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Os Orixás regentes de 2026

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sexta-feira, 16 de abril de 2021

O CATIMBÓ e seus mestres


 
 
Usando uma mitologia e ritualismo bem empobrecidos, os "altares" do Catimbó representam a perda de valores iniciáticos dos indígenas brasileiros, que passam a ser substituídos pela miscigenação religiosa e apresentam, lado a lado, estampas e estátuas de santos católicos, charutos, aguardente, pequenos arcos e flechas, flautas e chocalhos indígenas, além de ervas e animais secos, objetos que são portadores dos poderes da força mística indígena "Mana", da "Benção" Católica e da "Mandinga" Banto, pois que o "Ase" Sudanês ainda não havia aportado no Brasil. Mas, embora tenham abandonado o pó de tabaco insuflado diretamente nas narinas para obtenção do transe místico, ainda existia a lembrança de seu uso ancestral como "erva sagrada", através dos "charutos" e da "Princesa": nos altares do Catimbó estava a "Princesa", uma cuia de cobre ou vasilhame raso de barro, a qual sempre repousava sobre um "rolo de fumo", o qual era cercado por um pano branco que nunca tinha sido e nem nunca seria usado para outra finalidade, como a atestar sua pureza e santidade. 

O conjunto denominado por "Princesa" constituía-se na ligação com o passado indígena, pois era nela que era moída e infusa a raiz da árvore "Jurema", uma bebida levemente alucinógena que então induzia a descida dos "espíritos" invocados para provocar o transe mediúnico, ainda chamado de "Estado de Santidade". Os negros bantos-congoleses aceitaram esta nova concepção religiosa, sobretudo, em termos de "culto aos mortos", pois os Pajés e os Catimbozeiros, através dos Maracás e das Cunhãs, dos Encantados, do Petun e da Jurema, quiçá agora também da "Diamba" introduzida pelos africanos, comunicavam-se com o "Além", ou seja, o lugar místico e/ou mítico em que os brancos, os índios, os negros e os mestiços de todos, igualmente situavam a existência de seus antepassados. 

Desta adaptação do negro fugitivo ao novo meio ambiente, até por ser a única opção, nasceram, de acordo com a maior ou menor negritude de seus participantes, as variações de cultos miscigenados indígenas-cristãos-africanos, tais como o "Toré", o "Tambor de Minas", o "Babassuê" e o "Batuque". Entretanto, era o Catimbó já prenunciava a futura "Umbanda", apresentando-se dividido em "Sete Reinos Espirituais" : "Vajucá", "Tigre", "Canindé", "Urubá", "Juremal", "Josafá" e "Fundo do Mar". E, note-se bem: seus principais Espíritos-Chefes são indigenas brasileiros : "Itapuã", "Xaramundy", "Muçurana", "Iracema", "Turuatã", as "Moças d'água" ou "Yaras" e somente muito mais tarde, aparecem alguns "espíritos" isolados de "catimbozeiros" de descendência africana: pai Joaquim, etc. 
3/12/2011 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A RAIZ RELIGIOSA AMERÍNDIA - O CATIMBÓ

Em continuidade no tempo, foi da fusão destes novos cultos de Caboclos Encantados com os primeiros aportes isolados da religiosidade dos negros Bantus, quase sempre escravos fugitivos que encontraram guarida e proteção na Pajelança e no culto dos Encantados, que esboçou-se o Culto do Catimbó, mas no qual, agora, as cerimônias perdiam o sentido de função social da coletividade para transformarem-se em cultos individuais de satisfação de necessidades pessoais quer de índios, negros ou mestiços, ainda que de natureza espiritual, curativa ou de ligação com os antepassados de todas as etnias. Exemplificando a mudança de tais funções, ouça-se o triste depoimento de um velho Pajé, de nome Tarcuáa, que assim se lamentou com um pesquisador : –" Hoje não há mais Pajés; somos todos Curandeiros"– (Roger Bastide, "apud" Câmara Cascudo, em "Novos Estudos sobre o Catimbó", Brasiliensis, pg. 89).

sábado, 6 de agosto de 2011

O Catimbó

[ Houaiss]: Culto de feitiçaria que combina elementos da magia branca européia com elementos negros, ameríndios e católicos; liderado por um "mestre" que defuma os assistentes com seu cachimbo e a quem se recorre para resolver problemas diversos, seja para o bem, seja para o mal.

