Total de visualizações de página

Os Orixás regentes de 2027

Mostrando postagens com marcador Astrônomos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Astrônomos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

'Fantasmas dançantes': astrônomos detectam estranho fenômeno a 1 bilhão de anos-luz da Terra (FOTO)

 


Astrônomos da Universidade de Sydney Ocidental e da agência governamental de pesquisa cientifica da Austrália (CSIRO, na sigla em inglês) descobriram estranhas nuvens de elétrons a cerca de um bilhão de anos-luz da Terra.

Em uma primeira fase, os pesquisadores observaram concentrações com aspeto parecido a dois "fantasmas dançantes", escreve uma nota divulgada pela universidade.

As análises das semanas seguintes permitiram associar o fenômeno a duas galáxias responsáveis por fluxos de elétrons que deixam a impressão dessa "dança".

"Nunca tínhamos visto nada assim antes e não fazíamos ideia do que era", disse uma das participantes da pesquisa, Jayanne English, em um artigo publicado no jornal The Conversation. No final do estudo, a equipe concluiu que se tratava de duas radiogaláxias com buracos negros supermassivos em seus centros. Estes centros galácticos estariam ejetado jatos de elétrons, os quais que o vento intergaláctico teria "torcido", obtendo estas figuras singulares.
Nuvens de elétrons cercando galáxias no espaço profundo
Nuvens de elétrons cercando galáxias no espaço profundo

"Mas de onde vem o vento intergaláctico? Por que ele está tão emaranhado? E o que está provocando os fluxos de emissão de rádio?", questiona a cientista.

Os astrônomos ainda não têm as respostas para descrever com precisão o fenômeno e Jayanne English reconhece que será necessário fazer mais observações e realizar modelagens antes que se possa encontrar uma resposta.

A "dança" foi detectada ao lado da bem estudada galáxia IC 5063, que se localiza muito mais perto do nosso Sistema Solar, a 156 milhões de anos-luz.

Os cientistas nunca haviam suspeitado da presença destas radiogaláxias que são das maiores conhecidas, tendo em conta que os seus jatos de elétrons medem quase cinco milhões de anos-luz de comprimento.

 

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Astrônomos captam 'expulsão' de anã branca da Via Láctea a mais de 3 milhões de km/h



 

Cientistas descobriram que a estrela LP 40-365 está se afastando da nossa galáxia a uma velocidade que supera três milhões de km/h, sendo assim uma das estrelas mais velozes do Universo.

Uma estrela está sendo "atirada" da Via Láctea a uma velocidade de 3,2 milhões de km/h, ou quase 900 km/s, escreve na terça-feira (3) o tabloide The Daily Mail.

Descoberto originalmente em 2017, o corpo estelar, com o nome LP 40-365, é uma anã branca com tamanho de cerca de 20% do Sol, localizado a 2.000 anos-luz da Terra.

"Esta estrela está se movendo tão rápido que quase certamente está deixando a galáxia [...] [está] se movendo a quase dois milhões de milhas por hora", disse J. J. Hermes, professor assistente de astronomia na Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Boston, EUA, e coautor da pesquisa. Trata-se de uma velocidade 1.000 vezes superior à velocidade de uma bala.

Durante o estudo, que foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, os cientistas analisaram dados do Telescópio Espacial Hubble da agência espacial norte-americana NASA e do telescópio TESS, concluindo com base nos padrões de brilho que não só a estrela está se afastando rapidamente da nossa galáxia, mas também está se rotando ao mesmo tempo, completando uma volta em nove horas.

No entanto, cientistas consideram essa uma velocidade baixa para uma estrela que sobreviveu um encontro com uma supernova, nota o jornal.

Os astrônomos creem que a baixa velocidade de rotação da estrela é sinal de ser um estilhaço de uma estrela que se autodestruiu após ser alimentada com demasiada massa por sua parceira, catapultando ambas as estrelas, mas deixando visível apenas a LP 40-365.

"Estrelas como a LP 40-365 não são apenas algumas das estrelas mais rápidas conhecidas pelos astrônomos, mas também as estrelas mais ricas em metal já detectadas", comenta Hermes.

"Ter passado por detonação parcial e ainda sobreviver é muito legal e único, e só nos últimos anos é que começamos a pensar que este tipo de estrela poderia existir", disse Odelia Putterman, coautora do estudo, acrescentando que "ao entender o que está acontecendo com esta estrela em particular, podemos começar a entender o que está acontecendo com muitas outras estrelas semelhantes que vieram de uma situação semelhante".

