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Os Orixás regentes de 2027

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sábado, 25 de setembro de 2021

Estações do ano em Marte poderiam indicar onde se encontra água no planeta, diz estudo


 

Uma equipe internacional de cientistas estudou variações sazonais para identificar prováveis depósitos de água gelada no subsolo de Marte, em regiões onde seria mais fácil para os futuros exploradores humanos sobreviverem.

Os resultados serão apresentados dentro de poucos dias pelo dr. German Martínez, principal autor da pesquisa, na Conferência Europeia de Ciências Planetárias (EPSC, na sigla em inglês) 2021, informa o portal Phys.org.

Usando os dados obtidos pela sonda Mars Odyssey da NASA, que passou quase 20 anos orbitando o Planeta Vermelho, Martínez e seus colegas identificaram duas áreas de particular interesse: Hellas Planitia e Utopia Rupes, respectivamente no Hemisfério Sul e Norte.

As variações sazonais nos níveis de hidrogênio detectados sugerem que quantidades significativas de água gelada podem ser encontradas a cerca de um metro de profundidade nas regiões mencionadas do planeta.

Martínez disse que "os dados do Espectrômetro de Nêutrons da Mars Odyssey mostraram sinais de hidrogênio sob a superfície de Marte em latitudes médias e equatoriais, mas ainda tínhamos o desafio de saber se estaria na forma de gelo, e se poderia ser prontamente utilizado como recurso, ou preso em sais minerais ou minerais do solo. É aqui que a variação sazonal fornece uma importante pista. Como as temperaturas mais frias do solo ocorrem ao mesmo tempo que o maior aumento no teor de hidrogênio observado, isso sugere que o gelo d’água se está formando no subsolo superficial dessas regiões durante as estações de outono e inverno [marcianos], depois se sublimando na forma de gás durante a estação quente de cada hemisfério", indica o cientista, citado na matéria.
A região branca brilhante desta imagem mostra a calota gelada que cobre o polo sul de Marte, composta por água congelada e dióxido de carbono congelado
© Foto / ESA/DLR/FU Berlin/Bill Dunford
A região branca brilhante desta imagem mostra a calota gelada que cobre o polo sul de Marte, composta por água congelada e dióxido de carbono congelado

A água gelada no subsolo foi encontrada em abundância nos polos de Marte. Entretanto, as baixas temperaturas e a luz solar limitada fazem dos polos um ambiente hostil para a exploração humana. Por sua vez, as áreas das latitudes equatoriais e médias são muito mais hospitaleiras, tanto para os humanos quanto para os aparelhos robóticos. No entanto, até agora, apenas reservatórios mais profundos de gelo d'água foram detectados, e são difíceis de alcançar.

Para sobreviver em Marte, os astronautas precisariam contar com recursos já disponíveis no local, uma vez que o envio de suprimentos regulares através dos 55 milhões de quilômetros entre a Terra e Marte em seu ponto mais próximo não é uma opção.

Como a água líquida não se encontra disponível no ambiente frio e árido marciano, o gelo se torna um recurso vital. A água não só é essencial para o suporte de vida dos exploradores, o crescimento de plantas e de alimentos, como também poderá ser decomposta em oxigênio e hidrogênio para uso como combustível para foguetes, explica o portal.

"O que planejamos fazer agora em [...] Hellas Planitia e Utopia Rupes é estudar sua mineralogia com outros instrumentos, na esperança de detectar tipos de rochas alteradas pela água [...] Tais áreas seriam candidatos ideais para missões robóticas, incluindo as de retorno de amostras, pois os ingredientes para combustível de foguetes também estariam disponíveis lá", disse Martínez, citado pela mídia.

 

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Cientistas da NASA revelam que sombras de rochas na Lua podem esconder água

 


Novo estudo de cientistas da NASA sugere que o terreno acidentado da Lua e as sombras que a acompanham podem esconder gelo de água.

Os cientistas ainda não entendem bem como a superfície lunar, aparentemente seca, pode esconder água. A Lua não tem atmosfera para regular a temperatura durante o dia, quando a superfície fica tão quente que a água pode ferver e, logo, evaporar. Pelo contrário, de noite (quando as temperaturas podem descer até -150ºC), a água pode congelar.

Pesquisas anteriores mostraram que existe água na superfície lunar no lado diurno, com temperaturas incrivelmente quentes.

