Total de visualizações de página

Os Orixás regentes de 2027

Mostrando postagens com marcador Via Láctea. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Via Láctea. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Enorme estrutura de gás é descoberta na Via Láctea e pode ser um novo braço espiral

 


Da posição da Terra dentro da Via Láctea, muito de seu tamanho, conteúdo e estrutura são realmente difíceis de decifrar. Entretanto, com as tecnologias cada vez mais avançadas, descobertas como essa ajudam a montar o quebra-cabeça do Universo.

Segundo um estudo publicado no The Astrophysical Journal, astrônomos detectaram uma enorme trilha de gás na borda de nossa galáxia chamada Taboa. 

A gigante recém-descoberta está localizada a 71.754 anos-luz do centro da Via Láctea, e os astrônomos dizem que pode ser um braço espiral anteriormente não identificado.

Taboa foi encontrada usando um radiotelescópio esférico de abertura de 500 metros, enquanto os pesquisadores procuravam por nuvens de hidrogênio neutro atômico em uma região do céu localizada 4.566 anos-luz de distância do Sol.

Os autores do estudo detectaram um corpo de gás viajando a uma velocidade média de 150 quilômetros por segundo. A princípio, eles calcularam que a estrutura tem 3.588 anos-luz de comprimento, tornando-a o maior e mais distante filamento gigante da galáxia conhecido até agora.

Após comparação de dados, foi percebido que o filamento colossal é na verdade muito maior do que as estimativas iniciais, com um comprimento 16.310 anos-luz.

Embora Taboa possa ser simplesmente um filamento de gás superdimensionado, ela não segue muitas das regras que essas estruturas tendem a obedecer. 

Portanto, os astrônomos continuarão a pesquisar para ter a certeza se essa descoberta faz parte da Via Láctea, sendo um dos seus braços, ou se é uma estrutura gigante externa.

 

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Astrônomos captam 'expulsão' de anã branca da Via Láctea a mais de 3 milhões de km/h



 

Cientistas descobriram que a estrela LP 40-365 está se afastando da nossa galáxia a uma velocidade que supera três milhões de km/h, sendo assim uma das estrelas mais velozes do Universo.

Uma estrela está sendo "atirada" da Via Láctea a uma velocidade de 3,2 milhões de km/h, ou quase 900 km/s, escreve na terça-feira (3) o tabloide The Daily Mail.

Descoberto originalmente em 2017, o corpo estelar, com o nome LP 40-365, é uma anã branca com tamanho de cerca de 20% do Sol, localizado a 2.000 anos-luz da Terra.

"Esta estrela está se movendo tão rápido que quase certamente está deixando a galáxia [...] [está] se movendo a quase dois milhões de milhas por hora", disse J. J. Hermes, professor assistente de astronomia na Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Boston, EUA, e coautor da pesquisa. Trata-se de uma velocidade 1.000 vezes superior à velocidade de uma bala.

Durante o estudo, que foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, os cientistas analisaram dados do Telescópio Espacial Hubble da agência espacial norte-americana NASA e do telescópio TESS, concluindo com base nos padrões de brilho que não só a estrela está se afastando rapidamente da nossa galáxia, mas também está se rotando ao mesmo tempo, completando uma volta em nove horas.

No entanto, cientistas consideram essa uma velocidade baixa para uma estrela que sobreviveu um encontro com uma supernova, nota o jornal.

Os astrônomos creem que a baixa velocidade de rotação da estrela é sinal de ser um estilhaço de uma estrela que se autodestruiu após ser alimentada com demasiada massa por sua parceira, catapultando ambas as estrelas, mas deixando visível apenas a LP 40-365.

"Estrelas como a LP 40-365 não são apenas algumas das estrelas mais rápidas conhecidas pelos astrônomos, mas também as estrelas mais ricas em metal já detectadas", comenta Hermes.

"Ter passado por detonação parcial e ainda sobreviver é muito legal e único, e só nos últimos anos é que começamos a pensar que este tipo de estrela poderia existir", disse Odelia Putterman, coautora do estudo, acrescentando que "ao entender o que está acontecendo com esta estrela em particular, podemos começar a entender o que está acontecendo com muitas outras estrelas semelhantes que vieram de uma situação semelhante".

