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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Observatórios espaciais revelam FOTO de buraco negro rodeado de anéis gigantes de poeira

 


Graças ao Observatório de Raios X Chandra e ao Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, foi possível capturar uma imagem mostrando um conjunto espetacular de anéis em redor de um buraco negro.

As imagens de raios X dos anéis gigantes revelam informações sobre a poeira localizada em nossa galáxia, usando um princípio semelhante ao dos raios X utilizados em consultórios médicos e aeroportos, informa o Phys.org.

O buraco negro foi descoberto em 5 de junho de 2015 pelo Swift e é parte de um sistema binário chamado V404 Cygni, localizado a cerca de 7.800 anos-luz de distância da Terra. Ele está puxando ativamente material de uma estrela vizinha – com cerca da metade da massa do Sol – para um disco rodeando o objeto invisível. Este material brilha em raios X, pelo que os astrônomos se referem a esses sistemas como "binários de raios X".

Em vez de ondas sonoras, os ecos de luz em torno do V404 Cygni foram produzidos quando uma explosão de raios X do sistema do buraco negro ricocheteou nas nuvens de poeira entre o V404 Cygni e a Terra. A poeira cósmica, porém, não é como a poeira doméstica, mas antes como fumaça, consistindo de partículas sólidas minúsculas.
Imagem de conjunto de anéis em volta do buraco negro V404 Cygni capturada pelo Observatório de Raios X Chandra e pelo Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA
Imagem de conjunto de anéis em volta do buraco negro V404 Cygni capturada pelo Observatório de Raios X Chandra e pelo Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA

Na imagem obtida, os raios X do Chandra (em azul claro) foram combinados com dados ópticos do telescópio Pan-STARRS, no Havaí, que mostram as estrelas no campo de visão. A imagem contém oito anéis concêntricos separados, sendo que cada anel foi formado por raios X das explosões do V404 Cygni observadas em 2015 refletidas em diferentes nuvens de poeira.

Se a nuvem estiver mais próxima da Terra, o anel parecerá maior. Os ecos de luz aparecem como anéis estreitos em vez de anéis largos, pois a explosão de raios X durou apenas um período de tempo relativamente curto.

Os cientistas também usaram os anéis para estudar as propriedades das próprias nuvens de poeira. Ao que parece, diferentes composições de poeira resultam em diferentes quantidades de raios X de baixa energia que são absorvidos, logo isso os impede de serem detectados usando o Chandra. Este é um princípio semelhante ao modo como diferentes partes de nosso corpo absorvem diferentes quantidades de raios X, fornecendo informações sobre sua estrutura e composição, de acordo com a mídia.

A equipe determinou que a poeira provavelmente contém misturas de grãos de grafite e silicato. Adicionalmente, analisando os anéis internos com o Chandra, os pesquisadores descobriram que as densidades das nuvens de poeira não são uniformes em todas as direções, algo que já teria sido presumido em estudos anteriores.

 

 

sábado, 31 de julho de 2021

Observatório orbital registra buraco negro supermassivo rasgando estrela no centro da galáxia

 


Um telescópio a bordo do observatório orbital de raios X Spektr-RG registrou durante o exame do céu uma etapa precoce de ruptura de uma estrela por um buraco negro supermassivo.

Observatório conjunto russo-alemão Spektr-RG registrou o início da destruição da estrela pelo buraco negro supermassivo no centro da galáxia, segundo informou o Instituto de Pesquisa Espacial da Academia de Ciências da Rússia.

"O telescópio eROSITA do observatório orbital de raios X Spektr-RG registrou uma etapa precoce de ruptura por forças de maré de uma estrela que passou perto do buraco negro supermassivo no centro da galáxia à distância de 2,5 bilhões de anos-luz do Sol", conforme o comunicado de imprensa do instituto.

Foi revelado que a substância da estrela destruída formou um disco de acreção e está sendo engolida pelo buraco negro lentamente. O telescópio eROSITA identificou a radiação deste disco de acreção como sendo a fonte suave de raios X SRGe J131014.2+444315.