"Estas observações foram, no início, contraintuitivas: a água não deve sobreviver naquele ambiente inóspito", disse o astrofísico Bjorn Davidsson do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

Entretanto, um estudo de 2009 descobriu que a quantidade de água muda dependendo da hora do dia. Há menos água antes do meio-dia na parte mais quente do dia, mas ela aumenta novamente à tarde quando esfria um pouco. Isto sugere que pelo menos parte da água circula - fervendo durante o dia e depois congelando novamente mais tarde.

Durante o novo estudo, os cientistas atualizaram seu modelo termofísico da Lua. Usaram as imagens do Programa Apollo, mostrando pedregulhos e crateras.

Os pesquisadores descobriram que o terreno acidentado criou sombras que permitiram que o modelo lunar mantivesse sua água e que a água se movesse à medida que o dia aquecia e esfriava novamente.

"A geada é muito mais móvel do que a água presa", disse Davidsson. "Portanto, este modelo fornece um novo mecanismo que explica como a água se move entre a superfície da Lua e a fina atmosfera lunar", afirmou o astrofísico.

Além disso, o novo estudo analisa o fenômeno da dessorção, tornando o modelo da Lua mais preciso. Os cientistas destacam que o modelo de temperatura da superfície lunar descrito na pesquisa ajuda a entender a presença e mudança de estado da água na Lua.

 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Sonda da NASA descobre quantidade surpreendente de água na atmosfera de Júpiter



A missão Juno da NASA forneceu os seus primeiros resultados científicos da quantidade de água existente na atmosfera de Júpiter. 


O estudo foi recentemente publicado na revista Nature Astronomy. De acordo com os dados obtidos pela sonda Juno, a água constitui cerca de 0,25% das moléculas na atmosfera do gigante gasoso, sendo quase o triplo das do Sol.
Estas são as primeiras descobertas sobre a abundância de água em Júpiter desde que a missão Galileo da NASA em 1995 sugeriu que o gigante gasoso poderia ser extremamente seco em comparação com o Sol (a comparação não se baseia em água líquida, mas, sim, na presença de seus componentes, oxigênio e hidrogênio, presentes no Sol).
Há décadas que os cientistas planetários almejavam obter estimativas precisas da quantidade de água na atmosfera de Júpiter. Os dados do gigante gasoso representam uma peça essencial que faltava no quebra-cabeças sobre a formação do Sistema Solar. Júpiter poderia ter sido o primeiro planeta a se forma e contém a maior parte do gás e poeira que não foi integrada pelo Sol, escreve portal Cnet.



Sul da linha do equador de Júpiter fotografado pela nave espacial Juno
As principais teorias sobre a sua formação estão na quantidade de água absorvida pelo planeta. A abundância de água também tem implicações importantes para a meteorologia do gigante gasoso (como fluem as correntes de vento em Júpiter) e sua estrutura interna.
Além disso, os raios, um fenômeno alimentado tipicamente pela humidade, detectados pela Voyager e outras naves espaciais implicavam a presença de água. No entanto, indicações precisas da quantidade de água nas profundezas da atmosfera de Júpiter continuavam sendo indefinidas.

sábado, 14 de dezembro de 2019

NASA descobre água congelada bem debaixo da superfície de Marte (FOTO)



A agência espacial norte-americana lançou um mapa mostrando onde há depósitos de água congelada no Planeta Vermelho.

De acordo com a NASA, a água está localizada tão próximo da superfície que os astronautas poderiam cavá-la com uma pá.
Além de quererem estudar as propriedades do gelo, os pesquisadores também acreditam que essa água poderia ser uma fonte de água potável para os seres humanos em Marte, bem como para criar combustível para foguetes.
"Você não precisaria de uma retroescavadeira para cavar esse gelo. Você poderia usar uma pá […] Nós continuamos recolhendo dados sobre o gelo enterrado em Marte e procurando os melhores locais para os astronautas pousarem", destacou Sylvain Piqueux, autor principal do estudo da NASA.

