muito mais sobre o mundo dos orixás. Pois não basta escrever um livro sequencial, falando o que é essência na Umbanda, mas, além disso, explicar o lado oculto de cada orixá, e que não conhece-se hoje em dia. Porque não basta dizer que Ogum é orixá da guerra, Xangô rege a justiça e assim por diante. O importante é explicar como ele atua em cada pessoa. Pois Oxum por exemplo, não vai sempre está em mulheres ou homens bonitos. Ogum, não vai está ou formar apenas homens guerreiros ou nervosos. Tudo depende de um código pessoal, de um código ancestral e de um código individual. A soma de forças, potencias e elementos. Não basta saber o básico, o simples e o popular. Temos que ter profundidade e além do essencial temos que buscar o primordial!

Quando compramos nas livrarias, livros sobre a História da Umbanda, o que nós vamos encontrar nesses livros? Vamos encontrar mais sobre sincretismo, diversas citações de outros livros, que pensam da mesma forma voltada ao kardecismo e sempre numa linguagem popular. Tudo bem, isso pode ser a história de Umbanda, no seu lado religioso, mas, para o estudioso esse livro sempre pra quê? Pra nada! Pra que você quer saber do lado sincrético da Umbanda? Pra nada! A história da Umbanda, tem que ver seu lado ritualísticos, seus ritos secretos, seu poder ancestral, sua magia e seus ensinamentos mais elevados, rumo a evolução ou revelação.

Vemos livros como por exemplo, esses que tratam da História da Umbanda, é um prato cheio pra quem é espírita e quer ampliar seus horizontes, até porque há médiuns que tem orixás, e insiste anos, indo ao kardecismo, mesmo sentindo um vazio dentro de si, pois alguém colocou equivocadamente em sua cabeça que "Umbanda e Kardecismo são a mesma coisa". Mas, não são. Umbanda é Umbanda, vem dos orixás, cruzada com a cultura brasileira, tem influências diversas, mas, não é Kardecismo. Mas, vai ter sempre autores, editoras e sacerdotes, tentando enfiar goela abaixo essa junção da Umbanda com o Kardecismo.

Mas, porque batem tanto nessa tecla? Porque capas de livros com santos católicos, com o Cristo e com citações bíblicas, são mais aceitos, mais populares e mais sincréticas! Porém as pessoas, vão sempre ficar batendo nas mesmas portas, nos mesmos conceitos e sempre com o mesmo vazio na alma. Tá cheio de gente que tem mediunidade orixá, mas, indo anos e anos, fazer corrente no espiritismo e nunca evolui e nem acha resposta. Pois como eu já disse, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E não insistam em dizer que a Umbanda foi fundada em 1908, ela apenas ressurgiu. Lembrem-se bem que quando Zélio estava tendo problemas com sua mediunidade e que foi a uma Mãe de Santo, quem atendeu foi uma entidade chamada Pai Antonio, o que prova que a Umbanda já trabalhava no Astral e estava apenas ressurgindo. Além disso, esse termo ou nome Umbanda, não é brasileiro, ela tem origens bem antigas.

Vemos por exemplo que o maior estudioso dos deuses na África o especialista em teologia africana John Mbiti, em especial em seu livro "Conceitos de Deus", explica que ao estudar comunidades tribais, sem influência do cristianismo ou islamismo, portanto sem influência do patriarcado, percebeu claramente, que suas crenças puras, também tinham uma ideia de um criador e de uma hierarquia, mas, um pouco mais distantes. Para esses cultuadores, mais primitivos, notou-se que se mantinha uma harmonia maior e mais pura. O que de certa forma mostra que o cristianismo, só implemente sincretismo, diminui as raízes e torna tudo mais desequilibrado, no que se refere ao orixá. Porém, vimos que o ressurgimento da Umbanda no Brasil, fez um paralelo, uma fusão e misturou não só a espiritualidade da ancestralidade do Brasil, como deixou o cristianismo entrar. E que nessa conexão, a Umbanda ressurgiu com elementos novos, numa nova roupagem, porém sem perder sua essência, suas raízes africanas e sua espiritualidade que vem de tempos imemoriais.

