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Os Orixás regentes de 2026

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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Você sabe o que é Agnosticismo?


 
 
[do grego: ágnostos= ignorado + -ismo] - 1. Designa toda a doutrina que rejeita a metafísica, quando ligada ao estudo de objetos radicalmente incognoscíveis. O positivismo e certas formas de evolucionismo são consideradas doutrinas agnósticas. 2. Teoria que ensina a impossibilidade radical de os nossos conceitos poderem exprimir positivamente algo sobre Deus.
 
 

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Olá galera que está sempre me visitando aqui no Portales, fico muito feliz em vêr quanta gente ainda busca e procura entender a espiritualidade neste mundo louco. Fico muito feliz, pelos enumeros emails, mensagens, perguntas e tudo mais vindo de varios paises e do Brasil Inteiro.


É muito bom vêr que mesmo nesse mundo turbulento de confuso em que vivemos, estamos sempre nos deparando com outras pessoas que não querem seguir no caminho das travas morais, das trevas e da violência, mas, da busca por elevação moral e espiritual. A Umbanda é uma religião fantastica, mas, temos que admitir que é muito mal compreendida, porque é mal pregada em todos os cantos, salvando-se alguns poucos que agem com descência e honestidade. As pessoas que sentem a espiritualidade latejando e estão loucas por respostas mundo à fora, procuram respostas, em especial quando estão passando por crises, já sabemos muito bem disso. Mas, ficam ainda mais confusas, amedrontadas e desorientadas, quando entram em certos templos de seguidores de uma Umbanda, que não ousaria nem de chamar de "popular", porque a melhor descrição seria "macabra".


Em especial nos grandes centros, quem entra em contato com certos "pais de santo", vai ficar horrorizado! Na cidade de São Paulo, onde viajo sempre que posso, fico amedrontado, até de falar em orixás, porque parece que a Umbanda pregada por pessoas que só focam o dinheiro, não me parece ser a mesma que estudo. Os usos e abusos de magias, na grande maioria pezadas são tantos que confesso que fico amedrontado. Outra coisa que me deixa cabreiro tambem é o uso de magia pra Esquerda sem a menor distinção, ou seja, não se interessa em saber a qual Hierarquia tais entidades pertencem, de quais entidades os mediuns precisam receber ajuda e muito menos de toda ritualistica que se deve observar. Quando falo em ritualistica, me refiro as práticas usadas. Essas praticas, se dá na observancia de dias, horários, locais, linhas, elementos, quantidade, qualidade... Enfim, nada é observado! Apenas, o que ouvimos falar em quase todos os lugares é que Zé Pilintra, Maria Padilha, Maria Molambo e outros muito populares, pediu isso ou aquilo! Como se esses fossem os unicos que trabalhassem! E outros muitos importantes chefes de falange e legião ficam ignorados, esquecidos e completamente de lado.


Caros amigos, muita prudência em usar magia! Tambem fiquem espertos, quanto, a ofertar e buscar magias por demônios que se passam pelos exus! Muita gente que tem grana, ou ganha bem, no seu mundinho, que poderiamos tambem dizer que é perigoso, como o mundo da prostituição, acabam fazendo pactos, pagando a certos "pais de santo" pra fazer esse ou aquele ritual, sem se preocuparem com suas almas. Saibam que temos trabalhando na Umbanda, infiltrados e invocados por irresponsaveis, muitos magos negros como tambem demônios perigosissimos, disfarçados de entidades até mesmo de luz!


Todo cuidado é pouco!


Outra coisa que notamos é que não quer se saber da Vibração Original e simplesmente diz-se que tal filho é da linha de orixá fulano sem se certificar. Alguns chegam a teimar, que os búzios só mostram isso ou aquilo! Ora, caros irmãos, os búzios nem sempre mostram o orixá de cabeça, mas, o falangeiro, ou orixá de frende que está atuando naquele momento, ou que é responsável pela vida material da pessoa.

Fiquei muito feliz em ver os eumeros comentários, no artigo que fiz sobre as filhas de Oxum. Eu gostei muito dos comentários.  Voltando ao assunto da espiritualidade, percebo que muitos umbandistas, que são tradicionalistas, assim como acontece no catolicismo e outras religiões antigas, não gostam de mudanças, mas, o lado positivo é que muitos já estão aderindo as buscas filosóficas e contribuindo muito pra novas teorias que engrandecem a Umbanda.

Um risco nessas novas teorias, é quando elas deturpam, trazem muitas invencionices ou querem usar apenas sensacionalismo. Tem certas filosofias que misturam a Umbanda a outros seguimentos, o que é sensacional, quando é usado pra esclarecer, mas, quando se mistura apenas pra criar teses invertidas ou fantasiosas demais fica tudo turvo para o buscador! Há que misture Umbanda com catolicismo, o que eu acho muito positivo, pela historia dos diversos mártires que ministraram a fé e mostraram heroísmo nas falanges santas do Ministros do Deus, mas, se torna negativo, quando só o lado sombrio do sincretismo aparece como fonte de deturpação. Os iniciados entendem o que quero deixar claro aqui. Lembrem-se que Melquisedeque era mago, sacerdote e iluminado, e este foi louvado por outros grandes, até mesmo estudado por Jesus, como também elogiado pelo Apostolo Paulo!


Axé a todos!


Carlinhos Lima - AstrólogoTarólogo e Pesquisador.
 
 

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

O poder da Cabala

 

 
 
Em sua jornada evolutiva, a humanidade sempre recebe mensageiros, que, através de um contato mais íntimo e profundo com a Verdade, assim como o mitológico Prometeu, trazem para os homens a luz do Conhecimento. Por trás das diferenças, que ao longo dos séculos têm sido usadas como pretexto para as chamadas “guerras santas”, a base, a essência de cada religião é uma só: a sabedoria imutável do Eterno, da Verdade Absoluta. Chamemos de Allah, Jeová, Brahmam, Deus, ou simplesmente de Pai, não importa, Deus é Um só.

A Cabala oferece o entendimento das leis espirituais que governam nosso mundo e das energias que estão disponíveis para nós no cosmos, ensinando-nos como agir dentro dessas leis no sentido de podermos viver nossa vida com maior plenitude, alegria e felicidade, livres da dor, do sofrimento e do caos.