 

domingo, 11 de abril de 2021

Astrônomos descobrem raras estrelas azuis a ponto de explodir em nova região da Via Láctea (FOTO)

 

Astrofísicos espanhóis descobriram recentemente uma nova região da Via Láctea e constataram que ela está cheia de estrelas azuis brilhantes e escaldantes que estão prestes a explodir.

Os pesquisadores estavam criando o mapa mais detalhado dos braços espirais pontilhados de estrelas de nossa vizinhança galáctica com o telescópio Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) quando descobriram a região, que chamaram de esporão de Cepheus. A descoberta foi publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Aninhado entre o Braço de Orion – onde está nosso Sistema Solar – e a constelação de Perseu, o esporão é um cinturão entre dois braços espirais preenchido com estrelas enormes três vezes o tamanho do Sol e de cor azul por causa de seu calor escaldante.

Os astrônomos chamam essas estrelas gigantes azuis de estrelas OB devido aos comprimentos de onda de luz predominantemente azuis que emitem. Eles são as estrelas maiores, mais raras, mais quentes e de vida mais curta de toda a galáxia.


 
 
 © Depositphotos / Alexmit
O esporão de Cepheus, na Via Láctea, tem estrelas enormes com três vezes o tamanho do Sol e a cor azul é explicada por seu calor escaldante

Segundo os cientistas, as violentas reações nucleares que ocorrem nos corações das estrelas as tornam seis vezes mais quentes que o Sol. E as enormes explosões estelares que as destroem, as supernovas, espalham os elementos pesados essenciais para a vida complexa por toda a galáxia.

"Estrelas OB são raras, em uma galáxia de 400 bilhões de estrelas pode haver menos de 200 mil", disse o coautor do estudo Michelangelo Pantaleoni González, pesquisador do Centro de Astrobiologia (CAB) espanhol a Live Science. Onde houver estrelas azuis, isso significa que são as regiões mais ativas e mais "vivas" da galáxia, de acordo com os pesquisadores.

Usando uma técnica de mapeamento, junto com dados do telescópio Gaia da ESA, a equipe pôde encontrar estrelas em áreas do espaço que se pensava estarem vazias.

"Após meses de trabalho, vimos este belo mapa pela primeira vez", disse Pantaleoni González. "Eu me senti como um explorador da iluminação, traçando os primeiros mapas precisos de nosso mundo – mas agora em outra escala. Eu me senti extremamente humilde e minúsculo vendo o quão vasta é nossa vizinhança estelar", contou.

Os cientistas provaram que a nova região era uma parte do disco galáctico espiral que compreende a maior parte do material de nossa galáxia. Eles também suspeitam que olhar para a posição do esporão, que está ligeiramente acima do disco galáctico, pode fornecer algumas dicas tentadoras sobre o passado da Via Láctea.

O próximo passo para os pesquisadores será colocar estrelas OB adicionais em um mapa mais preciso, no intuito de produzir ainda mais percepções sobre as estruturas de nossa galáxia.

 

Mais vistas da semana

terça-feira, 9 de março de 2021

Periferia da Via Láctea já foi mais propícia à vida do que localização central da Terra, diz estudo

 


Em uma nova análise da história da Via Láctea, pesquisadores italianos afirmam que o melhor momento e lugar para o surgimento da vida foi há mais de seis bilhões de anos na periferia da galáxia, antes mesmo do surgimento da Via Láctea.

Há mais de seis bilhões de anos, a periferia da galáxia Via Láctea teria sido a melhor localização no espaço e no tempo para proporcionar o surgimento de um mundo habitável e com a melhor proteção contra as explosões de raios gama e supernovas que explodiam gerando radiação mortal, de acordo com novo estudo realizado por cientistas italianos.

Somente depois, cerca de quatro bilhões de anos atrás, é que as regiões centrais da galáxia, onde fica o nosso Sistema Solar, tornaram-se mais seguras do que as periferias para o surgimento da vida, afirma a pesquisa publicada na Astronomy & Astrophysics.

"Nosso trabalho mostra que, até seis bilhões de anos atrás, excluindo as regiões periféricas da Via Láctea, que tinham relativamente poucos planetas, devido à alta formação de estrelas e baixa metalicidade, os planetas estavam sujeitos a muitos eventos explosivos capazes de desencadear uma extinção em massa", explicou o astrônomo Riccardo Spinelli, da Universidade de Insubria e do Instituto Nacional de Astrofísica, na Itália.

