O satélite de pesquisa TESS da agência espacial norte-americana descobriu o menor exoplaneta até hoje encontrado, chamado L 98-59b.
De acordo com estudo, publicado na revista científica The Astronomical Journal, o planeta tem um tamanho estimado entre o da Terra e o de Marte.
As dimensões desse exoplaneta são 10% menores do que as do menor planeta descoberto anteriormente pela TESS – o HD 21749c, segundo uma declaração da NASA.
Sua estrela hospedeira, L 98-59, é uma anã com cerca de um terço da massa do Sol e que fica a uns 35 anos-luz de distância do nosso planeta, na constelação do sul de Volans.
L 98-59b é o menor planeta já descoberto pelo satélite TESS
L 98-59b leva 2,25 dias para dar uma volta ao redor da estrela, e está tão perto dela que recebe até 22 vezes mais energia do que a Terra recebe do Sol.
Trio de descobertas
Outros dois planetas no sistema, L 98-59c e L 98-59d, também foram encontrados pelo TESS e são maiores respectivamente 1,4 e 1,6 vezes do que a Terra.
Provavelmente, nenhum dos três exoplanetas abriga vida, já que todos eles estão fora da zona habitável de sua estrela, ou seja, aquelas distâncias da estrela onde é possível a existência de água líquida em suas superfícies.
"Ainda temos muitas perguntas sobre por que a Terra se tornou habitável e Vênus não […] Se pudermos encontrar e estudar exemplos semelhantes em torno de outras estrelas, como a L 98-59, podemos potencialmente revelar alguns desses segredos", disse Joshua Schlieder, coautor do estudo.
Uma equipe
internacional de cientistas estudou variações sazonais para identificar
prováveis depósitos de água gelada no subsolo de Marte, em regiões onde
seria mais fácil para os futuros exploradores humanos sobreviverem.
Os resultados serão apresentados dentro de poucos dias pelo dr. German Martínez, principal autor da pesquisa, na Conferência Europeia de Ciências Planetárias (EPSC, na sigla em inglês) 2021, informa o portal Phys.org.
Usando os dados obtidos pela sonda Mars Odyssey da NASA, que passou quase 20 anos orbitando o Planeta Vermelho,
Martínez e seus colegas identificaram duas áreas de particular
interesse: Hellas Planitia e Utopia Rupes, respectivamente no Hemisfério
Sul e Norte.
As variações sazonais nos níveis de hidrogênio detectados sugerem que
quantidades significativas de água gelada podem ser encontradas a cerca
de um metro de profundidade nas regiões mencionadas do planeta.
Martínez disse que "os dados do
Espectrômetro de Nêutrons da Mars Odyssey mostraram sinais de hidrogênio
sob a superfície de Marte em latitudes médias e equatoriais, mas ainda
tínhamos o desafio de saber se estaria na forma de gelo, e se poderia
ser prontamente utilizado como recurso, ou preso em sais minerais ou
minerais do solo. É aqui que a variação sazonal fornece uma importante
pista. Como as temperaturas mais frias do solo ocorrem ao mesmo tempo
que o maior aumento no teor de hidrogênio observado, isso sugere que o gelo d’água
se está formando no subsolo superficial dessas regiões durante as
estações de outono e inverno [marcianos], depois se sublimando na forma
de gás durante a estação quente de cada hemisfério", indica o cientista,
citado na matéria.
A
região branca brilhante desta imagem mostra a calota gelada que cobre o
polo sul de Marte, composta por água congelada e dióxido de carbono
congelado
A água gelada no subsolo foi encontrada em abundância nos polos de
Marte. Entretanto, as baixas temperaturas e a luz solar limitada fazem
dos polos um ambiente hostil para a exploração humana. Por sua vez, as
áreas das latitudes equatoriais e médias são muito mais hospitaleiras,
tanto para os humanos quanto para os aparelhos robóticos. No entanto,
até agora, apenas reservatórios mais profundos de gelo d'água foram
detectados, e são difíceis de alcançar.
Para sobreviver em Marte,
os astronautas precisariam contar com recursos já disponíveis no local,
uma vez que o envio de suprimentos regulares através dos 55 milhões de
quilômetros entre a Terra e Marte em seu ponto mais próximo não é uma
opção.
Como a água líquida não se encontra
disponível no ambiente frio e árido marciano, o gelo se torna um recurso
vital. A água não só é essencial para o suporte de vida dos
exploradores, o crescimento de plantas e de alimentos, como também
poderá ser decomposta em oxigênio e hidrogênio para uso como combustível
para foguetes, explica o portal.
