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Os Orixás regentes de 2026

sábado, 8 de agosto de 2026

"Qual é meu orixá de cabeça"?

"Qual é meu orixá de cabeça"?
"Qual é meu orixá de cabeça"?

Quais as forças que regem a nossa vida, nossa alma e nosso destino

Muitas perguntas chegam diariamente sobre "qual é meu  orixá de cabeça", tanto por que essa é a maior curiosidade dos buscadores, como também dos iniciados! Mas, não é simples responder essa pergunta. Por que o orixá de cabeça atua num nível muito pessoal. Os oráculos são capazes de responder, mas, nem todas as vezes, nem pra todo mundo, nem em todo momento, porque em uma grande parte das pessoas, o orixá é oculto. Ele mesmo não quer se revelar. Tanto porque não há necessidade, como por precaução da divindade. Mas, precaução de quê? Defesa da própria pessoa! Ou seja, grande parte das pessoas, querem saber sobre seus orixás, seus anjos, seus signos, numa tentativa não só de encontrar respostas, mas, porque uma boa parte delas acham que acessariam um grande poder místico. Porém, não é bem assim. Saber qual o orixá que rege uma pessoa pode ser pra muitos, muito mais um fardo do que uma graciosa descoberta.

Nos focando nas tradições hebraicas, por exemplo, vimos que ao entrar em contato e descobrir seu Deus, Moisés, Arão e tantos outros, foram abençoados, libertos e direcionados a uma nova realidade. No entanto, veio com a revelação muitos fardos, compromissos pesados e trabalho duro. Assim, quando se descobre o orixá e odus que regem uma pessoa, descobre-se também as missões necessárias de serem cumpridas e também os carmas embutidos. Até quando se faz um signo, é um grande erro, buscar uma consulta que só visa coisas boas e dons. É até mais importante analisar os aspectos difíceis e missões árduas, que promessas de sucesso.

Tem pessoas egocêntricas que ao descrever seu signo, se descreve como a pessoa mais perfeita do mundo, vê potencias, talentos e brilho, ignorando seus defeitos e ajustes que deveriam ser feitos. Mas, então, não se deve buscar saber qual é o nosso orixá? Deixar isso oculto e intocável seria melhor? Depende muito de cada caso. Ou seja, como eu já expliquei em outros artigos, cada pessoa tem uma missão. Assim o correto é buscar um estudo que tente responder primeiro, qual o chamado dos ancestrais, dos guias e quais missões que devem ser desenvolvidas por esta pessoa. Se o Astral não chama para um compromisso, não deve invocá-lo ou invocá-lo desnecessariamente. No entanto, como vivemos no Brasil e no Ocidente, a religião cristão dominando, surge a pergunta: "não temos que buscar Deus a todo instante?" Claro que sim! Mas, não dessa forma especulativa e buscando poder como muitos fazem. Até mesmo ficar em igrejas gritando incansavelmente o nome de Deus é até pecado, ao chamá-lo em vão. Existe até um mandamento importante sobre isso.

Devemos buscar sentir Deus, querer ser bem vistos como seus filhos e aceitá-lo como criador, mas, sem pressão. Só que muita gente não aceita a realidade que tem. Ai fica o tempo todo, fazendo promessas, novenas, orações e rituais, pois quer mudar sua realidade a qualquer custo ou modificar fatores a todo momento. A pessoa tem que buscar vivenciar mais o seu destino, sem esperar interferência a todo momento. O acaso é uma força divina criadora que agirá em junção ou contraponto ao destino e livre-arbítrio, sempre que o Astral Superior achar que necessário. O que temos que buscar é um coração limpo, uma mente sadia, uma fé inabalável e uma alma em paz.



Não devemos ficar reféns da religião, de dogmatismos, de fanatismos ou de sede de poder. É por causa de radicalismo e intolerância que o Oriente Médio sofre com guerras intermináveis e injustificáveis. Mas, voltando ao Orixá de Cabeça, devemos buscá-lo, quando sentir o chamado, numa vocação natural e não por curiosidade, imposição ideológica e comércio. Nada de embarcar em pregações mercenárias.