Conforme antigos sábios, em nossa geração, esses ensinamentos deverão estar disponíveis inclusive para crianças de seis anos de idade. O que poderia parecer místico e incompreensível antigamente, hoje se torna cada vez mais claro para aqueles que estão em busca da verdade. Através do Zohar, o Rabi estabeleceu todo um arranjo de letras que conecta com a força de nossa alma, proporcionando a mais poderosa ferramenta para nossa elevação espiritual e auxílio na superação dos problemas que enfrentamos no dia-a-dia.

Durante séculos, a sabedoria da Cabala ficou restrita a um exclusivo grupo de sábios, que mantinha esses ensinamentos seguramente guardados. Com os avanços da ciência, da física quântica, além da compreensão de que o universo inteiro está inter-relacionado, o conhecimento da Cabala ficou acessível até para os leigos. O Zohar é o texto básico da Cabala, a pedra fundamental de todos os ensinamentos cabalísticos. Ele foi escrito por Rabi Shimon Bar Yohai há cerca de 2 mil anos, na época da destruição do Segundo Templo. O Zohar apresenta um código cósmico, um mapa que ensina como funciona o universo, abrindo o acesso para toda a energia que se encontra disponível a cada um de nós.

Cabala é o antigo conhecimento espiritual do judaísmo recebido por Moisés no Monte Sinai, junto com os dez mandamentos, sendo ensinado oralmente para os grandes sábios, de geração em geração. Assim como a Umbanda, a Cabala tenta conhecer as origens, conservar as raizes e o respeito aos ancestrais. Estuda o poder dos simbolos, das esferas e das forças cosmicas.
 
 
 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Os ataques do Mal e obsessão

Os tenebrosos têm uma infinidade de recursos para atacar de diversas maneiras ao homem: Os ataques durante o sono geralmente são através dos sonhos intelectuais, emocionais, sexuais, instintivos e motores.

Durante o estado de vigília, através de abordagens fascinações, dependências etc. Os ataques de magia negra se referem às diversas formas de despachos, bonecos com agulhas, macumbas etc. As obsessões psíquicas: tratam-se de entidades perversas que assumem o comando da máquina humana. Verdadeiras legiões de egos que sugam as energias vitais do possuído.

Outra forma muito conhecida de ataque dos tenebrosos é através de inimizades, calúnias, intrigas e difamações, que se infundem na mente dos outros, para que estes nos ataquem. Há uma infinidade de doenças que são provocadas pela ação nefasta de entidades psíquicas. São doenças de tipo imaginárias como impotências sexuais, hipocondrias e até mesmo suicídios.

Os ataques de magia negra podem causar males através dos vícios, tais como as drogas, álcool, e também por meio de diversas formas negativas de cultura que impõem novos padrões de comportamento sexual, modas, novelas, filmes, propagandas enganosas etc. Os danos provocados pelos falsos profetas são também uma forma de ataque dos tenebrosos.

Eles geralmente experimentam uma parte da verdade, desenvolvem parcialmente alguns poderes internos e são dominados pelo fanatismo, mi-tomania e paranóia avançada. Para conseguirem seus propósi-tos, não hesitam em envolver seus seguidores com ameaças e medos, tornando-se insuportáveis fiscalizadores da consciência alheia. Esses falsos profetas, patriarcas e gurus, inconscientemente, são megalomaníacos e inimigos da liberdade individual.

Ataques Através das Larvas Astrais(Elementares) As formas mentais e emoções negativas se crista-lizam no mundo astral sob a forma de larvas astrais que são uma espécie de vírus astral, invísivel aos olhos do homem comum. Destacamos alguns tipos de elementares Íncubos: São larvas resultantes da atividade men-tal mórbida das mulheres (com relação à luxúria).Súcubos: Larvas resultante da atividade mental mas-culinaFantasmatas: Larvas de pessoas desencarnadas.Dragões: Larvas encontradas nos quartos de pros-tíbulos, resultado da promiscuidade sexual. Entre outras larvas destacamos os Caballis, Basiliscos, Áspis, Leos etc.

Sintomas Prováveis de Ataques dos Tenebrosos:
1. Palpitação, taquicardia.
2. Vômitos, enjôos e diarréia.
3. Pesadelos noturnos.
4. Depressão sem motivo.
Idem,cansaço.
5. Dificuldade súbita de respirar
.6. Olheiras(olhos fundos).
7. Manchas escuras pelo corpo.
8. Dificuldade súbita de falar.
9. Amnésia parcial ou total. 10. Sensação de frio no plexo solar (frio no estômago). O anjo Aroch ensinou-nos uma conjuração contra tenebrosos, que diz textualmente o seguinte: 3x BELILIN, BELILIN, BELILIN.. Ânfora de salvação, quisera estar junto a ti O materialismo não tem força junto a mim. BELILIN, BELILIN, BELILIN... (Diz-se cantando) Um dos mais aborrecedores procedimentos e dos mais comuns usado pelos magos negros para causar danos as suas vítimas é o dos bonecos.

Desde logo nos abstemos de explicar como se trabalha com esses bo-necos e como os tenebrosos os empregam para nào dar armas a certos sujeitos irresponsáveis e desumanos Sintomas e Terapêutica Teúrgica A pessoa atacada por meio de bonecos é facilmente reconhecida: sente uma grande angústia, palpitações intensas no coração, depressão de ânimo, dores pungentes no cérebro e externamente nas fontes, dores no coração, bem como em outras regiões do corpo. Em tais casos, devem ser organizadas sessões curativas para sanar esses pacientes embruxados. O enfermo sentar-se-á numa cadeira frente a uma mesa sobre a qual se terá colocado um mantel branco.

No mantel deverão estar um Cristo, um copo com água e um candelabro com velas acesas. O taumaturgo, o curan-deiro, sentará por sua vez frente ao paciente. As pessoas interessadas, se houver, amigos ou parentes do enfermo, também acompanharão ao redor da mesa sob a condição de que possuam uma fé sincera e uma grande força.