"O que planejamos fazer agora em [...] Hellas Planitia e Utopia Rupes
é estudar sua mineralogia com outros instrumentos, na esperança de
detectar tipos de rochas alteradas pela água [...] Tais áreas seriam
candidatos ideais para missões robóticas, incluindo as de retorno de
amostras, pois os ingredientes para combustível de foguetes também
estariam disponíveis lá", disse Martínez, citado pela mídia.
Foi estimado que o
buraco tenha cinco quilômetros de diâmetro. O geofísico Jayson Meyers
considera que estudar crateras assim ajuda a prever futuras quedas de
meteoritos e asteroides.
Geólogos encontraram um buraco gigante, com idade estimada em 100 milhões de anos, perto da cidade Ora Banda, no sudoeste da Austrália, informa o jornal The Guardian.
A cratera foi estimada como tendo um diâmetro de cinco quilômetros, e
foi encontrada em meio a uma perfuração em busca de ouro pela empresa
de mineração australiana Evolution Mining, quando realizava estudos
eletromagnéticos.
"Esta descoberta foi feita em uma área onde a paisagem é muito plana.
Você não saberia que estava lá porque a cratera se encheu ao longo do
tempo geológico", relatou o geofísico Jayson Meyers.
Meyers acredita que mais descobertas assim poderiam ajudar os cientistas.
"Se pudermos entender mais da história
geológica, podemos prever quando o próximo evento acontecerá, ou ver
quando outro asteroide nocivo poderá nos atingir".
"Provavelmente já fomos atingidos por mais asteroides do que
pensávamos. Se começarmos a reconhecer mais destes, então o panorama
começa a mudar, e temos que nos perguntar qual é a frequência
e por que razão eles acontecem", acrescentou o especialista, estimando
que o meteorito da Ora Banda tenha um diâmetro de entre 100 e 200
metros.
Um indiano quis tentar a sorte na horticultura, comprou um terreno com o dinheiro que tinha ganho na loteria e, ao trabalhar com a pá, descobriu mais dinheiro – um vaso com mais de 2.500 moedas antigas.
Um habitante da cidade de Kilimanoor, no estado indiano de Kerala, ganhou em janeiro do ano passado 60 milhões de rupias (R$ 3,5 milhões) na loteria. Após ter ganhado, decidiu comprar um terreno de cerca de 1.100 metros quadrados perto de um antigo templo de Krishna, e lá encontrou um tesouro escondido com moedas de mais de 100 anos de idade.
O portal The News Minute informa que o indiano B. Rathnakaran Pillai, de 66 anos de idade, após ter ganhado na loteria, decidiu tentar a sorte na horticultura e em março comprou um terreno com esse objetivo.
Em dezembro, o homem finalmente começou a trabalhar no seu terreno, querendo plantar mandioca. No entanto, enquanto trabalhava com a pá, encontrou um objeto duro enterrado logo abaixo da superfície e que resultou ser um vaso de barro com 2.595 antigas moedas de cobre, de mais de 20 quilogramas de peso.
Tratava-se de moedas cunhadas nos tempos da família real de Travancore, que governou essa região do sudoeste da Índia durante vários séculos. Algumas delas datam do fim do século XIX.
Pillai informou imediatamente as autoridades sobre a descoberta. Agora as moedas, muitas das quais adquiriram um tom verde devido aos efeitos de oxidação do cobre, serão enviadas a um laboratório para serem limpas. Posteriormente uma equipe de especialistas determinará seu valor.
Espera-se que as autoridades recompensem Pillai por ter entregue sem demora o tesouro. A lei local prevê que quem oculta este tipo de descobertas está sujeito a expropriação da propriedade na qual se encontrou o tesouro e deve responder perante a Justiça.
Essa é a primeira vez estes que são encontrados em cometa elementos
essenciais para o desenvolvimento do DNA e das membranas celulares
(ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team
MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA/VEJA)
O aminoácido glicina e o fósforo, dois elementos essenciais à vida, foram encontrados no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko
Cientistas conseguiram detectar em um cometa, pela primeira vez, a presença de dois ingredientes fundamentais para a vida: a glicina – um aminoácido – e o fósforo, segundo estudo de pesquisadores europeus publicado na revista especializada Science Advances. O achado foi realizado no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (apelidado de ‘Chury’ ou 67P), descoberto no fim dos anos 1960 e investigado pela sonda Rosetta, projetada pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
Ainda que tenha sido detectada a presença de mais de 140 moléculas orgânicas diferentes no espaço, essa é a primeira vez que são encontrados estes elementos, essenciais para o desenvolvimento do DNA e das membranas celulares. Os resultados da investigação foram obtidos graças à Rosina, o espectrômetro (instrumento óptico que mede propriedades em feixes luz) da sonda Rosetta.