E segundo John Mbiti, o segundo nível é muitas vezes, embora nem sempre, bifurcados entre um grupo de divindades não-humanas e um culto de ancestrais humanos, mas divinizados. Agora é importante reconhecer que, neste segundo nível,  particularmente usamoso a palavra "divindade". Na religião Africana você deve distinguir entre o termo "divindade" e o termo "divindade", porque no Ocidente, muitas vezes usa-se a palavra divindade ou divindade quase intercambiável porque se esta em um contexto onde monoteísmo tem sido dominante. Mas, neste caso, vamos nos referir a "divindade", como que ser supremo que ocupa o nível mais elevado, e como emenciona-se antes, porque há centenas de versões da Religião Tradicional Africana do mundo, e na África sub-saariana, em seguida, é claro que temos de deixar isso como um ser supremo genérico, mas percebe que ele vai ser concretizada de uma forma particular, de uma forma muito personalizada nas teologias específicas das religiões tribais locais. Assim, por exemplo, mais tarde, vamos ver como isso funciona na Nigéria. Na Nigéria, eles chamam o ser supremo Olodumare, e Olodumare representa o ser supremo ao mais alto nível. Essa é a sua divindade.

Ou seja, o que John Mbiti nos revela, é que o Africano, mesmo com seu panteão de diversos deuses, sempre teve seu ser supremo, seu criador, não precisou tomar emprestado das crenças judaico-cristãs ou do Islamismo, mas, no Ocidente, se tentou trocar. Aliás, também no Leste do Continente Africano, essas religiões patriarcais monoteístas, dominam, em especial o Islã. Também mesmo na  Nigéria, o Islamismo é muito forte, vindo dai algumas crenças mescladas que conhecemos hoje, como por exemplo, algumas definições sobre Oxalá. Porém o que fica claro é que antes ou fora dessa influência das religiões monoteístas, já se tinha a hierarquia sagrada dos orixás e um Deus Supremo Criador o Olodumare ou para outros Olorum.

Esse papo, (a meu ver furado) que defendem, boa parte dos autores, especialmente os que desvendem o Kardecismo como a "base da Umbanda", como é o caso do Alexandre Cumino (que é um excelente escritor, mas, eu discordo da afirmação sobre a origem da Umbanda), de dizer que dizer que, antes já existia Macumba, Candomblé e todo resto mais nada é Umbanda, pois Zélio é que teria criado a liturgia. E que uma religião só passa a existir quando ela se manifesta. Todos nós sabemos que não são Umbanda realmente! No entanto, o que defendemos é que todas bebem da mesma fonte, vem da mesma origem e ajudará a criar a Umbanda, entre elas o Candomblé. Não é verdade que Zélio criou liturgia do nada! Ele pegou uma coisa aqui e ali. O que que tem hoje na Umbanda que não tem nas demais religiões de matriz africana? O que Zélio fez foi incrementar ou cruzar os cultos, inclusive com Kardecismo. Que aliás, também discordo, quando se diz que o Kardecismo é a base ou caminho da Umbanda. Que que é isso. Umbanda, pode até ter sido confundido (por incompreensão e falta de formação clara) naquela época com Kardecismo, mas, basta ver a filosofia, história e pregações de seus líderes que veremos que no fundo são que nem água e óleo. E usar a Bíblia pra tentar justificar Umbanda e Kardecismo é outro disparate maior ainda! Pode até ter "Pentateuco Kerdecista" ou "Evangelho do Espiritismo", mas, não tem nada haver. Basta uma consulta rápida a teologia cristã pra ver, que o Kardecismo não se encaixa como Alan Kardec quis fazer.