"Foi exatamente a radiação deste disco de acreção que se revelou a fonte de raios X brilhante e suave antes desconhecida SRGe J131014.2+444315, descoberta durante o terceiro exame do céu pelo telescópio eROSITA a bordo do observatório Spektr-RG", informou o instituto.

O observatório Spektr-RG foi lançado em 2019 e tem dois telescópios a bordo: o alemão eROSITA e o russo ART-XC. O observatório já completou o terceiro exame de todo o céu. O objetivo do Spektr-RG é criar um mapa do Universo em quatro anos tirando fotos de alta resolução no espectro de raios X.

 

 

Astrônomos detectam pela 1ª vez luz atrás de buraco negro, prevista por teoria de Einstein

 


Observando os raios X emitidos por um buraco negro supermassivo, os cientistas viram pela primeira vez luz por trás do buraco negro, algo previsto pela teoria da relatividade de Albert Einstein, mas nunca confirmado até agora.

O astrofísico Dan Wilkins, da Universidade de Stanford (EUA), estudava um buraco negro supermassivo no centro da galáxia, localizado à distância de 800 milhões de anos-luz da Terra.

Ele observou uma série de clarões brilhantes de emissões de raios X e, então, os telescópios registraram algo inesperado: clarões adicionais de raios X que eram menores, ocorreram mais tarde e eram de "cores" diferentes dos primeiros.

De acordo com os cálculos, esses clarões ou ecos luminosos correspondiam aos raios X refletidos por trás do buraco negro, segundo o estudo publicado na revista Nature.

"Qualquer luz que entra em um buraco negro não sai dele, então não devemos ser capazes de ver nada que esteja atrás do buraco negro", disse Wilkins. "A razão pela qual podemos ver isso é porque esse buraco negro está arqueando o espaço, dobrando a luz e torcendo os campos magnéticos ao seu redor."

Inicialmente, o objetivo da pesquisa era estudar a coroa, o elemento que alguns buracos negros possuem. O material que cai em um buraco negro supermassivo alimenta as fontes de luz contínuas e mais brilhantes do Universo. Ao mesmo tempo, forma uma coroa de raios X ao redor do buraco negro.

A teoria existente afirma que a formação desse elemento começa com o deslizamento do gás para dentro do buraco negro, onde sobreaquece a milhões de graus. Com essa temperatura, os elétrons se separam dos átomos, criando um plasma magnetizado.

Capturado pela poderosa rotação do buraco negro, o campo magnético se curva sobre o buraco negro e gira de tal maneira em torno de si mesmo que finalmente entra em colapso completo. O evento é semelhante ao que acontece ao redor do Sol, por isso o fenômeno é chamado de coroa do buraco negro.

"Este campo magnético, ligado e próximo ao buraco negro, aquece tudo ao redor e produz esses elétrons de alta energia, que depois criam os raios X", explicou Wilkins.

"Há vários anos eu vinha fazendo previsões teóricas sobre como esses ecos serão para nós durante vários anos. Assim que os vi através do telescópio eu sabia com o que eles estavam relacionados", afirmou o cientista.

Os pesquisadores continuarão estudando este fenômeno. Eles colocam suas esperanças no telescópio espacial Athena, da Agência Espacial Europeia, que será lançado em 2031.

 

 

sábado, 19 de dezembro de 2020

Cadê?! Ausência de buraco negro supermassivo em aglomerado de galáxias intriga cientistas (FOTO)



 

Astrônomos avistaram aglomerado de galáxias distante sem o esperado buraco negro supermassivo em seu centro. Esse buraco negro devia ter uma massa entre três e 100 bilhões de vezes a do Sol.

Um buraco negro supermassivo deveria estar presente no centro do aglomerado de galáxias Abell 2261, cerca de 2,7 bilhões de anos-luz da Terra, de acordo com observações feitas entre 1999 e 2004. Um estudo, que será publicado na revista científica American Astronomical Society, procurou novamente e acabou tornando a ausência mais intrigante.


