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Os Orixás regentes de 2026

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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Umbanda e Candomblé: Visitando os Orixas da Bahia

 

Visitando os Orixas da Bahia

VISITADO O REINO DOS ORIXÁS.

Não é todo o dia que a gente pode visitar a casa de uma divindade. Mas através dos terreiros de Candomblé e Umbanda, pode-se conviver com Oxalá, Iansã, Oxossi e Oxum, junto a dezenas de outros santos africanos, é um privilégio vivenciado diariamente por milhares de filhos e filhas de santo, que dedicam boa parte da vida aos esses deuses. Qualquer pessoa pode visitar os orixás e seus seguidores. As portas dos terreiros estão sempre abertas. É preciso apenas pedir licença à mãe-de-santo e respeitar as normas desses locais sagrados, repletos de histórias, encantamentos e religiosidade. Aqueles que não libera o acesso aos “buscadores”, além de não estarem cumprindo o verdadeiro papel de mestre só visam seus próprios privilégios. Leve suas guias e oferendas, peça proteção ao seu santo e inicie seu passeio por uma das mais antigas religiões do mundo.


Divindade yorubá que simboliza a guerra e os trovões, Xangô, diz a lenda, é um homem vaidoso e bonito, que trança seus cabelos, carrega anéis em todos os dedos e usa argolas de prata. Violento e prepotente, porém justo e verdadeiro, o deus possui três esposas, Iansã, Oxum e Obá, que não raro brigam pelo seu amor. É o deus da guerra quem guarda o portão de entrada de um dos principais terreiros da Bahia, o Ile Axe Opo Aganju, comandado por um autêntico filho de Xangô, o babalorixá Balbino Daniel de Paula, que, a exemplo do seu pai, carrega várias tranças e traz no peito correntes de ouro e uma pedra preciosa.


Foi no Aganju que o antropólogo e filho-de-santo Pierre Fatumbi Verger realizou boa parte dos seus estudos sobre o candomblé baiano. A importância do terreiro e mesmo a fama de Balbino levam ao local dezena de turistas, principalmente no final do ano, quando acontecem à maioria das festas de santo.


Mas não são em todos os eventos que os visitantes podem entrar. No período em que está sendo realizada, por exemplo, o Axexê, ritual dedicado aos filhos-de-santo que passaram para o Orun, o reino dos mortos. Durante o Axexê, evento particular do qual podem participar apenas pessoas ligadas à roça (como também é chamado o terreiro), são oferecidas as comidas preferidas do morto. Se alguém quiser participar de celebrações públicas, tem que chegar no terreiro vestido de branco.


Para chegar ao posto de líder de terreiro, são necessários vários anos de dedicação. Assim como todo o mestre, não gosta de revelar os rituais praticados no local, nem falar sobre suas tarefas até chegar a pai-de-santo. Passa-se a vida sempre aprendendo, não é fácil chegar até o posto de mestre. São necessários vários anos de dedicação. Um exemplo desse esforço é a consulta dos búzios (Ifá). Para aprender a entendê-los, todo pai-de-santo precisa memorizar centenas de lendas sobre os orixás e seus filhos.


A CASA DE TEMPO - A vida no Axe Opo Aganju, assim como na maioria dos terreiros de Candomblé, assemelha-se bastante ao dia-a-dia das pequenas cidades do interior. Existem várias plantações, a principal delas a de Folhas Sagradas (aquelas utilizadas nos rituais e na cura dos filhos e filhas de santo). A principal construção do terreiro é o barracão, onde são celebradas as festas e demais rituais.


Cerca de oito famílias vivem permanentemente na roça, número que quadriplica durante o período de festas, quando vários filhos de santo vêm passar temporadas no local. Em frente às casinhas onde se hospedam o filho-de-santo (as casas dos orixás são reservadas apenas para seus objetos e seu espírito), mora Tempo (Irôco), orixá simbolizado por uma gameleira. Homenageado numa música homônima de Caetano, Tempo é um dos mais celebrados deuses do terreiro. Suas oferendas são colocadas aos seus pés, durante o mês de agosto. Neste dia, levanta-se, faz suas oferendas e saúda a alta gameleira com "Zaratempô!”

Cultos afros eram proibidos no início:

O Candomblé chegou ao Brasil no início do século 19, trazido pelo tráfico dos negros africanos. Cada tribo tinha diferenças e tradições particulares, mas foi à nação kêto que se destacou sobre tribos como hauçás e jêjes (ou êwês). Na Bahia, predominam os candomblés kêto. O Afonjá, o Aganju, o Gantois e a Casa Branca seguem os ritos dessa nação.
Perseguidos, os praticantes começaram a dar nomes de santos católicos aos seus deuses numa forma (hoje vista como danosa) de continuar os cultos aos orixás. Com medo da repressão, adeptos da religião africana montaram seus terreiros longe das áreas urbanas, razão pela qual grande parte deles ainda se situa distantes dos centros, mesmo após serem liberados. Outra característica: eles invariavelmente se encontram localizados em bairros muito pobres.


Bahia, Pernambuco e Maranhão, além do Rio de Janeiro, foram os estados que mais receberam o contingente de negros escravos, principalmente os vindos de Angola. Logo, o Candomblé estava sendo irradiado para todo o Brasil, curiosamente ganhando diferentes nomes (Xangô, em Pernambuco; Macumba, no Rio; Batuque em Minas Gerais). Alguns terreiros começaram a assimilar elementos do espiritismo e criaram a Umbanda, onde vários espíritos índios são celebrados. A parte "negra" da Umbanda seria a Quimbanda. Na Bahia, alguns candomblés (como o terreiro de São Jorge) começam a se mobilizar para assumir suas características banto e dar um basta à supremacia kêto.


Atualmente, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 0,4% da população brasileira (cerca de 650 mil pessoas) declararam, em 1991, serem praticantes dos cultos afro-brasileiros. Já a Federação Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Fenatrab) calcula que 70 milhões de pessoas, quase a metade da população do país, têm ligação com o Candomblé ou com a Umbanda. 

É famosa a resposta da Mãe Menininha do Gantois ao pesquisador do IBGE durante o censo de 1991, quando este lhe perguntou qual era sua religião: "Sou católica apostólica romana", disse Menininha. Na verdade todo brasileiro tem em seu espírito um pouco da Alma Umbandista e Candomblecista. Todo mundo acredita na existência de forças ocultas que controlam a natureza e tem medo de feitiços. Mas muitos se fecham em superticoes, falsas religiões e medos. Até mesmo os evangélicos passam a vida criticando os cultos afro-brasileiros, tanto por não entenderem direito, como por serem atraídos por esse fantástico mundo dos orixás e ficarem confusos; além disso, por não ter quem expliquem direito todos os conceitos desse maravilhoso mundo da fé ancestral.

Cerimônias e rituais sagrados no mais antigo terreiro do Brasil:

Foram três princesas africanas trazidas para o Brasil na condição de escravas que fundaram o mais antigo terreiro de Candomblé do Brasil, o Ilê Iyá Nassô Oká, Casa Branca do Engenho Velho. Por volta de 1830, as Iyás (sacerdotisas) Adetá, Kalá e Nassô fundaram na plantação de cana-de-açúcar onde foram levadas para trabalhar, um pequeno centro para adorar seus deuses. Mais tarde, as três princesas montaram um centro na Barroquinha, área urbana de Salvador, onde os negros escravos podiam realizar suas oferendas e cânticos, escondidos dos patrões. A casa, no entanto, ficava próxima ao Palácio Real, e, temendo que os atabaques fossem ouvidos pelos nobres, as sacerdotisas arrendaram as terras do Engenho Velho, longe do palácio, e para lá levaram sua crença.


