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A pombagira

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Zodíaco: A origem e os mitos - signos astrológicos

Para os antigos, a astrologia explicava o mundo todo - Pixabay

Olhando para o céu, os antigos acreditavam ver os deuses


A trajetória do Sol, as fases da Lua e a rotação do céu noturno foram as primeiras grandes referências que o homem descobriu e usou para se orientar no tempo e no espaço. A necessidade dessas referências cresceu há 10 mil anos, com o desenvolvimento da agricultura. E cresceria ainda mais no início das grandes navegações, nos séculos 15 e 16.

Mas foi há 3 mil anos que as civilizações do Crescente Fértil, a região atravessada pelos rios Nilo, Tigre e Eufrates (no Oriente Médio), esboçaram os primeiros estudos do céu - personificando fenômenos astronômicos na figura de deuses. Os sacerdotes da Mesopotâmia estabeleceram as constelações do zodíaco por volta do século 5 a.C. Elas não serviam para traçar o destino dos indivíduos em função da data de nascimento, como faria depois o horóscopo, mas para dar consultoria ao rei sobre a iminência de tempos difíceis.

A necessidade de referências, combinada à compulsão em dar sentido a tudo - incluindo o aparente caos celestial -, levou o homem a criar no firmamento, ligando estrelas com linhas imaginárias, um conjunto de imagens que simbolizam o enredo de alguns de seus mitos.
O nome das constelações vem da mitologia grega - algumas delas, os helênicos herdaram de povos da Mesopotâmia. E nós herdamos deles. A de Aquário, por exemplo, lembra o sequestro de um jovem e belo troiano, Ganimedes, que foi obrigado a servir de copeiro no Olimpo. A titular da vaga era Hebe, deusa da juventude, filha de Zeus, mas ela largou o batente quando se casou com Hércules (herói que também ganhou uma constelação). Distraído enquanto se divertia com os amigos no monte Ida, Ganimedes foi raptado por Zeus, que estava de olho naquela beleza toda. Entre suas atribuições oficiais estava servir o néctar (a "água" da imortalidade) aos deuses. "Aquário", na Antiguidade, era o escravo responsável pela água - daí a constelação ser representada por um homem derramando líquido de um jarro..


 

Infográfico AH. Clique para ampliar.

⇨ Loteamento

A União Astronômica Internacional, fundada em 1919, na França, não se atreveu a abandonar todo o simbolismo que reina nas alturas quando a Délimitation Scientifique des Constellations loteou o firmamento em 88 grupos, em 1930. "Talvez alguém se incomode que, em pleno século 21, ainda façamos referência à mitologia quando falamos de constelações. Mas tudo é histórico. Tudo é cultural. São 'causos' que marcam a cultura ocidental", afirma Walmir Thomazi Cardoso, mestre em História da Ciência, doutor em Educação Matemática e professor do Departamento de Física da PUC-SP. "O arranjo que acabou por se consolidar presta uma homenagem às origens históricas da astronomia", avalia Marcelo Gleiser, professor de Física Teórica e Astronomia do Dartmouth College (EUA).

Os gregos antigos descreveram mais da metade dessas 88 constelações reconhecidas pela União Astronômica. Quarenta e oito delas foram registradas nos volumes 7 e 8 da Composição Matemática, a obra mais importante de Cláudio Ptolomeu (90-168), célebre astrônomo de Alexandria. Os volumes só foram resgatados do esquecimento graças à admiração e ao zelo dos árabes, que traduziram a Composição, batizando-a de Almagesto. O trabalho de Ptolomeu é fortemente influenciado pela obra de Eudóxio de Cnido, de aproximadamente 350 a.C. A essa natural transmissão de legado entre pensadores corresponde uma verdadeira corrida, de cultura para cultura, que marca o conhecimento astronômico que chegou até nós. Entre os séculos 16 e 18, astrônomos e cartógrafos celestes europeus, por sua vez, adicionaram novas constelações às 48 consolidadas por Ptolomeu. Em sua maioria, eram descobertas feitas pelos primeiros exploradores do Hemisfério Sul. Entre quem fez contribuições particulares para a nova safra estão os astrônomos Johannes Hevelius e Nicolas de Lacaille, os cartógrafos Houtman, Keyser, Mercator e Plancius e o navegador Américo Vespúcio. Lacaille, por exemplo, saiu batizando constelações, 14 ao todo, com as designações de aparelhos das ciências e das artes. Foi assim que ele prestou seus respeitos a itens como o forno químico, usado para destilação, e a máquina pneumática - sim, existe a constelação do Forno e a constelação da Máquina Pneumática.

O céu não é mais aquele

Mas o loteamento celeste que faz mais sucesso é o zodiacal, e aí não importa que a poluição atmosférica e o excesso de luzes urbanas tenham tornado difícil ver alguma coisa quando se olha para o céu noturno. Para chegar à divisão do zodíaco - 12 signos, de 30 graus cada um -, foram necessárias muitas observações precisas e uma aritmética elaborada. Os babilônios empregavam a numeração sexagesimal, mantida até hoje na divisão do círculo em 360 graus e na divisão do dia em 24 horas.

