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A pombagira

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Fragmentos de 'duelo' de estrelas criam arte cósmica impressionante (FOTO)



Uma equipe de astrônomos utilizando o ALMA, telescópio único de design revolucionário e composto inicialmente por 66 antenas de alta precisão, observou uma nuvem de gás muito peculiar ocasionada por um "confronto" entre duas estrelas.

Uma das estrelas cresceu tanto que envolveu a outra que, por sua vez, foi ao encontro da maior em espiral e fez com que a "rival" perdesse suas camadas externas.
As estrelas são iguais aos humanos, pois mudam com o passar dos anos e acabam morrendo. Para o Sol e estrelas semelhantes, a mudança é sentida com a queima de todo o hidrogênio do núcleo, o que ocasiona o aumento do astro, que se transforma em uma gigante e brilhante estrela vermelha.
Finalmente, a estrela moribunda passa a perder suas camadas externas, sobrando o núcleo: uma estrela quente e densa, chamada anã branca.
"O sistema estelar HD101584 é especial no sentido de que este 'processo de morte' terminou prematura e dramaticamente quando uma estrela próxima de pouca massa foi engolida pela gigante", explicou Hans Olofsson, da Universidade Técnica Chalmers, Suécia. Olofsson é o líder do estudo publicado em Astronomy & Astrophysics.

© FOTO / ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), OLOFSSON ET AL. ACKNOWLEDGEMENT: ROBERT CUMMING
Telescópio de micro-ondas ALMA mostra o resultado de uma luta estelar
Durante a transformação em uma gigante vermelha, a estrela maior cresceu tanto que absorveu a estrela menor. Como resposta, a estrela menor seguiu em direção ao núcleo da maior em espiral, sem conseguir se chocar. A manobra em espiral fez com que a estrela maior explodisse, dispersando suas camadas de gás e deixando o núcleo exposto.
Pesquisadores afirmam que a complexa estrutura de gás da nebulosa HD101584 apareceu devido à trajetória em espiral da estrela menor quando se aproximava da gigante, assim como os jatos de gás que se formam neste processo.
Como uma pancada mortal nas camadas de gás aniquiladas, os jatos voaram através do material previamente expelido, formando anéis de gás e brilhantes manchas azuladas e avermelhadas que podem ser vistas na nebulosa.

Iceberg 4 vezes maior que São Paulo está prestes a entrar em mar aberto (VÍDEO)



O maior iceberg do mundo, chamado A68, está perto de entrar em mar aberto pela primeira vez, e os especialistas acreditam que ele pode finalmente se romper.

O A68 tem uma área enorme de cerca de 6.000 km², o que significa que tem cerca de quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo, de 1.521 km².
World's biggest iceberg makes a run for it - BBC News https://bbc.in/2S2xj80 
, a colossus that broke free from the Antarctic in 2017, has pushed so far north it is now at the limit of the continent's perennial sea-ice.

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​O maior iceberg do mundo desata a fugir. O A68, um colosso que se liberou da Antártica em 2017, chegou tão longe a norte que agora se encontra no limite da banquisa perene do continente
A primeira vez que o iceberg se libertou da Antártica foi em 2017, ele passou os últimos três anos sendo empurrado lentamente para norte pelos ventos e correntes predominantes e está no limite do gelo marinho do continente, escreve Mirror.
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​Iceberg A68, de janeiro de 2018 a janeiro de 2019 – Galeria da geleira de Ade
"Com uma relação de espessura e comprimento semelhante a cinco folhas de A4, estou espantado que as ondas oceânicas ainda não tenham feito cubos de gelo do A68. Se ele sobreviver por muito tempo como uma única peça quando se mover para além da borda da banquisa, ficarei muito surpreendido", disse à BBC News o especialista em icebergs Adrian Luckman, da Universidade de Swansea (Reino Unido).
grande problema desse desprendimento é especificamente o grande tamanho do iceberg, que pode representar um perigo para o tráfego marítimo.
Os cientistas estão agora monitorando de perto o A68, mas também estão de olho em dois outros icebergs que em breve irão nascer.

Árvores da Amazônia são 'cápsula do tempo' da história humana



As florestas tropicais do mundo agem como importantes "cápsulas do tempo" da atividade humana há centenas de anos, de acordo com uma equipe de pesquisadores.

