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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Encantados, elementais e orixás



Normalmente cultuados no esoterismo são considerados seres integrantes do reino elemental (os outros dois reinos são humano e angélico). Também são, algumas vezes, evocados para algum benefício, visto que, de modo geral, esses seres existem para nos servir. A Umbanda, principalmente a esotérica, faz distinção entre elementais e elementares.

Normalmente são considerados elementais seres que ainda não tiveram nenhuma encarnação, seres que usam os elementos da natureza para se manifestar (terra, fogo, ar, água). Para a Umbanda os elementais são formas pensamentos que têm semelhança e se agrupam. São atraidos por afinidades conforme o campo magnético que se condensam com esses seres. Dessa forma, não são considerados espíritos, não são dotados de inteligência imortal, eterna, racional. São apenas vibrações que se atraem.

Já os elementares, para a Umbanda, são caracterizados de forma semelhante aquela que as demais correntes esotéricas usam para carcterizar os elementais. São aqueles espítitos que aguardam a primeira encarnação. Não encarnaram em forma humana e procuram apropriar um corpo mediador para isso. Quando esses conseguem uma primeira forma mental rústica ficam, não raro, a disposição de espíritos mais evoluidos e experientes que podem usá-los tanto para o bem como para o mal.

O Encantado tem suas raizes na Pajelança hoje mantida sob cultos de Encantaria, como Mina, Jurema, Toré, Barquinha e outros. São facilmente associados a seres como arvores e animais e até mesmo como minerais, e os elementos da natureza... seria quase que a versão indígena para os "elementais" Europeus, digo quase pq apesar de bem semelhantes em alguns aspectos estes se aproximam e muito das entidades "Guias" como as conhecemos hoje.

Tais seres, chamados por muitos de Caruanas, em principio são espiritos antigos, que podem absorver formas mais humanamente alcançaveis ao nosso entendimento. São espiritos naturais, como se fossem um "ânima" anterior a humanidade em si, são seres de grande poder, e por muitos considerados a energia que gerou os elementos como conhecidos hoje, pra onde um dia os encantados voltarão.

Por ser, um ser encantado pode ter tido alguma passagem terrena sim, mas em geral não sob a condição humana, mas na forma de algum aninal ou planta ou ainda ser mitológico...a ex de alguns encantados conhecidos temos as Sereias que se apresentam na Umbanda como as caboclas d'agua, como as mestras da agua... estas em geral não falam mas desenvolvem todo um trabalho de purificação no ambiente.

Há tambem entidades que são consideradas encantadas em virtude de seu alto conhecimento em vida da magia elemental, Este grupo corresponde diretamente aos Caruanas, e se dividem sem dois grupos distintos, um que em geral as entidades não se apresentam com nomes humanos, preferem se nominar com nomes do elemento a eles associados como ex: Cabocla Jurema, Caboclo cobra coral, Sucuri, Cabocla Yara, mestre Angico, Mestra Flor, e outros, não estou falando de seus falangeiros mas sim de seus originais.

Bom Conforme acompanhamos tudo começa com os Caruanas, são eles os encantados primários e participantes da criação do mundo, e responsáveis por sua manuntenção, sendo mitologicamente parecidos com os Orixás, porem sem humanizações ou coisa parecida, são simbolizados por sua essencia apenas sem caracteristicas humanas definidas.

E o outro grupo de encantados, estes mais humanizados, mas ainda muito proximos de sua essencia energética com grande associação a seus elementos de origem, possuem grande flexibilidade e não se prendem as linhas existentes conhecidas na Umbanda. Por isso a grande confusão, estes foram encarnados e tiverem cada um sua vida, nada santificada em grande maioria, mas alcançaram a iluminação expiando suas culpas e dívidas nesta vida de forma tão brilhante que são chamados a continuar sua evolução do outro lado.

Estes são mais conhecidos como Mestres, e embora se distanciem e muito da verdadeira concepção indígena do que seja um Encantado, os Mestres estão ligados a estes intimamente, pois seriam parte encantado e parte humanos qdo vivos e com sua passagem teriam se encantado de vez, estes também não reencarnam mais, cumprem sua missão como guias espirituais, conhecemos assim alguns que são divulgados na Umbanda Popular, como, Mestre Zé Pilintra, Zé Phelintra, Maria do Acaes, Familias boji, Tertuliano, Mestre Carlos, Mestra Laurinda, Maria Luziária e outros...

Os Elementais são Entidades Espirituais, relacionadas com os elementos da natureza, onde realizam desempenhos muito importantes, essenciais mesmo, à totalidade da vida natural, pois que, através das ditas Entidades, nos são oferecidos: ervas, flores, frutos, oxigênio, água e tudo o mais que o ser encarnado denomina de Forças da Natureza.

Pertencem ao grupamento de espíritos que não tiveram, nem terão, vida material, situando-se numa escala evolutiva Angelical. À eles, cabe realizar a evolução da vida e da forma em nosso planeta. Acima dos Elementais, DEVAS MAIORES, estão os chamados Anjos e Arcanjos, e a escala se prolonga, até que cheguemos aos espíritos comandantes da natureza, os ORIXÁS.

São Entidades gerando, ordenando e dirigindo na natureza, suas manifestações peculiares e trabalhando dentro de uma linha evolutiva, diferente da dos seres encarnados. Podem ser percebidos pelo homem em certos estados de consciência, porém, pelos chamados irracionais, são notados e vistos com a maior naturalidade e amiúde.

Nas épocas da germinação, crescimento e desenvolvimento, a vitalidade e atividade destas entidades aumentam o seu contato direto com o mundo físico, e é quando se tornam mais visíveis, dançando, brincando e até de certa forma, imitando os seres encarnados.

Os Elementais são constituídos de LUZ - ou um tênue material auto-luminoso e sua forma é na apresentação, semelhante à humana. As variações de consciência evolutiva e deveres cumpridos, produzem mudanças na coloração da luminosidade e até interfere na própria forma.

Vindos de terras distantes, chegaram através do mar e têm origem nobre. Seus principais componentes são:

Mãe Douro, Mariana, Guerreiro de Alexandria, Menino de Léria, Sereno, Japetequara, Tabajara, Itacolomi, Tapindaré, Jaguarema, Herundina, Balanço, Ubirajara, Maresia, Mariano, Guapindaia, Mensageiro de Roma, João da Cruz, João de Leme, Menino do Morro, Juracema, Candeias, Sentinela, Caboclo da Ilha, Flecheiro, Ubiratã, Caboclinho, Aquilital, Cigano, Rosário, Princesa Floripes, Jururema, Caboclo do Tumé, Camarão, Guapindaí-Açu, Júpiter, Morro de Areia, Ribamar, Rochedo, Rosarinho.
São encantados guerreiros e sua cantigas falam de guerra e batalhas no mar. Dizem que nasceram das ondas do mar.

Alguns dos encantados turcos têm nomes que lembram postos de guerra ou de marinheiro, outros, nomes indígenas. Algumas dessas entidades, como na Família do Lençol, estão ligadas às narrativas míticas das Cruzadas e das guerras de Carlos Magno, muito presentes na cultura popular maranhense. São suas cores: verde, amarelo e vermelho.

Família de guerreiros, caçadorese e pescadores chefiada por João da Mata Rei da Bandeira, tendo como componentes :

Caboclo Ita, Tombacé, Serraria, Princesa Iracema, Princesa Linda, Petioé, Senhora Dantã, Dandarino, Caboclo do Munir, Espadinha, Araúna, Pirinã, Esperancinha, Caboclo Maroto, Caçará, Indaê, Araçaji, Olho d'Água, Espadinha, Jandaína, Abitaquara, Jondiá, Longuinho, Vigonomé, Rica Prenda, Princesa Luzia, Princesa Linda, Tucuruçá, Beija-Flor, Jatiçara, Pindorama.

Família da Mata. - À qual pertencem muitos caboclos cultuados também na umbanda, como Caboclo Pena Branca, Cabocla Jacira, Cabocla Jussara, Sultão das Matas, Caboclinho da Mata, Caboclo Zuri e Cabocla Guaraciara.

Familia da juncal, tambem se chama de linha de Junco, familia de marinheiros, familia de botos,apenas conheço dois.(boto roxo e vermelho), só não conheço essa familia de caravelas.

Na conceituação original, propagada pela Teosofia os elementais são seres de uma cepa de evolução paralela a humana, mas que atuam proximos em virtude de serem seres que cuidam das terras, águas, fogo e ar. Os termos gnomos (salamandras, silfides e ondinas) foram apropriados da cultura irlandeza.

Na raiz das tradiçoes magisticas de todos os povos e tempos vemos o homem interagindo com seres magicos de formas diversas e ligadas aos misterios da natureza e da vida, a propria terra de fato é um organismo vivo que fala conosco o tempo td... temos que abrir nossa mente e os sentidos superiores para penetrar na essenci das coisas... o mito é a porta que vela os misterios,, a forma é relativa sempre.. a essencia esta em toda parte.

Os animais de poder, seres ocultos, estao ao nosso redor... mas estamos dormindo e tao ligados a forma externa das coisas que perdemos o contato com eles a tempos... apenas isso.. somos uns idiotas que riem de td e duvidam muitas vezes ate da propria espiritualidade e origem divina.. mediocres somos ainda infelizmente mesmo. E a pajelança de herança indigena resgata o contato com os espiritos que moram nos elementos, chamados elementais por outras culturas, sumamente poderosos e temidos.. aqueles aos quais os guias de fato recorrem para movimentar a magia.

As lendas retratam um mundo magico incrivel, nesse video aqui temos pajé lutando contra uma entidade maligna poderosa entao ele ora para Tupã para que o ajude a vencer e chega a guerreira de luz com a lança para vencer o demonio ... realidade X mito se cruzam sempre.

Além da visão indigena relativa a existencia de seres magicos que moram nos elementos e preservam a vida, na concepção do tambor de mina os ancestrais que trabalham nos terreiros são qualificados como encantados .

Muitos já ouviram falar em deuses do fogo, deusas das águas, deus do trovão, etc. Entendam esses “deuses e deusas” como divindades que são “senhores” do fogo, da água, do trovão, etc. E por senhores, entendam as divindades que guardam os mistérios desses elementos da natureza. Então temos os orixás do fogo, da água, do ar, etc.

Divindade, todos sabem o que são. Por divindade entendemos um ser divino portador de qualidades superiores e localizadas numa faixa vibratória exclusiva do Divino Criador, onde Ele Se manifestará de forma já individualizada em Seus Tronos. Deus, quando Se nos mostra de forma individualizada, está atuando em nossas vidas através das Suas hierarquias divinas formadas por divindades. Portanto, divindades são seres superiores que manifestam as qualidades de Deus.

Essas divindades ou orixás elementais são manifestadores energéticos das qualidades de Deus, e nós os chamamos de orixás do fogo, da água, do ar, etc. Mas temos, nas hierarquias divinas, os Tronos (ou orixás) Encantados, que são os que atuam mentalmente e por magnetismo energético, que é tão forte que mantém à sua volta os seres que sustentam mentalmente. Por isso são chamados de Orixás Encantados: possuem um magnetismo tão forte que “encantam” os seres que amparam mentalmente e sustentam energeticamente.

Às divindades ou orixás que atuam a partir de nossa consciência, nós os chamamos de “Orixás Naturais” porque tanto atuam sobre a natureza física como sobre a energética, e também sobre a natureza íntima dos seres, ou seja, sobre suas consciências. Sim, todos possuem uma natureza íntima que, pouco a pouco, vai individualizando-o e distinguindo-o entre seus semelhantes.

Depois, nas hierarquias divinas, temos os Orixás Naturais, que atuam mentalmente, energeticamente e consciencialmente, pois têm como uma de suas atribuições, despertar a consciência dos seres sobre si mesmos e sobre o universo onde vivem e evoluem. Nós somos um exemplo, pois estamos despertando nossa consciência e adquirindo a capacidade de raciocinarmos a partir de fatos consumados, que nos fornecem os conhecimentos que precisamos para não repetirmos os mesmos erros e
aprimorarmos nossos conceitos sobre a vida.

Os orixás elementais atuam em naturezas bem definidas e isoladas: uns atuam no elemento fogo e seus domínios são ígneos, outros atuam sobre o elemento água e seus domínios são aquáticos. Já os Orixás Encantados não atuam sobre os elementos fogo ou água, e sim sobre as naturezas dos seres, mas de uma forma geral, pois os seres ainda são inconscientes ou não individualizados.

Os seres encantados são amparados pelo que chamamos de “consciência coletiva”. Essa consciência coletiva é sustentada pelo orixá encantado que ampara, se aquático, seres da água, ou seres ígneos se for um orixá do fogo. Então temos que um orixá da água sustenta seres já individualizados energeticamente, mas não mentalmente, pois a consciência do regente, totalmente identificada com o elemento que o distingue, o torna tão atrativo magneticamente que os seres que ele ampara sentem-se parte dele.

A simbiose mental entre o orixá encantado e os seres “encantados” é tanta que através de um deles podemos ver o orixá que o rege, o ampara e o sustenta. E retirá-lo do domínio do orixá é como arrancarmos um fio de cabelo de nossa cabeça: doerá em nós e o fio morrerá! Ou como na samambaia: a folha secará e o caule ficará desfigurado, pois um e outra se confundem na formação da samambaia.

Um ser encantado é capaz de manifestar todas as qualidades do orixá encantado que o rege, pois ele é como a folha da samambaia: traz em si as qualidades que a definem como samambaia! Isso é orixá encantado e seres encantados da natureza, seres individualizados energeticamente, mas que ainda estão tão intimamente ligados consciencialmente, que são indissociáveis. E esta ligação é mental, pois os seres vibram o que o orixá vibra, e este sente todo e qualquer desequilíbrio vibratório em seus “encantados”.

Assim, uma encantada de Yemanjá traz em si as qualidades da Yemanjá encantada que a rege, que a torna em si mesma uma Yemanjá. E manifesta todas as qualidades de sua regente justamente porque está intimamente ligada a ela, e é em si mesma uma extensão da sua regente Yemanjá encantada! Um ser encantado não consegue se ver individualmente, pois sente-se parte do mental coletivo centralizado no orixá que o rege e o guia em todos os sentidos.

A individualização permite ao ser uma conscientização contínua e proporciona a ele um novo campo de atuação, pois se a encantada de Yemanjá só atuava no elemento água, a natural de Yemanjá tanto atua água quanto no ar, ou na terra ou nos minerais, etc. E, porque o ser adquiriu uma consciência de que pode acrescentar outras qualidades às qualidades originais do elemento água, então se guiará no novo elemento sustentado por dois orixás: um da água (Yemanjá) e outro do ar (Iansã). Isso é aplicavel a todos os orixás.

As "sereias" são seres que nunca encarnaram e atuam como seres encantados como os elementais. São seres naturais. São regidas por Yemanjá, Oxum, Oxumaré e Nanã. Para oferendar as sereias, deve-se levar ao mar, aos lagos ou às cachoeiras: rosas brancas, velas brancas,azuis, amarelas e lilases, champanhe, frutas em calda e licores. Mas se contata mais facilmente essas energias e vibrações através de cristais com mentalizações e pontos cantados.

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