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A pombagira

segunda-feira, 23 de março de 2020

Cometa que poderá ser visto a olho nu está se aproximando da Terra (VÍDEO)


Um cometa recém-descoberto tem chamado muita atenção tanto de astrônomos profissionais como amadores, já que tem se tornado cada vez mais brilhante nos últimos dias.

Graças ao telescópio de observação ATLAS, localizado na Universidade do Havaí, em 28 de dezembro de 2019 foi descoberto o cometa C/2019 Y4 (ATLAS).
Na segunda metade de março o corpo celeste tem estado a brilhar como uma estrela de magnitude 8 – por enquanto não é visível a olho nu, mas pode ser visto por telescópios de tamanho médio no céu noturno.
Atualmente o C/2019 Y4 está atravessando a órbita de Marte e se aproximando do Sistema Solar interno. À medida que o cometa se aproxima de nós, ele vai ficando cada vez mais brilhante.
Se nada de extraordinário acontecer, o corpo celeste deve se tornar suficientemente brilhante para ser facilmente visto com binóculos e talvez tão luminoso que poderá ser observado a olho nu em locais com boa visibilidade noturna.


Vale destacar que os cometas têm comportamento extremamente errático e são intrinsecamente imprevisíveis. Teremos que esperar para ver como o C/2019 Y4 (ATLAS) irá se comportar, avança portal EarthSky.
O cometa ficará o mais perto da Terra em 23 de maio de 2020. Seu periélio, ou seja, o ponto da órbita que está mais próximo do Sol, deverá ocorrer no dia 31 de maio.
Se as previsões estiverem certas, o cometa ATLAS poderá atingir uma magnitude de 5+ por volta de 1º de maio de 2020. Teoricamente isto é brilhante o suficiente para ser visto a olho nu, mas a indistinção dos cometas com brilho fraco pode torná-los mais difíceis de detectar do que estrelas de brilho comparável.

O que a 'peste' de Atenas da Grécia Antiga pode nos ensinar sobre o coronavírus de hoje?



O coronavírus está nos mostrando a fragilidade da existência humana. A palavra "pandemia" se tornou parte de nosso vocabulário. Mas o que poderemos aprender com as epidemias passadas?

Epidemia e pandemia são palavras de origem grega. E é precisamente sobre a chamada Peste Grega que assolou Atenas vinda da Etiópia em 430 a.C. que escreveu recentemente Chris Mackie, da Universidade La Trobe, na Austrália.
Em um artigo publicado em 19 de março no portal The Conversation, o estudioso do mundo clássico refere que os gregos antigos se interessavam muito pelas doenças, não só de um ponto de vista meramente médico mas também como metáfora da conduta humana.
O que os gregos chamavam de "peste" aparece em algumas passagens memoráveis da literatura grega, como a "Ilíada" de Homero, onde nos surge Apolo, o deus da peste - um destruidor e curandeiro - que castiga os gregos enviando pestilências.
Cerca de 270 anos após a "Ilíada", a peste é o tema central de duas grandes obras clássicas atenienses - "Édipo Rei", de Sófocles, e o livro II da obra de Tucídides "História da Guerra do Peloponeso", praticamente contemporâneas.
As páginas que Tucídides escreveu sobre a "peste" que atingiu Atenas em 430 a.C. pertencem aos grandes anais da literatura grega clássica.
"É notável a forma como ele descreve a resposta social à epidemia", salientou o estudioso.

Epidemia

A descrição da "peste" em Atenas segue-se imediatamente ao famoso relato de Tucídides "A Oração Fúnebre de Péricles" (este morreu da doença em 429 a.C., enquanto Tucídides foi contagiado, mas sobreviveu).
Tucídides descreve os estágios iniciais da epidemia, sua propagação nas regiões próximas de Atenas, a infecção de toda uma cidade e as lutas dos médicos para lidar com ela, bem como a alta taxa de mortalidade, inclusive entre os próprios médicos.
Nada parecia amenizar a crise - nem conhecimentos médicos ou outras sabedorias, nem orações ou oráculos. De fato, "no final, as pessoas estavam tão manietadas por seus sofrimentos que não prestavam mais atenção a tais coisas", escreveu Tucídides.

Sintomas mortais

Ele descreve os sintomas com algum detalhe - a sensação de ardor, dores de estômago e vômitos, o desejo de estar totalmente nu, insônia e inquietude.
Na etapa seguinte da doença, após sete ou oito dias, aqueles que tivessem sobrevivido ao primeiro embate da infecção, viam "a pestilência descer para as entranhas e outras partes do corpo - genitais, dedos das mãos e dos pés". Muitos cegariam, também.
O sofrimento ia para além da capacidade da natureza humana de o suportar e tanto faleciam os de constituição forte como os mais frágeis.
Tucídides assinalou que o mais terrível era o desespero em que as pessoas caíam quando se davam conta de que tinham apanhado a doença, que na sua ótica reduzia os seus poderes de resistência.

Destruição dos valores

Tucídides também relatou como a epidemia provocou uma quebra dos valores tradicionais, onde já não existia medo dos deuses ou do homem, pois quanto às ofensas contra a lei humana, ninguém esperava viver o suficiente para ser julgado e punido: em vez disso, todos sentiam que uma sentença muito mais pesada já tinha sido proferida: a doença.
O primeiro surto durou dois anos, seguindo-se mais tarde uma segunda vaga, embora com menos virulência, escreve Mackie.
Um terço dos atenienses terá morrido da doença, que continua por determinar, embora as hipóteses mais aceites sejam tifo ou varíola, segundo o estudioso australiano.
"Tucídides nos oferece uma narrativa de uma pestilência que é diferente, em todas os sintomas, daquela que enfrentamos."
Mas as lições que aprenderemos com a crise do coronavírus virão das nossas próprias experiências com ele, conclui Cris Mackie.

Futuros cosmonautas passarão por quarentena após regressar da Lua



Os integrantes de futuras missões russas de pesquisa na Lua passarão por uma quarentena obrigatória ao regressar ao planeta Terra.

A reclusão dos cosmonautas terá o intuito de evitar a entrada de microrganismos perigosos na Terra, disse Vyacheslav Ilyin, chefe de departamento do Instituto de Problemas Médico-Biológicos da Academia de Ciências da Rússia.
"As tripulações que se preparam para efetuar voos orbitais de Baikonur [cosmódromo no Cazaquistão] sempre se submetem a observação médica, é uma medida que passou pela prova do tempo e garante a segurança das missões que se cumprem na Estação Espacial Internacional. Se subentende que o regime de observação não será suficiente para os que regressem da Lua, terão que passar por uma quarentena rigorosa", disse Ilyin à Sputnik.
A quarentena faz parte da chamada "proteção planetária", requisito formulado pelo Comitê de Pesquisas Espaciais do Conselho Internacional para a Ciência com o intuito de proteger outros planetas contra a contaminação com microrganismos terrestres e também de proteger a biosfera do nosso planeta contra organismos patógenos que poderiam chegar ao planeta.
Os astronautas norte-americanos que efetuaram o voo a Lua ao regressar tiveram que passar por uma quarentena de 18 dias, além de ficarem isolados durante os três que durou seu retorno à Terra.
A Rússia está elaborando atualmente programas para pesquisar e potenciar a Lua, que incluem voos tripulados.
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