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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Novo estudo resolve enigma do 'crescimento desigual' do núcleo interno da Terra

 


Pesquisa sugere que metade do núcleo interno de nosso planeta, composto de metal sólido, pode estar crescendo mais rápido do que a outra metade.

De acordo com um artigo publicado no veículo de imprensa The Conversation, o núcleo terrestre, que começou a se cristalizar quando a temperatura no centro do planeta caiu "abaixo do ponto de fusão do ferro a pressões extremas", continua crescendo por cerca de um milímetro de raio por ano.

Agora, o novo estudo sugere uma hipóteses que este aumento de tamanho é realmente assimétrico e que a parte oriental do núcleo interno, localizada abaixo da Ásia, está crescendo mais rápido do que a parte ocidental do núcleo interno que se encontra sob as Américas.

Os autores do artigo, que não estiveram envolvidos na pesquisa, compararam esse "crescimento desigual" com o processo de produção de sorvete em um freezer "que só funciona em um lado", quando os cristais de gelo se formam apenas em um lado do produto.

"Na Terra, o crescimento desigual é causado pelo resto do planeta sugando calor mais rapidamente de algumas partes do núcleo interno do que outras", explicam.

"Porém, ao contrário do sorvete, o núcleo interno sólido está sujeito às forças gravitacionais, que distribuem o novo crescimento uniformemente através de um processo de rastreamento do fluxo interior que mantém a forma esférica do núcleo interno."

O estudo também fornece estimativas grosseiras sobre a idade do núcleo interior da Terra, colocando-o entre 500 milhões e 1,5 bilhão de anos atrás.

Mas, enquanto o estudo "apresenta um novo modelo poderoso do núcleo interno", "algumas das suposições físicas" feitas pelos autores da pesquisa "teriam que ser verdade para que isso fosse correto", avisa o artigo.

 

 

terça-feira, 9 de março de 2021

Telescópio Hubble resolve mistério do 'desaparecimento' de estrela hipergigante (FOTO)

 


Anteriormente, a supergigante vermelha Betelgeuse se "apagou" no céu, contudo recuperou seu brilho mais tarde, intrigando os astrônomos.

Na ocasião, a pesquisa indicou que esta recuperação ocorreu devido a uma projeção de gás que pode ter formado poeira, ocultando brevemente parte da luz da estrela, e consequentemente, criando o efeito de escurecimento.

Este mistério foi resolvido por uma equipe de astrofísicos da Universidade de Minnesota, em um estudo publicado na The Astronomical Journal.

"Na VY Canis Majoris vemos algo semelhante, mas em uma escala muito maior. Ejeções maciças de material correspondem ao seu escurecimento muito profundo, que provavelmente é devido à poeira que bloqueia temporariamente a luz da estrela", explicou a astrofísica Roberta Humphreys, da Universidade de Minnesota, citada pela NASA.

De acordo com o estudo, a hipergigante VY Canis Majoris, que é maior e 300.000 vezes mais brilhante do que o nosso Sol, atraiu a atenção dos especialistas devido ao fato de estar atravessando um processo semelhante ao da Betelgeuse.

"A VY Canis Majoris se parece muito com a Betelgeuse, sempre em grande mudança [...] Esta estrela é fantástica. É uma das maiores que conhecemos e uma supergigante vermelha muito evoluída. Teve diversas erupções gigantes", disse ela.


 
Combinação de imagens e representação artística da VY Canis Majoris fornecida pelo Telescópio Hubble

Os cientistas descobriram que certos processos que ocorrem muito próximas da estrela podem ter menos de um século de idade. Usando o telescópio Hubble para determinar as velocidades e movimentos dos nós de fechamento de gás quente e outras características, Humphreys e sua equipe foram capazes de datar estas erupções com mais precisão. O que eles encontraram foi notável: os nós identificados na estrela estavam ligados a episódios múltiplos ocorridos nos séculos XIX e XX, quando a VY Canis Majoris perdeu brilho, ficando com apenas um sexto de sua luz.

De acordo com Humphreys, a origem destes episódios de elevada perda de massa na VY Canis Majoris e Betelgeuse é provavelmente causada pela atividade superficial em grande escala, grandes células convectivas como no Sol. Mas, na VY Canis Majoris, as células podem ser tão grandes quanto o Sol inteiro ou maiores.

A equipe de estudo acredita que a VY Canis Majoris possa estar em um estado evolutivo único que a diferencia das outras estrelas.

 

 

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