Depois, quando tudo já esteja devidamente acondicionado e disposto, se invocarão os grandes Mestres da Luz, dizendo-se em voz alta a CONJURAÇAO DOS QUATRO Caput mortum, imperet tibi Dominus per vivum et devotum serpentem!Cherub, imperet tibi Dominus per Adam Jot-Chavah. Áquila errans, imperet tibi Dominus per alas Tauri!Serpens, imperet tibi Dominus tetragrammaton per angelum et leonem!Michael... Gabriel... Raphael... Anael...Fluat odor per spiritum Elohim.Maneat terrae per Adam Jot-Chavah!Fiat firmamentum per Iahuvehu-Sabaoth.Fiat judicium per ignem in virtute Michael... Anjo de olhos mortos, obedece ou dissipa-te com esta água santa.Touro alado, trabalha ou volta à terra, se não queres que te aguilhoe com esta espada. Águia acorrentada, obedece diante deste signo ou retira-te com este sopro: Serpente móvel, arraste-te a meus pés ou serás atormentada pelo fogo sagrado e evapora-te com os perfumes que eu queimo. Que a água volte à agua, que o fogo arda, que o ar circule, que a terra caia sobre a terra, pela virtude do Pentagrama, que é a Estrela Matutina, e em nome do Tetragrama que esta escrito no centro da cruz de luz. Amen.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
 
 
 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Religião: Jesus com outros grandes líderes



Ao comparar Jesus com outros grandes líderes religiosos, uma notável distinção aparece. Ravi Zacharias, que cresceu na cultura hindu, estudou religiões do mundo todo e notou uma diferença fundamental entre Jesus Cristo e os criadores de outras grandes religiões. Surpreendentemente, Jesus jamais afirmou ser um líder religioso. Ele nunca se envolveu com políticas religiosas ou promoveu agressivamente suas causas, além de atuar quase sempre fora de locais religiosos.
“Em todos esses, existe uma instrução, um modo de viver. Não é Zaratustra quem você consulta, é Zaratustra quem você escuta. Não é Buda que o liberta, são as Nobres Verdades que o instruem. Não é Maomé que o transforma, é a beleza do Corão que o lisonjeia. No entanto, Jesus são somente ensinou ou expôs sua mensagem. Ele era a sua própria mensagem”. A verdade na afirmação de Zacharias é ressaltada pelas diversas vezes nos Evangelhos em que os ensinamentos de Jesus foram simplesmente “Venha a mim”, “Siga-me” ou “Obedeça-me”. Além disso, Jesus deixou claro que sua principal missão era perdoar os pecados, algo que somente Deus poderia fazer.
 
 
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Em As maiores religiões do mundo, Huston Smith apontou: “Somente duas pessoas surpreenderam tanto seus contemporâneos a ponto de provocarem a pergunta ‘O que é ele?’ em vez de ‘Quem é ele?’. Essas duas pessoas foram Jesus e Buda. As respostas de Jesus e Buda para essa pergunta foram exatamente opostas. Buda disse claramente que ele era um simples mortal, e não um deus, quase que como se estivesse prevendo futuras tentativas de adoração. Jesus, por outro lado, afirmou… ser divino.”



JESUS, UM GRANDE HOMEM OU DEUS?

O estudioso judeu Joseph Klausner escreveu, “Admite-se mundialmente… que Cristo ensinou a ética mais pura e sublime… que joga nas sombras os preceitos e as máximas morais dos mais sábios homens da antiguidade.”
O Sermão do Monte de Jesus foi considerado o maior de todos os ensinamentos sobre ética humana já feito por uma pessoa. De fato, muito do que conhecemos atualmente como “direitos iguais” é resultado dos ensinamentos de Jesus. O historicista Will Durant, que não é cristão, disse a respeito de Jesus: “Ele viveu e lutou persistentemente por ‘direitos iguais’, e nos tempos modernos teria sido mandado para a Sibéria. ‘O maior dentre vós será vosso servo’ é a inversão de toda a sabedoria política, de toda a sanidade.”
Muitos, como Gandhi, tentaram separar os ensinamentos de Jesus sobre ética de suas afirmações a respeito de si mesmo, acreditando que ele era simplesmente um grande homem que ensinava grandes princípios morais. Essa foi a abordagem de um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos, o presidente Thomas Jefferson, que editou uma cópia do Novo Testamento retirando as partes que considerava que se referiam à divindade de Jesus e deixando as partes a respeito do ensinamento morais e éticos. Jefferson carregava consigo essa versão editada do Novo Testamento, reverenciando Jesus como o maior professor de moral de todos os tempos.
De fato, as memoráveis palavras de Jefferson na Declaração de Independência tiveram como base os ensinamentos de Jesus de que toda pessoa é de imensa e igual importância perante Deus, independente de sexo, raça ou status social. O famoso documento diz: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis…”.
Mas Jefferson não respondeu uma pergunta: Se Jesus afirmou incorretamente ser Deus, ele não poderia ter sido um bom professor de moral. No entanto, Jesus de fato afirmou sua divindade? Antes de observarmos o que Jesus afirmou, precisamos analisar a possibilidade de ele ter sido simplesmente um grande líder religioso.
 
 
 
 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

A Umbanda da Nova Era é uma Religião bipolar. Já a Umbanda Astrológica, não é religião e sim busca do conhecimento sagrado

 
A umbanda divide suas entidades em dois campos energéticos, direita e esquerda. Na direita estão os espíritos de luz, evoluídos, que pregam e realizam o bem. Os mais tradicionais são os caboclos, pretos-velhos e crianças, e recentemente passaram a ser incorporados baianos, boiadeiros e marinheiros. Na esquerda estão os espíritos de má biografia, que operam o "mal necessário". São os exus, pombagiras, ciganas e malandros (cujo representante mais famoso é o Zé Pilintra). O culto dos espíritos de esquerda já foi tratado como religião separada, a quimbanda, mas hoje é abertamente parte da umbanda. De qualquer forma, exus e pombagiras, confundidos com demônios, são os principais alvos dos evangélicos.

Entidades de ambos os lados pedem oferendas (nunca diga "macumba") para realizar seus serviços mágicos. Não há bem e mal nessa hora, e sim crédito com os orixás. Como resume o Pai Raimundo Medeiros: "Meu filho, você merece? Toma. Você deve? Paga".

A umbanda é a crença mais dinâmica, está sempre incorporando novidades. Essas novidades, vêm em algumas ocasiões, por sensacionalistas e aproveitadores, mas, em outras, são revelações, por médiuns escolhidos, que são totalmente inspirados pelas Divindades, para causar reformas, mudanças e adaptações importantes.

Note-se que a umbanda não tem livro sagrado nem autoridades eclesiásticas. Se um padre seguir o Alcorão, vai se ver com o bispo, mas cada pai-de-santo manda em seu terreiro. Outro traço fundamental é a tolerância. O homossexualismo, por exemplo, não é problema em terreiro algum.

