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A pombagira

Meus livros de Magia Astrológica no link

terça-feira, 26 de maio de 2009

A POMBAGIRA LUTANDO PELA MULHER


Com o passar do tempo a formosa e provocativa Bombogira conquistou um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele. Mas ela, marota e astuta como só ela é, foi logo dizendo que era mulher de sete exus, uma para cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua condição de superioridade e de independência.

Na verdade, num tempo em que as mulheres eram tratadas como inferiores aos homens e eram vítimas de maus tratos por parte dos seus companheiros, que só as queriam para lavar, passar, cozinhar e cuidar dos filhos, eis que uma entidade feminina baixava e extravasava o ‘eu interior’ feminino reprimido à força e dava vazão à sensualidade e à feminilidade subjugadoras do machismo, até dos mais inveterados machistas.

Pombagira foi logo no início de sua incorporação dizendo ao que viera e construiu um arquétipo forte, poderoso e subjugador do machismo ostentado por Exu e por todos os homens, vaidosos de sua força e poder sobre as mulheres. Pombagira construiu o arquétipo da mulher livre das convenções sociais, liberal e liberada, exibicionista e provocante, insinuante e desbocada, sensual e libidinosa, quebrando todas as convenções que ensinavam que todos os espíritos tinham que ser certinhos e incorporarem de forma sisuda, respeitável e aceitável pelas pessoas e por membros de uma sociedade repressora da feminilidade. Ela foi logo se apresentando como a “moça” da rua, apreciadora de um bom champagne e de uma saborosa cigarrilha, de batom e de lenços vermelhos provocantes. “O batom realça os meus lábios, o rouge e os pós ressaltam minha condição de mulher livre e liberada de convenções sociais”. Escrachada e provocativa, ela mexeu com o imaginário popular e muitos a associaram à mulher da rua, à rameira oferecida , e ela não só não foi contra essa associação como até confirmou: “É isso mesmo”! E todos se quedaram diante dela, de sua beleza, feminilidade e liberalidade, e como que encantados por sua força, conseguiram abrir-lhe o íntimo e confessarem-lhe que eram infelizes porque não tinham coragem de ser como elas.

Aí punham para fora seus recalques, suas frustrações, suas mágoas, tristezas e ressentimentos com os do sexo oposto. E a todos ela ouviu com compreensão e a ninguém negou seus conselhos e sua ajuda num campo que domina como ninguém mais é capaz. Sua desenvoltura e seu poder fascinam até os mais introvertidos que, diante dela, se abrem e confessam suas necessidades. Quem não iria admirar e amar arquétipo tão humano e tão liberalizado de sentimentos reprimidos à custa de muito sofrimento? Pombagira é isto.

É um dos mistérios do nosso divino criador que rege sobre a sexualidade feminina. Critiquem-na os que se sentirem ofendidos com seu poderoso charme e poder de fascinação. Amem-na e respeitem-na os que entendem que o arquétipo é liberador da feminilidade tão reprimida na nossa sociedade patriarcal onde a mulher é vista e tida para a cama e a mesa. Mas ela foi logo dizendo: “Cama, só para o meu deleite e mesa, só se for regada a muito champagne e dos bons! Com isso feito, críticas contrárias à parte, o fato é que o arquétipo se impôs e muita gente já foi auxiliada pelas “Moças da Rua”, as companheiras de Exu.

A espiritualidade superior que arquitetou a Umbanda sinalizou à todos que não estava fechada para ninguém e que, tal como Cristo havia feito, também acolheria a mulher infiel, mal amada, frustrada e decepcionada com o sexo oposto e não encobriria com uma suposta religiosidade a hipocrisia das pessoas que, “por baixo dos panos”, o que gostam mesmo é de tudo o que a Pombagira representa com seu poderoso arquétipo. Aos hipócritas e aos falsos puritanos, pombagira mostra-lhes que, no íntimo, ela é a mulher de seus sonhos... ou pesadelos, provocando-o e desmascarando seu falso moralismo, seu pudor e seu constrangimento diante de algo que o assusta e o ameaça em sua posição de dominador.

Esse arquétipo forte e poderoso já pôs por terra muito falso moralismo, libertando muitas pessoas que, se Freud tivesse conhecido, não teria sido tão atormentado com suas descobertas sobre a personalidade oculta dos seres humanos. Mas para azar dele e sorte nossa, a Umbanda tem nas suas Pombagiras, ótimas psicólogas que, logo de cara, vão dando o diagnóstico e receitando os procedimentos para a cura das repressões e depressões íntimas. Afinal, em se tratando de coisas íntimas e de intimidades, nesse campo ela é mestra e tem muito a nos ensinar.
PODEMOS NOTAR NA ASTROLOGIA A PRESENÇA DESSA ENTIDADE, TANTO NA INFLUENCIA DE LILITH QUANTO EM ALGUMAS CONFIGURAÇÕES DE MARTE, PLUTÃO E DA LUA.

LAROIÊ BOMBOGIRA SALVE A TUA BANDA!

domingo, 24 de maio de 2009

Umbanda-Astrologico, um novo seguimento.


A Astrologia sempre foi uma das ciências mais estudadas pelos grandes iniciados de todas as eras, devido a sua grande importância no entendimento das Leis de Deus.

O próprio Cristo demonstrou a grande importância desta ciência, quando escolheu para seu discípulo 12 Apóstolos, 72 Adeptos (instrutores) e 360 afilhados, ficando claro que tal escolha devia-se a manifestação da Lei Cósmica (Umbanda), que se concretiza através das 12 constelações zodiacais, os 72 semi-decanatos e os 360 graus do círculo eclíptico celeste.

Todas as antigas tradições estão repletas de alusão ao zodíaco, como os 72 versículos de David, os 72 Gênios da Kabala. O homem que passou da fase de adormecido para a fase de despertar consciencional vai estar sentindo em si que tudo no Universo se correlaciona e está em perfeita sintonia e harmonia.

Os ritmos e ciclos do Universo abrangem a tudo, nada foge a essa realidade, pois esses ritmos e ciclos são impressos no Universo através da poderosa vontade dos Orixás. Como exemplo desse magnífico sistema, vamos encontrar as 72 pulsações do homem, correspondendo aos 72 anos que o Sol leva para retrogradar um grau através do céu.

A História está cheia de casos que ilustram a imensa importância dada à Astrologia, como ficou bem expressa no mito das 12 Tarefas de Hércules, escrito com profundo conhecimento, tanto da Astrologia como do simbolismo, além de conter profundo significado oculto. No passado todos os sacerdotes e governadores tinham que ser versados na ciência das estrelas e dos números.

Todos os grandes fatos históricos estão marcados por acontecimentos raros de conjugações astrológicas, como a rara conjugação de estrelas que marcaria o nascimento de Cristo, que tinha sido previsto antecipadamente pelos Três Magos, que eram Reis Astrólogos da Caldéia. Os antigos afirmavam que toda a história da evolução da humanidade, do sistema solar e do Universo está escrita e prevista nas estrelas, agrupadas como numa espécie de estenografia mística, passível de tradução.

Como comentamos no início de nossos estudos, que os Orixás são os Construtores de nosso Universo, logicamente a regência de cada Planeta e Constelação Zodiacal, bem como, todos os acontecimentos referentes a evolução do nosso sistema solar estará debaixo das linhas de forças provenientes dos 7 Orixás Regentes, que concebemos na Umbanda como Orixalá, Ogum, Oxossi, Xangô, Yorimá (Yofá-Obaluaê), Yori (Ibeji-Erês-Crianças) e Yemanjá.

São esses mesmos 7 Orixás Regentes, que nos dão a vida, quando de nossa reencarnação no corpo físico, daí a necessidade de conhecermos nossa regência, para que possamos, através desse conhecimento, atrair as forças cósmicas que necessitamos, para nosso benefício espiritual e material.

