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Os Orixás regentes de 2026

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Umbanda Astrológica - moral, ética e bons costumes, são fundamentais aos cultos afro-brasileiros





As Federações de Umbanda e outros seguimentos afro-brasileiros, deveriam ser não apenas órgãos de intermediação entre as comunidades do Povo do Santo e a sociedade, mas baluartes daqueles terreiros que representam as verdadeiras tradições de nossa comunidade. No entanto, o exemplo que vemos em diversos lugares é outro, mostra que além de servirem de espaço para políticos oportunistas, também servem de espaço mercadológico para cursilhistas de codificações (de carta-magna, inclusive exposta no site da dita federação) e, também, de porta de entrada para charlatões e, neste caso, de guarida a estelionatários.

Vemos que a maioria dessas entidades que deveriam defender a ética, a moral e o bom cumprimento do conhecimento ancestral, tornam-se em lugares de sensacionalismo e busca de poder. Assim vemos um monte de cursos de iniciação, com gente de toda sorte se dizendo sacerdote. Mas, eles não se dão conta que sacerdócio não se revelam em cursos, mas, em vivência, com bons mestres e prática cansativa, apurada e supervisionada pelos orixás.

O que tem de falsos mestres, que prometem formar outros supostos "mestres", que loco começam a trabalhar é absurdamente assustador. Ai surgem aquelas aberrações, como vemos aos montes aqui nas redes sociais e web, de indivíduos dizendo "trago a pessoa amada em poucos dias" ou ainda pior "resolvo todos os seus problemas"... Essas pessoas, em primeiro lugar sequer conhece as ciências divinatórias, os limites de carma e de cada um, como também pouco tem de escrúpulos e aprimoramento ético.

E também vemos um monte de adoradores de Satanás, com paginas e mais paginas, de imagens sangrentas de demônios, ataques ao povo da luz e a tentativa de pintar uma imagem de herói de Lúcifer... Essas pessoas não se deram conta ainda do terreno perigoso em que estão adentrando... A Wica como todas as vertentes, tem uma parte fantástica, mas, tem um lado sombrio que não recomendaria ao meu pior inimigo adentrar! Mas, sua cabeça é seu guia...

Os conhecimentos divinatórios que buscamos na Umbanda Astrológica, é acima de tudo de autoconhecimento, focando a luz, pelo prisma dos antigos mestres, anjos e orixás, pra ir de encontro ao amor e a prosperidade. Sim por que não? Mas, sempre respeitando o próximo, não vendendo ilusão e apenas focando conhecimentos ancestrais, divinos e sagrados.

Uma observação que todo mago deveria ter em mente e repassar é que, magia, poder orácular e mediunidade desenvolvida não é pra qualquer um. Não é num curso de final de semana, que alguém vai se transformar num mago, num bom astrólogo ou tarólogo de sucesso. Tudo depende de diversos fatores, da missão, dons e vocação de cada um. Além do mais do uso do livre-arbítrio abalizado, com pleno domínio dos instintos, sendo que estes bem alinhado ao destino predestinado pelo Senhor Criador de tudo e dos planos da vida.

Não se engane você, achando que porque aprendeu segredos de magia, domina o conhecimento astrológico ou comunica-se com espíritos, que vai poder influenciar as pessoas, mexer na vida dos outros e conseguir plenos poderes pra desenhar uma rota que você quiser...

E é justamente sobre a interação entre destino e livre-arbítrio que vou falar no meu primeiro livro... aguardem..

Carlinhos Lima.
 
 
 

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Cultos afro-brasileiros: Coletivo de mulheres negras lança coleção inspirada em orixá

Candomblé - moda dos orixás
Coleção é inspirada no orixá Osànyìn (Foto: Betto Jr./CORREIO)

O Alaafia lançou coleção Folhas Sagradas em evento no Terreiro do Gantois


Mulheres negras, do axé, unidas pela ancestralidade, em busca do sustento da família por meio da reverencia aos orixás. Nasceu daí, há um ano, o Coletivo Alaafia. Composto por mulheres pretas que empreendem da moda à gastronomia, o grupo lançou, nesta quinta-feira (18), a coleção Folhas Sagradas: Os Segredos de Osànyìn, no Terreiro do Gantois, na Federação. Orixá da 'invisibilidade', Osànyìn é representado pelas folhas e inspira o conceito da coleção da Alaafia, composto por 12 looks, todos em [em tons claros e escutos], marrom e branco, lançados sob os olhares de outras filhas e mães de santo do Gantois, incluindo a ialorixá da casa, Mãe Carmen. Sem Osànyìn, não existe folha e, sem folha, não existe o candomblé, explica uma das percursoras do coletivo, Luciana Baraúna.