 

​Abell 2261: à caça de um buraco negro gigante desaparecido

Os cientistas explicam que, se o buraco negro supermassivo foi lançado para o espaço, deveria ter deixado evidências de sua passagem. Mas também não há nenhum sinal disso no material ao redor do centro galáctico.

Quase todas as grandes galáxias do Universo conhecido possuem um buraco negro supermassivo. Quanto mais massiva for a galáxia, maior será o buraco negro. Previu-se que o buraco negro do aglomerado de galáxias Abell 2261 seria um dos maiores já registrados.

O buraco negro em questão poderia ter até 100 bilhões de vezes a massa do Sol. O buraco negro supermassivo central da Via Láctea, em contraste, é estimado em apenas quatro milhões de vezes a massa do Sol.

"O mistério da localização deste gigantesco buraco negro, portanto, continua. Embora a busca não tenha sido bem-sucedida, ainda há esperança para os astrônomos que procuram este buraco negro supermassivo no futuro", afirma a agência espacial norte-americana NASA em comunicado divulgado na quinta-feira (17).

Os cientistas esperam usar o Telescópio Espacial James Webb para dar uma olhada mais de perto no aglomerado de galáxias Abell 2261.

 

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domingo, 29 de novembro de 2020

Cientistas: Terra está mais próxima de buraco negro supermassivo que se pensava anteriormente

 


Anteriormente se pensava que nosso planeta se localizava quase 2.000 anos-luz mais longe do Sagitário A* e que a Terra se deslocava pela Via Láctea a uma velocidade mais lenta.

Astrofísicos japoneses elaboraram um novo mapa tridimensional da Via Láctea, que mostra que nosso planeta está cerca de 2.000 anos-luz mais próximo do buraco negro supermassivo Sagitário A*, localizado no centro da galáxia, do que se pensava anteriormente, relata um comunicado do Observatório Astronômico Nacional do Japão.

No entanto, isto não significa que a Terra esteja em risco de ser devorada pelo buraco negro. Trata-se simplesmente de um modelo mais preciso baseado nos dados que foram coletados pelos pesquisadores do projeto VERA, que usa radiotelescópios japoneses, nos últimos 15 anos.

Os autores do estudo publicado na revista Publications of the Astronomical Society of Japan utilizaram interferometria, que combina informação de ondas para obter informação, de modo a calcular a localização e a velocidade de 99 pontos específicos em nossa galáxia e determinar a localização exata da Via Láctea.

 


 
Mapa do Sol na Via Láctea

Como resultado, concluíram que o buraco negro supermassivo Sagitário A* está localizado a uma distância de "apenas" 25.800 anos-luz de nosso planeta, em comparação com os 27.700 anos-luz calculados em 1985, que por sua vez foram temporariamente corrigidos para 26.673 anos-luz em 2019.

Os astrofísicos japoneses também descobriram que a Terra está se movendo mais rápido do que se pensava anteriormente. Nosso planeta orbita ao redor do centro da galáxia a uma velocidade de 227 quilômetros por segundo. De acordo com estudos anteriores, nosso planeta se moveria a uma velocidade média de 220 quilômetros por segundo.

Os pesquisadores planejam melhorar a precisão do modelo utilizando dados obtidos pelos telescópios da Rede VLBI do Leste Asiático, localizados no Japão, Coreia do Sul e China.

 

sábado, 28 de novembro de 2020

Cientistas descobrem galáxia que tem sobrevivido à ação devastadora de buraco negro próximo

 



Pesquisadores encontraram uma galáxia que tem conseguido sobreviver à força da gravidade de um buraco negro, continuando a formar novos astros – cerca de 100 estrelas do tamanho do Sol por ano.