Assim é, que na dependência de nossa data de nascimento, estaremos debaixo da regência de um signo, que nos dará a regência do Orixá correspondente, conforme poderemos verificar na tabela objetiva das vibrações astrológicas para fins práticos, reproduzida na pagina seguinte.

Tais conhecimentos são muito antigos e se perdem nas noites dos tempos da existência da raça humana. As Escolas Orientais identificam os mesmos 7 Orixás da nossa Umbanda, como sendo as 7 Hierarquias ou Potestades Criadoras, que eles representam através do simbolismo de uma roda de sete círculos concêntricos, cujas respectivas cores são as sete do espectro solar, que os Católicos identificam como Arcanjos, e as Escolas ditas como Esotéricas como sendo os Espíritos Planetários, ou os Regentes dos Sete Planetas Sagrados, que são os mesmos representados nas Rodas do sacerdote Ezequiel.

Assim é, que todo homem nasce sob a influência de determinado Planeta, e sobressai o princípio que tem a sua origem na Hierarquia da mesma cor. Também haverá em toda a sua constituição cores derivadas dos demais Planetas, porém o Planeta Regente será o mais forte.

Orixá Regente - Planeta Regente - Signo Regente - Regência - Elemento - Polaridade

Ogum / Marte / Áries / 21.03 a 20.04 / fogo (+)

Oxóssi / Vênus / Touro / 21.04 a 20.05 / terra (-)

Yori / Mercúrio / Gêmeos / 21.05 a 20.06 / ar (+)

Yemanjá / Lua / Câncer / 21.06 a 21.07 / água (-)

Orixalá / Sol / Leão / 22.07 a 22.08 / fogo (+)

Yori / Mercúrio / Virgem / 23.08 a 22.09 / terra (-)

Oxóssi / Vênus / Libra / 23.09 a 22.10 / ar (+)

Ogum / Marte / Escorpião / 23.10 a 21.11 / água (-)

Xangô / Júpiter / Sagitário / 22.11 a 22.12 / fogo (+)

Yorimá / Saturno / Capricórnio / 22.12 a 20.01 / terra (-)

Yorimá / Saturno / Aquário / 21.01 a 20.02 / ar (+)

Xangô / Júpiter / Peixes / 21.02 a 20.03 / água (-)

Quero lembrar a todos que essas descrições, são as linhas mestras agindo sobre as vibrações originais. Mas, cada pessoa em seu particular terá em sua corôa variações que é o que nos causa unicos no universo. Ou seja, nem sempre um ariano será filho de Ogum, apesar de pertencer a Viabração Original do Raio Cosmico de Ogum. Na verdade, este uma soma de fatores que poderão nos revelar um outro pai de Cabeça, dependendo do elemento, posição dos planetas, casas e da Trindade (Sol, Lua e Ascendente).

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Os Conceitos de Umbanda



A Umbanda adota em suas práticas o uso de oferendas e trabalhos de ordem material, porque trabalha com manipulação de fluidos pesados, materiais, nas práticas da "magia branca". Tal é, no mais das vezes, a finalidade das oferendas na Umbanda - a manipulação desses fluidos.
As Entidades de Luz não consomem os elementos da oferenda, elas absorvem sua energia, e aproveitam para nos equilibrar espiritualmente. As oferendas são as do coração, do sentimento e do pensamento para Deus, Jesus e todas as Potências Celestiais. Aos Espíritos, nos seus diferentes graus de evolução e entendimento, ou seja, aos que sentem necessidade e se comprazem com oferendas, a estes sim elas são encaminhadas, de acordo com as afinidades vibratórias relacionadas com cada elemental. Portanto, as oferendas existem, mas nunca são feitas para Deus, Jesus ou os Orixás. São sempre para os espíritos que estão dentro da faixa de cada Orixá.

As flores expressam a harmonia divina e proporcionam paz e serenidade mental aos que sabem apreciá-las. A arte dos arranjos florais estimula a criatividade e proporciona a paz interior, e a Umbanda como síntese, vela pela preservação da tradição dessa arte sublime. A magia com flores é milenar e se preservou na arte do Ikebana que, até o final do século 19 era uma prática restrita apenas aos homens. Assim como as flores, as ervas também são de fundamental importância para a restituição e a reconstituição do equilíbrio nos médiuns de Umbanda, pois a natureza preserva a harmonia divina e os elementos naturais carreiam o Axé, ou seja, a força da natureza.

Dependendo da finalidade do trabalho, a energia proveniente da oferenda pode ser direcionada para atingir objetivos diversos, que em síntese podem ser classificados como agregação ou desagregação de forças. Sendo assim, as oferendas são ângulos fundamentais da magia e podem ser utilizadas tanto para o bem como para o mal, na dependência das intenções de quem as realiza.

A lei do Karma é implacável, portanto conforme direcionarmos nossas intenções, elas invariavelmente, voltarão para nós, em dobro! Se ofertarmos incenso, flores e frutas, receberemos seus benefícios, e se ofertarmos a agonia de um animal sacrificado, não receberemos boas vibrações. Importante não julgar nossos ancestrais africanos que faziam uso do sacrifício de animais, pois eles acreditavam que o animal, após a morte, levaria seus pedidos aos Orixás, não cabendo a nenhum de nós este julgamento.

Tudo é energia, sendo assim, não é diferente com as oferendas, ou seja, o que importa, é a energia que se desprende de nosso coração, é este sentimento que as Entidades de Luz captam, e as utilizam em nosso benefício, tudo depende diretamente de nosso coração, desde a forma como compramos os materiais, até na hora de se efetivar a oferenda.

Importante ressaltar, que independente do material oferecido, ou apenas uma oferenda em pensamento, de qualquer forma, a energia é captada e direcionada para nós, pois vocês acreditam que uma Entidade de Luz, deixa de nos ajudar, porque não oferemos algo palpável? Como não ajudar àqueles, que precisam tanto, que nem sequer possuem dinheiro para comprar o material? Como disse, as Entidades de Luz não precisam do material, nós é que precisamos do concreto, para conseguirmos entrar em contato com Eles, o que importa mesmo, é o nosso coração, nosso crescimento espiritual, nosso amor e nossa fé! Dentre os caracteres basilares de nossa Sagrada Umbanda, um dos elementos de grande significância e fundamento é o uso da vestimenta branca. Pode ocorrer, por exemplo, que uma Entidade, como uma Preta-Velha ou uma Baiana, solicite uma saia ou um lenço para amarrar os cabelos, visando que o médium se pareça mais com a entidade que está incorporando.

Outra visão sobre as roupas e apetrechos materiais utilizados pelos médiuns é de que são usados pelos espíritos como condensadores de energia: um modo de concentrar a energia e depois enviá-la, se positiva, ou dissipá-la no elemento apropriado, quando negativa.

No decorrer de toda a história da Humanidade, a cor branca aparece como um dos maiores símbolos de unidade e fraternidade já utilizados. Nas antigas ordens religiosas do continente asiático, encontramos a citada cor como representação de elevada sabedoria e alto grau de espiritualidade superior. As ordens iniciáticas utilizavam insígnias de cor branca; os bramânes tinham como símbolo o Branco, que se exteriorizava em seus vestuário e estandartes. Os antigos druídas tinham na cor branca um de seus principais elos de ligações do material para o espiritual, do tangível para o intangível. Os Magos Brancos da antiga Índia eram assim chamados porque utilizavam a magia para fins positivos, e também porque suas vestes sacerdotais eram constituídas de túnicas e capuzes brancos. O próprio Cristo Jesus, ao tempo de sua missão terrena, utilizava túnicas de tecido branco nas peregrinações e pregações que fazia.

