Total de visualizações de página

Os Orixás regentes de 2026

terça-feira, 12 de maio de 2026

Livro: Os Senhores do Destino e a Coroa Astrológica de Orumilá - Umbanda Astrológica




O livro OS SENHORES DO DESTINO E A COROA ASTROLÓGICA DE ORUMILÁ, que eu escreve, com é mais um ensaio filosófico, com pesquisas antropológicas, históricas, culturais e espiritualistas, sobre a forma que o homem encara o seu destino. O tema central é o destino e como o homem evoca ou invoca o Sagrado para cumprir esse destino. O livro analise como o homem encara seu destino na Terra e de que forma pode utilizar seu livre-arbítrio para cumpri-lo da melhor forma possível.

O homem desde os tempos mais antigos se pergunta sobre o universo, sobre o mundo à sua volta e sobre o que ele está fazendo aqui. Dai surgiu também as perguntas sobre a sorte, o azar, sobre a influência dos astros e dos deuses - ou de um Deus Supremo. E nesses questionamentos que ele buscou se conectar ao Sagrado e uma das formas que ele encontrou foi o sistema oracular, que cada povo desenvolveu de seu jeito. Sempre levando em conta a ancestralidade e a psique cada homem busca seu caminho de forma bem particular.

Seja materialista, ateu ou cético, mesmo assim o homem tem lá em seu interior no mínimo dúvidas que martelam sua cabeça, como por exemplo, "quem somos?" ou "de onde viemos?" e ainda "pra onde vamos?". E na tentativa de compreender essas questões o homem sempre buscou filosofar sobre a existência. E assim se conectou ao Sagrado na forma que mais viu como conveniente. Para alguns povos, os cultos, a busca pela magia, as ciências ocultistas e oráculos. Até mesmo entre os hebreus, os oráculos foram usados e no meu livro há um capítulo especial sobre o oráculo usado no Templo diante do SANTO DOS SANTOS.

Mesmo o cristianismo que hoje representa quase 2 bilhões de pessoas no mundo, carrega em sua essência a busca ao sagrado, hoje representada na Congregação dos Santos, nas legiões de Anjos e em dogmas de fé, que mesmo os teólogos mais brilhantes nunca conseguiram explicar ou comprovar. A verdade é que o homem sente em seu interior que há um algo a mais. Há um mistério no Cosmos e uma alma que vai além do nosso corpo físico.

Apesar do livro de Umbanda Astrológica fazer menção ao culto africano ou afro-brasileiro, na verdade, é um livro que vai muito mais além. Tenta na verdade buscar a síntese de diversas culturas, em volta da espiritualidade e da busca ao sagrado, numa tentativa muito antiga que o homem sempre carregou em seu ser que é o de compreender o Sagrado que tá em cima e o Destino que está na sua frente. Assim, ele sempre tentou entender como fazer o melhor uso de seu livre-arbítrio pra não pecar contra seu Deus, contra seu próprio espírito e pra não desviar da rota mais adequada ao sucesso, dentro de seu próprio destino.



E quando se fala em destino, fala-se em algo predeterminado por uma força maior, criadora e que controla toda forma de vida e toda existência. Mas, que ao mesmo  tempo, não é ditadora, pois deixa-nos margem ao uso do livre-arbítrio. Por isso existem as citações aos pecados, aos méritos e deméritos. Deus, auxilia o homem a seguir seu destino com sabedoria e por isso ele criou os anjos e divindades de luz como guias em nosso caminho. E sobre isso, o livro OS SENHORES DO DESTINO,  de minha autoria, buscou fontes diversas, mas, em especial fontes antigas do velho continente africano, onde existe um livro sagrado que eu chamo de "O LIVRO DA VIDA ANCESTRAL", o Sagrado Ifá. E como Orunmilá é o DEUS DO DESTINO,  para os Iorubás, a  Coroa Astrológica, que é a ligação entre o céu e a terra, nada mais é que os signos ocultos do homem, representados em seus ancestrais, pois o homem não morre, apenas passa de um estágio ao outro.

Este livro não serve apenas a quem busca compreender as origens da Umbanda e dos orixás, ou o que eles representam, mas, a todo aquele que busca compreender mais a ligação entre o homem e o sagrado, na forma como ele busca se conectar ao que está acima, embaixo e oculto. E o sistema oracular sempre foi o caminho ao longo da trajetória humana. Dai surgiu os que buscam poder pra dominar e por isso caíram, como Hitler e Faraó, como também surgiram os charlatões, mas, também surgiram os sábios, como Salomão e Davi. Pois na verdade, tudo depende das escolhas e de que forma elas se alinham ao que está determinado nos pilares do conhecimento Sagrado. Assim a filosofia, a religião, a arte e a magia, são os pilares pelos quais se estabeleceram as grandes religiões, e esses degraus ou pilares é que revelam quais são essas religiões. Sendo que só por eles, elas conseguirão resistir ao tempo. Percebam que sem esses pilares, a Umbanda, o Candomblé ou o Catolicismo, Cristianismo, Judaísmo, Budismo, Hinduísmo, Kardecismo ou qualquer outro seguimento milenar religioso jamais resistiriam ao tempo. O Cristianismo, por exemplo, sem os dogmas de fé, da ressurreição do Cristo, entre outros tantos dogmas de fé, jamais resistiria ao tempo. Assim também como os cultos afro-brasileiros, sem as tradições orais que falam de uma proteção e comunicação com o Sagrado por meio das ritualísticas que viam um contato harmônico com a Mãe Natureza e culto aos ancestrais, com fé plena que a alma nunca morre, mas, apenas passa para o Orum, jamais resistira ao tempo e aos ataques cruéis dos adversários.