Zélio pegou coisas aqui e ali e tudo que tem na Umbanda já existia nas outras religiões. Claro que como ele ajudou a ressurgir a Umbanda, numa nova época e fase da humanidade, ele deu uma nova roupagem, mas, não criando tudo do nada. Apenas adaptou. Além disso, com todo respeito ao Caboclo das 7 Encruzilhadas, ele não foi o caboclo mais importante e sequer o primeiro a se manifestar no Brasil. Outras alegações, como a de que a Umbanda quer ser brasileira e não resgatar a ancestralidade africana, também é balela! Então só por falar em português, o cristianismo seguido aqui não tem mais nada haver com Roma, não tem mais nada haver com o judaísmo? O protestantismo pregado aqui em português não tem mais nada haver com o cristianismo? A Umbanda não foi criada. Ela apenas ressurgiu! Mesmo citando que o Caboclo revelou por meio de Zélio que criaria uma nova religião que teria uma igreja que seria a tenda, é apenas uma influência psíquica, manifestada inconscientemente dentro de um centro espírita. O psicológico do médium era todo misturado, ele estava sendo perseguido por católicos, frequentando espiritismo e com influência de Caboclos incorporantes. E como eu já disse aqui, entidade não é dona da verdade, não está acima das leis cármicas e nem ancestrais. 

Uma outra alegação de que a Umbanda é uma religião de índios e pretos velhos apenas, é outra falácia! O próprio Caboclo citou os orixás! Claramente. Além disso dizer que os pretos velhos da Umbanda são todos cristãos, só porque tem o nome de Pai João, Pai Tomé, Pai José e assim por diante, não tem nada haver! Em primeiro lugar, na África de onde eles vieram, já tinha influencia de colonizadores, com influência de muito tempo, não só de cristãos quanto muçulmanos. Mas, se eles preservaram a incorporação e a magia que alguns magos de Umbanda mostram, são influências ancestrais da mística africana, nada haver com a religião judaico-cristã, que por sinal, é totalmente contra espiritismo e as práticas politeístas que se tem na Umbanda. 

Também devemos saber que se alguém viera aqui para o Brasil e abrir um templo budista e chamá-lo de "templo da luz", mas, manter as mesmas práticas do budismo, ele continuará sendo budismo! Mesmo que incorpore outras coisas e tente se distanciar da filosofia budista. Além disso, vimos a imposição da igreja em batizar, forçar o sincretismo e colocar nomes católicos nas pessoas, como também nos escravos. Mas, entidades manifestantes, sempre insistiram em se identificar com nomes de origem, como por exemplo PAI BENEDITO DA COSTA, PAI JOSÉ DE ARUANDA, PAI TOMÉ DO CONGO, PAI ARRUDA DA GUINÉ, PAI SEBASTIÃO DO DAOMÉ e assim por diante... Essa alegação de que as entidades da Umbanda são cristãs, é só mais uma especie de "merchan", de pessoas que querem vender livros mais "aceitáveis" ao intolerantes.

Umbanda é magia, axé, ancestralidade, divinação e tradição milenar. Ela ressurgiu com este termo e uma roupagem mais adaptável ao ciclo que o Brasil vivia. E agora adentramos numa nova fase, de energia aquariana, mais mística e mais profunda, com menos sincretismo, menos puritanismo hipócrita e com mais inclinação aos segredos divinatórios. Sabemos bem que toda forma de incorporação e magia, mesmo do povo vermelho indígena, é muito mais antiga do que se pensa. É milenar, como vemos no "Evangelho do povo vermelho" o Popol Vuh. E misturando toda mística e antiquidade da raça vermelha, do povo negro, do povo branco e de raças do oriente, imaginem a extensão no tempo dessa ancestralidade que a Umbanda se conectou! Uma religião que ressurgiu com tantas misturas e tanto axé, não se limita a 1908, ela vai muito mais além.

É muito positivo, reconhecer a Umbanda como uma religião que ressurgiu no Brasil, que recebeu novas roupagens e que trouxe elementos novos, abrindo caminho para uma proto-síntese. No entanto, querer distanciar do Candomblé, ignorar sistemas oráculares, alegando que é uma religião cristã, só porque é a religião cristã a mais poderosa do Brasil, ai é um rebaixamento da filosofia dos orixás, para ideologias e doutrinações de pregadores europeus. Espíritos brancos, com roupagens europeias, mesmo que alegando que foi monge, padre, bispo ou sei lá mais o que na Europa, não tem nada haver em querer se achar superior as tradições africanas. Muitos espíritas, tomam os orixás como entidades pagãs atrasadas e analfabetas, sem sequer conhecer em profundidade todo conhecimento sobrenatural que os adeptos do culto aos orixás possuem.