A cor branca tem sua razão de ser na Umbanda, pois na Umbanda, somos regidos por Sete Forças Cósmicas Inteligentes, os Orixás, sendo que Oxalá, Jesus Cristo, tem a cor branca como representação e rege as Seis Forças restantes. Assim como a cor branca contém dentro de si todas as demais cores, a Irradiação de Oxalá contém dentro de si, todas as irradiações dos outros Orixás.

Na Umbanda, um dos mais importantes fundamentos é o Ponto Cantado. Os Pontos Cantados são muito mais que cantigas de Umbanda, são cantigas em louvor aos Orixás e as linhas das Entidades trabalhadoras. O Ponto Cantado é um dos fundamentos mais importantes para a harmonização e eficácia dos trabalhos dentro de um Templo Umbandista.

Vamos novamente, resgatar a história. Antigamente, o homem materialista mais ligado aos aspectos físicos, buscou entender a verdadeira finalidade de sua existência, como já vimos em textos anteriores. Em virtude da necessidade de se religar com o Criador, buscou diferentes formas de contato. Uma das formas encontrada para a reaproximação com o Divino foi através da música, onde se exprimiam o respeito, a obediência e o amor ao Pai Maior. Desta forma, os cânticos foram incluídos nos rituais, sendo comum a todas as religiões, onde cada uma delas, com suas características próprias, exteriorizavam sua adoração, devoção e servidão aos desígnios do Plano Astral Superior. Desta forma, temos os Pontos Cantados na Umbanda, os mantras indianos, os Cantos Gregorianos da Igreja Católica, ou os Cantos de Louvor à Deus dos Protestantes.

O Ponto Cantado é uma prece, ou invocação das diferentes Falanges para as atividades ritualísticas no Centro de Umbanda. A harmonia dos sons é muito importante, pois gera uma vibração que facilita a vinda das Entidades de Luz, necessárias para os trabalhos, sendo uma verdadeira força mágica na Umbanda.
Na verdade, os Pontos Cantados são verdadeiros mantras, preces, rogativas, que dinamizam forças da natureza e nos fazem entrar em contato íntimo com as Potências Espirituais que nos regem. Existe toda uma magia e ciência por trás dos Pontos Cantados que, se entoadas com conhecimento, amor, fé e racionalidade, provocam, através das ondas sonoras, a atração, coesão, harmonização e dinamização de forças astrais sempre presentes em nossas vidas.

Os Pontos Cantados são evocações, em forma de pequenas histórias cantadas ou orações, contando quem é o Guia e/ou Orixá, sua forma de atuação, sua força diante das dificuldades, sua relação com os Orixás, um chamamento de um filho que procura ajuda ou proteção, entre outras colocações de festividade e manifestação de fé.

Outra função dos Pontos, ao serem cantados, é fazer descarregar e fluir as emoções dos médiuns em vibrações relacionadas com seus Guias e/ou seus Orixás, permitindo assim, um perfeito entrosamento e equilíbrio dos médiuns em seu trabalho.

Os Pontos Cantados podem ser de diversos tipos, a saber:

- Abertura ou licença para iniciar a gira, onde se pede a proteção dos Orixás, reforçando a ação dos sentinelas do templo, que são os Exús e os Caboclos, que formam uma espécie de cordão de isolamento permitindo a entrada apenas de Espíritos de Luz, e no momento certo, de espíritos necessitados de ajuda, mas que permanecem sobre seus controles.

- De Bate-Cabeça, que é a saudação ao Conga, visando a proteção para os trabalhos mediúnicos

- Defumação e limpeza do Centro

- Louvação e também conexão com as Entidades e/ou Orixás, que são Pontos Cantados para a chegadas das linhas de trabalho na Umbanda. Existem hinos específicos cantados para cada uma das linhas.

- Quebra de demanda

- Abertura de caminhos

- Despedida da Entidade, que não são apenas uma despedida da Entidade. Como os pontos fazem parte da magia da Umbanda, os pontos de subida servem para dar mais firmeza aos médiuns e auxiliando a Entidade a concluir seu trabalho, seja um descarrego, uma cura, ou qual seja sua missão.

- Fechamento da Gira, que serve para reequilibrar os chacras dos médiuns e prepará-los a voltarem às atividades cotidianas.

É preciso sempre ter em mente que os pontos cantados na umbanda são parte integrante de sua magia. Desta forma, os Pontos Cantados, por serem de grande importância e fundamento, devem ser alvo de todo o cuidado, respeito e atenção por parte daqueles que as utilizam, sendo ferramenta poderosa de auxílio às Entidades, que atuam dentro da Corrente Astral de Umbanda.
Origem: O uso da mediunidade surgiu, digamos assim, na antiga Atlântida, após o surgimento da magia negra, quando os chamados Senhores da Face Tenebrosa aparecem, durante a ascensão da sub raça Tolteca (ver capítulo anterior sobre as origens do homem no planeta).

Eram os magos negros que surgiam, obrigando os magos brancos, que participavam do movimento oculto da AUMPRAM, que era um ritual fechado nos Templos da Luz das Academias Iniciáticas, a usarem as mediunidades dos homens da época, para combate-los.

Mediunidade não é um dom e sim uma provação cármica!
Tela búdica: Tela búdica é uma capa de átomos sub atômicos** entre o duplo etérico e o corpo astral* que serve como uma proteção, impedindo a livre comunicação consciente entre o plano físico e o astral. Isto é, impede a comunicação direta com o plano espiritual. Essa tela pode se romper em situações extremas (ira, intoxicação alcoólica, uso de drogas, chás alucinógenos, etc). Na época da 4a. raça raiz, na Atlântida, todos os homens eram médiuns porque tinham suas telas búdicas muito abertas e permeáveis, o que significa, em palavras simples, que se comunicavam com o plano espiritual de forma permanente. E faziam mal uso disso. Portanto, o médium é todo aquele que possui rombos na tela búdica, por efeito de carma acumulado em vidas passadas. Todo médium de umbanda mexeu com magia no passado. 1 - Incorporação :

Semiconsciente: o médium cede o corpo astral.
(a entidade atua na vontade, na sabedoria e na atividade).

Inconsciente: a entidade atua também na parte motora.

A incorporação está em vias de desaparecimento, na medida que a tela búdica das pessoas está cada vez menos permeável. Está se fechando. São mais raras, hoje em dia, as pessoas que tem realmente esse tipo de mediunidade. O que acontece, às vezes, é o médium dizer que é totalmente inconsciente, como uma forma de não assumir responsabilidade pelo que diz. Essa mediunidade é mais comum naqueles médiuns mais idosos, em fim de processo mediúnico.

2- Irradiação: sempre consciente (há uma afinidade entre as mentes do médium e da entidade). Não anula a parte motora (só envia vibrações ou ondas de pensamento). O médium capta o pensamento da entidade e o coloca em palavras. O médium tem plena noção do contexto geral do que disse.

3 - Intuição : todos tem (recepção de idéias das entidades - boas ou não).

4 - Missionária : médium sem carma ativo (vibra pelo corpo mental *** entrando no mesmo plano de vibração da entidade, captando e transmitindo informações). Tela búdica integra. Vale lembrar o que foi dito sobre mediunidade não ser um dom e sim uma provação cármica.

5 - Outras :
- efeitos físicos (é inconsciente) (uso do ectoplasma)**
- materialização (de objetos ou entidades) (uso do ectoplasma)
- cura (é consciente) (uso do ectoplasma)
- transporte (desdobramento consciente)
- psicografia mecânica (rara) (é motora)

Mediunidade Hoje


É interessante notar que neste momento da humanidade em que se está mudando a forma de comunicação das entidades, é natural que o ritual da Umbanda venha igualmente se modificando, na medida que o médium não necessita mais do necessário estímulo para entrar em transe mediúnico, como, por exemplo, o som dos atabaques, girar, etc. Isto porque já há o entendimento de que o médium não está em nenhum tipo de transe (incorporação).

