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sábado, 23 de janeiro de 2016

Os protegidos de Exu Veludo - Charme, magnetismo e elegância



Exu Veludo é uma entidade forte, protetora e importante. Ela foi uma das entidades que me iniciou e sempre me protegeu. É um fiel escudeira, que gosta de andar ou tem vínculos vibracionais com Tranca-Ruas, outra entidade que me protege de perto. Dizem que Exu Veludo serve ao Exu 7 Encruzilhadas, mas, isso não se atesta. Na verdade, ele trabalha entre dois raios - Ogum e Oxóssi. Ele serve ou trabalha junto com Tranca-Ruas. Ele é um Exu das conquistas. O médium que tem a copanhia de Exu Veludo, será sempre um conquistador nato. Acabará deixando as mulherada sempre atraída (a não ser que ele não queira). Ele gera um tipo de simpatia, aliada a libido, com muita força magnética. Não é propriamente um gerador de beleza, mas, de sedução. Ele é assim forte sedutor, porque se do lado masculino ele serve a Ogum/Oxóssi, do lado feminino ele milita muito pelo raio de Oxum. 

Há um segredo velado sobre Exu Veludo que vou revelar agora. É que Exu Veludo, não é apenas um Exu sedutor por comportamento ou por magnetismo natural, na verdade ele é um grande mago. Tem o poder do magnetismo das flores, da água e tá sempre se energizando nas margens dos rios. E não só isso. Ele incentivará a todo médium que tem sua companhia e proteção, a buscar conhecer os oráculos, a estudar e escrever sobre a magia - e acima de tudo a divulgar e defender a ancestralidade. Assim ele é um forte protetor dos tarólogos, astrólogos, escritores de Umbanda, consultores de búzios e sacerdotes de Ifá.

Podemos detectar muitos artistas, jogadores, cantores, atores e políticos que tem a proteção desse Exu. Essas pessoas tem muito charme, são cheias de balacobaco e tende a ganhar o sexo oposto com facilidade. Porém, um detalhe importante. Ele não é como se diz no termo popular "um galinha". muito pelo contrário. Ele é o revelador do Dom Juan, mas, é romântico, sincero e fiel. Ele desperta a vontade no homem de ter diversas amantes, mas, com a vontade de dar prazer e amor, mas, jamais fazer sofrer. Ele quer incentivar a amar todas, não desprezar, não olhar as aparências e ser gentil o máximo possível. Quando o médium é casado, ele estimula o amor e o sexo, cada vez mais forte, mais intenso e verdadeiro, protegendo a conjugação e a honestidade.

No Candomblé podemos identificá-lo também. mas, pode ser conhecido como Exu Lalu ou pode se identificar como Veludo mesmo. Ai vai depender muito do médium e da ancestralidade da pessoa. Um artista por exemplo, que tem a proteção de Veludo é o Mago Paulo Coelho. Mas, prestem bem atenção, não estou dizendo que é o Exu dele, mas, uma das entidades que trabalha orientando-o. Outra coisa, que vocês já devem está cientes é a entidade se apresenta com outros nomes, dependendo da crença e fé da pessoa protegida. Não pense que o Exu só trabalha no culto afrobrasileiro, pois se o médium escolhe uma outra fé, mesmo assim a entidade terá que cumprir sua missão, mesmo que o médium tenha escolhido a religião que na visão da entidade seria avaliada como "errada". Então Exu Veludo pode está orientando Paulo Coelho ou qualquer outro artista, com outro nome, mas, mantendo essas mesmas características que é a do charme, do interesse por magia, por escrever e por conquistar. Sendo simpático, cheio de libido e altamente sedutor. Assim, veremos que todo médium que tem a proteção e trabalha com Veludo, acabará escrevendo sobre magia. E se é da Umbanda, irá divulgar muito os orixás e a magia sagrada do Axé.
Sensuais e conquistadoras
Filhas de Maria Rosa ou Maria Mulambo

Quer saber mais famosos protegidos por Exu Veludo? Vamos lá! Lembrando que não importa a nacionalidade, nem a cultura ou onde mora. Eu já disse que a entidade se acomoda ou se adapta as escolhas e carma do protegido. Mas, se a pessoa é da Europa, da Ásia ou da América do Norte, como alinhar a Umbanda se lá nada tem haver com a Umbanda ou cultos afrobrasileiros? Ora, onde não tem ligação com a África? Tem um montão de negros nos países do Norte, em toda Europa e em todo lugar do mundo. Há misturas de raças em todo lugar, mesmo na Alemanha e nos países mais brancos do mundo! E como eu disse, a Umbanda não tem obrigação em ser negra, apesar do principal tripé ser africano. A África é o berço da humanidade, mas, como já deixei claro nos outros artigos a Umbanda vai muito além dos orixás que conhecemos hoje. Ela é formada por estudo de forças, de Axé, que vai além do tempo, lá nos limites da ancestralidade e da sociedade, quando ela entrou em contato com o mundo espiritual, por meio da mediunidade. Ela tem ligação com a antiga Babilônia, Caldéia, Egito, Hebreus, Canaã, Índia e assim por diante... Então não fique se questionando achando que uma pessoa na Europa não teria nada haver com a Umbanda. A Umbanda, por incrível que pareça, já tem em diversos países do mundo, como Itália, Espanha, Alemanha, Inglaterra, França, Portugal e tantos outros.

Explicação dada, voltemos a mais famosos protegidos por Veludo. Um cara que fez sucesso nos esportes e no mundo da moda, admirado e desejado pelas mulheres e que não é brasileiro. O David Beckham. Veludo protege ele em especial, no trabalho e na saúde. Também podemos destacar Zinedine Zidane, Sigoruney Weaver e Michael Schumacher. Como eu disse, de outras nacionalidades. E poderíamos citar diversas outras pessoas, mas, fica pra uma próxima. Especialmente, porque estou escrevendo um livro sobre Exus e não quero contar todos os segredos aqui! Mas, continuando com a descrição e proteção de Exu Veludo, pra finalizar, podemos dizer que ele não protege apenas homens e sim age sobre mulheres também. Em especial, como aliado da Pombagira Maria Rosa ou Maria Mulambo. Mas, em alguns casos, também com Maria Padilha do Cabaré. 

Uma mulher linda que tem a proteção dessa vibração casada Pombagira/Veludo é Dakota Mayi Johnson que é uma modelo e atriz estadunidense e também a atriz Anne Hathaway, Megan Fox, Penélope Cruz, Jessica Alba e Emily VanCamp. Cheias de charme e talento. No Brasil, poderíamos citar por exemplo, Bruna Lombardi, a cantora Claudia Cristina, ex-panicat Nicole Bahls, a Top Alessandra Ambrósio e a também lindíssima Giselle Itié. Todas tem a força dessa vibração composta por: Oxum+Oxóssi+Ogum e Veludo+Pombagira.

E nesse ano 2016 Exu Veludo também atuará no ano de Oxalá, que como eu disse, ele não é serventia de Oxalá e nem trabalha pra 7 Encruzilhadas, que é o Exu principal do ano. Mas, ele tem uma função importante nesse ano de Oxalá, atuando diretamente no setor financeiro das pessoas, em especial, dos piscianos, taurinos e leoninos. Em especial Veludo Mirim que olhará pelas crianças, em especial as enviadas e especiais nesse ano. Muitas crianças, terão uma energia especial, pra se inclinar a misticismo e espiritualidade. Mas, ele também agira para os demais signos. Para os arianos por exemplo, ele estará ajudando na espiritualidade, fé e mediunidade. E os geminianos, terão ajuda dele na parte social, com os amigos, afastando pessoas falsas e fazendo surgir paixões entre amigos. Já cancerianos, terão ajuda dele em viagens longas, estudos ou idas ao exterior. Enquanto virginianos, poderão sentir a ajuda dele ou buscar seu auxílio no casamento, namoro ou qualquer outra ligação com pessoas aliadas.

Escorpianos, terão ajuda de Veludo no sexo, onde ele atrairá parceiras e amantes. Já sagitarianos, terão a ajuda dele no lar, em empreendimentos mobiliários e serão puxados a meditar mais pra se conhecer melhor. Enquanto capricornianos terão sua ajuda nos negócios, contratos, leituras, publicações e comunicação. Os aquarianos, terão mais força de atração, mais charme e poderão contar com Veludo pra conquistar aquela pessoa especial, fechar negócios difíceis e investir em tecnologia. Já os librianos, terão ajuda na saúde, mais ânimo para o trabalho, podendo descobrir um amor na sua área profissional e terá mais coragem pra investir mais nos negócios, em especial o que envolva escrita, publicações e marketing.

Veludo é um Exu de voz suave, melódica, cheia de galanteio e que demonstra sabedoria. Não é uma entidade que mostre tom de ancição, mas, de um jovem atento e guerreiro, mas, que prefere a poesia que a guerra. Prefere cantar que atacar, prefere amar que matar. Meu primeiro contato com ele foi na Umbanda em minha iniciação. O primeiro contato foi na mata, mas, depois em visões, onde pude constatar sua elegância nas duas formas, tanto como homem, quanto como fera. Um animal, que para alguns surge como um Cão Feroz negro, para outros um Puma grande ou uma onça preta e até um lobo. Tudo dependerá das ligações e da ancestralidade do médium. Mas, será sempre forte e elegante. E além de ter contato na Umbanda, na mata, em sonhos e visões, cheguei a ver ao anoitecer frente a frente, em sua forma animal.

Pra entender mais sobre Exu, pombagira e orixás nos signos leia OS SENHORES DO DESTINO - A Umbanda Astrológica.

Axé a todos!

Carlinhos Lima

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O Livro Essencial de Umbanda que eu devo ler - estudos e teologias de Umbanda

Quem fundou a Umbanda - ela é brasileira?