Basta pesquisar um pouco mais, pra sabermos que Zélio não desenvolveu suas incorporações do nada. Seu Caboclo das Sete Encruzilhadas, apenas agrupou conhecimentos e muito do que ele já tinha visto em casas de pessoas simples. O que acontece é que por se misturar e se confundir a Umbanda professada de que Zélio fez ressurgir, com espiritismo, foram feitos mais registros. Pois sabemos bem que os adeptos do espiritismo, sempre foram mais letrados, nem se comparando a pobres negras e negros, que sequer sabiam assinar o nome. Assim não fizeram registros e apenas o de Zélio prevaleceu. Mas, esse papo de alguns autores, que contam a História da Umbanda, dizendo que foi com Zelio e só com ele, a primeira manifestação na casa de Zélio, é balela. Outras práticas já existiam, só que professadas com outros nomes, mas, similares. Acontece que cada guia e cada entidade que se manifestou em outros cantos, não revelou como Umbanda e sim com outras denominações. Mas, não há Caboclo melhor que outros ou mais potentes. 

Então porque a Umbanda prevaleceu e floresceu. Um dos motivos eu já citei. Que foi o de tá envolvido com o Kardecismo e com influência do cristianismo, cheio de gente letrado e que espalhou mais fácil. Tinha muita gente ligado a edições e imprensa que frequentava o espiritismo. Então iriam divulgar um  religião que se dizia brasileira, letrada e mais influenciada pelo cristianismo e kardecismo ou de um pobre negro ou negra do interior analfabeto? Não precisa nem responder né? Mas, vamos estudar um pouco mais sem achismos e sem tendência? Então vejam o que encontramos: 

Ornato José da Silva, pesquisador e praticante de Omolocô defende em livro, a memória das contribuições desse culto que, segundo ele: “[...] é originário do Rio de Janeiro, que também serviu de berço para o surgimento da Umbanda, conforme alguns estudiosos. No Rio de Janeiro, antes mesmo da origem da Umbanda (1908), já eram comuns práticas afro brasileiras similares ao que hoje conhecemos como Cabula ou Omolocô. Evidentemente essa cultura foi adquirida aos poucos, advindas de outras culturas através dos séculos. (SILVA , Ornato José da. Culto omoloko : os filhos do terreiro . Rio de Janeiro, Rabaço editora. s/d., p.12. )

Historicamente, esse culto originou-se na Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro ao longo do século XIX, até se configurar como religião genuinamente brasileira nas primeiras décadas do século XX. Nesse ínterim, a Umbanda era confundida com a “macumba carioca” ou "Quimbanda", que passou a ser praticada por kardecistas os quais incorporavam caboclos e preto-velhos. Portanto, inúmeros terreiros nasceram do kardecismo, tal como a “Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade”, em 1908. Alguns anos antes, em 1905, João do Rio (1881-1921), publica suas reportagens que resultaram no livro "As Religiões do Rio". No Brasil, a Umbanda representa a união das tradições religiosas dos vários grupos étnicos que compuseram a formação histórica do País. A palavra “umbanda” pertence ao vocabulário quimbundo, de Angola, e quer dizer "arte de curar".

O autor afirma que o deslocamento dos cultos religiosos promovidos por negros em zungus para locais distantes do centro da cidade se inicia nos anos 1880, anterior ao inicio da Republica. Para ele, a perseguição policial é importante elemento para explicar essa mudança ou deslocamento, mas penso que o processo é mais complexo e envolve também as necessidades especificas de cada grupo, indo desde as dificuldades de pagar aluguel à necessidade de buscar lugares mais amplos para o cultivo de ervas e árvores e a criação de animais utilizados nas cerimônias. 