Desta forma também não se pode esperar que o desenvolvimento mediúnico continue se dando como antigamente, quando o médium ficava passivo, esperando que alguma coisa mágica acontecesse com a suposta incorporação. Esperando que algo "tomasse conta de seu corpo e de sua mente. Isto provocava situações constrangedoras pois muitos médiuns se sentiam obrigados a incorporar, incentivados por dirigentes menos informados e não atualizados da evolução da mediunidade. Por conseqüência muitos médiuns em início de carreira se manifestavam através de um processo anímico*, inconscientemente, pois se sentiam obrigados a se manifestar como os demais. Isto é, o pensamento do médium se fixava na obrigação de "imitar o comportamento dos demais médiuns. Por exemplo, naquela casa onde as entidades ao subir, se jogam para trás, ou batem no peito de uma determinada forma, os novos médiuns, desinformados, ficam achando que tem que fazer a mesma coisa, até mesmo para dar credibilidade à manifestação.

Os médiuns precisam compreender que hoje em dia a manifestação das entidades se dá, em sua maioria, por um processo de irradiação (do qual falaremos a seguir). O médium não precisa nem mesmo sentir uma forte irradiação; com o tempo começa a compreender como captar o pensamento da entidade e como se concentrar no chakra relacionado àquela linha de orixá, para perceber melhor então a irradiação e facilitar a comunicação. Processo anímico: animismo, popularmente falando, é quando o médium não está de fato manifestando a entidade desejada ou até mesmo não está manifestando nenhuma entidade. É comum, no desespero do médium para "incorporar a entidade como lhe foi ordenado pelo dirigente, que ele comece a dar passagem para artificiais **, que se aproveitam do desequilíbrio gerado pela situação.

** Artificiais: são formas pensamento criadas, geralmente, por magos negros, que terminam, com o tempo, ganhando vida própria. Falaremos deles em capítulo próprio.

Incorporação Irradiação
Intuição
Missionária
Outras
Obrigações de cabeça

Observações importantes

Existem graus de iniciação de médiuns (entre eles estão as obrigações de cabeça), assim como planos de desenvolvimento. Neste momento de nosso curso não entraremos em detalhes de cada um dos sete graus de iniciação, mas é importante saber pequenas coisas, tais como:


-a iniciação é pessoal, íntima e não necessariamente hierárquica. Isto significa que nem sempre o médium mais adiantado nas iniciações ocupa um cargo mais importante dentro da corrente.


-o médium só poderia de fato aspirar a ser babalaô, pai ou mãe pequenos ou dirigente depois de ter as quatro iniciações inferiores (teria sua tela búdica fechada e não necessitaria passar mais pela mecânica da incorporação a partir daí). E somente até a 3a. iniciação elas poderiam ser determinadas pela vontade do médium.

-somente após a sétima iniciação poderia se auto determinar babalorixá ou mago branco da lei divina, pois teria comunicação direta com as entidades superiores, num contato mente a mente, além de outros atributos.

-são três os planos de desenvolvimento e o médium só poderia aspirar a ser babalorixá quando estiver no terceiro plano, quando seus compromissos cármicos estão se esgotando. É o plano do carma missionário onde não passa mais pela mecânica da incorporação.

-como se vê, o médium pode ter todas as obrigações feitas e, por exemplo, se auto-intitular "babalaô ou isto ou aquilo, mas não ter passado ainda do 3° grau das iniciações inferiores e não ter chegado ainda no 3o. plano de desenvolvimento.

-é preciso sempre distinguir babalaô de babalorixá, sendo estágios completamente diferentes de desenvolvimento do médium. É preciso que se saiba que só existem atualmente dois babalorixás vivos no Brasil, os quais não temos permissão para divulgar os nomes. Vibração original

Vibração original é que é aquela que predominava no momento de seu nascimento desenvolvimento.
Para a identificação da vibração original do médium é verificado o dia de seu nascimento e a qual orixá esta data está relacionada. Temos então a vibração original de médium. Está fórmula também é usada quando as entidades manifestadas na casa pedem que um consulente tome um banho com as ervas de sua vibração original (falaremos de banhos em outro capítulo).

Por exemplo:
- nascimento: 23 de outubro

Características dos Filhos de Oxum

O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados. A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante, colabora a tendência que os filhos de Oxum têm para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral. O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum. Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente. Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo. Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca. OXUM, a Deusa abrasileirada da macumba e das águas (rios, riachos, cachoeiras, fontes), é conhecida por seu amor por tudo que é belo. Ela gosta de se enfeitar, especialmente com as cores amarela e dourada. Gosta de ritos em ambientes aquáticos, que incluam homenagens com mel e dinheiro (moedas de cobre). Seu colar de búzios simboliza seu conhecimento e poder de adivinhação. Esta Deusa, viveu intensamente os papéis de filha, amante e mãe. De menina-moça faceira, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Oxum é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser relegada a segundo plano, afirmando-se em todas circunstâncias da vida. Com seus atributos, ela dribla os obstáculos para satisfazer seus desejos. A Deusa-amante ataca as concorrentes, para que não roubem sua cena, pois ela deve ser a única capaz de centralizar as atenções. Na arte da sedução não pode haver ninguém superior a Oxum. No entanto ela se entrega por completo quando perdidamente apaixonada, afinal o romantismo é outra marca sua. Da África tribal à sociedade urbana brasileira, a Deusa que dança nos terreiros de espelho em punho para refletir sua beleza estonteante é tão amada quanto a Divina Mãe que concede a valiosa fertilidade e se doa por seus filhos. Por todos seus atributos a belíssima Oxum não poderia ser menos admirada e amada, não por acaso a cor dela é o reluzente amarelo ouro.

O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Estas mulheres são símbolos do charme e da beleza, pois carregam o dom especial de sua Deusa. Elas andam e dançam dos modos mais excitantes e provocantes. No seu caminhar está o fluxo do rio. Ninguém consegue escapar de seus encantos. Oxum é a Senhora da fertilidade, da gestação e do parto, cuida dos recém-nascidos, lavando-os com suas águas e folhas refrescante. Jovem e bela mãe, mantém suas características de adolescente. Cheia de paixão, busca ardorosamente o prazer. Vaidosa, é a mais bela das divindades e a própria malícia da mulher-menina. É sensual consciente de sua rara beleza e se utiliza desses atributos com jeito e carinho para seduzir as pessoas e conseguir seus objetivos. Com Oxóssi, vive seus momentos mais felizes. Oxum é um dos orixás de maior força no Brasil e contradiz as tradições africanas que exaltam mais os poderes dos orixás masculinos. Todos seus filhos são atrativos e têm facilidade para formar famílias unidas. Diplomáticos e cuidadosos, medem muito bem o que falam e evitam os atritos frontais, sempre tratando de seus interesses com cuidado e sutileza.

Seu símbolo é um seixo polido pelas águas dos rios, pequenos espelhos ou um abano decorado com o desenho de uma sereia. Seu apetrecho, é de louça aporcelanada, um hidé, três conchas dilonga, quartinha e branca.Suas filhas usam colar de latão amarelo-ouro, pulseiras largas, cores douradas. Elas andam e dançam dos modos mais provocantes e excitantes. No caminhar está o fluxo rio.

