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domingo, 11 de abril de 2021

Astrônomos descobrem raras estrelas azuis a ponto de explodir em nova região da Via Láctea (FOTO)

 

Astrofísicos espanhóis descobriram recentemente uma nova região da Via Láctea e constataram que ela está cheia de estrelas azuis brilhantes e escaldantes que estão prestes a explodir.

Os pesquisadores estavam criando o mapa mais detalhado dos braços espirais pontilhados de estrelas de nossa vizinhança galáctica com o telescópio Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) quando descobriram a região, que chamaram de esporão de Cepheus. A descoberta foi publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Aninhado entre o Braço de Orion – onde está nosso Sistema Solar – e a constelação de Perseu, o esporão é um cinturão entre dois braços espirais preenchido com estrelas enormes três vezes o tamanho do Sol e de cor azul por causa de seu calor escaldante.

Os astrônomos chamam essas estrelas gigantes azuis de estrelas OB devido aos comprimentos de onda de luz predominantemente azuis que emitem. Eles são as estrelas maiores, mais raras, mais quentes e de vida mais curta de toda a galáxia.


 
 
 © Depositphotos / Alexmit
O esporão de Cepheus, na Via Láctea, tem estrelas enormes com três vezes o tamanho do Sol e a cor azul é explicada por seu calor escaldante

Segundo os cientistas, as violentas reações nucleares que ocorrem nos corações das estrelas as tornam seis vezes mais quentes que o Sol. E as enormes explosões estelares que as destroem, as supernovas, espalham os elementos pesados essenciais para a vida complexa por toda a galáxia.

"Estrelas OB são raras, em uma galáxia de 400 bilhões de estrelas pode haver menos de 200 mil", disse o coautor do estudo Michelangelo Pantaleoni González, pesquisador do Centro de Astrobiologia (CAB) espanhol a Live Science. Onde houver estrelas azuis, isso significa que são as regiões mais ativas e mais "vivas" da galáxia, de acordo com os pesquisadores.

Usando uma técnica de mapeamento, junto com dados do telescópio Gaia da ESA, a equipe pôde encontrar estrelas em áreas do espaço que se pensava estarem vazias.

"Após meses de trabalho, vimos este belo mapa pela primeira vez", disse Pantaleoni González. "Eu me senti como um explorador da iluminação, traçando os primeiros mapas precisos de nosso mundo – mas agora em outra escala. Eu me senti extremamente humilde e minúsculo vendo o quão vasta é nossa vizinhança estelar", contou.

Os cientistas provaram que a nova região era uma parte do disco galáctico espiral que compreende a maior parte do material de nossa galáxia. Eles também suspeitam que olhar para a posição do esporão, que está ligeiramente acima do disco galáctico, pode fornecer algumas dicas tentadoras sobre o passado da Via Láctea.

O próximo passo para os pesquisadores será colocar estrelas OB adicionais em um mapa mais preciso, no intuito de produzir ainda mais percepções sobre as estruturas de nossa galáxia.

 

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

FOTOS mostram variação de brilho e forma da estrela Betelgeuse que poderia explodir



Imagens captadas pelo telescópio VLT, instalado no Observatório Europeu do Sul, no Chile, mostram mudança de brilho e forma da estrela supergigante vermelha Betelgeuse durante 2019.

Localizada a mais de 640 anos-luz da Terra, a estrela supergigante vermelha Betelgeuse tem intrigado astrônomos devido a mudanças em sua estrutura e seu brilho, que já diminuiu 36%.
Desta forma, alguns cientistas cogitaram que o corpo celeste poderia explodir a qualquer momento, enquanto outros acreditam que a explicação das mudanças seria outra.
Sendo assim, conforme publicado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) duas imagens do ano passado mostram claramente a variação de brilho e forma, como é visto nas imagens a seguir, sendo a da esquerda feita em janeiro de 2019 e a da direita em dezembro do mesmo ano.



Mudanças na estrela supergigante vermelha Betelguese observadas ao longo de 2019 pelo telescópio VLT no Chile

Explicando o fenômeno

Para o astrônomo Miguel Montargès, da Universidade Católica de Lovaina, Bélgica, o fenômeno pode ser explicado pela hipótese do "esfriamento da superfície [da estrela] devido a uma atividade estrelar excepcional, ou uma ejecção de poeira em direção a nós".
Mesmo assim, o cientista reconhece que o fenômeno ainda poderia apresentar surpresas, uma vez que estrelas supergigantes vermelhas ainda foram pouco estudadas.
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