 

sábado, 31 de julho de 2021

Astrônomos detectam pela 1ª vez luz atrás de buraco negro, prevista por teoria de Einstein

 


Observando os raios X emitidos por um buraco negro supermassivo, os cientistas viram pela primeira vez luz por trás do buraco negro, algo previsto pela teoria da relatividade de Albert Einstein, mas nunca confirmado até agora.

O astrofísico Dan Wilkins, da Universidade de Stanford (EUA), estudava um buraco negro supermassivo no centro da galáxia, localizado à distância de 800 milhões de anos-luz da Terra.

Ele observou uma série de clarões brilhantes de emissões de raios X e, então, os telescópios registraram algo inesperado: clarões adicionais de raios X que eram menores, ocorreram mais tarde e eram de "cores" diferentes dos primeiros.

De acordo com os cálculos, esses clarões ou ecos luminosos correspondiam aos raios X refletidos por trás do buraco negro, segundo o estudo publicado na revista Nature.

"Qualquer luz que entra em um buraco negro não sai dele, então não devemos ser capazes de ver nada que esteja atrás do buraco negro", disse Wilkins. "A razão pela qual podemos ver isso é porque esse buraco negro está arqueando o espaço, dobrando a luz e torcendo os campos magnéticos ao seu redor."

Inicialmente, o objetivo da pesquisa era estudar a coroa, o elemento que alguns buracos negros possuem. O material que cai em um buraco negro supermassivo alimenta as fontes de luz contínuas e mais brilhantes do Universo. Ao mesmo tempo, forma uma coroa de raios X ao redor do buraco negro.

A teoria existente afirma que a formação desse elemento começa com o deslizamento do gás para dentro do buraco negro, onde sobreaquece a milhões de graus. Com essa temperatura, os elétrons se separam dos átomos, criando um plasma magnetizado.

Capturado pela poderosa rotação do buraco negro, o campo magnético se curva sobre o buraco negro e gira de tal maneira em torno de si mesmo que finalmente entra em colapso completo. O evento é semelhante ao que acontece ao redor do Sol, por isso o fenômeno é chamado de coroa do buraco negro.

"Este campo magnético, ligado e próximo ao buraco negro, aquece tudo ao redor e produz esses elétrons de alta energia, que depois criam os raios X", explicou Wilkins.

"Há vários anos eu vinha fazendo previsões teóricas sobre como esses ecos serão para nós durante vários anos. Assim que os vi através do telescópio eu sabia com o que eles estavam relacionados", afirmou o cientista.

Os pesquisadores continuarão estudando este fenômeno. Eles colocam suas esperanças no telescópio espacial Athena, da Agência Espacial Europeia, que será lançado em 2031.

 

 

'Mais próximo já encontrado': astrônomos registram FOTO de exoplaneta gigante a 35 anos-luz da Terra

 


Um estudante do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, nos EUA, junto com uma equipe internacional de astrônomos, descobriu um exoplaneta que, até agora, é o mais próximo da Terra já encontrado.

O corpo celeste recentemente encontrado está localizado a apenas 35 anos-luz e tem cerca de seis vezes a massa de Júpiter. Este exoplaneta tem 800 milhões de anos de idade, pelo que pode ser considerado relativamente jovem.

O exoplaneta se chama COCONUTS-2b e orbita em redor de uma estrela anã com baixa massa, que foi batizada de COCONUTS-2. O novo objeto descoberto tem uma natureza bastante particular, sendo um gigante gasoso, maciço e relativamente frio, com um período de órbita de cerca de 1,1 milhão de anos em volta de uma estrela que se encontra a uma grande distância dele.


 
 
 © Foto / Zhang et al.\ The Astrophysical Journal Letters 2021
Estrela anã COCONUTS-2 (representada a azul) e exoplaneta COCONUTS-2b (representado a vermelho)
"Com um planeta maciço em uma órbita muito ampla e com uma estrela central muito fria, a COCONUTS-2 representa um sistema planetário muito diferente de nosso Sistema Solar", disse Zhoujian Zhang, autor principal do novo estudo, publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

O exoplaneta COCONUTS-2b é bastante frio para um gigante gasoso, mas consegue também atingir temperaturas de aproximadamente 161 graus Celsius, apesar de sua grande distância da estrela. Na verdade, sua temperatura tem origem no calor residual proveniente da formação do planeta, o que permite que ele brilhe com pouca intensidade nas longitudes de ondas infravermelhas, o suficiente para fazer com que o corpo celeste em estudo seja perceptível em imagens diretas.