Oxum, corresponde ao arquétipo grega Afrodite e como ela é um "Sol Glorioso" que permanece brilhando em nossa cultura. Ser abençoada por Oxum significa que a mulher sentirá plenamente à vontade com sua sexualidade e cultivará a vaidade e a beleza como atributos femininos cheios de poderes. É através de seu espelho de duas faces que Oxum toma consciência de sua sensualidade. Ao ver sua imagem refletida, a consciência de si nasce. Entretanto, o espelho serve também, de escudo e arma que pode cegar ou aprisionar com seu reflexo. Oxum, como Afrodite, usa seus atributos femininos para conquistar os homens, mas as mulheres que possuem o arquétipo de Oxum muito ativo, são volúveis e inconstantes e gostam de estar sempre atrás de coisas novas e imprevistas. Como a Deusa, a mulher-Oxum não gosta de criar raízes, pois vê a vida como uma aventura, preferencialmente com um final romântico. Escolherá sempre homens sofisticados, instruídos e com bom saldo no cartão de crédito, pois ela adora roupas finas, cabelos esvoaçantes, jóias e muitos adornos. Mas, acima de tudo, em todos os seus relacionamentos, a mulher-Oxum coloca o "coração".
Sua beleza física e interior pode ser um passaporte para muitos mundos, mas também sobrevém-lhe uma palpável alienação. Uma vez que muitos homens a desejarão pela beleza física e as mulheres a odiarão pelo mesmo motivo, muitas vezes a mulher-Oxum poderá duvidar do seu real valor. Graças ao seu talento em manobrar os sentimentos e os projetos criativos no homem, a mulher-Oxum pode despertar o "anima" (princípios femininos) do homem. Quando o homem começa a entrar em contato com a sua "anima", a mulher-Oxum passará a ser sua musa inspiradora, ajudando-o com novas idéias e trabalho criativo. A Deusa-Oxum herdou ainda, as qualidades guerreiras da Deusa grega Ártemis, qualidades essas, possivelmente decorrentes do meio em que vivia e de ter sido casada com um Deus da Floresta e da Caça, com quem teve um filho. Como Deusa-Guerreira, Oxum protege os rebentos dos animais e as crianças humanas. Como guerreira, Oxum desenvolve seus princípios masculinos "animus", despertando-lhe um amor intenso pela liberdade, pela independência e autonomia. Oxum passa então a ser "A Bela que é Fera", pois brigará e lutará para preservar sua liberdade. Engolindo suas lágrimas, ela seduzirá seus adversários, planejando vinganças pelas humilhações que lhe fizeram passar.
A energia arquetípica da associação Ártemis-Oxum fazem com que as mulheres se sintam perpetuamente jovens, não permitindo que percorram o caminho que as conduzirão à maturidade. Esse é um período importante, pois é a essa altura da vida que nos permitimos ajustes e adaptações. Entretanto, a mulher Deusa Oxum, amante da natureza e de sua liberdade psique, terá muita dificuldade de descobrir que ela é, se não se permitir amadurecer. A maior chaga da mulher-Oxum é a dor da alienação, pois muitas vezes ela sentirá desprezo por valores e formas da sociedade convencional. Ela se sentirá magoada com nossa sociedade patriarcal que não consegue conter a ferocidade de seu espírito e nem reconhecer plenamente seus belos dotes de mulher.

Cores: amarelo ouro. Seu número é 5 Animal: Arara Comida: feijão fradinho com cebola e camarão (omolocum) Habitat: água doce, fontes, rios, cachoeiras. SEU DIA É SEXTA-FEIRA.
AMALÁ DE OXUM 7 velas brancas e 7 amarelo claro, água mineral, canjica branca, fitas amarelo claro e branca. Local de entrega ao lado de uma cascata. ERVAS Erva Cidreira – Gengibre – Camomila – Arnica –Trevo Azedo ou grande- Chuva de Ouro – Manjericona – Erva Sta. Maria – Gengibre – Calêndula.

ESSÊNCIAS Angélica, jasmim, valeriana, dama da noite, gardênia, crisântemo, pêssego, ameixa.
Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, região da Nigéria. É ele considerado a morada mítica da Orixá.

Diz o mito que Oxum era a mais bela e amada filha de Oxalá. Dona de beleza e meiguice sem iguais, a todos seduzia pela graça e inteligência. Oxum era também extremamente curiosa e apaixonada. E quando certa vez se apaixonou por um dos orixás, quis aprender com Orunmilá, o melhor amigo de seu pai, a ver o futuro. Como o cargo de oluô (dono do segredo) não podia ser ocupado por uma mulher, Orunmilá, já velho, recusou-se a ensinar o que sabia a Oxum. Oxum então seduziu Exu, que não pôde resistir ao encanto de sua beleza e pediu-lhe roubasse o jogo de ikin (cascas de coco de dendezeiro) de Orunmilá. Para assegurar seu empreendimento Oxum partiu para a floresta em busca das Iyami Oshorongá, as perigosas feiticeiras africanas, a fim pedir também a elas que a ensinassem a ver o futuro. Como as Iyami desejavam provocar Exu há tempos, não ensinaram Oxum a ver o futuro, pois sabiam que Exu já havia roubado os segredos de Orunmilá, mas a fazer inúmeros feitiços em troca de que a cada um deles elas recebessem sua parte. Tendo Exu conseguido roubar os segredos de Orunmilá, o Deus da adivinhação se viu obrigado a partilhar com Oxum os segredos do oráculo e lhe entregou os 16 búzios com que até hoje as mulheres jogam. Oxum representa, assim a sabedoria e o poder feminino. Em agradecimento a Exu, Oxum deu a Exu a honra de ser o primeiro orixá a ser louvado no jogo de búzios, e entrega a eles suas palavras para que as traga aos sacerdotes. Assim, Oxum é também a força da vidência feminina. Mais tarde, Oxum encontrou Oxóssi na mata e apaixonou-se por ele. A água dos rios e floresta tiveram então um filho, chamado Logun-Edé, a criança mais linda, inteligente e rica que já existiu. Apesar do seu amor por Oxóssi, numa das longas ausências destes Oxum foi seduzida pela beleza, os presentes (Oxum adora presentes) e o poder de Xangô, irmão de Oxóssi, rompendo sua união com o Deus da floresta e da caça. Como Xangô não aceitasse Logun-Edé em seu palácio, Oxum abandonou seu filho, usando como pretexto a curiosidade do menino, que um dia foi vê-la banhar-se no rio. Oxum pretendia abandoná-lo sozinho na floresta, mas o menino se esconde sob a saia de Iansã a Deusa dos raios que estava por perto. Oxum deu então seu filho a Iansã e partiu com Xangô tornando-se, a partir de então, sua esposa predileta e companheira cotidiana.

OXUM, aparece sedutoramente em sua vida e adula você para lembrá-la de reverenciar a sua sensualidade. A totalidade é alimentada quando você concentra sua atenção e seu tempo no corpo, respeitando e dando espaço aos sentidos e à sensualidade. Oxum está aqui para dizer que é hora de assumir sua sensualidade sem culpa. Sua influência nos inspirará quando estivermos em busca de uma atitude mais independente em relação ao amor, além de aumentar a nossa auto-estima. Os rituais de banho são os que mais nos favorecem quando desejamos refletir profundamente sobre um assunto sentimental. Realize seus rituais de banho sempre na Lua Nova ou Cheia.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A Nossa Jornada



Em nossa jornada, contamos com o nosso corpo físico, que é o instrumento, o veículo de nossa alma, ou espírito. O corpo físico é comandado pela mente, que, segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa significa: “intelecto, pensamento, entendimento; alma, espírito”.

Possuímos o pensamento contínuo e a natureza de nossos pensamentos determina nosso estado emocional e físico; criamos hábitos, sensações, condições e praticamente somos o reflexo de nossos pensamentos, palavras e ações. Vivemos interagindo com uma lei universal de “causa-e-efeito”, “ação-e-reação”. Seguimos nossa jornada experimentando o resultado de nossas ações e os efeitos de nossas escolhas.

Ao compreendermos o comportamento humano, das funções do cérebro, de nossa força mental e de nossa capacidade de realização e de progresso, quando bem direcionamos as energias que nos são próprias. Como já dizia Sócrates, a felicidade resulta de uma consciência tranqüila porque possui um caráter de paz.