No estudo publicado pelo portal Trends in Plant Science, os pesquisadores descreveram como a biologia das árvores tropicais, combinada com outros dados históricos e arqueológicos, pode revelar a história dos povos nativos nas regiões tropicais, assim como os impactos do colonialismo.
"As florestas tropicais são há muito tempo consideradas como zonas selvagens 'virgens', intocadas por humanos até a invasão recente das forças industriais", afirma Patrick Roberts, autor de estudos do Instituto Max Planck em Ciências da História Humana, em entrevista à Newsweek.
"No entanto, informações arqueológicas das últimas duas décadas demonstraram que as sociedades humanas ocuparam e modificaram estes ambientes ao longo do milênio. A forma como eles mudaram estas florestas e as implicações existentes para a conservação e identificação de estratégicas de coexistência sustentável permanecem hoje uma questão fundamental", diz Roberts.
"Queríamos ver e pesquisar como diferentes métodos existentes de estudo do crescimento e idade das árvores poderiam ser combinados para explorar a forma como o desenvolvimento desses gigantes florestais mudou em resposta aos humanos durante períodos chave da história humana nos trópicos".
Algumas espécies de árvores crescem há milênios, absorvendo os impactos de seu entorno, afirmam pesquisadores. Por exemplo, vários fatores, como assentamentos humanos e indústria, podem impactar em como as árvores crescem.
Em regiões tropicais do mundo, os cientistas utilizam há muito tempo as árvores para conhecer as mudanças climáticas e as tendências ambientais. As árvores crescem sazonalmente, formando "anéis" em seu tronco, que são utilizados para conhecer as anteriores mudanças climáticas.
Estes padrões de crescimento também podem ser usados para estudar a atividade humana – algo que geralmente é pouco considerado por ecologistas, segundo Roberts.
"Assim como diferentes eras podem ser catalogadas e datadas, podemos de fato catalogar o 'antigo DNA' das árvores em uma mesma floresta para observar como as populações podem ter mudado ao longo do tempo", acrescenta o pesquisador. "Alterações nos genes podem ocorrer após intensa desflorestação, ou certos genes podem ser selecionados por humanos buscando uma característica em particular".
Da mesma forma que os arqueólogos escavam camadas para produzir uma "estratigrafia", podemos olhar para a "estratigrafia viva" das árvores para ver como o seu crescimento mudou, em que momento, e como ela pode se relacionar com o clima e as atividades humanas.
No estudo, os autores apontaram dois casos de pesquisas recentes que revelaram mais informações sobre a história humana a partir de árvores na região.

FOTOARENA / FOLHAPRESS
Terreno desmatado e queimado é visto na floresta Amazônica nos arredores de Porto Velho, em Rondônia
O primeiro caso foi o trabalho de Victor Caetano Andrade – o principal autor do último estudo do Instituto Max Planck para Ciências da História Humana – que investigou castanheiras na Amazônia. Sua pesquisa demonstrou como longos períodos da história alteraram as árvores que cresciam na cidade de Manaus.
"Estudando uma destas árvores, ele demonstrou que a chegada dos colonizadores e o desenvolvimento de Manaus levou ao colapso das populações indígenas, assim como as estratégias tradicionais de organização destas árvores", agrega Roberts.
O segundo caso discute o trabalho de várias equipes de pesquisadores que avaliaram como a variação genética de árvores economicamente importantes – como mamoneiras, palmeiras e castanheiras – estão fortemente associadas com áreas de intensa ocupação humana antes da colonização nas Américas.
Os autores argumentam que reconhecer o valor das árvores como "cápsulas do tempo" realça a necessidade de proteger as florestas tropicais, que são algumas das mais afetadas pelas mudanças climáticas.

Telescópio capaz de detectar sinais 'extraterrestres' está sendo desenvolvido



Cientistas russos iniciaram a construção de um telescópio que pode ser usado para procurar sinais de civilizações extraterrestres se estiverem sendo transmitidos no espectro ótico.

Aleksandr Panov, pesquisador do Instituto de Física Nuclear da Universidade Estadual de Moscou (MGU, na sigla em russo), afirmou que "o principal propósito do telescópio é monitorar raios cósmicos".
"No entanto, com essa ferramenta também é possível observar flashes óticos curtos e brilhantes de luz, chamados de transitórios óticos. O instrumento pode ser usado para procurar sinal extraterrestre artificial [...]", afirmou Panov.
O pesquisador também adicionou que nossa civilização é capaz de criar um sistema laser para transmitir mensagens espaciais no espectro ótico.
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A Rússia deve sediar uma conferência internacional à procura de civilizações extraterrestre em um futuro próximo. Um dos objetivos do evento é garantir o financiamento para os projetos baseados na Rússia relacionados à busca de inteligência extraterrestre.
"Ao invés de realizar uma 'escuta pontual' de sinais de estrelas selecionadas, precisamos criar estações de escuta em torno do mundo para detectar sinais de rádio em diversas partes do espectro vindos de todos os cantos do Universo, 24 horas por dia", completou.

'Colapso sistêmico global': mundo não aguenta combinação de eventos negativos, dizem cientistas



Na opinião de Amy Luers, diretora-executiva do programa Future Earth, esta década vai ser decisiva para o futuro coletivo da humanidade e para evitar os problemas que poderiam estar se acumulando.

O mundo poderá sofrer um "colapso sistêmico global" se houver uma combinação simultânea de fatores negativos, diz um estudo publicado pelo portal do programa de pesquisa internacional Future Earth, em que participaram mais de 200 cientistas.
Se mudanças climáticas, extremidades climáticas que vão desde furacões a ondas de calor, degradação dos ecossistemas que sustentam a vida, a segurança alimentar e a diminuição das reservas de água doce acontecerem ao mesmo tempo, relata o portal Phys.org, o "potencial de impactar e amplificarem-se mutuamente [...] [poderão] levar ao colapso sistêmico global", afirma Maria Ivanova, professora do Centro de Governança e Sustentabilidade da Universidade de Massachusetts.
Amy Luers, diretora-executiva do Future Earth, diz que 2020 é um momento crucial para analisar estas questões. "Nossas ações durante a próxima década determinarão nosso futuro coletivo", acrescentou.
O estudo do Future Earth está integrado no programa global de promoção da sustentabilidade e combate às alterações climáticas, com vista a prevenir os fatores acima referidos.