Recebo muitos emails pedindo dicas de que livros de Umbanda a pessoa deve ler. Em primeiro lugar, eu respondo a pessoa que já é adepta ou iniciante, pouco ou muito tempo nessa busca espiritual ao mundo fantástico dos orixás, que, não leiam só livros de Umbanda, pois, não temos bons livros de Umbanda sendo publicados no Brasil. Segundo, mesmo os melhores livros entre os que já temos, são incompletos, por isso é bom ler Candomblé, cultura Iorubá, Esoterismo, Cabala e muito mais, pra ir formulando a ideia geral e necessária que um verdadeiro umbandista tem que ter. Ou seja, mente aberta, fora de dogmatismos, tradicionalismos, intolerância e separatismos. Esqueçam esse papo de centros vendedores de cursos, divulgadores de canais no YouTube e pais santos radicais, ficam indicando. Esqueçam essa baboseira de achar que a Umbanda é melhor que o Candomblé, pois não é, que ela é cristã, pois não é e que ela é brasileira, pois é apenas meia verdade, quanto a este terceiro ponto. Ou seja, ela ressurgiu no Brasil, não foi inventada do nada! Mas, é divulgada e registrada como religião brasileira. Bem, de certa forma, há todo um registro de como ela se iniciou nesse formato, então podemos dizer que a Umbanda nos moldes do Zélio Fernandino é sim brasileira, mas, nos moldes cósmicos, com suas raízes bem lá no passado, aceitando a antiquíssima ancestralidade africana, sabemos bem que ela apenas acordou, ressurgiu numa nova fase, era e projeto do Astral Superior.

Eu não costumo nacionalizar crenças, dizer que o Budismo é Tibetano, que o Catolicismo é Romano e assim por diante, porque fica parecendo que o plano espiritual, vai ter embaixadas, com espíritos engravatados e tratando de diplomacia o tempo todo, como nos vemos, entre os encarnados e que é um grande fracasso, cheio de guerras e vaidades. Eu prefiro ver o plano espiritual, como algo universal, da cultura humana e não de A, B ou C. O judaísmo, sabemos bem como ele surgiu, uma religião que veio da história como conhecemos bem na Bíblia, então, conectamos toda sua história a fé em Israel, por isso chamamos de "Terra Santa", mas, mesmo assim sabemos bem que mesmo o judaísmo, vem de uma fusão de diversas seitas, diversas crenças, com influência egípcia e de diversas culturas por onde os hebreus foram passando, além de culturas mais antigas. E assim prefiro ver o judaísmo também da forma cabalista, mais cósmica e universal, onde o Israel citado não é um homem ou uma nação, mas, um povo escolhido e eleito, numa visão cósmica.

Enfim, mas, mesmo quem quer continuar com esse separatismo, ignorando que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, já pertencia a uma falange quando se revelou ao Zélio, além disso, ele não negou os orixás e nem a importância da ancestralidade do povo africano, apenas somou a força do axé daquele continente a nossa rica cultura. Afinal de contas uma das vantagens dos orixás é justamente se adaptar a forma e cultura do local aonde ele é levado. Mas, voltando ao livro essência para um umbandista ler ou o Livro Essência de Umbanda, o qual nenhum estudioso deveria deixar de ler, prefiro não citar nenhum agora, mas, apenas dar dicas de que conteúdos e títulos buscar. Porém em breve estarei analisando e citando diversos livros aqui, o que acho sem sentido e o que acho que colabora com a Umbanda, além de fazer vídeos assim que puder.

Bem, eu prefiro dar dicas no sentido da pessoa ficar esperta, quanto a que livros comprar. Observe nos sites das livrarias e nas próprias livrarias, que quase sempre, são dos mesmos autores, os que as editoras investiram e popularizaram. Esses autores, como por exemplo o Rubens Saraceni, por ter passe em grandes editoras poderosas e por ter um estilo meio que de ficção ou romancista, que as pessoas gostam de ler, servem pra passar o tempo e adentrar nesse mundo do comum, ou seja, sempre a mesma coisa. Nenhum terreiro, quer mudar esse estilo, pois está bom para os pais de santo que já estão enraizados, com suas diversas casas espalhadas, cursos montados e que adoram dizer que a Umbanda é "cristã" com todo aquele estilo kardecista por trás. Temos que admitir e elogiar, muitos avanços que o Rubens Saraceni fez, tentando codificar as energias, escrita mágica de Umbanda e buscando explicar as linhas. Temos então nas obras do Rubens, um bom conteúdo pra iniciar os estudos, mas, para quem se apega e para apenas nesses livros, será apenas mais um umbadista, com esses mesmos moldes do mesmo sempre! Sempre o mesmo foco (7 linhas), os mesmos paradigmas e os mesmos fundamentos. Trono pra lá, trono pra cá e definições predefinidas. Mas, não se iluda com essa  "Teologia de Umbanda", que apenas estuda mais e mais do mesmo. Teologia é pra se aprofundar, ampliar as linhas, questionar o processo, verificar esses supostos tronos e verificar sempre mais e mais guias, como  também conhecer mais e mais dos orixás.

Também não se iluda nessas definições de "Umbanda de A a Z", em primeiro lugar, que pra falar de A a Z, teria que abordar todas as manifestações e códigos possíveis, não apenas falar da ritualística popular, de conhecimentos afrobrasileiros, mas, buscar origens mais profundas. Segundo, o mais importante a destacar, é que apenas definições populares não tem serventia pra quem quer evoluir. Se você for estudar Wicca, Cabala, Budismo, Tarô, Astrologia, I-Ching, Runas, Ifá, Numerologia ou qualquer outro oráculo, só irá evoluir, estudando sistemas complexos. Não se paute nas dicas de canais ou pais de santo que dizem que determinado livro explica tudo de forma simples e fácil de entender. Esses "mamão com açúcar" como dizem os editores e como as editora adoram, não servem pra nada. Só servem pra formar mais sectários do simplismo.

É por buscar simplicidade que o catolicismo não evolui nada em termos iniciáticos. É por buscar facilidade que a Umbanda não evolui e tá sendo sufocada, se atendo apenas aos terreiros, onde as pessoas se encontram e depois dão as costas, negando que é umbandista, por que sabe da intolerância religiosa! O verdadeiro mago, médium, escolhido e sacerdote, tem que estudar sistemas complexos. Mas, justamente por preguiça que o Ifá, que é o Livro da Vida dos Orixás, o grande código da criação, é ignorado, esquecido e desprezado. Tudo, brasileiro tenta simplificar. Se estuda astrologia, quer o método mais fácil; se estudo orixá, quer reduzir a apenas 7, pra ficar mais fácil de entender. E da mesma forma com qualquer coisa que estude. Quer sempre teologias que não explicam nada, apenas confirmam o que tá no popular, pois ai é mais fácil e não dá trabalho de estudar.

Temos por exemplo, livros que falam de Iniciação a Umbanda, mas, compre e vá lê, pra você vê o quanto eles acrescentam ao seu conhecimento! São sempre as mesmas teorias, as mesmas conclusões e o mesmo populismo sincrético ou com tentativa de branquear a Umbanda! Sempre as mesmas tentativas de cristianizar a Umbanda. E não tenha dúvida que a maioria dos terreiros no Brasil, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, são todos baseados nessas "teologias", especialmente do Rubens Saraceni, por ter sido ele um escritor que mais vendeu nas livrarias nos últimos anos, por ter um estilo populista e por que sua editora, sempre teve uma melhor forma de distribuição no país todo! Mas, tirando alguns estudos magísticos, a teologia empregada com estilo de ficção e romance, nada explica sobre a magia profunda da Umbanda. Que repito, não é cristã e não é apenas branca. Ela engloba todas as raças, todos os códigos sagrados e não apenas a ancestralidade brasileira.

Não podemos desprezar o código sagrado que é o Ifá. Não podemos desprezar o saber profundo que é o Candomblé e suas vertentes, pois dele é que veio a Umbanda, somado a espiritualidade, indígena, cabocla e outras vertentes populares. Mas, sem deixar de lado todo saber milenar astrológico, espiritualístico e cabalístico nas falanges e vibrações. Como bem enxergou o grande mestre Matta Silva e outros babalaôs. E que de certa forma o Rivas Neto, também divulgou muito bem. E apesar de agora ele ter mudado um pouco o foco, ainda o considero um dos maiores mestres nos estudos dos orixás no Brasil. Ele tem divulgado uma ótima notícia, que vai revisar a obra mais famosa dele "A PROTO-SÍNTESE CÓSMICA" e algumas outras obras. Como também já tem lançado obras novas, sobre Exu, Pombagira e Ifá. É um grande estudioso e só espero que ele não descarte a Umbanda Esotérica por um novo modelo muito africanista. Pois o bom é a conexão. Não precisa descartar algo pra se evoluir, mudar de grau ou de ciclo, apenas adaptar e conectar.

Um livro essência de Umbanda, não precisa apenas trazer capítulos arrumadinhos, sequenciais, "mamão com açúcar" pois facilidade não soma nada a você. Quando mais um sistema é fácil, não serve pra nada! As revistas sobre esses assuntos são sempre facilitadas, mas, o que aprendemos com elas? Nada! No que se refere a astrologia por exemplo, vemos que ela já  tem mais de 6 mil anos e muita gente não consegue entender coisas básicas, repisadas milhões de vezes, como por exemplo o que é ascendente. Isso, porque se de um lado, ela ajudou a manter viva a chama da astrologia, tornando-a popular, por outro, tornou a astrologia popular demais. Podou demais e até hoje os astrólogos tentam explicar e não entra na cabeça das pessoas. Isso porque os horóscopos solares, foram o que ficaram enraizados no inconsciente coletivo. Assim outras questões, são vistas com pé atrás. Então queridos irmãos, se você quer aprender e se conhecer, não busque leituras facinhas, livros populares, de leituras inúteis. Busque livros mais complicados, pois só eles trarão chaves pra você avançar.