Segundo Dalai Lama, “a busca da felicidade e o desejo de evitar o infortúnio não precisam ser criados porque fazem parte da natureza humana. Devemos reconhecer a importância de educar a mente”.

Como tudo no universo, estamos em eterno movimento, cujo destino é a evolução, o aprimoramento, a iluminação. A própria ciência nos esclarece que desde a célula ao cosmos, tudo experimenta uma constante transformação.

Se despertamos em nós a realidade de que somos um ser pensante que ama, que sente, e que transcende a matéria, encontramos base sólida para iniciar a nossa educação mental e, em conseqüência, uma melhor qualidade de vida em todos os aspectos. Desde que tenhamos controle sobre nossas emoções e desejos. E ainda que não tenhamos bloqueios causados por nossos traumas, medos e rancores. E é nesse ponto que o estudo dos arquetipos mostrados pelos orixas pode nos ajudar bastante, tanto a nos conhecermos e termos noção de nosso potencial mental, quanto para nos desligar de ondas energeticas ruins.

O primeiro passo seria observar a nossa necessidade básica: a vontade de viver em equilíbrio físico, mental e espiritual. Esta é uma necessidade e uma busca natural do Ser. Mas, note que não apenas tendo equilibrio da mente, poderiamos ter a harmonização de nosso ser, pois, são necessarios a harmonização dos tres niveis, partindo do fisico, passando pelo mental e atingindo o espiritual.

O segundo passo é a decisão. A decisão firme, em conjunto com a vontade, reflete na natureza de nossos pensamentos. A decisão desenvolverá em nós um compromisso por uma constante busca e desenvolvimento de nosso potencial interior. É por isso que em todas as buscas dos grandes mestres a fé é uma ferramenta importante, pois, muitas vezes não conseguimos ter fimeza sozinhos, somente com um auxilio externo e é por isso que se busca o apoio de divindades, pra que possam nos estender a mão e nos apoiar nas adversidades.

O terceiro passo é a focalização. Aqui, focalizamos nas coisas importantes, que são aquelas que se traduzem em progresso e bem-estar dentro da família, no campo da saúde, na educação e na nossa conexão com Deus. A consciência de que tudo é gerado e materializado de dentro para fora criará um comprometimento com nós mesmos na mudança de nossos hábitos, condizente com a proposta de uma vida melhor. Mas, não nos apeguemos só a esse movimento de criação de dentro pra fora, porque muitas coisas vindas do exterior não só nos afeta, mas, num sentido positivo, tambem ajuda a criar poderes dentro de nós.

Não é necessária uma mudança drástica em nossas vidas, apenas uma consciência que nos trará uma maior percepção de nós mesmos e do mundo em que nos encontramos. O pessimista vê dificuldades em toda a oportunidade; o otimista vê oportunidades em todas dificuldades. Mas, na verdade nem um nem outro está correto, o certo seria uma mescla dos dois e este terceiro elemento elevado a um nivel mais alto de desenvolvimento com plenos poderes sobre seu potencia. Pois, nem sempre o pessimismo é ruim, como tambem nem sempre o otimismo é bom. Pois, as vezes a prudencia nos cobra uma defesa onde o otimismo pode acabar nos despindo dela.

Torna-se o nosso dever manter constantemente uma atitude positiva que nos ajudará a criar hábitos que trarão os resultados que necessitamos. Mas, por icrivel que parece algumas polaridades negativas, tambem são capazes de criar coisas importantes. O meio mais eficaz de educação mental se dá com a prática da meditação. Meditar não é concentrar, mas, sim, refletir, transformar. Nos diz Klamashila: “É altamente importante percebermos a raridade e a preciosidade da vida humana.” Meditar é um estado de consciência, é gerar pensamentos e sentimentos de paz, amor e tranqüilidade que conseqüentemente afetarão nossas atitudes e reações.

Através da prática contínua da mudança de nossas percepções, podemos eliminar pouco a pouco as imperfeições do corpo e da mente. Dessa prática, germinarão a calma e a paz interior que nos permitirá viver com sabedoria. A repetição é a mãe do aperfeiçoamento. Mas, quando essa repetição é sabia ou não é teimosia. Pois muitas vezes o homem tem que entender que ele não pode ter o ser tudo.

À medida que aperfeiçoamos nossas meditações, desfrutaremos cada vez maior paz mental em todas as ocasiões, removendo as impurezas do nosso eu, e transformaremos todas as emoções perturbadoras e outros estados nocivos de existência.

O que importa não é onde vivemos externamente, mas internamente, pois, não temos controle do mundo externo, mas podemos controlar a nós mesmos. Saibamos dar a nós mesmos o presente da vida, de viver sem limites, com entusiasmo e coragem. Estabeleçamos objetivos, superemos desafios, e usemos o potencial que temos dentro de nós. Mas, só pederemos fazer isso se tiermos em harmonia com o mundo externo. Porque se fechando num mundinho imaginario onde tudo só tem que dá certo, só ira nos tornar em pessoas fantasioas. Para ter as noções exatas de todas as nossas possibilidades, Exu e Pombagira trabalhando harmonicamente pelos raios dos Orixás, por meio de suas tres principais manifestações, ajudam a trazer toda a facilidade necessaria a comprensão de nossa busca.

A nossa qualidade de vida está relacionada com o tipo de emoções e sentimentos que experimentamos; aprendamos a criar boas emoções, cultivando bons pensamentos. Eduquemos nossas palavras, pois, as palavras criam sentimentos e emoções e se tornam realidade em nosso cérebro, afetando nossos estados mentais.

Palavras agradáveis e positivas criarão uma atmosfera de paz e alegria ao nosso redor. Mas, as vezes colocar pra fora nossas amarguras, medos e desejos serve pra que nos comprendamos melhor e é por isso que Exu e Pombagira atuam como descarga. E lembremos do que o Mestre nos disse: "Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrará no Reino do Céu". Isso quer dizer que nem só o polo positivo, ou pensamentos manipulados, servem pra nossa evolução. Na verdade temos que encarar todos os desafios da vida, sem nenhuma ilusão ou alusão a qualquer imaginação forjada.

Então, escolhamos ser felizes, canalizando nossa mente sempre nas soluções, nas respostas, no que pode ser realizado. Aprendamos a meditar ao levantar, programando o nosso dia para que ele seja mais produtivo; aproveitemos os momentos bons e agradáveis de nossa vida; manifestemos nossa essência de paz em todas as nossas atitudes. Falemos a nós mesmos todas as manhãs: “Eu sou paz, eu sou saúde, eu tenho controle de minhas reações”, “a cada dia estou mais feliz!”, “a cada dia estou mais saudável!”. Falemos alto para que nossa alma escute—nós somos o que falamos. Mas, que isso não nos tire da realidade, pois, um mundo turbulento e desafiador está ai fora. E por mais que ele nos amedronte, não devemos apaga-lo da memoria, mas, compreende-lo e vence-lo.

As coisas não “acontecem”, simplesmente. São necessárias dedicação e luta para alcançarmos nossas conquistas. Simples mudanças, no entanto, podem fazer grandes diferenças em nossas vidas. Tudo que nos acontece tem o propósito de nos melhorar. Acreditemos em nossa capacidade e organizemos nossa mente para vencer. Coloquemos em prática tudo o que aprendemos: teoria é cultura, prática é vivência. Por isso que a pratica não deve ficar apenas no plano da mente, mas, nos tres niveis, pois, o plano espiritual e fisico, tem que ser harmonicos com o nivel mental.

Nossa jornada está em nossas mãos; plantemos e construamos, e nós colheremos e vivenciaremos durante todo o nosso caminho a natureza de nossa vontade, as conseqüências de nossas decisões e os frutos de nosso trabalho. Reflitamos e meditemos sobre isso. Sem nos esquecer que somos sim energias condensadas, mas, que no plano da materia apenas meditar não vai resolver, pois a fé sem obras é morta.

