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A pombagira

Meus livros de Magia Astrológica no link

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O uso indiscriminado da Magia

Os deuses, demônios, devas, elementais, anjos enochianos, djinns, exús, emanações divinas, qlipoths e entidades astrais, que para muitos são amorais. O poder simplesmente está lá. COMO você vai utilizá-lo é que se torna responsabilidade dos magos. Tanto a magia branca quanto a magia negra trazem resultados, mas no final das contas, todos teremos de nos acertar com a Balança de Anúbis, ou balança Divina, e os preços devem ser pagos. Infelizmente, a maioria das pessoas tem esta idéia errada de que Karma significa “punição” ou “recompensa”. Isto vem de um sincretismo com as religiões judaico-cristãs. Karma significa apenas que cada ação traz uma reação de igual força. E que as pessoas são responsáveis por aquilo que fazem.

Na verdade o Karma é uma benção para alguém que teve à beira da perdição, mas, que por misericordia de Deus, recebeu novas chances! O certo mesmo é que funciona como um "crédito extra" para nós que ao longo da nossa trajetória na Terra insistimos tanto em pecar! E muita gente que nasce com um carma pezado, mas, que sabiamente vai colhendo conhecimeno ao longo do caminho, consegue se tornar abençoado e vencedor, enquanto outros nascem com todas as dadivas possivéis e por estulticia jogam tudo fora num piscar de olhos. Alguns porque caem nos laços das Trevas, se deixando levar por sua fraqueza espiritual e outros porque querem trilhar o caminho da desobediência e se envolver num percurso perigoso burramente!

E quanto a Magia e as entidades tidas como de Esquerda, eu já deixei aqui minha opinião, pois, não acho e nunca vou achar elas neutras, dominaveis e sem escolhas, como se nós e que tivessemos sempre o poder nas mãos! Na verdade isso só ocorre com entidades pouco evoluidas, sem outorga e que não tenha a cobertura de um bom comandante astral. Ou seja, entidades que por sua propria natureza já são descontraladas. Assim Exus Coroados, que trabalham por comando de um poderoso Orixá sabem bem seu papel como falangeiro ou chefe de legião. E assim não se presta aos caprichos de quem quer que seja, a não ser que seja da vontade liberada do Astral Superior. Já pensou se fosse da forma como todo mundo quer? Tudo seria uma bagunça um cáos total! E na verdade não é assim tudo tem controle, hierarquia e ordem.

Alguem só consegue invocar e evocar se tiver outorga, a ordem expressa do Astral Superior ou dons especiais! Pensa que não tem gente à todo mundo que loucamente invoca o Diabo? Tem sim! Mas, ele não se mostra, não aparece, porque até ele está embaixo da Ordem do Criador. O Diabo só se manifesta se for necessário, num tempo pré-determinado, ou se for vontade do Comandante dos Mundos!

A força de vontade humana é uma força real e muito poderosa. Ela é possível de ser disciplinada e produzir o que a uma primeira vista parecem resultados sobrenaturais. A força de vontade é direcionada pela imaginação, que é o domínio do lado direito do cérebro. O universo não é aleatório. “Tudo o que está em cima é igual ao que está embaixo”. Ele é constituído de padrões e conexões, como um fractal multidimensional de ações. Através das correspondências, do conhecimento dos padrões e da força de vontade, você será capaz de utilizar as forças arquetipais para seus próprios propósitos, sejam eles bons ou malignos.

Carl Jung disse que experiências espirituais são diferentes de experiências pessoais, sendo que a segunda estaria em um nível mais elevado. Isto acontece porque normalmente nem todos em um grupo possuem a concentração ou a dedicação necessária para elevar todo o grupo ao mesmo patamar de consciência (uma corrente é tão forte quanto o mais fraco de seus elos). ESTA é a razão pela qual as ordens secretas (especialmente as invisíveis, já que as discretas já estão sendo contaminadas faz um tempo pelo gado de avental) escolhem com tanto cuidado seus membros. Muita gente choraminga a respeito do porque as Ordens Iniciáticas serem tão fechadas, e do porquê este conhecimento ficar preso nas mãos de poucas pessoas, mas a verdade é que pessoas perturbadas ou cujo grau de consciência não esteja no mesmo nível do grupo acabarão agindo como sifões de energia ou criarão caos suficiente para estragar a egrégora das oficinas.