Do que adianta ler livros sobre iniciação na Umbanda, Umbanda de A a Z, doutrina de Umbanda, teologia de Umbanda ou todos esses livros de conceitos sincréticos e genéticos, sempre com as mesmas repetições? Sempre com as mesmas coisas que os pais de santo dizem na tradição oral? Temos que buscar novos códigos, novos métodos? A sim! Mas, os livros simplesinhos é que são bons? É mesmo? E porque a confusão persiste décadas? Encontramos umbandistas que estão uma vida inteira no terreiro e você pergunta, qual é o orixá dele, mas, ele sequer sabe que tem mais de um orixá! É sempre os mesmos teologismos, os mesmos ensinamentos e doutrinações. Sempre falando em caridade, caridade e caridade. Sempre, encontros pra dançar, cantar e fazer as mesmas coisas. Mas, as pessoas sempre com as mesmas dúvidas, sem tirar a trave do subconsciente. Sem se conectar ao inconsciente, sem despertar o Orí, sem iniciar corretamente. Por isso, vão se cansando e perdendo a caminhada de vez. Vão aderindo as seitas da moda, aquelas que adoram cobrar dízimos e falar em riqueza. E a missão carmica da pessoa vai ficando pra trás.

Mas, eu quero deixar claro aqui, que não quero convencer ninguém! Quem adora tudo como está, que continue! Quem adora seu pai de santo e acha que o que ele fala tá suficiente ou que acha que os livros do Saraceni responde tudo que você espera, tudo bem! Eu não quero doutrinar ninguém. Apenas falo pra quem acha que precisa algo mais. Que precisa algo novo. É um trajeto mais complexo, como mostrei no meu primeiro livro, que não estão completo, tem entendimentos difíceis, mas, por ser apenas o primeiro. Era pra ter sequência, mas, no Brasil, sabemos bem como funciona o mercado editorial. As coisas populares são sempre preferidas. Claro que a culpa é mais do público, pois como eu disse, sempre prefere o simples, o normal o fácil de entender, tanto por preguiça, como prefere dar muito mais dinheiro em coisas fúteis que em livros. Tem pessoas que pagam cem reais pra entrar num bloco e beber até cair, do que comprar um livro pra compreender algo. O brasileiro pode dar vinte reais em algumas garrafas de bebida, do que num livro... mas, espero que isso um dia mude. Sejam com livros impressos ou digitais, mas, espero que este país um dia seja mais voltado a leitura.

Sabemos bem que o mercado editorial é complicado no país. Mas, graças a Deus, estou conversando e trocando ideias com alguns editores, como também trabalhando em diversos títulos que espero lançar. Tanto livros no estilo do primeiro que lancei de Umbanda Astrológica, que você compra aqui  ou compra aqui   como também trarei romances sobre magia, orixás, vampiros e historias sobre o mundo ocultista. Astrologia, Tarô, novas formas de numerologia e muito mais sobre o mundo dos orixás. Pois não basta escrever um livro sequencial, falando o que é essência na Umbanda, mas, além disso, explicar o lado oculto de cada orixá, e que não conhece-se hoje em dia. Porque não basta dizer que Ogum é orixá da guerra, Xangô rege a justiça e assim por diante. O importante é explicar como ele atua em cada pessoa. Pois Oxum por exemplo, não vai sempre está em mulheres ou homens bonitos. Ogum, não vai está ou formar apenas homens guerreiros ou nervosos. Tudo depende de um código pessoal, de um código ancestral e de um código individual. A soma de forças, potencias e elementos. Não basta saber o básico, o simples e o popular. Temos que ter profundidade e além do essencial temos que buscar o primordial!

Quando compramos nas livrarias, livros sobre a História da Umbanda, o que nós vamos encontrar nesses livros? Vamos encontrar mais sobre sincretismo, diversas citações de outros livros, que pensam da mesma forma voltada ao kardecismo e sempre numa linguagem popular. Tudo bem, isso pode ser a história de Umbanda, no seu lado religioso, mas, para o estudioso esse livro sempre pra quê? Pra nada! Pra que você quer saber do lado sincrético da Umbanda? Pra nada! A história da Umbanda, tem que ver seu lado ritualísticos, seus ritos secretos, seu poder ancestral, sua magia e seus ensinamentos mais elevados, rumo a evolução ou revelação.

Vemos livros como por exemplo, esses que tratam da História da Umbanda, é um prato cheio pra quem é espírita e quer ampliar seus horizontes, até porque há médiuns que tem orixás, e insiste anos, indo ao kardecismo, mesmo sentindo um vazio dentro de si, pois alguém colocou equivocadamente em sua cabeça que "Umbanda e Kardecismo são a mesma coisa". Mas, não são. Umbanda é Umbanda, vem dos orixás, cruzada com a cultura brasileira, tem influências diversas, mas, não é Kardecismo. Mas, vai ter sempre autores, editoras e sacerdotes, tentando enfiar goela abaixo essa junção da Umbanda com o Kardecismo.

Mas, porque batem tanto nessa tecla? Porque capas de livros com santos católicos, com o Cristo e com citações bíblicas, são mais aceitos, mais populares e mais sincréticas! Porém as pessoas, vão sempre ficar batendo nas mesmas portas, nos mesmos conceitos e sempre com o mesmo vazio na alma. Tá cheio de gente que tem mediunidade orixá, mas, indo anos e anos, fazer corrente no espiritismo e nunca evolui e nem acha resposta. Pois como eu já disse, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E não insistam em dizer que a Umbanda foi fundada em 1908, ela apenas ressurgiu. Lembrem-se bem que quando Zélio estava tendo problemas com sua mediunidade e que foi a uma Mãe de Santo, quem atendeu foi uma entidade chamada Pai Antonio, o que prova que a Umbanda já trabalhava no Astral e estava apenas ressurgindo. Além disso, esse termo ou nome Umbanda, não é brasileiro, ela tem origens bem antigas.

Vemos por exemplo que o maior estudioso dos deuses na África o especialista em teologia africana John Mbiti, em especial em seu livro "Conceitos de Deus", explica que ao estudar comunidades tribais, sem influência do cristianismo ou islamismo, portanto sem influência do patriarcado, percebeu claramente, que suas crenças puras, também tinham uma ideia de um criador e de uma hierarquia, mas, um pouco mais distantes. Para esses cultuadores, mais primitivos, notou-se que se mantinha uma harmonia maior e mais pura. O que de certa forma mostra que o cristianismo, só implemente sincretismo, diminui as raízes e torna tudo mais desequilibrado, no que se refere ao orixá. Porém, vimos que o ressurgimento da Umbanda no Brasil, fez um paralelo, uma fusão e misturou não só a espiritualidade da ancestralidade do Brasil, como deixou o cristianismo entrar. E que nessa conexão, a Umbanda ressurgiu com elementos novos, numa nova roupagem, porém sem perder sua essência, suas raízes africanas e sua espiritualidade que vem de tempos imemoriais.

E segundo John Mbiti, o segundo nível é muitas vezes, embora nem sempre, bifurcados entre um grupo de divindades não-humanas e um culto de ancestrais humanos, mas divinizados. Agora é importante reconhecer que, neste segundo nível,  particularmente usamoso a palavra "divindade". Na religião Africana você deve distinguir entre o termo "divindade" e o termo "divindade", porque no Ocidente, muitas vezes usa-se a palavra divindade ou divindade quase intercambiável porque se esta em um contexto onde monoteísmo tem sido dominante. Mas, neste caso, vamos nos referir a "divindade", como que ser supremo que ocupa o nível mais elevado, e como emenciona-se antes, porque há centenas de versões da Religião Tradicional Africana do mundo, e na África sub-saariana, em seguida, é claro que temos de deixar isso como um ser supremo genérico, mas percebe que ele vai ser concretizada de uma forma particular, de uma forma muito personalizada nas teologias específicas das religiões tribais locais. Assim, por exemplo, mais tarde, vamos ver como isso funciona na Nigéria. Na Nigéria, eles chamam o ser supremo Olodumare, e Olodumare representa o ser supremo ao mais alto nível. Essa é a sua divindade.

Ou seja, o que John Mbiti nos revela, é que o Africano, mesmo com seu panteão de diversos deuses, sempre teve seu ser supremo, seu criador, não precisou tomar emprestado das crenças judaico-cristãs ou do Islamismo, mas, no Ocidente, se tentou trocar. Aliás, também no Leste do Continente Africano, essas religiões patriarcais monoteístas, dominam, em especial o Islã. Também mesmo na  Nigéria, o Islamismo é muito forte, vindo dai algumas crenças mescladas que conhecemos hoje, como por exemplo, algumas definições sobre Oxalá. Porém o que fica claro é que antes ou fora dessa influência das religiões monoteístas, já se tinha a hierarquia sagrada dos orixás e um Deus Supremo Criador o Olodumare ou para outros Olorum.

Esse papo, (a meu ver furado) que defendem, boa parte dos autores, especialmente os que desvendem o Kardecismo como a "base da Umbanda", como é o caso do Alexandre Cumino (que é um excelente escritor, mas, eu discordo da afirmação sobre a origem da Umbanda), de dizer que dizer que, antes já existia Macumba, Candomblé e todo resto mais nada é Umbanda, pois Zélio é que teria criado a liturgia. E que uma religião só passa a existir quando ela se manifesta. Todos nós sabemos que não são Umbanda realmente! No entanto, o que defendemos é que todas bebem da mesma fonte, vem da mesma origem e ajudará a criar a Umbanda, entre elas o Candomblé. Não é verdade que Zélio criou liturgia do nada! Ele pegou uma coisa aqui e ali. O que que tem hoje na Umbanda que não tem nas demais religiões de matriz africana? O que Zélio fez foi incrementar ou cruzar os cultos, inclusive com Kardecismo. Que aliás, também discordo, quando se diz que o Kardecismo é a base ou caminho da Umbanda. Que que é isso. Umbanda, pode até ter sido confundido (por incompreensão e falta de formação clara) naquela época com Kardecismo, mas, basta ver a filosofia, história e pregações de seus líderes que veremos que no fundo são que nem água e óleo. E usar a Bíblia pra tentar justificar Umbanda e Kardecismo é outro disparate maior ainda! Pode até ter "Pentateuco Kerdecista" ou "Evangelho do Espiritismo", mas, não tem nada haver. Basta uma consulta rápida a teologia cristã pra ver, que o Kardecismo não se encaixa como Alan Kardec quis fazer.