“O conceito da coleção é o orixá que representa a invisibilidade. A partir disso, nós pensamos em fazer a homenagem e foi assim que nasceu a primeira coleção da Alaafia”, explica a dona da marca BaraunArtes, que é filha do Gantois.

As peças, composições leves e despojadas, das marcas Afrolook, Cazulo e Óticas Glamour, embelezaram modelos negras, e suas curvas variadas, ligadas ao próprio coletivo, além da Deusa do Ébano 2019, Daniele Nobre. A noite tambem contou com a performance artística do rupo de teatro da coreógrafa Nildinha Fonseca, uma das primeiras dançarinas do Balé Folclórico da Bahia.

Criado há um ano, Alaafia foi pensado por cinco mulheres negras  (Foto: Betto Jr./CORREIO)


Irmãs, como se referem umas às outras, as mulheres que integram a Alaafia, garantem que o coletivo nasce da intenção de materializar a ação das “pretas de terreiro, que fazem e vendem os seus produtos para o mundo”. São doces, roupas, bijuterias e outras peças, todas feitas à mão, garantem.

“Nossa busca é a de que as pessoas entendam que mulheres não existem para competir. Nós buscamos nos unir na busca pelo sustento de nossas famílias, fazendo o que nós sabemos fazer de melhor, construindo oportunidades”, acrescenta Marina Bonfim, que aplica os dotes culinários na Oyá Doces Delícias. 

Diferente de Luciana, que tem uma loja física da BaraunArtes no Shopping Center Lapa, no Centro, há quatro anos Marina utiliza as redes sociais, além de feiras livres, para divulgar e comercializar seus quitutes. Assim como Eliene Valle e Ângela Duarte, outras duas pioneiras da Alaafia, que já reúne pelo menos 25 negras empreendedoras. De acordo com Eliene, o grupo vai vender alguns de seus produtos na Flipelô, que acontece de 7 a 11 de agosto, na Praça das Artes, no Pelourinho.

Coleção apresentou 12 looks (Foto: Betto Jr./CORREIO)


'União do sagrado'
Na leitura da líder do terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, ialorixá Jaciara Ribeiro, "quando mulheres negras se reúnem por um bem, é uma união do sagrado". Nas palavras da mãe de santo, presente no desfile, as empreendedoras protagonizam um momento histórico.

"Num momento em que nós presenciamos tanto racismo, intolerância religiosa, ver mulheres pretas cultivando e enaltecendo as nossas raízes, a nossa ancestralidade, isso representa muito e é bastante especial", afirmou a mãe de santo.


Jaciara comentou, que, historicamente, as mulheres negras se "constroem com o trabalho do que está ao alcance das mãos", ao citar como exemplo as lavadeiras de ganho, que também buscavam renda engomando e fazendo quitutes. "É a nossa construção, nossa cultura, e a própria religião nos ensina isso".



Não à toa, o Gantois, um dos mais tradicionais terreiros da capital, abriu suas portas para o desfile. À reportagem, Mãe Ângela Ferreira comentou que o coletivo representa resistência. "É um momento muito importante para todos nós, pois é a valorização de nossa cultura, de nossa ancestralidade, especialmente por ver que é algo que está crescendo, que é um negócio bem sucedido. Elas são vencedoras", destacou ela. Em nome de Mãe Carmen, Ângela acrescentou que a casa está aberta para o Alaafia e qualquer outro coletivo, de homens ou mulheres, que reverenciem o axé, a cultura e o potencial do povo preto.

Desfile aconteceu no terreiro (Foto: Betto Jr./CORREIO)
fonte: Correio

domingo, 27 de julho de 2014

As religiões afro conquistam a classe média e os mercenários da fé, já começam a se incomodar!

 Os cultos de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, atraem cada vez mais a população escolarizada do País

Paula Rocha (paularocha@istoe.com.br)

Em uma noite fria na cidade de São Paulo, um grupo composto por advogados, engenheiros, médicos e empresários se reúne em um salão amplo e bem iluminado no segundo andar de um prédio, na zona leste da capital. Vestidos de branco e carregando flores e velas, cada um deles está ali por motivos distintos, mas com um objetivo em comum: louvar os orixás – divindades africanas – e oferecer seus corpos como “casa” temporária para espíritos de caboclos e outras entidades. Esse ritual, ou “gira” na linguagem da umbanda, acontece quinzenalmente ao som de tambores e cânticos e sob a orientação do médium Rubens Saraceni, sacerdote umbandista. Além das profissões de prestígio dos frequentadores, outro detalhe chama a atenção: entre os mais de 200 médiuns, de ambos os sexos, presentes naquela noite, apenas três eram negros. A superioridade branca desse terreiro é um sintoma da nova composição de fiéis das religiões afro-brasileiras. Antes frequentados majoritariamente por pessoas de origem humilde, baixa escolaridade e negros – grupo ligado à origem desses ritos –, os cultos de matriz africana, como a umbanda, o candomblé e a religião dos orixás (leia quadro com as características de cada religião na pág. 53), conquistam cada vez mais a classe média branca e escolarizada do País. Segundo os últimos dados do IBGE, 47% dos adeptos das religiões afro no Brasil são brancos e 13% do total de fiéis tem nível superior completo – índice acima da média nacional, de 11%.

A advogada Flora de Almeida, 29 anos, é o retrato desse crescente tipo de devoto. Criada por pais católicos não praticantes, ela sempre sentiu falta de professar uma religião. “Mas não me sentia à vontade em instituições cheias de dogmas e regras nas quais não acredito”, diz Flora. Em 2012, enquanto enfrentava o término de um relacionamento amoroso, ela decidiu buscar apoio na umbanda, fez um curso e começou a trabalhar em um terreiro. Meses depois, no entanto, conheceu o candomblé e se apaixonou. Hoje ela é “filha” do sacerdote Armando de Ogum e ainda está assimilando os conceitos de sua nova fé. “É como se eu voltasse a ser criança. Tenho que aprender tudo do zero, e é um aprendizado muito bonito. Fui acolhida dentro de uma família”, diz.
As religiões de matriz africana chegaram ao Brasil entre os séculos XVI e XIX, trazidas pelos escravos, alguns deles sacerdotes, que eram traficados para cá. Como, naquela época, a única religião aceita no País era o catolicismo, os devotos dos orixás tiveram que se comportar como cristãos, frequentando ritos e cultuando santos católicos. Dessa mistura entre tradição africana e influência europeia nasceu o candomblé – que une a devoção aos orixás com conceitos da religião católica –e posteriormente a umbanda, misto de culto aos orixás, com preceitos kardecistas e crenças indígenas. “As religiões afro-brasileiras nasceram marginalizadas e, ao longo do tempo, foram estabelecendo laços com pessoas influentes, que ajudavam a diminuir o preconceito na sociedade em geral”, diz Reginaldo Prandi, professor-sênior do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro “Mitologia dos Orixás”. “As pessoas de classe média e alta já vêm se integrando aos cultos afro há muito tempo, mas são discretas devido às suas posições sociais”, conta o sacerdote Rubens Saraceni. “Mas essa integração, principalmente à umbanda, cresce cada vez mais.” 
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Na esteira do aumento do grau de instrução dos fiéis das religiões afro surgiram escolas e cursos de umbanda e candomblé, que ensinam os conceitos teológicos por trás das atividades praticadas nos centros religiosos. Já existe até uma faculdade de teologia umbandista reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), a Faculdade de Teologia Umbandista (FTU). Outro setor que prospera com a inserção dos mais abastados nos cultos de matriz africana é o do comércio de artigos afro. Só a loja Mãe África, considerada a maior do País, oferece mais de dois mil itens em 340 m2 de área – o mais caro deles, uma peça em bronze que reproduz uma rainha iorubá (grupo étnico africano), custa R$ 15 mil. “A ideia de que as religiões afro são coisa de gente pouco instruída ou pobre está totalmente errada”, diz Prandi. “Hoje, a camada mais pobre do Brasil, a base da pirâmide, é, em sua maioria, evangélica.”
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Nascida em uma família de classe média católica e com ascendência oriental, a empresária Juliana Ogawa, 37 anos, presenciou de perto a mudança no perfil dos fiéis afro. Aos 13 anos, levada por um tio, ela procurou a umbanda pela primeira vez, atrás de uma cura ou explicação para as dores de cabeça que sentia constantemente, e que não foram diagnosticadas. Durante os sete anos seguintes, ela se dedicou à religião, descobriu-se médium, mas abandonou os rituais, procurou outras formas de exercer sua espiritualidade e só voltou para a umbanda em 2009. “Antes, era raríssimo encontrar alguém com ensino superior. Hoje, todas as pessoas da casa que frequento têm terceiro grau completo”, conta Juliana. Assumir sua opção religiosa, no entanto, não é mais fácil atualmente do que há duas décadas. “O preconceito ainda existe e parece até pior do que antes, por conta do avanço dos evangélicos neopentecostais, que são contra os cultos afro”, diz ela. “Os neopentecostais tratam as religiões de matriz africana como inimigas e esse intenso combate contribui para a evasão dos mais humildes”, acrescenta Prandi.
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Os novos fiéis de classe média, por sua vez, fazem questão de não esconder sua religiosidade. Caso do médico Rogério Pascale, 38 anos, seguidor da religião dos orixás há sete anos. Toda vez que cumprimenta o Babá King, sacerdote do Templo Oduduwa, em Mongaguá (SP), o clínico geral se ajoelha e encosta a testa no chão, em sinal de reverência, mesmo que esteja dentro do hospital em que trabalha. “Nessa religião não há julgamento e respeitamos as pessoas pelo que elas são”, diz Pascale. “Aqui não importa quem ganha mais ou menos. Somos todos iguais.”
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Fotos: João Castellano/Ag. Istoé; FELIPE GABRIEL

sábado, 12 de abril de 2014

Umbanda Astrológica e a coroa astrológica de Orumilá - uma nova forma de acessar o seu orixá

 Há muita confusão no meio dos cultos afro-brasileiros, não só na Umbanda, mas, no Candomblé, Encantaria, Culto da Jurema e muito mais vertentes. Especialmente, porque as pessoas vão aos centros e templos buscarem respostas e quase sempre ficam mais confusas do que antes. Isso porque grande parte das pessoas que não tem outorga pra fundar um terreiro ou sequer dar atendimento movidos por algum tipo de ilusão o fazem, sem preparo, sem estudo e sem noção.

As pessoas tem que perceber que são os Senhores da Luz que escolhem e nós apenas optamos apenas de como vamos e por onde vamos desempenhar. Outra coisa enfraquecedora dos cultos afro no nosso país é que as pessoas costumam observar os conhecimentos ritualísticos como se eles fossem um grande poder a serem acessados para seu deleite. Muitos se acham o "Mestre dos Magos" por que recebe algumas entidades que fuma o tempo todo e bebe como se no astral fosse um eterno baile de máscaras.

O Pai de Santo ou Mãe de Santo tem que entender em primeiro lugar que ser líder espiritual, ser mestre e ser um sacerdote ou médium é uma missão de humildade, requer prudência e equilíbrio constante. Outro agravante é que muitas pessoas são induzidas ao erro por outros que deveriam orientá-las. Muitos falsos mestres, com a gana de formar uma comunidade subserviente, prega demagogicamente e de forma tresloucada, onde acham que podem tudo e que os orixás são seus serviçais. As pessoas tem que compreender que o "Santo não é de Barro" e que tem inteligência suprema por trás das entidades elevadas! Agora, certas entidades de origem duvidosa que atendem em muitos terreiros ai são outra coisa.

Uma coisa grave é quando a pessoa que descobre que é médium e fica toda atordoada, procura lugares onde a patacoada é a regra. Não se sabe se o orixá mestre da casa é de Aruanda ou Kardec!? Ai fica aquela mistura entre Umbanda e Espiritismo, que podam todos os preceitos da Umbanda e divulga-se todos os dogmatismos, preconceitos e ensinos limitadores do kardecismo, deixando a pessoa cada dia mais desanimada, sem firmeza e cheia de preceitos distorcidos. E a maior das dificuldades é se posicionar de quais orixás trabalham por ela e com ela. Qual seus orixás de cabeça, quais as vibrações atuantes e como se livrar de preconceitos esvaziadores. Como por exemplo, sincretismos e as tais alegações se é de "mesa branca" ou sei lá que tipo de mesa!

Em primeiro lugar não existem essas coisas criadas pra ludibriar, a Umbanda é Umbanda - pronto acabou! Essa história de "Umbanda de Mesa Branca" é mais coisa pra ludibriar, que até pessoas de boa fé, entram nessa, por serem induzidas a isso. São aquelas falsas pregações de pessoas espertalhonas que se acham no direito de dizer que "peneirou a Umbanda", no seu falso moralismo e só pratica a "fina-flor" da Umbanda. Ou seja, não quer dizer que seja uma Umbanda de gente branca, excluindo os negros, mas, quer dizer que é Umbanda Branca, ou seja, que só age buscando magia branca, passes e a parte que elas acham 'bizarras' ficou de fora!

Lorota, marmotagem e demagogia. Terreiro algum no mundo resistirá sem ter firmeza de Exu, sem trabalhar com a parte carmica da Umbanda que é justamente a Esquerda. É ela quem mais entende os problemas, mazelas e desafios das pessoas. São exus e pombagiras os psicólogos do povão. Sem eles, não teremos pais de santos com preparo suficiente pra resolver os problemas. Podem até, receitar bons banhos, dar passes, fazer algum jogo de cartas e só falar em amor sem sequer tocar na parte mais desafiadora da Umbanda. Mas, viverá na falsa Umbanda, uma Umbanda sem firmeza, sem noção e com guias fracos trabalhando ao seu lado.

E só pra esclarecer, a maior parte dos guias estão também em evolução, transição de ciclos e não são os donos da verdade não! Por isso até Exu e orixás consagrados e supremos utilizam-se dos oráculos, pois tem parte dos segredos cósmicos que as divindades não podem acessar e por isso recorrem ao Ifá a "Bíblia" de quem quer conhecer sobre os orixás e sobre si mesmo.

Mas, sempre vemos pessoas que acham que porque exu fulano ou caboclo sicrano lhe disse alguma coisa que ele tem sempre razão. Nem sempre cara pálida! Aliás, quase sempre, sequer sabem direito das coisas. Tem pais e mães de santo que são em si um oráculo ambulante, representantes diretos de Orumilá na Terra, mas, a maioria tem outros graus e precisam sim de ajuda dos oráculos na mesa. Além do mais não existe isso de mesa branca ou amarela e sei lá de qual cor querem colocar. Só existe o culto aos orixás e pronto! Mas, tem gente que prefere viver se enganando, envolto no sufocamento que o kardecismo faz na Umbanda e fazendo leituras que sequer deveriam ser feitas.

A Umbanda tem origens distantes, pertence a Lei Maior de Pemba e não se curva as regras que Kardec chutou ouvindo algumas médiuns, e entrelaçando tudo ao preconceito da Bíblia. A Lei de Pemba, não se encerra no Alfabeto Adâmico, divulgado por Sant Yves e Da Matta, realmente o Rivas Neto está certo. Mas, se revela nesses canais. Assim como se revela na Pemba e no Oponifá. Além de muitas outras vertentes magísticas. A Lei de Pemba é na verdade a lei da magia e do movimento da vida em evolução. Ela encerra todos os códigos existenciais, leis do Carma e da Espiritualidade. E não tem dono, não é de Guiné e nem herança dada a Da Matta. Na verdade ele apenas captou uma pequena fração desses segredos. Na verdade a magia que se encerra na Lei de Pemba é imensa e só os grandes magos ainda vão desvendá-la por inteiro, ainda mais na frente quando a Era de Aquário estiver bem mais avançada.

Mas, voltando as dificuldades que desanimam os buscadores, vemos que uma grande angústia é saber qual é nosso orixá de cabeça e entidades atuantes. Muitos apressadinhos e pra não dispensar a consulta são taxativos em dizer as pessoas que elas são filhas de orixá fulano. Muitos usando apenas o Tarô, os búzios ou até apenas ouvindo guias. Ai mora um grande perigo. Primeiro que nem todas as pessoas precisam ou devem saber qual é seu orixá ou orixás de cabeça. Não há necessidade. Pois, muitas acham que sabendo essas coisas, vão ganhar um grande poder, ter um alvo pra ficar buzinando no ouvindo com orações, lançando pontos e fazendo oferendas e que com isso teria uma vantagem. Quando na verdade não funciona bem assim! Segundo que muitos mesmo sabendo seus orixás, não tem nenhum grau de sacerdocio ou magia. Ou seja eles não estão presente para direcionar a missões e soluções. Apenas são signos que revelam caminhos e só. Além disso, até mesmo entre os médiuns mesmo que tenham alguma missão, grande parte, não está disponível saber quais são seus orixás, pois os oráculos, nem mesmo no ifá, pode acessar. Por dois motivos: primeiro porque precisa de iniciação, e ai os oráculos devem ser acessados pra saber quais ritos devem ser feitos pra que o orixá fale e se revele. Segundo, a pessoa tem um carma onde tem que fazer alguma expiação, esperar uma época e ciclo determinado.

E é nessa segunda parte que tá o perigo. Pois muitas médiuns por exemplo, que tem a missão de receber um sacerdócio com uma certa idade, chegando a essa fase de vida ainda pura, com sua virgindade intacta, grande parte já perdeu, se iniciando sexualmente com caras que melam sua energia. Ai os orixás mudam, há uma mudança hierárquica e o que era planejado pra ela é modificado, melando muita coisa. Diminuindo ainda seus dons, seus poderes e trocando alguns de seus guias que a iniciariam casta.

Pior ainda, quando alguém traz uma mediunidade onde terá que despertar um sacerdócio ou missão e antes de chegar a fase, ela adentra o mundo da prostituição, das drogas e do abuso do corpo. Ai a mediunidade ferra ainda mais a alma com estigmas ruins. E hoje em dia tem muita mulher que tem esse tipo de mediunidade, mas, se envia no mundo dos programas sexuais, pra ganhar dinheiro fácil e pra pagar a faculdade. Então sua Esquerda fica pirada, seus orixás ficam confusos e sua missão que seria diferente bagunça tudo.

