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Os Orixás regentes de 2027

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sábado, 12 de setembro de 2026

Signos: Devemos buscar nossa parte divina

 


A busca incessante por um par perfeito ou por sua alma gêmea se origina da existência de um complemento divino que está inserido no subconsciente de qualquer ser humano. No caminho da evolução de cada alma, cada complemento segue seu próprio destino, como uma consciência individualizada e independente da sua outra metade. Durante a jornada terrena alguns destes complementos alcançam a sua liberdade e a sua ascensão, enquanto seus complementos divinos ainda permanecem mergulhados nos mundos ilusórios da tridimensionalidade. Todos os seres humanos têm o seu complemento divino e cada complemento tem o aspecto da energia masculina e a outra parte, a energia feminina. No mundo em que vivemos – plano físico - essas energias se manifestam através da razão – positivo e masculino – e da emoção – negativa e feminina – duas características marcantes entre dois seres de sexos opostos.




A união dessas duas energias em níveis elevados de consciência ocasiona a harmonia, a serenidade, a paz interior e a felicidade plena. É o estado perfeito da Unidade. Por isso, quando dois complementos se encontram na maturidade espiritual, suas auras se transformam numa pura Luz Branca e os dois seres são vistos como duas Chamas Gêmeas.

O reconhecimento do seu parceiro espiritual e que seja o seu complemento divino – pois só existe um único par - somente é possível durante o processo de autoconhecimento e a busca do seu Eu Interior. Isto acontece porque sem um crescimento na parte espiritual e um entendimento sobre a evolução da alma humana, fica impossível ver ou mesmo aceitar o seu complemento – caso esteja encarnado nesta vida atual – como o seu par perfeito e verdadeiro. Muitas vezes a ilusão do mundo terreno ocasiona a separação dos complementos divinos e os induz nas escolhas de outros parceiros com os quais mergulham nos prazeres carnais e emoções desenfreadas, perdendo-se de seus verdadeiros pares.

A nossa compreensão sobre os complementos divinos era a de que apenas um deles descia à encarnação enquanto a outra parte ficava no plano espiritual aguardando a volta do parceiro. E quando se permitia a descida dos dois complementos divinos numa mesma encarnação, isto acontecia porque tinham uma rotina comum – uma missão - a ser cumprida na jornada terrena.

A relação física entre dois complementos divinos na tridimensionalidade é marcada de forma muito passional. O fato de serem uma mesma essência, o Amor que os une é intensamente forte e marcante levando-os, muitas vezes por causa da imaturidade espiritual, a viverem emoções profundas e prazeres desenfreados, ocasionando cenas de ciúmes que muitas vezes acabam em separações dolorosas, comprometendo o que poderia ser considerado a mais perfeita união entre dois seres de sexos opostos.

As pessoas tem que compreender que não temos apenas a alma gêmea, mas também uma alma cármica, quando não temos o merecimento de encontrar nossa parte divina, então nos encontramos com a nossa parte probatória. Se conseguirmos evoluir e fazer o outro evoluir, essa alma certamente passara a ser nossa parte harmoniosa assim como a alma gêmea. Viemos a essa vida encarnando muitas vezes tanto para crescer quanto para fazer outros crescer. Uma alma perdida pode perder muitas outras! Por cuidado com quem tentas usar e também por quem se deixa usar, podemos compartilhar carmas e tornar nossa vida mais difícil e cheia de sofrimentos.


Carlos Lima (Carlinhos Lima) - Escritor, Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.



As Mulheres Modernas

 



O "sexo sem amor" está se tornando cada vez mais frequente para as mulheres. A prática sem compromisso era, até pouco tempo, mais comum para os homens, mas, os tempos mudaram. As mulheres conquistaram muitos direitos, inclusive este, o nem sempre bem visto direito de ter prazer sem um compromisso sério.

Durante anos, o homem teve o monopólio da "fobia do relacionamento sério". Mas o que dizer sobre as mulheres que possuem essa fobia? Sim, mulheres! Agora são elas que emendam um romance no outro sem ter aquela vontade de juntar os trapos. Talvez você também possa ter a fobia de relacionamento sério, veja a seguir uma lista dos sintomas.

- Depois que a empolgação do primeiro romance passou você fica aborrecida com a maioria dos relacionamentos;
- Você tem o hábito de se envolver com homens complicados (casados, que namoram outra, moram longe ou são completamente diferentes de você no campo emocional);
- Possui uma longa e elaborada lista com os pré-requisitos que seu parceiro ideal deve ter;
- Você considera os relacionamentos das suas amigas casadas uma chatice;
- Você sai com mais de um homem ao mesmo tempo para evitar que se torne dependente.