Zélio pegou coisas aqui e ali e tudo que tem na Umbanda já existia nas outras religiões. Claro que como ele ajudou a ressurgir a Umbanda, numa nova época e fase da humanidade, ele deu uma nova roupagem, mas, não criando tudo do nada. Apenas adaptou. Além disso, com todo respeito ao Caboclo das 7 Encruzilhadas, ele não foi o caboclo mais importante e sequer o primeiro a se manifestar no Brasil. Outras alegações, como a de que a Umbanda quer ser brasileira e não resgatar a ancestralidade africana, também é balela! Então só por falar em português, o cristianismo seguido aqui não tem mais nada haver com Roma, não tem mais nada haver com o judaísmo? O protestantismo pregado aqui em português não tem mais nada haver com o cristianismo? A Umbanda não foi criada. Ela apenas ressurgiu! Mesmo citando que o Caboclo revelou por meio de Zélio que criaria uma nova religião que teria uma igreja que seria a tenda, é apenas uma influência psíquica, manifestada inconscientemente dentro de um centro espírita. O psicológico do médium era todo misturado, ele estava sendo perseguido por católicos, frequentando espiritismo e com influência de Caboclos incorporantes. E como eu já disse aqui, entidade não é dona da verdade, não está acima das leis cármicas e nem ancestrais. 

Uma outra alegação de que a Umbanda é uma religião de índios e pretos velhos apenas, é outra falácia! O próprio Caboclo citou os orixás! Claramente. Além disso dizer que os pretos velhos da Umbanda são todos cristãos, só porque tem o nome de Pai João, Pai Tomé, Pai José e assim por diante, não tem nada haver! Em primeiro lugar, na África de onde eles vieram, já tinha influencia de colonizadores, com influência de muito tempo, não só de cristãos quanto muçulmanos. Mas, se eles preservaram a incorporação e a magia que alguns magos de Umbanda mostram, são influências ancestrais da mística africana, nada haver com a religião judaico-cristã, que por sinal, é totalmente contra espiritismo e as práticas politeístas que se tem na Umbanda. 

Também devemos saber que se alguém viera aqui para o Brasil e abrir um templo budista e chamá-lo de "templo da luz", mas, manter as mesmas práticas do budismo, ele continuará sendo budismo! Mesmo que incorpore outras coisas e tente se distanciar da filosofia budista. Além disso, vimos a imposição da igreja em batizar, forçar o sincretismo e colocar nomes católicos nas pessoas, como também nos escravos. Mas, entidades manifestantes, sempre insistiram em se identificar com nomes de origem, como por exemplo PAI BENEDITO DA COSTA, PAI JOSÉ DE ARUANDA, PAI TOMÉ DO CONGO, PAI ARRUDA DA GUINÉ, PAI SEBASTIÃO DO DAOMÉ e assim por diante... Essa alegação de que as entidades da Umbanda são cristãs, é só mais uma especie de "merchan", de pessoas que querem vender livros mais "aceitáveis" ao intolerantes.

Umbanda é magia, axé, ancestralidade, divinação e tradição milenar. Ela ressurgiu com este termo e uma roupagem mais adaptável ao ciclo que o Brasil vivia. E agora adentramos numa nova fase, de energia aquariana, mais mística e mais profunda, com menos sincretismo, menos puritanismo hipócrita e com mais inclinação aos segredos divinatórios. Sabemos bem que toda forma de incorporação e magia, mesmo do povo vermelho indígena, é muito mais antiga do que se pensa. É milenar, como vemos no "Evangelho do povo vermelho" o Popol Vuh. E misturando toda mística e antiquidade da raça vermelha, do povo negro, do povo branco e de raças do oriente, imaginem a extensão no tempo dessa ancestralidade que a Umbanda se conectou! Uma religião que ressurgiu com tantas misturas e tanto axé, não se limita a 1908, ela vai muito mais além.

É muito positivo, reconhecer a Umbanda como uma religião que ressurgiu no Brasil, que recebeu novas roupagens e que trouxe elementos novos, abrindo caminho para uma proto-síntese. No entanto, querer distanciar do Candomblé, ignorar sistemas oráculares, alegando que é uma religião cristã, só porque é a religião cristã a mais poderosa do Brasil, ai é um rebaixamento da filosofia dos orixás, para ideologias e doutrinações de pregadores europeus. Espíritos brancos, com roupagens europeias, mesmo que alegando que foi monge, padre, bispo ou sei lá mais o que na Europa, não tem nada haver em querer se achar superior as tradições africanas. Muitos espíritas, tomam os orixás como entidades pagãs atrasadas e analfabetas, sem sequer conhecer em profundidade todo conhecimento sobrenatural que os adeptos do culto aos orixás possuem.

Basta pesquisar um pouco mais, pra sabermos que Zélio não desenvolveu suas incorporações do nada. Seu Caboclo das Sete Encruzilhadas, apenas agrupou conhecimentos e muito do que ele já tinha visto em casas de pessoas simples. O que acontece é que por se misturar e se confundir a Umbanda professada de que Zélio fez ressurgir, com espiritismo, foram feitos mais registros. Pois sabemos bem que os adeptos do espiritismo, sempre foram mais letrados, nem se comparando a pobres negras e negros, que sequer sabiam assinar o nome. Assim não fizeram registros e apenas o de Zélio prevaleceu. Mas, esse papo de alguns autores, que contam a História da Umbanda, dizendo que foi com Zelio e só com ele, a primeira manifestação na casa de Zélio, é balela. Outras práticas já existiam, só que professadas com outros nomes, mas, similares. Acontece que cada guia e cada entidade que se manifestou em outros cantos, não revelou como Umbanda e sim com outras denominações. Mas, não há Caboclo melhor que outros ou mais potentes. 

Então porque a Umbanda prevaleceu e floresceu. Um dos motivos eu já citei. Que foi o de tá envolvido com o Kardecismo e com influência do cristianismo, cheio de gente letrado e que espalhou mais fácil. Tinha muita gente ligado a edições e imprensa que frequentava o espiritismo. Então iriam divulgar um  religião que se dizia brasileira, letrada e mais influenciada pelo cristianismo e kardecismo ou de um pobre negro ou negra do interior analfabeto? Não precisa nem responder né? Mas, vamos estudar um pouco mais sem achismos e sem tendência? Então vejam o que encontramos: 

Ornato José da Silva, pesquisador e praticante de Omolocô defende em livro, a memória das contribuições desse culto que, segundo ele: “[...] é originário do Rio de Janeiro, que também serviu de berço para o surgimento da Umbanda, conforme alguns estudiosos. No Rio de Janeiro, antes mesmo da origem da Umbanda (1908), já eram comuns práticas afro brasileiras similares ao que hoje conhecemos como Cabula ou Omolocô. Evidentemente essa cultura foi adquirida aos poucos, advindas de outras culturas através dos séculos. (SILVA , Ornato José da. Culto omoloko : os filhos do terreiro . Rio de Janeiro, Rabaço editora. s/d., p.12. )

Historicamente, esse culto originou-se na Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro ao longo do século XIX, até se configurar como religião genuinamente brasileira nas primeiras décadas do século XX. Nesse ínterim, a Umbanda era confundida com a “macumba carioca” ou "Quimbanda", que passou a ser praticada por kardecistas os quais incorporavam caboclos e preto-velhos. Portanto, inúmeros terreiros nasceram do kardecismo, tal como a “Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade”, em 1908. Alguns anos antes, em 1905, João do Rio (1881-1921), publica suas reportagens que resultaram no livro "As Religiões do Rio". No Brasil, a Umbanda representa a união das tradições religiosas dos vários grupos étnicos que compuseram a formação histórica do País. A palavra “umbanda” pertence ao vocabulário quimbundo, de Angola, e quer dizer "arte de curar".

O autor afirma que o deslocamento dos cultos religiosos promovidos por negros em zungus para locais distantes do centro da cidade se inicia nos anos 1880, anterior ao inicio da Republica. Para ele, a perseguição policial é importante elemento para explicar essa mudança ou deslocamento, mas penso que o processo é mais complexo e envolve também as necessidades especificas de cada grupo, indo desde as dificuldades de pagar aluguel à necessidade de buscar lugares mais amplos para o cultivo de ervas e árvores e a criação de animais utilizados nas cerimônias. 

Os zungus e os feiticeiros representam exemplos claros de que antes e contemporaneamente a chegada dos principais lideres religiosos da Bahia instalados em bairros no entorno do porto na cidade do Rio de Janeiro, existiam “casas de santo” onde se organizavam cultos aos orixás, festejos e batuques, além de organizarem também alternativas de associativismo voltadas para o trabalho informal e para sobrevivência econômica das casas e de seus adeptos, tais como a venda de comida, entre elas o angu. (SOARES, Carlos E. Líbano . Zungu: Rumor de muitas vozes . Rio de Janeiro: Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, 1998, p. 31.)