Hoje, a Casa Branca possui o honroso título de primeiro monumento negro tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, e é bastante visitada por autoridades religiosas africanas e turistas. A iyalorixá (mãe-de-santo) da casa, mãe Altamira dos Santos, filha de Oxum, vem de uma antiga linhagem de mães-de-santo. Várias proibições foram impostas por essas iyalorixás, entre elas a de fotografar ou filmar as festas da casa. "Essas coisas a gente só vê e guarda na lembrança", diz dona Antonieta de Iemanjá, 66 anos, feita há 50 anos na Casa Branca.


As festas do terreiro se iniciam no fim de maio ou início de junho, com a celebração a Oxóssi, pai do terreiro. Depois, acontece a festa de Xangô, dono da principal casa do local. Na última sexta-feira de agosto, é realizada uma das mais belas cerimônias: as Águas de Oxalá, rito de purificação que prepara a casa para as celebrações de todo o período festivo.


Nas primeiras horas da manhã, ainda madrugada, as filhas de santo seguem em procissão até a fonte (sempre dedicada a Oxum), todas elas vestidas de branco. As sacerdotisas carregam vasos, potes e outros artefatos de barro, enquanto cantam e dançam ao som dos atabaques. Após encher os vasos de água, as mulheres voltam, em fila, com seus potes nos ombros. O ritual tem uma pausa e depois continua à noite, com uma longa festa no terreiro. Os três domingos seguintes às Águas de Oxalá são dedicados a Ododuwa, Oxalufan (Oxalá velho) e Oxaguian (Oxalá jovem).


Na primeira segunda-feira após esse ciclo, o orixá Ogum é celebrado, e, na segunda seguinte, Omulu. O ciclo de festividades termina no final de novembro, com várias cerimônias de iniciação, tributos a Xangô e a Oxum, dona do belo barco construído logo à entrada da Casa Branca. No dia de sua celebração o monumento é enfeitado de amarelo e dourado, e fica repleto de comidas e oferendas. O povo da Casa Branca gosta de lembrar que a água da fonte de Oxum, onde impera uma sereia prateada, corre até o mar, onde a rainha das lagoas e rios se encontra com Iemanjá, rainha do mar.


Dentro do casarão - a Casa Branca propriamente dita - existem quartos para Xangô e Oxalá e um pequeno assento a Oxóssi, além de quartos de iniciados e ekédes (ajudantes), bem como o próprio barracão onde acontecem as cerimônias. Fora da Casa Branca há dezenas de habitações, misturando-se as dos santos e as dos seus filhos mortais. Consagrada em nome de Oxóssi, dona Edurvalina Anunciação, 81 anos, feita em 1953, é vizinha da casa azul de Oxóssi, onde azulejos com a imagem de São Jorge (santo católico relacionado à divindade iorubá) foram colocados na porta da casa. "Morava ao lado dele antes mesmo de ser feita". Oké!

Abençoado por Xangô e Oxossi:
O Ilé Afonjá: Fundado em 1910, o Ilé Axé Opo Afonjá é uma das maiores e mais conhecidas casas de candomblé da Bahia. Liderado pela Yalorixá Mãe Stella de Oxóssi, ou Iya Odé Kayode, seu nome na religião, o Afonjá foi recentemente tombado pelo Ministério da Cultura pela sua importância histórica. Ali, onde o também filho de Oxóssi Carybé presidia o Conselho dos Obás, são realizadas algumas das mais belas festas de santo de Salvador, como a de Xangô, orixá-pai do terreiro. "Se o Engenho Velho é a cabeça, o Afonjá é o braço", disse certa vez a falecida fundadora da roça Mãe Aninha, uma das mais ilustres iyalorixás da Bahia.


A trajetória do Afonjá é marcada principalmente pelo comando de mães poderosas e decisivas. Mãe Stella, 74 anos, é vista como a iyalorixá mais politizada da Bahia (foi ela quem lançou, em 1983, uma campanha contra o sincretismo religioso). Hoje, ela luta para manter firme a estrutura do Candomblé e suas tradições orais e escritas. Em seu livro Meu Tempo é Agora, ela escreve todas as palavras do candomblé em Iorubá. Perguntada se não seria mais fácil escrever Xangô em vez de Sàngó, Stella respondeu: "E vocês escrevem chorte ou short?".


Já a revolucionária Mãe Aninha, filha de dois africanos trazidos pelo tráfico negreiro, pediu ao presidente Getúlio Vargas para que as perseguições da polícia com os praticantes da religião chegassem ao fim. Conseguiu que o presidente criasse o decreto nº 1202, que dava liberdade ao culto e condenava qualquer interferência aos hábitos da religião. Mãe Senhora, que substituiu Mãe Bada (a sucessora de Aninha) no Afonjá na década de 60, recebeu do príncipe de Oyó, Nigéria, o Oyé de Iyá-Naso, ou seja, o título de principal líder mulher do culto de Xangô. "Lembro-me de Mãe Senhora, vaidosa... gostava de perfumes, jóias, talcos, de comer bem e tomar vinho", conta Stella em Meu Tempo É Agora, ao falar sobre sua mãe de terreiro, uma exemplar filha de Oxum.


Assim como o Gantois de Pulchéria e Mãe Menininha, o Ilé Axé Opo Afonjá só pode ser comandado por mulheres, uma tradição, segundo Mãe Stella, exigida pela própria iyalorixá Aninha. "Apenas as iyás têm poder maior nesse terreiro", diz. Essa característica ganha ainda mais peso se levarmos em consideração que o Afonjá é dedicado ao viril Xangô, que vem passando seus recados e ensinamentos através da boca de uma geração de mulheres, já em sua quinta fase. Para manter essa ordem, foi criada uma sociedade que dirige todas as questões políticas do centro.


Assim como a mãe-de-santo, todo o povo do Candomblé aprecia muito o asseio e a boa aparência. As roupas precisam ser bem cuidadas, brancas, banhadas no anil. A vaidade espartana de Mãe Senhora ("com ela, não tinha essa de saia mal passada ou anágua amassada") fez de Stella uma mulher altiva, suntuosa, mesmo com suas vestes simples de dia-a-dia.


ONDINA NASCEU NO MAR - O Ilé Axé Opó Afonjá é um dos maiores terreiros da Bahia, vivendo no local mais de 40 famílias, número que aumenta ou diminui de acordo com a época. A fundadora da casa, Mãe Aninha, construiu uma casa para cada Orixá, sendo a de Xangô, com suas portas pintadas de vermelho, a principal delas. Perto destas moradias divinas, vive dona Valdete Ribeiro, a Detinha de Xangô, 71 anos, há 23 na roça.


Filha da Iyá Ondina, que recebeu este nome por ter nascido a bordo de um navio, dona Detinha é um dos braços direitos de Stella no terreiro. Ela conta que vários turistas procuram o local tanto em busca de ensinamentos quanto por simples curiosidade. As normas da casa, nestes casos, precisam ser cumpridas seriamente, e muitas vezes é Detinha quem anuncia o que é ou não permitido, tudo de acordo com os preceitos de Stella e dos Orixás. "Tudo precisa ser respeitado, não se pode ir a todos lugares. Casa de orixá, por exemplo, é casa de orixá", explica.