Caso queira mudar, veja algumas dicas abaixo: aceite suas incertezas
Um dos maiores erros é pensar que qualquer incerteza é um sinal de que o relacionamento esta indo por água abaixo. Você pensa: "se eu estou tão confusa, isso significa que alguma coisa está errada". Mas indecisão e ansiedade são comuns no processo de envolvimento com outra pessoa.

Encare o fato de que não haverá um momento sequer na sua vida em que estará com 100% de certeza sobre o que deve fazer. Então, se você tiver 80% de certeza de que ele será um bom companheiro, não perca tempo com questionamentos.

Ação
Depois de determinado o parceiro, é hora de começar a agir. Tenha consciência, cuidado, mas não fique parada. Se não der certo, parta para outra. Afinal, reconhecer que ele tem 80% de chances de ser o par ideal ajuda a reduzir os riscos de um erro, mas não o elimina por completo.

Evite a bola de cristal
Se você está à beira de se tornar exclusiva de um único homem, é muito fácil entrar em pânico e questionar sobre o que você estará sentindo daqui um ano, cinco ou dez anos. Até porque, as pessoas mudam.

Como você saberá se irá sentir daqui cinco anos o mesmo que sente hoje? A resposta é: você não saberá. Não importa quanto tempo perca pensando no futuro, o fato é que não há garantia nenhuma de que as coisas irão funcionar.

Não importa quantos psicólogos ou astrólogos você visite, ninguém poderá dizer o que você deve fazer com sua vida ou o que vai ocorrer no futuro. Portanto, a melhor coisa a fazer é focar no presente.

Pergunte a si mesma: "eu estou fazendo o que eu quero nesse exato momento?". Se a resposta for sim (ou 80%), então vá adiante!

Pare de procurar defeitos
Cavar brigas, mudanças repentinas de humor, fazer com que seu parceiro sinta que ele sempre está errado são atitudes que podem promover o fim da relação.

Muitas de nós têm o hábito perfeccionista e por isso tentamos controlar todos os aspectos da vida a dois. E é claro, se você não estiver pronta para um relacionamento sério, ninguém será bom o bastante. Então, ou você aceita seu parceiro da forma como ele é ou desiste dessa relação.

Arrume espaço e tempo
Embora seja importante ter uma vida cheia de atividade, há mulheres que ultrapassam os limites.

Pode ser impressionante a enorme quantidade de amigos e os hábitos que você tem, mas se não tiver tempo na sua vida para um relacionamento, não fique surpresa se não der certo.

Se você é obsessiva com os cuidados com seu animal de estimação, trabalha demais, seu tempo é todo absorvido pelo seu filho, provavelmente não terá tempo e espaço para um comprometimento. "Casar de papel passado", como diria nossa avó, não é mais tão importante para as mulheres, dizem os especialistas. Juntar os "trapos" e morar junto sem oficializar a união é cada vez mais comum e resulta na mistura de namorado + marido, o "namorido".
Todas essas transformações, são causas das influencias de Urano através dos signos, Não só por que ele é o regente da Nova Era, mas porque ele subiu na roda zodiacal atingindo o ultimo signo do zodíaco no qual se encontra de posição trocada com seu dispositor o qual está em Aquário. Por isso essa vontade imensa das mulheres quererem trocar os papeis com os homens. Mas isso não é bom e prejudica muito o andamento da família. Por isso há tantos desiquilíbrios nos sentimentos humanos, com tantas traições e separações.

Carlos Lima - Escritor, Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador


domingo, 30 de agosto de 2026

Mediuns e buscadores, tenham firmeza!




Nosso corpo e nossa mente são algo muito importante e diria até de personalidade muito forte ao qual os Yorùbá chamam de ORI e os Bantu de Mutue. Podemos fortalecer a cabeça de diversas formas. Alguns apenas deixam que fluam na mente imagens naturais, lembranças boas ou mesmo se desfazem do máximo que podem das coisas do dia a dia. O mais importante é não "encucar", preparar o corpo com um banho leve de ervas, e trabalhar a respiração. Trazer para seu intimo pensamentos positivos e no caso se já sabe quem é o guia, invocá-lo internamente para que esteja a vontade para juntar-se a seu aparelho e realizar sua tarefa. Na espiritualidade em si, também existem além dos exercícios para deixar fluir bem naturalmente, os rituais propícios para essa finalidade.