"Detectar e estudar diretamente a luz de planetas gigantes gasosos ao redor de outras estrelas é normalmente muito difícil, pois os planetas que encontramos tendem a ter órbitas pouco espaçadas e, portanto, estão escondidos entre o brilho da luz de sua estrela hospedeira", explicou o astrônomo Michael Liu, da Universidade do Havaí.

 

 

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Astrônomos capturam IMAGENS de 'fogos de artifício' de galáxias próximas

 


Cientistas estudaram 90 galáxias próximas à Via Láctea através do telescópio VLT do Observatório Europeu do Sul, no Chile, criando com isso imagens que mostram os locais de jovens estrelas e sua formação.

O telescópio VLT do Observatório Europeu do Sul, no Chile, captou e compartilhou na sexta-feira (16) imagens nítidas de galáxias próximas que se parecem com fogos de artifício coloridos e lançam luz sobre a evolução estelar.

Galáxia NGC 4303 próxima à Via Láctea. NGC 4303 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 55 milhões de anos-luz da Terra, na constelação Virgo. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás. As observações do telescópio ALMA são representadas em tons marrom-alaranjados e destacam as nuvens de gás molecular frio que fornecem a matéria-prima a partir da qual as estrelas se formam. Os dados do espetrógrafo MUSE aparecem principalmente em dourado e azul. Os brilhantes dourados mapeiam nuvens quentes, principalmente de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas
Galáxia NGC 4303 próxima à Via Láctea. NGC 4303 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 55 milhões de anos-luz da Terra, na constelação Virgo. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás. As observações do telescópio ALMA são representadas em tons marrom-alaranjados e destacam as nuvens de gás molecular frio que fornecem a matéria-prima a partir da qual as estrelas se formam. Os dados do espetrógrafo MUSE aparecem principalmente em dourado e azul. Os brilhantes dourados mapeiam nuvens quentes, principalmente de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas

As imagens mostram os componentes das galáxias em diferentes cores, permitindo aos astrofísicos localizar as jovens estrelas e o gás que elas estão aquecendo ao seu redor.

Galáxia NGC 1300 próxima à Via Láctea. NGC 1300 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 61 milhões de anos-luz da Terra na constelação Eridanus. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás quente. Os brilhos dourados correspondem principalmente a nuvens de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis no fundo revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas
Galáxia NGC 1300 próxima à Via Láctea. NGC 1300 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 61 milhões de anos-luz da Terra na constelação Eridanus. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás quente. Os brilhos dourados correspondem principalmente a nuvens de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis no fundo revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas

Durante a pesquisa os cientistas examinaram 30.000 nebulosas de gás quente em 15 milhões de espectros e 100.000 regiões de gás frio em 90 galáxias próximas à Terra. A combinação destes dados com observações do radiotelescópio chileno ALMA permite que os pesquisadores aprendam mais sobre o que desencadeia a formação de estrelas. Este telescópio "é particularmente adequado para mapear nuvens de gás frio", explica o comunicado do Observatório Europeu do Sul.

"Pela primeira vez estamos resolvendo unidades individuais de formação de estrelas em uma ampla variedade de locais e ambientes, dentro de uma amostra que representa bem os diferentes tipos de galáxias", explica o autor principal do estudo Eric Emsellem, da Universidade de Heidelberg, Alemanha.

O astrofísico sublinha que ele e sua equipe podem "observar diretamente o gás que dá origem às estrelas, ver as próprias estrelas jovens e testemunhar sua evolução através de várias fases". Estas são as nuvens de gás frio que fornecem o material a partir do qual as estrelas se formam. Os astrofísicos europeus comparam os fogos de artifício cósmicos a "viveiros estelares", onde as estrelas nascem e crescem.

Galáxia NGC 3627 próxima à Via Láctea. Os clarões avermelhados brilhantes mapeiam nuvens quentes de hidrogênio (Hα), marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis (uma combinação de filtros verdes, vermelhos e infravermelhos) revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas
Galáxia NGC 3627 próxima à Via Láctea. Os clarões avermelhados brilhantes mapeiam nuvens quentes de hidrogênio (Hα), marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis (uma combinação de filtros verdes, vermelhos e infravermelhos) revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas

Agora os autores do estudo planejam "resolver mais mistérios", em particular, descobrir se as estrelas se formam em regiões específicas do Universo e como a evolução influencia a formação de novas gerações de estrelas.