Suas belas bonecas vestidas de santo, que já foram objeto de exposições sobre Candomblé na Europa e nos Estados Unidos, podem ser compradas pelos visitantes da roça. Além das bonecas de Detinha, ainda podem ser encontrados à venda no Afonjá vários objetos utilizados nas celebrações do culto, como quartinhas, esteiras e efun, pó branco empregado para pintar os corpos dos iniciados e alguns livros sobre a religião, inclusive os de Stella. Aos visitantes, a iyalorixá manda um recado: "Os portões do terreiro estão sempre abertos para quem quiser entrar. A única coisa que a gente quer é respeito pelos orixás". Kawo Kabiyesi le!.

Mistério e reverência na festa dos Orixás:

Poucas cerimônias religiosas são tão bonitas e complexas quanto uma festa de um terreiro de Candomblé. Da importância dos elementos ali presentes - todos eles com significados muito singulares, próprios, invariavelmente mágicos - às homenagens prestadas aos orixás criadores das coisas do mundo, estas festas impressionam principalmente pela carga de energia que toma conta de seus participantes, sejam eles filhos-de-santo ou não. Das sábias iyalorixás às iniciantes abiãs, os santos parecem tocar a todos, uns de maneira especial, outros, apenas em rápidos relances. A festa é feita de cor, mistério e reverência.


Antes do início das festas são necessários vários rituais, como sacrifícios de animais e o padê (despacho) a Exu. Nos sacrifícios, apenas a mãe-de-santo e algumas filhas podem participar, além do axôgún, o sacrificador. A cerimônia é feita no santuário do candomblé, o pêjí, e o sangue dos animais rega as pedras (chamadas itás) dos orixás. Depois de feito o sacrifício, tem-se início o padê a Exu, onde são oferecidos pratos com farofa ou cachaça. As filhas-de-santo dançam ao redor da comida, para que em seguida uma das mais velhas, chamada de dagã ou sidagã, colha punhados das oferendas e vá jogá-los à porta do barracão, para que o senhor dos caminhos possa recebê-los. Depois dessa obrigação a festa é iniciada.


Munida com seu adjá, instrumento formado por duas campânulas de bronze que tem por função ajudar na chamada dos orixás, a mãe-de-santo comanda suas filhas no cântico e nas danças de todos os deuses. Cada dança representa a história de cada divindade, assim como os toques dos atabaques são destinados a cada um dos orixás. É exatamente nesse auge da festa que os santos começam a "descer". Várias entidades vão tomando conta dos corpos das filhas-de-santo, que estremecem, cambaleiam e entram em transe, finalmente tomadas pelo santo.


Neste momento, as ékédes (ajudantes) levam as filhas até um quarto onde estão as vestes dos deuses. A filha de Xangô carrega roupas vermelhas e brancas e o oxé (machado), enquanto a filha de Oxum veste roupas amarelas, se adorna com braceletes e uma ventarola na mão. Ao entrarem novamente no barracão, estas filhas - agora deuses e deusas - são saudados com um cântico especial entoado pela mãe de santo. Todos se levantam. Os orixás estão dentro do barracão.


ATÉ O DIA CLAREAR - Oxum, Oxóssi, Nanã e Oxalá, ou qualquer outro orixá que tenha "descido" começam a cumprimentar as pessoas de seu afeto, num abraço à direita e à esquerda. 

Os tocados pelos orixás chegam a chorar enquanto o ritual acontece. Em frente à mãe de santo, a reverência é maior: os deuses beijam sua face, abraçam, se curvam. Pedidos de cura são feitos pelos filhos-de-santo. A festa, que geralmente começa por volta das 22h, adentra a madrugada, horário em que a iyalorixá termina a celebração, em respeito ao cansaço das filhas e das obrigações que serão realizadas no outro dia.


Assim podemos notar a diferença entre os verdadeiros gurdioes da Tradição, da fé e da Ritualística Sagrada e os picaretas, demagogos e enganadores.

O CANDOMBLÉ além de Fé é Ciência Sagrada!

Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. 

 

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Levante baiano, Revolta dos Malês ganha minissérie e filme com protagonismo negro



Já contada através de livro e game (clique aqui e saiba mais), a Revolta dos Malês ganhou uma minissérie de ficção dividida em cinco capítulos de 25 minutos, disponível no serviço on demand da Sesc TV (clique aqui), gratuitamente, a partir desta terça-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra. O levante será retratado ainda em um produto derivado da série, um longa-metragem de 90 minutos, com pré-estreia prevista para o dia 5 de dezembro, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, na capital baiana, com a presença dos diretores Belisário Franca e Jeferson De, além dos atores Shirley Cruz e Rodrigo dos Santos, e de personalidades da cultura e de movimentos sociais. O filme contou com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador, no valor de R$ 400 mil, iniciativa que prevê também ações voltadas para a educação na cidade.


Tanto a série quanto o filme têm como proposta remontar um episódio da história brasileira conhecido por parte dos baianos, mas ainda não tão difundido ao grande público no país: o levante ocorrido em Salvador, no ano de 1835, liderado por negros escravizados muçulmanos, conhecidos como Malês, que tinham como objetivo libertar os escravos islâmicos e tomar poder, eliminando os traidores. “Revolta dos Malês é um resgate histórico fundamental para elaborarmos com consciência sobre o presente, já que nossa historiografia jamais destaca heróis afrodescendentes, minimizando suas conquistas. Ao sublinhar seu protagonismo na obra e na história, 'Revolta dos Malês' fortalece a autoestima da população afrodescendente tradicionalmente excluída da produção audiovisual. Assim, além de entreter e informar, nosso filme pretende também ser um elemento de valorização dos feitos da população negra brasileira e principalmente baiana”, diz a justificativa do projeto realizado pela Giros Projetos Audiovisuais e apoiado pela Secult.


As duas produções colocaram em prática a ideia de reafirmar o protagonismo negro, inclusive no processo de produção, desde roteiro, passando pela direção, até o elenco, que inclui atores consagrados em sua equipe, a exemplo de Zezé Barbosa, André Ramiro, Shirley Cruz e Rodrigo dos Santos.



Ambas se passam em Salvador no ano de 1835, quando, após mais de uma década de trabalho árduo, a escrava de origem muçulmana Guilhermina (27) consegue recursos suficientes para comprar sua própria alforria e a de sua filha Teresa (11). Apesar da conquista, seu “senhor”, o fazendeiro Souza Velho, contraria a promessa feita à ex-escrava e se recusa a vender a liberdade da garota.




Guilhermina encontra na Revolta dos Malês a esperança pela liberdade da filha Teresa | Foto: Reprodução / Sesc TV


Em meio a este impasse, o maior líder religioso islâmico na capital baiana, Pacífico Licutan, é preso pela polícia. O caso provoca então a ira dos Malês, que convocam os homens muçulmanos para uma jihad (guerra santa) no último dia do Ramadã (nono mês no calendário islâmico, durante o qual os devotos praticam o jejum). Para realizar o levante, eles compram armas e seguem o objetivo de libertar seus irmãos de fé. Diante do ambiente tensionado, Guilhermina vê no motim a única oportunidade para libertar Teresa. 
por Jamile Amine/BN

domingo, 17 de novembro de 2019

Cachoeira Bahia: Pai de santo denuncia intolerância religiosa em incêndio de terreiro



Integrantes de um terreiro de candomblé em Cachoeira, no Recôncavo, acusam um incêndio motivado por intolerância religiosa. Segundo informou o pai de santo Duda de Candola o G1, o caso ocorreu no terreiro Ilê Axé Icimimo, na quinta-feira (14). As chamas começaram por volta das 16h.