Catimbó[ Olga ]:Culto originado da pajelança e rituais angola-conguenses, aliados a práticas de feitiçaria, de procedências variadas. Posteriormente sofreu influências do Catolicismo e do Espiritismo. Suas finalidades são a cura, os conselhos e os "trabalhos" de feitiçaria, para obem e para o mal. É praticado no nordeste e norte brasileiros. O chefe do Catimbó é o Mestre e as entidades invocadas são os Mestres de Linha. F.p. - tupi - "caá"- mato, folha; "timbó" - planta venenosa.

domingo, 24 de julho de 2011

O poder da Jurema e do Catimbó


O Catimbó segundos os mais antigos, era a prática de feitiçaria ou baixa magia. Por ter uma ligação maior com a Bruxaria Portuguesa. Existia transe de alguns Mestres Juremeiros e Mestres da Magia que faziam o bem e o Mal, coisa proibida dentro da Jurema. Faziam trabalhos de Amor, derrota de inimigos e todo tipo da arte negra.

E antigamente se você fosse, em uma sessão de Jurema e falava que você era Catimbozeiro, dava até briga. Seria como se o bem e o mal estivessem juntos, obviamente viria a pergunta o que você esta fazendo aqui? Com o passar dos anos estas duas práticas distintas se unificaram, hoje em dia não tem como falar de Jurema sem falar do Catimbó, e vise versa. A Influência da Pajelança Juremeira, Cultura Nativa Brasileira, dentro da Jurema Catimbó. A origem da Jurema Catimbó, as Tribos Indígenas assim como os Negros dos Kilombos, se embrenhavam nas matas fugidos dos colonizadores que queriam escravizar e recapturar os índios e negros. Por muitos séculos, a Jurema Catimbó assim como outras manifestações religiosas e culturas eram praticadas dentro da mata, as escondidas, por causa da perseguição da Policia por questões Políticas e Religiosas.

Começou a se criar a necessidade de trazer o elementos da natureza para lugares fechados, dos Kilombos ou da cultura Africana vieram técnicas de preparar os Troncos de Jurema para os assentamentos ou firmeza dos Mestres Espirituais Juremeiros. Começa então a baixar os primeiros Mestres Juremados de descendência Africana, ou mestiços dentro das Tendas de Jurema Catimbó. A Bruxaria Portuguesa e Italiana também aporta no Brasil, como estas artes mágicas eram praticadas dentro das matas, as Bruxas e Bruxos Europeus acabaram se integrando aos perseguidos Nativos, Africanos e seus descendentes, trazendo elementos desta antiga e primitiva arte para junto da Jurema e Catimbo.

Assim o Candomblés de Pernambuco, que ficaram sendo conhecidos como Candomblé de Caboclo, e comum também, os Candomblés de Nagô, Xangô e Angola, tocarem seus tambores e fazerem festas para Caboclo, tamanha é a influência e a amizade que os ancestrais dos negros escravos fizeram com os Nativos Brasileiros, reconhecendo sua força, brilho e sabedoria. Muitos Babalorixas e Yalorixas também são iniciados na Jurema Catimbo, receberam Juremação (iniciação). Foi através desta amizade que também os sacerdotes de cultos Afros, conseguirarm adaptar muitas ervas que só existem em África dentro dos Cultos Afro-Brasileiros. E assim com a união de varias culturas, esta bonita mistura do nosso belo povo surgiu e mesmo com tanto preconceito se fortaleceu e evoluiu.