A fé na verdade, já nasce de uma busca desarmada naquilo que se acredita como sendo algo superior, poderoso e que pode revelar segredos divinos e produzir milagres grandiosos. E essa fé nasce também de uma fusão entre o uso do livre-arbítrio e a compreensão, ou no mínimo a busca dessa compreensão do destino, que para alguns é aceito como pré-determinado, mas, para outros, há uma crença interna que ele seja algo que vai se desenrolando, conforme vamos dando passos na nossa existência. E o livro OS SENHORES DO DESTINO, tenta trazer a toda justamente isso, a forma como o homem integra suas escolhas a aquilo que nos é dado pelos Senhores do Destino.



O livro também ao falar da COROA ASTROLÓGICA DE ORUMILA, o Senhor do Destino, mostra-nos que o livro da vida está escrito em códigos divinatórios e por isso a citação dos sistemas oráculares usados por diversos povos, inclusive os hebreus. Esse sistema orácular, seja ele Oráculo de Delfos, o Ifá, a Astrologia ou qualquer outro que tentam acessar a sorte das pessoas, tenta não só vivenciar aquilo que queremos pra nós, mas, aquilo que é necessário na nossa trajetória existencial. Assim, signos e regências astrológicas ou ancestrais, servem pra revelar nossa natureza, nosso arquétipo, nossa personalidade, nosso temperamento e nosso caráter, justamente, por que essas características dentro da estrutura do ser humano, é formada acima de tudo por sua ancestralidade. E a partir de seu nascimento é moldada, lapidada, melhorada ou piorada, conforme essa pessoa receba a influência tanto do mundo exterior, quanto de seu livre-arbítrio e também do Sagrado. Assim vai se revelado ou se moldando um destino individual, que age não só para cada pessoa, mas, em conformidade com o destino de toda humanidade.

Esse primeiro livro de Umbanda Astrológica, também tenta acessar ou mostrar a cada leitor e buscador, que não é preciso está preso a uma religião pra buscar o sagrado ou a Deus. Também tenta mostrar a cada leitor que a magia pode ser acessada para seu crescimento ou para sua queda. Também mostra que seu signo é um conjunto de códigos ancestrais, sagrados e astrológicos, que revela não só sua natureza interior, quanto as influências exteriores e como sua existência se conecta a um TODO MAIOR. E pra avaliar isso, utilizei de uma meditação não só filosófica, mas, também de uma tentativa de acessar o psicológico de cada nativo, por meio de cada influência zodiacal. Sendo que essa influência zodiacal, se dá tanto de forma arquetipal, quanto de forma ancestral.

Compreender que cada indivíduo é único, é a primeira conclusão que este livro deixa claro. Que cada um tem seu destino próprio e que mesmo se associando a outros, ele sempre terá sua meta a ser atingida e seus deveres que não podem ser transferidos aos demais. Por isso Jesus ao indagar "PAI SE FOR POSSÍVEL AFASTA DE MIM ESTE CÁLICE..." acabou sem respostas e teve que aceitar sua missão original, pois esta era sua meta. E da mesma forma cada um de nós temos nossas metas a cumprir, que não podem ser transferidas ao próximo. E por isso cada um que vive escravizando ou abusando de seus semelhantes só pioram seu carma existencial e acabarão sendo punidos pelos Senhores do Destino.

Sabemos que muita gente não acredita em destino e que muitos atribuem apenas ao seu livre-arbítrio a fonte para o sucesso ou derrota. Mas, não é bem assim. Na verdade, nem Deus dita todas as regras de nossa vida, nem nós podemos traçar um destino que mais acharmos interessante. Deus é sim o Grande Arquiteto, aquele que traça os planos cósmicos, mas, ele não dita tudo aquilo que faremos, mas, apenas o que deveríamos fazer pra ser felizes e elevados. Ou seja, ele traça as metas pra cada alma, mas, as escolhas serão nossas. E a medita que escolhemos com sabedoria, nosso prêmio será a vitória!



Adquira o livro OS SENHORES DO DESTINO E A COROA ASTROLÓGICA DE ORUMILÁ, de CARLINHOS LIMA, e fique por dentro das origens dos verdadeiros cultos dos orixás, ancestrais, cósmicos e divinos. As origens e buscas iniciais do homem, pelo contato com o Sagrado, com os Ancestrais elevados e com o Deus Criador. Por meio dos sistemas oraculáres, da magia e da fé. Incluindo ai a mediunidade, a outorga sacerdotal e a ação dos verdadeiros magos.




Compre o livro aqui: Buscapé

Compre nas livras Cultura

Compre nas livrarias Saraiva

Compre no Submarino

Compre nas Americanas

Compre no Shoptime

Compre no Skoob

Compre no Zoom

Compre no Shopping Uol

Compre no Shopping Folha

Axé a todos!

Carlinhos Lima
Astrólogo, Tarólogo, Escritos e Pesquisador. 17/05/2014
 
 
 

Astrologia Cármica: Focando os Nodulos Lunares


 


NODOS LUNARES

Os Nodos de um planeta são os dois pontos virtuais da intersecção de sua órbita com a Eclíptica (que é o caminho aparente do Sol). Esses pontos são opostos entre si e, portanto formam um Eixo. Os Nodos que usamos comumente na astrologia são os Nodos Lunares: o Nodo Norte, também chamado de Nodo Ascendente ou Cabeça do Dragão é o ponto onde a órbita da Lua cruza a Eclíptica de sul para norte; o Nodo Sul, também chamado Nodo Descendente ou Cauda do Dragão corresponde ao ponto onde a órbita da Lua cruza a Eclíptica de norte para sul. No entanto, existem algumas questões com relação aos eles que devem ser abordadas. 