Explosões cósmicas são eventos incrivelmente energéticos, tão intenso é o resultado que pode ser mortal para a vida. Explosões de raios gama, que são muito mais raras, mas muito mais poderosas do que as supernovas, seriam igualmente devastadoras. Ambos os eventos estão ligados aos ciclos de vida das estrelas e resultam em uma explosão massiva de material estelar no espaço.

Acredita-se que as explosões de raios gama sejam lançadas de estrelas em colapso em estrelas de nêutrons ou buracos negros, e sabemos que podem ocorrer quando as estrelas de nêutrons se fundem. Tais eventos nunca foram detectados na Via Láctea, apenas em outras galáxias a milhões de anos-luz de distância.

Os cientistas acreditam que uma explosão de raios gama 450 milhões de anos atrás poderia ter desencadeado a extinção em massa do Ordoviciano, antes da era dos dinossauros.

"As supernovas são mais frequentes em regiões de formação estelar, onde estrelas massivas são formadas", disse o astrônomo Giancarlo Ghirlanda, do Instituto Nacional de Astrofísica, na Itália.

Para descobrir os lugares mais seguros para a vida, a equipe de pesquisa modelou cuidadosamente a história evolutiva da Via Láctea, prestando atenção ao surgimento de regiões com maior probabilidade de abrigar supernova ou atividade de explosão de raios gama.

O modelo deles previu que as regiões internas da galáxia teriam se formado mais rapidamente do que as periferias. Com o tempo, a taxa de formação de estrelas na região interna diminuiu, mas aumentou nas regiões externas da galáxia. À medida que as estrelas viveram e morreram, a região central da Via Láctea tornou-se mais rica em elementos e metais pesados. Por sua vez, isso teria reduzido a frequência das explosões de raios gama, tornando a região central mais segura do que antes.

De acordo com a análise da equipe, nos últimos 500 milhões de anos, os arredores da Via Láctea provavelmente teriam sido esterilizados por duas a cinco longas explosões de raios gama. A localização do nosso Sistema Solar, por outro lado, tornou-se mais segura do que nunca.

Mas mesmo o perigo relativo e a exposição repetida a explosões cósmicas podem ter sido fortuitos para nós. "Notamos que a própria existência de vida no planeta Terra hoje demonstra que extinções em massa não necessariamente excluem a possibilidade de desenvolvimento de vida complexa", escreveram os pesquisadores em seu artigo.

"Ao contrário, as extinções em massa ocorrendo no ritmo certo poderiam ter desempenhado um papel fundamental na evolução de formas de vida complexas em nosso planeta natal." Portanto, talvez a "segurança" deva ser vista com cautela.

 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Cientistas descobrem estrutura incomum de gás quente debaixo da Via Láctea (FOTO)

As gigantescas Bolhas Fermi só são visíveis na luz de raios gama

Cientistas descobriram uma espécie de "bolha" abaixo do plano da Via Láctea. Os astrônomos já sabiam sobre a existência de uma estrutura semelhante no hemisfério celestial norte da galáxia.

Unidas, estas "bolhas" formam uma "ampulheta" simétrica relativamente ao centro da nossa galáxia.

Telescópio alemão eROSITA a bordo do observatório espacial russo de raios X Spektr-RG (instalado na órbita da Terra) encontrou anteriormente desconhecidas enormes bolhas de gás quente abaixo do plano da Via Láctea, segundo comunicado da Corporação Estatal de Atividades Espaciais da Rússia (Roscosmos).

"No primeiro mapa da visão panorâmica de todo o céu criado pelo telescópio de raios X eROSITA a bordo do observatório russo Spektr-RG, astrônomos descobriram um detalhe incrível: uma enorme estrutura arredondada abaixo do plano da Via Láctea, que ocupa uma parte substancial no [hemisfério] celeste sul", informaram cientistas do Instituto de Pesquisas Espaciais no site da Roscosmos.

 

Uma estrutura semelhante no hemisfério celestial norte é conhecida há bastante tempo e foi denominada pelos astrônomos de poço polar do norte.

Durante muito tempo, pensava-se que o poço surgiu após explosão de uma supernova perto do Sol há dezenas ou centenas de milhares de anos.

