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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Ciência e espiritualidade:




Espiritualidade tem conexão com maior espessura do córtex cerebral, característica notada em pessoas com menor risco de depressão

Cérebro
Estruturas cerebrais podem ser a chave para entender fatores que impedem a depressão(Thinkstock/VEJA)
Cientistas já sabem que alguns aspectos da anatomia cerebral podem indicar o risco de uma pessoa ter depressão. Um deles é a espessura do córtex, membrana que reveste o órgão - ele é mais fino em indivíduos com mais chances de ter a doença. Agora, um novo estudo dá pistas sobre o que pode influenciar nessa característica do córtex: a religiosidade. De acordo com a pesquisa, pessoas que nutrem esse sentimento tendem a ter um córtex cerebral mais espesso e, consequentemente, um risco menor de depressão do que as outras.
O trabalho ainda não conseguiu comprovar, contudo, se a importância dada à espiritualidade aumenta a espessura do córtex cerebral, ou se é o contrário - ou seja, se a maior espessura da membrana predispõe uma pessoa a dar maior importância à religião.
CONHEÇA A PESQUISA Título original: Neuroanatomical Correlates of Religiosity and Spirituality
A Study in Adults at High and Low Familial Risk for Depression
Onde foi divulgada: periódico JAMA Psychiatry
Quem fez: Lisa Miller, Ravi Bansal, Priya Wickramaratne, Xuejun Hao, Craig E. Tenke, Myrna M. Weissman e Bradley S. Peterson
Instituição: Universidade Columbia, EUA
Dados de amostragem: 103 pessoas com idades entre 18 e 54 anos
Resultado: Os pesquisadores descobriram que diferenças na anatomia cerebral de pessoas religiosas podem reduzir chances de desenvolver o transtorno
Estudos anteriores já haviam mostrado que, entre pessoas com predisposição genética à depressão - ou seja, com histórico da doença na família -, aquelas que são religiosas podem ter um risco até 90% menor de desenvolver o transtorno do que as que não são religiosas.

Diante dessas evidências, os autores da nova pesquisa buscaram entender de que forma a religiosidade pode se relacionar à depressão. Para isso, eles selecionaram 103 pessoas de 18 a 54 anos, sendo que somente parte delas tinha predisposição genética para a depressão. Por cinco anos, os cientistas analisaram a importância da religião e a frequência com que elas visitavam templos e igrejas, além de submeter os voluntários a exames de ressonância magnética com o objetivo de verificar a anatomia cerebral.
No final do estudo, os pesquisadores observaram que os participantes que davam mais importância a questões espirituais, não importando com que frequência iam a igrejas ou templos, possuíam um córtex mais espesso em algumas áreas do cérebro. Essa associação entre religiosidade e a espessura do córtex aconteceu em todos os participantes, mas foi mais forte entre aqueles que tinham histórico de depressão na família.
A pesquisa foi feita na Universidade Columbia, Estados Unidos, e publicada nesta quarta-feira no periódico JAMA Psychiatry.
 
 
 

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Tarô e a importância do estudo dos arcanos da vida



Nossa! De certa forma é bom ouvir falar em tarô, vê que tem tanta gente falando e estudando. No entanto, apesar do merchan de tantas escolas esotéricas, onde tem gente esperta pra burro, dando curso e vendendo coisas o tempo todo, preciso dá minha opinião, mesmo tendo amigos que me dizem "não fale dos outros", mas, se for pra eu ficar inativo, fingindo que o movimento esotérico não caminha pra um buraco negro de comercialismo, prefiro deixar de estudar esoterismo! Foi dito num programa de uma dessas escolas, que inclusive seu dono tem até tarô com seu nome, que "qualquer pessoa, de qualquer idade e com aplicação nos seus cursos de enumeras mensalidades, podem aprender o tarô"! Em primeiro lugar eu discordo, pois não é qualquer um não! Já conheci muitos que se esbagaçaram nos livros e cursos de tarô e não sabem diferenciar nem arcano menor de maior! 

