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A pombagira

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Egun, uma força perigosa!


Mistérios do Candomblé e da Umbanda

Todos sabemos bem que a Umbanda cultua eguns, mas sabemos que ha grande diferença entre um caboclo, e um ser desencarnado que se encontra perdido, com maus sentimentos, ou apenas querendo ajudar mas sem saber como e acaba atrapalhando. E antes de mais nada entender que pode se tratar de um Egum ou de um Kiumba, aí sim em cada caso o guia chefe deveria definir o que deva ser feito.

A diferença entre este egun e o kiumba que seria o espirito zombeteiro, aquele com mais conhecimento espiritual porem na maioria das vezes muito mau intencionado e até mandado! Cada casa tem sua estrutura, sua forma de culto e de liturgia e emcimadas em suas origens tratará de forma particular esta situação.

A diferenças entre as àguas usadas encaminhar Egun, ÁGUA DOCE(TORNEIRA) OU SALGADA(DO MAR) e suas funcionalidades, na verdade não cabe ao homem doutrinar o espirito mas ao espirito ser doutrinado por outros espiritos. Podemos ser meros auxiliares na materialidade dos fatos, mas é do lado de lá que as coisas efetivamente acontecem! No entanto, sabemos do poder de muitos magos ao longo da historia sobre os espiritos, o proprio Cristo deu exemplos disso!

Para espantar "egun", "recém-morto", caso detecte alguma influência na residência por exemplo, a erva de santa barbara é uma boa. Mas, quero aqui tocar num assunto que considero importante, sou contra evocação e evocação dos mortos, pois, são pessoas que gostam de usar tais procedimentos que mais tem problemas com espiritos ruins. O certo é que o Astral Superior é que tem que vir até nós, e não nós que temos que ficar tentando controlar os espiritos.

É comum vermos pessoas nas encruzilhadas, rogando pragas, fazendo feitiços e tentando dominar forças que estão além de suas capacidades, isso é um grande erro. Assim tambem como pessoas que vão a centros pra tentar com o parente querido que acabou de partir! Necromancia não é uma coisa legal! Não devemos mexer com os mortos.

Peso nas costas, tropeções um atrás do outro na rua, olhar diferente, angústia, agressiva, vontade de vomitar, às vezes, uma vontade louca de encher a cara, entre outras coisas, podem ser sinal de tá com um Egun bem pertinho, sugando energias.

A verdade é que cada caso é um caso, porque temos o caso de estarmos acompanhados de um irmão desencarnado porque fomos invigilantes e demos brecha para a energia dele se afinar com a nossa, pode ser também porque o seu guia puxou para que se leve para o terreiro para ele ser tratado,pode ser um ente desencarnado que quer se manter por perto achando que ainda pode ajudar a pessoa amada que ainda está viva, tem os zombeteiros que querem simplesmente tocar o terror, atrapalhar o andamento do terreiro etc. De qualquer forma, o bom é não mexer com magias sem saber com que tá mexendo.

Sabemos bem, que espiritos de podem ser bons ou ruins, mesmo desencarnados. Mas, sabemos que se um espirito está errante, frequentando nosso plano, mesmo desencarnado, estará sujeito a ser acompanhado por demonios ou outras forças que queiram dominá-los. É por isso que o melhor é orarmos por eles e não invocá-los, ou evocá-los.

Ha os sofredores em busca de ajuda, mas ha os que se negam a receber ajuda, ha os que pretendem descansar, e os que não se permitem, temos os que aceitam a morte, mas temos os que nem sabem que estão mortos, e cada um com sua individualidade.

A coisa pode ser muito séria se mal resolvida, ainda bem que na maioria dos casos não estamos tratando de nos livrar do Egum, mas sim de sua carga energética, aí é bem mais fácil, e por vezes estamos dentro de um terreiro bem guardados e nos mantemos policiados em nossas atitudes, mas nem sempre é assim. Há também por ai, muitos casos que não passam de desequilibrios emocionais, eu diria que 90% deles.

Egun na língua yorubá significa 'alma' ou 'espírito' de uma pessoa falecida. Egun tanto pode ser uma entidade de luz quanto um kiumba. Acontece que aqui no Brasil as pessoas acabaram utilizando essa palavra, especialmente no Candomblé e na Umbanda, para designar 'almas penadas', ou seja, espíritos desencarnados presos ao plano físico ou 'Ego' (personalidade transitória assumida na última reencarnação).

Na África, e em alguns pouquíssimos terreiros de Candomblé no Brasil (realizados em espaço separado daquele onde se cultuam os Orixás), existe o Culto aos Egungun, um culto prestado em homenagem aos ancestrais do povo e que geralmente foram iniciados nas religiões africanas. É um culto envolto em mistérios, pois muitos afirmam que esses espíritos se materializam diante dos fiéis, que podem apenas ser pessoas iniciadas no culto. Só que a entidade Egun, já é diferente de um desencarnado comum. Egun, já tem uma certa outorga no mundo espiritual, trata-se de um grau já em evolução. Quase um estágio.