E ai veremos essas pessoas quando tem problemas, apenas indo nos terreiros pra pedir oferendas aos pais de santo apenas pra ganhar mais dinheiro e dominar o homem que quer ou ter sucesso. Sem sequer querer saber qual sua missão. Até porque a maioria dos pai de santo que as atendem, também são ogros, querendo apenas dinheiro e vender macumbas.

Enfim, são temas complicados que há muito tempo ficaram atrelados a códigos de submissão a hierarquias e grupos. E por isso estou lançando meu primeiro livro que vem tratar de signos, oráculos e debate a questão dos orixás e do sagrado pra ajudarem a resolver o orientar nosso destino. Que serve para o leito sem ter que se curvar ao sacerdote que usa a religião como se fosse sua. Mas, quero aqui ressaltar a importância do sacerdote sério, que tem outorga e ancestralidade ligada aos sagrados orixás. Apenas o livro livra você de cair na lábia de qualquer aproveitador charlatão e cinico.

O livro de Umbanda Astrológica, fala aos pesquisadores, fiéis e adeptos da Umbanda, mas, também ao astrólogo, ao mago, a buscador e aos que desepertam sua espiritualidade de repente. Compre e leia com atenção! O livro propcia a quem conhece sua carta natal a estudar por meio de seu signo, qual e como orixá o influência, protege e se direciona frente a seu destino. Mostra ainda metologias a serem usadas por qualquer pessoa pra chegar a somas e oráculos de odus para conhecer melhor seu potencial espiritual e astrológico.

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Carlinhos Lima - Axé a todos!

domingo, 7 de agosto de 2011

A importância do Otá

Otá, okutá ou okuta no candomblé e em outras religiões afro-brasileiras afins, é uma pedra-fetiche. Podendo ser (seixo de rio), ou de outra parte da natureza, sobre a qual o axé (a "força sagrada") de um orixá é fixado por meio de ritos consagratórios, que constitui seu símbolo principal, encontrado em todos igba orixá. Guardam-se o otá no peji "altar sagrado" da casa de candomblé, geralmente dentro de vasilha tampada ou em um alguidá , por vezes vestida com os trajes cerimoniais do orixá, mergulhadas em mel, azeite doce, Ori (manteiga), dendê, junto com outros fetiches. Também é chamada de itá e otá-do-santo. Um termo muito comum na casa de santo diz que sem pedra "ota" não há orixá, (Kosi Okuta kosi orixá). A escolha de um Okuta (otá) para igba orixá depende muito do conhecimento de um sacerdote, devendo ser selecionada por um babalorixá ou iyalorixá e consagrada imediatamente por um Ojugbó.

domingo, 15 de maio de 2011

O CATIMBÓ E SUA FORMA DE CULTUAR

A Jurema é uma árvore que floresce no agreste e na caatinga nordestina; da casca de seu tronco e de suas raízes se faz uma bebida mágico-sagrada que alimenta e dá força aos encantados do “outro-mundo”. É também essa bebida que permite aos homens entrar em contato com o mundo espiritual e os seres que lá residem.
O Catimbó, envolve como padrão a ingestão da bebida feita com partes da Jurema, o uso ritual do tabaco, o transe de
possessão por seres encantados, além da crença em um mundo espiritual onde as entidades residem.

Para seus adeptos, o mundo espiritual tem o nome de Juremá e é composto por reinados, cidades e aldeias. Nestes Reinos e Cidades residem os encantados: os Mestres e os Caboclos. “Cada aldeia tem três ‘mestres’. Doze aldeias fazem um Reino com 36 ‘mestres’. No reino há cidades, serras, florestas, rios. Quanto são os Reinos? Sete, segundo uns. Vajucá, Tigre, Candindé, Urubá, Juremal, Fundo do Mar, e Josafá. Ou cinco, ensinam outros. Vajucá, Juremal, Tanema, Urubá e Josafá”.

Troncos da planta são assentados em recipientes de barro e simbolizam as cidades dos principais mestres das casas. Estes troncos, juntamente com as princesas e príncipes, com imagens de santos católicos e de espíritos afro-ameríndios, maracas e cachimbos, constituirão as Mesas de Jurema. Chama-se Mesa o altar junto ao qual são consultados os espíritos e onde são oferecidas as obrigações que a eles se deva.

As princesas são vasilhas redondas de vidro ou de louça dentro das quais são preparadas a bebida sagrada e, em ocasiões especiais, onde são oferecidos alimentos ou bebidas aos encantados. Os príncipes são taças ou copos, que normalmente estão cheios com água e eventualmente com alguma bebida do agrado da entidade.