Essa historia pregada pelo Nei Naif de tarô só por técnica é balela, pois é preciso também ou acima de tudo, o dom, sensitividade e força espiritual. Nenhum grande mago da historia foi um bom tarólogo sem ter mediunidade! Segundo, vi uma dessas palestrantes aconselhando as pessoas a verem o Tarô como profissão! Que ela tinha deixado sua carreira pra viver do Tarô! Eu até acho que tem muita gente que nasceu pra ser tarólogo, tem alma de tarólogo e tem missão de tarólogo, mas, assim como nem todo mundo pode ser um cientistas, pois precisa de dom, também não pode ser um oraculista, pois precisa além de dom e vocação, uma outorga por meio da missão que o Astral lhe concedeu! E apesar de colegas terem defendido o Tarô como uma profissão reconhecida, não vejo isso com positividade. O Tarô não é pra ser consultado a torto e a direito todos os dias, é pra uma busca pessoal. Tem dias que as cartas se fecham como se o Universo dissesse "basta! Descansa ai filho"! 

O inconsciente coletivo é perigoso não pode ser acessado todo dia. Vi um desses caras, donos de cursos dizendo "o Tarô pode te dá direção na vida" e disse mais "todo dia quando acordo eu consulto o tarô pra ver como eu estou"! O Tarô não é pra isso, não devemos engessar nosso livre-arbítrio. Que os colegas que vivem do tarô não me xinguem, me perdoem, amo o Tarô, mas, não quero explorá-lo. Talvez por isso sou bem pobrinho, mas, preciso seguir minha ética pessoal e meus guias, o espiritualismo tem regras e um deles não é o comercialismo!
 
 
 
 

segunda-feira, 7 de março de 2022

Astrofísica: 'É muito provável que haja verdadeiros análogos da Terra', afirma novo estudo





Um novo método de análise geoquímica de planetas distantes sugere que os muitos exoplanetas semelhantes à Terra podem existir fora do Sistema Solar, de acordo com pesquisa.

Há um traço comum entre rochas de asteroides, ou fragmentos de planetas rochosos, que orbitam seis estrelas anãs brancas e rochas da Terra, segundo um estudo publicado nessa semana na revista Science.
"Eles são como a Terra e como Marte em termos de seu ferro oxidado. Estamos descobrindo que as rochas são rochas em todos os lugares, com geofísica e geoquímica muito semelhantes", disse Alexandra Doyle, estudante de pós-graduação em geoquímica e astroquímica, e líder de um estudo para analisar a geoquímica de planetas fora do Sistema Solar da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.
Os pesquisadores estudaram os seis elementos mais comuns na rocha: ferro, oxigênio, silício, magnésio, cálcio e alumínio. Como eles não têm acesso a amostras reais de asteroides, a equipe de pesquisa usou cálculos e fórmulas com ajuda de telescópios para chegar às suas conclusões.
"Observar uma anã branca é como fazer uma autópsia sobre o conteúdo do que ela engoliu em seu sistema solar", disse Alexandra Doyle.
"Se rochas extraterrestres tiverem uma quantidade similar de oxidação como a Terra tem, então você pode concluir que o planeta tem tectônica de placas similar e potencial para campos magnéticos similar aos da Terra, que se acredita largamente serem ingredientes chave para a vida," conclui o coautor Hilke Schlichting, professor associado de astrofísica e ciência planetária da Universidade da Califórnia.
"Este estudo é um salto adiante para se poder fazer estas inferências para corpos fora de nosso próprio sistema solar e indica que é muito provável que haja verdadeiros análogos da Terra."
 

As mais vistas da semana

 

sábado, 25 de setembro de 2021

'Cometa monstro' que vem em direção ao Sistema Solar é maior que lua de Marte, diz estudo (FOTOS)

 


Em um recente estudo, pesquisadores do projeto internacional Dark Energy Survey, ou Pesquisa de Energia Escura, revelam novos dados sobre o cometa Bernardinelli-Bernstein.

Informa-se que este corpo celeste, oficialmente chamado de objeto C/2014 UN271, pode ter até 150 km de diâmetro, ou seja, quase sete vezes o diâmetro de Fobos, um dos satélites de Marte.

