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Os Orixás regentes de 2027

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domingo, 30 de agosto de 2026

Dinheiro no culto ao Orixá: Podemos cobrar os trabalhos e consultas?





Nas religiões, dinheiro é um tema complicado. Não que o dinheiro seja ruim, mas, junto com o sexo é o tema mais combatido, apesar de todos saberem que 100% das religiões precisam deles. Só que sempre surgiram os reformadores que saem do seio de outra religião e juram trazer um sistema novo pra aplacar a ganância. E ai vem com um monte de regras, mas, mesmo que sua proposta seja original, sincera e até tenha sucesso por algum tempo, pode ter certeza que lá na frente seus sucessores vão descambar pro lado da busca incessante por dinheiro e poder. Prova disso foram as reformas protestantes, que sempre atacavam a Igreja Católica pelo poder que tinha e riqueza que arrecadavam e hoje estamos vendo que se tornou no movimento mais ganancioso de nossos tempos, com templos caros, contribuições rotineiras, líderes cada vez mais ricos e poder político.

Enfim, nos meios espiritualistas também não é diferente. E até por isso se formam os grupos elitizados, que lançam cursos "mamão com açúcar" que apenas iludem e não ensinam direito. Faculdades, escolas de Umbanda e atendimentos vips. Federações e organizações poderosas que tem poder político e exclusivismo. Mas, não tenha nada contra nada disso em seu contexto mas, em seu mérito. Eu sou a favor dos cursos, escolas e faculdades de Umbanda, de Candomblé, Esoterismo ou espiritualismo. Apenas sou contra a sensacionalismo, mentira e hipocrisia. 

Eu sei e sou defensor que se arrecade dinheiro, afinal de contas as religiões que tentam nos esmagar, ocuparam a mídia e tem muito poder. Assim pra contra-atacar e ocupar a mídia também precisamos sim de uma boa organização, contribuição e arrecadar. Também sei que quem ministra os cursos ocupa seu tempo, trabalha duro e por isso merece sim ganhar por seus serviços, até porque essa história de "dar de graça o que de graça recebeste" não passa de malandragem de quem não quer pagar por consultoria e auxílios, é um lema recorrente dos mão de vaca. E isso é muito subjetivo, pois quem recebeu o dom de ser um cientista, médico, psicólogo, advogado ou qualquer outro profissional, deveria também trabalhar mais de graça e fazer mais caridade, pois recebem de Deus os dons e a vida também.

A assistência espiritual, o contato com os espíritos e consultoria com entidades, eu creio que devem ficar a cargo deles. Apenas eles podem dizer se os médiuns podem cobrar ou não pelos atendimentos, pois é um trabalho que a entidade também vem a Terra prestar. Mas, não esqueçamos que o médium é gente, precisa comer e tá ali ocupando seu tempo, pra atender um monte de gente na maior parte egoísta que só vai lá, tanto pra testar, quanto pra abusar e se aproveitar, depois dão as costas e ainda saem debochando, se não debocham, no mínimo não agradecem. Então ao menos precisam fazer algum tipo de doação ao local, que precisa se manter, comprar velas, incensos, pagar conta de luz e agua, e nada vem de graça. Médium não come vento e muito menos tem obrigação de resolver e orientar os outros que se enrolam por sua própria desobediência espiritual.

Se o cara tá mal e vai ao médico, ao psicólogo ou a terapeuta, ele paga. Já se tá mal e vai a um médium e é bem atendido e auxiliado, vem com esse papinho de caridade, apenas pra dar o migué. No entanto, se diz "convertido" e o pastor lhe joga um envelope ou cestinha na sua mão ele dá contribuição generosa! Ou seja, mais uma vez a esperteza humana! Primeiro porque caiu naquela baboseira que nada tem haver com Bíblia que é a tal "Teologia da Prosperidade", que é o maior "kaô" usado pelas religiões da moda e então o cara pensa que contribuindo vem de volta de montão. Já nas umbandas não tem essa falsa lógica. Outro motivo é que em especial no Ocidente, o imaginário popular e o inconsciente coletivo, grafou na alma das pessoas que 'a Bíblia é a Palavra de Deus", ou seja, falar na Bíblia já é sinal de que tem que obedecer. 

Como se ela fosse um livro que caiu das nuvens pronto sem sofrer alterações, adulterações e como se maior parte não fosse apenas imaginação de seus autores, escrito em épocas, locais e momentos distintos. Como se Deus assumisse tudo que está lá como sendo dito por ele. Como se a Bíblia não fosse mais um livro político do que espiritual. E como se nela não tivesse lendas, mitos e metáforas. Ai o cara por tudo isso fica com um medo imenso de desobedecer a ordem do pastor ou padre. Como se só porque o cara se diz representante divino e pertence a uma igreja, tivesse autoridade pra viver em regalias em nome de Deus. Como se ele fosse um "braço direito de Deus na Terra" e que por isso, seus fiéis tivesse o dever de dar a ele um jatinho novo, um carro importado, milhões na conta bancária e horário na TV!


Lidando e estudando com a Umbanda e espiritualismo a 18 anos,  podemos ver que a religião é irmã gêmea da política e por isso em matéria de poder se dá tão bem uma com a outra. Ou seja, se temos políticos ruins por exemplo, é porque temos eleitores insensatos. Se temos corrupção na política é porque temos gravado no inconsciente brasileiro que o jeitinho é permitido e que o que "rouba mais faz" merece ser eleito sempre, pois acaba distribuindo propina pra muita gente. 

E na religião se tem líderes que não são dignos de confiança é justamente porque o povo cria esses tipos de lideranças. Se pastores arrecadam milhões e se esbaldam com eles é porque seus seguidores permitem. Da mesma forma se tem pais e mães de santo que extrapolam é porque acham campo fértil pra isso! As pessoas costumam dar mais valor ao topo, a vip, ao bambambam que tá na mídia e atende celebridade, mesmo que seja apenas marketing. As pessoas adoram ir em quem cobra mais, pois pensa que ele tem mais valor. Se cobram qualquer quantia que eles podem pagar pra realizar seus desejos insanos e egoístas, eles pagam sem sequer cogitar pelos resultados ou se vai ter algum resultado. Eles apenas não querem ser contrariados.

E ai se revela mais um cúmulo da cara de pau. Ou seja, pessoas que batem de porta em porta e pagam os "olhos da cara" por desejos insanos e simplesmente não conseguem nada. Tem pessoas que passam anos buscando coisas que nem elas mesmas sabem o que é de verdade e pagam caro por isso. Porém quando encontram alguém elas querem dar o troco em quem não tem nada haver com sua burrice. Ou seja, elas dão toda grana, pagam por feitiços e tratamentos caros, aos vigaristas e mentirosos, mas, quando encontram alguém que é honesto no meio, ai elas vem com seu "migué estratégico", fazem amizade, ganham confiança e começam a chorar. E dai em diante, querem sempre consultoria de graça.