A PAGELANÇA

Durante o ritual terapêutico, o pajé reza e fuma ao mesmo tempo, baforando a fumaça do tabaco sobre o corpo do doente. Enquanto isto sustenta em uma das mãos o maracá, cujo ruído assinala a aproximação do espírito. O pajé pode alcançar o transe fumando e hiperventilando continuamente, o que lhe provoca visões que lhe direcionam para compreender os atos estranhos que se sucedem na aldeia, ou para predizer sucessos e insucessos.
A pajelança é um ato-ritual de cura, levada á cabo por vários pajés. Nestas ocasiões eles se reúnem para fins curativos
ou cuidar da realização de um feitiço que beneficie todas as comunidades participantes do evento.

A crença da pajelança é assentada na figura do encantamento, ou seja, é um culto á encantaria. Encantados são os seres invisíveis que habitam as florestas, o mundo subterrâneo e aquático, regiões conhecidas como "encantes". Os pajés servem de instrumentos para a ação dos encantados. Para tornar-se pajé, o indivíduo precisar ter um dom de nascença ou "de agrado" (adquirido).

sábado, 16 de outubro de 2010

Não negue sua fé!


Ainda por conta do preconceito e da história de perseguição, os números dos religiosos de candomblé, umbanda e outras manifestações de matriz africana ficaram aquém da realidade no Censo 2000.

Só para vocês terem ideia, na Bahia apenas 0,11% disseram ser de candomblé. Por isso é mais do que importante a campanha intitulada Quem é do Axé, diz que é, promovida pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN), uma entidade que nasceu na Bahia e hoje já está presente em vários outros Estados brasileiros.

O vídeo que vocês podem conferir que é bonito e não esqueça: se você é religioso de matriz africana, nunca negue sua fé.

Fonte Mundo Afro/A Tarde

sábado, 7 de março de 2009

Os conceitos dos cultos afro-brasileiros


Tal como ocorre nos demais cultos de possessão que, em graus diferentes, estão em sua base, como o Candomblé e o Espiritismo, a pedra angular da Umbanda é a comunicação entre a esfera do sobrenatural e o mundo dos homens, através da incorporação das entidades espirituais num grupo e no corpo dos iniciados. Apresenta, contudo, algumas particularidades que a diferenciam daqueles cultos.

No Candomblé, por exemplo, as entidades - orixás - não são consideradas espíritos de mortos, mas reis, princesas e heróis divinizados que representam forças da natureza (Iansã, os ventos, a tempestade; Iemanjá, o mar; Ossãe, as folhas e plantas; Oxum, os rios e cascatas, etc.); atividades humanas (Oxossi, a caça; Ogum, a guerra e a metalurgia; Omulu, a medicina); virtudes e paixões (Xangô, a justiça, Oxum, o amor e o ciúme; Oxalá, a sabedoria), etc., cujas ações se desenrolaram num tempo mítico.

Na Umbanda, as entidades são considerados espíritos de mortos que descem do astral onde habitam para o planeta terra - visto como lugar de expiação - onde, através da ajuda dos mortais, ascendem em seu processo evolutivo em busca da perfeição. Tal concepção, tributária da doutrina do carma, apresenta, contudo, algumas diferenças com relação ao Espiritismo kardecista: enquanto para este último os espíritos que descem nas sessões são individualizados e reconhecidos pela história de suas vidas passadas, as entidades umbandistas constituem categorias mais genéricas, onde a referência à vida pessoal é substituída por representações como, por exemplo, caboclos e pretos-velhos.

Perdida a lembrança dos traços individualizadores, os espíritos de velhos escravos e índios assumem o papel de antepassados de etnias africanas e indígenas, sendo representadas por uma série de marcas correspondentes a uma visão que se generalizou através de tradições orais e da escrita: a figura altiva do índio, amante da liberdade, popularizada pela corrente indianista da literatura romântica; o aspecto humilde do preto-velho, sábio e compreensivo com as misérias humanas e o sofrimento, visão idealizada sobre velhos escravos e escravas conhecedores de segredos, remédios e também poderosas magias empregadas contra os senhores brancos.

Nos três casos citados - Candomblé, Espiritismo, Umbanda - o caráter do transe é diferente: no Candomblé, ele é regulado por um conjunto de mitos que contam as sagas dos deuses e que os iniciados repetem, através da coreografia, cânticos e roupas, representando assim, uma história muito antiga, mítica. No Espiritismo kardecista, os médiuns emprestam seu corpo, sua voz, sua matéria, enfim, para que mortos possam continuar comunicando-se com os parentes, amigos, discípulos.