Apenas o caseiro estava no local. Um grupo de pessoas iniciou o trabalho de contenção do fogo e por volta das 17h30 uma equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao local para combater o fogo. O incêndio foi debelado já por volta das 20h. O pai de santo acredita que o incêndio tenha sido criminoso.

Duda Candola disse que o local já tinha sido invadido no carnaval deste ano, por causa de um conflito latifundiário. A delegacia de Cachoeira investiga o caso.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Cultos afro-brasileiros: Coletivo de mulheres negras lança coleção inspirada em orixá

Candomblé - moda dos orixás
Coleção é inspirada no orixá Osànyìn (Foto: Betto Jr./CORREIO)

O Alaafia lançou coleção Folhas Sagradas em evento no Terreiro do Gantois


Mulheres negras, do axé, unidas pela ancestralidade, em busca do sustento da família por meio da reverencia aos orixás. Nasceu daí, há um ano, o Coletivo Alaafia. Composto por mulheres pretas que empreendem da moda à gastronomia, o grupo lançou, nesta quinta-feira (18), a coleção Folhas Sagradas: Os Segredos de Osànyìn, no Terreiro do Gantois, na Federação. Orixá da 'invisibilidade', Osànyìn é representado pelas folhas e inspira o conceito da coleção da Alaafia, composto por 12 looks, todos em [em tons claros e escutos], marrom e branco, lançados sob os olhares de outras filhas e mães de santo do Gantois, incluindo a ialorixá da casa, Mãe Carmen. Sem Osànyìn, não existe folha e, sem folha, não existe o candomblé, explica uma das percursoras do coletivo, Luciana Baraúna.

“O conceito da coleção é o orixá que representa a invisibilidade. A partir disso, nós pensamos em fazer a homenagem e foi assim que nasceu a primeira coleção da Alaafia”, explica a dona da marca BaraunArtes, que é filha do Gantois.

As peças, composições leves e despojadas, das marcas Afrolook, Cazulo e Óticas Glamour, embelezaram modelos negras, e suas curvas variadas, ligadas ao próprio coletivo, além da Deusa do Ébano 2019, Daniele Nobre. A noite tambem contou com a performance artística do rupo de teatro da coreógrafa Nildinha Fonseca, uma das primeiras dançarinas do Balé Folclórico da Bahia.

Criado há um ano, Alaafia foi pensado por cinco mulheres negras  (Foto: Betto Jr./CORREIO)


Irmãs, como se referem umas às outras, as mulheres que integram a Alaafia, garantem que o coletivo nasce da intenção de materializar a ação das “pretas de terreiro, que fazem e vendem os seus produtos para o mundo”. São doces, roupas, bijuterias e outras peças, todas feitas à mão, garantem.

“Nossa busca é a de que as pessoas entendam que mulheres não existem para competir. Nós buscamos nos unir na busca pelo sustento de nossas famílias, fazendo o que nós sabemos fazer de melhor, construindo oportunidades”, acrescenta Marina Bonfim, que aplica os dotes culinários na Oyá Doces Delícias. 

Diferente de Luciana, que tem uma loja física da BaraunArtes no Shopping Center Lapa, no Centro, há quatro anos Marina utiliza as redes sociais, além de feiras livres, para divulgar e comercializar seus quitutes. Assim como Eliene Valle e Ângela Duarte, outras duas pioneiras da Alaafia, que já reúne pelo menos 25 negras empreendedoras. De acordo com Eliene, o grupo vai vender alguns de seus produtos na Flipelô, que acontece de 7 a 11 de agosto, na Praça das Artes, no Pelourinho.

Coleção apresentou 12 looks (Foto: Betto Jr./CORREIO)


'União do sagrado'
Na leitura da líder do terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, ialorixá Jaciara Ribeiro, "quando mulheres negras se reúnem por um bem, é uma união do sagrado". Nas palavras da mãe de santo, presente no desfile, as empreendedoras protagonizam um momento histórico.

"Num momento em que nós presenciamos tanto racismo, intolerância religiosa, ver mulheres pretas cultivando e enaltecendo as nossas raízes, a nossa ancestralidade, isso representa muito e é bastante especial", afirmou a mãe de santo.


Jaciara comentou, que, historicamente, as mulheres negras se "constroem com o trabalho do que está ao alcance das mãos", ao citar como exemplo as lavadeiras de ganho, que também buscavam renda engomando e fazendo quitutes. "É a nossa construção, nossa cultura, e a própria religião nos ensina isso".



Não à toa, o Gantois, um dos mais tradicionais terreiros da capital, abriu suas portas para o desfile. À reportagem, Mãe Ângela Ferreira comentou que o coletivo representa resistência. "É um momento muito importante para todos nós, pois é a valorização de nossa cultura, de nossa ancestralidade, especialmente por ver que é algo que está crescendo, que é um negócio bem sucedido. Elas são vencedoras", destacou ela. Em nome de Mãe Carmen, Ângela acrescentou que a casa está aberta para o Alaafia e qualquer outro coletivo, de homens ou mulheres, que reverenciem o axé, a cultura e o potencial do povo preto.

Desfile aconteceu no terreiro (Foto: Betto Jr./CORREIO)
fonte: Correio

domingo, 9 de setembro de 2018

#中國星座 Análises astrológicas: Qual o mais favorecido Zé Ronaldo ou Rui Ccosta?

#中國星座 Análises astrológicas
#中國星座 Análises astrológicas: Qual o mais favorecido Zé Ronaldo ou Rui Ccosta?


Analisamos as energias no Horóscopo Chinês e na astrologia tropical para ver qual dos dois candidatos estão mais favorecidos a governar a Bahia no próximo mandato -

veja o vídeo aqui: 中國星座

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Bahia: Povos de terreiros de Religião Afro dizem estar sendo atacados e pedem apoio as autoridades em Senhor do Bonfim


INTOLERÂNCIA RELIGIOSA


A Associação Povos de Terreiro de Senhor do Bonfim ainda indignada com as diversas ações de intolerância religiosa sofrida por aqueles que se auto afirmam como praticantes das religiões de Matriz Africana viemos por meio deste fazer-lhes ciente de uma atitude que está se tornando comum contra nossos terreiros. Pessoas de outras denominações religiosas agredindo a constituição que nos garante livre culto, querem determinar quando e como nossos rituais deverão ser feitos e nos ameaçam de chamar a polícia para encerrar nossas festas religiosas acusando-nos de estar incomodando os vizinhos. Por questões históricas que vossa senhoria já conhece nossos terreiros estão dentro da zona urbana. As nossas obrigações religiosas são realizadas ao som dos atabaques elemento ritualístico. Como é de conhecimento de todos enquanto as demais denominações religiosas cristãs realizam cultos e cerimônias praticamente todos os dias, nossos terreiros não tocam atabaque todos os dias em nenhuma dessas casas seja na sede do município ou na zona rural e distritos. Ainda salientamos que deve ser de conhecimento do Conselho de Segurança Pública e dos chefes de polícia que Por esse motivo pedimos as autoridades competentes que usem de todos os meios possíveis para esclarecer a comunidade quanto ao assunto. Nossos terreiros, de modo particular os pais e mães de santo já na terceira idade sentem-se ameaçados por essa atitude. Atenciosamente Gilmara Cláudia Silva – secretária