A descoberta, que foi feita usando o espectrômetro do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (SOFIA, na sigla em inglês) da NASA, pode ajudar a explicar como surgiram as galáxias maciças, tendo em conta que o Universo de hoje está dominado por galáxias que já não formam estrelas, segundo o estudo publicado na revista Astrophysical Journal.

"Isto nos mostra que o crescimento dos buracos negros ativos não interrompe instantaneamente o nascimento de estrelas, o que contraria todas as previsões científicas atuais", disse Allison Kirkpatrick, co-autora do estudo, professora assistente na Universidade do Kansas, EUA.

"Isso nos faz reconsiderar nossas teorias sobre a evolução das galáxias", disse.

O observatório SOFIA analisou a galáxia CQ4479, localizada a mais de 5,25 bilhões de anos-luz de distância. Em seu núcleo está um tipo especial de quasar, que foi recentemente descoberto por Kirkpatrick, denominado de "quasar frio".

Neste tipo de quasar o buraco negro ainda está se alimentando de material de sua galáxia hospedeira, mas a energia resultante do quasar não eliminou o gás frio da região. Por essa razão, as estrelas continuam nascendo – já que são feitas desse mesmo gás.

​


Encontramos uma galáxia que sobrevive à devastação de um buraco negro, pelo menos por agora. A descoberta faz os cientistas repensarem as teorias da evolução das galáxias.

Esta é a primeira vez que os pesquisadores analisam detalhadamente um quasar frio, medindo diretamente o crescimento do buraco negro, a taxa de criação de estrelas e a quantidade de gás frio que resta para abastecer a galáxia.

"Ficamos surpresos ao ver outra galáxia fora do padrão que desafia as teorias atuais", ressaltou Kevin Cooke, autor principal do estudo e pesquisador de pós-doutorado da Universidade do Kansas.

"Se este crescimento em tandem continuar, tanto o buraco negro como as estrelas que o rodeiam vão triplicar sua massa antes de a galáxia deixar de existir".

Sendo uns dos objetos mais brilhantes e mais distantes do Universo, os quasares ou "fontes de rádio quase estelares" são extremamente difíceis de observar porque muitas vezes ofuscam tudo à sua volta.

 

sexta-feira, 27 de março de 2020

Buraco negro é flagrado tentando sugar estrela (FOTO)



Diariamente, a NASA escolhe uma foto astronômica que lhe pareça importante ou pelo menos interessante e a publica em seu portal, na seção Foto Astronômica do Dia.

Em 24 de março, a foto escolhida foi a de o momento em que um buraco negro tenta sugar uma estrela.
Na foto divulgada pela NASA, dá para ver uma estrela que acabou de passar perto de um enorme buraco negro, deixou um rasto de gás e poeira que continua em órbita, e que brilhará no espaço muito tempo ainda após o afastamento da estrela.
 
 
 
© Foto / NASA / JPL-Caltech
Buraco negro perturbando uma estrela passante

Fenômeno de buracos negros

Um buraco negro é um objeto astronômico extremamente denso do qual nada pode escapar, nem mesmo a luz.
Quando uma estrela explode em uma supernova, pode deixar como resultado um buraco negro. Em alternativa, uma estrela supermassiva pode queimar rapidamente o seu combustível e se transformar em um buraco negro, sem necessariamente ocorrer uma explosão, sendo assim que muitos buracos negros massivos se formam em protogaláxias de desenvolvimento rápido.
Sempre que uma estrela se aproxima de um buraco negro massivo, se ela se dirigir na sua direção, passando perto, certamente será absorvida e pulverizada. Se chegar somente a uma certa distância, a gravidade do buraco negro afetará apenas a orla da estrela.
Neste último caso, quando a estrela passa longe, a maior parte do seu gás não é sugada para o interior do buraco negro. O resultado é um evento cósmico que pode ser tão brilhante quanto uma supernova.
Segundo a NASA, há uma quantidade cada vez maior de eventos similares a este, e que vão sendo detectados pelos diversos instrumentos científicos que atualmente e em modo automático varrem o Universo.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Movimentos estranhos de gás no 'coração' da Via Láctea indicariam novos tipos de buraco negro



Cientistas japoneses descobriram na parte central da Via Láctea movimentos incomuns de nuvens de gás, que podem indicar a presença de um desconhecido buraco negro de classe intermediária.