A troca de energia se faz sempre entre o consulente e o consultor, pois ambos devem estar alinhados na energia para que haja o desenvolvimento da "cura" ( orientação ). Por ser a mente a engrenagem que faz fluir o verbo ( a palavra ) damos a ele o direito de comando, mas não se engane, cabeça sem coração é como semente dentro de vidro, não brota, não vinga e nem cresce. Se não abrimos os sentidos para captar, não conseguiremos nada além da manifestação, porem se trabalharmos nosso corpo como antena, nada se perde e tudo se percebe.

Algumas pessoas pensam que a incorporação (mediunidade de psicofonia) é o ato de o espírito sair do nosso corpo e dar passagem ao espírito da entidade. A Umbanda tem a prática gratuita da caridade através de várias manifestações mediúnicas mas a mais comum nos terreiros é a incorporação. Na incorporação, dois espíritos não podem “ocupar” o mesmo corpo. Como vivemos num mundo material e condensado (aquilo que podemos tocar), esse fato, não é diferente nos fenômenos mediúnicos.

A incorporação, é uma condição que engloba a parte mental, física e de efeitos físicos. Sendo assim, entidades e guias que trabalham para e na Umbanda, manifestam-se via fenômeno mediúnico. São sete, os chakras principais. Esses pontos receptores de energia do corpo humano estarão diretamente ligados as entidades (espíritos).

O cérebro é o órgão mais importante de seu corpo. Ele controla tudo o que você faz, seus movimentos, seus pensamentos e sua memória. Embora pareça muito simples, o cérebro é imensamente complicado. Fica posicionado no alto da cabeça, acima dos olhos e dos ouvidos, estendendo para trás e para a parte inferior da cabeça.

Os nervos transportam mensagens dos órgãos dos sentidos para o cérebro, e também instruções do cérebro para outras partes do corpo. Quase tão importante quanto o cérebro é o restante do sistema nervoso. A medula espinhal estende-se do cérebro para baixo, ao longo da coluna, O cérebro e a medula espinhal formam o sistema nervoso central. Ao longo do comprimento da medula espinhal saem nervos semelhantes a fios que se dividem e se ligam com quase todas as partes do corpo.

A entidade se aproxima do médium. Coloca suas mãos no Chakra principal. O Coronário ou podendo ser chamado da corôa do médium. Com isso a entidade emana suas energias e manipula no cérebro as informações que serão passadas para o corpo físico do médium. Essas informações serão manipuladas diretamente ao sistema nervoso central. Ali nessa região, a entidade passará todos os efeitos físicos que provém dela, para o médium, efetuando a comunicação direta, inclusive sua forma de falar, de andar, seus trejeitos, desejos e sentimentos.

Cada entidade tem sua própria caracterização para ser conhecida como tal.
- Um caboclo com suas mãos cruzadas .
- Um preto velho (a) curvado.
- Um Ogum com seu brado forte!

Devido aos espíritos utilizarem o ectoplasma humano em algumas tarefas onde há a necessidade deste fluido vital, muitos médiuns, ao término de uma sessão ou gira, sentem-se fatigados, cansados, exauridos de energia, e com apetite aguçado. Esta situação ocorre em grande parte, e em vários graus, conforme a quantidade sorvida, em razão da retirada de parte do ectoplasma do médium por parte dos espíritos trabalhadores. É um acontecimento natural, facilmente dirimido pela ingestão de líquidos como água pura, sucos, refrigerantes, comestíveis, e, se possível, um ligeiro repouso. Após um curto espaço de tempo o ectoplasma volta a seu nível normal.


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sábado, 29 de agosto de 2026

Os Pontos Riscados na Umbanda



O ponto riscado é uma “ordem” escrita a uma série de entidades. Quando um médium risca um ponto irradiado por uma entidade, está mobilizando a falange que com ela trabalha, ou outra, direcionando a energia mobilizada para o objetivo desejado, dependendo do merecimento do consulente e da ética do médium. Os pontos riscados obedecem à vibração original ou flecha, da qual falaremos a seguir. Tudo começa com 1 simples ponto (1 ponto sozinho nada produz em termos de magia, mas vários pontos geram uma linha e várias linhas fazem um ponto riscado).