Jurema é uma árvore. A sua identificação botânica, permanece relativamente indefinida. Pertence aos gêneros Mimosa, Acácia e Pithecellobium, existem outras denominações populares de várias árvores de Jurema (Preta, Branca, Vermelha, etc.). Jurema é uma cerimônia religiosa (diversamente celebrada por índios ou caboclos) , aonde os bebem a Jurema Sagrada e comungam a bebida. Às vezes distinguida como uma religião específica no complexo cenário da espiritualidade brasileira, mais comumente o culto da Jurema apresenta-se difuso em práticas religiosas nas quais pode ter um papel mais ou menos central: Pajelança, Toré, Catimbó, Umbanda, Candomblé de Caboclo, Nago etc.


Jurema é uma bebida. Extraídas de partes especificas da arvore de Jurema, nem sempre as mesmas (as mais referidas são a Mimosa tenuiflora e a Mimosa verrucosa), obtém-se um líquido de uso religioso e medicinal. As fórmulas do seu preparo, os tecidos vegetais utilizados e as dosagens, assim como a combinação com outros ingredientes, são variáveis. O segredo do preparo da bebida de Jurema Sagrada tem uma variação de um Mestre Juremeiro para outro. Jurema também pode ser o local de culto e oração: a mesa da Jurema Catimbo ou o "congá" Umbandista. Alguns Candomblés principalmente o de Caboclo e Nagô, tem um canto reservado para a pratica da Jurema Catimbó.

Jurema é uma "entidade" espiritual que se manifesta no transe de adeptos dessas religiões. Ou uma classe, um tipo de "entidades", havendo muitas Juremas. A Jurema que se manifesta nesses cultos pode caracterizar-se de maneira bastante variada em diferentes práticas e em diversos núcleos da mesma religião. Às vezes, a sua caracterização pode ser diversa no mesmo núcleo, ou até mesmo Juremas diversas podem incorporar na mesma médium. Jurema é o "mundo espiritual" de onde provêm os encantados (espíritos muito evoluídos, que não fazem mais parte do proscesso de reencarnação) que se manifestam nas sessões.

Jurema pode ser uma "linha". A "linha" das "caboclas de Oxossi" (antropomorfoses femininas de epifanias florestais, "encantos da mata"). É uma e múltiplas. Jurema é uma índia metafísica. Atende pelo nome de Jurema uma apresentação antropomórfica do sagrado florestal. Em rituais, convivem, a bebida e a "cabocla" do mesmo nome. Jurema é o "plano espiritual" dos espíritos cultuados na difusa "espiritualidade brasileira", que se apresentam como índios. A linha da Jurema pode não se restringir à "falange" de "espíritos da mata femininos". Há "espíritos masculinos" que são juremeiros. Não obstante sertaneja e planta, a Jurema é hoje associada a caboclas da água e especialmente do mar (conforme o som "juremar" e a significância da cor comum ao oceano e à mata).

Jurema é uma cidade. A cidade da Jurema, uma cidade do Além. Mas muito concretamente a cidade da Jurema pode consistir numa coleção de copos e taças com diversas bebidas que, com fins rituais, se assentam na "mesa da Jurema"; bem como pode ser uma juremeira (árvore) ou um juremal. Jurema é a mata. A cidade da Jurema pode alargar-se do juremal à totalidade e variedade da floresta, no seu conjunto. Mas a sua imagem não necessariamente se corporifica em objeto material. Pode ser aparição objetivamente percebida por "videntes", com a mesma qualidade da percepção de uma pessoa comum, como pode igualmente surgir como uma "imagem mental" parecida com as cenas oníricas, dela se distinguindo por acontecer em vigília e por outros sinais que variam bastante de informante para informante (eventos concomitantes como cantos de pássaros ou vôos de borboletas, nitidez da imagem, "avisos" e "confirmações" etc.).


Jurema é um tronco (de juremeira). Um galho que ritualmente marca um ponto de sacralidade no lugar do culto. Mas o tronco do juremal também é o lugar de onde vêm os caboclos e mestres do seu culto, o que é literalmente verdadeiro: mais do que uma figura de linguagem, a Jurema ingerida comumente é preparada a partir da casca do tronco (ou da casca da raiz). Nos pontos, reitera-se assiduamente que a Jurema é um "lugar" de onde se vem ou para onde se vai. Vários pontos cantados o expressam, preservando uma ambigüidade significativa do outro como eu: Eu venho de longe, do tronco do juremal.