Os elementos descobertos trazem mais evidências para uma longa discussão entre os cientistas sobre a possibilidade de que a água e outros elementos orgânicos necessários para a vida foram trazidos à Terra pelos cometas, logo após a formação do nosso planeta.
Traços de glicina, elemento necessário para formar proteínas, já haviam sido encontrados nos restos da cauda do cometa Wild 2, que a Nasa conseguiu obter em 2004. Mas os cientistas não puderam descartar por completo a possibilidade de as amostras terem se contaminado de alguma maneira durante a análise feita na Terra.
A nova descoberta permite confirmar a existência de glicina e fósforo nos cometas. “Trata-se da primeira detecção com total certeza de glicina na atmosfera de um cometa”, assinalou Kathrin Altwegg, da Universidade de Berna (Suíça), chefe do projeto Rosina e autora do trabalho.
Segundo os pesquisadores é bastante difícil detectar a glicina, pois ela passa do estado sólido ao gasoso abaixo dos 150 graus Celsius, o que significa que este aminoácido se decompõe na forma gasosa na superfície fria do cometa. Diferentemente de outros aminoácidos, a glicina é a única que pode se formar sem a necessidade da presença de água em estado líquido, assinalaram os cientistas.
A origem do fósforo detectado na fina atmosfera do cometa 67P não foi determinada, acrescentou a investigação.
“Demonstrar que os cometas são reservatórios de materiais primitivos do sistema solar e que eles podem transportar esses ingredientes-chave para a vida na Terra é um dos principais objetivos da Rosetta”, assinalou o cientista encarregado desta missão da Agência Espacial Europeia, Matt Taylor.
Rosetta – Em um feito inédito, a sonda Rosetta entrou em 12 de novembro de 2014 na órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko e baixou o robô Philae até sua superfície, com a missão de enviar informações sobre o corpo celeste. No entanto, ao tocar o cometa, Philae quicou e se afastou do local cuidadosamente escolhido pelos cientistas. O robô permaneceu hibernando desde que sua bateria solar acabou e, em junho de 2015, fez o último contato com os cientistas.
Posicionada
a 13,4 bilhões de anos-luz de distância da Terra, a chamada GN-z11 se
formou apenas 400 milhões de anos depois do Big Bang e do nascimento do
Universo
A galáxia, que foi avistada na direção da Ursa Maior, tem cerca de 1 bilhão de vezes a massa do Sol(Divulgação/Nasa)
Astrônomos
anunciaram nesta quinta-feira que o Telescópio Espacial Hubble, operado
pela Nasa, identificou a galáxia mais distante já vista, posicionada a
13,4 bilhões de anos-luz de distância da Terra. A chamada GN-z11 se
formou apenas 400 milhões de anos depois do Big Bang e do nascimento do
Universo. A descoberta, feita por especialistas americanos, será
publicada na semana que vem na revista científica The Astrophysical
Journal.
A galáxia, que foi avistada na direção da Ursa Maior, tem
cerca de 1 bilhão de vezes a massa do Sol. A análise foi feita com uma
das câmeras do Hubble. Ao dividir as cores que compõem a galáxia, os
pesquisadores conseguiram identificar que ela estava muito mais distante
do que se pensou, "bem no limite de distância que o Hubble consegue
ver", disse Grabriel Brammer, coautor da pesquisa.
Cor viajante - Astrônomos que medem a distância
percorrida por um raio de luz buscam algo chamado 'desvio para o
vermelho': quanto mais a luz viaja, mais o comprimento da onda se alonga
e se aproxima do vermelho no espectro visível. Assim, um desvio muito
grande (cor vermelha) indica objetos há bilhões de anos-luz de
distância.
A descoberta feita com o Hubble é uma surpresa para os pesquisadores,
uma vez que os cientistas acreditavam que apenas o novo Telescópio
Espacial James Webb, que será lançado em 2018, conseguiria realizar
medições de galáxias tão distantes. "Demos um grande passo para o
passado e fomos além de tudo que jamais pensamos fazer com o Hubble.
Conseguimos ver GN-z11 em um momento em que o universo só tinha 3% de
sua idade atual", disse um dos principais pesquisadores, Pascal Oesh, da
Universidade de Yale.
"Essa nova descoberta mostra que o telescópio Webb certamente vai
encontrar muitas dessas galáxias jovens que nos trazem novas informações
de quando as primeiras galáxias estavam se formando", disse Garth
Illingworth, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, coautor da
pesquisa