Axé a todos e bom estudo queridos irmãos - que os orixás e Orumilá traga luz a todos os buscadores! Temos que ficar atentos, quanto a esses pregadores que dizem que a Umbanda é cristã, tornando-a cheia de puritanismos, fetichismos e citando repetitivamente que a missão da Umbanda é "caridade, caridade e caridade..." estão apenas enfraquecendo a Umbanda. Estão dizendo que os cultos afrobrasileiros, brasileiros ou sei lá o que querem que seja, tem que se subjugar ao Catolicismo ou Protestantismo. Estão querendo dizer que a Bíblia é a verdade absoluta. E quando assim o fazem, estão dissipando a Umbanda da face da Terra, pois não venham com esse papo e manipulações teológicas, tentando achar brechas na Bíblia que aprovem qualquer tipo de espiritualismo, pois não há! A Bíblia é clara, na versão atual, seja por adulterações, ocultamento do seu lado iniciático ou porque a igreja moldou assim, mas, ela é totalmente contra a rituais como os da Umbanda! Então quando o sujeito abre seus cultos, com um evangelho espírita numa mão e uma Bíblia na outra, subjugando a Umbanda e os orixás ao cristianismo, ele tá dizendo que a sabedoria mesmo é a Bíblia e que a tradição do orixá tem que ser jogada fora! Ou então se eu estiver equivocado, me corrijam e me expliquem, num outro contexto, como é que podem dizer que a Umbanda é Cristã, e como algum desses supostos "teólogos de Umbanda", me explicariam, de que forma o espiritualismo (visto pelo cristianismo como pagão), atestaria o contato com os mortos e magia? Podem até fazer algum tipo de malabarismo teológico, mas, nunca será convincente!

Eu quero saber, como esses supostos "teólogos" que dizem "defender a Umbanda", ao mesmo tempo, querem que ela fique subjugada ao poder de Roma e dos novos cristãos da moda? A espiritualidade africana, nada tem haver com a crença judaico-cristã e nem a espiritualidade indígena tem também. Apenas, negros e índios, foram evangelizados na marra, embaixo de chicote, forçados a ir a missa, sofrendo lavagem cerebral e pra que renunciassem suas crenças e magia! Deus e seus ministros se manifestou em todos os cantos com nomes diferentes e sem querer impor qual nome era maior. A vontade de dizer que este Deus ou aquele Deus "é maior" é coisa do homem.  Que fez incontáveis guerras, cruzadas, invasões, genocídios e barbáries de todo tipo. Se o Filho de Deus se manifestou ao povo hebreu como Jesus, também se manifestou ao povo do Orixá com outro nome, como Oxalá por exemplo! Se manifestou aos índios, aos orientais, aos ciganos ou qualquer outro povo, com outro nome! Deus não está preso a diplomacias humanas ou a política corrupta dos homens. Ele não precisa estabelecer um poder central em Roma ou em Meca,  pra que todos os outros povos o obedeçam.

Mas, no Brasil, onde até os feriados são cristãos e até o calendário civil é subjugado ao calendário religioso de Roma, fica mais fácil pregar uma Umbanda "branca e cristã", pra ser melhor aceito! E quem for contra isso, será "o polêmico ou o louco", pois ir na contramão é perigoso! O grande exemplo disso, aconteceu com Jesus, que foi morto por não ser aliado da maioria dos judeus que mandavam. Eu não vejo a menor necessidade de ser subjugado ao catolicismo. Eu me batizei no catolicismo, segui minha infância e adolescência na Igreja Católica e tenho fé nos santos, em Maria e no Deus hebreu. Porém, não preciso misturar as coisas. Apenas extrair o que acrescenta e sem se subjugar. Não é preciso ser refém do sincretismo religioso. Nem trocar os orixás por guias europeus, só porque um caboclo diz que foi um abade, um monge ou um bispo em encarnações anteriores - e que por isso, esses "novos guias" teriam mais cultura, seriam brancos ou mais evoluídos. 

Mas, como eu sempre digo irmãos, eu apenas divulgo o que os orixás me inspiram e me transmitem. Não vou mudar a cabeça de ninguém e nem é o meu propósito. Não forço nem ninguém a ler meus artigos, sequer peço que acessem meus textos, a menos que a força divina os tragam aqui. Muitas pessoas me dizem que chegaram até mim, até meu livro e até meus blogues, por coincidência e por forças que não sabem explicar! Assim que os anjos e orixás os guiem, sem imposição. Continuem acreditando no que quiser e que seu coração seja livre. Mas, não se paute apenas por livros cheios de marketing e tendenciosos. O que eu peço com a maior humildade é que meditem, avaliem e julguem os fatos.

A Umbanda, divulgada por dez entre dez desses "teólogos" ao explicar o que é Umbanda vai logo dizer "CARIDADE". Essa é a palavra da moda e da vez. E ao longo da história também do espiritismo como um todo. Mas, volto a repetir que caridade é um dever de comportamento, independente de religião. Não precisamos ter obrigação de fazer caridade apenas em centros e terreiros. A caridade tem que ser trabalhada dia a dia, em todas as coisas. Temos que ser caridosos, honestos, fiéis, sinceros, éticos, misericordiosos, generosos e bondosos, mesmo que fôssemos ateus! Esse papo de que temos que vivenciar uma Umbanda sem cobrar nada, atendendo os desejos hipócritas e quase sempre mesquinho da maioria das pessoas que vão buscar ajuda a um terreiro, sempre gratuitamente, é apenas um "vicio" herdado das pregações kardecistas! E isso é bom? Sim! Como eu disse, caridade é eficaz e fundamental na vida do homem, mas, não só na religião e sim no dia a dia! Conhecemos pessoas que são "santas" quando estão nos templos, mas, continuam ruins com a família, com as pessoas e consigo mesmo. 

Tem muitos comerciantes que se dizem crentes, umbandistas, espiritualistas e caridosos, mas, fazem isso apenas no âmbito da religião, só que na vida particular, é avarento, mesquinho e ganancioso. A caridade é pra ser praticada não só em dízimos ou trabalhos gratuitos em templos, mas, como eu disse e repito na vida comum, independente de querer salvação ou não. Querer ser caridoso, só porque a Bíblia ou algum espírito pede não vale e não cola.

A sim! Mas, o Senhor Sete Encruzilhada, disse que a "nova religião" seria da caridade! Ótimo! Todas as religiões tem que ser da caridade, do amor e da justiça. Mas, independe da filosofia aplicada. A Umbanda não é só pra servir ao próximo, mas, também a si mesmo. É uma religião de culto, iniciação, de magia e de elevação. Espíritos como o caboclo que pediu caridade, ele poderia muito bem tá defendendo seu ponto de vista, sua missão carmica e sua visão de espiritualidade. Mas, outros espíritos, inclusive Arcanjos já revelaram outras religiões, com outras visões e filosofias! Umbanda não é só caridade não! É também caridade. Tem que ter magia, iniciação, axé, ritualismo, liturgia sagrada e cumprir missões. E a missão não é apenas ir no terreiro incorporar guia e ficar dando passe não. Cada pessoa tem um caminho. Tem uma função e não tem o dever de ficar apenas trabalhando pra atender pessoas de graça não.

A Igreja Católica por exemplo, cobra casamento, batizado, crisma, primeira comunhão, missa e até pra falar em morto na missa! Mas, tá cheio de católico, prontinho pra criticar, se alguém prestar consultoria na Umbanda, sempre alegando que "dons não se cobram". A sim! O Padre pode cobrar por diversas cerimônias, a dioceses arrecadar milhões e o Vaticano enriquecer, mas, quem tem conhecimento oracular não pode? O melhor, é tirar a trave do olho, como disse o próprio Cristo!

Muitas vezes o médium tem uma missão com o guia de atender sim, até pra cumprir algo por aquele espírito, uma caridade com a espiritualidade também. Mas, quando se trata de utilizar um oráculo que ele passou a vida se dedicando, estudando e praticando, ele não tem nenhum dever em compartilhar de graça. Além do mais, um terreiro tem custo e médium não come vento. Tem um indústria poderosa espiritualista no Brasil, desses tais defensores de caridade, mas, que vendem milhões de reais em livros e outras publicações. Vendem cursos toda hora e enfiam livros goela abaixo em palestras. Assim professar caridade fica fácil, enquanto o bolso está cheio! E não sou contra os cursos e nem vender livros ou arrecadar. O que estou dizendo é justamente isso, que o movimento tem sim que arrecadar. Afinal de contas os evangélicos estão engolindo as demais religiões, por ter muito poder político e financeiro. Apenas, peço que parem de hipocrisia e demagogia e assumam que ninguém vive de vento! Professar santidade e caridade é bonitinho, mas, que as pessoas não vejam um templo se abrindo atrás do outro e um mercado que arrecada bilhões por ano.

Tocar na ferida, gera antipatia, afasta-nos de ciclos dos 'bambas da religião" e nos torna "loucos", mas, cumprimos uma missão. Vemos como igrejas por exemplo, surgem da noite pro dia, defendendo uma tal 'obra", como se Deus ou Cristo precisasse de "tesoureiros da fé", pra desenvolver seu projeto de salvação! Ai temos igrejas com arrecadação até com cartão de crédito na entrada do templo. Pedidos de doações toda hora e pregações de que "só quem doa será abençoado e rico". Tudo é um processo de marketing religioso. Enquanto isso, a Umbanda vai se apagando, sempre se subjugando a teorias mais bonitinhas, mas, mantendo uma certa elíte que domina o movimento no país. Assim se tá bem pra alguns o resto que continue como está!

E pra encerrar, indicando, já que o título da postagem é sobre livros que deveríamos ler, posso dizer que o autor Norberto Peixoto, tem um bom trabalho, apesar de também ter inclinação a uma Umbanda Kardecista, é um escritor de mente aberta, profundo conhecedor da parte africanista da Umbanda e também do Candomblé. É um escritor sério e humilde. Assim como temos também bons livros do Rubens Saraceni que os umbandistas precisam sempre ler. Apenas o que afirmo sobre o Rubens, é que seus livros tem um estilo romancista e as vezes fictício, portanto, o umbandista não deve se apegar apenas a sua filosofia, apenas buscar extrair o melhor dela. E não fazer com muitos terreiros, que adotam sua filosofia como principal coluna de seus estudos.