Muitas mulheres nascem com dom de mediunidade branca, para ser uma fadinha boa e pra fazer o bem. Mas cai em tentação, se deichando levar pelos pecados especialmente pela luxuria e passa a usar a magia constantemente. Isso vai transformando sua alma em viciada e perde o controle completamente. Muitas mulheres se transformam e bruxas inescrupulosas e o pior ainda vendem seus conhecimentos fazendo mal a muito mais pessoas. Mas depois pagarão caro por esses erros.

As pessoas que nascem com uma vida cheias de provas, mas que desenvolve a sabedoria e o bom senso, sempre agindo do lado do bem, pode ter uma vida melhor e mais compensadora do que quem nasce com um carma leve. Então transformara facilmente o Carma e um Dharma muito positivo.


Carlinhos Lima-Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

sábado, 19 de junho de 2010

O horário, as configurções e os orixás

Horários vibracionais Considerando que, os planetas são regidos por estas Vibrações, naturalmente em determinados períodos, as energias afins estão mais presentes, tornando ações mais ou menos eficazes e mais ou menos eficientes. Horas planetárias e as Vibrações ancestrais.

HORA FASE: Domingo, Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta e Sábado/ Lembrando no entanto, que são divilgadas pela Umbanda Esoterica uma tabela fixa, mas, pra nós da Umbanda Astrologica, não aceitamos regras fixas, pois, o universo está sempre em movimento, então em conformidade com as épocas do ano as tabelas mudam. É por isso que muita coisa dá errada, quando se baseiam apenas por tabelas fixas e não pelos movimentos cosmicos como um todo.

Dia: Domingo - Segunda - Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sabado

1 a. D: Oxalá - Yemanjá - Oxumaré - Iansã - Iroko - Logunedé - Obaluaê

2 a. D: Oxossi - Omulú - Oxalá - Obá - Ogum - Ibejís - Xangô

3 a. D: Ibejís - Iroko - Ossaim - Nanã - Oxalá - Yemanjá - Oxumare

4 a. D: Yemanjá - Oxumaré - Iansã - Xangô - Logunedé - Obaluaê - Oxaguiã

5 a. D: Omulú - Oxalá - Ewá - Oxumaré - Ibejís - Iroko - Oxossi

6 a. D: Xangô - Ossaim - Nanã - Oxalá - Yemanjá - Ogum - Iansã

7 a. D: Ogum - Iansã - Iroko - Logunedé- Obaluaê - Oxaguiã - Yemanjá

8 a.D: Oxalufã - Obá - Ogum - Oxum - Xangô - Oxossi - Omulú

9 a. D: Ossaim - Nanã - Oxaguiã - Ewá - Ogum - Iansã - Iroko

10 a.D: Iansã - Xangô - Logunedé - Obaluaê - Oxaguiã - Yemanjá - Ogum

11 a.D: Obá - Oxumaré - Oxum - Iroko - Oxossi - Omulú - Oxalufã

12 a.D: Nanã - Oxaguiã - Oxumare - Ogum - Iansã - Xangô - Ossaim

13 a.N: Iroko - Logunedé - Obaluaê - Oxaguiã - Obá - Oxumaré - Ibejís

14 a.N: Oxumaré - Oxum - Xangô - Oxossi - Omulú - Oxalufã - Obá

15 a.N: Oxaguiã - Ewá - Oxumaré - Iansã - Iroko - Ossaim - Nanã

16a. N:Logunedé - Obaluaê - Oxaguiã - Yemanjá - Ogum - Oxum - Xangô

17 a.N: Oxum - Iroko - Oxossi - Omulú - Oxalufã - Obá - Oxumaré

18 a.N: Ewá - Ogum - Ibejís - Xangô - Ossaim - Nanã - Oxalá

19 a.N: Obaluaê - Oxalufã - Yemanjá - Oxumaré - Oxum - Iroko - Logunedé

20a.N: Xangô - Oxossi - Omulú - Oxalufã- Ewá - Ogum - Oxum

21 a.N: Ogum - Ibejís -Iroko - Ossaim - Nanã - Oxalá - Ewá

22 a.N: Oxalufã- Yemanjá - Ogum - Oxum - Xangô - Logunedé- Obaluaê

23 a.N: Oxossi - Omulú - Orixalufã - Obá - Oxumaré - Ibejís - Iroko

24 a.N: Ibejís - Xangô - Ossaim - Nanã - Oxalá - Ewá - Ogum

Verifica-se no quadro acima, a interdependência das Vibrações, possibilitando identificar quais os horários mais apropriados para o exercício de práticas que dependem diretamente destas influências. Assim, cada dia e em determinada hora, os fluxos energéticos ocorrem com a potência necessária. Lembrando que Iroko, pertence a mesma linha de Xangô, chegando até a ser confundido em muitos terreiros e por muitos mediuns.

