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A pombagira

sábado, 18 de abril de 2020

'Como lego': FOTO das pedras de Stonehenge revela como foram arrumadas



Recentemente, a organização de patrimônio britânica English Heritage publicou uma foto de uma das pedras de Stonehenge de um ângulo pouco usual. A imagem revela que a estrutura, de 5 mil anos de antiguidade, foi montada como peças de lego.

As grandes rochas têm buracos e partes salientes para se fixarem com as outras. Os especialistas asseguram que esta técnica permitiu que o monumento resistisse ao longo do tempo.


This is a rarely seen view of the top of one of the giant sarsen stones. The protruding tenons are clearing visible and the corresponding horizontal lintel stone would have had mortise holes for them to slot into. A bit like early Lego!
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Esta é uma visão raramente observada do topo de uma das rochas gigantes de arenito. As espigas salientes são claramente visíveis e a pedra horizontal correspondente teria buracos de encaixe para os acomodar. Um pouco como Lego antigo!
O tweet chamou a atenção da famosa empresa de brinquedos, que respondeu em sua conta no Tweet com "ah, onde tudo isso começou". Assim, um porta-voz da empresa, citado pelo jornal Daily Mail, disse que "como companhia que tem como objetivo inspirar e desenvolver construtores do amanhã, foi uma surpresa nos vermos vinculados a construtores pré-históricos".
Uma colaboradora da English Heritage, Susan Greaney, explicou ao jornal britânico que se não fosse usada esta técnica, as peças do monumento teriam ficado bastante instáveis. "Stonehenge é o único que temos com este tipo de trabalho e configuração. É exatamente como um lego", concluiu.

Cientistas descobrem planeta anômalo 40 vezes maior que Terra e desprovido de atmosfera (VÍDEO)



O planeta recém-descoberto é 40 vezes mais maciço do que a Terra e sua existência deixa os cientistas perplexos.

Denominado TOI-849b, o corpo celeste se localiza a 225 anos-luz do nosso planeta, sendo o maior planeta rochoso descoberto até agora. Um pouco menor que Netuno, TOI-849b tem 40 vezes maior massa que a Terra e quase a mesma densidade.
Este monstro espacial foi descoberto por uma equipe de astrônomos, liderada por David Armstrong, da Universidade de Warwick, Reino Unido, e a descoberta, confirmada por mais de 120 pesquisadores, foi publicada no portal científico arXiv.
Os astrônomos acreditam que se trata do núcleo sólido de um antigo gigante gasoso que foi desprovido do grosso manto de gás que o rodeou no passado. Há muito tempo, seu aspeto devia ter sido semelhante ao de Júpiter, Saturno, Urano ou Netuno. Esta é a primeira vez que um planeta desta classe é descoberto e seu estudo pode ajudar a compreender "o que têm dentro" os gigantes gasosos do nosso Sistema Solar.


"O interior dos planetas gigantes continua sendo pouco conhecido, inclusive para os mundos do Sistema Solar, uma vez que as dificuldades na observação levam a grandes incertezas nas propriedades desses núcleos planetários. Por isso, os planetas que passaram por vias evolutivas estranhas podem nos proporcionar um caminho novo para compreender seu interior", explicam cientistas.
"Até agora nunca tínhamos visto planetas com esta densidade que tenham este tamanho. Na verdade, seria de esperar que um planeta rochoso tão grande tivesse formado uma espessa e densa atmosfera a sua volta, se transformando em um gigante gasoso semelhante a Júpiter. E não sabemos porque não aconteceu isso", disse Armstrong.
Uma das possíveis razões é que o TOI-849b poderia ter ficado sem gás à medida que se formava, por conseguinte, conseguiu formar um núcleo, mas não uma atmosfera. Contudo, não é clara a forma como este processo poderia ter evoluído, escreve portal Tech Times.
De acordo com os pesquisadores, seria muito mais provável que o planeta se formasse como um gigante gasoso "normal" e perdesse depois seu gás, seja por ter se aproximado perto demais de sua estrela e sua atmosfera tivesse sido varrida por ela, ou devido a uma colisão catastrófica com outro planeta gigante.

Descoberto no Iraque magnífico palácio do rei assírio Assaradão (FOTOS)




Arqueólogos alemães conseguiram fazer importantes descobertas na cidade iraquiana de Mossul ao encontrar um palácio assírio e um cômodo do trono do rei assírio Assaradão.

As descobertas impressionantes foram possíveis devido a um sistema de túneis construídos pelos terroristas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países).
"Esta é a amarga verdade. Os terroristas causaram uma grande destruição, mas graças a ela, conseguimos fazer certas descobertas", afirmou Peter Miglus, arqueólogo da Universidade de Heidelberg, Alemanha, escreve portal Archaeology News Network.