Na Umbanda, o transe não é nem estritamente individual nem propriamente uma representação com a profundidade dos mitos, mas a atualização de fragmentos de uma história mais recente através de personagens tais como foram conservados na memória popular: o caboclo Tupinambá, ou o pai Joaquim de Angola, quando descem, não são a representação deste ou aquele indivíduo em particular, mas uma representação genérica e estereotipada de índios brasileiros, escravos africanos e outros personagens liminares presentes em diferentes contextos históricos e sociais brasileiros.

As entidades umbandistas são, portanto, espíritos de mortos - ainda que não individualizados - para quem a missão de ajudar os homens é um meio de expiar faltas passadas de acordo com a doutrina do carma e assim progredir em busca da perfeição. Tem-se, assim, a crença na comunicação concreta e real entre o mundo dos vivos e dos mortos; estes o fazem em virtude da necessidade de evoluir espiritualmente, para o quê necessitam da materialidade do corpo físico dos iniciados.

As entidades dividem-se, basicamente, em espíritos de luz (ou da direita) e espíritos não evoluídos (ou da esquerda). Tanto uns como outros encontram-se em diferentes estágios de progresso espiritual: os mais atrasados na escala evolutiva, muito próximos ainda da matéria são os exus, cuja representação iconográfica os aproximaria da figura do diabo da tradição cristã. No panteão do candomblé, porém, Exu é considerado o orixá que estabelece mediação entre o mundo dos homens e o dos deuses: não evoca o mal, mas a ambigüidade, a passagem, a comunicação. Na Umbanda, o correspondente feminino de exu é a pomba-gira, que geralmente assume a forma estereotipada da prostituta.

Exus e pombas-gira são antes representações coletivas do que espíritos individuais; para se designar espíritos de mortos individualizados usa-se o termo eguns. Estes, antes de iniciar seu processo evolutivo - neste caso considera-se que permanecem vagando, podendo inclusive afetar as pessoas - são nomeados pelo termo quiumbas. Não provocam transe mas, como se verá, uma perturbação.

Os espíritos de luz, que trabalham na direita, quando baixam no terreiro e se apossam do corpo dos médiuns, assumem posturas corporais e exibem adornos que permitem identificar sua origem: são os já citados caboclos, pretos-velhos, marinheiros, etc. Cada uma dessas categorias, agrupadas em linhas, atendem a pedidos específicos, "especializam-se" em determinadas doenças e problemas. Assim, por exemplo, exus e pombas-gira atendem a casos que envolvem dinheiro, sexo, desavenças de ordem afetiva; espíritos de luz, como caboclos e pretos velhos não se envolvem com tal tipo de questões: dão conselhos, receitam remédios de ervas e raízes, insistem no fortalecimento espiritual, abrem caminhos.

Tais categorias são fundamentais para se compreender a classificação das doenças, na Umbanda, e os processos de cura. Assim, costuma-se distinguir, em primeiro lugar, as doenças cármicas: são as decorrentes de uma provação pela qual a pessoa deve passar em razão de faltas não expiadas que seu espírito, do qual o corpo é mero invólucro, tenha cometido em vidas anteriores. Neste caso resta apenas resignar-se porque da aceitação do sofrimento presente depende a evolução do espírito rumo à perfeição.

Geralmente tal tipo de explicação aplica-se a enfermidades congênitas. Em alguns casos as perturbações, tanto físicas como mentais - fraqueza, desmaios, dores de cabeça, visões, convulsões - são consideradas não doenças propriamente ditas, mas sintomas de mediunidade. A pessoa que possui essa capacidade e não sabe, ou se sabe e não quer aceitá-la pode sofrer uma série de distúrbios interpretados como resistência a dar passagem à entidade espiritual que a escolheu como instrumento para sua missão na terra.

Há também perturbações causadas por outras pessoas: são o resultado de influências negativas por causa da inveja nas relações afetivas, profissionais e também por causa de feitiços e encantamentos encomendados por desafetos. Se no primeiro caso o malefício é interpretado como resultado de fluidos negativos, no segundo é produzido diretamente pela manipulação de forças espirituais através de ritos e objetos mágicos. Finalmente, há as doenças causadas por encosto: no último plano da escala evolutiva estão espíritos ainda sem luz, os quiumbas, que vagam sem destino e podem apossar-se das pessoas (nas quais encostam).

Quando isto acontece, essas pessoas ficam perturbadas, com dores de cabeça, desmaios, compulsão ao suicídio, têm convulsões e até mesmo distúrbios físicos. Se o encosto chega a dominá-las completamente, trata-se de uma obsessão: ele toma o lugar do espírito da pessoa o que pode acarretar perturbações mais sérias e até levar à morte. Segundo as palavras de uma mãe-de-santo entrevistada.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador
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