Total de visualizações de página

A pombagira

Meus livros de Magia Astrológica no link

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A Magia na Umbanda-Astrológica.


As palavras "magia", alquimia, transmutação, feitiçaria e correlatas, exercem um certo fascínio nas pessoas, acreditando, muitas vezes, que teriam o poder manipulando "poções mágicas", caldeirões, varinhas, encantos, etc., e que o seu uso numa determinada hora, numa determinada caverna, obteriam os resultados desejados.

Às vezes, "esquisotéricos" se orgulham ou são idolatrados por "produzirem chuva" e se acham grandes magos agentes dos deuses. Mas não entendem que transmutar energias para movimentar o ar, expandir o fogo, contrair a água e coerir a terra é fácil, pois são magias que se processam externamente, manipulando-se "coisas concretas" e de fácil acesso. Agora, difícil mesmo é realizar a magia "interior", onde você trabalha com as "coisas abstratas", procurando transmutar a ira em paciência, a leviandade em firmeza, o receio em esperança, à soberba em humildade, a luxúria em castidade, o arrebatamento em prudência e o egoísmo em generosidade.

Quando falo fácil, não digo aqui que qualquer um consiga, sabemos que isso requer técnicas, no entanto o que eu quero dizer é que a nível espiritual isso não tem valor algum. Isso só serve para satisfazer o ego.

Tem-se que compreender que, na maioria das vezes, os grandes conflitos e "demandas" são interiores, ou seja, nós mesmos criamos os emaranhados de situações que ficam se movimentando em nossos pensamentos, sentimentos e, por decorrência, nas nossas ações.

Num primeiro momento, considerando distâncias, tempo e templos, você poderá dentro da linha justa, concretizar o que busca, mas cabe o alerta da simplicidade: com os preceitos, ao invés de manipular as energias etérica, eólica, ígnea, hídrica e telúrica, terá condições de irradiar, mover, expandir, conduzir e coerir, na sua essência e forma e na busca do auto-conhecimento, a fortaleza, o respeito, o entendimento, a sabedoria, a pureza, o conselho e justiça, que traduzem os atributos de Orixalá (A Essência Divina): agindo através do Sol, Yemanjá (O poder oculto da palavra): agindo através da força da Lua, Yori (O poder do verbo): agindo através do planeta Mercúrio, Xangô (O poder do conhecimento): atuando através do poder de Júpiter num nível mais positivo e de Netuno num nível mais negativo ou passivo; Yorimá (O poder da palavra da lei): agindo através da energia astrológica de Saturno/Urano, Oxossi (O poder da vontade): agindo através da energia do planeta Vênus e Ogum (O poder do pensamento criador): agindo através de Marte pelo signo de Áries ou de Plutão num nível mais elevado pelo signo de Escorpião. Ao conseguir-se harmonizar-se com esses princípios e vibrações o ser humano tem um contato muito mais direto e perfeito com a Verdadeira Magia Hierárquica.

Antes, porém, esforçando-me em compreender a Umbanda em seu dogma, poderá parecer pretensão ou mesmo intransigência, visto não realizar ou mesmo não concordar com algumas práticas, que por deturpação, desinformação, ignorância ou mesmo dolo, alguns querem travesti-la de Umbanda. Sinto-me impelido a conduzir a voz à um punhado de Umbandistas, que em determinados momentos, devido a nossa natureza humana, ficam incomodados em ouvir acusações vãs e comentários agressivos, sobre determinadas práticas, que por não terem sustentação ou mesmo consistência, são impingidas ao Movimento Umbandista da atualidade.

Um grande erro existente em todas as religiões é um apego incondicional as tradições. Sabemos que as tradições são muito importantes e são os pilares de toda civilização humana. No entanto o que é necessário que se entenda é que tudo é mutável e dessa mutação depende a existência do universo. Ou seja, a existência da vida depende das mutações. E assim alguns ensinamentos que eram importantes a mil anos atrás pode não ser mais importantes na era atual.

É por isso que as Eras mudam; mudam-se os costumes; as crenças etc. todas essas mudanças são necessárias para que a vida se adapte as circunstâncias a ela impostas. Por isso eu não me incomodo com as criticas de umbandistas tradicionalistas os quais eu definiria melhor como retrógrados.

São necessários alguns esclarecimentos às práticas inerentes à Sagrada Corrente Astral de Umbanda, pois são chegados novos tempos, onde algumas só têm aceite em planos astrais, não muito iluminados. E, por estar comprometido em orientar àqueles, que não têm o necessário esclarecimento e estão "vagando" por "terreiros", alerto para evitarem sucumbir perante algumas hordas não muito nobres nem confiáveis. Assim: Não se praticam ações que fujam ao bom senso; Não se questionam as origens das pessoas, em quaisquer sentidos: filosófico, étnico, religioso, social, econômico, político...; Não se impressionam ou mesmo não se assustam as pessoas que por ventura não estejam dentro desta ótica; Não se estimulam ou mesmo não levam as pessoas às exposições constrangedoras ou mesmo ridículas, na realização de preceitos; Não se realizam preceitos em locais inadequados; Não se praticam quaisquer atividades que possam prejudicar as pessoas; E, não se agride o meio ambiente, pois temos de ser cônscios da necessidade de preservação dos sítios naturais (praias, cachoeiras, matas, rios, lagos e campinas, etc.), não só pelo fato de serem centros energéticos e sagrados, mas também absolutamente necessários à vida.

