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Os Orixás regentes de 2027

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segunda-feira, 30 de março de 2020

Como uma hemoterapia do século XIX se tornou em nova forma de combater a COVID-19



Na semana passada, a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) dos EUA aprovou o uso experimental de sangue de sujeitos recuperados da COVID-19 como tratamento para pacientes recém-infectados.

Conhecida como terapia de plasma convalescente, o tratamento remonta ao final do século XIX, e os médicos de hoje creem que pode ser a solução provisória que necessitamos para conter o vírus enquanto são desenvolvidos tratamentos e vacinas mais complexos.
O portal New Atlas, em um artigo publicado em 29 de março, fez o balanço do problema e explicou como o método pode ajudar a combater a pandemia.

Método pioneiro

Na década de 1890, o cientista alemão Emil Behring foi pioneiro na implementação de um novo tratamento para a difteria. Behring, juntamente com o médico japonês Kitasato Shibasaburo, descobriu que o soro sanguíneo de animais infectados com certas toxinas poderia ser usado em humanos para tratamento de várias doenças.
Behring descreveu na época essas moléculas protetoras como "antitoxinas" e passou o resto da década otimizando o processo, acabando por descobrir que os cavalos eram o animal mais eficiente para produzir grandes volumes de soro de antitoxinas.
Em 1901 Behring ganhou o primeiro Prêmio Nobel da Medicina por seu trabalho sobre essas terapias com soro para difteria.
Ao longo das primeiras décadas do século XX, o tratamento ficou conhecido como terapia plasmática convalescente, sendo frequentemente utilizado em tempos de surto de doenças infecciosas.
Os produtos sanguíneos de pacientes recuperados eram tratamento comum para tudo, desde sarampo e papeira até poliomielite, tendo sido amplamente utilizados durante a pandemia de gripe espanhola em 1918.
Um estudo de 2006 mostrou que essa terapia reduziu significativamente as taxas de mortalidade, de 37% entre os não tratados para 16% entre os pacientes tratados com plasma convalescente. A descoberta de antibióticos e o desenvolvimento de vacinas tornariam este método obsoleto.

Funcionou então, pode funcionar agora

No início dos anos 2000, um novo coronavírus respiratório apareceu na China. Perante um vírus inteiramente novo, com uma elevada taxa de mortalidade e sem opções de tratamento, médicos em Hong Kong conduziram um estudo de plasma convalescente improvisado, inspirado em estudos de casos similares recentes fora de África, e que tinham demonstrado potencial eficácia no tratamento do vírus ebola.
A taxa de mortalidade total entre os pacientes tratados foi de 12,5 por cento e a geral em Hong Kong de 17 por cento. A ilação mais importante foi que os mais precocemente tratados apresentaram melhores índices do que aqueles que receberam o tratamento mais tarde.
Um estudo mais recente sobre os efeitos da terapia plasmática convalescente, que incorpora relatórios clínicos desde a gripe espanhola até a SARS, detectou uma impressionante redução de 75% na mortalidade geral entre os doentes tratados com essa terapia.

Medida provisória

O imunologista Arturo Casadevall reacendeu a ideia do plasma convalescente, após relatos de que o tratamento estava sendo testado na China. Casadevall não só propôs a terapia centenária como um tratamento precoce potencialmente útil em pacientes recentemente diagnosticados com o vírus, mas também como profilaxia útil para os profissionais de saúde e para membros de famílias que cuidam de pacientes com COVID-19 em casa.
Casadevall e sua equipe da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, rapidamente começaram a investigação, tendo a FDA respondido prontamente alguns dias depois, não só acelerando as aprovações de ensaios clínicos de plasma convalescente, como também permitindo disposições imediatas de uso compassivo. Isto possibilita aos médicos ter a capacidade de administrar o tratamento a pacientes fora das limitações de um ensaio clínico, desde que certas condições sejam satisfeitas.
Ainda há muitas questões que precisam de ser respondidas antes que o tratamento possa ser amplamente implantado.
Quantos anticorpos precisam ser detectados no sangue dos pacientes recuperados para que o tratamento sérico seja eficaz? Qual é a quantidade de plasma convalescente que precisa ser administrada para tratar a doença? Qual é o momento ideal para administrar o tratamento? O tratamento oferece alguma imunidade confiável em pacientes que não contraíram o vírus?
Os cientistas não esperam encontrar com isso a cura para a COVID-19, mas somente algo que ajude a mitigar o fenômeno enquanto não houver tratamentos e vacinas.
Produzir e implantar tratamentos de plasma convalescente requer apenas redes de bancos de sangue pré-existentes. O atual sistema de coleta e fornecimento de sangue nos Estados Unidos poderia ser rapidamente mobilizado para começar a coletar doações de pacientes recuperados da COVID-19.
Quando Casadevall e seus colegas possam verificar a melhor prática para o tratamento, o plasma convalescente poderia ser estendido a um enorme volume de pacientes em meses, achatando a curva de transmissão e ganhando mais tempo para os cientistas trabalharem em uma vacina eficaz.