Todavia é importante saber que o ponto riscado não produz nenhum tipo de magia se não for impulsionado pelo pensamento. Muitos médiuns acreditam que podem simplesmente riscar o ponto e que as entidades vão fazer tudo por ele. Vemos em muitos centros de umbanda médiuns riscando pontos que de fato nada têm a ver com os princípios dos pontos riscados. É possível que em alguns casos a espiritualidade considerando o merecimento do consulente e o desconhecimento bem intencionado do médium, além de seu real desejo de manipular forças amorosas para aquele consulente, promova o necessário para o auxílio. Não se engane todavia o médium achando que está promovendo magia com pontos sem os elementos básicos dos quais eles se compõem.

Os sinais aqui apresentados são os chamados sinais positivos, que propiciam apenas magia branca, digamos assim. De forma que não adianta a ninguém tentar fazer outro tipo de magia usando estes sinais. Os sinais negativos, os chamados ocultos, não podem ser revelados. Elementos básicos de identificação dos pontos riscados (Oriundos dos desenvolvimentos das linhas, eles são três):
- Flecha: identifica a vibração - forma da entidade.
- Raiz: identifica a origem (a linha, uma das sete, a que pertence a entidade).
- Chave: identifica o elemento que a entidade manipula.
Sinais positivos que identificam cada ponto (são 7)
(os negativos são ocultos)
1 - Flecha ou vibração forma (identifica a forma como a entidade se
apresenta):
A Flecha, que é baseada na linha, que por sua vez é formada de pontos, representa o equilíbrio e a dualidade sendo, portanto, a vibração original ou reflexo da escrita divina. Sempre orientada para o alto, para o céu, em louvor e respeito às divindades que a ensinaram aos homens. No movimento da síntese da umbanda existem três manifestações formas:
- caboclo
- preto velho
- criança
2 - Raiz ou linha (uma das 7) na qual a entidade trabalha:
- Oxalá
- Ogum
- Oxossi
- Xango
- Yemanjá
- Yori
- Yorimá
3 - Chave (identifica o grau hierárquico da entidade):
- Guia
- Protetor
Obs. E também se é chefe de legião, chefe de falange ou de sub falange.
4 - Planeta regente (planetas sagrados) e signo zodiacal:
- Sol
- Lua
- Marte
- Vênus
- Júpiter
- Saturno
- Mercúrio
5 - Cor fluídica
6 - Elemento que manipula, tattwa*, corrente cósmica e metal
correspondente.
* Falaremos mais disso em momento oportuno.
Page 5
7 - Entidades que comanda:
- Naturais
- Artificiais
Sinais grafados
1. Flecha ou vibração – forma da entidade:
Caboclo
Preto Velho
Criança
2. Raiz ou linha da entidade: (o sinal grafado na flecha)
. .
.
Oxalá, Ogum,
Oxóssi, Xangô, Yemanjá, Yori, Yorimá

Page 6

3. (Chave) Grau hierárquico:
1°-Guias 2°-Protetores
Obs. Ambos grafam o sinal do lado esquerdo da flecha
3°-Chefe de legião: grafa acima da flecha o sinal de sua vibração original. Na alta magia esse sinal tem grande poder e comanda um número infindável de entidades.
Oxalá Imanência de Deus
Ogum
Fogo da salvação
Oxóssi Ação envolvente
Xangô Equilíbrio
Yemanjá Eterno feminino da natureza
Yori . Relação com a Lei
Yorimá
A Lei em ação
4° - Chefes de falange e sub falange: grafam o mesmo sinal abaixo da flecha.
Page 7
Exemplo até aqui:
Entidade da linha de Xangô.
Plano de guia.
No grau de chefe de legião.
4.
Planetas e signos zodiacais:
Planetas sagrados
Signos zodiacais
Orixás
Sol Leão - Oxalá

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Escritor e Pesquisador


sábado, 15 de agosto de 2026

O Mistério do Orixá Ancestral, de Frente e Adjuntó




Uma dúvida, e a que mais incomoda os umbandistas é sobre seu orixá. Nós sabemos que orixá ancestral não é o mesmo que orixá de frente ou ajuntó. O orixá ancestral está ligado à nossa ancestralidade e é aquele que nos recepcionou assim que, gerados por Deus, fomos atraídos pelo seu magnetismo divino.
Todos somos gerados por Deus e somos fatorados por uma de suas divindades, que nos magnetiza em sua onda fatoradora e nos distingue com sua qualidade divina.
Uns são distinguidos com a qualidade congregadora e são fatorados pelo Trono da Fé. E, se forem machos é o orixá Oxalá que assume a condição de seu orixá ancestral. Mas, se for fêmea, aí é a orixá Iemanjá que assume sua ancestralidade.
 