© NASA . NASA/JPL-CALTECH/ASU
Mapa mostra água congelada subterrânea em Marte. Parte delineada representa região ideal para enviar astronautas para que cavem os depósitos de água congelada
O mapa foi elaborado por especialistas depois da análise dos dados recolhidos pela sonda americana Mars.
Segundo o tabloide britânico Daily Star, outra descoberta importante que as naves espaciais fizeram foi encontrar vestígios de que a cratera Jezero de Marte tem sílica hidratada – um mineral que preserva bem a evidência da vida.
Os cientistas esperam que os dados recolhidos pela sonda permitam obtenção das melhores provas da existência de vida no planeta, bem como da forma como os minerais surgiram na cratera.

domingo, 10 de novembro de 2019

Há um lugar na Terra onde vida é impossível apesar da presença de água (FOTOS)



Estudando um complexo geotérmico na Etiópia, os investigadores identificaram os fatores físico-químicos que impedem que a vida aí se desenvolva apesar da presença de água em estado líquido.

Segundo um novo estudo publicado esta semana na revista Nature, apesar de os microrganismos do nosso planeta se adaptarem mesmo a condições extremas, existem lugares na Terra onde a vida não pode se desenvolver. Assim, nenhum tipo de vida pode prosperar em um dos ambientes mais perigosos e inóspitos da Terra, no deserto de Danakil, na Etiópia, apesar da presença da água líquida.
De longe, o complexo geotérmico de Dallol, no deserto de Danakil, na Etiópia, parece ser um lugar muito vistoso e colorido, um lugar que se assemelha a algo de outro mundo. Na realidade, se trata de uma área extremamente perigosa, onde nuvens de gás tóxico emanam regularmente de um vulcão debaixo do solo.
Our Dallol hydrothermal system microbial diversity paper just out @NatureEcoEvo. Despite abundant liquid water, we found two new life limits: no life in hyperacidic+hypersaline pools and in the Mg-rich Yellow and Black lakes https://www.nature.com/articles/s41559-019-1005-0 
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Nosso artigo sobre diversidade microbiana do sistema hidrotermal acaba de sair. Apesar da abundância de água líquida, encontramos dois limites para a vida: esta não existe nos campos hiperácidos e hipersalinos e nos lagos Amarelo e Preto, ricos em magnésio.
Para a nova investigação, os especialistas analisaram uma grande quantidade de amostras de quatro zonas diferentes do complexo geotérmico, que foram recolhidas de 2016 a 2018. As primeiras análises mostraram sinais de bactérias e arqueias. No entanto, os cientistas consideram que se trata de pistas falsas: a maioria das amostras recolhidas teria "contaminantes de laboratório", e outras possivelmente eram bactérias introduzidas por humanos durante expedições e visitas turísticas ao sítio.

Barreiras mortais

Os resultados da pesquisa mostram que a existência de água líquida na superfície do planeta não é necessariamente sinônimo de existência de vida.
"Identificamos as barreiras físico-químicas principais que impedem que a vida se desenvolva na presença de água líquida na Terra e, potencialmente, em outros lugares", explicam os especialistas.
Estas barreiras são um alto nível de magnésio, capaz de destruir qualquer tipo de formação celular, um fenômeno conhecido como atividade caotrópica.
O segundo fator é uma combinação mortal de hiperacidez e hipersalinidade. Em tal ambiente, as adaptações moleculares simultâneas a um pH demasiado alto e baixo são impossíveis.
Até agora, os estudos no complexo de Dallol revelavam a presença de microfósseis mas não de formas de vida. O novo estudo não demonstrou o contrário e só vem confirmar que o ambiente falsamente colorido de Daloll continua sendo um lugar na Terra incapaz de albergar vida.

domingo, 3 de julho de 2016

A importância vital da água e do interesse astronômico


A importância vital da água e do interesse astronômico
A importância vital da água e do interesse astronômico

 A semana da água

Apesar da importância vital da água e do interesse astronômico pela sua existência universal, a semana da água a que me refiro não é aquela atrelada ao dia mundial da água, celebrado todo dia 22 de março. Esta semana foi marcada pelo anúncio quase simultâneo, por duas equipes independentes, da existência de oceanos em Encélado e Plutão. Em ambos os casos, são resultados de simulações em computador que, juntando os dados das sondas Cassini e New Horizons respectivamente, apontam a presença de água líquida nos dias de hoje, e não em um passado remoto em ambos os corpos celestes! É assim.

Plutão
As imagens enviadas pela sonda New Horizons, que passou por Plutão no meio do ano passado, revelaram uma superfície com poucas crateras de impacto. Na verdade, com nenhuma grande cratera, apenas umas poucas e pequenas salpicadas em algumas planícies congeladas. A falta de crateras significa que o terreno é recente. Para o terreno ser recente, precisa haver atividade tectônica ativa. Aliás, a superfície de Plutão é coberta por gelo, com montanhas de gelo, mas também montanhas rochosas, cobertas por? Gelo.

