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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Novo estudo resolve enigma do 'crescimento desigual' do núcleo interno da Terra

 


Pesquisa sugere que metade do núcleo interno de nosso planeta, composto de metal sólido, pode estar crescendo mais rápido do que a outra metade.

De acordo com um artigo publicado no veículo de imprensa The Conversation, o núcleo terrestre, que começou a se cristalizar quando a temperatura no centro do planeta caiu "abaixo do ponto de fusão do ferro a pressões extremas", continua crescendo por cerca de um milímetro de raio por ano.

Agora, o novo estudo sugere uma hipóteses que este aumento de tamanho é realmente assimétrico e que a parte oriental do núcleo interno, localizada abaixo da Ásia, está crescendo mais rápido do que a parte ocidental do núcleo interno que se encontra sob as Américas.

Os autores do artigo, que não estiveram envolvidos na pesquisa, compararam esse "crescimento desigual" com o processo de produção de sorvete em um freezer "que só funciona em um lado", quando os cristais de gelo se formam apenas em um lado do produto.

"Na Terra, o crescimento desigual é causado pelo resto do planeta sugando calor mais rapidamente de algumas partes do núcleo interno do que outras", explicam.

"Porém, ao contrário do sorvete, o núcleo interno sólido está sujeito às forças gravitacionais, que distribuem o novo crescimento uniformemente através de um processo de rastreamento do fluxo interior que mantém a forma esférica do núcleo interno."

O estudo também fornece estimativas grosseiras sobre a idade do núcleo interior da Terra, colocando-o entre 500 milhões e 1,5 bilhão de anos atrás.

Mas, enquanto o estudo "apresenta um novo modelo poderoso do núcleo interno", "algumas das suposições físicas" feitas pelos autores da pesquisa "teriam que ser verdade para que isso fosse correto", avisa o artigo.

 

 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Resolvido enigma dos círculos de fadas no deserto do Namibe

 


Novo estudo assegura que as misteriosas áreas circulares sem vegetação e localizadas a distâncias regulares umas das outras no deserto do Namibe, no sudoeste da África, conhecidas como círculos de fadas, surgiram devido à seiva tóxica de uma planta.

De acordo com artigo publicado na revista BMC Ecology, as espécies responsáveis por este fenômeno, que intrigou os cientistas durante décadas, incluem as plantas do gênero Euphorbia, em particular E. damarana, E. gummifera e possivelmente E. gregaria, entre outras.

Todas estas, ao morrer, liberam uma substância hidrofóbica, ou seja, repelente à água, e com propriedades antibacterianas, inibindo assim a germinação de outras plantas em uma área de dois a 15 metros de diâmetro.

Efeitos do aquecimento

Os autores do estudo explicam que as representantes do gênero Euphorbia colonizaram estas planícies arenosas durante condições climáticas mais favoráveis.

Mas, com o aumento gradual das temperaturas – um processo que, a nível local, nas últimas décadas triplicou o ritmo do aquecimento global médio – sofreram uma crescente competição com outras espécies pela umidade escassamente retida no solo arenoso, em resultado do que muitas plantas Euphorbia pereceram.

O professor da Universidade de Pretória, África do Sul, Marion Meyer, autor principal da pesquisa, relembrou que anteriormente houve muitas teorias que tentaram explicar os círculos de fadas, atribuindo sua origem às formigas, às térmitas ou ainda à luta subterrânea das plantas por água. No entanto, nenhuma destas, na opinião dele, conseguiu obter evidências científicas suficientes.

Modelo preciso

A equipe de Meyer realizou análise do solo com ajuda do professor Denis Baranenko, da Universidade ITMO de São Petersburgo, Rússia.

Assim, eles comprovaram que as amostras recolhidas nos círculos de fadas apresentavam uma composição fitoquímica muito semelhante à do solo extraído sob plantas E. damarana em processo de decomposição. Ademais, detectaram compostos associados com atividade tóxica e antimicrobiana na planta E. gummifera.

Para comprovar sua hipótese, modelaram o terreno da região, combinando os dados sobre a precipitação, a altitude e a cobertura vegetal do solo com ajuda do software de Sistemas de Informação Geográfica.

As localizações dos círculos de fadas preditas pelo modelo coincidiram em grande medida com a presença de três espécies de Euphorbia e até permitiu descobrir novos círculos sem vegetação.

 

 

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