Em determinados momentos da vida, especialmente quando nos lançamos nos grandes desafios ou quando surgem obstáculos, por algum motivo muitos se acham sozinhos ou abandonados, ampliando aquilo que se interpõe à nossa frente, desestimulando transformar os nossos sonhos, quer sejam espiritual e materiais, em realizações.

Magia "é ação da vontade" mas precisa de sincronia.
Por motivos vários, sentimo-nos solitários, entretanto, o Criador, através da Confraria dos Espíritos Ancestrais, manifesta-se em nós, ou seja, a força está com você, ou melhor, está em você. Talvez, haja apenas a necessidade de realizarmos pequenos estímulos para que percebamos.

A magia é única, ela está no todo. A determinação da magia como sendo branca ou negra, boa ou má, dependerá única e exclusivamente do direcionamento dado por cada um (Vontade) e ainda dos elementos usados no ritual. A magia pode ser ritualizada ou íntima, e poderá ser encontrada no ar, no fogo, na água e na terra. Cabendo apenas a utilização inteligente, visando a sua aplicação adequada, em benefício próprio e de terceiros, buscando aquelas forças interiores, visto que ao fazermos algo para o bem, o "universo conspira a favor", pois trabalha a favor da ordem. Já se buscarmos fazer o mal “universo conspira contra”, pois trabalha a favor do caos.

Quando se pratica magia, deseja-se que sejamos envolvidos pelas energias das Vibrações Originais (Orixás), vibrações astrais (planetas) ou Vibrações espirituais (Guias, anjos e espíritos ancestrais), bem como se tenham reforçados os seus atributos e ações positivas e aliviadas as ações negativas. Por sua vez, quando se aborda a magia, temos de considerar que suas formas são interdependentes, ou seja, utilizamos os nossos recursos físicos e abstratos, conscientes e inconscientes de modo a aplicar nossas habilidades mentais, visuais, auditivas, olfativas, degustativas e de tato.

Bom, para não ficarmos no pleonasmo, pois magia pressupõe movimento, poderia denominá-la de ritual, ação, magia, encantamento... Denominemos esta magia, como sendo o exercício da transformação porque nos induz a uma atividade dinâmica para mudança, bem com a utilização de recursos físicos. Sabemos, pois, se realizarmos ações por motivos considerados justos, com certeza, os estímulos necessários e adequados ocorrerão. Dependendo é claro e exclusivamente da liberação das forças cósmicas governantes. Pois ao contrario do que muitos pensam o ser humano não pode fazer o quer quando bem entende sem obedecer a uma ordem universal.

Ter conhecimento sobre Magia, implica em se terem poderes pessoais de ação e reação no plano astral, com ou sem a participação de antagonistas, ou seja, entidades espirituais. Mas há quem tenha conhecimentos e não consiga movimenta-la por que não tem a outorga necessária. Enquanto outros são dotados de poderes espirituais, psíquicos e astrais, mas não tem conhecimentos necessários. E é por isso que muita deturpação e corrupção acontecem através da manipulação.

Por sua vez, alguns aspectos devem ser levados em consideração, visto que ao movimentarem-se "Forças Sutis", para uso próprio ou de terceiros, deve-se levar em consideração o que é passível de merecimento, positivo ou negativo. Ações deletérias podem até surtir efeitos, entretanto ficarão registradas em "nossos arquivos kármicos", para cobrança no presente ou no futuro, desta ou de outra vida.

Com votos de profunda paz nos seus pensamentos, irradiante alegria nos seus sentimentos e harmonia nas suas ações, com prosperidade, força e bênçãos dos orixás, desejo a todos muita iluminação através da busca.


Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

Os sistemas de Magia



- Pólvora:
muito utilizada nos Cultos Afro, ao incandescer ou explodir libera tremenda energia ígnea (do Elemento Fogo), podendo ser utilizada para curar, livrar de alguma influência maléfica, criar embaraços ou até mesmo matar, tudo em analogia completa ao Elemento Fogo, isto é, ao seu campo de ação. Recebe o nome de "Ponto-de-Fogo". Nas obras do autor N.A.Molina encontra-se
constante referência a ditas práticas, o mesmo ocorrendo nos livros de Antônio de Alva e Antônio Alves Teixeira Neto.
- Nome Mágico:
chamado também de Orukó, é o Nome Mágico que a pessoa adota após a Iniciação no Culto; também os Templos (Ilê) recebem um Orukó.
- Folhas Mágicas:
o Camdomblé e seus similares tem como grande fundamento o uso mágico, litúrgico e medicinal das ervas, folhas, frutos, raízes e outros elementos vegetais. Portanto, seria necessário um volume de centenas de páginas para abordar, de forma adequada, o assunto. De qualquer forma, selecionei algumas folhas e frutos especiais, devido às suas particularidades:

A) Folha de Pinhão Branco (Jatrofa Curcas) - usada para substituir o
sangue animal nas oferendas a Exu;
B) Folha de Acocô (Naelvia Boldos) - usada da mesma forma que a
anterior, inclusive sobre a cabeça das pessoas, quando falta o animal a ser
imolado para o Orixá;
C) Folha de Iroco (Clorophora Excelsa) - usada como substituto do
sangue animal nas oferendas, iniciações e assentamentos de Orixás;
D) Noz de Cola ou Obi (Sterculia Acuminata) - usada em todos os rituais
iniciáticos do Camdomblé, exceto no culto à Xangô, que recebe, ao invés
desta, o E) Orobô, Orogbo ou Falsa Noz de Cola (Garcínea Guinetóides).