A primeira diz respeito à qual Nodo nós devemos usar: se o Médio (Mean) ou o Verdadeiro (True). Tradicionalmente o Nodo Médio é o aconselhado, mas vale mencionar que a diferença entre ambas as posições pode chegar, no máximo, a pouco mais que 2 graus. Por isso cabe a cada um a escolha.

Curiosamente muitos astrólogos e estudantes não configuram seus programas de Astrologia para representarem ambos os Nodos marcando apenas o Nodo Norte. Fazendo isso eles correm o risco de ignorarem uma conjunção com o Nodo Sul. 

Como sabemos, em toda e qualquer teoria astrológica a conjunção é sempre o aspecto mais forte. E especialmente quando estamos lidando com um Eixo (como no caso dos Nodos), o que deve ser levado em conta é a conjunção e não a oposição. Assim, a conjunção com um Nodo é importante para determinarmos de que forma o planeta se expressa. O Nodo Norte tem a natureza de Júpiter, portanto exerce uma influência benéfica sobre o planeta envolvido. Já o Nodo Sul tem a natureza de Saturno, portanto é indicador de dificuldades envolvendo a função representada pelo planeta em questão.

Frequentemente existe uma outra dúvida com relação aos Nodos Lunares é quanto à maior importância de sua localização: se por casa ou por signo. Como sabemos o Ciclo Nodal Médio (período em que o Nodo percorre o zodíaco e volta a sua posição de origem no mapa) é de 18,6 anos e, portanto ele permanece num mesmo signo em torno de 1 ano e meio. Mas, em função do movimento de rotação da Terra, todos os dias ele passará por todas as Casas. Assim podemos concluir que é a sua posição por casa no mapa natal que, de fato, particulariza a interpretação. 

Considerando seu movimento retrógrado (permanente no Nodo Médio) temos que se o Nodo cai próximo de uma cúspide devemos estar atentos, pois na verdade ele está se dirigindo para a casa anterior. Quanto mais próximo à uma cúspide devemos investigar com o cliente sobre as casas em que os Nodos podem estar atuando. Alias podemos nos surpreender com uma atuação em ambas as casas. 

Segundo Dom Néroman serão nessas áreas que a influência do Céu se fará mais intensa já que ali "o influxo estará mais concentrado e intensificado". Já o astrólogo Martin Schulman diz: “O Nódulo Norte simboliza a área de expressão mais elevada a ser atingida na vida atual e, portanto, deve ser interpretado através das mais altas qualidades do signo e da casa onde estiver localizado na carta natal”.

Aliás, a técnica de Evolutivo o Fatum de Néroman, dá-se grande ênfase aos Nodos. Segundo ele, o Dragão (como se refere aos Nodos Lunares) é o grande receptor dos influxos que o Céu emite e que constituem a base de sua teoria. E somente quando há também um envolvimento dos Nodos nos aspectos que o Fatum forma com os planetas natais (ou em trânsito) é que acontece uma transmissão perfeita desses aspectos, sem interferências nesses influxos. Segundo ele, o Dragão é a resultante de todas as influências às quais nos submete o Céu na nossa condição terrestre.

Segundo Schulman os Nodos tem que concordar com o restante do mapa para terem uma aplicação e significado eficiente. Também Dane Rudhyar e Alexander Ruperti têm trabalhos interessantes em que dividem o mapa por setores ou zonas à partir dos Nodos e interpretam os planetas levando em conta sua localização nessas áreas.

Temos ainda zodíacos gerados à partir das posições dos Nodos e cada um com uma função específica. O primeiro tem o Nodo Norte como Ascendente, num sistema de Casas Iguais e serve como uma opção, além do Mapa Solar (Sol no Ascendente), para casos em que não se conhece a hora do nascimento.

Há também um método desenvolvido pelo argentino Néstor Echarte chamado Zodíaco Dracônico, , e que tem o Nodo Norte como correspondente ao grau 0º de Áries. Á partir daí, transformando as posições natais dos planetas para essas novas coordenadas temos um mapa de apoio para a interpretação do Mapa Natal. Esse novo mapa serviria para nos falar sobre fatores inconscientes. Na verdade, este é um zodíaco da Lua, não do Sol.

Cabe aqui também incluir o Mapa do Nodo Sul que nos é apresentado por um pioneiro no campo da Astrologia Médica o astrólogo Robert Jansky. Esse mapa é gerado à partir do Nodo Sul (tomado como o Ascendente), num sistema de Casas Iguais, e que vai tratar exclusivamente de questões de ordem física e da saúde do indivíduo.

Os Nodos são de grande importância nas técnicas de Sinastria. Contatos de planetas de uma pessoa com os Nodos de outra contam como fatores de atração entre as mesmas. Segundo Elói Dumón, eles representam o impulso de nos unirmos aos demais, buscando o companheirismo, o amor à adaptabilidade, ou pelo contrário, a falta de adaptabilidade ou mesmo uma conduta anti-social.

Ainda que possamos ter dificuldades com pessoas do signo onde está a nossa Cauda, há quem já tenha observado que o problema esteja no signo da Cabeça (o que também faz sentido, sendo a Cabeça um ponto menos "familiar", o qual precisamos de um esforço consciente para incorporar). Verificar qual dessas teorias é mais válida é bastante fácil e pode gerar uma pesquisa interessante.