Uns são distinguidos com a qualidade agregadora e são missionários do Trono do Amor. E, sendo machos é o orixá Yorí que assume a condição de seu orixá ancestral. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Oxum que assume suas ancestralidades.
 
Uns são distinguidos com a qualidade da expansão e são fatorados pelo Trono do Conhecimento. E, se forem machos é o orixá Oxóssi que assume a condição de seu orixá ancestral. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Ossanha que assume suas ancestralidades.
 
Uns são distinguidos com a qualidade equilibradora e são fatorados pelo Trono da Razão. E, se forem machos é o orixá Xangô que assume as suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Obá que assume suas ancestralidades.
 
Uns são distinguidos com a qualidade ordenadora e são fatorados pelo Trono da Lei. E, se forem machos é o orixá Ogum que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Iansã que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade evolutiva (transmutadora) e são fatorados pelo Trono da Evolução. E, se forem machos é o orixá Obaluaê que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Nanã que assume suas ancestralidades.
 
Uns são distinguidos com a qualidade geradora e são fatorados pelo Trono da Geração. E, se forem machos é o orixá Oxumaré que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Iemanjá que assume suas ancestralidades.
 
Não estamos nos referindo ao espírito que “encarnou” no plano material, e sim, ao ser que acabou de ser gerado por Deus e foi atraído pelo magnetismo de uma de suas divindades, que, por serem unigênitas (únicas geradas) transmitem naturalmente a qualidade que são em si mesma aos seus “herdeiros”, aos quais imantam com seus magnetismo divinos e dão aos seres uma ancestralidade, imutável pois é divina e jamais ela deixará de guiá-los porque a natureza íntima de cada um será formada na qualidade que o distinguiu, revelando fatores na alma.
 
Podemos reencarnar muitas vezes, e sob as mais diversas irradiações, que nunca mudaremos a natureza íntima. Agora, a cada encarnação seremos regidos por um orixá de, com seus Guias e protetores, (o que nos guiará enquanto viver na carne). Mas, na verdade só serenemos equilibrados por outros orixás que serão os comandantes do auxiliar que atua de frente no individuo. Esses orixás são os da coroa, além do par vibratório (o ajuntó), Pai e Mãe de cabeça, como também os de equilíbrio, os orixás frontais, que comandam toda legião desse orixá de frente e da “cabeça”. Usamos o termo “orixás da cabeça” porque eles regerão a encarnação do ser e o influenciará o tempo todo, pois está de “frente” para ele. 
 
Sim, os orixás da cabeça estão á nossa frente nos atraindo mentalmente para seu campo de ação e para o seu mistério, ao qual absorveremos e desenvolveremos algumas faculdades regidas por ele. Já o orixá ajuntó, este é um equilibrador do ser e atuará através do seu emocional, hora estimulando-o e hora apassivando-o, pois só assim o ser não se descaracterizará e se tornará irreconhecível dentro do seu grupo familiar ou tronco hereditário, regido pelo seu orixá ancestral.
 
Observem que eu cito orixás e não apenas orixá, pois, não tenho duvida que somos descendentes de um Par Vibratório, ao contrario de muitos que pregam por ai, um único orixá o que acaba confundindo as pessoas. Confundem porque quando se fala em mais de um orixá regendo a vida dos nativos estes ficam se questionando “mas eu não era filho de orixá fulano, porque agora ele me fala nesse outro”.
 
Caros irmãos, saibam que descendemos de um determinado Odú, que pertence a uma importante Hierarquia. Assim fiquem cientes, que nosso Pai e Mãe de Cabeça tem funções especificas, enquanto nossa vida material, sentimental, educacional ou de bem estar tem outros responsáveis. Claro que seguindo a linha vibratória dos orixás ancestrais, mas, com características próprias. 
 
Vemos que muitas pessoas se definem como filhos desse ou daquele orixá, como se um único orixá regesse sua vida. Mas, por exemplo, uma pessoas que é filho de Ogum com Oxum é bem diferente de uma outra que é filho de Ogum com Obá, ou com Iansã e ainda com Iemanjá. Ou seja, as configurações, são muitas, não podemos dividir os seres humanos apenas em 7 arquétipos, na verdade são incontáveis das configurações que formam pessoas bem individuais.
 