Tendo-se em vista o que foi dito acima, poderemos tornar nosso Camdomblé mais moderno, utilizando as Essências de Flores e de Ervas (Essências Florais) como se utilizam as folhas, frutos, Flores, raízes, etc. E, também, substituindo muitos elementos por uma substância sua, dinamizada homeopaticamente. Creio que dinamizações de D-1 ou D-3 combinadas com dinamizações de 10MM seriam o mais adequado, unindo presença física e energética. E, para evitar o sacrifício animal ou a destruição de elementos naturais, pode-se preparar tais substâncias pelos meios radiestésico ou radiônico (ver a obra intitulada "MATERIALIZAÇÕES Radiestésicas", de autoria dos Irmãos Servranx, que trata do uso do Decágono para reproduzir
magicamente a energia de qualquer substância).

- Banhos Energéticos:
Abô ou Omieró (banho pronto e, em geral, putrefato) e Amací (banho fresco feito com ervas maceradas com água da chuva), são um dos mais ricos, complexos e deturpados (magicamente falando) aspectos dos Cultos Afro- Negros; os banhos devem ter apenas duas finalidades: Atração e Repulsão.

Conhecendo-se a natureza dos elementos a serem utilizados no banho, através do conhecimento das leis de analogia, pode-se preparar um banho dotado das características de Atração ou de Repulsão de qualquer tipo de energia. Só isso. Basta escolher qual (ou quais) o elemento da natureza adequado (água, ar, terra, fogo), impregná-lo (o banho) com o fluído Elétrico (para Repulsão) ou Magnético (para Atração), e está tudo pronto. De qualquer forma, a obra de Franz Bardon aborda o assunto com maestria.

- Defumação:
vale aqui o que foi dito relativamente aos Banhos. Podem atrair ou repulsar energias. - Assentamentos (de Orixás, Exus, Egums, Odus, etc.): chamadas em ioruba "Igbas" pu "Ibás", os Assentamentos são essencialmente uma construção de um corpo físico não-animado, para receber determinada energia. Cria-se um Elementar Artificial com corpo físico.

Assenta-se Orixás, Exus, Egums (Cascarões de desencarnados), Odus, além de outras Entidades cultuadas no Camdomblé - Ikú, a Morte; Yiá-Mi-Oxorongá, o pássaro negro que personifica todas as feiticeiras e suas energias, entre outras -.

Os elementos, vegetais (folhas, ervas, raízes, madeiras, folhas, cascas, frutos, nozes, caroços), minerais (águas, argilas, barros, terras, rochas, cristais, gemas, metais, areias, calcário), animais - insetos, répteis, mamíferos, aves, peixes, aracnídeos, batráquios, etc - (sangue, peles, chifres, garras, unhas, falanges de dedos, pêlos, olhos, dentes, prêsas, línguas, víscera, ossos, testículos, fluidos, cabeças, etc.) e humanos (sangue de aborto, sangue de acidentado, sangue de morto, feto, unhas, crânios, falanges de dedos, dentes, cérebros, línguas, fluidos corpóreos - até mesmo sêmen e fluidos vaginais -, cabelos, fezes, urina, sangue menstrual, placenta, testículos, víscera, tíbias, ossos diversos, corações, etc.), além de objetos variados (facas, lâminas, navalhas, pembas, giletes, cacos de vidro, ladrilhos, pó ou poeira de lugares variados, folhas de jornais e revistas, pedaços de veículos acidentados, bebidas variadas, condimentos, tinturas naturais, o pó produzido pelos cupins, etc.), são colocados num jarro, porrão, panela ou vaso, misturados com cimento e água, posteriormente assentados em camadas.

Daí, sacrificam-se os animais votivos sobre o assentamento, decora-se o mesmo com as insígnias ou os paramentos da Entidade, além de enfeitar os elementos de decoração com pedaços dos animais sacrificados - cabeça, asas, penas, patas, etc -, além de praticar-se atos litúrgicos diversos, incluindo orações, cânticos e louvações.

Tudo isso é muito forte, além de Energeticamente eficiente. Apenas creio que podemos realizar coisa melhor sem todo esse trabalho. Francis King descreve, em diversas obras suas, coisas interessantíssimas e de grande utilidade mágica, como "O Casamento dos Homens com Os Deuses" e o "The Homunculus"; Aleister Crowley no seu "MAGICK" dá os fundamentos do Mistério da Eucaristia, entre outras preciosidades; Franz Bardon no seu "Initiation Into Hermetics" versa sobre os mesmos Mistérios Eucarísticos, além da criação de Elementares e Elementais Artificiais, Animação Mágica de Figuras e Esculturas, além de muito, muito mais; Pascal Beverly Randolph no seu "Magia Sexualis" (em especial na edição espanhola) descreve também a Animação Mágica de Figuras (imagens, pinturas, fotografias, desenhos); Peter James Carroll nos seus "Liber Null & Psychonaut" e "Liber Kaos", descreve didaticamente outras práticas de muito interesse. Com esse material em mãos, o Mago tem condições plenas de criar seus próprios Assentamentos, sem ter de realizar práticas ou rituais primitivos, nem sacrificar animais ou trabalhar com materiais orgânicos perecíveis.