Segundo Schulman, a vantagem de um nódulo sobre o outro não é uma constante, até o tempo em que o Nódulo Sul atue em seu mais elevado nível permitido, o individuo achara menos recompensa no Nódulo Norte do que espera. Ainda segundo ele, desde que o Nódulo Sul simboliza o auge das características comportamentais de muitas vidas, seria somente levando tal comportamento, através de uma evolução progressiva, que o individuo estaria pronto pra beneficiar-se de seu Nódulo Norte. Se ele esforça para superar os caminhos nos quais seu Nódulo Sul o está segurando, então encontrará a Direção Divina na surpreendente benção que seu Nódulo Norte lhe concede.

Sobre os aspectos Schulman nos diz que as conjunções planetárias com o Nódulo Sul, representam as lições cármicas, levando mais de uma vida para se aprender, aparecem com fortes conjunções. Já as conjunções planetárias ao Nodo Norte estimulam o individuo a deixar seu passado para traz. 

Ao invés, ele aprenderá uma nova lição cármica na vida atual. Mas quando o planeta regente de qualquer um dos Nódulos está no signo do Nódulo oposto, entao o aspecto da recepção mutua deve ser considerado. Aqui o passado e o presente estão tão inevitavelmente ligados, que será necessário para o individuo recorrer a seu passado a fim de preencher seu presente. 

Conjunções aos dois Nódulos, a alma é confrontada com a resolução de um conflito muito poderoso, que não pode ser adiado além da vida atual. Já as quadraturas de planetas com os Nódulos atuam como desordens ao tema central na vida. nos trigonos com o Nódulo Sul eles oferecem ao individuo oportunidades de, simbolicamente, reviver e aperfeiçoar seu passado. Os trígonos com o Nódulo Norte contem a promessa de uma experiência de vida ricamente recompensada.

No signo de Martin Luther King encontramos os Nódulos Touro-Escorpião. Aqui o carma da alma é afastas-se do passado de violência de Escorpião para a paz de Touro regido por Vênus. O Nódulo Sul na sétima casa indica que em encarnações passadas esta alma deve ter sofrido por impulsos destrutivos de outros. Nesta vida, houve uma identificação a ser feita com a construção do ser (Touro na primeira casa) e de uma maneira sólida, firme, mas não violenta.
 
Curiosamente, seus Nódulos caem nos dois signos que eram os signos do Sol e da Lua de Gautama budha, cuja vida representou princípios muito parecidos. Quando vemos fortes semelhanças entre diferentes cartas natais, isto quase sugere que diferentes almas podem ter recebido parte de seus ensinamentos no mesmo lugar. (Martin Schulman – Os Nódulos Lunares – Editora Ágora).

Carlos Lima - Astrólogo e Pesquisador.


Astrologia: Mas o que era a Estrela de Belém?

 



Mas o que era a estrela de Belém?


Desde que Kepler procurou uma explicação astronómica para o que os magos terão visto no céu, que os astrónomos têm estudado o problema. Os magos do Oriente terão provavelmente vindo da Babilónia, actual Iraque, onde viviam algumas comunidades judias, ou da Pérsia, actual Irã, onde residiam também algumas comunidades judias, menos numerosas e interpenetradas estas com os seguidores de Zoroastro. Os magos eram homens sábios, mágicos e astrólogos, altamente respeitados por todo o Médio Oriente, pelo que chamá-los reis apenas reflecte a sua importância na sociedade do tempo.

A imaginação popular tem retratado o episódio das mais variadas formas. Por vezes, aparece uma estrela por cima da manjedoura; outras vezes, um cometa, como no célebre quadro de Giotto existente em Pádua, pintado nos inícios do século XIV, pouco depois de uma espectacular passagem do cometa Halley. A cena é sugestiva, e imagina-se os magos seguindo uma estrela que, pouco a pouco, lhes indicava o caminho. Outra imagem curiosa é a da «Adoração dos Magos» da oficina de Vasco Fernandes, pintada no início dos anos 1500, pouco depois da descoberta do Brasil. Um dos magos é um índio brasileiro, com o seu traje de penas. Vale a pena ir ao Museu de Grão Vasco, em Viseu, para observar a pintura.
Em 1603, Johannes Kepler, à época astrónomo e astrólogo imperial, observou uma conjugação dos planetas Júpiter e Saturno, que apareceram no mesmo meridiano celeste, um por debaixo do outro, e foi seguida por um agrupamento de Marte, Júpiter e Saturno, que apareceram muito perto. Pouco depois, uma supernova brilhante, resultante da explosão de uma estrela, apareceu na mesma área do céu. Kepler supôs que a supernova teria sido criada pelos planetas, o que hoje se sabe ser impossível. Fez cuidadosamente as suas contas e reparou que entre os anos 7 e 4 a.C., data já então considerada provável, para o nascimento de Cristo, se tinha verificado uma conjunção de planetas e um agrupamento. Imaginou que uma «estrela nova» tivesse também aparecido na altura e que ela tivesse guiado os magos a Belém. Sem o saber, Kepler originou uma polémica que ainda hoje perdura, originando anualmente dezenas de artigos científicos, livros e reflexões religiosas.

O que terá sido, afinal, a estrela de Belém? Algumas respostas são muito simples. Foi um milagre, dizem alguns crentes, pelo que não há explicação possível. Não se deve tomar a Bíblia como verdade histórica, dizem outros, pelo que, naturalmente, nunca houve nenhuma estrela de Belém. Muitos astrónomos, contudo, ficaram fascinados com o problema. Todos os anos aparecem novas interpretações e novos dados científicos e históricos. A polémica persiste, contudo, e as explicações são variadas.