Além dessas características, as imagens mostram também algumas fissuras no gelo, como cânions. Estruturas como essas fissuras são originárias de movimentos de placas tectônicas tão comuns aqui na Terra. Mas como explicar atividade tectônica em um mundinho de 1.200 km de raio? Por ser tão pequeno, o esperado é que o planeta como um todo já se resfriou e não possui oceanos de magma como a Terra para que haja movimentos de placas e vulcanismo. Como, então, poderia haver movimentação de placas superficiais?

Água
Se toda a água que existe em Plutão tivesse se congelado, haveria a formação de um tipo de gelo chamado gelo II. Esse é o estado que a água assume quando é congelado a baixas temperaturas e altas pressões, as condições em Plutão. E a chave para a resposta é a ausência do gelo tipo II (o gelo comum é tipo I, menos denso). Caso ele tivesse se formado, como seria o esperado, as fissuras presentes na superfície de Plutão seriam por compressão das placas superficiais. Ao invés disso, as fissuras se formaram pelo movimento de escorregamento ou afastamento de uma placa da outra, como efeito de estarem boiando sobre um oceano. E isto estaria acontecendo hoje ainda!

Agora a grande questão ainda não respondida é: como a água não se congelou em Plutão? É preciso haver uma fonte geotérmica ativa ainda e o principal suspeito é o decaimento radioativo de elementos instáveis no núcleo rochoso. Mas isso ainda está longe de ser respondido. EncéladoEm Encélado a coisa é diferente. O oceano em si já é conhecido há alguns anos por causa dos gêiseres ativos no seu polo sul, mas uma questão em debate é se esse oceano tem uma escala global, ou se é apenas um reservatório localizado. Manter a água em estado líquido não é um problema, como em Plutão. As intensas forças gravitacionais de Saturno proveem as forças de maré suficientes para gerar calor e derreter o gelo de Encélado.

As observações precisas dos movimentos de Encélado mostrou que ele tem um movimento de oscilação em sua rotação (chamado de libração), que não só confirmou a extensão global do oceano, mas também ajudou a determinar a estrutura dessa enigmática lua de Saturno. De acordo com os melhores modelos teóricos aplicados aos dados, Encélado teria um núcleo rochoso de 185 km de raio, coberto por um oceano salgado de 45 km de espessura, coberto por uma capa de gelo de espessura média de 20 km. No polo sul a capa seria bem mais fina, tipo uns 5 km no máximo, o que facilitaria o escape dos gêiseres. Com uma camada mais fina, futuras missões poderiam estudar a estrutura interna desses gêiseres através de radar.

Os resultados são muito interessantes, poder descrever a estrutura interna de uma lua a partir dos movimentos de oscilação registrados à distância usando física básica e simulações de computador é fantástico! Só que encontrar uma camada de gelo mais fina põe outro desafio. O modelo de forças de maré proveem bastante energia para manter o gelo derretido em Encélado, mas a capa mais fina significa também menos proteção para o calor gerado. Até o começo dessa semana, a capa de gelo tinha 40 km de espessura, o que mantinha o isolamento térmico desse oceano, mas com 20 km, na média, muito calor deve se perder no espaço. Conclusão: deve haver mais uma forma de geração de calor ativa em Encélado que compense a perda através do gelo mais fino e mais uma vez o decaimento radioativo deve ser esse mecanismo. Água em Encélado e Plutão. Como eu disse lá no começo, sua presença é universal e, se ela é imprescindível para a existência de vida, não há como evitar de pensar que ela possa estar espalhada pelo universo também.