A dúvida dos “médiuns” e dos umbandistas se explica pela precariedade dos métodos divinatórios usados para identificar o orixá da cabeça e seu ajuntó. Daí, vemos pessoas reclamarem que a cada Babalorixá ou Ialorixá que consultaram, cada um deu um orixá diferente a cada consulta, criando uma confusão e levando ao descrédito. Esta queixa é muito comum e não são poucos os médiuns que estão confusos porque uma consulta diz que é filho desse orixá e outra consulta diz que é filho de outro orixá.
 
Nós dizemos isto: na ancestralidade, todo ser macho é filho de um orixá masculino e feminino, e todo ser fêmea é filha de um orixá feminino e um masculino. Até mesmo bissexuais, são da mesma formação. Ninguém é filho de um único orixá, por isso, uma pessoa muitas vezes vai a um sacerdote e ele diz “você é filho de Oxum”, mas, ao ir a outra ela pode dizer “você é filho de Oxóssi”, sendo que nenhuma está errada, pois, esta pessoa, pode ter esse par como Pai e Mãe de Cabeça, mas, cada sacerdote enxergou um mais a frente naquele momento!
 
A ideia retrograda de que “na ancestralidade, orixá masculino só fatora seres machos e os magnetiza com sua qualidade, fatorando-os de forma tão marcante que o orixá feminino que o secunda na fatoração só participa como apassivadora de sua natureza masculina. E o inverso acontece com os seres fêmeas, onde o orixá masculino só participa como apassivador dessa sua natureza feminina” é um equivoco. Na verdade o par tem a mesma função nos dois sexos. Pai e Mãe de cabeça tem a mesma importância.
Portanto, no universo da ancestralidade dos seres machos, têm sete orixás masculinos e na dos seres fêmeas, têm sete orixás femininos. E ambos se cruzam se fundem e geram com harmonia.
 
Têm sete naturezas masculinas e sete naturezas femininas, marcantes que é fácil enxergar como bom observador nas pessoas, pois, um dos orixás acaba se destacando mais. Assim como ocorre com os seres humanos, onde um filho mostra mais características do pai do que da mãe, ou vice versa. Mas, o par vibratório tem ação importante igualmente formadora na geração do ser encarnado.
 
Saibam que, mesmo que o orixá da cabeça ou de frente seja, digamos, a orixá Iansã, ainda assim, por traz dessa regência poderemos identificar a ancestralidade se observarem bem o olhar, as feições, os traços, os gestos a postura, etc., pois estes sinais são oriundos da natureza íntima do ser, apassivada pela regência da encarnação, mas não anulada por ela. Isso porque o Orixá Ancestral infunde muito de suas características nessa pessoa. Na Astrologia, por exemplo, observamos pontos importantes de herança cósmica, como Saturno, Nodo Lunar, Lua e Planetas retrógrados, como também Dispositores de casas importantes na observação da ancestralidade, como a casa XII e a casa IV.
 
E o mesmo se aplica ao orixá ajuntó, pois podemos identificá-lo nos gestos e nas iniciativas das pessoas, já que é através do emocional que ele atua. Assim em astrologia, observamos além do Sol e da Lua, o Ascendente, seu Regente, Dispositores e aspectos a esses pontos.
 
Outra forma de identificação é através do Guia de frente e do Exu Guardião dos Médiuns. Mas esta identificação exige um profundo conhecimento do simbolismo dos nomes usados por eles para se identificarem.
 
E também, nem sempre o Guia de frente ou o Exu guardião se mostram, pois preferem deixar isto para o Guia e o Exu de trabalho. Ou ainda para o Protetor que tá num grau mais baixo na Hierarquia, na verdade depende muito do potencial mediúnico da pessoa e de sua missão.
 
Saber interpretar corretamente o simbolismo é fundamental. Então, que todos entendam que o Orixá ancestral é aquele que magnetizou o ser assim que ele foi gerado por Deus, e o distinguiu com sua qualidade original e natureza íntima, imutáveis e eternas. Já o Orixá de frente, juntamente com os Orixás de Cabeça, são aqueles que regem a atual encarnação do ser e o conduz numa direção na qual o ser absorverá sua qualidade e a incorporará às suas faculdades, abrindo-lhes novos campos de atuação e crescimento interno.
 