Graças a sucessivos estudos o tamanho deste objeto foi sendo precisado, até determinar que a sua massa é dez vezes superior à do cometa Hale-Bopp, que chegou a ser conhecido como o Grande Cometa de 1997.

De acordo com cálculos do astrônomo Will Grater, o C/2014 UN271 não só seria maior que o satélite de Marte, como superaria o asteroide 55 Pandora e uma rocha espacial conhecida como Arrokoth, aponta estudo publicado no portal arXiv.

 

Reading @phbernardinelli's tweets this morning I was trying to get my head around just how big Comet Bernardinelli-Bernstein (aka C/2014 UN271) is. So here's a graphic I've just made to show an (edited) @NOIRLabAstro illo of it in comparison to some other Solar System objects.
A comparison of several Solar System object in relation to the Oort Cloud comet  C/2014 UN271. The smallest shown, 4.34KM-wide Comet 67P is shown at bottom left with the bodies increasing in diameter towards the right-hand side. The icy globe of Saturn's moon Enceladus looms in the background at 514km across.
Here's a version with Arrokoth from @NASANewHorizons. Thanks for the suggestion @astrokiwi! :)
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Ao ler esta manhã tweets do dr. Pedro Bernardinelli eu estava tentando entender o quão grande é o cometa Bernardinelli-Bernstein (C/2014 UN271). Aqui está um gráfico que fiz para mostrar o seu tamanho em comparação com outros objetos do Sistema Solar.

O enorme cometa, que foi descoberto em 2014 e que está se dirigindo para nosso Sistema Solar, aparentemente vem da Nuvem de Oort – uma hipotética região que envolve os confins do Sistema Solar e contém bilhões de objetos semelhantes a cometas. Embora não haja observações diretas que confirmem a sua existência, muitos fatores circunstanciais apontam para sua existência.

Incialmente, o C/2014 UN271 foi confundido com um planeta anão, mas posteriormente descobriu-se que tinha sinais de atividade, tendo sido reclassificado como cometa.

Os astrônomos calculam que em sua passagem mais próxima por nosso sistema planetário, que acontecerá em 2031, o objeto misterioso se aproximará a cerca de 10,9 UA do Sol, quando alcançar a órbita de Saturno. Uma unidade astronômica (UA) é a distância entre a Terra e o Sol.

 

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Estações do ano em Marte poderiam indicar onde se encontra água no planeta, diz estudo


 

Uma equipe internacional de cientistas estudou variações sazonais para identificar prováveis depósitos de água gelada no subsolo de Marte, em regiões onde seria mais fácil para os futuros exploradores humanos sobreviverem.

Os resultados serão apresentados dentro de poucos dias pelo dr. German Martínez, principal autor da pesquisa, na Conferência Europeia de Ciências Planetárias (EPSC, na sigla em inglês) 2021, informa o portal Phys.org.

Usando os dados obtidos pela sonda Mars Odyssey da NASA, que passou quase 20 anos orbitando o Planeta Vermelho, Martínez e seus colegas identificaram duas áreas de particular interesse: Hellas Planitia e Utopia Rupes, respectivamente no Hemisfério Sul e Norte.

As variações sazonais nos níveis de hidrogênio detectados sugerem que quantidades significativas de água gelada podem ser encontradas a cerca de um metro de profundidade nas regiões mencionadas do planeta.

Martínez disse que "os dados do Espectrômetro de Nêutrons da Mars Odyssey mostraram sinais de hidrogênio sob a superfície de Marte em latitudes médias e equatoriais, mas ainda tínhamos o desafio de saber se estaria na forma de gelo, e se poderia ser prontamente utilizado como recurso, ou preso em sais minerais ou minerais do solo. É aqui que a variação sazonal fornece uma importante pista. Como as temperaturas mais frias do solo ocorrem ao mesmo tempo que o maior aumento no teor de hidrogênio observado, isso sugere que o gelo d’água se está formando no subsolo superficial dessas regiões durante as estações de outono e inverno [marcianos], depois se sublimando na forma de gás durante a estação quente de cada hemisfério", indica o cientista, citado na matéria.
A região branca brilhante desta imagem mostra a calota gelada que cobre o polo sul de Marte, composta por água congelada e dióxido de carbono congelado
© Foto / ESA/DLR/FU Berlin/Bill Dunford
A região branca brilhante desta imagem mostra a calota gelada que cobre o polo sul de Marte, composta por água congelada e dióxido de carbono congelado