domingo, 15 de março de 2020

Exoplaneta mil vezes maior que a Terra é descoberto de forma inédita na Via Láctea



Cientistas encontram pela primeira vez exoplaneta acima do plano galáctico da Via Láctea.

Trata-se do LHS 181b, um exoplaneta 1.088 vezes maior do que a Terra.

Além do tamanho, o corpo celeste se destaca pela sua localização, sendo o primeiro exoplaneta presente no disco espesso da nossa galáxia a ser detectado a partir da Terra.
É válido ressaltar que a maior parte dos milhares de exoplanetas encontrados até agora na Via Láctea se localiza no conhecido "disco fino do plano galáctico". É nesta região, com algumas centenas de anos-luz de espessura, que se encontra a maior parte das estrelas e do gás da nossa galáxia.
Já no disco espesso a presença de estrelas é menor. Contudo, o exoplaneta LHS 181b foi encontrado orbitando a estrela LHS 1815.
O achado, publicado pelo portal científico arXiv.org, foi feito com a ajuda do telescópio espacial TESS, pertencente à NASA.

O que são exoplanetas?

Pela classificação científica, exoplanetas são planetas que orbitam qualquer outra estrela, com exceção do Sol. Desta forma, os exoplanetas pertencem a sistemas planetários fora do nosso Sistema Solar.
A descoberta de exoplanetas também levanta a possibilidade de serem habitáveis, ao passo que alguns apresentam características semelhantes às da Terra.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

FOTOS mostram variação de brilho e forma da estrela Betelgeuse que poderia explodir



Imagens captadas pelo telescópio VLT, instalado no Observatório Europeu do Sul, no Chile, mostram mudança de brilho e forma da estrela supergigante vermelha Betelgeuse durante 2019.

Localizada a mais de 640 anos-luz da Terra, a estrela supergigante vermelha Betelgeuse tem intrigado astrônomos devido a mudanças em sua estrutura e seu brilho, que já diminuiu 36%.
Desta forma, alguns cientistas cogitaram que o corpo celeste poderia explodir a qualquer momento, enquanto outros acreditam que a explicação das mudanças seria outra.
Sendo assim, conforme publicado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) duas imagens do ano passado mostram claramente a variação de brilho e forma, como é visto nas imagens a seguir, sendo a da esquerda feita em janeiro de 2019 e a da direita em dezembro do mesmo ano.



Mudanças na estrela supergigante vermelha Betelguese observadas ao longo de 2019 pelo telescópio VLT no Chile

Explicando o fenômeno

Para o astrônomo Miguel Montargès, da Universidade Católica de Lovaina, Bélgica, o fenômeno pode ser explicado pela hipótese do "esfriamento da superfície [da estrela] devido a uma atividade estrelar excepcional, ou uma ejecção de poeira em direção a nós".
Mesmo assim, o cientista reconhece que o fenômeno ainda poderia apresentar surpresas, uma vez que estrelas supergigantes vermelhas ainda foram pouco estudadas.

Salto gigante para ciência: descoberta forma de extrair informação de grão de poeira lunar



Um recente estudo revelou a possibilidade de analisar um grão de pó lunar graças a uma nova técnica, chamada Tomografia por Sonda Atômica (APT ou Sonda Atômica 3D).