Por causa de um dos mais de 20 movimentos da Terra, chamado precessão, o eixo dos polos não aponta sempre para uma mesma estrela. Hoje o eixo mira Polaris, mas, na época dos egípcios, a estrela "polar" era Thuban - e daqui a 12 mil ou 13 mil anos será Vega. Como a nomenclatura atual das constelações do zodíaco foi codificada há 2 mil anos, o céu já mudou. E o zodíaco de hoje é ligeiramente diferente.Previsivelmente, o pensamento científico repudia a devoção persistente ao horóscopo - o que pouco se reflete no grande público consumidor das previsões para seus signos.

Ainda assim, ai de quem ousar mexer no horóscopo. Parke Kunkle, da Sociedade Planetária de Minnesota, apareceu em 2011 falando em precessão, que os signos astrológicos não correspondem ao lugar real das coisas na abóbada celeste... Isto é, que todos os astrólogos sempre estiveram errados em suas observações celestes. E ainda por cima atreveu-se a afirmar que deveria haver um novo signo (ofiúco, ou serpentário). Kunkle foi alvo da ira planetária do numeroso e antiquíssimo fã-clube do horóscopo.

Fernando Pessoa: O poeta ocultista



Nascido em 13 de junho de 1888, o artista era um grande entusiasta do esoterismo

 

No dia 13 de junho de 1888, nascia um dos maiores poetas de todos os tempos. Fernando António Nogueira Pessoa, natural de Lisboa, foi educado em uma escola católica na África do Sul, retornando a Portugal com sua família em 1902. Quando jovem, o autor presenciou a morte de seu pai e de três irmãos pequenos, o que influenciou o teor de suas obras. Pessoa faleceu em sua cidade natal, no dia 30 de Novembro de 1935, vítima de cirrose hepática, aos 47 anos. 

 Poeta ocultista 

 Além de ter uma capacidade de escrita singular, Pessoa (ou Alberto, Álvaro, Ricardo, Bernardo...), também tinha seu lado ocultista e astrólogo. Em texto de 1917, o autor afirmou: “Eu sou um pagão decadente do tempo do outono da Beleza; místico intelectual da raça triste dos neoplatónicos da Alexandria. Como eles creio, e absolutamente creio, nos Deuses, na sua agência e na sua existência real e materialmente superior”. O autor elaborou mais de mil cartas astrológicas, incluindo figuras como Benito Mussolini, Lord Byron e Shakespeare. 



Seus conhecimentos em astrologia impressionaram até o ocultista Aleister Crowley, que lhe fazia visitas em Portugal. Mapa astral de seu heterônimo Alberto Caeiro / Créditos: Reprodução 

 O poeta participava de sessões semi-espiritualistas em sua casa, tendo experiências mediúnicas através da escrita automática, e afirmava ter visões astrais ou etéreas, sendo capaz de ver auras magnéticas semelhantes às imagens radiográficas. A mediunidade exerceu uma forte influência em seus escritos. Pessoa afirmava se sentir subitamente “pertencente a outra coisa”, tendo sensações curiosas no braço direito que se erguia no ar sem sua vontade. Olhando-se no espelho, ele via com frequência seus heterónimos: seu rosto desaparecia e era substituído por outras feições, como de homens barbados. Além de seus quatro grandes pseudônimos (Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Bernardo Soares), Pessoa também escrevia em nome de 80 outras pessoas.



A esotérica e sobrenatural ressuscitação do cadáver de Juan Domingo Péron

O ex-presidente da Argentina Juan Domingo Péron - Wikimedia Commons

 Um astrólogo muito influente em seu governo pensou que podia reanimar o presidente argentino por meio de suas místicas simpatias


Ao final de sua vida, a saúde do presidente e militar argentino Perón estava debilitando-se cada vez mais por conta de inúmeros problemas cardíacos e também pulmonares. Frequentemente, o político sofria com faltas de ar, mas foi em 1 de julho de 1974 de sua vida parecia chegar ao fim. Após convulsões que causaram um alvoroço entre os presentes, ele murmurou “estou indo, estou indo embora”, caindo ao chão logo após a surpreendente fala. As tentativas de ressuscitação feitas pelos médicos não tiveram efeito — no entanto, outra pessoa ainda se esforçou para tentar trazer o presidente de volta à vida. A linha do monitor cardíaco estava reta. Mas El Brujo, como era conhecido o astrólogo José López Rega, muito influente no governo de Perón, decidiu, rapidamente, tentar ressuscitar seu querido presidente, por mais impossível que isso pudesse parecer. 


Evita e Juan Perón / Crédito: Wikimedia Commons

Evita e Juan Perón / Crédito: Wikimedia Commons O esotérico então afastou, correndo, os médicos e foi até o corpo do político. “O general já morreu uma vez e eu o ressuscitei!”, gritou. Puxando as canelas do homem, caído no chão, ele fechou os olhos e clamou “meu faraó, não vá embora!”. Persistia, ainda dizendo “acorda, meu faraó”. Como é possível imaginar, López Rega não conseguiu fazer com que seu general voltasse à vida. Os especialistas ficaram incrédulos com a bizarra cena. E Maria Estela Martínez de Perón, esposa do presidente, conhecida como “Isabelita”, estava em silêncio em um canto do quarto. El Brujo, porém, não aceitou a derrota como sua. 