A água gelada no subsolo foi encontrada em abundância nos polos de Marte. Entretanto, as baixas temperaturas e a luz solar limitada fazem dos polos um ambiente hostil para a exploração humana. Por sua vez, as áreas das latitudes equatoriais e médias são muito mais hospitaleiras, tanto para os humanos quanto para os aparelhos robóticos. No entanto, até agora, apenas reservatórios mais profundos de gelo d'água foram detectados, e são difíceis de alcançar.

Para sobreviver em Marte, os astronautas precisariam contar com recursos já disponíveis no local, uma vez que o envio de suprimentos regulares através dos 55 milhões de quilômetros entre a Terra e Marte em seu ponto mais próximo não é uma opção.

Como a água líquida não se encontra disponível no ambiente frio e árido marciano, o gelo se torna um recurso vital. A água não só é essencial para o suporte de vida dos exploradores, o crescimento de plantas e de alimentos, como também poderá ser decomposta em oxigênio e hidrogênio para uso como combustível para foguetes, explica o portal.

"O que planejamos fazer agora em [...] Hellas Planitia e Utopia Rupes é estudar sua mineralogia com outros instrumentos, na esperança de detectar tipos de rochas alteradas pela água [...] Tais áreas seriam candidatos ideais para missões robóticas, incluindo as de retorno de amostras, pois os ingredientes para combustível de foguetes também estariam disponíveis lá", disse Martínez, citado pela mídia.

 

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Existe Planeta 9 no Sistema Solar? Novo estudo aponta onde pode ser encontrado


 

Desde que Plutão deixou de ser considerado planeta, atualmente, são apenas reconhecidos oito planetas em nosso Sistema Solar, apesar de existirem algumas evidências que pode, de fato, existir um nono planeta.

Um hipotético Planeta 9 estaria localizado na zona exterior de nosso Sistema Solar, e um novo estudo poderia ajudar a descobrir onde ele está, segundo o portal Phys.org. 

A probabilidade da existência do Planeta 9 vem de sua atração gravitacional sobre outros corpos. Se o planeta existir, sua gravidade afetará as órbitas dos outros planetas. Na verdade, foi desse jeito que Neptuno foi descoberto, quando John Couch Adams e Urbain Le Verrier notaram que o planeta Urano parecia estar sendo puxado por um planeta invisível.

No caso do Planeta 9, não existe nenhum efeito gravitacional sobre outros planetas, mas antes um agrupamento estranho de pequenos corpos gelados no exterior do Sistema Solar, conhecido como Objetos da Cintura de Kuiper (KBOs, na sigla em inglês). Se não houvesse nenhum planeta além da Cintura de Kuiper, as órbitas dos KBOs seriam orientadas aleatoriamente dentro do plano orbital do Sistema Solar. Ao invés disso, por sua vez, vemos muitas órbitas de KBOs agrupadas na mesma direção. 

Em 2016, os autores do novo estudo analisaram a distribuição estatística de KBOs, concluindo que o agrupamento foi causado por um planeta exterior não detectado. Com base em seus cálculos, esse corpo celeste teria uma massa de cinco Terras, e estaria cerca de dez vezes mais distante do Sol do que Netuno. Foi até calculada uma ampla região do céu onde o planeta poderia estar, mas as buscas não resultaram em nada, informa o portal.

Um aspecto interessante do estudo sobre o suposto nono planeta, é que a nova órbita calculada coloca o Planeta 9 mais próximo do Sol do que seria originalmente pensado, o que é estranho, pois se está mais próximo da nossa estrela, então já o deveríamos ter encontrado. 

No entanto, os cientistas argumentam que as observações até a atualidade descartaram opções dessa natureza, o que pode até ajudar ainda mais a encontrar sua possível localização. Se o planeta em causa existir, deverá ser detectável pelo Observatório Vera Rubin em um futuro próximo, diz o Phys.org.