Todas estas interpretações possuem duas falhas gritantes. Por um lado, não conseguem explicar o estranho movimento da estrela de Belém, que teria precedido os magos na sua viagem de oriente para ocidente, os teria depois orientado de norte para sul, ao viajarem de Jerusalém para Belém, e teria parado sobre o local onde se encontrava Jesus. Nenhum dos fenómenos celestes apontados poderia manifestar comportamento tão estranho. Por outro lado, e este será o argumento mais forte, nenhuma destas teorias permite explicar que apenas os magos tivessem visto um fenómeno espectacular no céu. Os judeus de Jerusalém deveriam ter igualmente visto o cometa ou a supernova, não se percebendo que uns tenham ficado impressionados com o fenómeno e outros o tenham ignorado.

Dois livros recentes parecem lançar mais alguma luz sobre o problema. Um deles é de Mark Kidger, um astrónomo britânico que actualmente trabalha no Instituto de Astrofísica das Canárias. A obra, intitulada The Star of Bethlehem: An Astronomer’s Point of View saiu sob a chancela da Princeton University Press. O outro é da autoria de Michael Molnar, um astrónomo norte-americano. Tem como título The Star of Bethlehem: The Legacy of the Magi e foi publicado pela Rutgers University Press.

Ridger apresenta como explicação não uma mas várias «estrelas de Belém». Segundo este astrónomo, o «primeiro sinal» terá sido uma tripla conjunção de Júpiter e Saturno, que se registou no ano 7 a.C. na constelação Peixes. Argumentando que Peixes é o signo da Judeia, Ridger diz que qualquer fenómeno astronómico aí registado seria seguido com atenção pelos magos, que esperavam por um sinal anunciador do nascimento do Messias. Ao contrário dos habitantes locais, que não se interessavam por fenómenos celestes nem por astrologia, o alinhamento dos dois planetas no mesmo meridiano, passando um por debaixo do outro, seria seguido com interesse pelos magos da Babilónia ou da Pérsia que, apesar de terem origem judia, viviam sob influência da astrologia grega, romana e zoroastrista. 

O «segundo sinal» seria um agrupamento dos planetas Júpiter, Saturno e Marte, que se registou em Fevereiro do ano seguinte, 6 a.C., igualmente em Peixes. O «terceiro sinal» seria uma conjugação de Júpiter e da Lua, que se realizou em Fevereiro de 5 a.C. na mesma constelação. Depois de todos estes acontecimentos celestes, os astrólogos magos ter-se-iam convencido da chegada do Messias e ter-se-iam preparado para a caminhada até Jerusalém. 

O «quarto sinal», ainda segundo Ridger, seria o aparecimento de uma explosão estelar, uma nova ou supernova, que o astrónomo britânico levanta como possibilidades, baseado em estudos de registos chineses. A «estrela nova» não seria tão espectacular que tivesse despertado grande interesse na Judeia, mas seria o sinal decisivo para astrólogos magos, que teriam passado os últimos anos a seguir os acontecimentos celestes. Os magos ter-se-iam posto a caminho para o local lógico de nascimento do novo rei dos judeus: a Judeia. Chegados a Jerusalém, pelo movimento natural dos céus, a nova, que teriam visto a oeste durante a madrugada, apareceria agora a sul, indicando o caminho para Belém.

A explicação de Ridger parece bastante plausível e vem trazer novos elementos a esta longa polémica. Mas Michael Molnar, o astrónomo que publicou o segundo livro sobre o tema apresenta um argumento que parece demolidor: não era Peixes mas sim Carneiro o signo associado à Judeia. Molnar apresenta dezenas de autores e estudos da antiguidade, nomeadamente Ptolemeu, em apoio à sua tese, enquanto Ridger apenas se baseia no testemunho do rabi Abarbanel, um sefardita espanhol que viveu no século XV.

A explicação avançada por Molnar é completamente inovadora e baseia-se numa leitura das edições mais antigas do Evangelho de Mateus, escritas em grego. Molnar diz que a estrela não era mais do que o planeta Júpiter, que teve uma conjugação com a Lua em 17 de Abril de 6 a.C. na constelação Carneiro, o signo dos judeus. Essa conjugação não seria visível, pois registou-se perto do Sol, e apenas astrólogos a poderiam ter calculado. Indo ao texto grego, Molnar interpreta os versículos de Mateus tal como eles seriam lidos por astrólogos magos da época. 

A frase «vimos a sua estrela no Oriente», depois de confrontada cuidadosamente com o texto grego, significa apenas «vimos a sua estrela (isto é, o planeta Júpiter) nascer a oriente do Sol» (logo antes do Sol, o chamado nascimento helíaco). Quando o texto bíblico afirma que a estrela «ia adiante» e «parou», isso apenas significa que a estrela (Júpiter) seguia o movimento de leste para oeste nos céus (hoje chamado retrógrado, para um planeta) e depois ficou estacionária, o que terá acontecido em 19 de Dezembro do mesmo ano, antes de recomeçar o seu movimento aparente normal, de oeste para leste, habitual nos planetas.