Na verdade pra decifrar os códigos pessoais, ancestrais e cósmicos, o ser humano precisa de uma busca, de iniciação, de entrega e de merecimento. Por que não é todo mundo que precisa ou merece saber qual é seu anjo protetor, sua hierarquia pessoal, qual suas metas, como deve atuar. É por isso, que nem todo mundo se interessa por assuntos espirituais, esotéricos ou sobrenaturais, por que muitos nasceram pra atuar apenas nos assuntos matérias. Se tiver a necessidade, o inconsciente dessa pessoa irá puxar com certeza. Em meu livro eu escrevi trazendo as técnicas de interpretação do horóscopo, alinhado a Umbanda, ao conhecimento yorubá do Ifá, dos Itanifás, da magia e do zodíaco, pra que a pessoa que não tenha acesso ao mundo dos templos, possa ter noção ao menos de sua natureza e de seus protetores.



Saber qual é o orixá de cabeça é muito mais profundo do que apenas consultar o jogo de búzios o Tarô ou qualquer outro oráculo. Na verdade o consultor tem que ter um vasto conhecimento, ter preparo, ter afinidades oraculares e ser bem sensível as energias que agem ao seu redor! Porém, como as pessoas estão cada vez mais preguiçosas e querem as coisas rápidas e fáceis, muitos pensam que tudo acontece como no computador, apenas dando um clique. Assim querem mapas que respondam tudo de uma vez, querem jogos de búzios que mostrem todas as suas dúvidas e como resolvê-las e estudos que resuma tudo para seu sucesso rápido. Mas, não é bem assim. Não se passa uma vida a limpo em questão de minutos ou mesmo horas. É uma jornada iniciática, de busca e aplicação.

E é errado, pais e mães de santo ou astrólogos, como também cartomantes, que divulgam propaganda mentirosas, como se pudessem responder e resolver tudo. A verdade é que a busca é uma troca. O consulente não deve apenas esperar pelo consultor. Há forças que agem dentro e fora de todos nós. Não é apenas jogar um oráculo que vai trazer respostas. Muitas pessoas vão a uma consulta muitas pessoas querem saber apenas o que elas querem ouvir e não o que elas tem que ouvir. Assim inconscientemente, seu psiquismo se fecha sem ela perceber e o consultor jamais poderá analisar nada direito. Não é apenas os guias que impedem que um oráculo mostre os fatores, mas, inconscientemente ela se fecha. Por isso em muitos locais, não se consegue ver nada. Ai elas saem de lá esbravejando e falando coisas absurdas.

Por isso, acham mais fácil ir a igrejas barulhentas, que apenas cobram o dízimo e presença nos cultos e sendo bem mais fácil. Sem sacrifício e seguindo um "Deus" que "resolve tudo e perdoa tudo". Ignorando a justiça, a sabedoria e os deveres. Como se tudo fosse tão simples assim. Então, a frase que mais ouvimos é: "Já fui em tudo quando foi lugar e nunca acertaram nada, por isso acho tudo besteira". Só não admitem que elas foram atrás do que queriam ouvir, de como ser felizes, de como ter sucesso na profissão, de como fazer macumbas pra ter amo e sexo quando e como quiserem, mas, não pra saber quais são seus compromissos também.


Não existe anjo, signo ou orixá, que apenas doe bênçãos, tudo é uma troca, uma interação. Moisés recebeu tanto poder, quanto recebeu deveres, labutas e obrigações muito cansativas. Não há dádivas sem responsabilidades. Mas, muitos pensam que só porque colocam uma guia no pescoço, uma imagem num altar e fazem uma macumba, se tornam os "vips do astral". Não é assim. Os maiores mestres, magos e babalaôs ou santos, tiveram sua cota de sacrifício e sofrimento. Davi, tem por exemplo, uma história fantástica, mas, de dor também, de perdas, de lutas e de castigos.

As pessoas confundem os signos de Odú, ou o jogo que sai nos búzios, que mostram um determinado orixá ou signo agindo na vida da pessoa, como se fosse o indicativo de seu orixá de cabeça. Na verdade essa resposta é muito mais profunda e complicada do que se pensa. Até mesmo com o Ifá, vemos que essa dificuldade também é grande, até por que pesquisando Ifá e Itanifás, vemos que a sequencia dos odús, são diferentes ou os nomes são outros... Mas, um grande número de pessoas, vão a uma consulta e o consultor logo grita "você tem Oiá ou Iemanjá", então ela sai pro resto da vida, dizendo que é filha de Iansã ou Iemanjá. Não é bem assim. Além dos orixás da nossa coroa ancestral, que são Pai, Mãe de Cabeça, Orixá de Cabeça, que é a junção das duas primeiras forças, tem ainda o Ori, que processa toda essa força e Orixá de Frente. Orixás secundários, que servem a estes orixás primários, que regem saúde, amor, profissão, finanças, magia e tantas outras coisas.