Analisemos o domingo... HORA FASE Domingo HORA FASE Domingo
1 a. D Orixalá 13 a. N Irokô
- 2 a.
D Oxossi 14 a. N Oxumaré
- 3 a.
D Ibejís 15 a. N Oxaguiã
4 a.
D Yemanjá 16 a. N Logun-edé
-
5 a. D Omulú 17 a. N Oxum
- 6 a.
D Xangô 18 a. N Ewá
7 a. D Ogum 19 a. N Obaluaê
- 8 a. D Oxalufã 20a. N Xangô
- 9 a.
D Ossaim 21 a. N Ogum
-10 a.
D Iansã 22 a. N Oxalufã
-11 a.
D Obá 23 a. N Oxossi
- 12 a. D Nanã 24 a. N Ybejis.
Lembrando que essa tabela se baseia nos estudos e conceitos de Mestre Da Matta e nas correlações fornecidas nas revelações de Mestre Saint Yves D'Alveydre, sendo tambem essa tabela de horários, baseada na Astrologia dos Caldeus, modificando-se então as regências, quanto em conformidade com a Astrologia Moderna.

A primeira hora diurna do domingo é regida (influenciada) pelo Sol, por onde se volitilizam os poderes de Orixalá e como a primeira hora diurna é a que dá o "tom geral" para o dia, portanto o dia de domingo é relativo a Oxalá. Para as atividades (preceitos, fixações, imantações, a Magia em si) em que são utilizadas as energias de Oxalá de um modo geral, poderão ser realizados nas doze horas diurnas.

Entretanto, caso se queira realizar um trabalho específico convocando ou utilizando as Energias coordenadas por qualquer Caboclo de vibração solar, ou seja da Vibração de Oxalá, podem ser utilizados os quatro horários desta Falange, quais sejam: a 1ªª hora diurna e a 15ª e 22ª horas noturnas. Mas se a necessidade recair sobre a Falange dos Caboclos da Falange de Ogum, identificam-se as horas de Ogum neste dia, no caso a 7ª hora diurna e a 14ª e a 21ª horas noturnas, posto que o Caboclo Guaracy é o coordenador ou intermediário das energias da Vibração de Orixalá para a Vibração de Ogum. Da mesma forma, caso queira utilizar as energias intermediadas dos orixás menores que se intercruzam energeticamente, poderão ser utilizados estes mesmos horários em seu orixá de intercruzmento, ou seja, o Ogum que se cruza com Oxalá, poderá usar os mesmos orarios de Orixalá.

Uma observação se faz necessária, verificando-se as horas diurnas, do nascente ao poente do Sol, e as horas noturnas, no seu sentido oposto, pois as horas diurnas são relativas ao Consciente e as horas noturnas são relativas ao Inconsciente, que respectivamente correspondem à Vibração Original na "paralela ativa" (Crianças, Caboclos e Pais Velhos) e na "parelela passiva" (Exus Guardiões). Tambem, temos que ficar atentos sobre a fase da Lua, pois ela reforça ou enfraquece certas atuações. Por exemplo: Numa Lua Nova, temos uma fusão de atuação energetica entre Oxalá e Iemanja, com a atuação especifica de Ogum. Assim para magias construtivas usaremos o dia, para magias destrutivas a noite. Como tambem, poderemos ver que cai melhor numa hora de Ogum num dia de Yemanjá.

Outra coisa que eu observo em Umbanda-Astrologica, é que tudo e´mutavel, por isso muda-se essas configuraçoes, quando partimos para datas, por isso é necessario muitos cauculos. Porque ai estavamos falando dos dias semanais. Ou seja, temos que vêr quais astros nascem naquele momento, quais configurações ou aspectos são formados e em que signo os astros, como tambem o Sol a Lua e o Ascendente estão posicionados. Além do mais essa tabela é fixa, tendo que ser ajustada em conformidade com o mês em questão.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

A Linha do Destino é o Acaso.



Existe uma linha tênue entre o destino e a coincidência. Existem caminhos pré-determinados, onde temos que passar por estações e estar em determinados lugares, num determinado tempo, para fazermos uma escolha, a qual marcara o resto de nossas vidas. Muitos de nós nasce com missão de cumprir um unico ato em toda nossa vida ou de modificar apenas alguma coisa em nossa natureza para aperfeiçoamento de nossa alma.

Assim muitas pessoas se casam e se separam porque nascerma para viver apenas uma fase ou porque não souberam cumprir seu carma e por falta de afinidade e equilibrio nas escolhas são obrigados a se separarem. Tem ainda aquelas pessoas que se separam por influencias externas, porque elas não tem firmeza espiritual e deixa o amor dar lugar a outros interesses como ambição, luxuria e adulterio. Por isso temos que tentar entender nossa espiritualidade e quais as indicações de nossos caminhos, pre-destinados pelos Ancestrais da Hierarquia comandada pelo Criador.

E assim não existe advinhação, mas quando os pontos cosmicos se cruzam ou se harmonizam e é nesse momento que o poder dos oraculos conseguem penetrar as barreiras do tempo e por muitas vezes trazem luz a nossos questionamentos. Os oraculos trabalham com o acaso. Este acaso atua como um portal que as vezes se abre em milesimos, outras vezes dura um tempo muito grande. Ao jogar o Ifá, o Tarô, ou ler um mapa de Astrologia, é muito importante a sensibilidade, sensitividade e intuição do medium e estudioso dos oraculos. Isso porque só o estudo dos simbolos não é capaz de captar a mensagem que muitas vezes é passada em formas de energia. Essa energia codificada é decodificada, pelo estudioso preparada, usando sim os simbolos, mas, achando o complemento, com sua sensibilidade.

CARLINHOS LIMA - ASTROLOGO E PESQUISADOR

terça-feira, 15 de junho de 2010

A Beleza da Cartomancia

A origem da cartomancia é incerta. Só há um consenso entre os estudiosos do assunto: as civilizações mais antigas da humanidade já usavam as cartas e seus equivalentes da época tanto como diversão lúdica quanto para vislumbrar o passado, o presente e o futuro dos consulentes. Indícios de cartas são encontrados no Egito, no Extremo Oriente e na Índia, mas a maioria dos pesquisadores considera mais plausível que as cartas que conhecemos tenham se originado no Egito. As mais antigas pistas da existência de baralhos de cartas na Europa remontam ao século XI, mas só 200 anos depois elas começaram a ser citadas de maneira mais consistente. A princípio elas se disseminaram entre a nobreza e o clero, para só posteriormente atingir as classes mais baixas. Naquela época a maioria dos relatos que se referiam às cartas era para proibir seu uso.


As Relações das Cartas

Um baralho comum é composto de 52 cartas -- 40 referentes a números de um (ás) até dez e 12 referentes a figuras (rei, dama e valete). Elas estão divididas em quatro naipes -- ouros, paus, copas e espadas, cada um com 13 cartas. Tais números permitem associações simbólicas dos mais variados tipos.

Dias, semanas, estações e anos - As 52 cartas são relacionadas às 52 semanas do ano, e os quatro naipes, às quatro estações:

Ouros: Primavera

Paus: Verão

Copas: Outono

Espadas: Inverno Alguns estudiosos do tema consideram que os quatro naipes também podem ser associados aos períodos de um dia ou de uma vida, sendo atribuída a cada um deles a regência de ¼ dessas extensões do tempo. O ás de cada naipe rege a primeira semana da estação do ano a ela relacionada. O rei tem a segunda semana sob sua influência, seguida pela dama, que rege a terceira. As regências se sucedem na ordem decrescente, até o dois, que domina a última semana da estação.

Elementos - Os naipes representam os quatro elementos da natureza e os signos zodiacais a eles relacionados. Ouros, por exemplo, estão ligados ao ar (signos de Gêmeos, Libra e Aquário); Paus, ao fogo (Áries, Leão e Sagitário); Copas, à água (Câncer, Escorpião e Peixes); Espadas, à terra (Touro, Virgem e Capricórnio). Também estão associados à classificação estabelecida por filósofos a Antiguidade quanto à natureza humana: colérico, sanguíneo, fleumático e melancólico (hoje em dia, respectivamente, inteligência, intuição, compaixão e depressão).

Dualidade - cartas vermelhas e pretas - As cartas vermelhas são geralmente associadas às características femininas, passivas, yin; as pretas relacionam-se, em geral, às características, masculinas, ativas, yang.

O número 12 - As 12 cartas contendo figuras são ligadas aos 12 seguidores encontrados em religiões e mitologias ao redor do mundo (os 12 apóstolos, os 12 deuses do Olimpo).

O número 13 - As 13 cartas de cada naipe representam os 13 meses lunares do ano, as 13 semanas de cada estação e os 12 meses anuais adicionados à unidade do ano.

A tríade - As três figuras -- rei, dama e valete -- são associadas simbolicamente às trindades existentes em várias religiões, como a egípcia (Osíris, Isis e Hórus) e a céltica (Belinis, Taranis e Hesus).

Quarenta - As 40 cartas numeradas do baralho remetem-nos a numerosas passagens da Bíblia. Moisés liderou seu povo numa viagem de 40 anos até a Terra Prometida e passou 40 dias no monte Sinai; Elias isolou-se por 40 dias, mesmo período que Jesus usou perambulando pelo deserto. Cristo pregou ao longo de 40 meses e também permaneceu 40 horas na tumba, antes de ressucitar. Além disso, 40 semanas são, normalmente, o período de gestação da mulher até dar à luz ao bebê. A princípio, pode parecer que as cartas do baralho comum são apenas uma versão mais pobre do tarô, de onde seriam eliminados todos os arcanos maiores e os cavaleiros. O estudos atuais, porém, levam a uma conclusão diferente: trata-se de dois produtos com identidades próprias. Não é necessário, por exemplo, jogar o tarô com os arcanos menores - o simbolismo dos arcanos maiores já fornece respostas suficientemente completas, e nesse caso as demais cartas servem apenas para enfatizar certos significas. O baralho comum, por sua vez, é fundamentalmente lúdico ao trabalhar com seqüências de números e séries de naipes. Além disso, há várias características simbólicas ligadas às quantidades numéricas expressas pelo baralho comum - 52 cartas divididas em quatro naipes, com 13 cartas cada uma, etc. Por tais razões, imagina-se que os arcanos maiores teriam sido acoplados às cartas do baralho comum (às quais se adicionaram mais quatro lâminas), por volta dos séculos XIV e XV, como forma de disfarçar seu flagrante conteúdo simbólico e divinatório das garras da Inquisição.


A preparação para a leitura

A consulta a qualquer oráculo requer alguns cuidados especiais. Toda leitura deve se realizar em ambiente tranqüilo, reconfortante e que transmita ao consulente a mais absoluta confiança. É aconselhado o uso de incenso para "limpar" o ambiente. Quando se faz uso de um oráculo, o que buscamos são meios de estabelecer contato com nossa porção inconsciente, que na verdade possui as respostas a todas as nossas dúvidas.

A escolha do baralho

Todos os estudiosos são unânimes em afirmar que o baralho utilizado na cartomancia deve ser empregado exclusivamente com essa finalidade. Convém que seja um jogo novo e que também seja manuseado apenas pelo cartomante e por seus consulentes; não deve ser emprestado, pois, assim como deixamos nas cartas nossas impressões digitais, também as deixamos marcadas com nossas "impressões psíquicas". O baralho usado com fins divinatórios deve ser guardado num lugar fixo, preferencialmente uma gaveta ou prateleira escura, envolvido num pano ritual (que serve de toalha para as leituras) ou numa bolsa de pano cosida à mão. Esses "campos magnéticos" mantêm a sabedoria das cartas revelada a cada leitura. Alguns estudiosos recomendam a confecção de uma caixa de madeira com a finalidade exclusiva de servir de estojo ao baralho divinatório. Antes de usar um baralho pela primeira vez, convém que o consultor embaralhe-o e corte-o por diversas vezes para "despertá-lo". Quanto mais intimidade houver entre o cartomante e as cartas, melhor estas responderão a suas perguntas. Todas as vezes que empreender uma leitura, o consultor deverá embaralhar as cartas para dissipar qualquer influência energética da leitura anterior.
O Simbolismo das Cartas

Cada uma das 52 cartas que compõem o baralho comum possui um significado peculiar, embora familiarizado com as demais cartas do naipe em que se insere. Essas características individuais fornecem ao cartomante, ou consultor, ferramentas aptas a atendê-lo em qualquer circunstância, desde perguntas que envolvam um panorama geral da situação vivida pelo consulente até questões bastante específicas. As figuras são, no total, 12 - rei, dama e valete, que se repetem nos quatro naipes - e representam pessoas e certas qualidades; As 40 cartas numeradas - ás a 10, nos quatro naipes - ligam-se a situações ou estados particulares. Todas essas cartas, encabeçadas pelos naipes - ouros (primavera), paus (verão), copas (outono) e paus (inverno) são explicadas segundo três subdivisões: o simbolismo numérico (ou da figura), o prático e o psicológico. A disposição das lâminas nesta apresentação se inicia pelo ás (aqui considerado a última carta, embora também possa ser visto como a primeira), passa pelas figuras (rei, dama e valete) e segue decrescendo de 10 a 2. Toda a semana a Planeta na Web apresentará um método de tiragem e interpretação de jogos e o simbolismo de um grupo de lâminas.