Construir um boneco, de material proveniente da natureza, com as próprias mãos (contando, é óbvio, com as ferramentas adequadas); dar forma humanóide ou de algum ser real ou mitológico; utilizar, para a escultura, argila, ou tabatinga, ou barro, ou madeira, ou pedra; anexam-se gemas, cristais, rochas e metais que possuam correspondência energética com a energia que desejamos obter do assentamento; todos os materiais utilizados deverão ser purificados com água mineral, sumo de ervas Energeticamente compatíveis, defumação com substâncias adequadas, além de eventuais desimpregnações por meio de gráficos emissores de Ondas-de-Forma; o interior do boneco deverá ser ôco, aonde deverá ser derramado um condensador líquido universal, o que permitirá a "Animação Mágica" da figura, fato este que dará à mesma movimento...(ver Initiation into Hermetics, de Franz Bardon); vasos com flores energeticamente compatíveis poderão ser mantidos próximos do assentamento, o que manterá energia viva perto de nossa criação; símbolos geomânticos ativos, gravados no boneco, ajudarão a definir e manter a energia definida e sob controle; a decoração externa ou acabamento do homúnculo é livre, devendo-se, porém, evitar materiais perecíveis, derivados ou extraidos de cadáveres de animais ou seres humanos, pois, caso contrário, o assentamento emitirá energias nocivas no ambiente; tomar muito cuidado com o formato do boneco, para que o mesmo não emita RADIAÇÕES nocivas - deveremos, durante a execução do corpo físico da entidade, verificar radiestésicamente, todo o tempo, a qualidade das EMISSÕES; utilizando-nos dos pêndulos cabalísticos para efetuar esse controle, nosso boneco deverá emanar "A Terra", "Sôpro de Vida", "Espírito" e "Shin", além de poder emanar (embora devamos ter cuidado com essa energia) "Magia"; quanto as EMANAÇÕES nefastas, que deveremos evitar a qualquer custo, estão "V-e" (Verde Negativo Elétrico), "Matar" (Vermelho Elétrico), "Necromancia", "Forças-do-Mal", "O Adversário", "Shin"
invertido, "Iavê" invertido, "Ilha-de-Páscoa", "A Terra" invertido, figuras geomânticas nefastas, entre outras coisas; seria muito bom que nossa criação emitisse, além das energias harmônicas, a energia-invertida das energias nefastas; se nossa figura destinar-se a causar influência em terceiros, provavelmente emitirá "Magia" - nesse caso, mantê-la longe de áreas de repouso, trabalho ou lazer, num local aonde somente tenhamos acesso quando quisermos realizar um ato mágico, e não um local aonde se realize outras atividades; isto é, no quarto ou escritório, nem pensar!; a entidade trabalhará somente para o Mago, portanto, só deverá emitir radiações benéficas; realizado o corpo físico da entidade, dirigir-se a ela como se a mesma tivesse vida, conversando com a mesma, afirmando e reafirmando nossos desejos e pedidos, sempre dentro do mesmo âmbito; poderemos realizar vários assentamentos, para ter paz e harmonia, para repelir a má-sorte e acidentes, para proteger contra inimigos e malfeitores, para evitar acidentes e enfermidades, para atrair amor e amizade, para obter conhecimento de planos ocultos ou pessoas distantes, para atrair a prosperidade e a riqueza, entre muitas outras coisas; para melhor definir a envergadura de poder de cada entidade, podemos tomar por base as casas astrológico-geomânticas, que contém em si a energia de uma Egrégora poderosa; tudo isso feito, mentalizar a existência de nosso boneco também no mundo da mente, criando uma Imagem Telemática idêntica em aparência e atribuições ao boneco; e, para terminar, tudo quanto existe deve ter um nome, motivo pelo qual nosso boneco deverá ter um nome, se possível análogo às suas quantidades e qualidades, escolhido ou montado com cuidados numerológicos, visando evitar, entre outras coisas, que a criatura se volte contra o criador... Tudo feito adequadamente, essa entidade artificial poderá, inclusive, ser invocada e evocada pelo seu criador. Agirá então, a entidade, como qualquer inteligência original. Obviamente, poderão ser criadas entidades artificiais para as mais diversas finalidades, mas, coisas nefastas atraem energias perigosas, e assim por diante. Bom senso faz bem.

Para os que preferem "assentar" Entidades não-antropomórficas, podemos utilizar um cristal de quartzo para "corpo" de nossa criação, uma vasilha de cristal translúcido como receptáculo (à lá Dr. Edward Bach). Areia no fundo, para firmar a base do cristal, condensador sólido sob o cristal, condensador líquido pincelado ou espargido sobre o cristal.

Pode-se utilizar de Essências Florais para enriquecer o condensador líquido; sigilo ou pantáculo consagrado são uma boa idéia para potencializar o conjunto. Um "Cofrinho Emissor de Raio PY" para colocar-se os "pedidos" à Entidade. Uma pirâmide, que mantenha todo o conjunto dentro de sua geometria, pode manter a energia num nível surpreendente. Substâncias homeopaticamente dinamizadas poderão tornar o Elementar poderoso e versátil.