Antes, pagaram qualquer valor pra ter seus desejos insanos, sem se importar com a ética, com seus guias, com seu carma e com seu espírito. Porém depois que caem em si e encontram alguém que tem mais os pés no chão, elas querem dar o troco em quem não tem nada haver. Ai lembram-se das artimanhas de quem não quer pagar, pela consulta, querem ajuda de graça e sequer agradecem. Então começam a chorar e sequer pagam pelas consultas, pelo mapa astral e abusam o quanto podem. E choram tanto que a pessoa passa a acreditar que elas estão mesmo na  pior. Então de repente vemos que ela tá fazendo turismo em lugares paradisíacos, tá viajando muito, trocou de carro, comprou um imóvel chique e aumentou de salário! Mas, quem disse que o positivo eles contam, ou que sequer agradecem ou doam alguma coisa, ao menos para as entidades que os ajudou? Jamais! Então vemos essas pessoas sumirem e voltar pra seu mundinho e curtir a vida. Só que tempos depois elas acabam sofrendo consequências de sua ambição, egoísmo e ingratidão e sempre acabam voltando. Assim quando vemos elas sumirem saibam que estão no bem bom, mas, quando retornam, tão desoladas e querendo ajuda novamente.

E quem usa a Bíblia pra não pagar nada por consultoria astrológica ou espiritual, saibam que quando as doações faltavam o Templo de Israel a pessoa era punida rigorosamente. E que pessoas por não doarem aos apóstolos tiveram consequências graves. Muitas vezes não é nem alguma entidade do sacerdote ou consultor que requer doação e ajuda financeira, mas, a própria entidade do consulente que quer ajuda, que exige doação pra que algo em sua ancestralidade se resolva e metas sejam cumpridas. Porém 98% das pessoas só querem se servir, obter ajuda e conhecimento, sem sequer olhar pra trás.

E por isso a Umbanda e as pessoas sempre definharam por não serem pregados corretamente os preceitos e não ouvirem direito as mensagens. E muitos militam anos na busca do seu orixá e cansam, só fazem coisa errada e então acabam caindo no esgoto sensacionalista das seitas da moda, que prometem uma paz artificial um deus que não existe e uma prosperidade que nada tem haver com a Bíblia. Pois qualquer teólogo, mesmo iniciante ou leigo, capta facilmente que a mensagem do Cristo é de humildade, nada atrelada a dinheiro ou poder. 

E a Bíblia como um todo com citações de dízimos ou tesouros do Templo se refere ao povo libertado da escravidão do Egito, um povo que estava pobre e desorientado e que tinha então que organizar sua economia. E não qualquer espertalhão que aluga um galpão, compre um terno novo e uma Bíblia e registra uma congregação que vai sair por ai arrecadando 10% do que seus irmãos ganham, como se alguém tivesse o dever de dar a ele uma vida de marajá, só porque ele grita e lê a Bíblia aos sábados!

Fé e espiritualidade: Qual era a religião de Jesus?




 As crenças de Jesus

"Jesus nasceu judeu, viveu judeu, e morreu judeu", responde André Cheviterese. Foi só nos séculos seguintes à sua morte que a Igreja começou a se distanciar do judaísmo e a se aproximar do Império Romano. Nesse processo, a teologia cristã vai se tornando cada vez mais arredia aos judeus, resvalando até no antissemitismo — o que transparece nos Evangelhos, principalmente no de João. "Acho que a base para se entender isso está na tensão que é criada entre a comunidade cristã joanina [que se pretendia seguidora do apóstolo João] e a religião judaica. A partir da década de 80 do século I, seu proselitismo se torna tão agressivo que eles são expulsos das sinagogas. A partir daí, se tornam muitos hostis", diz o pesquisador. Assim, no Evangelho de João (capítulo 8, versículo 44), Jesus se refere aos judeus como Filhos do Diabo, adoradores de um Deus homicida e mentiroso. Do mesmo modo, a narração deixa de mostrar Jesus sendo morto de forma sumária pelos romanos. Segundo os textos, ele é assassinado a pedido dos judeus — Pôncio Pilatos até lava as mãos. "Essas passagens não deixaram de ser repercutidas desde então, e foram usadas, inclusive, para perseguir os judeus. Por sorte, a Igreja se desviou dessa visão nas últimas décadas", afirma o historiador. 

Comentário: é evidente que Jesus, marca uma passagem, para uma nova doutrina, mas, que suas bases são sim a tradição judaica. Mas, não podemos afirmar que a igreja católica ou qualquer outro tipo de cristianismo que conhecemos hoje ou vimos falar ao longo dos séculos seguintes a sua morte, estejam dentro de suas intenções. Sabemos bem, que abusos, egoísmos, manipulações e mentiras, envenenaram suas mensagens. O que podemos supor é que ele queria sim uma reformulação da doutrina judaica, tornando-a numa mensagem mais messiânica, mas, não tenho dúvida que o cristianismo, nem de longe conseguiu atingir sua vontade. Apenas alguns poucos iluminados conseguiram atingir a luz messiânica... tanto dentro do cristianismo, quanto fora dele! 

Sabemos bem que a igreja em sua sede de poder, espiritual, político e financeiro, desfigurou, perseguiu e subtraiu, todo caráter iniciático das escrituras e dos ensinamentos de Jesus. O Cristo jamais atacou os dons espirituais e a mediunidade de enviados, uma prova disso, era o respeito que ele tinha aos profetas. Mas, teólogos e doutores da igreja, sempre distorceram sua pregação real... Mas, os verdadeiros buscadores, vão sempre encontrar seu caminho, missão e destino, assim como todas as aguas um dia acabam chegando ao mar!

As mais vistas da semana

sábado, 29 de agosto de 2026

Os ritos no Candomblé

 
Os ritos no Candomblé
Os ritos no Candomblé


O termo "candomblé" era usado inicialmente para designar apenas certo tipo de dança, mas passou a significar também o próprio ritual religioso dos negros africanos. A principal diferença entre os vários tipos de candomblé existentes no Brasil é a origem étnica. Existem, entretanto, quatro características comuns e importantes para caracterizá-lo como de origem africana: a possessão pela divindade, o caráter pessoal da divindade, o oráculo e o despacho de Exu. Há quem faça distinção entre o candomblé e a umbanda enquanto rituais. Ambos são religiões afro-brasileiras, mas a umbanda se caracteriza pela mistura do candomblé e do espiritismo, estando, dessa forma, voltada para os feitiços. 




O termo Quimbanda, é usado para definir a parte da umbanda que é voltada para magia negra, conhecida como: macumba. Mas a verdade não se traduz apenas nisso. Na verdade a Quimbanda é responsável pelo equilíbrio ritualístico, tanto quanto a Umbanda e tão necessária quanto. Pois sem a Umbanda não se conhece certos conceitos e do mesmo jeito também a Quimbanda, apresenta a nós todo o trabalho necessário das Linhas de Esquerda, como as de Exu, por exemplo. No candomblé utilizam-se mais as danças e os trabalhos com forças advindas da natureza, como as do mar, do fogo, do ar, dos rios e florestas, representadas pelos orixás.

O candomblé praticado atualmente se encontra modificado, marcado por forte sincretismo religioso, decorrente das influências culturais dos brancos e indígenas. Essa foi uma alternativa de sobrevivência da religião. Entretanto, nos dias de hoje, observa-se a tentativa de retomar as tradições africanas, afastando os elementos católicos de seus rituais. O candomblé distingue-se dos outros cultos por não ser praticado diante do altar, mas dançado de forma primitiva nos terreiros, com cantos envolventes ao som do agogô e do atabaque, considerado instrumento sagrado por transmitir a mensagem dos deuses.