Temos também que destacar o trabalho incansável de Ademir Barbosa Júnior, profundo conhecedor da cultura afro-brasileira e incansável pesquisador, que tem um trabalho sério e dedicado. Ele apresenta bons livros para iniciados ou mesmo principiantes. E claro, os livros e ensinos de Rivas Neto, que nessa sua fase de vida adotou um novo nome iniciático, uma nova roupagem, inclinada ao Ifá, e promete que trará boas revisões aos seus livros já famosos. 

E como eu disse, o umbandista não pode se ater apenas aos livros de Umbanda, mas, ler livros diversos como por exemplo, os da Yalorixá Mãe Estela de Oxóssi, Prandi, Pierre Verger e tantos outros. Sem se ater a separatismo. Esqueçam essa teologia que diz que Umbanda é espiritismo, pois há muita diferença. Aliás, diversas publicações espíritas, até confundirão os iniciantes e lançarão falsos preconceitos sobre a tradição do orixá. Tá cheio por exemplo, de gente que tem certos dogmatismos, se atendo a falsos estigmas sobre rituais dos orixás, que é apenas fruto do inconsciente coletivo kardecista. Como por exemplo, a questão do sangue e oferenda com  animais. Muitas pessoas se atém a falsa interpretação do cristianismo que ignora todo saber judaico, como também distorções feitas por kardecistas, pra atacar o que não entendem.

Carlinhos Lima

Os códigos da alma

Entenda por que os números primos são importantes nos dias atuais

Ciência criptografia Matemática

Ciência criptografia Matemática

 

Na última quarta-feira, 20, foi revelada a notícia de que foi descoberto um novo número primo com mais de 22 milhões de dígitos. Apelidado carinhosamente de “M74207281”, o número pode parecer irrelevante para quem não conhece a aplicação que os números primos têm na área da computação. É isso que vamos explicar, mas, de uma forma resumida, quanto maiores os números primos que conhecemos, melhor é a criptografia de nossos dados.
Antes de tudo, vamos aos básicos. O número primo é um número divisível apenas por ele mesmo e por 1. Você já aprendeu isso na escola, claro. Graças a essa propriedade, todos os números existentes podem ser quebrados em números primos, num processo conhecido como fatoração. Você também já aprendeu isso.
Por exemplo: o número 21 pode ser fatorado em 7 e 3. Já 52 é divisível em 2, 2 e 13. 2.002 é quebrável em 2, 7, 11 e 13. Enquanto isso, 255.255 pode ser quebrado em 3, 5, 7, 11, 13 e 17. Já deu para entender a ideia geral. Não importa o quão grande for o número, ele pode ser fatorado. Mas quando e quando falamos em números de 200 dígitos? De 500 dígitos? 1 mil dígitos? 10 mil?
A questão é que quanto maior o número fica, mais difícil é para fatorá-lo. Até hoje, não foi descoberto um método eficiente de quebrar números enormes em primos, a não ser por força bruta, por tentativa e erro. Só que quando falamos em algarismos muito grandes, podem ser necessários muitos anos, mesmo com grande poder computacional, para conseguir chegar ao resultado correto. Para quebrar o número de 500 dígitos usando o mesmo algoritmo usado para fatorar um de 7 dígitos, a demora pode chegar a décadas, talvez séculos.
No entanto, fazer o caminho inverso e criar um número gigantesco é bastante fácil. Basta multiplicar dois números primos gigantes para chegar a um algarismo (não-primo) ainda maior e quase impossível de fatorar à força. Se você não conhece aqueles dois números usados inicialmente, é muito descobri-los à força. E é aí que entra a criptografia, que nada mais é do que uma forma de usar a matemática para garantir a segurança dos dados. Tudo que um computador puder fazer facilmente sem que possa ser desfeito com simplicidade será do interesse das tecnologias de encriptação e segurança.
Os números primos servem, portanto, como base de uma série de algoritmos de segurança, como é o caso do RSA. Neste caso, há uma chave pública, que pode ser de conhecimento geral, que consiste em dois números primos grandes, que permitem criptografar uma mensagem, e uma secreta, com outros números, que possibilitam remover a encriptação. Assim, as pessoas poderiam enviar mensagens para você usando sua chave pública, e só você poderia lê-las, usando sua chave secreta para desencriptar. Qualquer outra pessoa precisaria fatorar à base da força, e, portanto, de forma altamente ineficiente, os números enormes para descobrir os primos envolvidos no processo.
Essa ideia é base da criptografia por trás de coisas simples que fazem parte do nosso dia-a-dia, como, por exemplo, transmitir o número do cartão de crédito para uma loja online ou fazer o login em um site de um banco.

Olhar Digital/Via ExtremeTech 

Muitos dos caros internautas deve está perguntando o que computação, matemática e números primos tem haver com nossos temas estudados aqui? Tem tudo! Quando eu defendo a codificação das ciências divinatórias, astrologia e Umbanda, estou me referindo justamente a todas as milhões de combinações de códigos que há por trás de todas as interpretações dos mistérios, da magia, do sobrenatural e da alma do ser humano. 

Quando falamos em Umbanda, as pessoas logo recorrem as informações estigmatizadas, banalizadas, populares ou divulgadas sempre de forma simplista. É sempre aquele papo, "qual é meu orixá?" ou "de que santo eu sou?" Bem, isso ocorre, por causa de décadas de ensino, doutrinação e ensinamentos como eu disse, simplificados. Do lado positivo, serviu pra manter os cultos ancestrais ao orixá, mesmo que de forma superficiais, vivos na consciência e também no inconsciente popular. Também serve pra não assustar tanto as pessoas, pois o ser humano (ainda mais hoje na era da informática) é sempre inclinado a facilidade. Ou seja, as pessoas estão sempre fugindo das coisas difíceis de entender. Não querem textos longos e nem querem coisas complexas pra estudar. O engraçado é que as pessoas querem sempre mais informação, mas, se irritam com textos longos. Na verdade, elas querem as coisas mastigadas e simplistas, mas, o ser humano e o sobrenatural que o rodeia e envolve, são complexos, por isso muitos ignoram as iniciações que são difíceis e trabalhosas.

Pois bem, mas, voltando a Umbanda, o que conhecemos popularmente, são pessoas que se encontram pra dançar nas giras, tocar atabaque e se vestir com roupas típicas da religião (em geral branco por causa de doutrinações discutíveis), como também, levar oferendas na encruzilhada, nas matas ou cemitérios (outro ponto discutível) e por ai vai. Porém, fica anos e anos de suas vidas, apenas repetindo as mesmas coisas - que Oxóssi é Caçador, que Ogum é Guerreiro, que isso e que mais aquilo... Que temos um anjo da guarda, um orixá e guias, guias e mais guias, boiadeiros, cigano, marinheiros e assim vai... Dai tudo bem. No entanto, não tentam evoluir, individualizar, estudar e conhecer mais dos segredos ancestrais. Ficam décadas repetindo as mesmas coisas e sempre ensinando mais do mesmo pra todo mundo. Não percebem que somos seres individuais, que uma coisa que serve pra um, não servirá pra outro!

Pessoas intolerantes e que não está aberta ao diálogo, vai achar que estou debochando, mas, longe de mim, fazer isso, pois se eu quisesse atacar a Umbanda, eu não escreveria sobre ela, não escrevia um livro sobre ela e não defenderia ela na internet, que é um campo tão hostel e falso. Muito pelo contrário, eu pago um alto preço, atacado todos os dias, por pessoas que acham que só o cristianismo é a verdade e que acham os umbandistas ou esotéricos, "são malignos e perdidos". Enfim, todos vocês que estão aqui lendo esses temas, sabem bem do que estou falando, já enfrentaram alguma crítica negativa ou recuaram por medos causados, pelos estigmas e pregações intolerantes, daqueles que se acham "donos de Deus". Apenas o que busco fazer aqui são criticas construtivas, incitar as pessoas a pensarem, estudarem e perceberem que há um universo imenso, conhecimentos muito maiores e que doutrinações limitadoras não ajudam em nada.

As pessoas que se dizem filhos de Oxum, de Ogum, Iemanjá, Oxóssi, Xangô ou Iansã, que são a maioria, não se perguntam se só existem mesmo esses orixás? Livros influenciados por fraternidades e contas cabalísticas, fincaram pé na conhecida ideia das "7 Linhas de Umbanda", por isso, grande parte dos terreiros e tendas de Umbanda, rejeita os demais orixás, dizem que "é coisa do Candomblé", como se o Candomblé não bebesse da mesma fonte. Como se o Candomblé, não fosse a origem da Umbanda e não o Kardecismo ou cristianismo.

Enfim, é comum, pais e mães de santo, sem se aprofundarem nos estudos dos orixás, saírem dizendo que toda mulher bonita é filha de Oxum e que todo homem bravo é filho de Ogum, mas, estão redondamente enganados. Vemos senhorinhas que se dizem mães de santo, falando isso ou aquilo, mas, quando perguntamos - quem é Ogum? Ou as respostas são vagas, repetitivas e vazias ou não sabem nem o que é! As pessoas tem mania de colocar uma guia no pescoço e abrir um terreiro, sem a menor vontade de estudar. Muitos ficam encostados no que veem e ouvem, achando que entidades que baixam ou visões que chegam, vão responder tudo. Como eu já explanei aqui, entidade não sabe tudo não. Aliás, tem muita entidade que sabe menos que nós e apenas tá fazendo um jogo, pegando carona no médium pra evoluir. Por isso, não acredite em tudo que entidade diz não! As entidades sábias e de mais alta hierarquia, só falam dentro de um contexto, daquilo que elas tem que doutrinar e não vai ficar respondendo perguntas oportunistas.