Pode-se utilizar gráficos moduladores de ondas-de-forma para definir melhor a natureza e a envergadura da Entidade. Por outro lado, ao se querer cultuar os Orixás, pode-se realizar rituais simples como a queima de velas coloridas (compatíveis, é claro), ou até mesmo oferendas de ovos ou de rodelas de cebola, com uma vela acesa no centro da rodela de cebola. Só não se deve tentar "assentar" um Orixá, ou cultuar um assentamento, pois são coisas totalmente distintas e que não devem jamais ser misturadas. Por aí é que se vê que muita coisa que se faz no Camdomblé é cultuar Elementares, suponde se estar cultuando o próprio Orixá.

Para os desejosos em se aprofundar no assunto, ver a obra de Franz Bardon, "Initiation into Hermetics", e a obra de Peter James Carroll, "Liber Kaos". A indicação da utilização de materiais orgânicos perecíveis, freqüentemente encontrada nas instruções para a construção do GOLEM, não trará nenhuma vantagem ao Mago que deseje executar assentamentos de Energias Afro; há exceções, mas devem ser deixadas para quem sabe o que está fazendo.

Para terminar o assunto, evitando induzir alguém em erro, é conveniente lembrar que não devemos tratar um assentamento como se fosse um ídolo. O assentamento não pode ser louvado como uma imagem sacra num altar de Igreja. O assentamento é, na realidade, uma poderosa "Imagem Talismânica", criada para tornar mais efetiva a concentração quando da "chamada" (Invocação ou Evocação) da respectiva Entidade.
- Águas:
são utilizadas em praticamente todos os tipos de rituais, tendo especial importância devido a procedência (de poço, de chuva, de praia, de alto mar, de rio, de vala, de cachoeira, de lago, de açude, etc.). Seu uso é tanto interno quanto esterno.
- Pedras:
são importantes devido ao uso litúrgico, sendo o elemento principal da maioria dos assentamentos (são chamadas Otá ou Okutá). Nas pedras reside a força dos Orixás, e nelas devem concentrar-se o Culto, segundo a tradição religiosa. Pena não haverem utilizações mais amplas e práticas das pedras no Camdomblé, além da falta de conhecimento relativo às virtudes terapêuticas e mágicas das mesmas. De qualquer forma, há um Culto às Pedras, e isso é importante! E os cristais de quartzo são pedras!
- Metais:
diferentemente das pedras, os metais, no Camdomblé, tem papel coadjuvante apenas, tendo cada Entidade seus metais correspondentes, mas o conhecimento do assunto no meio é tão superficial que nada há para dizer.
- As receitas (inflexíveis e complexas): Peter James Carroll, brilhante autor e ocultista britânico, diz, em suas obras, que, se um ritual é tão complexo que precisamos escrevê-lo detalhadamente para não cometermos deslizes, esse ritual precisa, urgentemente, ser simplificado, de forma que caiba todo na cabeça! É exatamente assim que penso.