Os zungus e os feiticeiros representam exemplos claros de que antes e contemporaneamente a chegada dos principais lideres religiosos da Bahia instalados em bairros no entorno do porto na cidade do Rio de Janeiro, existiam “casas de santo” onde se organizavam cultos aos orixás, festejos e batuques, além de organizarem também alternativas de associativismo voltadas para o trabalho informal e para sobrevivência econômica das casas e de seus adeptos, tais como a venda de comida, entre elas o angu. (SOARES, Carlos E. Líbano . Zungu: Rumor de muitas vozes . Rio de Janeiro: Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, 1998, p. 31.)

Axé a todos e bom estudo queridos irmãos - que os orixás e Orumilá traga luz a todos os buscadores! Temos que ficar atentos, quanto a esses pregadores que dizem que a Umbanda é cristã, tornando-a cheia de puritanismos, fetichismos e citando repetitivamente que a missão da Umbanda é "caridade, caridade e caridade..." estão apenas enfraquecendo a Umbanda. Estão dizendo que os cultos afrobrasileiros, brasileiros ou sei lá o que querem que seja, tem que se subjugar ao Catolicismo ou Protestantismo. Estão querendo dizer que a Bíblia é a verdade absoluta. E quando assim o fazem, estão dissipando a Umbanda da face da Terra, pois não venham com esse papo e manipulações teológicas, tentando achar brechas na Bíblia que aprovem qualquer tipo de espiritualismo, pois não há! A Bíblia é clara, na versão atual, seja por adulterações, ocultamento do seu lado iniciático ou porque a igreja moldou assim, mas, ela é totalmente contra a rituais como os da Umbanda! Então quando o sujeito abre seus cultos, com um evangelho espírita numa mão e uma Bíblia na outra, subjugando a Umbanda e os orixás ao cristianismo, ele tá dizendo que a sabedoria mesmo é a Bíblia e que a tradição do orixá tem que ser jogada fora! Ou então se eu estiver equivocado, me corrijam e me expliquem, num outro contexto, como é que podem dizer que a Umbanda é Cristã, e como algum desses supostos "teólogos de Umbanda", me explicariam, de que forma o espiritualismo (visto pelo cristianismo como pagão), atestaria o contato com os mortos e magia? Podem até fazer algum tipo de malabarismo teológico, mas, nunca será convincente!

Eu quero saber, como esses supostos "teólogos" que dizem "defender a Umbanda", ao mesmo tempo, querem que ela fique subjugada ao poder de Roma e dos novos cristãos da moda? A espiritualidade africana, nada tem haver com a crença judaico-cristã e nem a espiritualidade indígena tem também. Apenas, negros e índios, foram evangelizados na marra, embaixo de chicote, forçados a ir a missa, sofrendo lavagem cerebral e pra que renunciassem suas crenças e magia! Deus e seus ministros se manifestou em todos os cantos com nomes diferentes e sem querer impor qual nome era maior. A vontade de dizer que este Deus ou aquele Deus "é maior" é coisa do homem.  Que fez incontáveis guerras, cruzadas, invasões, genocídios e barbáries de todo tipo. Se o Filho de Deus se manifestou ao povo hebreu como Jesus, também se manifestou ao povo do Orixá com outro nome, como Oxalá por exemplo! Se manifestou aos índios, aos orientais, aos ciganos ou qualquer outro povo, com outro nome! Deus não está preso a diplomacias humanas ou a política corrupta dos homens. Ele não precisa estabelecer um poder central em Roma ou em Meca,  pra que todos os outros povos o obedeçam.

Mas, no Brasil, onde até os feriados são cristãos e até o calendário civil é subjugado ao calendário religioso de Roma, fica mais fácil pregar uma Umbanda "branca e cristã", pra ser melhor aceito! E quem for contra isso, será "o polêmico ou o louco", pois ir na contramão é perigoso! O grande exemplo disso, aconteceu com Jesus, que foi morto por não ser aliado da maioria dos judeus que mandavam. Eu não vejo a menor necessidade de ser subjugado ao catolicismo. Eu me batizei no catolicismo, segui minha infância e adolescência na Igreja Católica e tenho fé nos santos, em Maria e no Deus hebreu. Porém, não preciso misturar as coisas. Apenas extrair o que acrescenta e sem se subjugar. Não é preciso ser refém do sincretismo religioso. Nem trocar os orixás por guias europeus, só porque um caboclo diz que foi um abade, um monge ou um bispo em encarnações anteriores - e que por isso, esses "novos guias" teriam mais cultura, seriam brancos ou mais evoluídos. 