Estas estruturas juntas a do norte e a recém-descoberta do sul criam uma composição semelhante a "um halo em forma de ampulheta bastante simétrica em relação ao centro da galáxia", apontam cientistas do instituto.

​Estruturas gigantes na Via Láctea chamadas bolhas de Fermi foram provavelmente causadas pela atividade no passado do buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia. Os cientistas chegaram a esta conclusão graças aos dados do observatório russo Spektr-RG.

As bolhas que mudam de brilho descobertas pelo telescópio são o reflexo das perturbações dentro da camada de gás quente. "Elas foram causadas por uma ejeção de material devido à atividade de um buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia, ou uma explosão gigante de formação estelar no gás no centro da galáxia", opinam pesquisadores, escreve portal RBC. 

Para criar estas "bolhas" foi necessária energia semelhante à potência de 100 mil supernovas, e o tamanho de ambas as estruturas é comparável ao tamanho de toda a Via Láctea.

 

domingo, 27 de setembro de 2020

Astrônomos podem ter encontrado 1º planeta fora da Via Láctea

 


 

 

Cientistas encontraram evidências do que pode ser um exoplaneta extragaláctico, ou seja, além da Via Láctea, a cerca de 23 milhões de anos-luz da Terra, perto da constelação de Ursa Maior.

Uma equipe de pesquisadores dos EUA e da China achou um candidato a planeta localizado em outra galáxia, em uma região de intensa atividade caótica. Os astrônomos estimam que esse exoplaneta distante é um pouco menor que Saturno e orbita um sistema estelar binário, que consiste em uma estrela massiva e um buraco negro ou estrela de nêutrons.

"M51-ULS-1b é o primeiro candidato a planeta a ser encontrado porque produz um eclipse completo e de curta duração de uma fonte de raio X brilhante", lê-se no estudo, que foi publicado recentemente no repositório arXiv.

Trânsito de raios X

Normalmente, as descobertas de exoplanetas são feitas detectando trânsitos: planetas que passam na frente das estrelas. Quando um planeta transita por uma estrela, um telescópio espacial pode monitorar a queda no brilho da estrela.

Neste caso, porém, os astrônomos observaram o trânsito de raios X. O sistema binário está emitindo raios X para o espaço, o que sugere que seu buraco negro ou estrela de nêutrons está consumindo uma estrela próxima.


 
 
 © NASA . T.Bernal et al.
Na imagem, os raios X são mostrados em cor de rosa. São as constelações de Andrômeda, Eridanus, Leo e Pegasus, que ficam a bilhões de anos-luz da Terra

"A descoberta do M51-ULS-1b estabeleceu que galáxias externas hospedam planetas candidatos […]. Também demonstra que o estudo de trânsito de raios X pode revelar a presença de sistemas invisíveis, que também incluirão anãs marrons e estrelas de baixa massa", afirma a equipe de astrônomos.

Primeiro planeta extragaláctico?

Agora, de acordo com o estudo, há duas possibilidades. A primeira é que M51-ULS-1b é de fato um planeta. Todavia, para confirmar essa hipótese é preciso aguardar para ver se ele vai continuar a passar pelo mesmo ponto em intervalos de tempo constantes, o que pode levar décadas, uma vez que M51-ULS-1b orbitaria sua estrela à mesma distância que Saturno orbita o Sol, que demora 10.760 dias para dar uma volta completa em torno do Sol.

A outra possibilidade é que M51-ULS-1b seja apenas um corpo celeste que estava de passagem pela galáxia e nunca mais volte a aparecer.

De qualquer forma, os astrônomos estão empolgados. "Descobrir e estudar planetas extragalácticos e outros pequenos objetos em galáxias externas pode estabelecer conexões e contrastes com o ambiente do Sol na Via Láctea, fornecer informações sobre a evolução mútua das órbitas estelares e binárias e expandir o domínio dentro do qual podemos pesquisar extraterrestres vida", concluem os pesquisadores.

 

 

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Via Láctea poderia ter muitos mais planetas oceânicos, diz estudo



Mais de 25% dos exoplanetas da nossa galáxia podem ter oceanos devido a semelhanças com satélites de Saturno e Júpiter, que contêm enormes oceanos aquáticos, concluiu um estudo.