Imagem: NASA/JHU-APL/SwRI
Fonte: g1.globo.com/ciencia-e-saude/blog/observatorio/

domingo, 29 de junho de 2014

Astrofísica: Planeta descoberto em estrela próxima do Sol pode ter água líquida

Segundo cientistas, a descoberta é uma evidência de que planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia são "tão comuns quanto grãos de areia na praia"

 

Cientistas acreditam que a estrela Kapteyn (ponto vermelho à esquerda) foi ejetada de uma galáxia anã que se integrou à Via Láctea (Victor Robles, James Bullock, and Miguel Rocha at University of California Irvine and Joel Primack at University of California Santa Cruz)
Uma equipe internacional de astrônomos descobriu dois novos planetas orbitando uma estrela muito antiga e próxima do Sistema Solar. Um deles, denominado Kapteyn b, está uma distância da estrela que permite a existência de água líquida em sua superfície – um ingrediente essencial para a formação da vida. A pesquisa que descreve as descobertas foi publicada nesta terça-feira no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Two planets around Kapteyn's star: a cold and a temperate super-Earth orbiting the nearest halo red-dwarf

Onde foi divulgada: periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society

Quem fez: Anglada-Escude, Guillem; Arriagada, Pamela; Tuomi, Mikko; Zechmeister, Mathias; Jenkins, James; Ofir, Aviv e outros

Instituição: Instituto Carnegie, nos Estados Unidos, e outras

Resultado: Os pesquisadores descobriram dois novos planetas orbitando uma estrela muito antiga e próxima do Sol. Um deles, denominado Kapteyn b, está uma distância da estrela que permite a existência de água líquida em sua superfície
A estrela ao redor da qual os novos exoplanetas orbitam é denominada Kapteyn, em homenagem ao astrônomo alemão Jacobus Kapteyn, que a descobriu no fim do século XIX. Ela tem um terço na massa do Sol e se localiza nos limites da Via Láctea. 
O planeta Kapteyn b, candidato a ter água líquida, possui cinco vezes a massa da Terra e dá uma volta completa ao redor de sua estrela a cada 48 dias. O segundo planeta, Kapteyn c, é mais massivo, com um ano correspondente a 121 dias terrestres e, provavelmente, frio demais para ter água líquida.

Instrumentos que estão sendo desenvolvidos atualmente poderão, em breve, analisar a atmosfera desses planetas e verificar a presença de água, acreditam cientistas. "Essa é mais uma evidência de que quase todas as estrelas possuem planetas, e que planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia são tão comuns quanto grãos de areia na praia", afirma Pamela Arriagada, pesquisadora dos Observatórios Carnegie, nos Estados Unidos.
Os planetas foram descobertos a partir de instrumentos do Observatório La Silla, no Chile, parte do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês); do Obervatório Las Campanas, também no Chile, operado pelo Instituto Científico Carnegie (CIS, na sigla em inglês), e do Observatório W. M. Keck, no Havaí, da Associação de Pesquisa em Astronomia da Califórnia.

Proximidade — A estrela Kapteyn é a 25.ª mais próxima do Sol, a 'apenas' 13 anos-luz da Terra. Os cientistas acreditam que ela tenha se originado em uma galáxia anã que se desfez e foi absorvida pela Via Láctea. Esse 'canibalismo galáctico' mudou a estrela de direção, fazendo com que ela acabasse nas proximidades da Via Láctea.
Estima-se que essa estrela e seus planetas tenham cerca de 11,5 bilhões de anos, 2,5 vezes mais do que a Terra e apenas dois bilhões de anos a menos do que a formação do Universo. "Isso faz com que a gente se pergunte que tipo de vida pode ter evoluído nesses planetas em um período tão longo de tempo", diz Guillem Anglada-Escude, pesquisador da Queen Mary University of London e um dos autores do estudo.
Kepler-186f
A 500 anos-luz da nossa galáxia (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) e orbitando a zona habitável de uma estrela anã, esse é o único planeta a ter o mesmo tamanho da Terra. Com isso, os cientistas estimam que ele seja composto de rochas, ferro, água e gelo e tenha uma atmosfera parecida com a do mundo onde vivemos. Além disso, ele tem um movimento de rotação semelhante ao nosso, o que garante uma temperatura bem distribuída em todas as suas faces. Essa soma de características indica que ele pode ter água na forma líquida, um dos fatores fundamentais para a existência de vida sobre sua crosta.