Acredita-se que durante o ritual os orixás descem do mundo desconhecido e incorporam-se em seus filhos, chamados cavalos, concedendo-lhes poderes de atuação para o bem e para o mal. Os filhos-de-santo, na maioria do sexo feminino, são os sacerdotes dos orixás, assim como os padres são os representantes de Deus na Igreja Católica. Nem todo, porém, são preparados para "receber" os santos. Existem os que cuidam dos cavalos quando os orixás "baixam", os que sacrificam os animais, os que tocam os atabaques e os que preparam a comida. Os búzios, usados como instrumento de adivinhação, é que vão dizer qual a função de cada um.



Para cada orixá há um canto, dança e indumentária especiais. As cerimônias acontecem de preferência em locais afastados, à noite, e em contato com a terra, que transmite as forças da natureza. Sua estrutura, chamada "ordem de xirê" (brincadeira, na língua iorubá). divide a festa em três partes. A primeira acontece à tarde, com sacrifícios e oferendas. A segunda é a festa em si, à noite, na presença do público, quando os filhos-de-santo "incorporam" os orixás. E a terceira fase, o encerramento, com a roda de Oxalá, o deus criador do homem.

A entrada para essa hierarquia é a indicação do orixá. É o que se chama bolar no santo. A partir daí, o abiã (noviço) tem de se submeter aos rituais de iniciação cerimônias do bori, orô e saídas de iaô.

Um recém-iniciado passa de um a seis meses vivendo dentro de severas restrições. É o tempo de quelê o período em que o abiã usa um colar de contas justo ao pescoço. Enquanto usar o quelê, ele deve vestir branco, comer com as mãos e sentar-se só no chão. Estão proibidas as relações sexuais e os pratos que não sejam os de seu orixá. As obrigações não terminam por aí: o iniciado terá de cumprir ainda três rituais depois de um ano, três anos e sete anos , com sacrifícios, toques e oferendas. Só depois ele pode se candidatar a ebômi, o degrau seguinte da hierarquia.

As danças do candomblé são executadas com movimentos exóticos de braços e pernas, conforme cada orixá, com os olhos fechados ou arregalados, e chegam a causar alterações fisionômicas em quem as pratica.
Através desse ritual, o candomblé perpetua-se e sua prática se espalha por todo o Brasil. Encontra-se também associado aos cortejos do ciclo carnavalesco, como afoxés,e maracatus, enriquecendo e fortalecendo, dessa forma, as festas afro-brasileiras e o folclore nacional.
TIPO DE CANDOMBLÉS
Há quatro tipos de candomblé:
O Queto, da Bahia, o Xangô, de Pernambuco, o Batuque, do Rio Grande do Sul, e o Angola, da Bahia e São Paulo. O Queto chegou com os povos nagôs, que falam a língua iorubá . Saídos das regiões que hoje correspondem ao Sudão, Nigéria e Benin, eles vieram para o Nordeste. Os bantos saíram das regiões de Moçambique, Angola e Congo para Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Criaram o culto ao caboclo, representante das entidades da mata.
A mistura com o catolicismo foi uma questão de sobrevivência. Para os colonizadores portugueses, as danças e os ri- tuais africanos eram pura feitiçaria e deviam ser reprimidos. A saída, para os escravos, era rezar para um santo e acender a vela para um orixá. Foi assim que os santos católicos pegaram carona com os deuses africanos e passaram a ser associados a eles. A partir da década de 20, o espiritismo também entrou nos terreiros, criando a umbanda, com características bem diferentes.
Assim, o candomblé já se incorporou à alma brasileira. Tanto é que o país inteiro conhece o grito de felicidade a saudação mágica que significa, em iorubá, energia vital e sagrada: Axé!

TERREIROS

Os terreiros são comunidades de vida em que a visão de mundo africana se mantém presente e viva; em que a reconstrução familiar- clãs continua subsistindo e em que a vida comunitária revela os traços culturais dos africanos.

Todos os membros se encontram unidos na mesma fé, protegidos pelos orixás, submissos a uma autoridade religiosa e espiritual, na qual uma solidariedade econômica religiosa, fundamenta a corresponsabilidade do trabalho.

Os membros estão unidos como uma parte num todo por laços consanguíneos de iniciação e por referências a um mundo acompanhado pelos ancestrais.

A autoridade espiritual e moral é concentrada nas mãos dos “pais” ou “mães de santo”, chamados também de “babalorixás” ou “ialorixás”. O nome “mãe” e “pai” significa que os adeptos aceitam uma segunda educação pelas mãos de pessoas significativas em suas vidas.

Cabe aos chefes do terreiro presidir as cerimônias religiosas, receber os convidados, raspar a cabeça dos iniciados, supervisionar os ritos e apontar os novos iniciados.

sábado, 10 de janeiro de 2026

A poderosa Religião dos Gatos

 

A poderosa Religião dos Gatos

Veja aqui alguma coisa traduzida pelo Livro dos Gatos:
A RELIGIÃO DE KEMET: Os antigos egípcios chamavam sua terra Kemet. É de lá que vem Bast. A palavra Egito, ou 'Aegyptos' é de origem grega. A religião de Kemet sempre foi considerada politeísta, mas pesquisas modernas questionam essa classificação e muitos egiptólogos consideram que, como a maioria das religiões indígenas e africanas, Kemet tinha


um só Deus que assumia múltiplas faces, chamadas Nomes pelos ortodoxos. Nesse texto a palavra Nomes é usada em vez da palavra Deuses, de acordo com esse ponto de vista. BAST, A DEUSA-GATA:Bast é um dos Nomes mais conhecidos e visíveis de Netjer, o Deus de Kemet. É um dos muitos Nomes que representam o Olho de Ra. Bast é um Nome da Segunda Dinastia (2890-2686 a.C.), tem cerca de 5OOO anos. É um dos Nomes mais antigos que se conhece. Sua missão primeira é proteger e vingar. 

Como Olho de Ra, sua ação é a de executora, sua missão é arrancar os corações dos transgressores e levá-los aos pés do faraó. Daí dá para ver como a imagem da Deusa Fofinha e Feliz do Amor vendida por esotéricos de hoje é falsa. Bast sempre aparece associada ao rei como protetora, traço característico de outros Nomes felinos como Mafdet, protetor dos aposentos do faraó, e Sekhmet, destruidora dos inimigos do rei. Seu papel inicial, proteger, se expande e suaviza mais tarde, à medida que sua imagem é associada aos deuses gregos Hathor e Isis e então ela passa a ser protetora de mulheres grávidas e crianças, invocada em rituais de fertilidade e associada à música e às artes em geral.

VERDADES E MENTIRAS: Bast e Sekhmet não são irmãs:Bast e Sekhmet têm sido associadas desde 1850 AC. Apesar de aparecerem juntas não existem evidências de laços consangüíneos entre elas, nem mesmo para a leitura de que sejam ambas uma só deusa com duas faces, meiga X raivosa. O papel de Bast como vingadora desencoraja essa interpretação. Mesmo nas eras mais recentes Bast ainda aparece carregando o Uadjet e vestindo o Wadjet, o que mostra seu papel de vingadora divina. Nem Sekhmet é o lado zangado de Bast nem Bast é o lado pacífico de Sekhmet. 