Os satélites Encélado, de Saturno, e Europa, de Júpiter, não devem ser os únicos mundos oceânicos na nossa Via Láctea.
Cientistas liderados por Lynnae Quick, uma cientista planetária da NASA especializada em vulcanismo e mundos oceânicos, realizaram uma análise matemática, chegando à conclusão que mais de 25% dos exoplanetas que eles estudaram podem conter vastas quantidades de água.
Alguns desses planetas também poderiam ter água líquida sob camadas de gelo superficial, de acordo com um estudo publicado na quinta-feira (18) na revista Publications of the Astronomical Society of the Pacific.
"Plumas de água irrompem de Europa e de Encélado, então podemos dizer que esses corpos têm oceanos subsuperficiais sob suas capas de gelo e têm energia que impulsiona as plumas, que são dois requisitos para a vida como a conhecemos", disse Quick, segundo o portal Phys.org.
"Então, se estamos pensando nesses lugares como possivelmente habitáveis, talvez versões maiores deles em outros sistemas planetários também sejam habitáveis", teoriza.
Aki Roberge, uma astrofísica do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA e coautora do estudo, disse que futuras missões vão usar a atmosfera da Terra como modelo para encontrar sinais de vida fora do Sistema Solar.
O satélite interplanetário Europa Clipper deverá fornecer mais dados sobre Europa, durante a próxima década, que ajudarão a entender mundos semelhantes por toda a Via Láctea.

domingo, 15 de março de 2020

Exoplaneta mil vezes maior que a Terra é descoberto de forma inédita na Via Láctea



Cientistas encontram pela primeira vez exoplaneta acima do plano galáctico da Via Láctea.

Trata-se do LHS 181b, um exoplaneta 1.088 vezes maior do que a Terra.

Além do tamanho, o corpo celeste se destaca pela sua localização, sendo o primeiro exoplaneta presente no disco espesso da nossa galáxia a ser detectado a partir da Terra.
É válido ressaltar que a maior parte dos milhares de exoplanetas encontrados até agora na Via Láctea se localiza no conhecido "disco fino do plano galáctico". É nesta região, com algumas centenas de anos-luz de espessura, que se encontra a maior parte das estrelas e do gás da nossa galáxia.
Já no disco espesso a presença de estrelas é menor. Contudo, o exoplaneta LHS 181b foi encontrado orbitando a estrela LHS 1815.
O achado, publicado pelo portal científico arXiv.org, foi feito com a ajuda do telescópio espacial TESS, pertencente à NASA.

O que são exoplanetas?

Pela classificação científica, exoplanetas são planetas que orbitam qualquer outra estrela, com exceção do Sol. Desta forma, os exoplanetas pertencem a sistemas planetários fora do nosso Sistema Solar.
A descoberta de exoplanetas também levanta a possibilidade de serem habitáveis, ao passo que alguns apresentam características semelhantes às da Terra.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Movimentos estranhos de gás no 'coração' da Via Láctea indicariam novos tipos de buraco negro



Cientistas japoneses descobriram na parte central da Via Láctea movimentos incomuns de nuvens de gás, que podem indicar a presença de um desconhecido buraco negro de classe intermediária.

Descobriu-se que as nuvens de gás giram em torno de um objeto, que não dá para se ver, cuja massa é dez mil vezes maior que a do Sol. Os pesquisadores acreditam que no centro dessas nuvens em movimento está um buraco negro incomum, pertencente à chamada classe intermediária.
Existem pequenos buracos negros conhecidos por pesar menos de 100 massas solares, sendo que o maior deles tem 62 massas solares. Também são bem conhecidos os buracos negros supermassivos (superior a 100 mil massas solares) que alimentam as galáxias e estão normalmente localizados no seu centro.
Já a existência da classe intermediária de buracos negros de massa média (de 1.000 a 100 mil massas solares) é questionada por muitos pesquisadores, já que ainda não foi obtida nenhuma evidência confiável.

Ausência de homólogos

O objeto encontrado pelos cientistas japoneses já é o quinto candidato a buracos negros de massa média, localizado no centro galáctico.
Em busca desses objetos, os cientistas já usaram anteriormente o método de rastreamento de gás para determinar o horizonte de eventos (região esférica do espaço ao redor do buraco negro, onde a luz não passa). Agora eles aplicaram este método à nuvem de gás de alta velocidade, que é o tema desse estudo.
A nuvem HCN-0.085-0.094 consiste em três pequenos coágulos, um dos quais gira ao redor do centro, mas não aumenta de tamanho.
"Um dos três aglomerados tem uma estrutura semelhante a um anel com um gradiente de velocidade muito acentuado […] Esta estrutura cinemática assume uma órbita em torno de um objeto em forma de anel com uma massa de 100 mil massas solares. A ausência de homólogos estelares indica que o
objeto parecido com um ponto pode ser um buraco negro quiescente", escreveram os pesquisadores.



ESO/L. Calçada
Buraco negro supermassivo
Os resultados do estudo mostram que os fluxos de gás vortex na parte central da Via Láctea podem ser usados para procurar candidatos a buracos negros de massa média, embora nenhum destes objetos tenha ainda sido confirmado.
Os autores acreditam que se forem desenvolvidos métodos para detecção confiável de buracos negros de massa intermediária, eles estarão no "coração" da nossa galáxia.
Os resultados da pesquisa foram publicados na Astrophysical Journal e estão disponíveis no portal arXiv.

Astrônomos detectam oxigênio fora da Via Láctea pela 1ª vez



Uma equipe de cientistas descobriu pela primeira vez oxigênio molecular fora da Via Láctea, na galáxia Markarian 231, localizada a 580 milhões de anos-luz da Terra.

Usando o radiotelescópio IRAM de 30 metros (na Espanha), os pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências realizaram observações espectrais da galáxia Markarian 231 – estudaram as ondas absorvidas ou emitidas por moléculas específicas, e encontraram entre elas a assinatura espectral do oxigênio.
Fora do Sistema Solar, o oxigênio só foi diagnosticado duas vezes – uma área do espaço onde o oxigênio molecular foi previamente encontrado é a nebulosa de Orion.
As medições dos cientistas mostraram que na galáxia de Markarian 231 o conteúdo de oxigênio, comparado ao hidrogênio, era cerca de 100 vezes maior do que na nebulosa de Orion, de modo que a galáxia poderia ser submetida a uma versão mais intensa do mesmo processo de clivagem das moléculas.

Oxigênio molecular extragaláctico

A Markarian 231 é uma galáxia espiral com núcleo ativo, que contém o quasar mais próximo que conhecemos e pode conter um enorme buraco negro. O núcleo ativo da galáxia contribui para a saída de moléculas, criando um efeito de choque contínuo que pode levar à separação do oxigênio da água. Portanto, os pesquisadores chineses procuraram propositadamente oxigênio no espectro desta galáxia.



© AFP 2019 / HO / ESO
Nebulosa de Orion captada usando Wide Field Imager pelo telescópio MPG/ESO 2.2-metros do Observatório La Silla no Chile
Junzhi Wang, chefe da pesquisa publicada na Astrophysical Journal, explica que a emissão detectada de oxigênio está localizada em áreas a cerca de 32.615 anos-luz do centro da galáxia Markarian 231 e pode ser causada pela interação entre o fluxo molecular ativo, controlado pelo núcleo da galáxia, e as nuvens moleculares do disco externo.
"Esta primeira detecção de oxigênio molecular extragaláctico fornece uma ferramenta ideal para estudar os fluxos moleculares impulsionados por núcleos galácticos ativos em escalas de tempo dinâmicas de dezenas de milhões de anos", acrescentou o cientista.
Os autores do estudo observam que na galáxia Margaryan 231 o oxigênio molecular é cerca do dobro do que na nebulosa de Orion.

sábado, 14 de dezembro de 2019

Novos dados indicam que Via Láctea é 890 bilhões de vezes maior que Sol



Pesquisadores reuniram novas e mais precisas medidas para descobrir que nossa galáxia, a Via Láctea, possui uma massa 890 bilhões de vezes maior que a do nosso Sol.

Inúmeras vezes, pesquisadores tentaram calcular a massa da Via Láctea, levando em consideração fatores que geralmente os deixavam próximos da proporção exata da galáxia, segundo estudo publicado pela revista ArXiv.
Geralmente, pesquisadores medem as galáxias através do movimento das estrelas em seu interior, o que fornece uma ideia de como a gravidade está afetando as estrelas, indicando, assim, a massa da gigante.