Descobriu-se que as nuvens de gás giram em torno de um objeto, que não dá para se ver, cuja massa é dez mil vezes maior que a do Sol. Os pesquisadores acreditam que no centro dessas nuvens em movimento está um buraco negro incomum, pertencente à chamada classe intermediária.
Existem pequenos buracos negros conhecidos por pesar menos de 100 massas solares, sendo que o maior deles tem 62 massas solares. Também são bem conhecidos os buracos negros supermassivos (superior a 100 mil massas solares) que alimentam as galáxias e estão normalmente localizados no seu centro.
Já a existência da classe intermediária de buracos negros de massa média (de 1.000 a 100 mil massas solares) é questionada por muitos pesquisadores, já que ainda não foi obtida nenhuma evidência confiável.

Ausência de homólogos

O objeto encontrado pelos cientistas japoneses já é o quinto candidato a buracos negros de massa média, localizado no centro galáctico.
Em busca desses objetos, os cientistas já usaram anteriormente o método de rastreamento de gás para determinar o horizonte de eventos (região esférica do espaço ao redor do buraco negro, onde a luz não passa). Agora eles aplicaram este método à nuvem de gás de alta velocidade, que é o tema desse estudo.
A nuvem HCN-0.085-0.094 consiste em três pequenos coágulos, um dos quais gira ao redor do centro, mas não aumenta de tamanho.
"Um dos três aglomerados tem uma estrutura semelhante a um anel com um gradiente de velocidade muito acentuado […] Esta estrutura cinemática assume uma órbita em torno de um objeto em forma de anel com uma massa de 100 mil massas solares. A ausência de homólogos estelares indica que o
objeto parecido com um ponto pode ser um buraco negro quiescente", escreveram os pesquisadores.



ESO/L. Calçada
Buraco negro supermassivo
Os resultados do estudo mostram que os fluxos de gás vortex na parte central da Via Láctea podem ser usados para procurar candidatos a buracos negros de massa média, embora nenhum destes objetos tenha ainda sido confirmado.
Os autores acreditam que se forem desenvolvidos métodos para detecção confiável de buracos negros de massa intermediária, eles estarão no "coração" da nossa galáxia.
Os resultados da pesquisa foram publicados na Astrophysical Journal e estão disponíveis no portal arXiv.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Descoberto buraco negro tão grande que desafia teorias científicas



Cientistas afirmam que a descoberta do LB-1 põe em questão as teorias atuais sobre a formação destas áreas do espaço.

Uma equipe internacional de astrônomos acabou de localizar um buraco negro na Via Láctea cuja enorme massa representa um verdadeiro desafio para as atuais teorias da evolução estelar.
Até agora, estimava-se que a massa dos buracos negros estelares, que estão localizados em nossa galáxia, era trinta vezes menor que a do Sol. No entanto, cientistas afirmaram ter detectado um que é muito maior, com uma massa que excede a solar em 70 vezes e que foi batizado como LB-1.
Uma recente pesquisa, publicada na quarta-feira (27) na última edição da renomada revista científica Nature, recorda que já se detectaram antes buracos negros de massa similar, embora "a formação de buracos negros tão massivos em um entorno de alta metalicidade" – particularmente, na Via Láctea – se considerava "extremamente improvável dentro das teorias atuais da evolução estelar".
"Segundo a maioria dos modelos atuais de evolução estelar, os buracos negros de semelhante massa nem sequer deveriam existir em nossa galáxia", se surpreendeu Liu Jifeng, professor do Observatório Astronômico Nacional da China, que lidera a pesquisa.
"Agora os teóricos precisaram assumir o desafio de explicar sua formação", agregou Jifeng para a agência AFP.
A comunidade científica acredita que os buracos negros estelares mais comuns (com massa trinta vezes menor que a do Sol) são resultado da implosão de uma supernova, enquanto que os buracos negros supermassivos se formam junto com as galáxias, ainda que suas origens sejam incertas.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Astrofísica: Descoberto buraco negro assustador que devora 12 luas por dia


O buraco negro, que possui um comportamento incomum, apresenta uma variabilidade sem precedentes na emissão de raios X.