Carlinhos Lima - Astrologo de Umbanda-Astrologica.

Ação dos exus em 2009


As Vibração que estará atuando pela casa do acaso, é a de Exu Mirin, conectada a Falange de Exu 7 Chaves, na Vibratoria de Oxalá por Yori. Essa conexão, revela em seu arcano oculto a atuação de Exu pela defesa da inocencia, do amor pela familia e pelo amor incondicional sem cobranças. Assim Exu como já vem fazendo, buscará um forte trabalho empenhado no combate a Pedofilia e varios outros tipos de crimes.

Muita gente que ta fazendo coisa errada, pensem muito bem antes de agir. Porque o chicote dele é pesado, os adulteros, traficantes, pedofilos, saqueadores serão punidos de alguma maneira. Tambem aqueles que usam de artimanhas, como magia negra e outros encantos pra escravisar as pessoas, vão se arrepender muito.

As pessoas que vivem de exploração sexual, como cafetinas, traficantes de mulheres e abusadores de criança, podem ficar de orelha em pé, pois, a companheira de Exu , tambem tem a mão pesada e não gosta de exploração, por ser a defensores da infância e juventude.

Essa Linha que trabalha com muita importancia da sombra para luz, vai libertar muita gente de feitiços, amarrações e mandigas, por mais fortes que sejam. Apenas precisam querer se libertarem, que ela vai ajudar.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

domingo, 3 de maio de 2009

Unos com a Natureza e os Ancestrais



O puro lótus branco, a única planta que frutifica e floresce simultaneamente, emerge das profundezas dos pântanos e simboliza a manifestação da natureza universal de Buda ou a consciência de Cristo.

Suas flores são consideradas sagradas pelos budistas da Índia, Tibet, e China. As flores de lótus foram muito usadas na arte e na arquitetura do Egito antigo.

A Flor de Lótus ou Nelumbo nucifera é uma planta aquática da gênero Nelumbo, conhecida vulgarmente como lótus. Apesar disto, esta planta não integra a família Nymphaeaceae (Nymphaeales), onde estão classificados a maioria dos lótus, fazendo parte da família Nelumbonaceae (Proteales).

Trata-se de uma planta nativa da Ásia, habitante de cursos d'água lentos ou lagoas de água doce, vivendo a pouca profundidade. É enraizada no fundo lodoso por um rizoma vigoroso, do qual partem grandes folhas arredondadas, sustentadas acima do espelho d'água por longos pecíolos. Produz belas flores rosadas ou brancas, grandes e com muitas pétalas.

Este lótus é cultivado como planta ornamental em jardins aquáticos de todo o mundo. Sua simbologia, entretanto, é uma de suas virtudes mais visadas: é associada à pureza e à ressurreição. Segundo o Budismo, o Buda teria nascido embalado por uma folha de lótus, e logo ao nascer teria caminhado sobre a água, e de cada passo seu, teria brotado uma flor desta espécie. "Flor de lótus" também é o nome de uma posição de meditação.

Os grandes Magos, que sabiam usar a magia natural podia captar o poder e a energia do ambiente. Eles sabia manipular as flores, as ervas, as frutas e sementes. Eles não precisam de coisas dificies e sabiam manipular o axé em qualquer ambiente, porque sabiam se conctar com cosmos em qualquer local. Os grandes Mestres não tinham medo, nem bloqueios, porque eles captavam as ordens do Astral Superior, respeitavam a natureza e se tornavam unos com ela, por isso tinham uma mediunidade fina, limpa e iluminada. Assim podiam captar o som, as cores e a força dos elementos.

O primeiro Orixá Menor que trabalhou no Raio Cosmico de Oxossi, sabia, entender os animais, os passaros e defendia as matas. O primeiro a encarnar na Terra, como o Senhor Ossanha, sabia todos os segredos das Plantas, manipulava a medicna natural e podia curar com facilidade. A primeira bela princesa Oxum, a Militar nesse raio, das aguas doces, tinha o poder das flores, a benção da fecundação e a sua beleza resplandecia.

Cada característica da natureza – um rio, uma montanha, um lago, uma floresta, a chuva, os ventos, o trovão, as estações do ano – tudo isso possui, do ponto de vista druídico, um espírito próprio. Não se trata aqui do conceito de espírito pessoal, mas sim a energia vital por trás do elemento em questão, com a qual é possível estabelecer um diálogo, uma relação, um contato – de espírito para espírito. A esse princípio damos o nome de ANIMISMO: reconhecer a presença da alma (anima em latim) em tudo que existe. Se algo tem alma, é vivo; se é vivo, é sagrado. Se é sagrado, é divino. Se é divino, é dos deuses.

Com isso em mente, podemos entender a real natureza dos deuses e deusas, são devas Espiritos Ancestrais que ganharam o poder dos elementos: eles são os espíritos que habitam nosso mundo, dando-lhe forma e interagindo conosco.

Um sinal inequívoco dessa visão está preservado até hoje na toponímia de diversos rios em terras celtas: o rio Shannon, na Irlanda, deve seu nome à deusa Sionann; na Escócia, o Clyde é a manifestação física da deusa Clótha; na Gália, a deusa Sequana é quem anima (animar = “dar alma”) o rio Sena – e assim por diante. Diversas montanhas, florestas, nascentes e lagos das paisagens celtas refletem a mesma crença de que a paisagem é povoada por poderosos espíritos da natureza – em outras palavras, deuses e deusas, os mensageiros Ministros do Criador.

Um dos mais belos pontos do druidismo é o que trata da natureza da alma: ara os celtas, a alma de um indivíduo é a manifestação temporal de uma consciência maior, que é o conjunto de todas as almas. Essa alma, segundo os druidas, é indestrutível, assim como o espírito do universo. Ao descrever a profunda filosofia druídica a respeito da alma, os atores gregos demonstavam espanto em identificar num povo a seus olhos “bárbaro” ensinamentos comparáveis aos do grande filósofo Pitágoras.

O conceito da ‘Awen’ já foi traduzido como “espírito que flui” através de nós, ‘êxtase poético’, arrebatamento profético e até mesmo como “musa” – segundo os gregos, o espírito feminino que inspira as artes. A chave para a compreensão da real natureza da Awen é a palavra inspiração. Inspirar e receber algo, introjetando-o. Como o ar que inspiramos em nossa respiração enche nossos pulmões, a Awen nos toca, nos estimula, nos transforma. Similarmente, da mesma forma que temos de expelir o ar de nossos pulmões para continuarmos vivos, a Awen – a inspiração que recebemos – deve ser transformada em ação. De espírito para espírito, de alma para alma.

A Awen é um conceito abstrato: é como uma sinapse que nos une aos diversos aspectos do universo: é através dela que nos relacionamos, estabelecendo vínculos, pontes e interconexões com todos e cada um dos aspectos de nossas vidas, ressacralizando-a. As crenças dos druidas da Antigüidade, os feitos dos heróis e heroínas celtas e suas lendas e mitos maravilhosos nos inspiram a atualizar o druidismo para nossos dias, tornando-o uma espiritualidade ativa, coerente, embasada e transformadora. Isso é um dos aspectos da Ancestralidade Druídica.

Assim tambem a Umbanda-Astrologica vem confirmar o valor e a necessidade de respeito pelos nossos Ancestrais. Em Umbanda, Candomblé e outros cultos, até mesmo o Cristianismo, uma das partes mais importantes é o culto e respeito aos Ancestrais.

Todos nós estamos familiarizados com o conceito de ancestralidade significando “linhagem sangüínea”. Somos filhos de um pai e de uma mãe – nossos primeiros ancestrais – e também de avós, bisavós, trisavós e assim por diante, recuando até a aurora dos tempos e – assim nos explica a moderna genética - nos irmanando com praticamente todos os seres humanos.