Assim observar toda a configuração, como por exemplo, direita e esquerda, frente e costas, feminino e masculino, elementos (fogo, água, terra e ar), territórios (matas, mar, montanhas e etc), além de missões e carma. Assim uma pessoa que tem uma coroa em desarmonia, terá orixás secundários e terciários, com muito peso e não poderão desenvolver nada direito. Dessa forma teremos pessoas com saúde ruim, finanças difíceis, amores complicados, sexualidade em descontrole e assim por diante. Também quem tem orixás primários bem alinhados e orixás secundários desalinhados, terá dificuldade de se impor e terá uma vida mais fácil do que o primeiro exemplo, mas, que exige muita dedicação. Por isso, os iniciados, buscam acima de tudo, harmonia, luz e sabedoria pra que possa se alinhar bem a todas as suas forças.

Para descobrir seu orixá de cabeça, é preciso avaliar a correção de forças, a imposição da luz, posição dos astros, a data de nascimento, a ancestralidade e a junção dos orixás. Uma pessoa por exemplo, que tenha Câncer no Ascendente, Sol em Leão, Lua em Libra e predominância de fogo, terá uma coroa ancestral, voltada a potência de fogo em junção a água. com Iemanjá de Frente, Oxum como Mãe de Cabeça e Oxalá, como pai de Cabeça. Mas, qual o Ori processa isso e qual é o Orixá de Cabeça que se alimenta desse Ori e faz o ser evoluir? Pra responder isso, avalia-se o horóscopo por inteiro, como por exemplo, os portais cármicos, as casas, os dispositores e também o Meio do Céu. Que no exemplo dado, analisemos como sendo Áries e que essa pessoa tenha Marte na casa 8 ou casa 1, com Nodos no eixo Leão - Aquário. Além de muitas quadraturas no mapa e algumas conjunções importantes, como por exemplo Marte com Mercúrio. Assim poderemos supor que o Orixá de Cabeça seria mesmo Ogum, com auxílio de Exu e Ibêjis.


Assim, analisando essa configuração friamente, podemos destacar uma pessoa voltada a vencer na vida, juntar dinheiro, enfrentar demandas, ser um líder nato, justo e consciente. Mas, que terá inimigos a altura, terá sacrifícios desafiadores e sucesso no campo político. Só que temos que somar ou subtrair disso tudo, o livre-arbítrio e o acaso, como também o inconsciente coletivo. Dessa forma, será contado as decisões pessoais, o ambiente onde ela vive, a família e a quem ela se somará ao longo de sua existência. Porque se ela com esse signo pertence a uma família rica, terá um caminho diferente de uma vida numa família pobre. Como também, será importante, qual conjugue ela escolherá, qual profissão ela decidirá seguir e como tratará sua espiritualidade e vida sentimental.

Enfim pra saber quais forças nos regem, é importante saber também como reagimos ao mundo, como nos comportamos e como sentimos a vida. Porque o mundo é interação, mas, em determinados momentos é também imposição, escolhas e buscas constantes.

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Carlinhos Lima


O horário, as configurções e os orixás

Horários vibracionais Considerando que, os planetas são regidos por estas Vibrações, naturalmente em determinados períodos, as energias afins estão mais presentes, tornando ações mais ou menos eficazes e mais ou menos eficientes. 
 
Horas planetárias e as Vibrações ancestrais. HORA FASE: Domingo, Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta e Sábado/ Lembrando no entanto, que são divilgadas pela Umbanda Esoterica uma tabela fixa, mas, pra nós da Umbanda Astrologica, não aceitamos regras fixas, pois, o universo está sempre em movimento, então em conformidade com as épocas do ano as tabelas mudam. É por isso que muita coisa dá errada, quando se baseiam apenas por tabelas fixas e não pelos movimentos cosmicos como um todo.  
 