Porém, ainda nada é conclusivo, e há que considerar que muitos astrônomos ainda argumentam que o Planeta 9 não existe.

 

 

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Atividade magnética de estrelas pode ser chave para hospedar vida em planetas, diz estudo

 


Estrelas "frias" espalhadas pelo cosmos parecem diferentes, mas podem ser mais parecidas do que se pensava no que diz respeito à explicação de condições para gerar vida, segundo pesquisadores.

Um novo trabalho de modelagem feito por cientistas da da Universidade Rice, no Texas, EUA, mostra que estrelas "frias" parecidas com o sol compartilham os comportamentos dinâmicos da superfície que influenciam seus ambientes energéticos e magnéticos. Esta atividade magnética estelar é a chave para saber se o sistema solar de uma estrela pode hospedar planetas que poderiam suportar vida.

O trabalho da pesquisadora de pós-doutorado da Universidade Rice, Alison Farrish, e dos astrofísicos David Alexander e Christopher Johns-Krull, que foi publicado no The Astrophysical Journal, relaciona a rotação de estrelas "frias" com o comportamento de seu fluxo magnético de superfície, que por sua vez impulsiona a luminosidade de raios-X da estrela, de uma forma que pode ajudar a prever como a atividade magnética afeta quaisquer exoplanetas em seus sistemas.

Sistema estelar HR 8799 (representação artística)
Sistema estelar HR 8799 (representação artística)

O estudo segue outro liderado por Farrish e Alexander, que mostrou que "todas as estrelas giram para baixo ao longo de suas vidas à medida que perdem o momento angular e, como resultado, ficam menos ativas", explicou Farrish ao site universitário.

"Achamos que o sol no passado era mais ativo e isso pode ter afetado a química atmosférica inicial da Terra. Portanto, pensar sobre como as emissões de energia mais altas das estrelas mudam em longas escalas de tempo é muito importante para os estudos de exoplanetas", contou.

Modelos estelares

Os pesquisadores se propuseram a modelar como são estrelas longínquas com base nos dados limitados disponíveis. Seus modelos sugerem que o "clima espacial" de cada estrela funciona da mesma maneira, influenciando as condições em seus respectivos planetas.

"O estudo sugere que as estrelas - pelo menos as estrelas frias - não são muito diferentes umas das outras", disse Alexander. "Isso também sugere algo muito mais interessante para a física estelar estabelecida, que o processo pelo qual um campo magnético é gerado pode ser bastante semelhante em todas as estrelas frias. Isso é uma surpresa", disse ele. Isso pode incluir estrelas que, ao contrário do sol, são convectivas até o núcleo.

"Mas estrelas com menos de um terço da massa do sol não têm uma zona radiativa, elas são convectivas em todos os lugares", explicou ele. Já Alison Farrish enfatiza que "essas estrelas são interessantes porque podem fornecer ambientes mais hospitaleiros para os planetas".

Aglomerado estelar aberto NGC 3603 situado no braço espiral de Carina-Sagitário, na Via Látea, a cerca de 20 mil anos-luz de distância do Sistema Solar
© NASA . NASA, ESA
Aglomerado estelar aberto NGC 3603 situado no braço espiral de Carina-Sagitário, na Via Látea, a cerca de 20 mil anos-luz de distância do Sistema Solar

"Temos que deixar claro que não estamos simulando nenhuma estrela ou sistema específico", destaca ela.

Johns-Krull acredita que o modelo ainda será útil de várias maneiras. "Uma das minhas áreas de interesse é estudar estrelas muito jovens, muitas das quais são, como estrelas de baixa massa, totalmente convectivas", relevou.

"Muitas delas têm material de disco ao seu redor e ainda estão formando planetas. A forma como elas interagem é mediada, pensamos, pelo campo magnético estelar", detalhou.

"Portanto, o trabalho de modelagem de Alison [Farrish] pode ser usado para aprender sobre a estrutura em grande escala de estrelas muito magneticamente ativas e isso pode nos permitir testar algumas idéias sobre como essas estrelas jovens e seus discos interagem", conclui ele.