Bast era a Deusa do Norte e seu principal local de adoração eram as terras baixas, enquanto Sekhmet era a Deusa do Sul. As duas, Bast e Sekhmet, representavam o Norte e o Sul, e não a paz e o ódio. Bast não é a Deusa do Sexo: Por conta da associação moderna entre felinos e mulheres (mulher bonita=gata ou gatinha), Bast é vista como uma deusa da sexualidade feminina. Mas não se deve associar a visão que se tem dos gatos domésticos hoje com a existente no Egito antigo. Sensualidade não deve ser confundida com sexualidade e não existem evidências de que os antigos egípcios associavam gato com sexo. 

Isso desmente a crença de que Bast seria a Deusa das Lésbicas. Mesmo que essa seja uma idéia simpática não se devem transferir os tabus sexuais de hoje para o Egito Antigo. Se não pelo fato de que a alta taxa de mortalidade infantil naquela época estimulasse o sexo para a reprodução, não existiam motivos para que lá o sexo homossexual fosse tratado como diferente do sexo heterossexual. 

Isso também elimina a idéia de que os adoradores de Bast se envolviam em rituais de apelo sexual como prostituição religiosa, danças e orgias, divinação através de orgasmos ou strip-tease ritualístico. A prostituição religiosa nunca foi parte da cultura egípcia. As danças eram importantes e muitas sacerdotisas eram músicas e/ou dançarinas, mas sexo dentro do templo era heresia. Bast não é a Deusa do Prazer: Outra idéia falsa é a de ligar Bast à fruição hedonística geral, o consumo de drogas incluído nessa. 

Os egípcios usavam o cânhamo para fazer cordas, mas não existem registros que mostrem algum tipo de uso recreativo ou religioso da maconha. Bast não é a Deusa do Nascer do Sol: A crença em Bast como deusa do Nascer do Sol ou do próprio sol tem origem nos livros de Budge, que escreveu sobre ela sem base nenhuma. Outra idéia falsa difundida em seus livros é a de que Sekhmet seria a deusa do Por do Sol. Bast não é a Deusa dos Gatos: Essa se tornou uma crença geral moderna. Bast sempre foi associada aos felinos, mas não pode ser colocada na posição de defensora de gatos e donos de gatos: isso é ignorar muito do que ela realmente representa. 

É curioso notar como existe a conexão de Bast com gatos e nunca, ou quase nunca, as pessoas associam Heru (Horus em grego) como deus dos falcões, Khnum como deus dos carneiros ou Hethert (Hathor em grego) como deusa das vacas. 

Bast é uma protetora por excelência, não importa de que animal você esteja falando. Se no passado, assim como no presente, o gato foi à forma de melhor interpretá-la, reduzi-la ou limitá-la a ele é não compreender sua plenitude. Bast não é a Deusa da Lua: Bast nunca teve nada a ver com a Lua até sua associação com a grega Artemis. Antes da influência grega no Egito a lua era associada às divindades masculinas Heru (aparecendo como seu olho esquerdo, ou seu olho 'fraco'), Djehuty, lah, Khonsu e raramente com Wesir. Pode vir daí outra interpretação errada, de que Bast seria o Olho Esquerdo de Rá. 

Como filha do Criador, Bast é O Olho de Rá. Bast e Sekhmet não são Deusas Criadoras Existe a crença de que Bast e Sekhmet criaram juntas o mundo. Nenhuma das duas tem as características dos deuses criadores da religião de Kemet. Os deuses criadores são conceitos altamente abstratos (como Tem (ou Atum), Ptah, Geb, Ra e Nit) que dão origem a conceitos ainda mais abstratos (como Heka (ou Hike, na mitologia Grega), Ma'at, Tefnut e Shu. 

Não existe fonte satisfatória que sustente a versão sobre a criação das Deusas. Rituais e litanias de Bast: Assim como não existem nos dias de hoje templos erigidos a Bast , também não existem seus rituais ou litanias. Se isso à primeira vista parecer uma perda terrível, é só lembrar que a maior parte das litan não cultuava em templos. É impossível negar que todas as pessoas não tenham algum tipo de superstição. Algumas ou disfarçam ou tentam transforma-la em algum tipo de fé. No entanto a fé é na verdade irmã da superstição. 

Sua única diferença é que a fé se baseia na crença de uma coisa que achamos que seja real. Já a superstição se baseia em algo que nós achamos que possa ser real. Mas ambas caminham em estradas paralelas e que às vezes se cruzam e nos confundem. É inegável também não perceber que os gatos carregam em si uma forte misticidade. Principalmente as pessoas que tem uma forte mediunidade ira notar facilmente a força mística dos felinos e a sua ligação com a magia. O que notamos de mais perigoso na historia mágica dos gatos é a indução das pessoas a idolatria e na crença de que esses seres fossem fontes de poder. 

O que eu chego a aceitar, mas ainda relutante é que eles são animais com uma grande mediunidade e que realmente sejam capazes de operar efeitos magisticos os quais são dados a eles pelo Criador de todas as formas de vidas de nosso planeta. Na verdade só existe um único Deus Criador e toda e qualquer entidade tenha ela a forma que tiver ou use o poder que usar só poderá operá-lo com consentimento desse Deus Criador. 

Não descarto, no entanto a existência dos deuses, mas não tenho duvidas que estes tem o dever de obedecerem a Hierarquia Cósmica e que por causa de desobediências e estultícias é que muitos foram punidos. Tenhamos por certo que existe uma Lei operante e que todos os acontecimentos ao longo da historia foi necessário mesmo que parecendo horríveis aos nossos olhos. É claro que o massacre tanto de humanos quanto de gatos, foram causados por erros dos próprios homens. Mas Deus sempre esteve atento para corrigi-los com Justiça e Sabedoria.


Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador 


 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

As religiões em transformações constantes na Era de Aquário




A Umbanda no Brasil vive o mesmo momento que vive todas as grandes religiões no mundo. Sente da mesma forma as pressões da Nova Era de Aquário, as pressões do Carma Coletivo, as emanações cósmicas e a necessidade de ajustes. Urano o Senhor dessa nova Era, não é um astro revelador de belas mensagens como previam os esotéricos do século passado. Pelo contrário! Nem todas as transformações trazidas nessa era de turbulência e efervescências sociais, será agradáveis, corretas ou fáceis de acertar. E nem tudo que o tempo e o futuro nos trás é de fato bom ou justo. É na verdade, ajustes que o destino e seus senhores vão fazendo em consonância aos rumos que a própria humanidade tem tomado, tanto de forma coletiva, quanto de forma individual. As decisões humanas, especialmente daqueles que vieram a este mundo enviados por Olorum, Adonai, Eloim, Javé, Aláh, Tupã, Zamby ou como queira chamar o Deus Criador, e que tem poder de liderar, é que vai promovendo os ajustes.