Essa ancestralidade sangüínea determina, através da transmissão de informações genéticas, quem somos fisicamente: a cor de nossos olhos, tez e cabelos, estatura e compleição física etc. A eles todos devemos o simples fato de existirmos.

Mas essa não é nossa única ancestralidade: outra, tão importante quanto a sangüínea, determina no que cremos, nossos valores, nossa filosofia – em outras palavras, determina a herança de nossa alma: é a Ancestralidade Espiritual. Dessa, vem a ação dos Orixás sobre nós e asim atuam em nossa vida.

Quando optamos por seguir um determinado caminho espiritual, seja ele qual for, ingressamos numa senda aberta por outros antes de nós. Para que possamos trilhar esse caminho com segurança, é necessário que conheçamos suas características, sua história, suas origens e transformações. Essa é a nossa Ancestralidade Espiritual. E ela não é limitada pela ancestralidade sangüínea, pois se assim fosse não haveria nenhum budista que não fosse indiano, nem cristão que não fosse de origem judia. Ou ainda, nenhum Pai de Santo, que não tivesse um pé na Africa.

Da mesma forma que é possível traçar uma árvore genealógica que nos mostra quem são nossos ancestrais de sangue, é importante que possamos traçar uma ‘genealogia’ espiritual que nos ponha em contato com o sagrado e inesgotável manancial de inspiração que vem dos druidas históricos. Isso é honrar nossa história, nosso caminho, nós mesmos.

O incentivo ao desenvolvimento pessoal, individual. Qualquer texto, qualquer conjunto de mandamentos e regras pré-determinadas inibem, pelo simples fato de serem impostas, a individualidade. Afinal, como diz o ditado inglês, “o leite de um homem é o veneno de outro”: o que é correto para um não é necessariamente correto para os demais. A situação piora ainda mais quando falamos de regras e conceitos escritos séculos, milênios atrás, quando os valores sociais, os costumes, as relações entre os seres humanos e entre estes e a paisagem em que vivem eram totalmente diferentes.

Carlos Lima (Carlinhos Lilma) - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Os ataques do Mal e obssessão


Os tenebrosos têm uma infinidade de recursos para atacar de diversas maneiras ao homem: Os ataques durante o sono geralmente são através dos sonhos intelectuais, emocionais, sexuais, instintivos e motores.

Durante o estado de vigília, através de abordagens fascinações, dependências etc. Os ataques de magia negra se referem às diversas formas de despachos, bonecos com agulhas, macumbas etc. As obsessões psíquicas: tratam-se de entidades perversas que assumem o comando da máquina humana. Verdadeiras legiões de egos que sugam as energias vitais do possuído.

Outra forma muito conhecida de ataque dos tenebrosos é através de inimizades, calúnias, intrigas e difamações, que se infundem na mente dos outros, para que estes nos ataquem. Há uma infinidade de doenças que são provocadas pela ação nefasta de entidades psíquicas. São doenças de tipo imaginárias como impotências sexuais, hipocondrias e até mesmo suicídios.

Os ataques de magia negra podem causar males através dos vícios, tais como as drogas, álcool, e também por meio de diversas formas negativas de cultura que impõem novos padrões de comportamento sexual, modas, novelas, filmes, propagandas enganosas etc. Os danos provocados pelos falsos profetas são também uma forma de ataque dos tenebrosos.

Eles geralmente experimentam uma parte da verdade, desenvolvem parcialmente alguns poderes internos e são dominados pelo fanatismo, mi-tomania e paranóia avançada. Para conseguirem seus propósi-tos, não hesitam em envolver seus seguidores com ameaças e medos, tornando-se insuportáveis fiscalizadores da consciência alheia. Esses falsos profetas, patriarcas e gurus, inconscientemente, são megalomaníacos e inimigos da liberdade individual.

Ataques Através das Larvas Astrais(Elementares) As formas mentais e emoções negativas se crista-lizam no mundo astral sob a forma de larvas astrais que são uma espécie de vírus astral, invísivel aos olhos do homem comum. Destacamos alguns tipos de elementares Íncubos: São larvas resultantes da atividade men-tal mórbida das mulheres (com relação à luxúria).Súcubos: Larvas resultante da atividade mental mas-culinaFantasmatas: Larvas de pessoas desencarnadas.Dragões: Larvas encontradas nos quartos de pros-tíbulos, resultado da promiscuidade sexual. Entre outras larvas destacamos os Caballis, Basiliscos, Áspis, Leos etc.

Sintomas Prováveis de Ataques dos Tenebrosos:
1. Palpitação, taquicardia.
2. Vômitos, enjôos e diarréia.
3. Pesadelos noturnos.
4. Depressão sem motivo.
Idem,cansaço.
5. Dificuldade súbita de respirar
.6. Olheiras(olhos fundos).
7. Manchas escuras pelo corpo.
8. Dificuldade súbita de falar.
9. Amnésia parcial ou total. 10. Sensação de frio no plexo solar (frio no estômago). O anjo Aroch ensinou-nos uma conjuração contra tenebrosos, que diz textualmente o seguinte: 3x BELILIN, BELILIN, BELILIN.. Ânfora de salvação, quisera estar junto a ti O materialismo não tem força junto a mim. BELILIN, BELILIN, BELILIN... (Diz-se cantando) Um dos mais aborrecedores procedimentos e dos mais comuns usado pelos magos negros para causar danos as suas vítimas é o dos bonecos.

Desde logo nos abstemos de explicar como se trabalha com esses bo-necos e como os tenebrosos os empregam para nào dar armas a certos sujeitos irresponsáveis e desumanos Sintomas e Terapêutica Teúrgica A pessoa atacada por meio de bonecos é facilmente reconhecida: sente uma grande angústia, palpitações intensas no coração, depressão de ânimo, dores pungentes no cérebro e externamente nas fontes, dores no coração, bem como em outras regiões do corpo. Em tais casos, devem ser organizadas sessões curativas para sanar esses pacientes embruxados. O enfermo sentar-se-á numa cadeira frente a uma mesa sobre a qual se terá colocado um mantel branco.

No mantel deverão estar um Cristo, um copo com água e um candelabro com velas acesas. O taumaturgo, o curan-deiro, sentará por sua vez frente ao paciente. As pessoas interessadas, se houver, amigos ou parentes do enfermo, também acompanharão ao redor da mesa sob a condição de que possuam uma fé sincera e uma grande força.

Depois, quando tudo já esteja devidamente acondicionado e disposto, se invocarão os grandes Mestres da Luz, dizendo-se em voz alta a CONJURAÇAO DOS QUATRO Caput mortum, imperet tibi Dominus per vivum et devotum serpentem!Cherub, imperet tibi Dominus per Adam Jot-Chavah. Áquila errans, imperet tibi Dominus per alas Tauri!Serpens, imperet tibi Dominus tetragrammaton per angelum et leonem!Michael... Gabriel... Raphael... Anael...Fluat odor per spiritum Elohim.Maneat terrae per Adam Jot-Chavah!Fiat firmamentum per Iahuvehu-Sabaoth.Fiat judicium per ignem in virtute Michael... Anjo de olhos mortos, obedece ou dissipa-te com esta água santa.Touro alado, trabalha ou volta à terra, se não queres que te aguilhoe com esta espada. Águia acorrentada, obedece diante deste signo ou retira-te com este sopro: Serpente móvel, arraste-te a meus pés ou serás atormentada pelo fogo sagrado e evapora-te com os perfumes que eu queimo. Que a água volte à agua, que o fogo arda, que o ar circule, que a terra caia sobre a terra, pela virtude do Pentagrama, que é a Estrela Matutina, e em nome do Tetragrama que esta escrito no centro da cruz de luz. Amen.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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