As datas, tanto de Ridger com de Molnar, são compatíveis com o que se admite ter sido o momento de nascimento de Cristo, situado em data incerta, entre 7 e 4 a.C., provavelmente num mês de Abril ou Maio. As explicações parecem igualmente credíveis, mas a obra de Molnar, com uma interpretação puramente astrológica da estrela de Belém, parece estar a despertar mais interesse entre os estudiosos. Owen Gingerich, astrónomo e historiador de Harvard, diz que o livro de Molnar é a contribuição recente mais importante na procura de uma explicação natural para a famosa Estrela de Belém. Talvez a explicação da Estrela de Belém não esteja, afinal, escrita na observação de um fenómeno celeste espetacular, mas sim no simbolismo da astrologia antiga.

O certo é que esse não é um fenômeno normal que possa ser explicado pela ciência, pois se refere na algo extraordinário que marcou a humanidade para sempre. Na verdade, eu tenho por certo que a chamada “Estrela de Belém”, é sim um alinhamento astronômico, com interpretação astrológica, por isso se deu a visita dos magos ao menino. Eles o encontraram através da Astrocartografia por isso descrevem a estrela como guia. Eles simplesmente usaram as coordenadas baseadas nas posições dos astros para encontrar aquela pessoa especial revelada pelo Mapa montado naquela época. Esse aspecto místico nos é também confirmada na visão de Santa Ana Catarina: “Então se renovou nessas três tribos o estudo das estrelas e renasceu o desejo da vinda do Menino prometido. 

Desses três irmãos descenderam os Reis Magos em linha direta, por 15 gerações, após 500 anos; mas, pela mistura com outras raças, eram de cores diferentes. Desde o princípio desses 500 anos, ficavam sempre alguns dos antepassados dos Reis num edifício comum, para estudarem os astros; conforme as diversas revelações que recebiam, mudavam certas coisas nos templos e no culto divino. Todas as épocas que se referiam à vinda do Messias conheciam-nas nas visões Milagrosas, ao observar as estrelas. 

Desde a Conceição de Nossa Senhora, portanto há 15 anos, essas visões mostravam, cada vez mais distintamente, a vinda da criança. Por fim viram até muitas coisas que se referiam à paixão de Jesus. Podiam calcular bem o tempo da estrela de Jacó, que Balaão predissera. (Núm. 24, 17); pois viram a escada de Jacó e, segundo o número dos degraus e a sucessão das imagens que nestes apareciam, podiam calcular, como num calendário, a proximidade da Salvação; pois o cume da escada deixava ver a estrela ou a estrela era a última imagem dela”. Quando ela fala em visões milagrosas, nos mostra que a astrologia como Ciência Sagrada está ligada as Hierarquias Superiores, e por isso a Visão mística dos acontecimentos são palpáveis e possíveis.


Pesquisa desenvolvida por:
Carlos Lima - Astrólogo e Pesquisador – Shalom pra todos e que a paz de Cristo esteja com todos.

Veja no próximo artigo:
Tentação e morte de Jesus, na visão astrológica.

Magia e ocultismo: Khem e os Gatos

 


Os GATOS E KHEM 

No antigo Egito, o gato era venerado como um deus, encarnado na cabeça de Bastet. Deusa da caça, da boa saúde, da fertilidade, do amor, da alegria, da dança e da luz; filha do Deus Sol. Representada com a cabeça de felino e corpo de mulher, trazia numa das mãos um sistro, instrumento de percussão usado pelas bailarinas, e, na outra, a cabeça da deusa leoa Sekhmet. Esta era, na verdade, a sua contraparte: quando Bastet se enfurecia transformava-se na terrível Sekhmet uma leoa que punha fogo pela garganta. Passada da cólera metamorfoseava-se novamente em gata, reassumindo sua docilidade. 

Bastet era sempre representada com uma ninhada de gatinhos a seus pés para simbolizar a fertilidade. Não é sem razão que os egípcios deram a Bastet, o aspecto de gata. Pois é um animal notável de resistência, de saúde e fertilidade. Bastet significa "a-de-Bast" era a cidade onde se situava o principal templo dedicado aos gatos e para onde, todas as Primaveras, convergiam mais de 500 mil pessoas para assistirem ao festival sagrado. Cerca de 100 mil gatos mumificados eram enterrados em cada festival, em honra da felina "virgem-deusa" (a qual foi presumidamente segundo alguns sectários, a precursora da Virgem Maria). Os festivais de Bastet eram conhecidos como os mais populares e desejados em todo o antigo Egito, como um sucesso, talvez não totalmente alheio ao fato de incluir selvagens celebridades orgíacas e "frenéticos rituais". 

O culto do gato era tão popular que subsistiu durante perto de 2000 anos. Os gatos eram enfeitados com jóias e perfumados com as mais finas essências. Foram os egípcios, alias, que os domesticaram há 5.000 anos, quando capturavam gatos selvagens no norte da áfrica e os usavam para proteger suas mercadorias da invasão de ratos nos celeiros. Tinha uma cidade inteiramente sua e também um cemitério particular. (No inicio do século foi descoberto pelos arqueologistas, um fabuloso cemitério perto de Beni Hassan, onde repousavam há milênios 300.000 gatos embalsamados e mumificados, nas tumbas subterrâneos). Após a morte, os gatos egípcios eram embalsamados com todo o cerimonial, com os corpos envolvidos por faixas coloridas e o focinho coberto por mascaras esculpidas em madeira. Alguns eram colocados em esquifes de madeira com a forma de um gato, enquanto outros eram metidos em cestos de vime. 