A corrupção a falsa liderança que leva milhões a morte, especialmente espiritual e que vai desenrolando o fio do destino. Assim líderes reformistas e reformadores, vão imprimindo a Nova Ordem Mundial, não só na política, mas, na religião e na sociedade. Há uma divisão idiota, entre pessoas que se dizem de Esquerda e de Direita, que na verdade não leva a nada. A Esquerda, o lado altamente demagógico, pois a pessoa se diz contra tudo de errado, apenas quando está fora do poder, é um dos sistemas, mais ultrapassados, pois ao invés de achar soluções, apenas consegue apontar culpados, quase sempre praticando os mesmos erros, mas, não admitindo nada. E assim, sistemas comunistas e socialistas, altamente demagógicos, fanatizantes e escravizantes, ainda sobrevivem no mundo as custas de suor, lágrimas e mentiras. No Brasil, pessoas que se diziam de Esquerda, hoje se aliam a ditadores mundo à fora e promovem um estado altamente desajustado, com manipulação de números e de uma realidade que não passa de resultados fabricados pelo marketing. E tudo isso terá um preço e muito alto. Pois a população não toma pra si as decisões e ficam atoladas no ostracismo, sem decidir o que seria melhor pra nação e para a política brasileira. As pessoas ficam presas em ideologias ultrapassadas, mentirosas e deturpadas, onde um grupo suga todas as riquezas do estado e mentirosos ficam a cada dia mais ricos, enquanto se mostram como lobos em pele de cordeiro. E basta observar a história pra ver o quanto é sangrenta a história da Esquerda no mundo todo, muito mais letal que a Direita. 

Mas, a Direita, peca também e não sabemos se é superior a Direta, por dois motivos: primeiro porque é promovedora da exclusão social e egoísmos; Segundo é burra, pois não nota que só o capitalismo inteligente é que é a solução pra uma sociedade plena e perfeita. A solução não é o socialismo mentiroso que distribui migalhas e fabrica números, enquanto uma elíte disfarçada, nada em rios de dinheiro. É sim solução e muito mais plena e duradoura, o capitalismo inteligente. Aquele que distribui renda, que faz uma nação crescer por inteiro, que não odeia a Classe Média e nem a operária. Aquela que não privilegia nenhum seguimento, que não reparte muito com companheiros e engambela com esmolas. O capitalismo inteligente, abre o mercado, gera riquezas, dá um alto crescimento ao país e promove modernidade, educação e bem estar. Um capitalismo inteligente não toma da Classe Média e Classes altas pra dar as mais baixas. Mas, faz com que a renda e as riquezas girem se reajustando e promovendo riquezas sem gerar divisões.


É no sentido de um reajuste verdadeiro e bom que os Senhores do Destino sempre atuaram ao longo dos tempos. Orumilá a grande Testemunha da Criação, já conhece os erros da humanidade e sabe os caminhos que ela teria que seguir pra melhorar. E era nesses caminhos que os líderes religiosos teriam que seguir pra ajudar a política a cumprir seu papel. Mas, pelo contrário, movimentos movidos pela ganância e sede de poder, montam bancadas no Congresso, excluem minorias, usam demagogicamente as Escrituras e criam falsas verdades pra atacar e aumentar seu poder.

A Umbanda, uma religião brasileira por nome, mas, ancestralmente africana e oriental, teria um papel importante nessa história como o grande portal das mensagens divinas, mas, fracassou. Se dobrou ao lobby das religiões poderosas europeias e dominantes. Supostamente, se achando mais desenvolvidas culturalmente, seguimentos espiritualistas, conseguiram sufocar a Umbanda, o Candomblé e diversos seguimentos afrobrasileiros, sendo essa uma das causas que fazem com que o número de adeptos dessas religiões apareçam em número tão pequeno nas estatísticas do IBGE. Pessoas que mesmo se sentindo atraídas pelos orixás, acreditando neles e buscando-os em momentos de aflição e virando as costas quando se sentem servidas. É bem mais fácil e "bonito" dizer que é cristão, num país predominantemente cristão. Tem que ter muita coragem de responder ao ressenciador que foi na macumba, que é umbandista, que é do Candomblé e que acredita em orixás. E é bem mais fácil dizer que é cristão, católico ou protestante, pois se sentirá melhor aceito, tem mais seguidores e soa no ar, um absolutismo como se os cristãos fossem donos da verdade ou de Deus! Por isso o Kardecismo é mais aceito em muitos templos de Umbanda Brasil à fora. Pois nos ensinamentos espíritas, há uma fusão com os ensinamentos bíblicos. E o cárater "primitivo" ou "atrasado" como afirma alguns líderes espíritas dos cultos afrobrasileiros, é rejeitado por muitos. Assim é mais comum ver "mães de santo" pregando em seus cultos, com a Bíblia em uma mão e o Evangelho dos Espíritos em outra. E não vejo mal nisso, mas, na forma covarde que alguns rejeitam os ensinamentos ancestrais e orixás, se vendo mais confortáveis ao se renderem ao sincretismo, que é na verdade uma faca de dois gumes - serve de defesa e preserva certas tradições orais, mas, sufoca verdadeiros ensinamentos dos orixás.

Mas, antes que alguns me critíqum, volto a deixar claro que não tenho nada contra o Kardecismo, na verdade acho uma vertente espiritualista, preciosa pra quem se identifica com ele. Apenas volto a afirmar, que ele não é Umbanda e que são coisas completamente diferentes. Da mesma forma não tenho nada contra a Bíblia, aliás, sempre bebi na sua fonte. Apenas, é perigoso, pregá-la como se fosse a única verdade absoluta ou se ela fosse "a palavra de Deus", quando sabemos que muito do que lá está jamais poderia ser colocada na boca de Deus. Ela apenas tem fragmentos, revelações e ensinamentos, mas, também adulterações, imaginação dos autores, lendas, mitos e metáforas. E não pode então suprimir a fé de outras correntes que também tem suas verdades ancestrais.


As religiões ficaram vulneráveis ao erro, quando pararam de olhar o céu, buscar as verdades de cima e se apegaram ao materialismo, olham mais pra terra que para o firmamento. Quando deveriam focar mais na ciência divina, escolheram a ciência humana, que é lenta e traz avanços apenas  materiais. Passaram a ver a mente como o fim e não como o meio. A mente é apenas a ligação entre corpo e espírito e não a solução de tudo. Há verdades inconscientes que se sobrepõem e revelam muito mais que as verdades conscientes, que são frágeis e poucas.

Só que esse olhar para o céu, como disse o Mestre Jesus "buscai os tesouros do céu..." não deve ser deturpado pelo fanatismo, vaidade, sede de poder e ambições desenfreadas, pois estaremos indo mais para abismos sem fim, como foi Lúcifer, do que evoluindo a eternidade como fez Enoch. E se erram os que se apegam as ciências humanas, ao poder político e a livros que dão poder material, também erram aqueles que "vivem no mundo da lua". Não podemos viver de estudos, supostamente "inteligentes", como fazem algumas vertentes espiritualistas, que acham que só por que dão um caráter acadêmico a seus filosofismos e teologismos, estão acima dos demais. Mas, também não podemos viver no mundo do inconsciente, com publicações supostamente psicografadas o tempo todo! Há que se buscar um equilíbrio entre mente consciente e inconsciente. Não podemos vier aos pés de regras preestabelecidas, como as da Bíblia por exemplo, que condiz a uma realidade passada, mas, também não podemos ceder a qualquer pregação só porque alguém psicografou uma suposta revelação de uma entidade que tenta imprimir seu selo ao mundo.