Dia: Domingo - Segunda - Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sabado  
1 a. D: Oxalá - Yemanjá - Oxumaré - Iansã - Iroko - Logunedé - Obaluaê 2 a. D: Oxossi - Omulú - Oxalá - Obá - Ogum - Ibejís - Xangô 3 a. D: Ibejís - Iroko - Ossaim - Nanã - Oxalá - Yemanjá - Oxumare 4 a. D: Yemanjá - Oxumaré - Iansã - Xangô - Logunedé - Obaluaê - Oxaguiã 5 a. D: Omulú - Oxalá - Ewá - Oxumaré - Ibejís - Iroko - Oxossi 6 a. D: Xangô - Ossaim - Nanã - Oxalá - Yemanjá - Ogum - Iansã 7 a. D: Ogum - Iansã - Iroko - Logunedé- Obaluaê - Oxaguiã - Yemanjá 8 a.D: Oxalufã - Obá - Ogum - Oxum - Xangô - Oxossi - Omulú 9 a. D: Ossaim - Nanã - Oxaguiã - Ewá - Ogum - Iansã - Iroko 10 a.D: Iansã - Xangô - Logunedé - Obaluaê - Oxaguiã - Yemanjá - Ogum 11 a.D: Obá - Oxumaré - Oxum - Iroko - Oxossi - Omulú - Oxalufã 12 a.D: Nanã - Oxaguiã - Oxumare - Ogum - Iansã - Xangô - Ossaim 13 a.N: Iroko - Logunedé - Obaluaê - Oxaguiã - Obá - Oxumaré - Ibejís 14 a.N: Oxumaré - Oxum - Xangô - Oxossi - Omulú - Oxalufã - Obá 15 a.N: Oxaguiã - Ewá - Oxumaré - Iansã - Iroko - Ossaim - Nanã 16a. N:Logunedé - Obaluaê - Oxaguiã - Yemanjá - Ogum - Oxum - Xangô 17 a.N: Oxum - Iroko - Oxossi - Omulú - Oxalufã - Obá - Oxumaré 18 a.N: Ewá - Ogum - Ibejís - Xangô - Ossaim - Nanã - Oxalá 19 a.N: Obaluaê - Oxalufã - Yemanjá - Oxumaré - Oxum - Iroko - Logunedé 20a.N: Xangô - Oxossi - Omulú - Oxalufã- Ewá - Ogum - Oxum 21 a.N: Ogum - Ibejís -Iroko - Ossaim - Nanã - Oxalá - Ewá 22 a.N: Oxalufã- Yemanjá - Ogum - Oxum - Xangô - Logunedé- Obaluaê 23 a.N: Oxossi - Omulú - Orixalufã - Obá - Oxumaré - Ibejís - Iroko 24 a.N: Ibejís - Xangô - Ossaim - Nanã - Oxalá - Ewá - Ogum Verifica-se no quadro acima, a interdependência das Vibrações, possibilitando identificar quais os horários mais apropriados para o exercício de práticas que dependem diretamente destas influências. Assim, cada dia e em determinada hora, os fluxos energéticos ocorrem com a potência necessária. Lembrando que Iroko, pertence a mesma linha de Xangô, chegando até a ser confundido em muitos terreiros e por muitos mediuns. Analisemos o domingo... HORA FASE Domingo HORA FASE Domingo 1 a. D Orixalá 13 a. N Irokô - 2 a. D Oxossi 14 a. N Oxumaré - 3 a. D Ibejís 15 a. N Oxaguiã 4 a. D Yemanjá 16 a. N Logun-edé - 5 a. D Omulú 17 a. N Oxum - 6 a. D Xangô 18 a. N Ewá 7 a. D Ogum 19 a. N Obaluaê - 8 a. D Oxalufã 20a. N Xangô - 9 a. D Ossaim 21 a. N Ogum -10 a. D Iansã 22 a. N Oxalufã -11 a. D Obá 23 a. N Oxossi - 12 a. D Nanã 24 a. N Ybejis. 
 