Ele está localizado no centro da galáxia GSN 069, a aproximadamente 250 milhões de anos-luz. Sua variabilidade na emissão de raios X pode ajudar no entendimento de aspectos desconcertantes, informa a revista Nature.
Uma equipe de astrônomos da NASA e da ESA encontrou dados que indicavam que o buraco negro estava consumindo grandes quantidades de material aquecido a cada nove horas.
Esse é um tipo de comportamento jamais visto em um buraco negro, declara Giovanni Miniutti, cientista da ESA.
"Este buraco negro está em uma dieta alimentar como nunca vimos antes", afirmou.
Os pesquisadores acreditam que o buraco negro faminto esteja consumindo material equivalente aproximadamente a quatro luas, três vezes ao dia, o que equivale a quase 500 mil bilhões de bilhões de quilos por refeição.
A atividade do buraco negro "esganado" foi descoberta pela primeira vez pelo observatório espacial de raios X da ESA conhecido como XMM-Newton.

© FOTO/ TELESCÓPIO DO HORIZONTE DE EVENTOS
Imagem de um buraco negro no centro da galáxia M87, obtida pelo Telescópio do Horizonte de Eventos
Em dezembro de 2018, o XMM-Newton detectou momentos periódicos de emissão de raios X procedentes do buraco negro como nunca foram vistos antes.
"Não esperávamos encontrar algo assim", afirmou Miniutti em comunicado do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha.
Richard Sazton, coautor e cientista da ESA, afirmou que "combinando os dados dos dois observatórios de raios X, essas explosões periódicas foram rastreadas durante ao menos 54 dias".
"Isso nos proporciona uma oportunidade única de testemunhar o fluxo de matéria para dentro de um buraco negro supermassivo, acelerando e reduzindo repetidamente", ressaltou.
Essas erupções quase periódicas observadas no buraco negro da GSN 069 são um fenômeno completamente novo.
Agora, a equipe pretende estudá-lo profundamente para obter explicações para o interessante fenômeno envolvendo o buraco negro.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Buraco negro supermassivo pode 'engolir' todo o Universo, alerta astrônomo


A recente descoberta de um buraco negro supermassivo deu aos astrônomos uma nova perspectiva quanto à força potencial destes objetos celestes.

O astrônomo David Whitehouse afirma que nosso Universo poderia ser engolido por um gigante buraco negro. Em uma entrevista, ele explicou que um buraco negro supermassivo recentemente descoberto pelos astrônomos na América do Sul forneceu novas perspectivas sobre o quão grandes estes objetos podem ser.
"Começamos a nos dar conta daquilo que achávamos antes que havia um limite quanto ao tamanho dos buracos negros no centro da galáxia, porque eles conseguem engolir muitas estrelas. Os buracos negros aumentam em tamanho tragando a matéria, gás, estrelas e pó", Este [buraco negro recém-descoberto] é enorme, então talvez possam existir buracos negros ainda maiores, disse o astrônomo.
Segundo ele, várias teorias físicas especulam que, a um determinado momento no futuro, um buraco negro pode se tornar suficientemente grande para absorver cada vez mais estrelas e eventualmente engolir o Universo.