Os bichanos eram mumificados e enterrados, acompanhados de ratinhos também mumificados, que lhes deveriam servir de alimentos no outro mundo. Quem matasse um gato no Egito era punido severamente e os donos vestiam luto, assim como também raspavam as sobrancelhas em sinal de luto. Para se ter uma idéia do prestigio dos gatos naquela época, basta lembrar que o historiador grego Heródoto (cerca de 484 a.C. - 425 a.C.), considerado o pai da História, afirma num de seus relatos que, quando havia um incêndio numa casa egípcia, seus habitantes preocupavam-se "menos com o fogo e mais com os gatos". Num incêndio a prioridade era salvar os gatos mesmo que para isso os egípcios tivessem que arriscar a própria vida. A adoração dos egípcios aos gatos custou-lhes uma amarga derrota militar. 

O rei persa Cambesis tomou tranqüilamente Mênfis, a cidade sagrada dos faraós, amarrando mil gatos aos escudos de seus guerreiros. Claro que nenhum soldado do exército egípcio ousou erguer a arma contra os seus felinos senhores, que, aliás, foram mortos logo depois da vitória de Cambesis. Dois anos mais tarde Cambesis morria, vitima de uma doença misteriosa. Vingança dos gatos? Nem todo o gato era considerado um deus, mas havia uma forma na quais algumas das suas divindades podiam ser personalizadas. Era na forma de um gato que o grande deus sol Ra venceu Apep, a serpente da escuridão. 

Desenhos delicados de papiro mostram-no lutando contra o golpe da morte, com um punhal, uma vitória que tinha de ser repetida todo dia, pois o Sol e a Escuridão são imortais. A palavra egípcia que descrevia o gato era Mau, derivada da voz do gato. Uma outra divindade que matava a cobra era a deusa Mafdet, apresentada na forma de gatos nas gravuras esculpidas na parede da pirâmide da quinta e sexta dinastias, estimado anteriormente em 2.280 a.C. como protetor do faraó. Amuletos de gato e cabeça de gato persistiram até quase os dias atuais. Embora fosse proibido tirar os gatos da terra dos faraós, a incansável destreza na perseguição aos ratos fazia deles convidados indispensáveis dos navegantes em suas viagens para afugentar os ratos dos navios. E logo começaram a surgir gatos na Grécia, em Roma... Na Grécia clássica, o gato foi associado à feminilidade, ao amor e ao prazer sexual, atributos de Afrodite. Também foi associado à Artemis, a deusa da caça e da lua, da qual se dizia que teria escapado um perseguidor, Tiphon, transformada em gata. Em Roma, no Império Romano, o gato esteve ligado a várias deusas. Diana, a caçadora, governava a fecundidade e a lua, assim como Bastet, e uma lenda antiga atribui a ela a criação do gato. Também a sensual Vênus é representada como uma gata, uma encarnação de emoções maternas. Não era só nas religiões egípcias e egipto-romanas que os gatos participavam. 

Os chineses tinham um deus da agricultura em forma de gato, alias eles possuíam estatuetas de gatos para afastar os maus espíritos; os peruanos tinham um deus felino da cópula, e os irlandeses, um deus com a cabeça de gato. Eles também estavam relacionados com duas deusas nórdicas. Os Hindus transformaram-no igualmente num animal sagrado. Os gatos atravessaram o Oriente, e foram se instalar, pouco antes da Idade Média, no coração da Europa. No princípio, foi muito bem recebido. Na época existia uma ordem real, que proibindo aos habitantes de Gales, na Bretanha, a posse de animais, à exceção do gato. 

Os ingleses, claro depois dos egípcios são os que mais se apaixonaram pelos gatos, vale citar que a primeira exposição de raças de gatos, aconteceu na Inglaterra, bem como o primeiro clube fundado. Adoradores confessos dos gatos até os dias atuais, podem-se encontrar-se em Londres imponentes estatuetas de gatos, que são verdadeiros monumentos. Na França do século XVI, o cavaleiro que quisesse conquistar uma dama, em vez de flores, lhe oferecia um gato. Alias, no sul da França, existia a lenda dos gatos mágicos chamados matagots, que traziam fortuna e sorte a quem os acolhia e amava. Na Rússia os gatos também eram estimados, onde era comum serem encontrados vários deles nos mosteiros e conventos. O Japão não ficou imune aos seus encantos. 

Os gatos chegaram ao país do sol-nascente ao mesmo tempo em que o budismo. Residiam nos templos para protegerem dos ratos os manuscritos sagrados. Séculos depois, no reinado do imperado Jedi-jô, no décimo dia da quinta lua, uma gata branca pariu três gatinhos da mesma cor, no palácio imperial de Quioto. Maravilhado pelo espetáculo, o imperador ordenou que fossem tratados e adulados como crianças reais. O povo inteiro começou então imitar o soberano. Os gatos passaram a ser cuidados com todos os desvelos, amimados e passeavam a trela pelos jardins. De tal forma, esqueceram de caçar os ratos destruidores dos bichos de seda. Os Japoneses recorreram então ao ersatz: desenharam figuras de gatos nas portas das casas e fabricaram efígies do animal de madeira ou de porcelana, antes de restituir à liberdade de todos os gatos. Os comerciantes japoneses costumavam ter um gato em seus navios porque, segundo acreditavam lhes trazia boa sorte e lhes protegia dos maus espíritos do oceano, responsáveis pela tempestade e pelo naufrágio. Uma estatueta com a forma do gato era considerada como um poderoso amuleto. 