Os Ebós utilizados no Camdomblé são como receitas de bolo: detalhados até na quantidade de cada elemento! Claro está que a tradição tem seu lugar, mas esse lugar é no folclore ou na religião, não na Magia e no Hermetismo. Para elaborar as próprias "receitas mágicas" seja lá do que for, o Mago deve conhecer as leis de analogia, bastando decidir se deseja atrair uma Energia, repulsá-la, influenciar alguém (ou a si mesmo) com a Energia Elemental escolhida, ou tratar uma enfermidade pelos fluidos eletro-magnéticos. Para aprofundar-se no assunto, ver as obras de Franz Bardon.
Só para deixar claro, os tópicos para que um "trabalho" funcione são:
1) vontade do operador;
2) invocação ou evocação de alguma Entidade cuja envergadura e natureza
do poder permita realizar o que se deseja;
3) direcionamento da energia invocada, evocada ou criada.
- Divinação:
no Camdomblé, é feita utilizando-se da Geomancia. Há o Jogo da Alobaça (praticada com uma cebola cortada em quatro), o Jogo de Búzios (praticado com quatro ou dezesseis búzios da espécie "Ciprae Moneta" e seus semelhantes) e o Opelê-Ifá (praticado com o Opelê). Dividi-se essas práticas em divinações litúrgicas e profanas. O método Afro, apesar de rudimentar, é preciso e com ele obtem-se bons resultados. Só é necessário ater-se à interpretação da Geomancia Racional, descartando a interpretação clássica, por esta última ser insuficiente e inadequada, além de basear-se em parâmetros equivocados.
- Criação de Zumbis:
aviva-se um cadáver físico de alguém, cria-se um Elementar Artificial, colocando-se o mesmo "dentro" do cadáver, que então terá novamente vida, muito embora de forma distinta. Mas esse processo é trabalhoso, perigoso e de conseqüências imprevisíveis.
- Paramentos:
são as roupas e insígnias dos Orixás e outros, que mostram clara distinção dos Arquétipos aos quais se deseja vinculá-los.
- Armas:
vale aqui o que disse no item "paramentos".
- Fundamentos de Ifá:
são os fundamentos da Geomancia e da Magia Geomântica.
- Animais:
os Animais Sagrados são considerados Animais Votivos, e imolados em holocausto aos Orixás e Exus; uma deturpação do sentido verdadeiro tanto das correspondências das Entidades com os animais, quanto com relação a função dos sacrifícios animais.
- Plantas:
o mais importante item da cultura mágica Afro, pois as plantas são usadas em todos os rituais, da Iniciação aos funerais, da Magia à terapêutica. Há muito o que aprender sobre fitoterapia com o Camdomblé.
- Efó:
são os encantamentos recitados em Ioruba, que acompanham todos os rituais. Podem ser recitados ou cantados.
- Evocação, Louvação:
é o que se pratica quando se oferece algo (Ebó) à Entidade, pedindo sua proteção ou intervenção.
- Invocação:
é o que se chama "virar no santo" ou "bolar no santo". Consiste em "receber" a Energia do Orixá de forma passiva, deixando-se usar como instrumento da Entidade.
- Talismãs:
são os "fios de contas", "Axés" - breves -, alianças de cobre, pós mágicos dentro de saquinhos de tecido, entre outras coisas. A Magia Pantacular inesiste no Camdomblé.
- Mangaka:
é o bonequinho todo cravejado de pregos. Consiste simplesmente numa estátua animada magicamente, que contém, em seu interior, um condensador líquido. São cravejados nela inúmeros pregos. Quando se tira um prego, se condensa o desejo no mesmo, enfiando-se a seguir de volta no bonequinho. Assim, o Homúnculo agirá de acordo com a vontade do Mago. É originário do Congo, atual Zaire.
- Música, Ritmos e Cantos:
elementos de suma importância nos rituais Afro, aonde as emoções são expressadas livre e primitivamente, facilitando a atuação da Energia Evocada ou Invocada.
- Consagrações:
são práticas litúrgicas usadas sempre, em tudo. Os rituais em geral são simples, mas eficazes.
- Ebós com Animais:
são feitos com partes dos animais (intestinos, por exemplo), que recebem o testemunho da vítima, Condensadores Sólidos e/ou Líquidos, sendo posteriormente enterrados; aí, passado um tempo, o efeito se fará sentir por ação do Elemento Terra (por decomposição). Há alguns tipos de Ebós que utilizam animais vivos (sapo com a boca costurada, cabra, porco ou coelho com caranguejo vivo costurado dentro do ventre, lagartixa ou caranguejo enrolado em filó), aonde se colocam o testemunho da vítima junto com elementos que farão o animal sofrer lenta e terrível agonia; aí, o que ocorre, é que o animal (sempre) emite Ondas Biológicas (as Ondas utilizadas para diagnóstico e tratamento em Tele- Terapias, Radiestesia e Radiônica), emitindo-as, no caso, permeadas de dor e sofrimento terríveis.

Junta-se nessa emissão de Ondas Biológicas do animal a Energia também de Ondas Biológicas da vítima, através de seu testemunho (o Testemunho liga-se a seu "dono" por meio do Raio-Testemunho, o raio que liga a pessoa aos seus pedaços ou imagens). Atingido o alvo, é claro que o resultado será desastroso.
- Assentamentos de Odus:
assenta-se a Energia das Figuras Geomânticas, da mesma forma que se faz com as outras Energias. O principal problema que se enfrenta aqui é que as interpretações das figuras geomânticas dentro do Camdomblé (e seus similares) é sempre ambíguo, tendo sempre aspectos bons e ruins. Uma reformulação é necessária, para desmanchar esse verdadeiro labirinto.
Só uma dica: pode-se fazer a fixação da energia das figuras geomânticas por meio de um simples Pantáculo! Para que tanto trabalho? Sobre Pantáculos.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Elementos de Magia



















PEMBA


A pemba é objeto permanente aos ritos Africanos, mais antigos que se conhecem, fabricada com o pó extraído dos Montes Brancos Kimbanda e água que corre no Rio Divino U-Sil, é empregada em todos os Ritos e Cerimônias, festas, reuniões ou solenidades africanas.

Nas tribos de Umbanda, Bacongo e Congos, é usada a pemba sob todos os pretextos quando é declarada guerra, os chefes esfregam o corpo todo com a pemba para vencer os inimigos, por ocasião dos casamentos os noivos são pelos padrinhos esfregados com a pemba para que sejam felizes. O negociante esfrega um pouco de pemba nas mãos, em questões de amor então, bem grande é a influência da pemba, usando-a as jovens como se fosse o pó de arroz porque dizem, traz felicidade no amor e atrai aquele a quem se deseja.


Como é fabricada a pemba
É privilégio do sacerdote mais velho da tribo a direção dos trabalhos da fabricação da pemba, esta é feita por moças virgens em completo jejum presididas pelo sacerdote, que durante a fabricação não pode tomar alimento de espécie alguma nem beber água, apenas fumando o seu cachimbo, que é considerado sagrado.

Durante três dias e três noites e às vezes mais, é trabalhada a pemba, acompanhada por música de congo, as virgens cantam sem cessar preces à Virgem.

Pemba par que esta transmita todas as suas virtudes às que estão fabricando.

Depois de pronta a pemba é posta a secar sem que apanhe sol, guardada em um terreno por virgens e guardas indígenas que impedem que algum ladrão venha a se apoderar de algumas. Isto feito é a pemba guardada em vasilhas de palha para serem empregadas nas cerimônias.