Essa liberdade, no entanto, não pode ser vista como totalmente benéfica se as mudanças implantadas, beiram o exagero, imoralidade ou esquisitices, que desarmonizam as revelações sagradas. Mas, quando vêm pela revelação divina, com intuito de trazer melhor compreensão, ajustes e aprimoramentos, ai sim se tornam benéficas e dignificantes.

Assim mestres e pessoas de boa fé, trabalham pela busca, crescimento espiritual e iluminação. Ai se usam outros conceitos, ritos e tudo visando o melhor. E assim temos na Umbanda, espaço para o uso de oráculos, que não é somente os tradicionalmente usados na trajetória de Umbanda. Na verdade bom buscador, não confia apenas nas revelações mediúnicas, pois, sabemos das investidas de espíritos enganadores. É por isso que o mago, magista busca nos oráculos um apoio para decifrar códigos e mistérios necessários. Então temos espaço para o Tarô, Astrologia, Runas e outras técnicas, para desvendar o Sagrado por prismas que ajudem a compreender o que se busca saber.

A Umbanda Astrológica por sua vez, usa conceitos do conhecimento sagrado africano, ameríndio, brasileiro, cabalístico, hebraico, da magia oriental, da magia europeia, dos ancestrais mais antigos e busca cruzar tudo isso, para extrair o melhor que puder disso tudo. Ainda cruza o conhecimento zodiacal, com as forças e saberes dos orixás, não somente da UMBANDA ou do Candomblé, mas, também da Tradição Africana, venha o conhecimento de onde vier. Em especial do Ifá, das lendas iorubás e também de toda espiritualidade de muitos povos daquele fantástico continente. Mas, a Umbanda Astrológica, não é religião, é símbolo de liberdade e acima de tudo, de busca incansável de conhecimento que não fica preso no tempo ou em tradições puritanas ou limitadoras, mas, que se renova o tempo inteiro. Muda, se transforma e se corrige, quando tem que corrigir. É o caminho em especial do Buscador Solitário, mas, que se agrupa ou se enturma, quando for necessário e os Senhores do Tempo e do Carma requerer de nós.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. 

 

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domingo, 6 de fevereiro de 2022

Saiba como é um terreiro e o que acontece no ritual

O terreiro é o local sagrado dos umbandistas, onde acontecem o culto aos orixás e as "giras", sessões em que os médiuns incorporam espíritos e atendem o público. Um terreiro típico tem uma "equipe" de 20 pessoas e costuma receber 100 fiéis em noite de rito, que dura de 2 a 4 horas. É um ambiente simples, sem ostentação (principalmente quando comparado a uma igreja católica ou um templo evangélico). Tudo é muito branco, iluminado e limpo. Aliás, precisa ser, para favorecer o fluxo de energia espiritual.

Toda noite de rito é precedida de um dia de muito trabalho para os sacerdotes e auxiliares. Eles têm de chegar horas antes, vestir o traje cerimonial (quase sempre branco), preparar oferendas, purificar tudo e todos com defumador. Antes, depois e principalmente durante as giras é preciso ter sob controle o estoque de velas, flores, ervas, charutos, cachimbos, doces, chás e bebidas alcoólicas, itens usados para receber as entidades.

A umbanda é uma organização descentralizada, ou seja, cada terreiro é independente para ditar suas próprias regras. Dependendo da casa, o ritual pode ser mais católico, mais espírita, mais indígena ou mais do candomblé. O altar pode ter figuras de santos, orixás, entidades ou não ter imagem alguma. Álcool, fumo e percussão, fundamental para muitos terreiros, são proibidos por outros. E é tudo umbanda, "a religião brasileira", variada como seu país.

PORTEIRA
A entrada do templo. Quem entra é defumado e descalço, para permitir a troca de energia com o chão
COMÉRCIO
Muitos templos têm lojinhas com livros de umbanda, velas e essências, além de lanches para antes e depois do ritual
BASTIDORES
Alguns santuários possuem anexos onde o pessoal de terreiro troca de roupa e se prepara espiritualmente antes dos rituais. Em terreiros onde ocorre mais de uma gira por noite, esse anexo serve como um local de descanso onde os médiuns literalmente recarregam as energias
CONGÁ
O espaço sagrado do terreiro, onde o rito acontece (mais detalhes na página ao lado). Geralmente um salão retangular de paredes brancas. Na frente ficam médiuns e auxiliares, e atrás, o público. Na hora da incorporação, a plateia vai até os médiuns para se consultar. Em alguns locais, o piso é de chão batido ou areia
QUINTAL
Nos arredores do congá geralmente há altares individuais com imagens das entidades incorporadas. Alguns terreiros também possuem horta própria, onde são colhidas ervas usadas na defumação do templo, nas oferendas sagradas e durante o ritual.

MESTRE
O pai ou mãe-de-santo é o médium principal, que comanda a ordem dos eventos e se dirige diretamente ao público. Abre e encerra o culto falando como ele mesmo, mas, durante a incorporação, assume a personalidade, a voz, os trejeitos e os acessórios da entidade que baixou nele
MÉDIUNS
Ficam na linha de frente, para atender os fiéis. Geralmente, os homens ficam à direita do mestre, e as mulheres, à esquerda. Em algumas casas, essa divisão também é feita no público. Tudo para equilibrar as energias
OGÃS
Os percussionistas que dão ritmo ao ritual, transmitindo vibrações com seus atabaques. Um cantor próximo a eles é quem puxa cada um dos "pontos cantados", em seguida entoados por todo o terreiro
CAMBONES
Coordenam o atendimento ao público e auxiliam os médiuns, fornecendo os itens necessários (charutos, bancos, colares) quando eles incorporam as entidades
CONSULTA
Você conta seu problema, e a entidade incorporada passa "o preceito", a prescrição que deve ser cumprida, muitas vezes envolvendo oferendas. Dependendo, o médium "faz o passe", ou seja, anula as suas vibrações negativas
CONSULENTES
Quem chega cedo senta, o resto precisa aguardar na fila a hora de ser atendido.