Mas, como eu sempre digo irmãos, eu apenas divulgo o que os orixás me inspiram e me transmitem. Não vou mudar a cabeça de ninguém e nem é o meu propósito. Não forço nem ninguém a ler meus artigos, sequer peço que acessem meus textos, a menos que a força divina os tragam aqui. Muitas pessoas me dizem que chegaram até mim, até meu livro e até meus blogues, por coincidência e por forças que não sabem explicar! Assim que os anjos e orixás os guiem, sem imposição. Continuem acreditando no que quiser e que seu coração seja livre. Mas, não se paute apenas por livros cheios de marketing e tendenciosos. O que eu peço com a maior humildade é que meditem, avaliem e julguem os fatos.

A Umbanda, divulgada por dez entre dez desses "teólogos" ao explicar o que é Umbanda vai logo dizer "CARIDADE". Essa é a palavra da moda e da vez. E ao longo da história também do espiritismo como um todo. Mas, volto a repetir que caridade é um dever de comportamento, independente de religião. Não precisamos ter obrigação de fazer caridade apenas em centros e terreiros. A caridade tem que ser trabalhada dia a dia, em todas as coisas. Temos que ser caridosos, honestos, fiéis, sinceros, éticos, misericordiosos, generosos e bondosos, mesmo que fôssemos ateus! Esse papo de que temos que vivenciar uma Umbanda sem cobrar nada, atendendo os desejos hipócritas e quase sempre mesquinho da maioria das pessoas que vão buscar ajuda a um terreiro, sempre gratuitamente, é apenas um "vicio" herdado das pregações kardecistas! E isso é bom? Sim! Como eu disse, caridade é eficaz e fundamental na vida do homem, mas, não só na religião e sim no dia a dia! Conhecemos pessoas que são "santas" quando estão nos templos, mas, continuam ruins com a família, com as pessoas e consigo mesmo. 

Tem muitos comerciantes que se dizem crentes, umbandistas, espiritualistas e caridosos, mas, fazem isso apenas no âmbito da religião, só que na vida particular, é avarento, mesquinho e ganancioso. A caridade é pra ser praticada não só em dízimos ou trabalhos gratuitos em templos, mas, como eu disse e repito na vida comum, independente de querer salvação ou não. Querer ser caridoso, só porque a Bíblia ou algum espírito pede não vale e não cola.

A sim! Mas, o Senhor Sete Encruzilhada, disse que a "nova religião" seria da caridade! Ótimo! Todas as religiões tem que ser da caridade, do amor e da justiça. Mas, independe da filosofia aplicada. A Umbanda não é só pra servir ao próximo, mas, também a si mesmo. É uma religião de culto, iniciação, de magia e de elevação. Espíritos como o caboclo que pediu caridade, ele poderia muito bem tá defendendo seu ponto de vista, sua missão carmica e sua visão de espiritualidade. Mas, outros espíritos, inclusive Arcanjos já revelaram outras religiões, com outras visões e filosofias! Umbanda não é só caridade não! É também caridade. Tem que ter magia, iniciação, axé, ritualismo, liturgia sagrada e cumprir missões. E a missão não é apenas ir no terreiro incorporar guia e ficar dando passe não. Cada pessoa tem um caminho. Tem uma função e não tem o dever de ficar apenas trabalhando pra atender pessoas de graça não.

A Igreja Católica por exemplo, cobra casamento, batizado, crisma, primeira comunhão, missa e até pra falar em morto na missa! Mas, tá cheio de católico, prontinho pra criticar, se alguém prestar consultoria na Umbanda, sempre alegando que "dons não se cobram". A sim! O Padre pode cobrar por diversas cerimônias, a dioceses arrecadar milhões e o Vaticano enriquecer, mas, quem tem conhecimento oracular não pode? O melhor, é tirar a trave do olho, como disse o próprio Cristo!

Muitas vezes o médium tem uma missão com o guia de atender sim, até pra cumprir algo por aquele espírito, uma caridade com a espiritualidade também. Mas, quando se trata de utilizar um oráculo que ele passou a vida se dedicando, estudando e praticando, ele não tem nenhum dever em compartilhar de graça. Além do mais, um terreiro tem custo e médium não come vento. Tem um indústria poderosa espiritualista no Brasil, desses tais defensores de caridade, mas, que vendem milhões de reais em livros e outras publicações. Vendem cursos toda hora e enfiam livros goela abaixo em palestras. Assim professar caridade fica fácil, enquanto o bolso está cheio! E não sou contra os cursos e nem vender livros ou arrecadar. O que estou dizendo é justamente isso, que o movimento tem sim que arrecadar. Afinal de contas os evangélicos estão engolindo as demais religiões, por ter muito poder político e financeiro. Apenas, peço que parem de hipocrisia e demagogia e assumam que ninguém vive de vento! Professar santidade e caridade é bonitinho, mas, que as pessoas não vejam um templo se abrindo atrás do outro e um mercado que arrecada bilhões por ano.

Tocar na ferida, gera antipatia, afasta-nos de ciclos dos 'bambas da religião" e nos torna "loucos", mas, cumprimos uma missão. Vemos como igrejas por exemplo, surgem da noite pro dia, defendendo uma tal 'obra", como se Deus ou Cristo precisasse de "tesoureiros da fé", pra desenvolver seu projeto de salvação! Ai temos igrejas com arrecadação até com cartão de crédito na entrada do templo. Pedidos de doações toda hora e pregações de que "só quem doa será abençoado e rico". Tudo é um processo de marketing religioso. Enquanto isso, a Umbanda vai se apagando, sempre se subjugando a teorias mais bonitinhas, mas, mantendo uma certa elíte que domina o movimento no país. Assim se tá bem pra alguns o resto que continue como está!

E pra encerrar, indicando, já que o título da postagem é sobre livros que deveríamos ler, posso dizer que o autor Norberto Peixoto, tem um bom trabalho, apesar de também ter inclinação a uma Umbanda Kardecista, é um escritor de mente aberta, profundo conhecedor da parte africanista da Umbanda e também do Candomblé. É um escritor sério e humilde. Assim como temos também bons livros do Rubens Saraceni que os umbandistas precisam sempre ler. Apenas o que afirmo sobre o Rubens, é que seus livros tem um estilo romancista e as vezes fictício, portanto, o umbandista não deve se apegar apenas a sua filosofia, apenas buscar extrair o melhor dela. E não fazer com muitos terreiros, que adotam sua filosofia como principal coluna de seus estudos.

Temos também que destacar o trabalho incansável de Ademir Barbosa Júnior, profundo conhecedor da cultura afro-brasileira e incansável pesquisador, que tem um trabalho sério e dedicado. Ele apresenta bons livros para iniciados ou mesmo principiantes. E claro, os livros e ensinos de Rivas Neto, que nessa sua fase de vida adotou um novo nome iniciático, uma nova roupagem, inclinada ao Ifá, e promete que trará boas revisões aos seus livros já famosos. 

E como eu disse, o umbandista não pode se ater apenas aos livros de Umbanda, mas, ler livros diversos como por exemplo, os da Yalorixá Mãe Estela de Oxóssi, Prandi, Pierre Verger e tantos outros. Sem se ater a separatismo. Esqueçam essa teologia que diz que Umbanda é espiritismo, pois há muita diferença. Aliás, diversas publicações espíritas, até confundirão os iniciantes e lançarão falsos preconceitos sobre a tradição do orixá. Tá cheio por exemplo, de gente que tem certos dogmatismos, se atendo a falsos estigmas sobre rituais dos orixás, que é apenas fruto do inconsciente coletivo kardecista. Como por exemplo, a questão do sangue e oferenda com  animais. Muitas pessoas se atém a falsa interpretação do cristianismo que ignora todo saber judaico, como também distorções feitas por kardecistas, pra atacar o que não entendem.

Carlinhos Lima
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