© Foto / Ali Al-Magasees / Heidelberg University / dpa
Portões do palácio de vários metros de altura com um touro alado e uma grande soleira de pedra
Em 2014, os membros do Daesh ocuparam Mossul e explodiram uma mesquita que estava situada em uma colina sobre o túmulo do profeta Jonas. Os terroristas queriam destruir tudo o que consideravam lugares infiéis e onde pudesse haver cultos a outros profetas que não fossem Maomé.
 
 
 
© Foto / Ali Al-Magasees / Heidelberg University / dpa
Parede com inscrições do rei assírio Assaradão, entre 680 e 660 a.C
Por sua vez, a mesquita tinha sido construída sobre as ruínas de um palácio militar do Império assírio, que dominou a região até aproximadamente 600 a.C. Os membros do Daesh destruíram a mesquita, cavando um sistema de túneis debaixo dos escombros. "Provavelmente procuravam fragmentos arqueológicos do palácio para vendê-los no mercado negro", ponderou Miglus.
Já em 2017, o Exército iraquiano reconquistou a cidade e o sistema de túneis estava intacto, assim como o caminho para o palácio assírio. Depois da reconquista da cidade, o governo iraquiano permitiu que sítios arqueológicos da região fossem analisados pela equipe de pesquisadores da Universidade de Heidelberg.
 
 
 
© Foto / Ali Al-Magasees / Heidelberg University / dpa
Escadaria para a tribuna no cômodo do trono do palácio do rei assírio Assaradão
Durante várias semanas, arqueólogos realizaram diversas descobertas tais como inscrições e esculturas. No interior do sistema de túneis, acharam o cômodo do trono do rei Assaradão – o maior do Império assírio de 55 metros de comprimento.

Quatro mil novos asteroides encontrados em região do Sistema Solar nunca antes estudada



Cientistas do Chile encontraram um grupo dos menores "asteroides que se podem observar de forma estatisticamente significativa", cada um com menos de 10 quilômetros de diâmetro.


Uma investigação liderada por cientistas chilenos, que visava avançar no estudo da gênese de nosso Sistema Solar, descobriu 4.000 novos pequenos asteroides em uma região que até então não havia sido observada. O estudo dos componentes desses objetos fornece pistas sobre como a vida na Terra se formou. Os resultados foram publicados na revista científica Astronomical Journal.
O estudo foi realizado por César Fuentes e José Peña, cientistas da Universidade do Chile e pesquisadores do Centro de Excelência em Astrofísica e Tecnologias Afins (CATA, na sigla em espanhol).
"O objetivo desta pesquisa foi estudar os menores asteroides que se pode observar de maneira estatisticamente significativa. Ou seja, poder ver o suficiente deles para entender, por exemplo, sua distribuição de tamanho: quantos pequenos há para quantos grandes", explicou o astrônomo César Fuentes.
Todos os asteroides observados no estudo tinham menos de 10 quilômetros de diâmetro, e foram capturados pela Câmera de Energia Escura (DECam, na sigla em inglês) do telescópio Blanco no Observatório Interamericano Cerro Tololo, localizado na região de Coquimbo, norte do Chile.
"A maioria dos estudos de asteroides se concentra no plano da eclíptica, a linha seguida pelo Sol e os planetas. No entanto, nós observamos uma área afastada deste sítio, então encontramos uma população que não é típica da maioria das pesquisas", acrescentou Fuentes.
Seu trabalho foi baseado no estudo das cores dos asteroides, que dizem muito sobre sua história e os materiais de que são feitos. Por exemplo, se eles são azuis, isso implica que sofreram colisões recentes.
"Não pudemos medir com precisão as cores porque o tempo que esperávamos para tirar duas imagens diferentes da mesma área era de cerca de 40 minutos, o suficiente para que as cores obtidas fossem contaminadas pela rotação dos asteroides, pois quando giram expõem uma face diferente."
"Este resultado serve para informar futuros estudos, que devem reduzir o tempo de observação para menos de 15 minutos", disse o astrônomo chileno.
O estudo de asteroides permite descobrir mais dados sobre as origens do Sistema Solar e da vida na Terra. Por exemplo, se acredita que eles são os responsáveis por trazer água para nosso planeta. Tais estudos também nos permitem obter informações sobre o que devemos esperar encontrar em outros sistemas solares.

Como fator genético pode ser causa de casos graves inexplicáveis da COVID-19?