Esse esquema, é visto nos terreiros, que trabalham como comunidade, onde se associam muitos membros, médiuns e é o sistema tradicional. No entanto, nos conceitos modernos, podemos ser umbandistas, individuais, trabalhar em nossa casa, com toda força e axé, da mesma forma, desenvolver um grande trabalho espiritual. É por isso que a Umbanda Astrológica, faz cada vez mais sucesso, pois, muita gente, que vai se adentrando no mundo da espiritualidade e entra em contato com a Umbanda, descobre, que incorporar espíritos, ou agir como nos terreiros tradicionais, não é uma imposição, ou regra. O que se busca é conhecimento e outras formas de conhecimento.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador/Mestre de Umbanda Astrológica
 
 

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Conceitos: Cultos afros, Candomblé e Umbanda Astrológica

 
 
As diferentes sociedades e culturas têm concepções próprias do tempo, do transcurso da vida, dos fatos acontecidos e da história. Em sociedades de cultura mítica, também chamadas sem-história, que não conhecem a escrita, o tempo é circular e se acredita que a vida é uma eterna repetição do que já aconteceu num passado remoto narrado pelo mito.

Na verdade o pensamento mágico nasceu da vontade do homem em compreender os fenômenos a sua volta. E esse pensamento mágico, nasceu juntamente com o primeiro ato de pensar. Desde o primeiro momento que o homem se viu apto a pensar ele passou imediatamente em analisar o ambiente à sua volta.

E nessa analise ele começou a se inclinar ao lado mágico de tudo que existia em torno de si. Mas, não era só o que ele via que lhe intrigava, mas, principalmente o que não podia ver, entender ou tocar.

Dessa vontade em compreender sempre mais foi que ele ficou cada vez mais inclinado a buscar o desconhecido, que ao mesmo tempo passou a ser amedrontador, desafiador e sagrado. Assim nesse seu intuito de buscar captar que ele foi aflorando o dom da comunicação por meio energético e telepático com outras dimensões, mundos e formas. E sentia em sua alma que tinha que se religar à algo muito maior que sua mente consciente podia entender e que precisava buscar entender.

Assim foram vindo as ideias que iriam gerar os elos com outros mundos, dimensões, pensamentos e buscas, gerando o espaço de onde surgiriam as religiões. Se investigarmos um passado distante, passaremos por muitas formas de culto, de fé, de magia e de encontros que muitas vezes deixava nossos ancestrais ora felizes, ora confusos! E são muitas as mudanças, confusões e revelações. Assim cabe a cada um buscar suas metas, seus caminhos e se encontrar com seu "Deus Interior".

As religiões afro-brasileiras, constituídas para nós a partir de tradições africanas trazidas pelos escravos, cultivam até hoje uma noção de tempo que é muito diferente do “nosso” tempo, o tempo do Ocidente e do capitalismo (Fabian, 1985). A noção de tempo, por se ligar à noção de vida e morte e às concepções sobre o mundo em que vivemos e o outro mundo, é essencial na constituição da religião.

Muitos dos conceitos básicos que dão sustentação à organização da religião dos orixás em termos de autoridade religiosa e hierarquia sacerdotal dependem do conceito de experiência de vida, aprendizado e saber, intimamente decorrentes da noção de tempo ou a ela associados. Assim, muitos aspectos das religiões afro-brasileiras podem ser melhor compreendidos quando se consideram as noções básicas de origem africana que os fundamentam. Mas, isso se aplica à todas as religiões, pois, o religioso terá um campo muito mais amplo à sua frente, pra desenvolver seu espírito se tiver essa noção bem focada em suas buscas.

Da mesma maneira se pode ampliar o conhecimento sobre valores e modos de agir observáveis entre os seguidores dessas religiões quando consideramos a herança africana original em oposição a concepções ocidentais com que a religião africana teve e tem de se confrontar no Brasil, sobretudo nas situações em que concepções de diferentes origens culturais se opõem e provocam ou propiciam mudanças naquilo que os próprios religiosos acreditam ser a tradição afro-brasileira, seja ela doutrinária, seja ritual.

No entanto, uma coisa que tenho percebendo ao longo de mais de uma decada de pesquisas é que direcionar uma religião como tendo uma só origem, limita, confunde e as vezes distorce todos os conceitos. Na verdade, nós não podemos negar que os cultos afro-brasileiros, em especial do Candomblé tem sim grande maioria de seus conceitos embasados na Africa. Mas, se buscarmos nos aprofundar com uma enfase maior nas origens de cada ensinamento, tradição e luta dos Ancestrais, vamos perceber que as origens vêm de um lugar muito mais distante e longincuo.

As noções de tempo, saber, aprendizagem e autoridade, que são as bases do poder sacerdotal no candomblé, de caráter iniciático, podem ser lidas em uma mesma chave, capaz de dar conta das contradições em que uma religião que é parte constitutiva de uma cultura mítica, isto é a-histórica, se envolve ao se reconstituir como religião numa sociedade de cultura predominantemente ocidental, na América, onde tempo e saber têm outros significados.

O candomblé é a religião dos orixás formada na Bahia, no século xix, a partir de tradições de povos iorubás, ou nagôs, com influências de costumes trazidos por grupos fons, aqui denominados jejes, e residualmente por grupos africanos minoritários.

O candomblé iorubá, ou jeje-nagô, como costuma ser designado, congregou, desde o início, aspectos culturais originários de diferentes cidades iorubanas, originando-se aqui diferentes ritos, ou nações de candomblé, predominando em cada nação tradições da cidades ou região que acabou lhe emprestando o nome: queto, ijexá, efã (Silveira, 2000; Lima, 1984).

Assim se ele se divide conforme o costume de cada cidade originaria, podemos assegurar, que receberam influências dos costumes dessa terra (Brasil) e uma dessas influencias bem destacada foi a indígena. Como também a Cristã, a Espírita e muitas outras. Assim como a Umbanda incorporou muitos outros conceitos em suas tradições, o Candomblé recebeu da mesma forma adaptações pra sobreviver ao longo dos tempos.

Esse candomblé baiano, que proliferou por todo o Brasil, tem sua contrapartida em Pernambuco, onde é denominado Xangô, sendo a nação egba sua principal manifestação, e no Rio Grande do Sul, onde é chamado batuque, com sua nação oió-ijexá (Prandi, 1991).

Outra variante iorubá, esta fortemente influenciada pela religião dos voduns daomeanos, é o tambor-de-mina nagô do Maranhão. Além dos candomblés iorubás, há os de origem banta, especialmente os denominados candomblés angola e congo, e aqueles de origem marcadamente fom, como o jeje-mahim baiano e o jeje-daomeano do tambor-de-mina maranhense. Foram principalmente os candomblés baianos das nações queto (iorubá) e Angola (banto) que mais se propagaram pelo Brasil, podendo hoje ser encontrados em toda parte.