VIRTUDES DA PEMBA

O pó da pemba espalhado na casa evita a entrada de maus inimigos, posto com um pouco de pó de arroz e aplicado ao rosto atrai simpatias, um signo de Salomão, feito com pemba, atrás da porta chama a felicidade, um pedido escrito com pemba quase sempre é atendido.

É, porém nas sessões de magia africana que predomina a pemba, os dignos e riscos traçados, etc, feitos pelos iniciados nas sessões tem propriedades tais que não pode descrer.

A pemba é um dos mais antigos talismãs que se conhece.


INCENSOS, DEFUMADORES E SUA RELAÇÃO COM O SAGRADO ATRAVÉS DA HISTÓRIA.
Há 4.000 anos, existia uma rota de comércio onde se cruzavam as culturas mais antigas do Mediterrâneo e África. E foi bem no meio desta rota que nasceu a maior civilização desta época: “O Egito”

A antiga civilização do Egito era devotada em direcionar os sentidos ao Divino. O uso das fragrâncias era muito restrito. As fragrâncias dos óleos eram usadas como perfumes, na medicina e para uso estético, e ainda, para a construção nos rituais. Isto confirma que no Egito se utilizava o incenso desde os tempos antigos.

Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram em terras distantes, incenso, sândalo, mirra e canela. Os faraós se orgulhavam em oferecer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas e perfumes de plantas, queimando milhares de caixas desses materiais preciosos.

Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos.

Sem dúvida o incenso egípcio mais famoso foi o kyphi, que se queimava durante as cerimônias religiosas para dormir, aliviar a ansiedade e iluminar os sonhos.

Os Sumérios ofereciam bagas de junipero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar.

Tudo indica que o junipero foi o incenso mais utilizado, eram usadas outras plantas também, madeira de cedro, pinho, cipreste, mirto, cálamo entre outras que eram oferecidas às divindades.


BANHOS
Duas coisas existem dentro do Ritual da Relação de Umbanda, de grande importância: são os banhos de ervas e os defumadores, em suas diversas formas, quer para médiuns iniciantes, quer para os que consideram iniciados ou desenvolvidos.

Desde as mais remotas épocas, os “banhos”, eram usados como veículo de purificação, e por este motivo, os hindus banhavam-se nas águas do rio Ganges, cumprindo religiosamente, parte de um ritual que consideram um ato sagrado.

Os “banhos” portanto, usados na Umbanda não são para supersticiosos de uma religião bárbara”, segundo o conceito de certos “espiritualistas” que não entendem ou simulam não entender do assunto.

Uso destes banhos, de grande importância, depende do conhecimento e uso das ervas ou raízes, nas suas diferentes qualidades e afinidades, que devem entrar na composição dos mesmos, não se podendo facilitar quanto a isto.

Outrossim, estas ervas que se rotulam como banhos de “descarga”, para “abrir caminho”, descarregar isto ou aquilo, são secas, já estando com suas células vitalizantes em estado de não precipitar ou agir com a precisão desejada em relação com a urgência do caso. Mesmo porque se as ervas secas são mais apropriadas aos defumadores e ainda porque, uma certa falta de critério, pode acarretar conseqüências a quem as adquirir, além disso, não nos consta que o fabricante destes “banhos” ou defumadores sejam iniciados na lei de Umbanda.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Seitas que iludem em nosso tempo



















Concebido por Lutero com a promessa de libertar o ser humano da intermediação dos padres católicos na comunicação com Deus, o protestantismo – pelo menos em sua versão mais nervosa e moderna no Brasil, encarnada pelos evangélicos - é que, paradoxalmente, atrai a presença física do fiel ao templo.

A maioria dos católicos, por outro lado, faz suas orações e agarra-se a crenças que dispensam a intermediação dos padres. Esse paradoxo se mantém pela constatação de que mais forte do que todas as religiões, mesmo a católica com seus milênios de tradição, é a religiosidade.

A crença e a prática religiosa passaram para a esfera do individual, hoje se quer ter bens materiais antes dos bens espirituais. Acreditar deixou de significar a adesão plena a alguma igreja concreta. Se acredita nas encenações de alguem que tem programa na TV, se considera um Pop Star, que mostra historias de pessoas que conseguiram um novo emprego, compraram uma casa nova e diz que a receita pra isso, é somente ler a Biblia, gritar o nome de Jesus e pagar o Dizimo.

A necessidade de encontrar um sentido para a vida e de tornar suportável a perspectiva da morte foi o que carregou a religiosidade por todas as sociedades humanas através dos séculos. Essa necessidade foi mais forte e onipresente num tempo em que os homens acreditavam que a vontade de entidades sobrenaturais controlava tudo - o regime de chuvas, as pestes, o humor do soberano. O verdadeiro sentido pleno do Religare era buscar ser divino. Hoje busca-se ser um humano feliz, é por isso que essa onda de que "Jesus me dá tudo" tornou-se uma febre, mesmo nada batendo com os ensinamentos dele! A ciência e a vida moderna cuidaram de esvaziar esse céu mágico. O mundo, como escreveu o francês Marcel Gauchet, desencantou-se. A religiosidade, no entanto, continua sendo na alma humana o mesmo lago plácido onde o homem busca repouso nas horas de sofrimento extremo. É pela posse da senha que dá acesso a essa região mental que as religiões lutam.