 

 

Astrônomos descobrem maior cometa conhecido até agora, vindo dos confins do Sistema Solar (FOTO)

 


Astrônomos revelaram que o objeto recém-identificado na periferia do Sistema Solar é aparentemente o maior cometa conhecido até agora, descoberto pela rede de telescópios do Observatório de Las Cumbres (LCO).

A descoberta do objeto, denominado C/2014 UN271 ou cometa Bernardinelli-Bernstein, foi anunciada pela primeira vez em 19 de junho de 2021 através do reprocessamento de dados da Dark Energy Survey, ou Pesquisa de Energia Negra, um projeto internacional entre 2013 e 2019 que buscava mapear objetos astronômicos como galáxias e supernovas, escreve portal SciTechDaily.

Naquele momento não havia nenhuma indicação de que este era um cometa ativo. O C/2014 UN271 estava chegando dos gélidos confins exteriores do Sistema Solar e eram necessárias imagens para descobrir quando o objeto revelaria a sua cauda de cometa.

O observatório de Las Cumbres conseguiu determinar rapidamente que o objeto era um cometa ativo, três anos após ter sido visto pela primeira vez pelo Dark Energy Survey.

Cometa C/2014 UN271 (Bernardinelli-Bernstein) visto em uma imagem composta de cores sintéticas feita pelo Observatório de Las Cumbres. A nuvem difusa é o coma do cometa
© Foto / LOOK / LCO
Cometa C/2014 UN271 (Bernardinelli-Bernstein) visto em uma imagem composta de cores sintéticas feita pelo Observatório de Las Cumbres. A nuvem difusa é o coma do cometa
"Uma vez que o novo objeto estava longe no sul e bastante desfocado, sabíamos que não haveria muitos outros telescópios que pudessem observá-lo" afirma Tim Lister, cientista da equipe do LCO.

"Felizmente, o LCO tem uma rede de telescópios robóticos em todo o mundo, particularmente no Hemisfério Sul, e conseguimos obter rapidamente imagens dos telescópios LCO na África do Sul", explicou.

As imagens de um dos telescópios LCO sul-africanos chegaram na noite de segunda-feira, 22 de junho. Os astrônomos da Nova Zelândia que são membros do Projeto LCO foram os primeiros a notar o novo cometa.

"[…] A primeira imagem mostrava o cometa obscurecido por uma série de satélites. Mas outras [imagens] eram suficientemente nítidas e lá estava definitivamente um belo pontinho difuso, e não tão nítido como as estrelas vizinhas", disse Michele Bannister da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia.

A análise das imagens do LCO mostraram que havia uma atmosfera difusa ao redor do objeto. Essa atmosfera, chamada coma, são fluxos de poeira e gás liberados, causados pelos efeitos da radiação solar e ventos solares sobre o núcleo do objeto. Tal indica que é de fato um cometa, embora esteja a uma distância notável: cerca de 2.896.819.200 km, mais do que o dobro da distância do Sol até Saturno.

Estima-se que o cometa tenha mais de 100 km de diâmetro, o que é mais de três vezes o tamanho do núcleo do segundo maior cometa conhecido até hoje, o Hale-Bopp, descoberto em 1995.

 

domingo, 11 de abril de 2021

Astrônomos descobrem caminho percorrido por exoplaneta que 'fugiu' do local de origem

 


Astrônomos aprimoram técnicas de análises e encontram pela primeira vez evidências de que o primeiro exoplaneta identificado em trânsito, o HD 209458b, e sua estrela podem ter migrado do local original de nascimento.

A análise da atmosfera do planeta por uma equipe que inclui cientistas da Universidade de Warwick, na Inglaterra, identificou a "impressão digital química" de um planeta que se formou muito mais longe de seu sol do que atualmente reside. Isso confirma o pensamento anterior de que o planeta mudou para sua posição atual após a formação, a meros 7 milhões de quilômetros de seu sol ou o equivalente a 1/20 da distância da Terra ao nosso Sol.

As conclusões foram publicadas na quarta-feira (7) na Nature por uma equipe internacional de astrônomos. A Universidade de Warwick liderou a modelagem e interpretação dos resultados que marcam a primeira vez que até seis moléculas na atmosfera de um exoplaneta foram medidas para determinar sua composição.