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Cultura afrobrasileira na Bahia: Terreiro feirense leva 'som acelerado' à festa de Iemanjá; veja vídeo

Feira de Santana - Bahia


Na festa de Iemanjá comemorada nesta sexta-feira (2), no Rio Vermelho, em Salvador, vários grupos de umbanda de Feira de Santana marcam presença na festa. Um dos mais animados é o comandado pelo mestre Pai Miro. Com instrumentos de percussão e guitarra, o grupo que o acompanha toca um ritmo frenético, com base ma chula, um dos gêneros musicais característicos do Recôncavo e Sertão baianos. Ao Bahia Notícias, uma das auxiliares de Pai Miro [que não pôde responder à reportagem porque comandava a festa e recebia entidades] disse que a quarta vez que participam da celebração no Rio Vermelho. "Chegamos aqui ontem de noite e viemos direto para cá. Só vamos voltar, depois do presente ir para o mar", disse em meio ao som alto que sacudia o toldo, onde dezenas se aglomeravam para ouvir e dançar. Em Feira, o terreiro fica localizado no bairro do Campo do Gado. por Francis Juliano

Fé e cultura afrobrasileira: ACM Neto presta homenagens à Iemanjá no Rio Vermelho nesta sexta em Salvador, na Bahia

Foto: Divulgação / Ascom Prefeitura de Salvador


O prefeito ACM Neto participou da festa de Iemanjá realizada nesta sexta-feira (2) no Rio Vermelho. O prefeito chegou ao local às 15h40, perfumou a estrela do mar que foi enviada como presente para a Rainha do Mar e acompanhou a procissão. "Como sou uma pessoa de muita fé e que respeita a fé de todos, sempre peço a Iemanjá proteção e que abra nossos caminhos com luz", declarou Neto. Uma das coisas que o prefeito mais admira da capital baiana é a convivência harmônica entre as várias crenças. "É muito legal ver essa quantidade de pessoas no Rio vermelho, cultuando Iemanjá e pedindo a nossa Rainha do Mar que possa trazer tudo de bom para a nossa cidade e nosso estado, nessa mistura de festa religiosa e popular", pontuou. A festa de Iemanjá começou na quinta-feira (1), quando os fiéis puderam depositar as oferendas a Rainha do Mar no Caramanchão, ao lado da Colônia de Pesca Z1, próximo ao Largo de Santana. O encerramento da festa religiosa acontecerá às 18h, mas a parte profana deve terminar por volta das 22h, quando os equipamentos sonoros começarão a ser desligados.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Bahia: Atriz da Globo relata iniciação no candomblé: 'Que Exú abra meus caminhos'

Atriz da Globo relata iniciação no candomblé: 'Que Exú abra meus caminhos'

Relembrando filhos do Axé que defenderam a ancestralidade em 2017


A atriz Jéssica Ellen, que está no ar em "Os Filhos da Pátria", como a criada Lucélia, fez um desabafo no Instagram mostrando seu processo de iniciação no candomblé, na tarde desta segunda-feira (13). "Há exatos 3 meses Oxum nasceu e eu renasci. A 1ª vez que eu fui num terreiro de candomblé, senti um mundo de sensações... Não fazia ideia do que diziam as cantigas em iorubá, mas meu coração disparava a cada verso entoado pelo Babalorixá. A emoção foi imensa e virei cachoeira em lágrimas. Depois daquele dia, eu SENTI o que ERA A ANCESTRALIDADE". Em seguida, relatou que passou a visitar a casa como visita, virou filha e "cá estou : iao de Oxum recém iniciada. Filha do Babalorixá Dário de Ossãe, que é filho do finado papai Flávio de Oxaguiã, filho de Íyá Nitinha de Oxum. Somos da nação Ketu e descendemos do Ilê Asé Íyá Nassô Oka, mais conhecido como "Terreiro da Casa branca do Engenho velho" na Bahia, fundado por 3 mulheres: Íyá Deta, Íya Kalá e Íyá Nassô. O 1º Terreiro fundado no Brasil. Ser de Candomblé é resistir; reconhecer e reverenciar os ancestrais; buscar suas origens; se descolonizar e resgatar as tradições africanas. Uma religião linda, intensa, visceral e de profunda grandeza. O mundo é gigante e tem espaço para todas as religiões e filosofias de vida. E é fundamental que o respeito às diferenças esteja presente nas relações. Agradeço com todo meu coração ao meu Babá, Babakekere, Ekeds, Ogans, meus irmãos de asé, meu pai e mãe pequena pelo cuidado e carinho. Leco, Emília, Jojo e Barbara, meus irmãos de barco, obrigada pelo companheirismo. Agradeço também o esforço dos meus familiares e amigos que foram na minha saída e fizeram parte desse momento único na minha vida. Compartilho com vocês meu renascimento e novo olhar pro mundo. Que Exú abra meus caminhos e que com seu movimento me ajude a comunicar sempre o bem. Eu sou a doçura de Oxum e a força de Oyá. Carrego a mira de Oxossi, a garra de Ogum, a metamorfose de Oxumarê, a cura de Obaluaiê, a vitalidade de Xangô, a risada da pomba-gira e a leveza do erê. Que Oxalá me dê tranquilidade, paciência e sabedoria durante toda a minha jornada. Muito amor e asé. Ubuntu". Recentemente, a global deu adeus o seu blackpower e adotou cabeça raspada. Confira o post:

Há exatos 3 meses Oxum nasceu e eu renasci. A 1ª vez que eu fui num terreiro de candomblé, senti um mundo de sensações... Não fazia ideia do que diziam as cantigas em iorubá, mas meu coração disparava a cada verso entoado pelo Babalorixá. A emoção foi imensa e virei cachoeira em lágrimas. Depois daquele dia, eu SENTI o que ERA A ANCESTRALIDADE. Passei a frequentar a casa como visita, depois virei filha, e cá estou : iao de Oxum recém iniciada. Filha do Babalorixá Dário de Ossãe , que é filho do finado papai Flávio de Oxaguiã, filho de Íyá Nitinha de Oxum. Somos da nação Ketu e descendemos do Ilê Asé Íyá Nassô Oka, mais conhecido como "Terreiro da Casa branca do Engenho velho" na Bahia, fundado por 3 mulheres: Íyá Deta, Íya Kalá e Íyá Nassô. O 1º Terreiro fundado no Brasil. Ser de Candomblé é resistir; reconhecer e reverenciar os ancestrais; buscar suas origens; se descolonizar e resgatar as tradições africanas. Uma religião linda, intensa, visceral e de profunda grandeza. O mundo é gigante e tem espaço para todas as religiões e filosofias de vida. E é fundamental que o respeito às diferenças esteja presente nas relações. Agradeço com todo meu coração ao meu Babá, Babakekere, Ekeds, Ogans, meus irmãos de asé, meu pai e mãe pequena pelo cuidado e carinho. Leco, Emília, Jojo e Barbara, meus irmãos de barco, obrigada pelo companheirismo. Agradeço também o esforço dos meus familiares e amigos que foram na minha saída e fizeram parte desse momento único na minha vida. Compartilho com vocês meu renascimento e novo olhar pro mundo. Que Exú abra meus caminhos e que com seu movimento me ajude a comunicar sempre o bem. Eu sou a doçura de Oxum e a força de Oyá. Carrego a mira de Oxossi, a garra de Ogum, a metamorfose de Oxumarê, a cura de Obaluaiê, a vitalidade de Xangô, a risada da pomba-gira e a leveza do erê. Que Oxalá me dê tranquilidade, paciência e sabedoria durante toda a minha jornada. Muito amor e asé. Ubuntu. 🌻🖤