Mas, já bati muito nessa tecla, parece ser enxugar gelo ou pregar no deserto, o ser humano é teimoso e o latino é ainda mais apegado a tradicionalismo. Assim o que foi pegado do conceito popular e estigmas, são como ervas daninhas, no inconsciente coletivo é quase impossível de limpar todos os preconceitos ou conceitos invertidos. E voltando aos tais códigos que sempre cito aqui, aproveitando a matéria dos números primos, quero dizer que cada ser humano é único. Assim, se ele nasceu numa data, hora, minuto e segundo, num local onde encarnou, vindo de pais que interligam a uma vasta ancestralidade - ele será um ser único. As combinações astrológicas, cabalísticas, numerológicas, oráculares e de odús, serão de milhões de códigos.  

Como disse o Criador no princípio "crescei e multiplicai", não se refere apenas a reprodução do homem, mas, a todos os códigos, todo poder multiplicador do Trono Criador, que faz todas as coisas ter um selo, que carrega um código existencial e por isso, lemos no Livro das Revelações sobre o Livro da Vida. E nesse livro tudo está escrito e criptografado sobre nós. Mas, por incapacidade, nós lemos horóscopos, Ifá, Tarô e numerologia, tudo de forma bem simples, pois não temos a competência pra analisar todas as combinações. Então, o que descobrimos é muito pouco, quase insignificante, mas, vejam que ainda ficamos felizes e utilizamos pra saber mesmo que de forma superficial. Porém haverá um dia, talvez daqui a milhares de anos (se homem não desviar o foco e não desistir de estudar) que teremos capacidade, não só de mapear e conhecer mais e mais do genoma, mas, dos códigos ocultos da alma.

Uma pessoa por exemplo, ao ser analisado por numerologia, nunca será decifrada com a numerologia que conhecemos hoje. Cada ser humano é único e a técnica das reduções, só limitam as interpretações. Cada homem está inserido em milhões de possibilidades. Ninguém pertence a um único odú. E nem mesmo a cinco ou seis, está inserido a uma combinação enorme de códigos e portas. Assim como nosso signo, que parte da luz do Sol e da Lua, somando-se as influências planetárias, estelares (pelas constelações), casas astrológicas (que são virtuais) e todas as combinações que conhecemos como aspectos astrológicos, na verdade, tem incontáveis combinações que cada pessoa tem unicamente em seu mapa. Mesmo quem nasceu gêmeo, do mesmo pai e da mesma mãe, no mesmo local e com segundos de diferença. Mesmo nascendo juntinhos, há códigos que diferenciam cada alma, cada ser, está conectado em um ponto do horóscopo e ai é que está toda a dificuldade, pois ter essa "lente" pra enxergar o que está oculto não é pra todo mundo. 

Todos os que defendem que tudo permaneça como está, por um lado, não quer mudanças, pois está bom e bem lucrativo. Por outro lado, acha que é impossível e não recomendado. Mas, como nos dizem os ensinamentos sagrados "a verdade vos libertará", assim, sem verdade, estamos cada vez mais presos as armadilhas da matéria. Só o conhecimento, a iniciação e a descoberta dos ensinamentos divinos, nos elevam, nos libertam das amarras da matéria. Na maioria das vezes, nem é má fé, mas, simples opinião. Vemos que Rubens Saraceni, Matta e Silva, Rivas Neto e outros, sempre tentaram até certo ponto fazer essa codificação. Das energias, das linhas e dos mistérios, cada um a seu jeito. Porém, o problema é que não se buscou somar, mas, direções distintas, muitas vezes opostas e até conflituosas. Cada um com seu propósito e vontade, mas, chegando a um certo ponto, onde simplesmente se acomodaram ou não acharam eco. Mas, tudo tem seu ciclo e tudo haverá de ser revelado um dia, assim o homem que se apega perceberá que tudo é mutável, que o conhecimento deve ser buscado sempre.
 Dizem que Deus criou o som pra formar as dimensões, galáxias, a vida e tudo mais. E assim como as escalas musicais, nós temos combinações quase que infinitas. Por isso é muito difícil decifrar uma alma e descobrir todos os seus códigos. E percebendo a conexão do sol, da luz e a matéria, que o Arqueômetro focou nas notas musicais. Da Matta, também usou em seus estudos, até porque o som faz parte da magia e de toda ritualista ao longo da existência humana. Muitos códigos formam nossa identificação, dias, meses, anos, horas, séculos, milênios, frações de tempo, potências de energia e por isso, é tão difícil. 

Cada orixá, anjo ou divindade que se conecta com uma pessoa, carrega ligações, códigos e encaixes que se alinham a uma pessoa. Códigos astrais, ancestrais, mágicos e metafísicos. Por isso, quando nossos odús estão desalinhados, nossos signos estão bloqueados e nossos orixás ou anjos estão desconectados, tudo ficará negativo. Todos nós temos um hierarquia só nossa, que age em nosso destino e que cria nossa fonte existencial. Esses códigos nos identificam no livro da vida e nos conectam as forças sagradas que nos regem, nos protegem e que Deus usou pra nos criar.


Carlinhos Lima
Axé a todos!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Cometas e asteroides, podem, no futuro, colidir com a Terra: “Cometas gigantes” podem ameaçar vida na Terra, diz estudo

De acordo com pesquisadores britânicos, os centauros, corpos celestes com características de cometas e asteroides, podem, no futuro, colidir com a Terra

Segundo os astrônomos, os centauros podem ter causado extinções em massa do passado
Segundo os astrônomos, os centauros podem ter causado extinções em massa do passado, como a dos dinossauros, há 65 milhões de anos(VEJA.com/Divulgação)
"Cometas" gigantescos poderão, em milhares de anos, colidir com a Terra e acabar com a vida no planeta, alerta um estudo publicado na última edição da Astronomy & Geophysics, revista da Sociedade Real de Astronomia da Inglaterra. Segundo os pesquisadores da Universidade de Buckingham e do Observatório Arnagh, centenas desses corpos celestes que costumam viajar além da órbita de Júpiter foram descobertos nas últimas duas décadas - o que significa que existem em grande quantidade no espaço e podem representar uma ameaça à vida terrestre.
"Se estivermos certos, esses cometas longínquos podem ser um sério perigo e chegou a hora de entendê-los melhor", disse o astrônomo Bill Napier, um dos autores do estudo, em comunicado. De acordo com os cientistas, o número desses corpos celestes era subestimado pelos astrônomos.
 
Os enormes "cometas" são objetos que reúnem as características de asteroides e cometas - têm entre 50 a 100 quilômetros de diâmetro e possuem órbitas instáveis que se aproximam de planetas como Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Por apresentarem um comportamento duplo, essas rochas foram batizadas pelos astrônomos de "centauros", alusão aos seres mitológicos que eram metade humano e metade cavalo.
Objetos próximos à Terra - Os astrônomos costumam vasculhar a região do espaço entre Marte e Júpiter em busca de objetos capazes de colidir com a Terra, os chamados Neo (Near Earth Objects, na sigla em inglês), mas, de acordo com o novo estudo, olhar para os limites do Sistema Solar em busca de rochas capazes de colidir com nosso planeta também é importante.
Segundo os cálculos dos cientistas, os centauros costumam circular por regiões do espaço afastadas da superfície terrestre, mas cruzam a órbita de nosso planeta uma vez a cada 40.000 ou 100.000 anos - ou seja, ainda não há motivo para se preocupar com eles. O "encontro" ocorre porque os campos gravitacionais dos planetas gigantes ao redor dos quais circulam os centauros podem alterar sua órbita e desviá-los em direção à Terra. Uma vez próximos de nosso planeta, eles devem se desintegrar em pó e fragmentos maiores, que podem colidir com a superfície.
Os pesquisadores acreditam que vestígios dos centauros atingiram a Terra em 10.800 a.C. e em 2.300 a. C. e podem ter causado a extinções em massa, como a dos dinossauros, há 65 milhões de anos.
"Nosso trabalho sugere que precisamos olhar além de nossa vizinhança imediata e estarmos atentos ao que existe além da órbita de Júpiter para encontrarmos centauros e analisar o risco de colisões", afirma Napier.

Astrofisica: Conheça a ASASSN-15lh, a supernova mais brilhante do céu

Pronunciada como "assassin" (ou assassino, em inglês), a supernova chegou, em seu pico, a uma luminosidade de 570 bilhões de vezes a do Sol

Batizada de ASASSN-15lh, a supernova
Batizada de ASASSN-15lh, a supernova
Batizada de ASASSN-15lh, a supernova é tão potente que sua luminosidade supera em 20 vezes a da Via Láctea(Divulgação/MPIA/NASA/Calar Alto Observatory/VEJA)
Astrônomos descobriram o que pode ser a supernova mais poderosa já encontrada. Publicado na última edição da revista Science, o estudo revelou que, em seu auge, a potência reportada pela grande explosão de estrelas foi 200 vezes maior que a de uma supernova comum e com luminosidade de 570 bilhões de vezes a do Sol.