Kepler-62e
Descoberto em abril de 2013, está na zona habitável da estrela Kepler 62, um pouco menor e mais fria que o Sol. Estar na zona habitável significa a presença provável de água. Ele fica a 1.200 anos-luz da Terra e tem tamanho 60% superior ao do nosso planeta. Sua órbita é de 122 dias e os cientistas estimam que ele pode ser rochoso, como Marte, ou formado de oceanos.
Esse foi o primeiro planeta fora do Sistema Solar encontrado em uma zona habitável, em setembro de 2010. Está a 20 anos-luz de distância, orbitando uma estrela anã na constelação de Libra. Sua massa é três vezes maior que a da Terra e ele tem um período de translação (tempo que o planeta leva para dar uma volta completa ao redor de sua estrela) de 37 dias. Ele possui apenas uma das faces voltadas para a estrela, o que significa que um de seus lados recebe luz constantemente, enquanto o outro permanece na escuridão. O lugar mais confortável para morar, com temperaturas entre -31 graus Celsius e -12 graus Celsius, seria na linha intermediária entre a sombra e a luz. E a gravidade é semelhante à da Terra, o que significa que poderíamos andar por lá sem dificuldades.
Descoberto em 2012 e confirmado em 2013, o planeta é uma super-Terra: tem 4,5 vezes a massa do nosso planeta. Fica a 22 anos-luz de distância, na constelação de Escorpião e orbita uma estrela anã, que tem um terço da massa solar e faz parte de um sistema estelar triplo (onde três estrelas orbitam uma em torno da outra). Está na zona habitável, o que indica a presença provável de água na forma líquida, e temperaturas nem muito quentes nem muito frias.
Localizado a 600 anos-luz da Terra, tem 2,4 vezes o raio do nosso planeta e está bem no meio da zona habitável de uma estrela muito parecida com o Sol. Foi encontrado em 2011 e demora 290 dias para dar a volta ao redor de sua estrela, o que faz com que, possivelmente, tenha as mesmas condições do nosso mundo.
Trata-se do planeta na zona habitável da estrela Tau Ceti, que fica na constelação da Baleia, a 12 anos-luz do nosso Sol, e é muito semelhante a ele. Tem cerca de cinco vezes a massa da Terra e os cientistas ainda não sabem se sua composição é rochosa ou gasosa, como os planetas gigantes.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Irmã água


Irmã água: Em seu famoso Cântico das Criaturas ou do Irmão Sol, São Francisco de Assis assim exclama: "Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, que é tão útil e humilde e preciosa e casta". Imaginemos um riacho ou um grande rio. Nascem pequenos, humildes, no escondido de uma floresta, descem as encostas vencendo os obstáculos sem estardalhaço, abraçam pedras e lambem as margens, sem perder a noção de seu destino que é o grande mar. Não é a água uma imagem do ser humano que também nasce pequeno, cresce e amadurece vencendo etapas, ansioso pelo mar de seu destino que é Deus? Como os regatos se tornam maiores quando perdem suas águas no mar, assim o ser humano, ao perder-se, um dia, no mar da Santíssima Trindade, far-se-á um só com Deus.

Pra quem cultua os ancestrais e os orixás, vê em Iemanjá a força do grande mar e oceanos, de onde a vida possivelmente surgiu e a vida representa não só o a força vital que mantém o homem sobre a terra, existindo e se transformando, mas, também representa-nos esse grande mar de águas, as vezes calmas, as vezes amedrontadoras e revoltas, o próprio inconsciente, coletivo ou individual. Iemanjá representando a fertilidade, assim também como Oxum, que já é mais ligado aos rios ou Nanã que se revela quando a água se encontra com a Terra, para formar a lama da vida. Enfim, a água é sagrada e por isso temos que respeitá-la sempre. E se pela crença cristã o rio do destino ruma a Trindade Santa, para tornar-se uno com Deus, entre os orixás, o caminho é bem mais ritualístico, sagrado e de entrega. Só que da mesma forma, continua ligado ao amor, ao respeito a vida e a Criação. Mas, para a Umbanda, a Trindade santa se revela e age em caminhos distintos, cada um com uma função importantíssima. Esses caminhos que são a mente, o coração e o espírito, se apresentam como Ori, Bará e a ancestralidade, apresentada pelos orixás.

Saudemos a água da vida, a força inconsciente que gera fertilidade, amor e respeito a Natureza. Tenhamos consciência sempre que sem água não a vida. Que as bênçãos de Iemanjá traga chuva onde precisa, sem destruição, inundação e sem mortes, pois a água de Iemanjá, estendida por Oxum é doce e se derrama no movimento equilibrado de Oxumaré. E quando o exagero acontece, é porque o homem quebrou seus limites, invadiu áreas onde só o ambiente era pra reinar. Que os orixás das águas nos traga, fartura, amor, saúde, prosperidade e vida.

Axé.

Carlinhos Lima.
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