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A pombagira

sábado, 4 de janeiro de 2020

Vida alienígena pode existir, mas nossas concepções estariam nos impedindo de reconhecê-la



Se descobríssemos vida alienígena, seríamos capazes de reconhecê-la? A vida em outros planetas pode ser tão diferente do que imaginamos que talvez não a sejamos capazes de a reconhecer.
O cientista empenhado na busca por vida extraterrestre, Scott Gaudi, do Conselho da NASA, declarou estar otimista quanto às chances de encontrarmos vida alienígena:
"De uma coisa estou seguro, depois de 20 anos de pesquisando exoplanetas: esperem o inesperado", declarou.
Mas será que é possível simplesmente "esperar o inesperado", questiona o filósofo da ciência da Universidade de Dunham, Peter Vickers, em artigo publicado no jornal The Conversation.
Muitas pesquisas apontam que "esperar o inesperado" pode ser muito mais difícil do que parece. De acordo com o psicólogo cognitivo Daniel Simons, temos uma tendência de não ver aquilo que não prevemos. Por exemplo, se virmos uma carta preta de quatro de copas misturada a um baralho comum, dificilmente iremos notar a anomalia.
Quando o assunto é a descoberta de vida alienígena, será que podemos nos contentar com a ideia de que "iremos saber que é vida quando nos depararmos com ela"? Existem muitos exemplos na ciência que provam que, muitas vezes, somos incapazes de reconhecer fenômenos completamente novos.
A primeira vez que os cientistas obtiveram provas do baixo nível de ozônio na atmosfera na região da Antártica, ao invés de concluir que havia um buraco na camada de ozônio, os cientistas acharam que havia algo de errado com os dados.

© AP PHOTO / PATRICK CULLIS
Aurora Boreal vista do Observatório de Pesquisa da Antártica, aonde foi descoberto o buraco na camada de ozônio da região, em 1987
Felizmente, eles tiveram o rigor de coletar os dados novamente e, somente depois disso, concluíram e fizeram a descoberta da anomalia.
Além disso, a maioria das grandes descobertas ocorreu por acidente, como a penicilina ou a detecção da radiação remanescente do Big Bang. Será que poderemos contar com a sorte no caso da vida alienígena?
Cientistas que observam exoplanetas enfrentam um obstáculo adicional: existem milhares de exoplanetas competindo pela atenção dos pesquisadores. Nos últimos dez anos, a NASA identificou mais de 3.650 exoplanetas, cada um com uma estrutura física e química específica. A possibilidade de algum exoplaneta ser descartado como sendo "de importância menor" é bastante significativa.
Apesar da necessidade de formar cientistas com forte embasamento teórico, Vickers aponta para a necessidade de manter a mente aberta para poder analisar fenômenos novos.
Isso seria particularmente necessário na área da exploração espacial, que não pode ser abordada como uma "expedição de pescaria", na qual procuramos por algo pré-determinado.
NASA realiza missões de exploração espacial com o auxílio do telescópio TESS, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT). O TESS foi lançado por um foguete da companhia SpaceX, a partir da base da Força Aérea dos EUA em Cabo Canaveral, na Flórida, em abril de 2018.

Problema dos 3 corpos: сientistas estão perto de resolver questão mais antiga da astrofísica



Pesquisadores dizem que estão próximos de entender o chamado "problema dos três corpos", formulado por Newton, de como três corpos celestes semelhantes orbitam no espaço de acordo com as leis da física.

Os pesquisadores disseram que têm uma solução estatística para o problema dos três corpos de Newton, ou seja, o problema de descobrir como três corpos similares se deslocam no espaço de uma forma que se encaixe nas leis do movimento e da gravidade.
Um estudo recente, publicado na revista Nature, aproximou-se mais da solução, encontrando uma fórmula estatística que se enquadra nesta questão ainda por resolver. O problema dos três corpos, descrito no estudo como "indiscutivelmente a questão em aberto mais antiga da astrofísica", data de séculos atrás e lida com as leis de Newton. As leis do movimento ajudaram os cientistas a compreender as relações entre um corpo com massa e as forças que agem sobre ele, como as forças que agem sobre um planeta em órbita do Sol.
Apesar de tudo, tentar entender as relações entre um corpo com massa e as forças que agem sobre ele quando aplicadas a três corpos (por exemplo, quando um satélite orbita um planeta, que, por sua vez, está orbitando uma estrela) leva a dificuldades, pois as equações relacionadas à massa e ao movimento não são resolúveis.

Resposta parcial

Cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém sugeriram que, em um sistema instável e caótico de três corpos, um deles acaba sendo expulso, deixando para trás dois corpos em uma relação binária estável.
"Quando comparamos nossas previsões com modelos de seus movimentos reais gerados por computador, encontramos um alto grau de precisão", diz o astrofísico Nicholas Stone, um dos pesquisadores.
Embora os cientistas tenham encontrado soluções para casos especiais, a fórmula geral para o problema dos três corpos se mostrou difícil de atingir. Uma analogia seria tentar aplicar um modelo matemático ao efeito borboleta, que seria confuso demais para rastrear corretamente. O estudo atual não resolve completamente o problema dos três corpos de Newton. Os pesquisadores disseram que sua representação estatística de um sistema de três corpos instável ajudará os cientistas a visualizar os complicados processos envolvidos nestes sistemas.
"Veja a situação de três buracos negros que estão orbitando um ao outro", disse Stone. "Suas órbitas se tornarão necessariamente instáveis e, mesmo que um deles seja expulso, continuamos muito interessados na relação entre os buracos negros sobreviventes".
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