"Podemos aplicar esta técnica a amostras que ninguém estudou […] É quase garantido que você encontrará algo novo ou inesperado. Esta técnica tem tanta sensibilidade e resolução, que você encontra coisas que não encontraria de outra forma e só usa uma pequena parte da amostra", disse o coautor do trabalho Philipp Heck, professor associado da Universidade de Chicago (EUA).
Para a pesquisa, foi utilizado apenas um grão de poeira lunar (do tamanho de um cabelo humano) trazido da missão Apollo 17, realizada em 1972.
Não obstante o diminuto tamanho da amostra, a técnica permite identificar recursos lunares como o ferro, água e hélio. Os cientistas afirmam que a extração desses recursos poderia ajudar os futuros astronautas a manter suas atividades no satélite.



Imagem da NASA mostra momento em que água é liberada da superfície da Lua durante chuvas de meteoros
"Estamos analisando rochas do espaço, átomo por átomo […] É a primeira vez que uma amostra lunar é estudada desta forma. Estamos usando uma técnica de que muitos geólogos ainda nem sequer ouviram falar", explicou a autora do estudo, Jennika Greer.
Para analisar o material, o grão foi colocado dentro de uma sonda atômica e "bombardeado" com um laser para libertação de átomos, que foram posteriormente atraídos por uma placa de detecção.

Milhões de anos de história em grãozinho

Os elementos mais pesados levam mais tempo a chegar à placa, ao contrário dos mais leves. O instrumento calculou o tempo entre o disparo do laser e a chegada do átomo à placa detectora, determinando assim o tipo de átomo e a sua carga. Com isso, a equipe foi capaz de produzir um mapa em nanoescala em 3D, dos vários elementos.
"Com algo assim, nós entendemos como é o ambiente na Lua. Isso vai muito além do que os astronautas são capazes de nos dizer quando andam na Lua. Este grãozinho preserva milhões de anos de história", comentou Greer.
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Meteoritics & Planetary Science.

NASA mostra FOTO de nuvens com forma de pompons de algodão impossíveis de se ver do solo



Imagem captada pelo satélite Aqua mostra formações nebulosas semelhantes a pompons de algodão pairando sobre os céus ao largo da costa ocidental da Austrália. 

O fenômeno se trata de nuvens actinoformes, que aparentam ter "braços" ou "raios". Tal forma explica a origem do nome, que vem da palavra grega actiniae, que significa raio.
Contudo, tal fenômeno pode apresentar diferentes formas, segundo o pesquisador de nuvens da NASA Michael Garay.
"Nuvens actinoformes podem ter formas levemente diferentes, mas sua estrutura geral é consistente", publicou as palavras do especialista o Observatório da Terra da NASA.
Por sua vez, as nuvens fotografadas pelo satélite Aqua mostraram-se parecidas com pompons de algodão, enquanto pairam perto do litoral ocidental da Austrália, como é visto na foto a seguir.



Nuvens actinoformes pairando sobre o litoral ocidental da Austrália

Vendo do alto

Uma das características mais interessantes do fenômeno é o fato de as nuvens actinoformes poderem ser vistas somente a partir do alto, e não do solo.
A razão disso seria sua grande dimensão, podendo alcançar até 300 km de comprimento.
As primeiras aparições a serem notadas pelos cientistas datam ainda de 1962, quando imagens foram obtidas pelo satélite TIROS V da NASA, que as captou.
É válido ressaltar que tais nuvens têm duração de até 72 horas.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia



Os escritos dos filósofos da Renascença, porém, levam a supor que o ocidente também via os elementos como forças sutis que se manifestariam através de transformações recíprocas. É o que se depreende do texto enciclopédico de Cornelius Agrippa, De occulta philosophia. Esta forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia, que ocorria naquela época. Também na Índia se vê a aplicação deste conceito de elementos que entram em partes equilibradas na composição da matéria, quando a medicina aiurvédica tenta equilibrar os três humores: vento, fogo e terra. O nome de Elemental é dado então em função da mônada atuar sobre reinos que possuem a mesma denominação dos quatro elementos: ELEMENTAL =  ELEMENTOS