Isso poderia até ser visto como positivo se realmente tirasse o homem do fanatismo, intolerancia e preconceito religioso, mas, o que vemos é o contrario. O que se vê é o lema do Anticristo cada vez mais vivo "Dividir para governar". Então vemos porai o adepto dizendo: "Minha Igreja é mais santa, mais pura e melhor que a sua". E assim essas contendas vai provocando disequilbrios no carma e isso ecoa até as outras dimensõs trazendo consequencias gravissimas. Por que reflete-se na alma nos mais vulneraveis os jovens. Por isso a droga se espalha, o crime toma conta das ruas e o clima de medeo é cada vez maior. Pois onde Deus não encontra mais lugar, o narcotico tem toda liberdade pra entrar.

Mas, quando falo aqui de Deus, não falo de um Deus somente biblico, mas, de um Deus Criador que não tem dono e que quer apenas o nosso crescimento espiritual. Um Deus que não usa artificios, mas que tem que ser buscado, não pra nos trazer uma casa nova ou um carro, mas, pra nos manter vivos espiritualmente.

As contendas entre os cultos afro-brasileiros, tambem provoca disequilibrio, vemos que desde o continente africano a Guerra Civil assola milhares de vitimas, tudo isso, porque querem transformar Deus em "Meu Deus".

Vemos citações no livro de Isais e de outros Profetas alusõs a paz onde animais são representados como nações e onde o Senhor nos fala do Leão comendo junto com o carneirinho sem devora-lo. Esse sim um sinal de união, sem lutas nem disputas pelo poder. Vemos nesses trechos uma referencia ao Zodico, onde o nativo de qualquer signo, pode sim se dar bem com qualquer outro nativo e que todos ness Roda da Vida só estão aqui para buscar a evolução.

Uma coisa importante a se notar é que mesmo esses que professam a Biblia, seguem as Escrituras, pois, ela nos fala que não existe sacerdocio, que não seja moldado como os principios de Mesquisedek. E nenhuma dessas novas Igrejas da onda tem sacerdocio. Vimos que até mesmo a imagem do pastor apresentado por Cristo como ele mesmo disse: "Eu sou o Bom Pastor", tinha toda configuração dos sacerdotes antigos. Que tinham o poder de arrebanhar, mas, que tinha tambem a simbologia do sacerdocio. Pois assim comos os magos tinham o cajado, o pastor tinha tambem na mão a vara, para controlar o rebanho.

Os orixas tambem tem sua configuração sacerdotal, veja que Ogum tem sua simbologia de Guerreiro, com suas armas de luta contra o mal, que Oxossi é o cassador com seu arco e flexa na caçã pela evolução e manutenção da vida etc. E assim se segue com todas as linhas e todos os orixas.

Por isso aquele que se firma em ilusões, tambem se assemelha aos que fazem suas casas na areia. Isso porque devemos buscar nossos tesouros espirituais e não materiais. Outra coisa que não devemos esquecer é que Satanás é um mestre de ilusões. Ele em pessoa se apresentou a Cristo como anjo de luz, e nem sempre por falar em Deus uma pessoa está com Ele. "Nem todo que diz Senhor, Senhor entrará no Reino do Céu". O que nos confirma o ditado popular: 'Nem tudo que reluz é ouro".

Nas antigas iniciações como até mesmo a do proprio Cristo, vimos que ele cresceu pelo sofrimento, não pelo luxo e conforto de carrões importados, com um estilo de empresario europeu. Pelo contrario ele passou fome, sede, frio e medo. A nossa busca requer de nós sacrifios. Essa historia de um paraiso na Terra fica banito na TV, mas, a vida real é outra e a busca espiritual está sendo deixada de lado. Simplemente por gritar o nome do Senhor Jesus, pagar Dizimos ou ir a Igreja todo dia, pode até fazer bem a nosso ego, mas, nosso espirito requer muito mais de nós. Certa vez Tobias perguntou ao Anjo Rafael, o que precisava para salvar sua alma e ele respondeu: "Orar, Jejuar e dar esmolas". Isso confirmado por Jesus nos Evangelhos, quando ele separa os rebanhos, os bons dos maus, tocando num ponto crucial: Amor ao proximo e caridade.

E ainda nos lembremos das palavras de Jesus que nos disse que no fim dos tempos surgiriam Falsos Profetas, pregando e curando em nome do Salvador. Tudo um engodo e laços de Satanás. Porque a Reino dos Céus não se vende, não se empurra goela a baixo e não se coloca lado a lado com o dinheiro. Veja que até mesmo os povos primitivos, que não conheciam as Escrituras, nem a magia cerimonial tão estudada por nobres ja entendia isso. Nas aldeias o seu Pajé ou Sacerdote principal da comunidade sabia usar os conhecimentos com maestria, simplicidade e num estilo sacerdotal como os Grandes Magos do Astral Superior. É por isso que os Caboclos são de suma importancia no meio umbandistico.

Todo esse embrulho que vemos hoje que esse enorme crescimento das seitas são efeitos dos ajustes cosmicos, pois se na Era de Peixes viamos o ser buscar mais espiritualidade, hoje com as influencias ja sentidas pela Era de Aquario, vemos a humanidade mais visar o lado social, a busca pelo movimento material fazendo seu céu na terra, e lembremos que Urano é o regente dos anarquistas.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores