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Os Orixás regentes de 2026

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Confira planeta 'habitável' recém-descoberto pela NASA (VÍDEO)








O telescópio espacial TESS descobriu o primeiro planeta do tamanho da Terra, orbitando zona considerada habitável de uma estrela a mais de 100 anos-luz de nós. O TOI 700 d foi localizado pelo Telescópio TESS e confirmado pelo Telescópio Espacial Spitzer.

O TOI 700 d gira em um período de 37 dias em torno da anã vermelha TOI 700, na constelação Dorado, onde recebe 86% da energia que o Sol fornece à Terra.
Durante os 11 meses de observaçõão, não foram detectadas variações ou surtos na estrela, o que eleva as chances de o TOI 700 d ser habitado, afirma a NASA.
Além do TOI 700 d, há outros dois planetas no sistema TOI 700. O mais próximo da estrela é um planeta rochoso, conhecido como TOI 700 b, com dimensões similares às da Terra, precisando apenas de 10 dias para completar uma órbita, e um segundo planeta possivelmente gasoso, com 2,6 vezes as dimensões da Terra, que leva apenas 16 dias para concluir sua órbita, conhecido como TOI 700 c. 

Diversos astrônomos observam o planeta com outros instrumentos, tentando obter novos dados que possam corresponder a um dos modelos previstos pela NASA.





terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Astrofísica: Como uma estrela antiga pode formar novos planetas

Astrônomos descobriram que os astros mais velhos, assim como os novos, também criam discos de poeira e gás, responsáveis pela formação dos planetas

 


 


Utilizando o Very Large Telescope Interferometer (VLTI), no Observatório do Chile, os especialistas conseguiram captar uma das imagens mais nítidas até agora da formação desses anéis em volta da antiga estrela(VEJA.com/Reprodução)
Astrônomos descobriram que, ao se aproximarem do fim de suas vidas, as estrelas voltam a formar discos de gás e poeira em torno de si, assim como fazem quando são jovens. Segundo os pesquisadores, esses discos fornecem material suficiente para formar futuros planetas, o que traz à tona a possibilidade de estrelas antigas (e não apenas as novas) formarem novos astros. Utilizando o Very Large Telescope Interferometer (VLTI), no Observatório do Chile, os especialistas conseguiram captar uma das imagens mais nítidas até agora da formação desses anéis em volta da antiga estrela. "Nossas observações abrem uma nova janela para estudar a física desses discos, assim como a evolução das estrelas", afirmou Hans Van Winckel, da Universidade de Lovaina, na Bélgica, e um dos líderes da pesquisa.
A equipe de astrônomos, encabeçada por Michael Hillen e Van Winckel, também da universidade belga, utilizou quatro telescópios para observar o astro, chamado IRAS 08544-4431, que está localizado há 4.000 anos-luz da Terra. As imagens, de alta resolução, mostraram que a estrela tem uma companheira, menor e mais jovem, que está localizada tão distante do antigo astro quanto Marte está do nosso Sol.

"A resolução do VLTI é tão elevada que, para comparação, nós conseguiríamos identificar uma moeda de 1 euro vista de uma distância de 2.000 quilômetros", explicou Jacques Kluska, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, e membro da equipe de pesquisadores. Foi essa resolução que permitiu que o grupo também identificasse um pequeno disco de gás formado na estrela companheira de IRAS 08544-4431.
Segundo os especialistas, ainda não é uma certeza que a antiga estrela esteja produzindo novos planetas, mas as intrigantes imagens capturadas pelo instrumento mostram que essa é uma possibilidade, uma vez que os discos apresentados pelas estrelas novas e antigas são bastante similares.
 
 
 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Astrônomos registraram mais de mil objetos redondos estranhos no espaço (FOTO)

 


Cientistas descobriram no espaço círculos estranhos de emissão de rádio, possuindo características únicas que não cabem em nenhuma categoria de objetos conhecidos.

O radiotelescópio australiano ASKAP descobriu no final de 2019 estranhos objetos redondos quando recolhia dados para o Mapa Evolucionário do Universo (EMU, na sigla em inglês).

Os círculos de emissão de rádio estavam suspensos no céu como se fossem círculos cósmicos de fumaça. Foram chamados de "círculos de rádio estranhos" (ORC, na sigla em inglês).

No início, os cientistas pensaram que os círculos seriam erros de processamento de software, mas a existência de ORC foi confirmada por outros radiotelescópios.

Os objetos são vistos apenas em ondas de rádio, e não é possível detectá-los em frequências ópticas, de raios X ou infravermelhas.

Pesquisadores do projeto EMU analisaram todos os dados do telescópio ASKAP e encontraram cerca de mil ORC, de acordo com resultados do estudo.

Atualmente, os cientistas estão criando apenas hipóteses sobre a origem dos círculos. Não se sabe qual é a distância entre a Terra e esses objetos e se estão dentro de nossa galáxia. Seu tamanho também é um enigma.


 
Círculos de rádio estranhos (ORC, na sigla em inglês)

Os cientistas têm certeza de que os círculos estranhos não são restos de uma supernova, dado que estão longe da maioria de estrelas da Via Láctea e são numerosos demais.

Também não devem ser "pétalas" de radiogaláxias, criadas por fluxos de elétrons provenientes dos arredores de um buraco negro supermassivo. Os ORC são redondos, ao contrário das nuvens de radiogaláxias.

Os cientistas estão procurando radiotelescópios capazes de continuar a observar os ORC para entender sua origem.

"Não é um trabalho fácil, porque os sinais dos ORC são muito fracos e são difíceis de encontrar", comentou ao site The Conversation o professor Ray Norris, da Universidade do Oeste de Sydney, Austrália. "A maioria das pesquisas astronômicas têm como objetivo a clarificação de nossos conhecimentos sobre o Universo ou verificação de teorias. Muito raramente podemos encontrar um novo tipo de objeto, que ninguém viu antes, e tentar perceber o que é isso."

Os cientistas sugerem como versão de trabalho que os círculos de rádio estranhos são ondas de choque depois de explosões em galáxias distantes, rajadas rápidas de rádio ou de colisão de uma estrela de nêutrons com um buraco negro.

 

 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Do tamanho de Júpiter, planeta é achado orbitando restos de estrela anã

 


Nos EUA, astrônomos encontraram o primeiro planeta intacto orbitando uma anã branca, a 80 anos-luz de distância da Terra, no norte da constelação Draco.

Astrônomos descobriram um planeta do tamanho de Júpiter orbitando os restos fumegantes de uma distante estrela morta. Esta é a primeira vez que cientistas encontram um exoplaneta intacto dando voltas em uma estrela anã branca. A pesquisa foi publicada na quarta-feira (16) na revista científica Nature.

Anãs brancas são os restos incrivelmente densos de estrelas que depois de exaurirem seu combustível nuclear, normalmente, engolfam os planetas próximos.

O planeta WD 1856 b está localizado a 80 anos-luz da Terra, no norte da constelação Draco, e é único porque conseguiu evitar de alguma forma a destruição. Dessa forma, o planeta oferece um vislumbre do que pode acontecer no nosso próprio Sistema Solar, quando o Sol eventualmente envelhecer e se tornar uma anã branca, daqui a cerca de cinco bilhões de anos.


 
 
 © NASA . Goddard Space Flight Center
Ilustração do planeta WD 1856b orbitando sua fraca estrela anã branca a cada dia e meio. Goddard Space Flight Center da NASA
"Nunca tínhamos visto evidências de um planeta chegando tão perto de uma anã branca e sobrevivendo. É uma surpresa agradável", comemora em comunicado o autor principal do estudo, Andrew Vanderburg, da Universidade de Wisconsin-Madison, EUA.

Utilizando dados coletados por vários telescópios de leitura de luz, Vanderburg e sua equipe identificaram uma estrela cujo brilho diminuía pela metade a cada um dia e meio, um sinal de que algo grande estava passando na frente da estrela em uma órbita estreita.

"Podemos realmente ver a sombra de WD 1856 b passando na frente da estrela enquanto ela orbita, então sabemos que ela está lá", comenta Vanderburg.

Os cientistas acreditam que o gigante gasoso orbitava muito mais longe da estrela e mudou para sua órbita atual depois que a estrela evoluiu para uma anã branca.

"Agora que sabemos que os planetas podem sobreviver à jornada sem serem quebrados pela gravidade da anã branca, podemos procurar outros planetas menores", sublinha Vanderburg.

 

As mais vistas da semana

NASA confirma início de novo ciclo solar: o que é e quanto vai durar?

 


Novo ciclo solar, o 25º, começou em dezembro de 2019 e marca uma nova fase na polaridade do Sol, que determinará mudanças no clima espacial e durará os próximos 11 anos.

A agência espacial norte-americana NASA anunciou na terça-feira (15) que estamos em um novo ciclo solar, o 25º. Esse novo ciclo solar teve início em dezembro do ano passado, mas apenas esta semana especialistas da NASA e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) confirmaram a informação durante comunicado em que apresentaram as consequências dessa mudança para a Terra e para os astronautas no espaço.

"Conforme emergimos do mínimo solar e nos aproximamos do máximo do ciclo 25, é importante lembrar que a atividade solar nunca para; ela muda de forma conforme o pêndulo oscila", comentou Lika Guhathakurta, cientista solar da Divisão de Heliofísica da NASA, em Washington, EUA.


 
 
 © Foto / SOHO (ESA & NASA)
Imagem do Sol tirada pelo observatório SOHA (projeto conjunto da NASA e ESA)

Na prática, as variações no comportamento do Sol tornam impossível identificar um novo começo em tempo real. Foi preciso examinar os dados sobre a atividade solar dos últimos oito meses para ter uma projeção de como o Sol vai se comportar na próxima década.

Os cientistas preveem agora que o próximo máximo do ciclo solar aconteça em julho de 2025, e esperam que seja tão forte quanto o último ciclo solar, que foi um ciclo abaixo da média.

"Só porque é um ciclo solar abaixo da média não significa que não há risco de clima espacial extremo […]. O impacto do Sol nas nossas vidas diárias é real e existe", adverte Doug Biesecker, físico solar do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA.

Desde que começamos a rastrear seriamente as manchas escuras do Sol, os humanos notaram um padrão de quiescência e temperamento que se repete aproximadamente a cada 11 anos. As observações dos ciclos solares foram registradas pela primeira vez em meados do século XVIII.

 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Galáxia espiral é captada em toda sua gloriosa inclinação pelo Hubble (FOTO)



Também conhecida como ESO 364-37 ou LEDA 18536, a galáxia NGC 2188 tem cerca de 50 mil anos-luz de diâmetro, metade do tamanho da Via Láctea, e fica a 27 milhões de anos-luz de distância.

Astrônomos usando o telescópio espacial Hubble da espacial norte-americana NASA tiraram uma foto da galáxia espiral barrada NGC 2188.
"Embora a NGC 2188 pareça à primeira vista consistir apenas em uma estreita faixa de estrelas, ela é classificada como uma galáxia espiral barrada", explica a equipe de astrônomos em comunicado.
 
 
 
© Foto / ESA/Hubble e NASA, R. Tully
As estrelas azuis e laranja da galáxia NGC 2188 brilham
Também conhecida como ESO 364-37 e LEDA 18536, a galáxia NGC 2188 foi descoberta em 1836 e fica na constelação Columba, que recebeu esse nome no final dos anos 1500 em função da pomba de Noé, das histórias bíblicas.
A equipe compara o ângulo em que vemos a galáxia "a girar um prato em suas mãos para que você veja apenas sua borda externa". Ainda assim, a verdadeira forma da galáxia foi identificada "estudando a distribuição das estrelas na protuberância central interna e no disco externo e observando as cores das estrelas", garantem.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

'Imagem invertida' do Sol e da Terra teria sido encontrada nas profundezas do espaço



Pesquisadores alemães e norte-americanos descobriram um exoplaneta potencialmente habitável e sua estrela anfitriã, que seriam uma "imagem invertida" da Terra e do Sol.

A informação foi divulgada no dia 4 de junho pelo Instituto Max Planck para pesquisa do Sistema Solar.
O exoplaneta KOI-456.04 tem pelo menos o dobro do tamanho da Terra e orbita a aproximadamente três mil anos-luz do Sistema Solar, em torno da Kepler-160, uma estrela similar ao Sol.
Segundo pesquisadores, o KOI-456.04 está localizado em uma região da zona estelar habitável – faixa de distância ao redor de uma estrela que admite água superficial líquida em um planeta similar à Terra – que se compara à posição da Terra ao redor do Sol.
"O KOI-456.01 é relativamente grande comparado com muitos outros planetas considerados potencialmente habitáveis. Porém é a combinação deste tamanho [...] e sua estrela anfitriã do tipo solar que o torna tão especial e familiar", detalhou o pesquisador principal, René Heller.
Além disso, a quantidade de luz que recebe o planeta de sua estrela anfitriã é de aproximadamente 93% da luz solar recebida na Terra.
 
 
 
A Lua, a Terra e o Sol (imagem referencial)
"Se o KOI-456.04 possui uma atmosfera inerte com um leve efeito estufa similar ao da Terra, então sua temperatura superficial seria de cinco graus Celsius em média, sendo aproximadamente 10 graus a menos que a temperatura global em média da Terra", cita estudo publicado na revista Astronomy and Astrophysics.
No entanto, especialistas também ressaltaram que é preciso mais dados para declarar formalmente o KOI-456.04 como planeta.
"Atualmente, não podemos descartar completamente que o KOI-456.04 seja, de fato, um erro estatístico ou um erro de medição sistemático no lugar de um verdadeiro planeta", cita especialista.

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