© REUTERS / DENIS BALIBOUSE
A ativista sueca de mudança climática Greta Thunberg fala durante uma sessão na 50ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos, Suíça, em 21 de janeiro de 2020.
Em outubro de 2020, vários países da ONU se reunirão em Kunming, China, para tentar encontrar uma solução para a destruição dos ecossistemas e a redução da biodiversidade. Em novembro a ONU realizará uma cúpula climática em Glasgow, Reino Unido, onde será discutida a redução global de dióxido de carbono.

Sol impediria comunicação entre terrestres e alienígenas, segundo cientista



Em entrevista à Sputnik Mundo, o físico nuclear da Universidade de Moscou Aleksandr Panov explicou as dificuldades de comunicação entre homens e supostos seres alienígenas.

Enquanto a existência de alienígenas é especulada por alguns, o físico nuclear da Universidade de Moscou Aleksandr Panov acredita que a principal barreira entre os humanos e os extraterrestres seriam as fortes emissões de rádio geradas pelo Sol.
A razão disso seria a sua forte potência, o que tornaria impossível discernir um sinal enviado pelos humanos.
Em entrevista à Sputnik Mundo, Panov afirmou que, além de abafar as emissões de rádio oriundas da Terra, o Sol também é um obstáculo para a recepção de sinais semelhantes enviados por alienígenas, além da forte concentração de sinais de rádio presentes no nosso planeta.
"Para poder receber sinais semelhantes teria que se ter receptores [de sinais de rádio] de escala astronômica, o que a humanidade não tem agora", afirmou.
Além disso, os sinais alienígenas teriam também que ser decifrados, tarefa considerada difícil por Panov.
"Mas nenhum instrumento terrestre poderia decifrar este ruído [extraterrestre] de forma que se pareça com uma informação sensata", acrescentou.

Galáxia muito grande

Atualmente as ondas de rádio são o principal meio utilizado na busca de vida extraterrestre pelos cientistas.
Assim, as primeiras transmissões de rádio começaram em 1909, e a televisão pública nasceu na década de 1930.
Desta forma, as primeiras ondas de rádio que conseguiram penetrar a ionosfera estão a uma distância máxima de 100 anos-luz da Terra, ao passo que a Via Láctea supera os 100.000 anos-luz em tamanho.

Doenças, assassinatos e escravidão: quando ocorreu colapso social da Ilha de Páscoa?



De acordo com uma crença comum, quando os colonizadores europeus chegaram à Ilha de Páscoa, no Chile, a sociedade nativa já estava em declínio, embora recentes pesquisas sugiram outras teorias.

Ao contrário da teoria de que o processo foi interrompido em 1600, descobriu-se que a população aborígene estava construindo seus monumentos icônicos no século XVIII.
Em 1770, quando os europeus chegaram à ilha, a sociedade aborígene ainda estava funcionando normalmente. Entretanto, logo entrou em rápido declínio devido a doenças, assassinatos e escravidão, relata o Phys.org.
Acredita-se que a Ilha de Páscoa, atualmente território chileno, foi colonizada no século XIII por navegadores polinésios.
Os pesquisadores processaram dados de radiocarbono em amostras de 11 locais da ilha e os compararam com os registros contemporâneos, concluindo que quando os colonos espanhóis e holandeses desembarcaram na ilha em 1770 e 1772, respectivamente, os famosos moais (monumentos também conhecidos como Cabeças da Ilha de Páscoa) ainda estavam em bom estado.

© AFP 2019 / GREGORY BOISSY
Vista de Moai - esculturas de pedra na Ilha de Páscoa a 3.700 quilômetros da costa chilena no oceano Pacífico
Os registros limitados daquela época indicam que a sociedade estava prosperando. No entanto, quando o navegador britânico James Cook chegou, em 1774, ele observou uma ilha em crise.
"O pensamento geral tem sido que a sociedade que os europeus viram quando apareceram pela primeira vez era uma que tinha colapsado", explicou Robert DiNapoli, do Departamento de Antropologia da Universidade de Oregon, que liderou o estudo publicado na Journal of Archaeological Science.
Na realidade, a sociedade insular ainda não havia experimentado um colapso, uma vez que "a construção de monumentos e o investimento ainda eram partes importantes de suas vidas quando estes visitantes chegaram", concluíram os pesquisadores.
"Assim que os europeus chegam à ilha, há muitos eventos trágicos documentados devidos a doenças, assassinatos, incursões para tomar escravos e outros conflitos", explicou o coautor da pesquisa Carl Lipo, antropólogo da Universidade de Binghamton em Nova York.
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