© FOTO / DR NATASHA HURLEY-WALKER (ICRAR/CURTIN) E A EQUIPE GLEAM
Ondas de rádio de baixa frequência no centro da Via Láctea
Entretanto, esse método seria difícil de ser utilizado em nossa galáxia, já que nossas estrelas são escurecidas devido aos gases circundantes e outros materiais, além do movimento constante do Sistema Solar em torno da Via Láctea, conforme a Live Science.
Com isso, os pesquisadores teriam desenvolvido modelos sofisticados que podem indicar o movimento dos gases e estrelas, tornando capaz a criação de um gráfico da velocidade orbital das estrelas.
Através desse método, os pesquisadores foram capazes de calcular a massa da matéria escura, teorizada para permear o Universo.

sábado, 7 de dezembro de 2019

Vibrações em estrelas de nêutrons ajudam astrônomos a repensar idade da Via Láctea



Cientistas usaram o brilho das estrelas em forma de tremores para estimar uma nova idade da nossa galáxia.

Enquanto o satélite Kepler da NASA estava procurando exoplanetas nos céus, acabou observando cuidadosamente o brilho de uma estrela influenciado por um planeta, relata um artigo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
A missão de Kepler já foi finalizada, mas os dados recolhidos continuam dando frutos. Cientistas, liderados por pesquisadores do Centro de Excelência ARC para a Astrofísica de Todos os Céus em 3D (Astro 3D, na sigla em inglês), de Sydney, Austrália, utilizaram os dados para estimar a idade das estrelas e, por conseguinte, também a data de nascimento da galáxia.

© FOTO / GABRIEL PÉREZ DÍAZ, SMM (IAC)
Reprodução em imagem do nascimento da absorção de uma galáxia anã pela Via Láctea há 10 bilhões de anos.
A pesquisa descreve como os tremores em estrelas no "disco espesso" da Via Láctea lhes proporcionaram uma estimativa mais precisa da idade da galáxia: 10 bilhões de anos.
"Esta descoberta esclarece um mistério", disse ao portal Phys.org o autor principal, Sanjib Sharma, do Astro 3D e da Universidade de Sydney, Austrália. "Dados anteriores sobre a distribuição etária das estrelas no disco não concordavam com os modelos construídos para descrevê-lo, mas ninguém sabia onde estava o erro, se nos dados ou nos modelos. Agora temos certeza de que o encontremos", acrescentou.
O erro estaria em estrelas de nêutrons, nos núcleos ultradensos de estrelas que morreram, e nas violentas correções periódicas em seus campos magnéticos extremamente poderosos.

Terremotos de estrelas

"Os terremotos geram ondas sonoras dentro das estrelas que as fazem pulsar ou vibrar", explicou o coautor e professor associado Dennis Stello do Astro 3D e da Universidade de Nova Gales do Sul, Austrália. "As frequências produzidas nos dizem coisas sobre as propriedades internas das estrelas, incluindo suas idades. É um pouco como identificar um violino como um estradivário ouvindo o som que ele faz."
O maior terremoto de estrelas já gravado, visto na estrela de nêutrons SGR 1806-20 em 27 de dezembro de 2004, tinha uma frequência de 94,5 Hertz, com um F nítido ligeiramente plano, equivalente à 22ª tecla de um piano, informou o Space.com.
Nesse momento, um intenso clarão de energia que durou um décimo de segundo liberou mais energia do que o nosso Sol emite em 150.000 anos.
Kepler foi lançado em 2009 e desativado no final de 2018, tendo descoberto cerca de 2.600 planetas fora do nosso Sistema Solar.
A segunda metade da vida do satélite, após um acidente, foi recriada como K2, na qual ele usou sua capacidade restante de câmera para observações mais amplas do que antes, como observar as luas de Netuno, o planeta mais distante do nosso próprio sistema.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

magia (376) astrologia (335) signos (248) espiritualidade (206) Umbanda (177) amor (172) umbanda astrológica (146) orixá (143) UMBANDA ASTROLOGICA (136) mulher (128) CONCEITOS (117) religião (95) signo (94) anjos (74) candomblé (69) comportamento (67) mediunidade (50) 2016 (45) horóscopo (45) espaço (44) esoterismo (41) anjo (37) arcanos (37) magia sexual (35) oxum (35) Ogum (34) sexualidade (32) ancestrais (30) 2017 (28) oxumaré (28) estudos (27) fé religião (27) iemanjá (26) Yorimá (12)