  Lembrando que essa tabela se baseia nos estudos e conceitos de Mestre Da Matta e nas correlações fornecidas nas revelações de Mestre Saint Yves D'Alveydre, sendo tambem essa tabela de horários, baseada na Astrologia dos Caldeus, modificando-se então as regências, quanto em conformidade com a Astrologia Moderna. A primeira hora diurna do domingo é regida (influenciada) pelo Sol, por onde se volatilizam os poderes de Orixalá e como a primeira hora diurna é a que dá o "tom geral" para o dia, portanto o dia de domingo é relativo a Oxalá. Para as atividades (preceitos, fixações, imantações, a Magia em si) em que são utilizadas as energias de Oxalá de um modo geral, poderão ser realizados nas doze horas diurnas.
 
 Entretanto, caso se queira realizar um trabalho específico convocando ou utilizando as Energias coordenadas por qualquer Caboclo de vibração solar, ou seja da Vibração de Oxalá, podem ser utilizados os quatro horários desta Falange, quais sejam: a 1ªª hora diurna e a 15ª e 22ª horas noturnas. Mas se a necessidade recair sobre a Falange dos Caboclos da Falange de Ogum, identificam-se as horas de Ogum neste dia, no caso a 7ª hora diurna e a 14ª e a 21ª horas noturnas, posto que o Caboclo Guaracy é o coordenador ou intermediário das energias da Vibração de Orixalá para a Vibração de Ogum. 
 
Da mesma forma, caso queira utilizar as energias intermediadas dos orixás menores que se intercruzam energeticamente, poderão ser utilizados estes mesmos horários em seu orixá de intercruzamento, ou seja, o Ogum que se cruza com Oxalá, poderá usar os mesmos orarios de Orixalá. Uma observação se faz necessária, verificando-se as horas diurnas, do nascente ao poente do Sol, e as horas noturnas, no seu sentido oposto, pois as horas diurnas são relativas ao Consciente e as horas noturnas são relativas ao Inconsciente, que respectivamente correspondem à Vibração Original na "paralela ativa" (Crianças, Caboclos e Pais Velhos) e na "paralela passiva" (Exus Guardiões). Também, temos que ficar atentos sobre a fase da Lua, pois ela reforça ou enfraquece certas atuações. Por exemplo: Numa Lua Nova, temos uma fusão de atuação energética entre Oxalá e Iemanjá, com a atuação especifica de Ogum. Assim para magias construtivas usaremos o dia, para magias destrutivas a noite. 
 
Como também, poderemos ver que cai melhor numa hora de Ogum num dia de Yemanjá. Outra coisa que eu observo em Umbanda Astrológica, é que tudo é mutável, por isso muda-se essas configurações, quando partimos para datas, por isso é necessário muitos cálculos. Porque ai estávamos falando dos dias semanais. Ou seja, temos que vêr quais astros nascem naquele momento, quais configurações ou aspectos são formados e em que signo os astros, como também o Sol a Lua e o Ascendente estão posicionados. Além do mais essa tabela é fixa, tendo que ser ajustada em conformidade com o mês em questão. 

 



 
 

O primeiro reino e a regência do ano 2027

regência do ano 2017
O primeiro reino e a regência do ano 2017


Como eu falei no poste anterior, eu recebo centenas de e-mails por semana, alguns me dando força, saudando e outros pra falar dos livros, perguntar sobre signos e como encomendar os mapas de Umbanda Astrológica. Também entre todos os e-mails recebidos, há diversos que trazem interrogações de variados tipos, tanto sobre a Umbanda, Magia, Candomblé, Salmos, Zé Pelintra e muito mais. E assim como no poste anterior em que dei minha opinião sobre Numerologia "Cabalística" (após muito insistência de variados leitores), vez outro, mesmo não querendo adentrar certos debates, me sinto na obrigação (em respeito aos meus seguidores e irmãos de fé) a responder questões, dando minha opinião, já que milito e pesquiso há mais de 2 décadas nesse caminho apaixonante.

Bem, uma pergunta que me chega com insistência sobre a regência do ano, creio já ter respondido em vários postes que fiz e sobre 2027, será um ano bem intenso em energias e desafios. E, uma pergunta, que foi repetida por outros internautas em outros e-mails, foi sobre o número 11, resultado da soma do ano. Assim, a pergunta era se teria haver com os reinos de Umbanda, pra revelar o regente do ano?