Isabelita e Juan Perón / Crédito: Getty Images


Culpou as outras pessoas que estavam na sala por seu fracasso, alegando que, ao ficarem observando de maneira atenta à cena, teriam prejudicado sua concentração, sendo assim incapaz de reanimar Juan Perón. Isabelita e Juan Perón / Crédito: Getty Images A viúva do presidente, então, tomou posse pouco tempo depois. Impopular na Argentina, o astrólogo também inventou outra “simpatia” para tentar torna-la mais apreciada pelo povo do país. Foi assim que López Rega fez com que Isabelita deitasse em cima do caixão da falecida Evita Perón, a “Mãe dos Pobres”. Ele acreditava que se a ex-dançarina de cabaré ficasse próxima ao corpo do ícone do populismo argentino, talvez ela conseguisse adquirir as energias necessárias para tornar-se tão amada quanto a anterior esposa de Péron. Novamente, o esotérico fracassou em sua sobrenatural missão.



O polêmico Manual do Sexo que foi proibido de 1684 até 1960


O Manual do Sexo, publicado em 1684 - Hansons Auctioneers

Com ilustrações bizarras e peculiares dicas sexuais, o livro permaneceu censurado por quase 300 anos


Publicado em 1684, em Londres, Inglaterra, o livro intitulado “Obra-prima de Aristóteles concluída em duas partes, a primeira que contém os segredos da geração” foi proibido por quase 300 anos. Isso porque o conteúdo, considerado perturbador, permaneceu censurado desde 1684 até 1960. Repleto de religião, misticismo, astrologia e temor de bruxaria, o manual traz inúmeras dicas bizarras de sexo. Mulheres deitadas com bestas deformadas, contos sobre esposas velhas e a maneira certa de se realizar o ato são exploradas de maneira inescrupulosa e até imoral para a época. Ainda por conta do período em que foi escrito, é possível perceber o sexismo impregnado no texto. “Sem dúvida, a união de corações no casamento sagrado é, de todas as condições, a mais feliz, pois um homem tem um segundo eu a quem pode desvendar seus pensamentos, bem como um doce companheiro em seu trabalho”, diz uma parte que considera a esposa uma “segunda parte” do homem. Sobre isso, Jim Spencer, avaliador de livros e manuscritos da Hanson, comenta. “Você deve ter em mente que este livro foi escrito quando as pessoas ainda estavam sendo queimadas por bruxaria na Inglaterra da Geórgia”. 




Segundo ele, havia várias razões para que o livro fosse proibido por tanto tempo. “Por exemplo, inclui ilustrações em xilogravura de 'monstros' que são gerados por mulheres deitadas com feras — um exemplo sendo uma mulher gerando com um cachorro”, explica. Outro exemplo é a ilustração de um homem com rabo de cachorro espesso e um monstro nascido em Ravenna, Itália, em 1512. Além das disformes figuras, o autor ainda traz dicas de posições sexuais para gerar filhos de determinado gênero. De acordo com o texto, para ter um menino, a mulher deve deitar-se do lado direito logo após o sexo. No caso de meninas, deveria manter-se do lado esquerdo. As fases do sol ainda influenciariam o gênero da criança. “O melhor momento para a procriação de crianças do sexo masculino é quando o sol está em Leão e a lua em Virgem, Escorpião ou Sagitário... para gerar uma fêmea o melhor momento é quando a Lua está minguante, em Libra ou Aquário”, também se lê em uma das páginas do livro. Além do físico, a imaginação dos pais também se reflete no bebê. Uma das figuras mostradas no livro é a de uma criança que nasceu negra por conta da imaginação dos pais, ao observarem uma empregada doméstica. 

Crédito: Hansons Auctioneers


 “De fato, se as mulheres olharem para corpos malformados, ‘a força da imaginação’ poderia produzir uma criança com ‘um lábio peludo, boca torta ou grandes lábios gordurosos’. Em vez disso, durante o sexo, as mulheres foram orientadas a ‘olhar seriamente para o homem e fixar sua mente nele’. Então ‘a criança se parecerá com o pai’”, comenta Spencer.


Doces prazeres: receitas de Nostradamus


Os melhores quitutes do astrólogo


Nostradamus dominava com perfeição a técnica de transformar frutas em geléia. Alguns sabores que ele preparava passaram à posteridade, como marmelo, limão, laranja, figo e cereja. • Também era craque em geléias de flores. Rosas e violetas eram os sabores prediletos. Uma de suas receitas levava pétalas de 900 rosas vermelhas. • Ele não gostava de economia. Uma das receitas mandava cobrir pinhões cristalizados com folhas de ouro. • Seus bolinhos de marzipã, à base de pasta de amêndoas com açúcar, tiravam do sério a rainha Catarina de Médici (1519-1589), esposa de Henrique II (1519-1559) – outra nobre gulosa.
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