O primeiro veio a se constituir numa espécie de modelo para o conjunto das religiões dos orixás, e seus ritos, panteão e mitologia são hoje praticamente predominantes. O candomblé Angola, embora tenha adotado os orixás, que são divindades nagôs, e absorvido muito das concepções e ritos de origem iorubá, desempenhou papel fundamental na constituição da umbanda, no início do século xx, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Hoje, todas essas religiões e nações congregam adeptos que seguem ritos distintos, mas que se identificam, nos mais diversos pontos do País, como pertencentes a uma mesma população religiosa, o chamado povo-de-santo, que compartilha crenças, práticas rituais e visões de mundo, que incluem concepções da vida e da morte. Terreiros localizados nas mais diferentes regiões e cidades interligam-se através de teias de linhagens, origens e influências que remetem a ascendências que convergem, na maioria dos casos, para a Bahia, e que daí apontam, no casos das nações iorubás, para antigas e, às vezes, lendárias, cidades hoje situadas na Nigéria e no Benim.

E assim buscamos, procurar entender como e por quê as antigas heranças religiosas vão sofrendo mudanças e adaptações no contexto das transformações socio-culturais que modelam o Brasil atual. Assim é fato que muitas das conclusões podem ser, em maior ou menor grau, aproximadas para o conjunto das religiões afro-brasileiras, quando não extravasadas para além do universo estritamente religioso, em outras dimensões da cultura popular brasileira.

Na verdade as religiões sofrem ou absorvem interferências, influências ou ajustamentos vindos de outras culturas, conceitos e religiões, não só pra se adaptaram as mudanças das eras, ou simplesmente pra sobreviverem ao tempo, mas, tudo nos faz perceber que toda religião, busca e crenças, têm na verdade a mesma origem. E assim vão se agrupando, as vezes harmoniosamente, as vezes passam por choques violentos, mas, sempre acabarão se absorvendo. E não são só os conceitos, culturas, tradições e formas que vão se agrupando.

Na verdade o saber essência vai se procurando, se projetando e fundindo muito bem. Portanto a busca de entendimento, sempre vai gerar novos conceitos, afim de facilitar sua compreensão. Por isso se unem muitas novas formulas pra que a praticidade, teorias e revelações sejam mais acessíveis a todo buscador.

Assim nasceu a Umbanda Astrológica, que substitui, mas, não exclui os antigos oráculos. No entanto, agrega o conhecimento cósmico da Astrologia, que utiliza a simbologia sagrada dos Antigos Mestres Ancestrais, como também o mais perfeito Livro sagrado da Vida no universo que é o céu. Com seus bilhões de estrelas, galáxias e luz.

Axé a Todos!
Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.  

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

A Umbanda Astrológica e vibrações



 

 
Algumas pessoas me perguntam, qual a diferença entre a Umbanda Astrológica e a Umbanda Esoterica mostrada por Mestre da Mata. Bem, em primeiro lugar, ela tem um sentido muito mais voltado para a Astrologia. Em segundo lugar, minha tentativa é de fazer uma Umbanda mais aberta que vise atingir todo aquele que não quer se prender a Ordens, Templos ou seguimentos religiosos, mas, que quer ser um buscador, que filtra as informações com liberdade e consciência. Além disso tento não descartar nenhum dos ensinos dos mestres, muito pelo contrario tenho sim os conceitos ja ensinados pela Umbanda Esotérica como base, em especial os ensinados por Sant Yves e porque não dizer também os de Mestre Yapacani. Só o que quero fazer nesse novo conceito, é simplesmente colocar um foco maior na Umbanda no que se refere a abertura ao povo e falar dos conceitos sobre o prisma da Astrologia.
 
 
O principal fator que traz vantagens pra buscadores que não seguem Ordens é o de não ter que se envolver com nenhuma confraria ou ficar preso a ideologia de nenhum mestre e sim a seus próprios princípios e consciência individual. Não que eu seja um anarquista. Mas, só o que quero fazer é tornar o buscador, mais livre pra escolher, se livrando do sensacionalismo e manobras usados por alguns mestres. 
 
Na verdade, cada conceito novo desde que não seja um embrulho, tem sim contribuições importantes. E atraves da astrologia, torna-se mais acessivel a captação das vibrações dos orixas, pois nem todo mundo tem o dom de incorporação ou uma mediunidade bem desenvolvida. Outros além de ter medo, não consegue acesso aos templos. Tabem é muito importante usar o mapa como um canal pra decifrar as influencias diretas dos Senhores do Carma, donos da manipulação dos elementos e agentes da Natureza. Porque as posições astrais estão lá gravadas no tempo, no dia, hora e local de nascimento. 
 
E ninguém pode mudar isso, ou alterar. Assim todos fatores vibratórios são grafados na alma, no instante do nascimento. Assim ninguém pode manipular, burlar ou negar. E quem é filho de um determinado orixá e vibra num determinado Raio Cósmico vai continuar sentido as mesmas forças latentes em sua alma. Um dos aspectos mais importantes da Umbanda Astrologica é que ela não a descarta, como tentou fazer a Umbanda Esotérica, os importantes conhecimentos do Candomblé e outros seguimentos afros. Sambem não direcionamos a Umbanda a um conhecimento mais Tupy como sendo origem da Umbanda, pelo contrario tenho uma origem direcionada, a um tempo bem mais longe, desde o tempo do florescimento da Astrologia e passando pelo Egito Antigo com grande contribuição africana. 
 
Não quero também mostrar que a Umbanda seja branca ou negra, mas de todas as raças. Também não nego a contribuição do Tronco Tupy, mas, não posso negar que a contribuição africana foi bem mais acentuado e maior. E que o Egito e as religiões esotéricas do Oriente Médio tem uma infiltração maior ainda, tanto nos conceitos referentes a ritualística, quanto a forma de culto. Enfim, as portas do Templo não podem ser escancaradas, mas, também não pode ter privilegias de poucos, Deus sempre chamará muitos e acolherá a todos que buscar desenvolvimento e amor.
 
 Nesse sentimento, percebemos, que não podemos trabalhar somente com 7 orixás, pois como nos mostra o Ifá com suas 256 combinações o homem é multi facetario e tem sim muitos arquétipos na alma e sobre ele muitas regência variadas e diversificadas. Assim, não descartamos a atuação de todas as divindades do Candomblé, as quais trabalham sim pela evolução. 
 