Bem, alguns seguimentos da Umbanda, afirmam ser 7 reinos na Umbanda, basicamente, embasados nas 7 linhas, 7 potências, 7 raios e assim por diante - em especial, baseados em certas configurações cabalísticas e de fraternidades. Ignoram muitos outros aspectos, assim como a astrologia antiga, dizia que existia poucos planetas. No começo afirmava-se apenas o Sol e a Lua, depois colocou os planetas visíveis, chegando a 5 planetas, depois a 7 e até chegar a hoje onde temos muitos outros, inclusive asteroides e muito mais. Enfim, tudo é uma questão de conceitos, entendimentos e ideologias. Mas, voltando aos reinos: Os sete reinos sagrados são, pela ordem, conhecidos como: temos segundo a Umbanda Popular, Sagrada ou tradicional, a sequência que nos leva a, 1)Reino do Fogo regido por Ogum. 2)Reino da Terra regido por Xangô. 3)Reino do Ar regido por Iansã. 4)Reino das Águas regido por Iemanjá. 5)Reino das Matas regido por Oxóssi. 6)Reino da Humanidade regido por Oxalá 7)Reino das Almas regido por Omulu/Obaluaê. 

Bem, levando em conta nessa sequência, segundo alguns, o ano seria regido por Oxalá com Iemanjá, porque a soma do ano, daria em sua redução o número 11 = 2 e portanto, seria o segundo reino de Xangô, o revelador do raio cósmico do regente do ano.  Bem, verdade absoluta não existem em se falando de religião e astrologia, e creio que cada um deve ser livre pra acreditar ou seguir o que lhe convém melhor. Porém, como eu disse no início, eu falo pra meus leitores e nunca escondi de ninguém que sonho com uma Umbanda codificada, pra filtrar e acabar com toda essa bagunça que os cultos afro-brasileiros se tornaram hoje em dia. 

No entanto, há diversos autores, escritores e chefes de terreiro, que se pelam de medo de falar nisso, pois eles sempre acabam lucrando mais com a tal "diversidade". Eles sempre afirmam que temos que respeitar tudo, que só assim temos democracia e que democracia é a base da espiritualidade. Pode até ser, mas, duvido muito, que alguém consiga encontrar essa tal democracia em qualquer religião no mundo hoje. Se ela já existiu algum dia, não chegamos a conhecer à fundo. O engraçado é que todas as pessoas que dizem ter respeito e não querer unificar a Umbanda, são as primeiras a lançar livros com ideias, interpretações e pregações. Ou seja, só aceitam tudo, quando é benéfico pra elas. Tem pessoas que não querem codificar a Umbanda, pois querem vender seus livros pra todo mundo, se mostrar entrosado com tudo, tolerante e populista. Mas, o espiritualismo jamais vai evoluir assim. Criam-se fóruns, federações, templos, cursos, faculdades e associações, mas, tudo continua na mesma, pois não querem evoluir em nada, querem que tudo fique como está, pois é mais lucrativo. 

Se é pra todo mundo seguir do jeito que quer, temos que abolir tudo. Pra que buscamos estudar livros de Umbanda, se tudo pode ser interpretado do jeito que quiser? Se o cristianismo não tivesse a Bíblia ele ainda existiria? Claro que não! Por isso as religiões antigas falam de "pedra angular", pois tudo tem que ter uma base e é por isso, que os cristãos se apegam muito a fala do Evangelho que diz "Pedro tu és rocha e sobre essa rocha edificarei a minha doutrina..." - pedra em algumas traduções e igreja, em traduções de interesse dogmáticos da igreja. Mas, enfim, tudo tem que ter uma base. Se num terreiro diz que exu é loiro, de olhos azuis e só come miojo e em outro diz que ele é japonês e come sushi, como é que vamos dizer que tem aqui, raios de ancestralidade ligadas aos orixás? Não confundam tolerância, com submissão e aceitação cega de qualquer coisa! Sem a Bíblia o cristianismo já  teria desaparecido e é justamente por variadas interpretações, que vai levando o cristianismo, cada dia mais ao descrédito. Uma verdade, pode ser percebida de diversas formas, mas, ela jamais poderá perder sua essência, ou deixará de ser verdade!

No caso de Exu por exemplo, há uma discussão sobre matança e sangue, uma discussão, muito envenenada por dogmatismos cristãos, com sensacionalismos e pirotecnias diversas, que vão desde o fetichismo ao politicamente correto e ao falso moralismo, mas, o que é pedra continuará sendo pedra, gostem os puritanos e demagogos ou não! Se sangue é o axé vermelho, não é misturando vinho tinto ou qualquer outro pigmento que você vai substituir esse axé! Jamais você vai conseguir isso! 