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Candomblé da Bahia: Vídeo registra expulsão de esposa de Mãe Stella do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá

Desavenças


A expulsão da psicóloga Graziela Domini, esposa da ialorixá Maria Stella de Azevedo Santos, conhecida como Mãe Stella de Oxóssi, do Ilê Axé Opô Afonjá, foi registrada em vídeo que circula nas redes sociais após a sacerdotisa deixar o terreiro. Nas imagens, é possível ver Mãe Stella e Graziela sentadas lado a lado, rodeadas de membros da casa, em meio a uma discussão. Em certo momento, integrantes da comunidade decidem expulsar Graziela, que também é filha do terreiro, iniciada há 20 anos, e ocupa o cargo de iyá egbé (mãe da comunidade) no Afonjá. Ela é puxada pelos braços e depois levada arrastada para fora da Casa de Xangô, que é patrono do terreiro. Graziela é pivô do conflito entre Mãe Stella, que coordena o templo desde 1976 e a comunidade (entenda). Ela decidiu deixar o Afonjá, que fica na localidade de São Gonçalo do retiro, e foi morar com Graziela em Nazaré, no Recôncavo Baiano. Veja abaixo o vídeo:

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Tristeza para o Candomblé, por causa de rusgas desnecessárias na Bahia: 'Para lá não volto mais', diz Mãe Stella, sobre saída do Afonjá em meio a conflito

A ialorixá Maria Stella de Azevedo Santos -
Foto: Divulgação

Brigas no terreiro


A ialorixá Maria Stella de Azevedo Santos, 92 anos, a Mãe Stella de Oxóssi, se manifestou sobre a polêmica envolvendo sua saída do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, que coordena desde 1976. Ela está morando em Nazaré, a 216 km de Salvador, acompanhada da esposa, a psicóloga Graziela Domini, 55 anos. “Para lá, não volto mais”, declarou, em entrevista ao jornal A Tarde. A situação está conturbada entre Graziela e a comunidade do terreiro. O obá odofin (ministro de Xangô), Ribamar Daniel, presidente da Sociedade Cruz Santa do Afonjá, entidade civil que mantém o terreiro, relata que a psicóloga pagou seguranças armados para fazer a mudança da ialorixá. “Estou transtornado com essa situação. Meu sentimento é de pesar, dor e angústia”, afirma. Mãe Stella afirma, porém, que não quer retornar. “Lá é muito tumultuado. Não estou com vontade de voltar mais. Eu saí porque estava muita pressão [estavam] querendo botar filho de santo para fora. Aqui dou uma descansada, fico longe disso”. Ao ser questionada sobre o conflito entre os outros filhos do Opô Afonjá e Graziela, ela afirmou: “Para você ver o que é loucura de gente, meu filho!”. Iniciada para Iemanjá, Graziela é filha do terreiro há 20 anos e ocupa o cargo de iyá egbé (mãe da comunidade), que tem a função de aconselhar a comunidade. Ela não é bem aceita desde que foi morar com a sacerdotisa, com quem está desde 2005. Graziela foi acusada de retirar móveis e vender obras de arte da casa, de fechar o Museu Ilê Ohun Lailai, que foi criado em 1982, e de substituir a sacerdotisa em rituais reservados. As denúncias são relatadas em uma carta assinada por 71 membros do terreiro. De acordo com Ribamar Daniel, houve revolta pela mudança de Mãe Stella, o que resultou em denúncias contra a esposa de Mãe Stella na Justiça. Na ação, a comunidade pede que um cuidador seja nomeado para acompanhar a líder espiritual e administrar sua vida. Ele conta que já presenciou agressões verbais de Graziela contra a sacerdotisa e que a psicóloga comprou uma sepultura para ela. “Ela acaba a autoestima de Mãe Stella, diz que é velha, que ia ficar cega e morrer”, afirma. Procurada, Graziela Domini negou que tenha vendido obras de Carybé que compõem o patrimônio do terreiro, mas informou que as esculturas serão leiloadas. “Preciso manter ela”, disse. Ela disse que enviaria documentos ao A Tarde comprovando a união estável, mas mandou somente uma declaração, assinada por uma tabeliã do 12ª ofício de notas, onde a ialorixá estabelece que as decisões sobre sua saúde serão tomadas em conjunto com Graziela. “Eles não podem tirar minha esposa”, afirmou, garantindo que Mãe Stella “está lúcida”. Sobre sua participação nos jogos de búzio, ela cita a baixa visão da ialorixá, que sofre com aterite temporal (inflamação nas artérias). “Sou os olhos dela. Eu digo a posição queda dos búzios e ela interpreta”, relatou. “Sou uma pessoa que não preciso de nada, sou uma monja, tenho casas, fazenda. Não preciso de Mãe Stella”. A psicóloga afirma que cinco homens, filhos do terreiro, expulsaram da casa e o que teria causado uma das recentes internações da ialorixá. “Depois disso eu proibi visitas”, disse. Ela informou que comunicou à Delegacia do Idoso e à promotora Lívia Vaz, do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que iria viajar com Mãe Stella para Nazaré. “Ela não é uma instituição pública, é um ser humano com vontades. O papa se desligou, Mãe Aninha se desligou, foi para o Rio de Janeiro, e ninguém morreu por isso”, disse Graziela.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Cultura da Bahia! Flashes: Orixás e Santos

Tatti Moreno e Desa. Socorro Santiago | Foto: Nei Pinto


A presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, inaugurou o novo átrio e a nova praça de serviços do edifício-sede, no Centro Administrativo da Bahia. E na programação de reinauguração, o artista plástico Tatti Moreno expõe a coleção Orixás e Santos. A turma artsy da magistratura baiana marcou presença na solenidade e era só elogios para a mostra. 'Trabalho nessa exposição há cinco meses e todas as peças são feitas de latão. Fui me dedicando aos materiais ferrosos, mas por conta de uma lembrança de infância e do barroco das igrejas católicas acabei criando tudo na cor dourada', explicou Tatti Moreno. A exposição do artista fica no Tribunal até o dia 1º de dezembro e é imperdível! por Adriana Barreto/Bahia Notícias

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Intolerância religiosa: Difamada, Ialorixá abre mão de indenização por retratação