E o Orixá ajuntó é aquele que forma par com o orixá de cabeça, formando o par da Coroa, apassivando ou estimulando o ser, sempre visando seu equilíbrio íntimo e crescimento interno permanente. Por isso, também, é que muitos encontram em si qualidades de vários orixás. A cada encarnação há a troca de regência da encarnação. E, nessa troca, os seres vão evoluindo e desenvolvendo faculdades relativas a todos os orixás. E mais, a cada ciclo na vida terra, orixás vão se revezando em nossas regências, mesmo que não mude os orixás responsáveis pelo nosso destino, temos em muitas fazes ao longo de nossa peregrinação, orixás de regências transitórias. Por isso, temos anos ruins, anos bons ou anos neutros, dependendo do orixá daquela fase de vida. Como também sabemos que a criança tem uma regência e o adulto e idoso outra pois, depende muito a nossa evolução do tempo e regências que nos são impostas.
 
Afinal, se somos “humanos”, absorvemos energias e irradiações, magnetismo e vibrações de todos eles. E apesar de termos nas mãos o “Livre-arbítrio”, nem tudo está a nossa disposição, nem depende exclusivamente de nós. Muitas coisas que passamos na vida independem de nossa vontade. Na verdade não existe destino, mas, predestinação, ou seja, metas e cursos que nos são impostos, mas, que poderão ser alterados ao longo da nossa missão, tanto por nossas decisões, quanto por interferências.
 
Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Mago de Umbanda Astrológica.
 
 

domingo, 26 de julho de 2026

Espiritualidade: Conheça a Umbanda Astrológica

 



Luz na Mente e Paz no Espírito através dá Umbanda Astrológica.


Portas abertas e olhos fechados nas novas perspectivas de entendimento do Orixá. Com algum tempo de leituras e pesquisas incessantes sobre o assunto, a Umbanda me aparece com o curioso aspecto de religião em formação e transformação de conceitos. Muitas são suas faces. Teses são apresentadas sobre seus múltiplos aspectos, almejando sempre a expressão completa, a totalidade das Leis que a regem, ou seja, sua Codificação. Do muito e do pouco já dito, aparecem alguns pontos comuns, a presença das manifestações espirituais de antepassados culturais brasileiros como o Preto Velho, o caboclo, o boiadeiro e tantos outros que se "manifestam" nos inumeráveis terreiros espalhados por este Brasil afora.

Do uso da magia para fins diversos e cânticos sagrados (as curimbas), não há terreiro ou tenda que não possua. Estamos então diante de um caldeirão fervendo, chamado Umbanda. Seus mistérios vão desde o seu nome correto uns dizem possuir origem sânscrita! Passando por sua origem - histórica ou mítica - e pelos Orixás - quais seus nomes corretos, quais deles devem ser cultuados e de que forma. Uma dentre as várias correntes existentes no movimento umbandista, vem crescendo em aceitação, seja em sua prática ritualística, seja em sua parte teórica e mesmo no esboço para uma filosofia dá Umbanda dita esotérica, cujo divulgador mais conhecido foi W.W. da Matta e Silva (1917 -1988) escritor de nove livros sendo que, o primeiro é também o mais importante deles, "Umbanda de Todos Nós", primeira edição em 1956.

As dificuldades de entendimento desta raiz estão - assim como toda a Umbanda - imersos ainda em alguns véus, principalmente aos novos umbandistas, ou melhor, aos umbandistas que não tiveram a oportunidade de conviver com os primeiros praticantes desta religião.

Infelizmente eu também não tive esta oportunidade, não obstante meu espírito intrigado e sedento por conhecimento. Das coisas às quais me interesso não me deixa desistir da pesquisa, da investigação, da procura pelos primórdios desta religião. bem como suas diversas correntes que quem sabe num futuro próximo ou distante venham a se unir em nome de um conhecimento único ou constituir escolas de entendimento que apesar de distintas em suas práticas apenas fazem engrandecer a Umbanda.

A origem histórica desta Umbanda voltada ao esoterismo e agora numa visão Astrológica e a mudança paradigmática operada por esta corrente no entendimento do Orixá, influenciando drasticamente em suas formas de culto, bem como o ponto arquimediano que vem permitindo esta operação foi muito importante para facilitar ao pesquisador ou buscador um caminho para os conhecimentos dos Anciãos, e isso pode ser ainda mais abrilhantado e engrandecido com o novo Conceito mais atualizado da Umbanda Astrológica e a fusão dela com o candomblé, pois ambos são originários da mesma fonte e servem de pilares para que o homem não caia nos vícios da deturpação. 