É também a primeira vez que astrônomos usam essas seis moléculas para apontar definitivamente o local em que esses planetas gigantes e quentes se formam graças à composição de suas atmosferas. Com telescópios novos e mais poderosos entrando em operação em breve, a técnica também poderá ser usada para estudar a química de exoplanetas que podem potencialmente hospedar vida.


 
 
O exoplaneta HD 209458b transita por sua estrela

Esta última pesquisa usou o telescópio Galileo em La Palma, Espanha, para adquirir espectros de alta resolução da atmosfera do exoplaneta HD 209458b enquanto ele passava na frente de sua estrela hospedeira em quatro ocasiões distintas. A luz da estrela é alterada à medida que passa pela atmosfera do planeta e, analisando as diferenças no espectro resultante, os astrônomos podem determinar quais substâncias químicas estão presentes e suas abundâncias.

Pela primeira vez, os astrônomos foram capazes de detectar moléculas baseadas em carbono como cianeto de hidrogênio, metano, amônia, acetileno, monóxido de carbono e baixas quantidades de vapor d'água na atmosfera do HD 209458b. A abundância inesperada dessas moléculas sugere que exoplaneta orbitou muito mais longe de sua estrela quando se formou originalmente, provavelmente a uma distância semelhante a Júpiter ou Saturno em nosso próprio Sistema Solar.

Siddharth Gandhi, do Departamento de Física da Universidade de Warwick, disse: "Os principais produtos químicos são as espécies portadoras de carbono e nitrogênio. Se essas espécies estiverem no nível em que as detectamos, isso é indicativo de uma atmosfera enriquecida em carbono em comparação com oxigênio. Usamos essas seis espécies químicas pela primeira vez para definir onde em seu disco protoplanetário ele teria se formado originalmente."

Os cientistas usaram modelos de formação planetária para comparar a impressão digital química do HD 209458b com o que eles esperariam ver em um planeta desse tipo.

Matteo Brogi, membro da equipe do estudo acrescenta: "Aumentando essas observações, seremos capazes de dizer que classes de planeta temos em termos de localização de formação e evolução inicial. […] Detectar o maior número de moléculas possível é útil quando passamos a testar esta técnica em planetas com condições que são propícias para hospedar vida, porque precisaremos ter um portfólio completo de espécies químicas que possamos detectar."

Paolo Giacobbe, pesquisador do Instituto Nacional Italiano de Astrofísica (INAF) e principal autor do artigo, ainda indagou se "é realmente possível que todas as outras espécies esperadas da teoria não deixaram algum vestígio mensurável", reforçando que "descobrir que é possível detectá-los, graças aos nossos esforços no aprimoramento das técnicas de análise, abre novos horizontes a serem explorados".

 

Mais vistas da semana

Astrônomos descobrem raras estrelas azuis a ponto de explodir em nova região da Via Láctea (FOTO)

 

Astrofísicos espanhóis descobriram recentemente uma nova região da Via Láctea e constataram que ela está cheia de estrelas azuis brilhantes e escaldantes que estão prestes a explodir.

Os pesquisadores estavam criando o mapa mais detalhado dos braços espirais pontilhados de estrelas de nossa vizinhança galáctica com o telescópio Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) quando descobriram a região, que chamaram de esporão de Cepheus. A descoberta foi publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Aninhado entre o Braço de Orion – onde está nosso Sistema Solar – e a constelação de Perseu, o esporão é um cinturão entre dois braços espirais preenchido com estrelas enormes três vezes o tamanho do Sol e de cor azul por causa de seu calor escaldante.

Os astrônomos chamam essas estrelas gigantes azuis de estrelas OB devido aos comprimentos de onda de luz predominantemente azuis que emitem. Eles são as estrelas maiores, mais raras, mais quentes e de vida mais curta de toda a galáxia.


 
 
 © Depositphotos / Alexmit
O esporão de Cepheus, na Via Láctea, tem estrelas enormes com três vezes o tamanho do Sol e a cor azul é explicada por seu calor escaldante

Segundo os cientistas, as violentas reações nucleares que ocorrem nos corações das estrelas as tornam seis vezes mais quentes que o Sol. E as enormes explosões estelares que as destroem, as supernovas, espalham os elementos pesados essenciais para a vida complexa por toda a galáxia.