Essas árvores, troncos e espiritualidade também são um sinal diacrítico da identidade étnica indígena. A Jurema é um traço significante que delimita o "ser" índio. No século XX, a perpetuação do seu culto (depois de meio milênio de perseguições) passou a ser um modo de reconhecer a etnia e processos de aculturação se inverteram em processos de etnogênese. Quimicamente, a Jurema (Mimosa tenuiflora) apresenta um alcalóide da família dos alucinógenos indólicos (Carlini & Masur, 1989; Graeff, 1984). Mas a dimensão de sacralidade do seu consumo passa ao largo da descrição bioquímica dos seus efeitos e ambas são incompatíveis e verdadeiras à sua maneira. Por um lado, nem sempre as dosagens e os modos de consumo ritual que "abrem os encantos" seriam capazes de explicar as alterações de consciência por eles provocados. Por outro, quando se examina a Jurema por uma perspectiva estritamente simbólica, descobre-se que os pretensos símbolos universais nela envolvidos são realmente significáveis a partir de procedimentos muito particulares e de ações rituais, neurofisiologicamente eficientes.


Mesmo entre as comunidades indígenas que a empregam diacriticamente como seu distintivo, a "pureza" étnica professada manifesta-se sincreticamente. A palavra anjucá significaria "anjo cá" e o vinho da Jurema seria o verdadeiro sangue de Cristo, pois quando foi derramado teria sido guardado junto a um pé de Jurema (Grünewald, 1999a)."" Historicamente, o uso indígena da Jurema não foi meramente ritual e religioso. Perseguida pela piedade romana enquanto meio de cura, a Jurema foi tolerada quando ingerida em ocasiões de guerra (Andrade & Anthony, 1998). Os juremeiros são também guerreiros, histórica e miticamente falando e, certamente, não é à toa que, na sua versão antropomórfica, a Jurema possa se fazer acompanhar de flecha e bodoque.


A Pajelança Jurema Nativa possui um conhecimento e uma tradição Milenar, segundo o Natavo Taki Cacique Pajé da Tribo Kariri Xoco, os seus ancestrais possuem esta cultura e religião, esta crença acompanha seu povo a milenios. Bastide (1945/2001) relata que os poderes associados à Jurema e que a distinguem das outras árvores são atribuídos pelos catimbozeiros ao fato de a Virgem, na fuga para o Egito, ter escondido o menino Jesus numa juremeira. A árvore "guarda" a Sagrada Família (Brandão & Rios, 2001) e, entre as mais importantes "falanges de espíritos" que a acompanham, incluem-se os caboclos do Rei Salomão (Carlini, 1993).

A jurema é um arvore que floresce no agreste e na caatinga nordestina. Da casca de seu tronco e de suas raízes faz-se uma bebida mágico sagrada que alimenta e dá força aos “ encantados do outro mundo” . Acredita-se também que é essa bebida que permite aos homens entrar em contato com o mundo espiritual e os seres que lá residem, mas o Catimbó existe sem que seja necessário fazer ou beber a Jurema, Catimbó não é Santo Daime. Tal arvore é símbolo e núcleo de várias práticas mágico-religiosas de origem ameríndia. De fato, entre os diversos povos indígenas que habitaram o Nordeste, se fazia e em alguns deles ainda se faz
o uso ritual desta bebida.

Este culto se difundiu dos sertões e agrestes nordestinos em direção às grandes cidades do litoral, onde elementos das ouras matrizes étnicas entraram em cena. Desse modo, o símbolo da árvore que liga o mundo terreno ao além, embora amarga (muito amarga...), dá sapiência aos que dela se alimentam, ganha novos significados, surgindo um mito com traços cristãos. Neste sentido a Jurema surge como a árvore que escondeu a “ sagrada família” dos soldados de Herodes, durante a fuga para o Egito, ganhando desde então suas propriedades mágico religiosas.