Escolha das Cartas

O baralho é sempre oferecido para o consulente, que embaralha as cartas novamente, coloca-as no centro da mesa e corta-as três vezes, preferencialmente com a mão esquerda (alguns estudiosos fazem essa recomendação porque a mão esquerda estaria ligada ao hemisfério direito do cérebro, mais intuitivo, além de ser o lado esquerdo considerado o lado "do coração"). O consultor recolhe-as num único maço e as dispõe em leque, com as figuras voltadas para baixo. O consulente vai retirando as cartas que escolhe e colocando-as uma sobre a outra, com os desenhos voltados para baixo, em número suficiente para responder às suas questões. Em seguida, entrega ao cartomante as restantes, que são postas de lado e, por fim, o maço com as cartas escolhidas (pode-se também usar o baralho todo). O cartomante procede então à leitura, puxando as cartas estritamente pela ordem que foram escolhidas pelo consulente, ou seja, a última carta do maço (com a face voltada para baixo) e suas subseqüentes responderão à primeira pergunta, depois à segunda e assim por diante (para cada questão será usado um determinado número de cartas, de acordo com o método de leitura escolhido pelo cartomante).
Para eleger a carta que representará o consulente, podemos nos valer das seguintes características: o rei simboliza o homem maduro; a dama, a mulher de qualquer idade; o valete o homem jovem. Para leituras gerais, baseando-se apenas no aspecto físico do consulente, as cartas de ouros representam pessoas bem claras, com cabelos loiro-claros, olhos azuis ou verdes, tipos nórdicos; o naipe de copas revela pessoas claras, mas cabelos castanho-claros ou avermelhados, olhos azuis, cinza ou castanho-claros; também as pessoas roliças ou muito apegadas à família são típicas desse naipe. As cartas de paus representam pessoas de cabelos castanho-escuros, olhos castanhos e pele bronzeada; as de espadas representam as pessoas de pele bem escura, com cabelos e olhos negros.

Em se tratando de assuntos específicos, o simbolismo dos naipes pode mudar um pouco. O naipe de ouros se relaciona ao trabalho, à carreira, às promoções, às ambições, propriedades e atividades artísticas como a representação, a escrita e a pintura. São exemplos desse naipe as pessoas práticas, os executivos, todos os que exercem atividade intelectual, os atores, escritores e pintores. O naipe de copas se refere a problemas emocionais, assuntos amorosos e relativos ao casamento; pessoas preocupadas com a família e os que "pensam" com o coração são típicos de copas. As figuras de paus se referem a questões financeiras, dívidas, falências, problemas com os negócios; simbolizam os banqueiros/bancários, todos aqueles que lidam com dinheiro ou que estejam em dificuldades financeiras. O naipe de espadas representa os desesperançados, com problemas que julgam insolúveis, seja uma doença, uma questão judicial, uma desilusão amorosa; os juízes, advogados e pessoas que exercem autoridade também são representados por esse naipe.

Na análise do caráter de uma pessoa, o naipe de ouros representa as pessoas positivas, inteligentes, extrovertidas e de boas idéias; o de copas, os emotivos, sensíveis, introvertidos e compassivos; o de paus, os determinados, ambiciosos, que gostam de ser reconhecidos; os de espadas, os pessimistas e deprimidos. Vejamos na prática como isso funciona: se o consulente o procura para uma leitura geral, o primeiro aspecto a ser observado pelo consultor é o físico, já que ele não dispõe de outras informações adicionais. Se o consulente tem cabelos e olhos castanhos, tipo robusto e idade madura, pode ser identificado com o rei de copas. Mas se a mesma pessoa identifica de pronto ao cartomante que vem buscar na leitura o alívio para uma questão de falência que o está preocupando, a carta a ser sacada por este deve ser o rei de paus, e não o de copas. Da mesma maneira, uma mulher loiríssima e de olhos azuis, pele clara, pode ser representada pela dama de copas se apresenta um problema amoroso, e não pela dama de ouros.

A carta que representa o consulente pode ser depositada sobre a mesa apenas para "integrá-lo" ao restante do baralho ou, depois de eleita, ser colocada pelo próprio consulente num lugar aleatório do maço que ele mesmo formou, escolhendo uma a uma as cartas, conforme descrito anteriormente. Neste último caso, ele vai aparecer em resposta a uma das questões que serão formuladas ao consultor, o que deve ser observado com muita atenção por ambos para posterior reflexão.
Métodos de Consulta

Na cartomancia, assim como em outras artes divinatórias, há vários métodos de tiragem das cartas. Apresentaremos aqui métodos a partir do sistema inglês que utiliza as 52 cartas do baralho. Há também o sistema denominado continental, que usa apenas 32.


A Cruz Mística

[Photo] O cartomante elege a carta da figura pessoal, conforme explicado na preparação. Em seguida, procede-se ao embaralhamento e corte; o consultor recolhe as cartas e as dispõem em leque, com as figuras voltadas para baixo. O consulente passa a escolher 12 cartas, que vão sendo postas com a face desenhada para baixo, de modo que a primeira escolhida é a última do maço que se forma. Aleatoriamente ou por livre escolha, em qualquer posição que queira, o consulente encaixa no maço a carta da figura pessoal. O consultor toma as 13 cartas escolhidas e as dispõe em forma de cruz, conforme a figura 1 , a partir da primeira escolhida. A linha vertical representa a situação atual; a horizontal, os fatos que influenciarão essa situação, o futuro. Se a carta da figura pessoal estiver na vertical, os fatos têm mais poder sobre a situação do que a vontade do consulente; se estiver na horizontal, este é capaz de dominar a situação, independente do que venha a ocorrer. Se estiver no centro da cruz, é certeza da melhor solução, segundo o desejo do consulente.

Em seguida, se interpreta a carta do centro (se essa não for a da figura pessoal), que representa o que há de mais importante em relação ao problema proposto. Depois, a cartas da linha vertical são interpretadas individualmente, da primeira à sétima, e seus significados relacionados de modo a esboçar um panorama geral da situação presente. Por fim, interpretam-se as cartas da linha horizontal, analisando-as como as influências que poderão, no futuro, alterar a situação presente.


As Chaves Ocultas

O CURINGA

Embora seja usualmente considerado uma carta "extra", sem valor pré-definido, o curinga tem um simbolismo divinatório todo próprio. Por isso, se ele está presente no baralho utilizado para a leitura e for selecionado, deve também ser interpretado. Veja suas características: Simbolismo da figura - Tradicionalmente é associado ao zero, signo que abrange os extremos - o tudo e o nada, a alegria e a dor, a sabedoria e a loucura. Com freqüência é representado como um bobo da corte, encarregado de divertir o rei. Um bobo da corte não é obrigatoriamente um tolo ou louco, o que associa inevitavelmente essa imagem ao disfarce, ao inesperado, às intenções veladas e por isso mesmo surpreendentes.

Simbolismo prático - Significa um potencial latente que cada um de nós possui, e que pode ou não se manifestar ao longo de nossas vidas. Pode parecer a princípio um sinal de ingenuidade, candura ou até mesmo pura palhaçada, mas as surpresas são uma qualidade inerente a esta carta. É uma espécie de "toque de varinha de condão": do dia para a noite, dinamiza enormemente as áreas por onde passa, proporcionando novas perspectivas sobre elas e revigorando os setores que se encontram em baixa; tudo isso possibilita ao indivíduo pensar e agir com muito mais liberdade e descontração. As questões práticas e financeiras são favorecidas por uma ilimitada reserva de energia, que as impulsiona no rumo mais propício. O lado intelectual e acadêmico é brindado com um sortimento extra de brilho e originalidade. Um fato inesperado traz novas luzes às relações no terreno emocional; amizades provavelmente surgirão de repente. Os problemas de saúde podem ter recuperação bem mais rápida do que a esperada. Acontecimentos inesperados e ilógicos, eventualmente cômicos, não devem ser descartados nesse período. Existe a possibilidade, também, de que em certas circunstâncias esta carta simbolize um desperdício da inesgotável energia a ela relacionada.

Simbolismo psicológico - Trata-se de um outsider, uma pessoa com rasgos de genialidade que se defronta com um paradoxo: Não gosta da sociedade e deseja transformá-la, mas nada pode fazer sem antes fazer parte dela. A surpresa, porém, é a sua tônica, e dele tudo pode se esperar - inclusive algo inesperado para si próprio... Quero alertar no entanto que é de suma importancia que o cartomante escolha o metodo com o qual ele mais se adapta e compreenda. Além do mais muitas das cartas são vistas com outras caracterisicas e descrições simbolicaas quando vistas na visão de uma outra filosofia. Seja qual for o metodo escolhido, o importante é estudar, pesquisar e meditar profundamente.

Carlinhos Lima - Astarologo, Tarologo e Pesquisador

As influências de Exu

O HOMEM DE EXÚ
Exu, o Orixá do sexo, da procriação e da fertilidade, faz de seus filhos homens com enorme poder de sedução. Afinal, cabe a ele o papel de dar continuidade à espécie. Mas justamente por ser extremamente sensual , e também por ser versátil, será capaz de agir dessa forma com várias pessoas ao mesmo tempo. Há tambem um grande risco, tanto para os que são filhos deste orixá, e que obviamente, precisam ser firmados com um outro orixá, (geralmente Ogum), como tambem para os que adotam essa entidade como sendo dona de sua cabeça. O risco de confusão, de abrir demais o inconsciente e perder sua propria personalidade. Assim que tá dominado, ou é dominado por essa entidade, mente muito não só para os outros, mas, pra si proprio.

E assim ele mente, em especial em matéria de amor, jogos, interesses pelo poder, finanças e sexo! Ele quer sempre levar vantagens e é ai onde se enrosca porque vai perdendo os limites. E é dessa majedoura cosmica que vão nascendo as prostitutas, cafetões, exploradores, estupradores, maniacos sexuais, ninfomaniacos, viciados, traficantes, matadores e os mais variados, desregrados e sem limites da sociedade. Mas, nem sempre trabalhar com exu em sua forma masculina ou feminina é ruim. Como já diz o ditado muito conhecido no meio médico o que diferencia o remédio do veneno é a dose. E essa diferença é muito bem captada e seguida pelo verdadeiro mago, iniciado ou medium iluminado. Que acima de tudo sabe dos seus limites e que tem que usar prudência sempre que for necessária.

O mais interessante de tudo é que esses que vivem sob a regência de Exu dificilmente se afasta definitivamente das mulheres com quem manteve vínculos amorosos e sexuais. Por esta razão, não é difícil reconquistá-lo, principalmente se ele se deu bem sexualmente com essa parceira interessada em tê-lo de volta.

A MULHER DE EXÚ

Assim como o homem de Exú, a mulher é dotada de muita sensualidade. Mas esta é uma característica que ela não deixa transparecer com facilidade. Pelo contrário, tentará escondê-la atrás de uma imagem bastante reservada. A diferença entre cada uma vai de uma configuração geral que todo seu horoscopo, odús ou carma é tutor. Uma filha de Pombagira por exemplo, nem sempre será vulgar, chegada a vícios, a se prostituir ou a manter relacionamentos bigamos. Na verdade dependerá da Linha a que ela pertence. O certo é que na grande maioria dos casos, todas adorarão sexo, mas, conforme o orixá que pertença e forme o Odú, ela vai demonstrar e seguir esse interesse de forma propria, totalmente particular. Uma mulher filha de um Exu de àgua será sempre mais sensual, melosa, romantica, apegada e doce do que uma filha de um Exu de ar, e assim por diante.

Poderá tambem uma filha de Exu de terra, esconder sua sensualidade durante toda vida se não se sentir segura com seu companheiro. E segurança emocional para uma filha de Exú significa encontrar um homem que desenvolva com ela uma grande cumplicidade. Aí sim ela se soltará e se mostrará como realmente é: extremamente sensual. Só que para revelar-se plenamente deverá ser conduzida, porque a filha de Exú costuma ser passiva nas artes do amor.

No entanto volto a frisar mais uma vez a descendencia cosmica desse ser, isso porque há as que gostam de parceiros submissos e outras de ser submissas. E isso é revelado pela vibração a que elas pertencem.

Exú ou Esú (em Yorubá) é a divindade da fertilidade, ("Crescei e multiplicai-vos"). É o regulador do cosmos, aquele que esteve no nosso planeta desde o princípio, que coloca barreiras e traça os caminhos a serem seguidos: Exu é na verdade o intermediário entre os seres humanos; e o mundo astral. Cultos Afro-Brasileiros, ele é "o elemento dinâmico de tudo o que existe e o princípio da comunicação e expansão. É também o princípio da vida individual".

Não é dele a responsabilidade de decidir sobre o certo ou o errado do que lhe é pedido pelos seres humanos, já que a estes foi dado o livre-arbítrio.Tamanha é a importância de Exu em suas funçôes de contato entre o real e o supra - real, que é este o responsável em transmitir a resposta dos orixás ao Babalorixá na leitura de Búzios, assim como é dele a função de abrir caminho para a entrada dos "eguns" no reino dos mortos e iniciar qualquer cerimônia, trabalho ou festa nos cultos afro-brasileiros. Ele não é somente o "Senhor dos Caminhos materiais", mas tambem liga o Consciente ao inconsciente atraves do subconsciente.


CARLINHOS LIMA ESTUDOS E PESQUISAS.
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