Foto: Junior Moreira/ Bahia Notícias


Quando criou a Umbanda há 108 anos, o fundador Zélio Fernandino de Moraes descreveu duas máximas: a religião brasileira que mistura ensinamentos católicos com a liturgia do culto dos orixás africanos do Candomblé deveria praticar o respeito e a caridade. Respeito é exatamente o que busca a Ialorixá Almerinda de Nanã, que há oito anos dirige a Fraternidade Umbandista Cavaleiros de Aruanda (Fuca), com cerca de 120 membros, localizada no Parque São Cristóvão em Salvador, e que sofreu difamações de uma ex-filha de santo nas redes sociais. Por conta de um acordo firmado na 3ª Vara dos Juizados Especiais Criminais de Salvador, a ex-frequentadora da casa deverá fazer uma retratação neste sábado (28), às 14h, com a leitura de uma carta, na sede da Fuca. A data, escolhida por Almerinda, é marcada pela festa de Xangô, orixá da justiça. Por mais de um ano, a auditora usou as redes sociais para difamar a Mãe Almerinda de Nanã e Xangô. As difamações também atingiram os membros da fraternidade e os próprios familiares de Almerinda. “Eu não aguentava mais abrir o Facebook e encontrar textos me difamando. Então eu parei e pensei: Sou uma mulher de 57 anos, mãe de filhos e de muitos filhos espirituais, formada. Não é justo que uma mulher como eu passe por isso”, afirmou ao Bahia Notícias. Foi por isso que ela buscou a Justiça, e foi tão somente para buscar a retratação, declinando do direito de receber indenização por danos morais e materiais. “Não tem dinheiro que pague a nossa moral, o nosso nome. Não adianta eu receber o dinheiro. Um dia eu vou partir. Mais importante do que receber é manter o respeito a uma religião nova que tem apenas 108 anos”, ponderou. “O juiz disse que a gente faria história. Acredito que a retratação é o primeiro ato público deste tipo”, contou. “Eu não entrei na ação buscando indenização. Quando o juiz me perguntou eu já disse logo que queria que ela fizesse uma retratação pública em um jornal de grande circulação. Eles disseram que ela não tinha condições de bancar isso, então o juiz sugeriu que ela fosse se retratar lá”. Segundo a autora da ação, a ré deixou a casa por motivos pessoais. Ela criou quase dez perfis no Facebook para xingar Mãe Almerinda. “Ela me chamava de discípula de belzebu, mãe de belzebu nas publicações. Dizia que a casa ia cair, que médiuns da casa iram sofrer acidentes e morrer. “Não entrava só no meu Facebook, como no dos meus filhos e do meu marido. Ela começou uma investida muito grande. Essas coisas repercutiram e muitas pessoas deixaram de frequentar”, contou, complementando que isso trouxe muitos danos para ela. “Eu não vivo da Umbanda. Eu vivo para a Umbanda”, reforçou, falando de seu histórico acadêmico e de seu trabalho como funcionária pública. Ela é formada em pedagogia pela Uneb, em Letras pela Ucsal e foi coordenadora pedagógica pela Secretaria Municipal de Educação de Salvador, e só busca viver em paz. “Eu não quero que me tolerem. Eu quero que me respeitem. Você tolera quem não tem jeito. Eu quero que respeitem a minha fé”, declarou. A retratação deverá ser registrada e encaminhada para o juiz Edson Souza, que homologou o acordo para encerrar a discussão. Segundo a advogada Maria Aparecida, esse é o primeiro acordo que obriga uma pessoa a fazer uma retratação pública contra uma líder religiosa e enfatiza: “As pessoas precisam ter respeito e as religiões precisam se respeitar entre si”. “A partir de agora todo mundo vai ter que saber que temos que ser respeitados. Essa decisão futuramente vai atender todas as religiões. Se você é evangélico e se sentir ofendido, você vai poder usar essa decisão para acionar a Justiça”, assevera. A sentença deverá servir de jurisprudência no país. Durante as audiências de instrução, segundo Aparecida, foi levantado a tese de que a auditora sofre com problemas psicológicos. Mãe Almerinda entrou na religião quando seu filho de 18 se tornou cadeirante, perdendo todos os movimentos. E foi na Umbanda que ela achou refúgio que a fez bem, sem cobrar nada. A fraternidade que ela conduz apoia um projeto social que atende 38 famílias no Parque de São Cristóvão, com doações de cestas básicas, roupas e brinquedos. E por ter uma visão social da importância das religiões e do respeito, que ela pretende retomar com seminários contra intolerância religiosa e quer deixar uma importante mensagem: “Não se calem. Existe justiça. Nosso país está precisando de pessoas corajosas que vão à luta por seus direitos”.

domingo, 9 de abril de 2017

Cultura e religião: Morre, em Salvador, a egbomi 'Tieta de Iemanjá', do Terreiro Casa Branca

Terreiro da Casa Branca, em Salvador, foi o primeiro a ser tombado pelo IPHAN, em 1984 (Foto: Egi Santana/G1)

Tombado pelo Iphan em 1984, tempo religioso do Candomblé é considerado um dos mais antigos do país.


Morreu no sábado (8), em Salvador, Antonieta da Anunciação Matos, a "Egbomi Tieta de Iemanjá", como era conhecida, do Terreiro de Candomblé Ilê Axé Iyá Nassô, a Casa Branca. O templo é considerado um dos mais antigos terreiros do país e berço de vários outros tradicionais da capital baiana. O sepultamento da religiosa foi realizado na tarde deste domingo (9), no Cemitério Campo Santo. Segundo informações de pessoas ligadas ao terreiro, a idosa esteve internada com quadro de saúde debilitado, mas a causa da morte não foi confirmada. Tieta de Iemanjá atualmente liderava a Casa Branca devido ao afastamento da Yalorixá Mãe Tatá, por problemas de saúde. O Terreiro da Casa Branca é considerado um dos mais antigos do país, conforme explica o antropólogo baiano Ordep Serra. "Ele é uma grande matriz de centenas espalhados pelo Brasil inteiro". De acordo com o professor, religiosos iniciados na Casa Branca foram as pessoas que deram origem a terreiros famosos e tradicionais de Salvador, como o Ilê Axé Opô Afonjá e o Gantois. O primeiro terreiro do Brasil tombado pelo Iphan foi o da Casa Branca, em 1984. Situado em uma área de aproximadamente 6.800 metros quadrados, com edificações, árvores e objetos sagrados, o templo fica na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. O Ilê Axé Iyá Nassô Oká é uma instituição religiosa de culto ao Orixá que tem como principal objetivo a preservação das tradições nagô deixadas pelos africanos que a fundaram. O nome da casa é uma referência à sacerdotisa da corte do Alafin de Oyó.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Patrimônio cultural e religioso: Prefeitura deve tombar Pedra de Xangô em março

  Pedra de Xangô em março
Foto: Cadu Freitas / Bahia na Lupa


Salvador Bahia


A Pedra de Xangô, em Cajazeiras X, que recebeu  adeptos de religiões de matriz africana na a VIII Caminhada da Pedra de Xangô, deve ser tombada pela prefeitura de Salvador, em março, durante as comemorações do aniversário de Salvador. Segundo informações do jornal Correio, o local já foi homologado como Área de Proteção Ambiental (APA) pelo Plano Diretor do Desenvolvimento Urbano (PDDU) e futuramente deve compor o Parque em Rede Pedra de Xangô, que terá um posto avançado no Jardim Botânico. Além do parque, deve ser montado também um conselho para auxiliar a gestão da área. “A gente vai fazer justiça e criar um marco religioso dentro de Cajazeiras”, explicou o presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

'O Arco e Arkhé' : Escritor lança obra sobre literatura afro-brasileira e africanas na Bahia

Escritor e professor Henrique Freitas lança obra sobre literaturas negro-brasileira e africanas na Bahia (Foto: Antônio Terra/Divulgação)

Evento no espaço do Rio Vermelho, em Salvador. Livro 'O Arco e Arkhé' reúne ensaios do professor Henrique Freitas.