E aqui tem mais uma diferença, pois por um Raio, trabalha-se conforme a necessidade de adaptação carmica, vários orixás, sem privilegias de nenhum. Ai então incluímos na forma de Umbanda Astrológica, todos os planetas e não só os 7. Mas, até mesmo pontos e planetas além de Saturno, como ja tentou fazer Mestre Araphyaga. Mas, agora com um olhar mais contemplador de astrólogo, focalizo também nos aspectos, que mostram o poder das Linhas de Força e também das casas, com signos num estilo mais mutável. Assim incluímos não só orixás, mas, também Exus e orixás cultuados no Candomblé, como, Oxumaré, Iroko e Ewá etc. Pois, somos complexos, temos muitas regências e quanto mais informações obtivermos pra nos esclarecer as regências melhor! Namaste a todos. 
 
Carlos Lima (Carlinhos Lima) - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. 
 
 
 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Exu e sua profundidade!

 O Grande Mago da Encruza


Nenhum outro orixá causa tanta polêmica quanto Exú. Existe muita desinformação e falta de conhecimento a seu respeito, inclusive por parte de muitos babalorixás. Isso ainda mais, por

causa de querer se aceitar Exu como uma evolução de Egun. Na verdade os eguns militantes na linha de Exu, são os de grau mais baixo. Os chefes de falange e legião são mais evoluidos. E mesmo que tenha algum num grau mais alto num posto mais importante ele certamente ja evoluiu e passou por diversas reencarnações pra isso.

O sincretismo entre os orixás e santos católicos é impossível, pois essa associação ocorreu numa época em que as pessoas foram impossibilitadas de cultuar seus orixás, devido à proibição da classe dominante. Os escravos escondiam os assentamentos embaixo das imagens católicas, numa tentativa de preservar as suas tradições. Por isso, a associação de Exú com o diabo, que existe em outros cultos, é uma forma ridícula de tentar denegrir a imagem desse orixá.


Exú é um orixá muito importante e foi o terceiro elemento criado diretamente por Olorun, com a mesma matéria que seria usada, mais tarde, para a criação da Terra e das criaturas. Nasceu para ser um comunicador, fazendo a ligação entre todos os orixás e os seres criados. Mas, se engana aqueles que insistem em afirmar que Exu não é bom nem mal. Na verdade os exus em evolução podem até estarem nessa fase, por estarem ainda em evolução, mas, os Exu de Lei, não se prestam aos caprichos de magos e mediuns, pelo contrario eles são muito competentes em cumprir a Lei do Carma como tambem para punir os espiritos malignos.

Exú é sempre reverenciado em primeiro lugar, antes de qualquer outro orixá, para que todas as oferendas e obrigações cheguem ao seu destino. Sua função é a de intermediário, ou elemento de transição, entre o céu (orun) e a Terra (aiye). É ele quem carrega todos os ebós para os lugares designados, mas isso, ao contrário de ser uma função subalterna, é essencial para promover a limpeza de toda energia negativa. De nada adianta oferecer um banquete completo para um determinado orixá, se Exú não for devidamente reverenciado para ser o portador da mensagem que está contida na oferenda.

As funções de Exú são muitas, e todas de extrema importância para o equilíbrio do universo, como, por exemplo, estabelecer a comunicação entre nós, seres humanos, e o nosso orixá ou protetor particular. Todos nós temos um Exú, que é individualizado, com suas formas, ou qualidades, bem definidas.

Todos têm Exú, mesmo aqueles que o tratam como demônio. Sem ele, não existiria vida, evolução, movimento, crescimento, dinamismo; enfim, estaríamos completamente estagnados e sem rumo.



Exu é o guardião de todas as passagens, inclusive entre o céu e a Terra, e das porteiras que existem em nosso mundo. É muito importante que ele fique guardando a entrada, para não deixar passar influências negativas e pessoas maléficas que possam nos prejudicar. Alguns babalorixás evocam o orixá Exú para render-lhe homenagem, mas, logo em seguida, pedem que ele vá embora para não atrapalhar as cerimônias sagradas. O que se deve fazer é pedir que ele fique guardando a porta de entrada do barracão para impedir a entrada de eguns e das oxorongás.

Não apenas os seres humanos, mas todos os seres vivos do mundo, têm o seu Exú, assim como todos os orixás (com exceção de Iroko), e todos os presságios, ou Odús do jogo de Ifá, e até mesmo Exú, têm seu próprio Exú. Interessante Né? Mas, é verdade. É a questão basica do Juntó atuanto em escalas desde o Plano Astral até o Plano Fisico. No entanto, esse segredo é muito mais profundo do que se possa imaginar.

Esse orixá não tem nada em comum com alguns rituais em que o sacerdote usa longas capas pretas, como as do conde Drácula. A pessoa reage como se estivesse incorporada por um espírito terrível e vingativo, fazendo trejeitos e vociferando coisas hediondas. Na verdade a energia de Exu é um espelho e reflexo do próprio médium. Tem exus, pacíficos que vibram na frequência de um orixá pacifico e ordeiro. Que desordena o Exu é o próprio médium. Pois a real função de exu é ajudar o medium a controlar seus desejos ocultos inconscientes e não força-lo a ser um viciado ou desordeiro. Pelo contrario ele vem ajudar a manter a ordem de seu próprio ser.

Um outro desrespeito, ou equívoco, que se comete contra esse orixá é o fato de associá-lo aos malandros de rua, cafetões e pessoas sem caráter, vestindo ternos brancos, gravatas vermelhas, cartolas e bengalas. Existem também as mulheres que se vestem com roupas de cabaré, usando piteira e taças de champanhe. Esses tipos de roupas e atitudes não pertencem à cultura de Exú. Exú é um ser encantado que tem como características a astúcia e a perspicácia, sabendo exatamente como achar os pontos fracos dos seres humanos, e isso não tem nada a ver com malandragem. Mas, a grande maioria dos exus qua trabalham no plano físico se apresentam assim para testar os chefes do terreiro e pra ajustar a frequência vibratória do médium.

Exú é um orixá que conhece o íntimo do ser humano porque foi criado do mesmo material que nós. Ele sabe tudo o que nós precisamos para viver, como trabalho, dinheiro, moradia, amor, sexo, etc. Ele está intimamente ligado a nós e ao nosso protetor; por isso, em determinadas situações e problemas, nós podemos recorrer diretamente a Exú, para que ele nos abra as portas e limpe nosso caminho dos obstáculos. Em nosso ser ele atua na frequência do subconsciente, ligando o Inconsciente ao Consciente servindo assim de filtro.