Não tentemos dominar com filosofismos, imprimindo num grupo a imagem de um tal "Mago da Espadar Dourada" ou revelações de qualquer entidade, como se esse reformismo fosse o certo, só porque uma entidade espiritual disse! Não podemos atestar nada que o Astral Superior venha nos revelar, da mesma forma que não podemos descartá-la. Porém temos que estudá-la, averiguá-la e cruzar a todo conhecimento ancestral pra que possamos trabalhar com equilíbrio e sem fanatismo ou sectarismo.

Tem muita gente no meio umbandista que faz tudo como se vivesse no "Mundo de Alíce no País das Maravilhas...' não toma uma posição consciente. Tudo tem que ser que o Caboclo tal disse isso ou que o orixá e guia fulano disse aquilo. Dão valor demais as incorporações e muito pouco aos estudos dos códigos sagrados, ancestrais e divinatórios. A maior e melhor forma que os deuses, anjos e guias, falam ao homem, por toda história humana, são os oráculos. Mesmo os magos e médiuns mais poderosos, que tinham contato mais profundo com o Astral Superior ou inferior, precisaram e respeitaram o poder oracular.

Por isso meu primeiro livro foi sobre o dilema do homem entre destino e livre-arbítrio, levando em conta ainda o "acaso" que é a forma de reajuste usada pelos Senhores do Destino. Assim, vemos que muito erram, vários seguimentos espiritualistas, que se pautam apenas por incorporações, abusivas, pirotecnias e fetichismos, ignorando o poder sagrado dos oráculos ou rejeitando por conta da forte influência cristã em seu meio.


É interessante como as grandes religiões que dominam hoje no mundo, surgiram do contato mediúnico, do uso orácular, da contemplação aos céus e do pensamento mágico. Porém por causa de falsas pregações e interpretações absurdas desses conhecimentos, hoje em dia os novos adeptos, tentam usar os textos de seus ancestrais pra perseguir. O cristianismo por exemplo, foi forjado na dor, nas transformações de homens e da alma. No contato mediúnico e no uso divinatório dos oráculos, mas, hoje, seitas sem fundamento sacerdotal, dominam a mídia e pregam falsas verdades! Pessoas que pensam que apenas seguindo normas convenientes, pagando dízimo a sua entidade e gritando repetidas vezes frases, louvores e ouvindo sermões, já estão salvos e santificados. Mas, a salvação ou crescimento espiritual, está além de mudança de comportamento ou pedidos de perdão. Comprar ou ler a Bíblia não traz sentença de absolvição ou Deus pra dentro de casa e de si. A verdade, é que temos uma vida iniciática, litúrgica e ritualística, mesmo que ignoremos ou não captemos isso.

Não é porque um caminho iniciático ou religioso "serviu" pra um conhecido que ele servirá pra mim! Somos únicos, somos complexos e cada caminho tem um propósito que servirá pra uns e pra outros não. Por isso tem muita gente insatisfeita em todas as religiões e continuando paradas no tempo, se iludindo só pra não sair e ser taxado de "diferente e desobediente". Muitos seguem a religião imposta por seus pais, mesmo não achando resposta alguma pra sua alma. Muitos lotam igrejas e templos, só por que viu muita gente lá. Muitos se dizem de uma religião mesmo sem ter a menor vocação só porque lhe afirmaram ser essa a religião certa. 

Mas, cadê a coragem de procurar, seguir seus instintos ancestrais e buscar sua própria luz. Muitos estão numa religião, mas, sua alma lateja por outras verdades. E ai vamos ficar milênios e milênios, lendo e relendo a Bíblia como se apenas aquelas verdades repassadas aos ancestrais pra aquela Era fosse servir pra sempre? Cada Era tem sua conotação, suas missões e verdades. A realidade de Abraão, Jacó, Davi ou qualquer outro patriarca era uma a nossa agora é outra. Eles são ancestrais hebreus e a ancestralidade de todos os outros povos tem seus códigos distintos.


As vezes os seguimentos religiosos e seus líderes ou mestres, inovam, trazem conhecimentos relevantes, como também reformas importantes. Alguns não tem forças o suficientes pra imprimir novos códigos e por isso se apagam. Entre os Papas por exemplo, alguns tem carisma elevado, como foi o Papa João Paulo II e agora o Papa Francisco. Mas, mudar ordem e tradição não é fácil. E assim pouco se muda.

No meio da Umbanda e Candomblé, também as vezes surgem reformadores corajosos que contribuem muito para esclarecimentos e ajustes. Como foi o caso de Mãe Menininha, Mãe Estela e outros grandes. Na Umbanda por exemplo, tivemos grandes contribuições como por exemplo Zélio de Moraes, Pai Matta e outros grandes, mas, nem tudo é preservado o entendido da forma correta.

As reformas feitas na Umbanda deram um fôlego importante nessa corrente astral. Mas, algumas que se mostraram radicais, podem também ter contribuído para divisões e distorções. Se por um lado Zélio contribuiu para o crescimento e reajustes positivos na Umbanda, de outro, gerou certas divisões e abriu guardas para que seguimentos dominadores ligados ao cristianismo enfraquecesse a Umbanda. Pai Matta e Silva, por exemplo, fez uma grande contribuição no campo esotérico e iniciático. Dissipando certas correntes cheias de pirotecnias, trazendo novos conhecimentos e codificando em hora oportuna a Umbanda. No entanto, exagero em algumas questões gerou indisposição e ficaram mal explicadas. 

Pai Matta fez afirmações duras, algumas carregadas de preconceito que geram discussões até hoje. Mas, acredito eu que não de forma intencional, mas, inspiradas por alguma vibração superior, pois sabemos que o Patriarcado ou Matriarcado não nascem apenas na mente consciente das pessoas, mas, obedecem a uma ordem hierárquica e necessidades de uma Era vigente. Seu sucessor, discípulo ou aluno, Rivas Neto, tem agora força e oportunidade o suficiente de explicar tudo que foi apresentado por Matta. Talvez essa seja sua principal missão como seu discipulo.

Muitos criticam Rivas Neto, mas, eu em particular o considero um dos maiores mestres espiritualistas desse país. Apenas o critico por dois motivos, primeiro por não deixar muito claro alguns reajustes em seu caminho e segundo por não querer evoluir na busca iniciada por Mestre Matta. A busca que falo é a de decodificação dos cultos afrobrasileiros. Eu acho que Rivas Neto ao contrário do que seus opositores afirma, evoluiu. Ele passou de ciclo e percebeu certos equívocos empregados pela Umbanda Esotérica e Pai Matta. Mas, alguém pode está me perguntando no que ele teria que dar satisfação? Bem, como ele se diz mestre de alta iniciação, tem dever espiritual de levar a mensagem não só ao seus discipulos e iniciados, mas, ao público em geral, pois é além de líder religioso, escritor e autor de várias obras. As quais perdem o sentido se continuarem desconexas e sem explicação.