À partir do reino da água as estruturas ficam mais complexas, aparecem na água os primeiros seres vivos e a partir deste reino até o reino das matas a mônada passa a receber a denominação de ELEMENTAR. Recebe a denominação de Elementar devido a mônada passar a atuar em campos estruturais de seres mais complexos, mas ainda bastante ELEMENTARES. (Seres elementares)
Nos reinos da mata e da humanidade a mônada pode receber outras denominações, por exemplo: Almas grupo, Encantados naturais etc... Quando a mônada espiritual atinge a etapa evolutiva do Reino da Humanidade, passa a atuar sobre estruturas mais complexas, passa a ser chamada de ESPÍRITOS e é nesta fase que se encontram todos os humanos, espíritos encarnados.
Naturalmente que nesta fase de espíritos, encontramos várias denominações, de acordo com o grau evolutivo do espírito (mônada) e da sua atividade, comportamento etc... Quando a mônada evolui da fase de espírito, ela deixa o Reino da Humanidade e passa a atuar diretamente no Reino das Almas. Nesta fase evolutiva a mônada passa a receber várias denominações diferentes , que podem ser por exemplo: espíritos puros, mestres, santos, anjos, arcanjos, orixás etc... (Angelitude). Nesta fase evolutiva a mônada atua sobre campos estruturais de maior complexidade e responsabilidade.

Não é possível determinar quando se inicia o processo evolutivo da mônada, sua data de criação, da mesma forma que não podemos determinar quando a mônada atinge seu ápice evolutivo, podemos afirmar que esta caminhada é eterna, pois o universo também evolui num processo continuo. (Teoria do Big Bang)
Durante todo este processo evolutivo a mônada atua sobre campos estruturais diferentes , mantendo e criando estruturas, que podem ser de natureza material, etérica, mental, emocional e espiritual. Vamos neste texto comentar sobre a fase evolutiva da mônada nos quatro primeiros reinos, onde ela recebe a denominação de ELEMENTAL. Infelizmente a literatura existente é confusa e muito limitada, na maioria das vezes apresentando uma visão infantil sobre este estágio evolutivo e com poucas informações.

domingo, 20 de abril de 2014

Biocentrismo: A morte não existe: Vida continua sob a forma de "uma flor perene"

Um investigador norte-americano acredita que depois da morte física do corpo, a vida continua num novo universo, conta o La Vanguardia.
Um investigador norte-americano acredita que possui provas definitivas de que a vida depois da morte existe e que a perceção que temos da morte não é a correta.
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Em resposta à pergunta “O que há para além da morte”, questão que os filósofos tentam responder há seculos, Robert Lanza, investigador da Escola de Medicina de Wake Forest, na Carolina do Norte, entende que a morte é um mero produto da nossa consciência, refere o La Vanguardia.
Defensor da teoria do biocentrismo, o investigador defende que o universo apenas existe devido à consciência de que um individuo tem dele próprio. O mesmo acontece com os conceitos de espaço e de tempo, que o investigador explica como sendo um “mero instrumentos da mente”.
Numa mensagem publicada no seu site, Lanza refere que, com base nesta teoria, o conceito de morte como o conhecemos “não existe em nenhum tempo real”, uma vez que não há verdadeiros limites segundo os quais se pode definir.
“Basicamente, a ideia de morrer é algo que sempre nos foi ensinado a aceitar, mas a ideia de morrer é algo que apenas existe nas nossas mentes”, refere. Assim, é evidente que acreditamos na morte porque associamo-la ao nosso corpo e sabemos que os corpos físicos perdem a sua vida.
Lanza salienta, ainda, que o biocentrismo é semelhante à ideia de universos paralelos, hipótese formulada por físicos e segundo a qual existe um número infinito de universos, sendo que tudo pode acontecer em qualquer um deles.
Em relação à forma como esta teoria se reflete na nossa vida após a morte, que afinal não existe, o investigador explica que quando morremos a nossa vida converte-se numa “flor perene que floresce no multiverso”, afirmando “que a vida é uma aventura que transcende a nossa forma de pensamento linear.
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