Toda casa de Candomblé reserva determinados dias por ano para prestar obrigações a esse orixá, tanto para o Exú de nação, como o do babalorixá e o de cada iniciado que já tiver assentado o seu. Nessas ocasiões, deve-se dar corretamente as oferendas sagradas para cada uma das formas ou qualidades de Exú reinantes nesses terreiros, ou seja, não realizar uma única oferenda para todos os Exús coletivamente, como fazem muitos babalorixás. Cada um tem sua preferência, ou, como dizemos no Candomblé, cada Exú come de uma determinada maneira. Portanto, não se pode dar uma comida comunitária para essas qualidade do mesmo orixá. Isso causa muita "quizila" nas casas que agem desta forma, desencadeando um processo inevitável de desagregação do axé (força, poder), além de uma crescente desunião entre os participantes, devido à falta de comunicação e harmonia. É preciso ter muito conhecimento sobre esse orixá para alcançar suas graças e não desrespeitá-lo a todo momento. As pessoas pensam que cada Exú é igual que recebe as mesmas coisas e quem tem o mesmo poder, cada um é cada um.

Tem exus que não aceita bebidas fortes, não quer sangue nem sacrifícios, mas, outros querem sim. Alguns não querem charutos, e velas coloridas são mais aceitáveis. Apenas alguns precisam de coisas mais pesadas. Como velas pretas e elementos de magia negra.

Exú é muito importante no oráculo de Ifá, revelando os mistérios de cada Odú e de todos os orixás. Orunmilá, que recebeu dele o oráculo divinatório, é um orixá fun-fun, e a ele está intimamente ligado, com muita harmonia. Portanto, não existe "quizila" (espécie de incompatibilidade) entre os orixás fun-fun (branco) e Exú, ou com os orixás que carregam o vermelho ou o preto. O que existe é um respeito com as interdições de cada um.

Uma característica marcante de Exú é ser o detentor e o transmissor da fertilidade e da fecundação. Esse orixá cuida da parte sexual dos seres vivos e de seus órgãos de reprodução. Nas diversas formas de representar esse orixá, como estátuas e ferramentas, vemos em destaque a genitália masculina e feminina. Algumas esculturas de Exú exibem uma forma fálica (pênis) no alto de sua cabeça. isso, longe de ser obsceno, é uma forma de exibir a extrema fertilidade de Exú. Mas, é um erro só aceitar exu, como um ser masculino que tem na sua imagem um pênis, na verdade, tem também a forma feminina, podendo sim esculpir com uma vagina e não só com pênis.

Na concepção africana, a fertilidade é importantíssima, não só para a procriação, mas em todos os planos da existência, como na agricultura, por exemplo. A fertilidade existente no ser humano possibilita o seu desenvolvimento físico e mental, aguçando a sua criatividade e poder realizador.

Um outro aspecto de Exú é a expansão constante e infinita, que se traduz na própria evolução dos seres vivos, do planeta e do universo. Por esse motivo, a espiral é sua melhor representação. Por isso a vagina as vezes se encaiva melhor que a imagem do pênis.

A abertura dos caminhos também é de sua responsabilidade, sendo, por isso, constantemente evocado. Ogun, que também é o dono dos caminhos, é muitas vezes comparado a Exú, por suas particularidades. A diferença está na criação desses orixás. Exú foi o terceiro elemento criado diretamente por Olorun, e Ogun nasceu de outros dois orixás, sendo um eborá (orixá filho).

Exú, segundo a mitologia, adora inverter a ordem estabelecida, como, por exemplo, a mulher trabalhar fora de casa e o homem gerar as crianças e cuidar de todas as atividades do lar. Isso serve para incentivar mudanças e desenvolvimento. Além disso, ele é muito irreverente, adorando resolver e propor enigmas. Caminha no tempo e espaço com tranquilidade, buscando coisas no passado, presente e futuro; por isso, é o detentor do oráculo divinatório, juntamente com Orunmilá.

As diferenças físicas que existem entre todos os seres, principalmente os humanos, é um atributo de Exú; caso contrário, seríamos exatamente iguais. A impossibilidade de comunicação entre os povos num mesmo idioma também se deve a Exú. Dessa forma Exu, tambem participou da criação do DNA humano como de outras especies.

As dezesseis formas mais conhecidas são: Yangí, Âgbâ, Igbá Ketá, Odarâ, Osijê, Oba Babá, Enú Gbarijó, Elégbará, Bará, Okôtô, Elérù, Odusô, L'onan, Ol'Obé, El'Ebó e Alafia. Exú sempre foi o mais alegre e comunicativo de todos os orixás. Olorun, quando o criou, deu-lhe, entre outras funções, a de comunicador e elemento de ligação entre tudo o que existe. Por isso, nas festas que se realizavam no orun (céu), ele tocava tambores e cantava, para trazer alegria e animação a todos.

Sempre foi assim, até que um dia os orixás acharam que o som dos tambores e dos cânticos estavam muito altos, e que não ficava bem tanta agitação. Então, eles pediram a Exú, que parasse com aquela atividade barulhenta, para que a paz voltasse a reinar. Assim foi feito, e Exú nunca mais tocou seus tambores, respeitando a vontade de todos.

Um belo dia, numa dessas festas, os orixás começaram a sentir falta da alegria que a música trazia. As cerimônias ficavam muito mais bonitas ao som dos tambores. Novamente, eles se reuniram e resolveram pedir a Exú que voltasse a animar as festas, pois elas estavam muito sem vida. Exú negou-se a fazê-lo, pois havia ficado muito ofendido quando sua animação fora censurada, mas prometeu que daria essa função para a primeira pessoa que encontrasse.

Logo apareceu um homem, de nome Ogan. Exú confiou-lhe a missão de tocar tambores e entoar cânticos para animar todas as festividades dos orixás. E, daquele dia em diante, os homens que exercessem esse cargo seriam respeitados como verdadeiros pais e denominados Ogans. Dia da semana: segunda-feira.

Cores: vermelho e preto.

Gêge: nesta nação denomina-se ELEGBA – BARÁ.

Domínios: caminhos, cruzamentos, alto das montanhas, etc.

Oferendas: padê, inhame com dendê, piquiri, etc

Uma coisa importante em cada oferenda é o pondo riscado com o triangulo vibratório, observando-se a direção cardeal certa, saber usar o poder mantrico, com os louvores, os pontos cantados e palavras certas.

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