Quando na Bíblia por exemplo, lemos que pra afastar o anjo da morte, os hebreus teriam que pintar a soleira da porta com sangue de um cordeiro, eles não poderiam colocar suco de uva ou de amoras, nem mesmo sangue de pombo, de cavalo, de vaca ou de qualquer outro animal. Era escolhido até as características dos animais. Assim como vemos nos odus e signos de Ifá! Então se um orixá pede um elemento, um odu pede um ritual, você não pode pegar uma patacoada e fazer uma adequação improvisada, dando um jeitinho brasileiro, pra brincar com o astral, só porque você está com seu inconsciente coletivo, cheio de puritanismo cristão e falsas informações! Então, se Exu lhe pedir que mate uma galinha, você não vai pegar agua mineral e colocar suco de uva, pra tentar engambelar a entidade! Não importa se no terreiro de pai fulano ele dá café no lugar. Não importa se o seguimento tal diz isso ou aquilo... se a entidade de sua coroa lhe pediu tal elemento, na verdade, ele já lhe conhece, já sabe de sua missão e sabe o que pode ou não ser feito. Os julgamentos vegetarianos de pessoas que se baseiam na Bíblia hebraica, nada tem haver com a ancestralidade do orixá. Não basta chamar Jesus de Oxalá ou Xangô de São João, só pra agradar os fiéis intolerantes e hipócritas. O que conta é a essência!

Esse dias fiquei sabendo que tem pais de santo e mães de santo, alegando que água de coco tem a mesma energia do sangue e que podem substituí-lo assim! Outros dizem que fazem misturas de pedras, ervas e raízes, pra fazer um axé igualzinho o sangue! Ora, queridos irmãos, será que quando você for fazer uma transfusão de sangue, você vai querer que o médico coloque água de coco na sua veia, já que o axé é o mesmo? Ate mesmo, o tipo de sangue é importante! Por isso, se a entidade pede um cordeiro, você não vai lá e pega o sangue de um coelho pra dar no lugar! Então como é que o orixá vai te pedir sangue, como oferenda vital e você vai amassar umas sementes, raízes e folhas e tentar engambelar a entidade? Acha que o orixá é trouxa ou irresponsável? Ele não tem que cumprir o rito correto? 

É engraçado que esse tipo de coisa nasceu justamente do cristianismo que é forjado no sacrifício até mesmo de humanos... E outra coisa, não caiam na baboseira de achar que tudo que entidade psicografa ou fala incorporada é verdade absoluta, pois além de sabermos bem que entidades mentem e as vezes são espíritos enganadores, muitos não sabem lá tanta coisa além de nós encarnados não! Muitos estão apenas numa faixa vibratória paralela a nossa e não sabem lá grande coisa, apenas vem no terreiro pregar, sua experiência de quando era encarnado. Por isso, a entidade que milita no kardecismo, tem toda aquela filosofia cristão mesclada em suas palavras e os que trabalham na Quimbanda, muitas vezes, vão muito pesado no apega a magia negra, pois não se libertaram ainda de sua militância pelo mundo da magia inconsequente. 

Bem, mas, todo esse meu relatório alongado, quase me esqueço do assunto principal da pergunta sobre o reino. Mas, falei tudo isso, pra dizer que tenho discordâncias, quanto ao número de reinos, a sequência deles e a regência deles. Por exemplo, a meu ver, Iansã, rege o reino das águas junto com Iemanjá, mesmo ela sendo vista como Orixá das Tempestades e dos raios, ela é filha de Iemanjá e tempestade sempre vem com chuva também. Quando a Xangô, há uma inclinação muito maior pra que ele seja de um reino de fogo, mas, também domine a terra. Até ai tudo bem. 

Na visão da Umbanda Astrológica, Ogum rege o fogo, mas, não seria propriamente o senhor desse reino ou pelo menos sozinho. Ele seria sim o regente do reino da humanidade, do guerreiro aquele que sai da barriga da Grande Mãe, que adentra o mundo, dando o primeiro suspiro. Um guerreiro, desde o primeiro momento em que o espermatozoide mais esperto, consegue ser o primeiro e único a se fixar no óvulo. Oxalá, representa o Grande Pai, está mais apto a dominar o reino do Ar, muito mais que Iansã. Mas, deixemos esse debate pra postes futuros, pois está ficando longo... Então voltemos a questão: Sendo o ano 11 = 2, seria Xangô, como o suposto "Senhor do primeiro reino a reger o ano 2027"? 