Como por exemplo, questões postas em livros de Umbanda Esotérica que falam de preceitos e conceitos sobre entidades, vertentes, mulheres e ritos, que ele hoje corrigiu ou inseriu novos elementos, precisando assim repassar a quem ainda acha esses conceitos antigos em seus livros. A Lei de Pemba, a Grafia dos Orixás, o sacerdócio de mulher, entidades de Esquerda como Zé Pilintra, Maria Padilha e Exu. E assim por diante... Ele inclusive tem um livro que fala exclusivamente de Exus, que tem toda conotação da Umbanda Esotérica, a qual é bem diferente do que ele prega hoje que é mais voltado a um caráter bem africanista.

Eu concordo com os reajustes feitos por ele, acho que Da Matta exagerou demais no embranquecimento da Umbanda, com uma vontade de abrasileirar a Umbanda, deu-se um caráter muito tupiniquim a Umbanda Esotérica. Então acho que a ida de Rivas Neto, a fontes sagradas como o Ifá, os cultos iorubás e um jeito mais africanizado, recuperou uma origem ignorada por Da Matta e seus seguidores. E apesar de Rivas Neto martelar o tempo todo que ele já passou pela Jurema, Encatarias e conhece o Catimbó e outras vertentes, não há como negar, que mesmo havendo citações nos livros dele e de Matta e Silva, esses seguimentos foram criticados ou explicados de forma bem particular. O que gerou até indignação em defensores desses movimentos.

Eu acho a OICD importantissima, um avanço enorme e muito boa para uma retomada do crescimento da Umbanda, porém a meu ver não é aproveitada como deveria ou poderia. Querer agrupar todos os seguimentos é bom, pois dividir e excluir jamais seria proveitoso. Mas, incorporar tudo sem filtrar e codificar é apenas acomodar-se. O mundo é o que é, sim sabemos disso e a Umbanda tá nesse mundo, junto com enumeráveis vertentes espiritualistas, mas, o papelo de Caboclos que vieram trazer mensagens de novos comportamentos como seu 7 Encruzilhadas, Urubatão e outros, não é apenas um flash momentaneo ou brincadeira! As reformas e reajustes devem seguir. Não devemos viver ficandos na expressão "com as diferenças, vivemos e aprendemos" pois diferenças também geram divisões e fraqueza. Temos sim que criar um prisma. E por isso existe o Ifá que é um dos principais pilares de sustentação do conhecimento do orixá na Terra.

Tudo tem seu tempo, como bem diz o Eclesiastes, e cada comportamento e ensinamento serve a uma Era. Tem portanto no meio religioso os que defendem a modernidade, descartando o antigo, o que é um erro grave. Assim como tem os que defendem o antigo, descartando o novo, o que também é um erro. As religiões africanas jamais podem perder seu caráter primitivo, mas, também não pode ficar estagnada no tempo como se fosse uma rocha inerte. O homem e a espiritualidade evolui. Porém não podemos também ser radicais reformadores, anulando o caráter rústico e ancestral, pra imprimir uma conotação domesticada ou de cultura educada, só pra apaziguar os que se acham mais civilizados. A verdade é que reajustes devem ser feitos com outorga e não sem invencionices. 

E num ponto importante, também concordo com Da Matta, que é o do fetichismo. Não precisamos ficar milênios, mostrando caboclos com caracterização como se fossem índios sem cultura e sem civilidade. Nem tão pouco descartar seu lado tribal e ancestral. A verdade é que reajustes tem que vir e o Astral que tem que mostrar. Só que muitos preferem ser tradicionalistas demais, irredutíveis demais, enquanto outros também querem ser contestadores demais e reformadores demais. Então o que devemos buscar é o equilíbrio, sem sermos estagnados ou agoniados em reformar rápido demais. Mas, a verdade é que o excesso de tradicionalismo mata não só a Umbanda e Candomblé, mas, também o cristianismo. Sim não pense que é só a Igreja Católica que definha nessa era não, na verdade reformistas e sensacionalistas da moda, que abre uma igreja em cada esquina, também vive uma bolha que uma hora cairá no descrédito e explodirá no vazio do sensacionalismo decadente. Prudência e equilíbrio são asas importantes pra qualquer seguimento religioso.

O Cristo Planetário, não tem apenas compromisso com o tronco hebreu ou com seguidores da Bíblia seja em qualquer entidade religioso dessa vertente, mas, tem compromisso com os enviados em todos os cantos da Terra. Por isso, ao falar da Coroa Astrológica de Orumila, em meu livro que fala sobre OS SENHORES DO DETINO, no meu primeiro livro de UMBANDA ASTROLÓGICA, quero deixar claro que não somos escravos do destino, mas, também não somos donos dele. Somos apenas instrumentos, guerreiros que partem de um inicio de busca pela luz e por amor eterno.

Carlinhos Lima 
 
 


sábado, 16 de abril de 2022

Exu agente do Inconsciente

EXU 
 
Os Exus são provavelmente, os mais temidos dos orixás e os mais injustiçados. Isso porque estão associados ao cruel e implacável demônio da tradição cristã, a mais terrível das criaturas. Mas os Exus não são nada disso. Alegres e irreverentes, seus 21 tipos conhecidos, adoram brincadeiras. Boêmios, costumam aparecer só depois da meia-noite. 
 
E vêm a mil, exigem bebida, mexem com as mulheres e provocam todo mundo. Porque os Exus, assim como as Pombas-Giras, seu princípio feminino, vivem a sensualidade sem a menor cerimônia. Mas não é só a descontração a marca principal dessas entidades.

Elas também são briguentas, mentirosas, zombeteiras e veneram a preguiça. Insolentes e provocadoras, não tem meias palavras. E ai de quem as menosprezar por isso! No mínimo, não vai poder falar com nenhum outro orixá. Isso porque os Exus são espécies de “mensageiros” no candomblé. São eles que levam às altas entidades os pedidos dos seres humanos. Em troca de bebida forte, galinha preta, bode e farofa, eles abrem qualquer caminho.

É a eles que se recorre quando não há mais nenhuma esperança. Mas não trabalham de graça. A única lei que respeitam sem reservas é a do dinheiro. Não há o que eles não façam pelo chamado vil metal. Acabam com casamentos, aproximam amantes, arruínam negócios, seduzem os namorados ou namoradas mais renitentes. O que não quer dizer que entrem na dança do vale tudo, onde não há princípios nem justiça. A seu modo, eles são justos, capazes das façanha mais ousadas para atender aquilo que até então se julgava impossível. Inteligentes, de raciocínio rápido, não há quem consiga passá-los para trás.

E se acaso isso acontecer, a pobre vítima vai se arrepender para sempre, os Exus são, sobretudo, vingativos. A ligação da imagem deles com o diabo, torna praticamente impossível o surgimento de filhos de Exu. Se ele preside a cabeça de alguém, porém, capricha nos dotes, dá inteligência, alegria, vivacidade. Mas a verdade é que todos os seres, deuses ou homens, têm seu Exu particular. Sem ele, ninguém teria a consciência de estar vivo, ou seja, não desfrutaria a vida.Mas tenho certeza que este arqueto conhecido e apresentado em Exu, são as entidades menores que trabalham e pertencem a hierarquia dessas falange.

O Exu Orixá Maior responsável pelos caminhos o Grande Elegbara, nunca encarnou e não se presta a vícios. Essa linha trabalha dessa forma porque ela é a responsável pela construção de uma alma limpa e iluminada e liga o consciente por intermédio do subconsciente para a consciência por meio de filtros.

Elemento: Fogo. Dia: terça. Cores: Vermelho e preto. Signo: Escorpião.

Carlinhos Lima
 
 

domingo, 3 de abril de 2022

Salve nosso Pai de Cabeça

 
Dentro da cultura do Candomblé, o Orixá é considerado a existência de uma “vida passada na Terra”, na qual os Orixás teriam entrado em contato direto com os seres humanos, aos quais passaram ensinamentos diretos e se mostraram em forma humana. Essa teria sido uma época muito distante na qual o ser humano necessitava da presença física dos Orixás, pois o ser humano ainda se encontrava em um estágio muito primitivo, tanto materialmente como espiritualmente. Após passarem seus ensinamento voltaram à Aruanda, mas deixaram na Terra sua essência e representatividade nas forças da natureza.

O QUE É ORIXÁ? O planeta em que vivemos e todos os mundos dos planos materiais se mantêm vivos através do equilíbrio entre as energias da natureza. A harmonia planetária só é possível devido a um intrincado e imenso jogo energético entre os elementos químicos que constituem estes mundos e entre cada um dos seres vivos que habitam estes planetas. Um dado característico do exercício da religião de Umbanda é o uso, como fonte de trabalho, destas energias. Vivendo no planeta Terra, o homem convive com Leis desde sua origem e evolução, Leis que mantêm a vitalidade, a criação e a transformação, dados essenciais à vida como a vemos desenvolver-se a cada segundo. Sem essa harmonia energética o planeta entraria no caos. O fogo, o ar, a terra e a água são os elementos primordiais que, combinados, dão origem a tudo que nossos corpos físicos sentem, assim como também são constituintes destes corpos.

Acreditamos que esses elementos e suas ramificações são comandados e trabalhados por Entidades Espirituais que vão desde os Elementais (espíritos em transição atuantes no grande laboratório planetário), até aos Espíritos Superiores que inspecionam, comandam e fornecem o fluido vital para o trabalho constante de CRIAR, MANTER e TRANSFORMAR a dinâmica evolutiva da vida no Planeta Terra. A esses espíritos de alta força vibratória chamamos ORIXÁS, usando um vocábulo de origem Yorubana. Na Umbanda são tidos como os maiores responsáveis pelo equilíbrio da natureza. São conhecidos em outras partes do mundo como “Ministros” ou “Devas”, espíritos de alta vibração evolutiva que cooperam diretamente com Deus, fazendo com que Suas Leis sejam cumpridas constantemente.

O uso de uma palavra que significa “dono da cabeça” (ORI-XÁ) mostra a relação existente entre o mundo e o indivíduo, entre o ambiente e os seres que nele habitam. Nossos corpos têm, em sua constituição, todos os elementos naturais em diferentes proporções. Além dos espíritos amigos que se empenham em nossa vigilância e auxílio morais, contamos com um espírito da natureza, um Orixá pessoal que cuida do equilíbrio energético, físico e emocional de nossos corpos físicos.Nós, seres espirituais manifestando-se em corpos físicos, somos influenciados pela ação dessas energias desde o momento do nascimento.

Quando nossa personalidade (a personagem desta existência) começa a ser definida, uma das energias elementais predomina – e é a que vai definir, de alguma forma, nosso “arquétipo”. Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento, denominamos de nosso Orixá pessoal, “Chefe de Cabeça”, “Pai ou Mãe de Cabeça”, ou o nome esotérico “ELEDÁ”. A forma como nosso corpo reage às diversas situações durante esta encarnação, tanto física quanto emocionalmente, está ligada ao “arquétipo”, ou à personalidade e características emocionais que conhecemos através das lendas africanas sobre os Orixás.

Junto a essa energia predominante, duas outras se colocam como secundárias, que na Umbanda denominamos de “Juntós”, corruptela de “Adjuntó”, palavra latina que significa auxiliar, ou ainda, chamamos de “OSSI” e “OTUM”, respectivamente na sua ordem de influência. Quando um espírito vai encarnar, são consultados os futuros pais, durante o sono, quanto à concordância em gerar um filho, obedecendo-se à lei do livre arbítrio.

Tendo os mesmos concordado, começa o trabalho de plasmar a forma que esse espírito usará no veículo físico. Esta tarefa é entregue aos poderosos Espíritos da Natureza, sendo que um deles assume a responsabilidade dessa tarefa, fornecendo a essa forma as energias necessárias para que o feto se desenvolva, para que haja vida. A partir desse processo, o novo ser encarnado estará ligado diretamente àquela vibração original. Assim surge o ELEDÁ desse novo ser encarnado, que é a força energética primária e atuante do nascimento.

Nesse período, os Elementais trabalham incessantemente, cada um na sua respectiva área, partindo do embrião até formar todas as camadas materiais do corpo humano, que são moldadas até nascer o novo ser com o seu duplo etérico e corpo denso. Após o nascimento, essa força energética vai promovendo o domínio gradativo da consciência da alma e da força do espírito sobre a forma material até que seja adquirida sua personalidade por meio da Lei do livre Arbítrio. A partir daí essa energia passa a atuar de forma mais discreta, obedecendo a esta Lei, sustentando-lhe, contudo, a forma e energia material pela contínua manutenção e transformação, no sentido de manter-lhe a existência.

A cada reencarnação, de acordo com nossas necessidades evolutivas e carma a serem cumpridos, somos responsáveis por diferentes corpos, e para cada um destes nossos corpos, podemos contar com o auxílio de um Espírito da Natureza, um Orixá protetor. É normalmente quem se aproxima do médium quando estes invocam seu Eledá. Em todos os rituais de Umbanda, de modo especial nas Iniciações, a invocação dessa força é feita para todos os médiuns quando efetuam seus Assentamentos, meio de atração, para perto de si, da energia pura do seu ELEDÁ energético e das energias auxiliares, ou “OSSI” e “OTUM. Eledá, Ossi e Otum formam a Tríade do Coronário do médium na Umbanda.

Os filhos de fé não recebem influências apenas de um ou dois orixás. Da mesma forma que nós não ficamos presos à educação e à orientação de um pai espiritual, não ficamos também sob a tutela de nosso orixá de frente ou adjuntó. Frequentemente recebemos influências de outros orixás (como se fossem professores, avós, tios, amigos mais próximos na vida material). O fato de recebermos estas influências, não quer dizer que somos filhos ou afilhados desses orixás; trata-se apenas de uma afinidade espiritual.

Uma pessoa, às vezes, não se dá melhor com uma tia do que com uma mãe? Assim também é com os orixás. Podemos ser filhos de Ogum ou Oxum e receber mais influências de Xangô ou Iansã. Posso ser filho de Obaluaiê e não gostar de trabalhar com entidades que mais lhe dizem respeito (linha das almas), preferindo trabalhar com entidades de cachoeiras. O importante é que nos momentos mais decisivos de nossas vidas, suas influências benéficas se façam presentes, quase sempre uma soma de valores e não apenas e individualmente, a característica de um único orixá.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
 
 
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