 

Novo estudo resolve enigma do 'crescimento desigual' do núcleo interno da Terra

 


Pesquisa sugere que metade do núcleo interno de nosso planeta, composto de metal sólido, pode estar crescendo mais rápido do que a outra metade.

De acordo com um artigo publicado no veículo de imprensa The Conversation, o núcleo terrestre, que começou a se cristalizar quando a temperatura no centro do planeta caiu "abaixo do ponto de fusão do ferro a pressões extremas", continua crescendo por cerca de um milímetro de raio por ano.

Agora, o novo estudo sugere uma hipóteses que este aumento de tamanho é realmente assimétrico e que a parte oriental do núcleo interno, localizada abaixo da Ásia, está crescendo mais rápido do que a parte ocidental do núcleo interno que se encontra sob as Américas.

Os autores do artigo, que não estiveram envolvidos na pesquisa, compararam esse "crescimento desigual" com o processo de produção de sorvete em um freezer "que só funciona em um lado", quando os cristais de gelo se formam apenas em um lado do produto.

"Na Terra, o crescimento desigual é causado pelo resto do planeta sugando calor mais rapidamente de algumas partes do núcleo interno do que outras", explicam.

"Porém, ao contrário do sorvete, o núcleo interno sólido está sujeito às forças gravitacionais, que distribuem o novo crescimento uniformemente através de um processo de rastreamento do fluxo interior que mantém a forma esférica do núcleo interno."

O estudo também fornece estimativas grosseiras sobre a idade do núcleo interior da Terra, colocando-o entre 500 milhões e 1,5 bilhão de anos atrás.

Mas, enquanto o estudo "apresenta um novo modelo poderoso do núcleo interno", "algumas das suposições físicas" feitas pelos autores da pesquisa "teriam que ser verdade para que isso fosse correto", avisa o artigo.

 

 

Oficina viking do século IX pode vir a comprovar existência das valquírias, diz estudo

 


De acordo com uma nova hipótese, as misteriosas estatuetas de mulheres com cabelos compridos, usando capacetes e vestidos longos, armadas com espadas e escudos, representavam mulheres reais e não figuras mitológicas.

Uma oficina de joalheria na Dinamarca, datada do século IX, no alvorecer da Era Viking, deu pistas de como as preciosas figuras eram feitas e o que representavam.

As mitológicas mulheres guerreiras tinham a missão de eleger os mais heroicos guerreiros mortos em batalha e conduzi-los ao Salão dos Deuses.

Entretanto, um estudo, publicado pela revista Medieval Archaeology, realizado com base nas novas descobertas em Ribe, na Dinamarca, indica que as figuras encontradas representam mulheres que desempenharam um papel central em festivais ou cerimônias viking.

As escavações revelaram um grande número de descobertas, incluindo a evidência de um raro barco funerário viking, e um segundo túmulo com armas, inclusive uma espada
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De acordo com Sindbæk, estas cerimônias podem ter tido um significado especial para as pessoas da Escandinávia da Era Viking.

Além disso, o estudo sugere que os papéis de gênero na era Viking na Escandinávia podem ter sido mais complexos do que se imaginava.

"As mulheres eram realmente proeminentes nestes rituais", disse Sindbaek.

"Isso não está mostrando um combate para nós, você não poderia ir para a batalha em um vestido de cauda longa [...] As guerreiras eram uma coisa, mas não é isso que as estatuetas estão nos mostrando", afirmou o arqueólogo Soren Michael Sindbaek.

Mais de sete mil fragmentos foram encontrados na oficina de Ribe. Aparentemente, as figuras eram esculpidas em moldes de argila, onde posteriormente o bronze derretido era derramado. Alguns dos fragmentos foram recriados usando escaneamento e reconstrução 3D.

"Usando um único modelo, você poderia fazer centenas de cópias", afirmou Sindbaek.

A Era Viking (793-1066) foi um período de conquistas por parte dos vikings, que estabeleceram assentamentos na Islândia, Irlanda, Ilhas Britânicas e Groenlândia, chegando até a América do Norte, que eles chamaram de Vinland.

 

 

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