"Estrelas OB são raras, em uma galáxia de 400 bilhões de estrelas pode haver menos de 200 mil", disse o coautor do estudo Michelangelo Pantaleoni González, pesquisador do Centro de Astrobiologia (CAB) espanhol a Live Science. Onde houver estrelas azuis, isso significa que são as regiões mais ativas e mais "vivas" da galáxia, de acordo com os pesquisadores.

Usando uma técnica de mapeamento, junto com dados do telescópio Gaia da ESA, a equipe pôde encontrar estrelas em áreas do espaço que se pensava estarem vazias.

"Após meses de trabalho, vimos este belo mapa pela primeira vez", disse Pantaleoni González. "Eu me senti como um explorador da iluminação, traçando os primeiros mapas precisos de nosso mundo – mas agora em outra escala. Eu me senti extremamente humilde e minúsculo vendo o quão vasta é nossa vizinhança estelar", contou.

Os cientistas provaram que a nova região era uma parte do disco galáctico espiral que compreende a maior parte do material de nossa galáxia. Eles também suspeitam que olhar para a posição do esporão, que está ligeiramente acima do disco galáctico, pode fornecer algumas dicas tentadoras sobre o passado da Via Láctea.

O próximo passo para os pesquisadores será colocar estrelas OB adicionais em um mapa mais preciso, no intuito de produzir ainda mais percepções sobre as estruturas de nossa galáxia.

 

Mais vistas da semana

sexta-feira, 19 de março de 2021

Descoberta surpreendente: astrônomos encontram bilhões de galáxias anãs em teia cósmica

 


Com ajuda do telescópio VLT, astrônomos observaram em detalhe pela primeira vez algumas partes da teia cósmica, repletas de bilhões de galáxias anãs, antes desconhecidas.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics. Segundo os cientistas, estas partes ou filamentos são estruturas gasosas de hidrogênio onde as galáxias se formam. Embora os filamentos de gás há muito tenham sido previstos por modelos cosmológicos, não tinha sido possível observá-los diretamente até agora.

Tudo o que era conhecido sobre a estrutura da teia cósmica era limitado a algumas regiões específicas ao longo das linhas de propagação dos raios dos quasares, que, à semelhança dos faróis dos carros, "realçam" as nuvens de gás ao longo da linha de visão.

Agora os astrofísicos franceses do Centro de Pesquisas Astrofísicas de Lyon e da Universidade de Côte d'Azur (França) revelaram e estudaram alguns filamentos da teia cósmica utilizando o Explorador Espectroscópico de Unidades Múltiplas (MUSE, na sigla em inglês), instalado no telescópio VLT no Chile.

Devido a suas características, este aparelho permite obter imagens mais nítidas de objetos muito pouco manifestados no Universo.

Para sua pesquisa, os astrônomos escolheram um filamento do chamado HUDF (Campo Ultraprofundo do Hubble) uma pequena região do espaço, conhecida por meio dos dados obtidos pelo telescópio Hubble desde 24 de setembro de 2003 até 16 de janeiro de 2004.

Observando esta região do espaço por mais de 140 horas e analisando os dados recebidos durante mais de um ano, os pesquisadores ficaram muito surpreendidos ao descobrir que a luz dos filamentos gasosos é proveniente de uma imensidão, até então invisível, de bilhões de galáxias anãs com muitas estrelas.

Anteriormente se acreditava que esse brilho era gerado pela radiação cósmica ultravioleta de fundo que, aquecendo o gás nos filamentos, os fazia brilhar.

Embora estas galáxias sejam muito fracas para serem detectadas individualmente com os instrumentos atuais, sua existência terá grandes implicações para os modelos da estrutura do Universo e para a compreensão de como todas as outras galáxias se formaram a partir do gás da teia cósmica, concluem os autores da pesquisa.

 

 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

magia (377) astrologia (336) signos (249) espiritualidade (206) Umbanda (178) amor (172) umbanda astrológica (146) orixá (143) UMBANDA ASTROLOGICA (136) mulher (129) CONCEITOS (117) religião (95) signo (95) anjos (74) candomblé (69) comportamento (67) mediunidade (50) 2016 (45) horóscopo (45) espaço (44) esoterismo (41) anjo (37) arcanos (37) magia sexual (35) oxum (35) Ogum (34) sexualidade (32) ancestrais (30) 2017 (28) oxumaré (28) estudos (27) fé religião (27) iemanjá (26) Yorimá (12)