© FOTO: ROBIN DIENEL / INSTITUTO CARNEGIE
O PSO J352-15 - buraco negro (quasar) anormalmente brilhante
"Existem teorias que nos indicam que, possivelmente, em um futuro muito remoto, tudo irá acabar em um buraco negro, todo o Universo", opinou Whitehouse.
O cientista afirma que é importante investigar os buracos negros, porque suas propriedades físicas únicas proporcionam aos cientistas uma "perspectiva diferente sobre o funcionamento do Universo e aquilo que ele é capaz de criar".
"Os buracos negros têm diferentes tipos de formas e tamanhos. Existem buracos negros do tamanho de um átomo, por outro lado, no centro de galáxias, há buracos negros gigantescos que excedem o tamanho do Sol em bilhões de vezes, são objetos fascinantes", salientou o Dr. Whitehouse.
Os buracos negros são tão densos que criam uma força gravitacional capaz de capturar a luz. Nada lhes pode escapar. No entanto, essa incrível massa também deforma o tempo e o espaço nas suas imediações, fazendo com que o tempo decorra de forma totalmente diferente do que decorre para um observador que esteja de fora.
De acordo com equações teoréticas, somente as estrelas muito maiores que o nosso Sol podem formar um buraco negro.
No início deste mês, a NASA informou que, durante uma pesquisa do quasar PSO167-13 e de nove outros quasares com a ajuda do telescópio Chandra, os astrônomos poderiam ter detectado um buraco negro gigantesco e muito distante.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Astrofísica: Buraco negro estaria ficando 'descontrolado' no centro da nossa galáxia


O buraco negro supermassivo, conhecido como Sagittarius A*, localizado no coração da Via Láctea e geralmente calmo, emitiu um sinal de luz misterioso.

O Sagittarius A* não é um núcleo ativo, que lança luz e calor no espaço ao redor. Ele tem uma atividade baixa e flutuações mínimas em seu brilho, conforme o portal Science Alert.
Here's a timelapse of images over 2.5 hr from May from @keckobservatory of the supermassive black hole Sgr A*. The black hole is always variable, but this was the brightest we've seen in the infrared so far. It was probably even brighter before we started observing that night!

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​Timelapse de imagens registradas por 2,5 horas no Observatório Keck do buraco negro supermassivo Sagittarius A*. O buraco negro é sempre variável, mas esse foi o mais brilhante que já vi em um infravermelho distante. Talvez fosse ainda mais brilhante antes de iniciarmos a observação naquela noite!
Entretanto, astrônomos registraram o momento em que o Sagittarius A* brilhou 75 vezes mais forte do que o normal, sendo o pico mais brilhante já visto no buraco negro supermassivo em comprimentos de onda próxima ao infravermelho.
"O buraco negro ficou tão brilhante que o confundi com a estrela S0-2, pois nunca havia visto o Sagittarius A* tão brilhante daquela maneira. Nos próximos quadros, porém, era claro que a fonte era variável e tinha que ser o buraco negro", afirmou Tuan Do, pesquisador da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
Atualmente, astrônomos estão focados em descobrir o que teria causado o misterioso sinal, que foi captado durante as observações do Observatório WM Keck, no Havaí.

CC BY 4.0 / ESA/HUBBLE, M. KORNMESSER / BURACO NEGRO SUPERMASSIVO NO CORAÇÃO DA UMA GALÁXIA ESPIRAL NGC 3147
Buraco negro supermassivo no coração da uma galáxia espiral NGC 3147.
Há uma especulação de que o misterioso fenômeno esteja ligado à estrela S0-2, que está em uma longa órbita elíptica de 16 anos em torno de Sagittarius A*, e que se aproximou mais, chegando a 17 horas-luz do buraco negro, no ano passado.
"Uma das possibilidades é que a estrela S0-2 mudou a forma como o gás flui para o buraco negro, e assim mais gás está caindo sobre ele, tornando-o mais variável", afirmou Do sobre a passagem próxima da estrela.
A equipe de Do trabalha para coletar dados em uma ampla faixa de comprimentos de onda, sendo assim, outras observações ocorrerão nas próximas semanas, antes que o centro da galáxia não seja mais visível de noite da Terra.
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