Dois motivos principais me impulsionam a pensar assim: a busca por novas informações que possam engrandecer meus conhecimentos e a discussão por parte de todo o meio umbandista, principalmente os seguidores desta corrente, sobre as trilhas abertas nas Matas da Jurema por este diferente pensamento instaurado e nem sempre, creio eu, tão bem analisado ou discutido em seus alicerces. A sua adoção depende de modificações profundas no consciência umbandista e que dificilmente estão sendo percebidas. E se o canto do Sabiá dentro das Matas da Jurema é sedutor, a picada da cobra Coral é certeira, venenosa e quase sempre mortal. Afirmo que nenhuma das palavras que escrevo neste momento em nada afeta a importância dos personagens envolvidos, seja pelas ideias, seja pela influência que vem exercendo no espírito de tantos. Meu objetivo único é conhecimento.

Respeitada é a religião cujos integrantes tem conhecimento de suas origens e de sua doutrina. As mudanças operadas pela Umbanda mais esotérica no culto aos Orixás e o ponto arquimediano desta mudança exige paciência dos leitores e atenção redobrada, pois talvez o texto se torne algo mais denso para compreensão. Nada mais claro nos é hoje que, com a vinda dos africanos para o Brasil, vieram com eles também a suas religiões. Estas, com o passar dos tempos e outras causas que não cabe a mim discutir se uniram e se amalgamaram constituindo então aquilo que hoje chamamos de Candomblé.

O Candomblé possui como cerne de sua adoração os Orixás, chamados por uns de Inkices e por outros Voduns. Estes de modo geral foram antepassados dos povos que para cá vieram, como por exemplo, Xangô era rei da cidade de Oyó e Ogum da cidade de Irê. Com uma série de contos sagrados os Itán-ifá, que hoje simplesmente identificamos por "lendas" do candomblé, constituem toda a base deste sério sistema religioso possuindo inclusive uma profunda filosofia nos conceitos para entendimento do Homem e a profunda integração com a Natureza. Estes mesmos Orixás eram lembrados por seus feitos quando humanos, e pelos motivos de suas transformações em Orixás.

As transformações destes homens importantes em Orixás por vezes remetem a uma guerra ou a uma grande paixão, podendo passar por grande ódio ou desilusão, ou por possuírem poderes de cura. Eram lembrados também por suas principais características na Terra (Aye), como ser justo, ou brigão, vaidoso, charmoso ou mesmo vingativo. A lembrança destes Orixás, portanto seus cultos consistem em oferendas destas ou daquelas comidas, panos de diversas cores, ou bebidas que mais os agradam e isto também relacionado a todo um sistema de práticas de magias e curandeirismos daquele povo, ou melhor, daqueles povos.

Geralmente estes importantes homens ao se transformarem em Orixás tornavam-se elementos da Natureza como um rio, uma árvore, o mar, ou do Orum poderiam ter domínio de uma força natural como os trovões, as chuvas, as matas. Então podemos ressaltar que para os povos africanos e também em seus cultos no Brasil, a ligação dos Orixás é com a Natureza sendo eles próprios os elementos da Natureza ou Forças Divinizadas dela e não com os astros, cuja presença em todo o sistema de culto aos Orixás é inexpressiva ou mesmo inexistente.

"Os iorubás como povos da floresta, pouco se interessam pelos astros, para eles, florestas e rios são mais importantes que a Lua ou as estrelas." "A morada dos deuses iorubás, emblematicamente, não fica no céu, mas sob a superfície da terra." (Prandi, R. 2002).

A noção da "morada dos Orixás sobre a superfície da terra" é um conceito importantíssimo para este culto, pois representa, a meu ver, um profundo enraizamento do homem na Natureza. Tudo está aqui e aos nossos olhos e mãos. Isto é o Orixá, os rios, o mar, as matas, as folhas e o vento e tudo isto que é a Natureza é o Orixá.

Guardemos claramente isto em nossa mente e espírito. No entanto eu acho que isso torna o Candomblé mais humano e menos divino, sob o ponto de vista de que os orixás foram homens cometeram erros e fracassos na terra durante suas encarnações, e influenciaram assim todos os cultos as divindades quando seus adeptos incluíram nos seus rituais gostos e costumes dos mesmos enquanto encarnados em nosso planeta. Então olhar a o Candomblé como uma religião onde as divindades são espíritos elevados e pertencentes ao reino Virginal que nunca encarnaram ou pecaram torna essa crença mais valorosa e encantada. Portanto, o conceito da influencia dos astros soa mais belo aos meus ouvidos, por serem eles mais elevados e eternos que os homens.

O meu livro sobre Umbanda Astrológica traz a tona uma nova forma de pensar sobre os Orixás e suas atuações sobre nós.


Carlinhos Lima: Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.


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