A razão dos casos graves e "inexplicáveis" de COVID-19 pode ser a predisposição genética dos pacientes, de acordo com imunologista francês, professor Jean-Laurent Casanova.

"No caso da infecção por SARS-CoV-2, existem casos raros de formas graves, incluindo casos fatais, em crianças, adolescentes e adultos relativamente jovens. Ou seja, não estamos falando de dois fatores de risco principais: idade avançada e doenças crônicas. Esses casos inexplicáveis indicam a existência de fatores genéticos que influenciam a resposta ao vírus", explicou Casanova, em entrevista ao jornal Le Monde.
De acordo com o especialista, esta hipótese é que pacientes relativamente jovens podem ter uma predisposição genética que não se manifesta até o primeiro contato com o vírus, mas que depois causa uma forma grave da doença até levar o paciente para a unidade de terapia intensiva.
"De acordo com esta hipótese, no momento do contato com a infecção, seu fenótipo se manifesta, a vulnerabilidade perante ela existente em seus genes. Portanto, nosso objetivo é identificar variações no genoma que possam explicar a ocorrência de formas graves", disse o professor.
O cientista observou que sua equipe vem aderindo, há cerca de 20 anos, à hipótese de que todas as doenças infecciosas estão associadas ao fator genético. Segundo ele, a teoria da existência de uma base genética das doenças infecciosas foi confirmada por estudos da genética clássica, entre 1905 e 1945.

Vulnerabilidade seletiva

"Nos últimos 25 anos, vários grupos de cientistas identificaram variações genéticas que levam à vulnerabilidade seletiva a certas doenças infecciosas entre crianças, adolescentes e adultos jovens", acrescentou o imunologista.
A equipe de Casanova, que dirige um laboratório de genética de doenças infecciosas em Paris e Nova York, está atualmente estudando o papel da predisposição genética na suscetibilidade ao coronavírus.




© REUTERS . Flavio Lo Scalzo
Equipe médica usa máscaras de proteção facial em hospital italiano, 13 de março de 2020
Até o momento, de acordo com os últimos dados, mais de 2,2 milhões de pessoas foram infectadas pelo coronavírus no mundo, cerca de 154 mil morreram.

domingo, 12 de abril de 2020

Novos sintomas de COVID-19 descobertos por neurologistas chineses



Para além dos já amplamente divulgados sintomas de infecção pelo novo coronavírus, cientistas chineses descobriram três outros novos indícios da doença COVID-19, provocada pelo SARS-CoV-2.

Embora os principais sintomas da COVID-19, tais como tosse, febre e fadiga, estejam principalmente relacionados com o estado geral dos pacientes, médicos chineses em uma pesquisa – a primeira desde o início da pandemia sobre sintomas neurológicos da doença – descobriram que os infectados com o SARS-CoV-2 podem também manifestar problemas do foro neurológico.
Assim, de acordo com o estudo, publicado em 10 de abril no portal Jama Neurology, os doentes infectados também podem sofrer de problemas relacionados com o funcionamento do sistema nervoso, apuraram os pesquisadores, médicos da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China.

Três tipos de sintomas

O estudo determinou que podem ocorrer sintomas neurológicos de três tipos em doentes com a COVID-19: primeiro, no sistema nervoso central (sob a forma de tonturas, alterações da consciência, convulsões, etc.); segundo, os relacionados com o sistema nervoso periférico (como alterações do paladar, do olfato ou da visão) e, por fim, os associados a lesões musculares.
Uma vez que mais de um terço dos contaminados apresenta perturbações neurológicas, esta descoberta possibilita identificar doentes de maior risco, permitindo igualmente que os hospitais fiquem menos propensos a diagnósticos errados ou atrasados de doentes que apresentem sintomas neurológicos destes três tipos.
"Durante o surto de COVID-19, ao examinar pacientes com manifestações neurológicas, os clínicos devem suspeitar estar perante uma infecção por SARS-CoV-2 para evitar um diagnóstico tardio ou incorreto e perder a oportunidade de tratar e prevenir uma contaminação posterior", adverte o estudo.
Segundo os últimos dados de 12 de abril da Universidade Johns Hopkins, a COVID-19 já ceifou 108.902 vidas em todo o mundo. O número de infectados é de 1.777.666 e o de recuperados 404.878.

Cientistas russos explicam famoso paradoxo visual




Recente estudo de cientistas da Universidade Estatal de Psicologia e Pedagogia de Moscou (UEPPM) desvenda um dos conhecidos paradoxos de percepção visual.