O gato tornou-se um animal de estimação das casas nobres e das cortes. Meio século mais tarde, os japoneses começaram, porém a ter medo os gatos, que consideravam como espíritos malignos ou demônios, e essas crenças refletiram se no tratamento dado aos animais. Uma crença tradicional muito antiga, que radicava no antepassado dos japoneses Ainus começou subitamente a ser levada a sério, e os japoneses passaram a cortar a cauda aos seus gatos, pois temiam que pudessem transformar-se em serpente quando os gatos assim o desejassem. Do século XIV em diante, quase todos os gatos representados em desenhos japoneses são desprovidos de cauda. (Os gatos sem cauda dos nossos dias são, porém resultado de uma mutação acidental e não gatos a que se tenha cortado a cauda). No Japão, os gatos continuam a ter o seu templo privativo em Tóquio. O Bobtais Japonês é uma raça de gato conhecida no Japão há muitos séculos. O Templo Gotokuji, em Tóquio, é decorado com várias fileiras superpostas de pinturas que representam um desses gatos, chamado Maneki-Neko. 

Cada pintura mostra-o com pata levantada num gesto de saudação, que se tem tornado um símbolo de boa sorte. Essa raça distinta aparece também em numerosos escritos e pinturas de grande fama na arte japonesa. O Templo Gotokuji, está rodeado por um cemitério com campas cobertas de inscrições, onde se exprimem votos para que os gatos defuntos aí enterrados em breve atinjam o nirvana (paraíso). Tornaram-no como tema em inúmeros quadros e esculturas. Na Idade Média, os gatos foram apontados como um símbolo das religiões pagãs e associado ás bruxas e demônios. E o gato que até então já era vedete dos rituais das magas atalógicas e madames mins da época, perseguido pela Igreja, não escapou da Inquisição . 

O papa Inocêncio VII, no final do século XV, mandou que todos os bruxos fossem queimados junto com seus gatos, cúmplices de suas feitiçarias. Muitos foram queimados em praça pública pelos romanos, que os consideravam agourentos. A perseguição por parte dos cristãos se deve por causa da mitologia egípcia, os gatos estavam então muito associados ao paganismo. Havia uma tendência no cristianismo de renegar tudo o que era cultuado nas civilizações mais antigas. Milhares de gatos e de seres humanos foram torturados e mortos. Um ato bárbaro de crueldade e ignorância. A perseguição cristã contra os gatos permitiu um crescimento incontrolado da população de ratos e contribuiu para a virulência das pestes disseminadas pelos ratos. 

Desde os tempos remotos, atravessando séculos e civilizações, principalmente no Egito o gato sempre foi considerado um animal sagrado, sua figura é usada como talismã, ligado às divindades lunares, o gato favorece a harmonia matrimonial e a felicidade doméstica. Vale citar que Estocolmo, quando um gato perdido é assinalado no Comissariado, logo o centro da especialidade envia um grupo de socorro. Em Istambul, os gatos são donos e senhores das ruas e amigos discretos, mas afetuosos dos marinheiros e dos lojistas da cidade. 

Os motoristas de táxi preferem bater num poste a atropelar um gato. O gato chegou ao Brasil nas caravelas portuguesas, na bagagem, trazia da Europa todas as lendas e superstições que tornaram célebre. Aqui adorado, mas também detestado e mesmo amaldiçoado. No jogo do bicho, é o número 14, serve tanto ao pavão, quanto à elite, além de ser um símbolo de azar, para alguns é claro... Acredita-se que o gato preto seja o mais maléfico, a quem diga que tenha parte com o Diabo, e ao andar na rua se o seu caminho é cruzado por um gato preto, logo se benze, para afastar o azar. (Curiosamente, na Inglaterra é o oposto gato preto lá é sinal de sorte). Há quem pense o contrário e quando não tem um exemplar vivo, tem em sua casa uma estatueta de gato preto, acreditando estar afastando o azar. Existem muitas superstições... Dizem que um gato quando vai embora de casa, seu dono não deve tentar impedi-lo, pois ele esta indo embora para levar todas as coisas ruins daquela casa. Também se acredita que quem bate num gato sofrerá de reumatismo. 

Durante séculos, no mundo inteiro os gatos conseguiram sobreviver ao fogo e a água (milhares foram mortos nas fogueiras e nos rios). Mas apesar da perseguição, sobreviveu perpetuado a espécie. Talvez por este motivo se diga que os gatos têm sete, ou nove vidas. Não há sem sombra de dúvida nenhum animal tão martirizado em todos os tempos. Nos tempos modernos continuam envoltos em lendas, crendices e preconceitos. Embora descendentes de protagonistas de uma história de amor e ódio tenha hoje mais aliados, que inimigos. Os celtas acreditavam que os gatos conviviam com os elementais, fazendo um elo entre o mundo invisível e o nosso. Através dos olhos felinos, como janelas, os homens conheciam o mundo mágico. Do outro lado, os elementais saberiam de nós da mesma forma. Matéria recorrente nos comix e em especial nas histórias de Neil Gaiman, a crença nos Deuses seria o sopro que os mantém eternos. Se for verdade, BAST continua tão viva agora como há 5OOO anos atrás. Há igrejas modernas dedicadas ao culto dos antigos deuses de Kemet, onde a Deusa Gata é rainha.

Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.


As mais vistas

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

magia (361) astrologia (325) signos (232) espiritualidade (198) amor (168) Umbanda (161) umbanda astrológica (145) orixá (142) UMBANDA ASTROLOGICA (130) mulher (128) CONCEITOS (119) religião (95) signo (94) anjos (74) comportamento (66) candomblé (63) mediunidade (50) 2016 (46) horóscopo (44) espaço (42) anjo (37) esoterismo (37) arcanos (35) magia sexual (35) oxum (35) Ogum (32) sexualidade (32) ancestrais (30) 2017 (28) fé religião (27) oxumaré (27) estudos (26) iemanjá (25) Yorimá (12)