Catimbó é um conjunto de práticas religiosas brasileiras, oriundas de raiz indígena e com diversos elementos do catolocismo, dependendo do lugar onde é praticado, influências africanas também notáveis. O Catimbó baseia-se no culto em torno da planta Jurema.
Muitos praticantes minimizam a origem indígena e a influência africana devido ao preconceito que essas culturas sofrem por parte de algumas mentalidades; por esse motivo, tais praticantes sustentam que o Carimbó é somente calcado no cristianismo, o que é uma mentira em absoluto. A influência afro-ameríndia é notada em qualquer reunião de Catimbó no país.

Não há dúvida que o Catimbó é xamanista com muita práticas de pajelança, mas é baseado em Mestres, apesar de os Caboclos também participarem. O Catimbó não é muito diferente ou melhor que outros cultos, e não se pode dizer que suas entidades sejam de nível superior, pelo contrário são semelhantes.

O Catimbó é uma prática ritualista mágica com base na religião católica de onde busca os seus santos, óleos, água benta e outros objetos litúrgicos. É também uma prática espirita que trabalha com a incorporação de espíritos de ex-vivos (eguns ou egunguns) chamados Mestres e é através deles que se trabalha principalmente para cura, mas também para a solução de alguns problemas materiais (como a Umbanda) e amorosos, mas, é importante destacar que a prática da cura é a principal finalidade.

Não se encontra no Catimbó, nas suas práticas e liturgias os elementos das nações africanas de forma que classificar o Catimbós como uma seita afro-brasileira é um erro. Mestres não se subordinam a Orixá e fora o aspecto de que certamente ele é, também, praticado por Negros não existe outra relação direta com a religião africana.

Jurema é uma Cabocla, sendo igualmente uma entidade espiritual que trabalha na linha de Oxossi, é uma "cabocla", ou divindade evocada no Catimbó, cultos afro-brasileiros e mais recentemente na muito prestigiada e respeitada na Umbanda. Entidade Guia - Chefe da Linha de Oxossi.

Jurema trabalha na legião constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores e mais necessitados, utilizando o processo de passes-cura através das ervas e pontos riscados. Diante do componente negro a Jurema garante seu reconhecimento, como entidade (espírito, divindade, cabocla) autóctone, "dona da terra". A Jurema é absorvida pelos cultos afro-brasileiros, tendo surgido inclusive o "Candombles de Caboclo". 

O Catimbó da Jurema

A Jurema tem sua raiz na Pajelança, onde só os Mestres Juremeiros (Espíritos) baixam, são espíritos encantados dos Nativos (Indígenas), Caboclos descendentes de Índios com o Branco, e os Mamelucos (mistura de brancos com negros ou Nativos), todos trabalham em nome do Astral superior, trabalham para o bem, realizando benzessões e curas miraculosas.

Falar sobre a reconstrução da Jurema e Catimbó, é um pouco mais complicado. Jurema é uma coisa, e o Catimbó é outra, são coisas totalmente distintas, com o passar dos anos estas duas práticas se uniram, formando assim a Jurema Catimbó como é conhecida em todo o nosso Brasil, por que mesmo sendo diferente, elas tem linhas que se intercruzam, se afinam ou se completam, assim mestres sensiveis e decodificadores, conseguiram fazer uma boa sintese, convergência ou fusão. A Jurema Catimbó é uma religião que surgiu nas regiões das matas de Pernambuco, Recife, Olinda, Paraíba, Alagoas e Bahia, mas, o certo mesmo é que esse tipo de culto é mais forte e profundo, muito mais antigo na região da Amazonia. As crenças Indígenas se misturaram com os Kilombos e a pratica de Bruxaria Portuguesa e o Catolicismo na Jurema de Catimbó. Pesquisadores afirmam que esta tradição chega atingir 400 anos de Idade. Já na Jurema, a pratica é mais xamânica, original e tem a pureza indigena, com pitadas de cultos magisticos que se assemelham aos africanos, mas, é mais puro dos indios.