Bem, não há nenhuma configuração que ateste isso. Em primeiro lugar, só pra relembrar do poste anterior, quando falei da numerologia cabalística e que disse o que pensava sobre ela (leia aqui e veja), eu deixei claro que não sou muito adepto da redução, pois não acho que misturando milênio, século, década e ano, possamos revelar um único número para reger uma fase de vida. Na verdade, creio mais em vários arcanos governando o ano. Além disso, como expliquei, não temos certeza de qual ano realmente nós estamos, pois há dúvidas quanto ao nosso calendário civil, quando realmente ele começa de fato e em que calendário estaria a terra realmente. Sabemos bem das mudanças gregorianas, julianas e que cada povo tem um calendário. Assim não é o fato da nossa civilização hoje adotar o calendário civil no mundo todo que ele sirva de fato pra traduzir por exemplo, o carma de uma pessoa ou que revele o número real que age na vida de um indivíduo.

Bem mas voltando a questão dos reinos, mesmo aceitando que o número um revele a energia do ano e supostamente aceitemos o primeiro reino como sendo o poder a governar o ano mesmo assim temos discordância quanto a ordem desses reinos. Assim, já que a Umbanda, gosta tanto de se apegar ao cristianismo e a Bíblia, lembremos do que as escrituras nos dizem sobre os primeiros instantes do Universo. Ela nos diz que no princípio, tudo era escuro e vazio e que o "Espírito de Deus, pairava sobre as águas...". Assim, neste caso, temos o reino da água, se manifestando antes que o do fogo. Até porque o Espírito é visto como o portador do sopro divino, então ligado ao reino do Ar, assim como Oxalá. Mas, ainda antes da água, temos a forma, a matéria que era o vaso dessa água cósmica.  Percebemos assim que o reino da Terra é o primeiro reino, ligado a forma, ao barro do qual fomos criados. Sendo assim o reino da terra é o reino dos ancestrais, de onde surgiu Exu e de onde surgiu o homem.

Temos então Oxalá pelo reino de Xangô como o o regente do ano 2027. Isso porque é ano do Sol, Senhor da vibração mais elevada, que reinará junto com IEMANJÁ num raio de justiça. Na verdade, a Umbanda dá uma sequência com Ogum como primeiro reino, mas, ele é apenas o primeiro a abrir, mas, não a criar. Cremos na Umbanda Astrológica, que há uma sequência, onde Oxalá, seria o sétimo reino, o mais elevado o reino da coroa, o sétimo céu, como citou o Apóstolo Paulo, que pra chegar a ele, teremos que evoluir, diante e por meio de todos os outros. E volto a reprisar que acredito em mais reinos, mais raios e mais polaridades que apenas 7. Se levarmos em contra duas polaridades já teríamos 14, mas, o mais compreensível é que seriam pelo menos 3, que são as potências elevadas a Trindade. Mas, essa discussão fica pra outra oportunidade. Apenas quero responder aos meus caros leitores, minhas conclusões sobre os reinos. Acho que Obaluaê, orixá da forma, muito mais profundo do que apenas o Senhor dos cemitérios ou das almas, mas, também da forma humana e início da vida. Aquele que materializa, não apenas fazendo retornar ao pó.

Espero queridos irmãos, que essas minhas explanações de Teologia de Umbanda Astrológica, tenham servido aos buscadores que estudam de forma incansável e dedicada. Que a teologia livre e pensando em encontrar os códigos de Umbanda, ilumine a todos que buscam a luz, pois como diz o conhecimento sagrado e o Cristo "só a verdade vos libertará...". E quando falamos em verdade, não falamos em radicalidades, sectarismos e nem "democracia vaga" que aceita tudo, só pra não entrar em choque e nem solucionar.

E assim teremos 2027 como um ano bem desafiador, onde Oxalá e Iemanjá irão exigir dos homens de poder, autoridades e líderes religiosos, mais decência, seriedade e justiça.

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Shalom e axé a todos

Carlinhos Lima

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