Rara - Batizada de ASASSN-15lh, a supernova é especialmente rara uma vez que é duas vezes mais luminosa que qualquer outra explosão já vista. Os autores acreditam que esta é uma supernova tão poderosa que sua luminosidade supera em 20 vezes a de toda nossa Via Láctea.
Os pesquisadores estimam que a estrela que originou a ASSASN-15lh deve ter sido "colossal", com cerca de 50 a 100 vezes da massa do nosso Sol. Mesmo assim, é comum que ao longo do seu tempo de vida, as estrelas percam parte de sua massa. Por isso, acredita-se que, ao explodir, esta estrela deveria estar bem menor do que quando surgiu. "A estrela deveria ter um tamanho não muito maior do que o da Terra", informou à rede britânica BBC o professor Christopher Kochanek, da Ohio State University, nos Estados Unidos, um dos autores do estudo.
Mistérios - O projeto polonês All Sky Automated Survey for SuperNovae (ASA-SN, na sigla em inglês) identificou que a supernova "superiluminada" está localizada em uma galáxia a, aproximadamente, 3.8 bilhões de anos-luz (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) do nosso planeta. No entanto, a real posição da ASASSN-15lh (que se pronuncia "assassin", ou "assassino", em inglês) ainda é desconhecida, assim como seu mecanismo explosivo e a fonte de potência de sua iluminação. Estas informações continuam um mistério, conforme explicou Subo Dong, professor de astronomia da Universidade de Pequim, parque da equipe de pesquisadores.
Nas próximas semanas, os cientistas tentarão entender os mecanismos relacionados à supernova por meio do telescópio espacial Hubble e esperam que o fenômeno revele novas informações sobre supernovas "superluminosas".
Explosão estelar - Supernova é o nome dado à explosão de estrelas com dez vezes (ou mais) a massa do Sol. É um evento raro, previsto para ocorrer a cada 50 anos na Via Láctea. Uma supernova pode ser tão brilhante quanto uma galáxia mas, com o passar do tempo, a luminosidade diminui até ela se tornar invisível. O processo todo geralmente ocorre em semanas ou meses. Durante a explosão, cerca de 90% da massa estelar é expulsa. Por causa do brilho intenso, são comumente usadas como pontos de referência no universo para cálculo de distância entre os corpos.
Mesmo com curto "período de vida", o estudo destas supernovas são importantes para trazer mais informações sobre o Universo em qeu vivemos

Astrofísica: Luz visível de buraco negro V404 Cygni é detectada pela primeira vez

Segundo pesquisadores, o brilho observável por um telescópio comum é resultado da explosão liberada por gases de estrela ao serem sugados pelo buraco negro V404 Cygni

massa deste buraco negro é de 9 massas solares
massa deste buraco negro é de 9 massas solares

"É interessante notar que a massa deste buraco negro é de 9 massas solares, o que o torna bem diferente dos buracos supermassivos que existem no centro das galáxias", explicou o físico Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)(VEJA/Divulgação)
Durante anos se pensou que os buracos negros pudessem ser observados apenas com telescópios sensíveis a raio-x e raios gama. No entanto, uma recente descoberta mostrou, pela primeira vez, que telescópios comuns, como aqueles que entusiastas da astronomia costumam ter em casa, podem detectar um buraco negro quando a matéria ao seu redor emite flashes de luz ao ser sugada.


O fenômeno foi detectado por pesquisadores japoneses que observavam o buraco negro V404 Cygni, localizado a 7.800 anos-luz da Terra. O V404 Cygni possui uma estrela vizinha menor que o nosso Sol e ambos se rodeiam em um movimento que se completa a cada seis dias e meio. Essa trajetória circular da estrela deixa um "rastro" de gás.
Em artigo publicado na revista Nature, Mariko Kimura, da Universidade de Kyoto, explicou que a gravidade causada pelo buraco negro foi tão grande que parte do material deixado pela estrela foi sugado, liberando uma explosão radioativa que produziu luz visível - que pôde ser capturada pelos telescópios comuns na Terra.
"É interessante notar que a massa deste buraco negro é de 9 massas solares, o que o torna bem diferente dos buracos supermassivos que existem no centro das galáxias, que possuem massas milhões de vezes maiores que o Sol", explicou o físico Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Devoradores? - A descoberta veio quando astrônomos discutem a reputação dos buracos negros diante de novas observações. Recentemente, os cientistas detectaram um buraco negro localizado no coração da galáxia NGC 5195 expelindo duas grandes nuvens de gás - em uma curiosa inversão da natureza "devoradora" dos buracos negros.
De acordo com os astrônomos, as grandes nuvens foram resultado de uma súbita ingestão do material que estava ao redor do buraco negro, em uma galáxia vizinha, muito maior que a NGC 5195. "Aparentemente, buracos negros podem 'arrotar' após suas refeições", explicou o astrônomo que liderou as pesquisas, Eric Schlegel, da Universidade do Texas, à NASA (agência espacial americana). Segundo os pesquisadores, a explosão gerou material suficiente para a formação de novas estrelas.
"É comum aos grandes buracos negros expelirem gases, mas é raro ter uma visão tão próxima destes acontecimentos", afirmou Schlegel. Utilizando imagens de raio-x do Observatório Chandra, da NASA, e imagens óticas do Observatório Nacional Litt Peak, o astrônomo e sua equipe conseguiram ver os dois arcos de gás, seguido de uma fina camada de um frio gás de hidrogênio. Segundo eles, isto sugere que um gás mais quente tenha varrido o hidrogênio mais frio de dentro da galáxia.
O fenômeno parece indicar que, ao contrário de sua fama, o buraco negro também é capaz de criar estrelas, ao invés de apenas destruí-las

Astrofísica e o movimento dos planetas: "Alinhamento" de cinco planetas será visível durante 1 mês. Saiba como observar

De acordo com o astrônomo André Luiz da Silva, do Observatório Dietrich Schiel, da USP de São Carlos, o melhor dia para observar o movimento dos planetas será 7 de fevereiro

Vênus e Júpiter são os planetas mais facilmente identificados por causa de seu brilho intenso.
Vênus e Júpiter são os planetas mais facilmente identificados por causa de seu brilho intenso.
De acordo com o astrônomo André Luiz da Silva, do Observatório Dietrich Schiel, da USP de São Carlos, Vênus e Júpiter são os planetas mais facilmente identificados por causa de seu brilho intenso.(Museum Victoria/Stellarium/Reprodução)
Um "alinhamento" entre cinco planetas do nosso Sistema Solar poderá ser visto a olho nu até 20 de fevereiro. Algumas pessoas publicaram em suas contas nas redes sociais fotos do arco formado entre Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, que poderá ser observado até 20 de fevereiro, pouco antes de o Sol nascer, entre o Leste e Norte do horizonte.
De acordo com o astrônomo André Luiz da Silva, do Observatório Dietrich Schiel, da USP de São Carlos, o melhor dia para observar o movimento dos planetas será 7 de fevereiro, quando Mercúrio estará no ponto mais distante do Sol e, portanto, ficará mais aparente no céu.

Dicas - Este não é um alinhamento "clássico", em que as órbitas dos planetas se aproximam e eles parecem estar "chegando mais perto" no céu, quando vistos da Terra - a aproximação é sempre aparente, pois os planetas estão a milhões de quilômetros de nós. Dessa vez, os planetas vão parecer estar "enfileirados", um efeito visual causado pela perspectiva que temos do Sistema Solar.
Como o fenômeno se estende por um grande espaço no céu, Silva explica que aparelhos como os telescópios não são capazes de captar todos os planetas, muito menos fotografar toda a "grandeza" do alinhamento. A dica do astrônomo para conseguir capturar o movimento planetário é utilizar uma câmera com lente grande angular ou a chamada "olho de peixe", que garante maior campo de visão.
O fenômeno começou a ser observado do Brasil na noite desta quarta-feira (20) O primeiro planeta a aparecer no horizonte foi Júpiter, por volta das 23 horas. Em seguida, vieram Marte, às 2 horas, Saturno, que aparece às 3 horas, Vênus, por volta das 4 horas e, por último, Mercúrio que só desponta no horizonte por volta das 5h40.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Astrofísica: Astrônomos identificam estrela antiga e rara na Via Láctea

Pesquisa inclui cientistas do Brasil e dos EUA.
Achado pode ajudar estudo das origens da nossa galáxia.

Do G1, em São Paulo
Estrela ultrapobre em metais pode ajudar a entender origens da Via Láctea
Estrela ultrapobre em metais pode ajudar a entender origens da Via Láctea

Estrela ultrapobre em metais pode ajudar a entender origens da Via Láctea (Foto: ESO/Divulgação)
Uma equipe de astrônomos do Brasil e dos EUA, liderada pelo professor Jorge Melendez, da Universidade de São Paulo, publicou um estudo que mostra que a estrela de nome 2MASS J18082002-5104378 é uma "relíquia" dos anos de formação da Via Láctea que oferece uma oportunidade única de estudar as primeiras estrelas que se surgiram na nossa galáxia.
A estrela 2MASS J18082002-5104378 foi descoberta em 2014, como informa o Observatório Europeu do Sul (ESO), em comunicado. Observações que se seguiram mostraram que, ao contrário de estrelas mais jovens, como o nosso Sol, essa estrela apresenta uma quantidade muito baixa de metais (nome que os astrônomos dão aos elementos mais pesados que o hidrogênio e o hélio). Ela é tão desprovida destes elementos que é chamada uma estrela ultrapobre em metais. E, ao mesmo tempo, é a mais brilhante desse tipo descoberta até hoje.
As estrelas pobres em metais são bastante raras tanto na Via Láctea, bem como em outras galáxias próximo de nós. Os metais formam-se durante a fusão nuclear nos núcleos das estrelas e espalham-se por todo o meio interestelar quando estas estrelas envelhecem e explodem. Consequentemente, gerações posteriores de estrelas formam-se a partir deste material cada vez mais rico em metais. As estrelas pobres em metais formaram-se a partir do meio não contaminado que existia logo após o Big Bang. Estudar estrelas como a 2MASS J18082002-5104378 pode, portanto, ajudar a entender segredos da formação do Universo.
Jorge Melendez, da USP (Foto: Reprodução/TV Globo)

 Os resultados deste estudo foram publicados na revista especializada "Astronomy & Astrophysics". A equipe de autores é formada por Meléndez (Universidade de São Paulo), Vinicius M. Placco (Universidade de Notre Dame, EUA), Marcelo Tucci-Maia (USP), Iván Ramírez (Universidade do Texas, EUA), Ting S. Li (UniversidadeTexas A&M, EUA) e Gabriel Perez (USP, Brasil).
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