Influencias esotericas e magia na Umbanda


Quanto mais se investiga os cultos mediunicos como um todo, mais vemos como eles  se ligam ao mediunismo mais conhecido há milénios no Oriente! Ao observar os cultos de Catimbó da Jurema o qual a Igreja Católica proibiu por mais de 40 anos, nota-se claro uma mistura de pajelança com um jeito muito semelhante do mediunismo hindú. Os cultos amerindios tem muito mais haver com os povos milenares da Asia do que propriamente com a Africa. Assim também como a propria cultura africana tem sem sombra de duvidas ligaçãos bem antigas também com a Asia. 

Importantes arqueologos já disseram que o panteão africano em especial o Yorubá, tem muito de influencia da cultura grega, egipcia e de povos que sempre frequentaram a região da Nigeria e Benim. Essa historia de dizer que a Africa é o "berço da humanidade" pode atér ser verdade, mas, o berço da cultura humana, certamente é mesmo a Asia! Especialmente na cultura espiritualista, religiosa e magistica. E é assim com a astrologia e muitos outros sistemas que conhecemos hoje pra tentar contactar o sagrado.

O grande Mestre Pai Matta, captou muito bem por que seu Guia sábio e poderoso Pai Guiné sábia bem da mistura e origens ancestrais,  por isso ele imprimiu conceitos de cabala, de catimbó, de yorubá e até de hinduismo. Na verdade a Umbanda é brasileira, mas, ela descende de eras mais remotas, tem sem duvida raizes no  yorubá, no celta, no ínca, no maia, no hindú e no egipcio. E ainda no judaismo, no cristianismo antigo, no essênio, no Meji e em toda cultura que professa o mediunismo.

Perceba que até Kardec captou muito bem ao imprimir esses conceitos de carma vindos do hinduismo e budismo. Arqueologias e antropologias sérias sabem bem do misticismo dos nazarenos e por isso o grande preconceito dos farizeus contra os nazarenos! Por isso exclamaram: "de Nazaré vem alguma coisa que preste", ao se referirem ao Messias.

A influencia nazarena tem ligações com os essênios, estes ancestrais dos celtas antigos. Se olharmos bem todo conceito antigo yorubá, vamos vêr que toda sistematica tanto mitologica, quanto oracular, tem um sistema muito bem montado que leva em conta a magia, mas, também a ciência e a harmonia do cosmo como um todo! O yorubá só falha na medida de querer humanizar demais suas entidades, aliás, coisa que o Candomblé e Umbanda aprofundou ainda mais. Na verdade a Astrologia é um elemento que o grande Babalowô, Babalorixá e Yalorixá sensivel cheio de sabedoria não ignora, nem vai vê seus orixás apenas ligados aos ancestrais terrenos. O verdadeiro mago sabe bem que temos uma ascendencia cosmica mais profunda, mais estelar e que por isso os poderes do orixá vem de muito mais longe do que do espirito de um ancestral morto. Ao contrário do Candomblé que cultua mais a natureza, os magos antigos sabiam bem que o espaço deveria ser comtemplado muito mais do que apenas os elementos do Meio Ambiente em que vivemos.

A Umbanda imbecilmente mau divulgada por alguns reformistas despreparados, parece ser "contraria" aos ensinos de Mestre Da Matta, quando este insere varios elementos magisticos, esotericos, africanistas, catimbozeiros, juremeiros e de forma geral amerindios. Mas, é apenas  insensibilidade daqueles que estão desprerados pra captar o verdadeiro e valioso trabalho desse grande Mestre Yapanay. Da Matta captou bem ao tentar decodificar, se apoiando nos conceitos esotericos de Mestre Sant Yves e nas revelações de Pai Guiné, sendo que este poderoso guia foi o responsavel em interligar o esoterismo mais oriental aos conceitos africanistas e amerindios do Catimbó de Jurema.