O professor e escritor Henrique Freitas lança na quarta-feira (8), o livro "O Arco e Arkhé: ensaios sobre literatura e cultura". O evento será a partir das 18h30, no espaço Tropos, localizado no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A entrada é gratuita.
Além do lançamento do livro, o público poderá bater um papo com o escritor, seguido de autógrafos e música ao vivo. Este é o primeiro lançamento de 2017 da Editora Ogum’s.
A obra de Henrique Freitas, com quase 300 páginas, reúne ensaios sobre as literaturas negro-brasileira e africanas, além da teoria literária e crítica cultural. Os ensaios que estão no livro "O Arco e Arkhé" foram escritos pelo professor nos últimos 10 anos e traz conceitos elaborados pelo autor.
Na obra, a apresentação, prefácio e posfácio são assinados por nomes dos estudos literários, como Edimilson de Almeida Pereira, Denise Carrascosa e Félix Ayoh’Omidire.
SERVIÇO
Lançamento O Arco e Arkhé: ensaios sobre literatura e cultura
Local: Tropos | Rio Vermelho
Data: 8 de fevereiro de 2017
Horário: 18h30
Entrada gratuita
Fonte G1/Ba

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

GEDHDIS: MP-BA lança campanha contra intolerância religiosa

 campanha contra intolerância religiosa

Combate à Discriminação


Cerca de uma semana antes da festa de Iemanjá, o Grupo de Atuação Especial de Combate à Discriminação (GEDHDIS) do Ministério Público do Estado (MP-BA) lança nesta sexta-feira (27) a campanha “Diga não à Intolerância Religiosa”, com peças de comunicação veiculadas nas redes sociais da instituição. O lançamento será realizado durante o 'I Seminário sobre Intolerância Religiosa e Estado Laico', na sede do MP em Nazaré, a partir das 14h. No evento, será discutida as formas de combate à intolerância religiosa no estado por meio da atuação do MP e da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) no estado. "A liberdade religiosa é assegurada na Constituição Federal e o Ministério Público Brasileiro é instituição de defesa do regime democrático e dos interesses sociais. E, portanto, o MP deve garantir igualdade de condições religiosas, sobretudo em relação às minorias", afirma a promotora de Justiça Márcia Teixeira, coordenadora Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAODH), que abrange o GEDHDIS. A promotora de Justiça Lívia Vaz, coordenadora do GEDHDIS, chama a atenção também para a importância da laicidade do estado. “O estado laico é um princípio constitucional importante que determina que os poderes públicos não podem assumir ou priorizar qualquer religião. Ao mesmo tempo devem respeitar a diversidade e a igual liberdade de todas as confissões religiosas”. Ela afirma ainda que o desrespeito a este princípio por agentes públicos reforça e dissemina atos de intolerância e de ódio religioso”.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Salvador Bahia: Ato no Abaeté marca Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Ato no Abaeté marca Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Contra o preconceito


O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa será marcado neste sábado (21), a partir das 8 horas, com um ato no Parque Metropolitano do Abaeté, em Salvador. Representantes de diversas religiões se reúnem em torno do busto da ialorixá Gildásia dos Santos, a “Mãe Gilda”, que se tornou um símbolo de resistência das religiões de matriz africana e inspirou a criação da data. Líder religiosa do Ilê Axé Abassá de Ogum, faleceu em 2000, após sofrer ataques de intolerância religiosa: o terreiro foi invadido e depredado, o que levou a sacerdotisa a sofrer um agravamento de problemas de saúde. Os trabalhos da casa prosseguiram sob a liderança da filha biológica de Gildásia, Jaciara Ribeiro. O evento em menção à data é realizado pelo Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Além de saudações à ancestralidade e palavras das lideranças religiosas e autoridades presentes, será exibido o documentário Mulheres de Axé, que retrata a trajetória de personalidades femininas no enfrentamento à intolerância. As atividades encerram com a apresentação dos blocos afro Malê Debalê e Os Negões.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Mata de São João, Bahia: Imbassaí recebe ‘Encontro de Culturas do Mundo’ em janeiro de 2017

  ‘Encontro de Culturas do Mundo’ em janeiro de 2017
As Baianas do Terreiro Oyá Denã participarão do evento | Foto: Divulgação

Pela cultura

O distrito de Imbassaí, no município de Mata de São João, receberá no próximo mês de janeiro o “Encontro de Culturas do Mundo”. O evento propiciará uma série de atividades, entre elas fóruns sobre temas ligados à cultura e visibilidade para grupos e povos que vivem em conflito. A principal novidade é o “Encontro Multiétnico”, que reunirá sete etnias indígenas nos dias 20, 21 e 22 de janeiro para compartilhar experiências entre si e com o público, no Espaço Cultural Tangará Mirim. A programação será composta por oficinas, exposições e exibição de filmes com proposta de debater questões relacionadas à causa indígena. O evento contará ainda com a exposição “Guarani Kaiowá: Imagens de quando a coragem recusa a humilhação”, do fotógrafo Rogério Ferrari. Já no Encontro de “Músicas e Danças do Mundo”, que acontece entre 25 e 29 de janeiro, contará com presenças internacionais e locais, como as Baianas do Terreiro Oyá Denã, de Camaçari, e o Grupo de Músicas e Danças de São Gonçalo, de Santa Brígida. Maiores informações podem ser obtidas através números (11) 3071-3842 e (71) 98130-0990, além do e-mail: dancandopelapaz@ceuaum.org.br.

domingo, 3 de julho de 2016

Pesquisas religiosas: Livro “Candomblé e umbanda no Sertão: cartografia social dos terreiros de Petrolina e Juazeiro”


Umbanda e Candomblé conquistam jovens descolados no Brasil- Jornal Awùre
Umbanda e Candomblé conquistam jovens descolados no Brasil- Jornal Awùre

O livro fala sobre a vida de diferentes babalorixás e yalorixás da região do Vale do São Francisco, pode ser encontrado na internet e está disponível para download. 


O livro “Candomblé e umbanda no Sertão: cartografia social dos terreiros de Petrolina/PE e Juazeiro/BA“, está disponível na internet, para download. A Obra narra a vida de diferentes babalorixás e yalorixás da região, e foi lançada no dia 08 deste mês, data em que se reverencia Oxum, orixá das águas doces, e que foi instituída como o Dia Municipal dos Povos de Terreiro, nas duas cidades ribeirinhas. Em Petrolina e Juazeiro, segundo um mapeamento da Associação Espírita e de Culto Afro Brasileira, há mais de 400 terreiros de candomblé e umbanda. Desse número, mais de 30 foram cartografados pelo livro, que é o resultado de dois anos de pesquisa realizada pelo professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Dr. Juracy Marques, pelo médico Joaquim Novaes e por outros pesquisadores. Para Marques, que vem desenvolvendo esse tipo de pesquisa, no Semiárido, há quase uma década, os terreiros são testemunhos da diáspora africana vivida por negros que foram trazidos para o Brasil. “São religiões afro-brasileiras. Ficamos surpresos com a quantidade de casas, terreiros e centros que cultuam suas ancestralidades, quer sejam orixás, pretos velhos ou mesmo entidades ligadas à matriz indígena, além de outros encantos”, revela. Ainda de acordo com o professor, ao longo da pesquisa, foram presenciadas diversas práticas de racismo, discriminação e intolerância religiosa, nos dois municípios. “Espero que o livro contribua para que as pessoas possam conhecer melhor essas religiões, por conseguinte, atuando para o fim da intolerância e de diversas outras formas de preconceitos relacionados à identidade negra”, finaliza.


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