No seu artigo publicado na revista NeuroImage, os pesquisadores explicam que o resultado obtido pode ser usado para futuros estudos da esquizofrenia e epilepsia.
Os cientistas sublinham que em cada momento temporal o ser humano recebe um volume enorme de informação visual. O cérebro só consegue processar uma parte desta informação, a suficiente para formar uma percepção geral.
Esta otimização permite adaptar-se ao ambiente, mas também tem seu preço. Por exemplo, para definir o sentido do movimento observado no centro do campo de visão, o cérebro "desacelera" a percepção periférica.
Isso leva a um paradoxo: frequentemente nós temos dificuldade em determinar a direção do movimento do objeto que observamos quando ele ocupa a maioria do nosso campo visual, especialmente se o movimento for de grande velocidade. Este fenômeno foi descrito há muito, mas o mecanismo que o produz tem permanecido um mistério.
Usando o método de magnetoencefalografia (MEG), a equipe da UEPPM descobriu que a aceleração de grandes objetos ativa grupos de neurônios que reprimem a atividade de áreas do córtex visual responsáveis pela detecção do sentido do movimento observado.
"Surpreendentemente, a capacidade de determinar o sentido do movimento pode melhorar graças a certas doenças. Existe a hipótese de que tal 'melhora' se deva ao enfraquecimento do funcionamento dos neurônios inibidores. As ondas gama (oscilações rápidas da atividade eletromagnética do cérebro), registradas pela MEG, permitem avaliar o equilíbrio entre os impulsos inibidores e motores, permitindo detectar se em uma pessoa concreta este equilíbrio está desajustado", comenta a pesquisadora sênior Elena Orekhova, do centro de MEG da UEPPM.
As ondas gama mais informativas, de acordo com os especialistas, são as provocadas por estímulos visuais. Os cientistas da UEPPM dizem ser os primeiros no mundo a definir quais as propriedades das ondas gama que refletem a eficiência de processos de frenagem dos neurônios.
De acordo com os autores, os resultados obtidos não só descrevem o funcionamento de um cérebro saudável, mas também são úteis para a compreensão de mecanismos de certas doenças nervosas e mentais (esquizofrenia, autismo, epilepsia).
MEG é a única tecnologia capaz de registrar ondas gama, fazendo-o sem contato e com um grande nível de confiabilidade. Há cerca de 200 aparelhos de MEG em todo o mundo. O único que existe na Rússia funciona na UEPPM.

Descobertos discos planetários com órbitas similares a astro de 'Guerra nas Estrelas'



Astrônomos descobriram geometrias orbitais impressionantes em discos protoplanetários em torno de estrelas binárias.

Os pesquisadores do Observatório Nacional de Radioastronomia (NRAO) dos EUA, com a ajuda do telescópio ALMA, no Chile, observaram 19 discos protoplanetários (local onde os planetas se formam) em torno de estrelas binárias e descobriu "geometrias orbitais surpreendentes". No caso de estrelas binárias, esses discos são conhecidos como discos circumbinários.
Nas últimas décadas, os cientistas descobriram milhares de planetas que orbitam estrelas de maneira diferente do que acontece em nosso Sistema Solar. Alguns desses planetas se formaram em sistemas binários (orbitam em torno de dois sóis) assim como Tatooine, o planeta fictício conhecido no universo de "Guerra nas Estrelas".
O novo estudo, publicado pelo NRAO, sugere que os discos onde os planetas que orbitam em torno de duas ou mais estrelas são formados podem existir em órbitas desalinhadas, longe do plano orbital primário.
"Com nosso estudo, queríamos aprender mais sobre as geometrias típicas de discos circumbinários. Os dados de alta resolução do ALMA foram cruciais para o estudo de alguns dos menores e mais fracos discos circumbinários até agora", explicou o astrônomo Ian Czekala, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).
 
 
 
© Foto / NASA/JPL-Caltech
Representação artística do planeta HD 188553 Ab com três sóis
Comparando os dados dos discos circumbinários obtidos do ALMA com os doze planetas do tipo Tatooine, os astrônomos descobriram que o grau em que as estrelas binárias e seus discos circumbinários estão desalinhados depende em grande parte do período orbital das estrelas anfitriãs. Quanto menor o período orbital da estrela binária, maior a probabilidade de hospedar um disco alinhado com sua órbita.
Contudo, estrelas binárias com períodos orbitais maiores que um mês geralmente têm discos desalinhados, ou seja, o caminho orbital dos dois sóis binários pode deformar seu disco circumbinário externo e este adquirir órbitas desalinhadas.
Os cientistas agora buscam descobrir por que existe uma correlação tão forte entre o alinhamento do disco e o período orbital das estrelas e "tentam entender como os discos deformados ou inclinados afetam" a formação de planetas nesses sistemas estelares múltiplos.
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