Vê-se claramente nos cultos do Catimbó de Jurema que ao usarem todos aqueles alucinógenos de plantas, incluindo aqui a folha de Coca, que os mestres se deparam com visões de animais, simbolos geometricos, triangulos, imagens de animais e que prezam sempre a ligação com o sagrado por meio do meio ambiente. E por falar em meio ambiente, sabemos que assim age também o Budismo, o Hinduismo e outras culturas esotericas do Oriente. Pai Matta captou isso muito bem. Quem o critica critica erradamente, não existe essa historia de Umbanda Branca, Umbanda Kardecista, Umbanda Católica ou Umbanda de Mesa! Na verdade a Umbanda é plenamente esoterica, tem raizes no  yorubá, no banto, no Orumilá Ifá. Ela tem ligações com os cultos amerindios tão bem captado por Mestre Da Matta, tem ligação com o Candomblé; - desde que esse se adaptou as terras brasileiras, muitos pensaram que poderiam desligar este seguimento da Umbanda, mas, é tudo apenas conceito, adaptação e um como o outro tem a mesma ancestralidade.

O Orumilá Ifá  é um sistema  perfeito, os buzios são um sistema fantastico, o Oponelê é muito belo, assim como a Astrologia, a Numerologia, o Tarô, a Quiromancia e muitos outros sistemas, como a Cabala e o Iching, todos são sensacionais e só tem a contribuir em nossa busca. Aqueles que defendem uma Umbanda pura, não sabe que está amarrado a todo conceito distorcido do sincretismo, do preconceito e de muita superstição. Isso mesmo superstição! Pois, muito do que se prega  hoje em dia nos terreiros dinheiristas de todo Brasil, foi imprimido nos cultos de conceitos retirados de livros de bruxaria antiga, como os de São Cipriano e outros da Idade Média. Tem muita macumba sendo pregada porai que nada tem haver nem mesmo com Catimbó, Quimbanda ou Candomblé, na verdade muitos autores, maçons, bruxos e sensacionalistas, egocêntricos e manipuladores imprimiram muitos conceitos magisticos de bruxaria na Umbanda que conhecemos hoje. Abra sua mente, seu coração e seu espirito para evoluir e não fique preso  no sectarismo, retrogradação mental e nem no preconceito.

Axé a todos e que a luz dos Ancestrais Sagrados nos abençõe!

domingo, 15 de maio de 2011

O CATIMBÓ E SUA FORMA DE CULTUAR

A Jurema é uma árvore que floresce no agreste e na caatinga nordestina; da casca de seu tronco e de suas raízes se faz uma bebida mágico-sagrada que alimenta e dá força aos encantados do “outro-mundo”. É também essa bebida que permite aos homens entrar em contato com o mundo espiritual e os seres que lá residem.
O Catimbó, envolve como padrão a ingestão da bebida feita com partes da Jurema, o uso ritual do tabaco, o transe de
possessão por seres encantados, além da crença em um mundo espiritual onde as entidades residem.

Para seus adeptos, o mundo espiritual tem o nome de Juremá e é composto por reinados, cidades e aldeias. Nestes Reinos e Cidades residem os encantados: os Mestres e os Caboclos. “Cada aldeia tem três ‘mestres’. Doze aldeias fazem um Reino com 36 ‘mestres’. No reino há cidades, serras, florestas, rios. Quanto são os Reinos? Sete, segundo uns. Vajucá, Tigre, Candindé, Urubá, Juremal, Fundo do Mar, e Josafá. Ou cinco, ensinam outros. Vajucá, Juremal, Tanema, Urubá e Josafá”.

Troncos da planta são assentados em recipientes de barro e simbolizam as cidades dos principais mestres das casas. Estes troncos, juntamente com as princesas e príncipes, com imagens de santos católicos e de espíritos afro-ameríndios, maracas e cachimbos, constituirão as Mesas de Jurema. Chama-se Mesa o altar junto ao qual são consultados os espíritos e onde são oferecidas as obrigações que a eles se deva.

As princesas são vasilhas redondas de vidro ou de louça dentro das quais são preparadas a bebida sagrada e, em ocasiões especiais, onde são oferecidos alimentos ou bebidas aos encantados. Os príncipes são taças ou copos, que normalmente estão cheios com água e eventualmente com alguma bebida do agrado da entidade.
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