O CULTO DOS EGUNS NO CANDOMBLÉ, que retrata o culto e fala sobre as Sociedades Gëlèdé e Egungun sendo a primeira o culto aos espiritos feminios e o segundo aos espiritos masculinos quando encarnados.

O Orixá e Exu de cabeça



Os ditos falangeiros, no entendimento de alguns terreiros, estão num grau ainda mais elevado que as entidades que incorporam nos médiuns para dar consulta - tanto que ficam pouco tempo em terra devido a dificuldade de "casamento" de vibrações entre o médium e o falangeiro (pode-se notar que os médiuns ficam cansadíssimos depois) - mas mesmo estes ainda estão bem abaixo do nível evolutivo dos chamados Orixás regentes do universo. Por isso torna-se impossível ter entidade, falangeiro ou não, como pai ou mãe de cabeça.

Pelo que se sabe, não podemos ter entidades como pai ou mãe de cabeça (por exemplo, ser "filho de caboclo" ou "filha de preto-velho") porque estas entidades não são as que regem a coroa ou ori do médium. Mesmo sendo entidades de luz, elas estão milhares de anos-luz de distância ainda dos Orixás, que são seres divinizados e que segundo alguns, são os que estão em maior "união com Deus", por assim dizer.

Em alguns alfarrábios, consta que todo ser humano, a partir do principio africano, tem "seu exu", o movimento contido em si mesmo.Outros conceitos falam em "orixá de cabeça", adjuntós e a cada um destes Orixás, um "exu" é mensageiro deles, ou da "cabeça" do neófito, sendo ele iniciado ou não.

Existem algumas contradições e paradoxos em relação a este tema, e não é de hoje, afinal nesta simbiose entre conceitos de culturas distintas, onde uma divindade "cruza" o mar, ganha novos aspectos a começar pelo camdomblé e depois sofre modificação conceitual quando cai nas mihares de "umbandas" vigentes brasil afora, podemos até considerar que seja natural, entre aspas.

Como a Umbanda tem uma padrão de possessão angolana, congo, é de onde veio a maior parte da influência.Mas prevaleceu a conceituação do "Exu" Yorubá, o Orixá.
haja salada conceitual, ainda mais depois com visões cristãs no conceito, mais um "cadinho" esotérico via ww matta e silva, e o coitado do "Exu de Umbanda" sempre foi o calcanhar de Aquiles da Umbanda, o prato cheio para os pentecostais, e uma incognita para os próprios umbandistas.

Nesta remodelação conceitual que a Umbanda vem sofrendo nos ultimos anos, em busca de uma identidade, os conceitos nem tem ficado tanto a "cruz" e nem tanto " a encruzilhada", porém hoje a conceituação de "exu" se aproxima muito mais dos ditos dos africanos, em especial a manifestação dos antigos "kimbandas", os "tatas de angola", que na verdade eram na época pessoas que tiveram passagem terrena, como feiticeiros, curadores, que voltavam pela figura do "ancestre", o ancestral dentro do padrão tribal.

Quando o "exu" caiu nas graças da Umbanda, e adentrou pelo prisma kardekiano de "espírito em evolução", ou rodapé do puleiro, e ainda mais com o prisma sincrético com o Diabo, certamente dentro das Umbandas, pela conceituação tosca de alguns escritores, ninguém queria ter "exu" de cabeça, quando nem na verdade se sabia o que estaria vigente sobre a cabeça, ou ainda, criando conceitos de que ter "exu" seria estar em contato com "baixo padrão de energias".

A questão então é "pode ter Exu na cabeça"? Creio que não? O problema é como conceitualmente será gerido isto, de que forma irá ser cultuado, quais os conceitos da casa , se será tratado como "Orixá" ou como "entidade/falangeiro/catiço (aliás, o termo catiço veio das cabulas do espírito santo, que quer dizer de forma sinônima, "tinhoso, feio, rústico"). Mas, a questão não é bem essa. O certo é que Exu Orixá, mesmo fazendo parte da hierarquia, não tem a função de comandar a corôa, o papel dele e trabalhar a alma pelo lado mais obscuro. Ou seja, agindo como um filtro. E quando se detecta essa entidade como "dona da cabeça" o certo é que temos que trabalhar para imprimir nessa corôa um outro orixá e Exu passa a ter o seu papel real, que é trabalhar pelo lado do inconsciente.

Hoje em dia se define muito mais como sendo uma "entidade" com padrões do Orixá, ou em algumas casas com o padrão de Aluvaiá, ou dos Ncangas, se for uma "umbanda de Angola". Salvo a perfomática dos médiuns, Exu tem a sua caracteristica própria, a de "compadre" na Umbanda, o "padrinho", de guarda, de movimento, nem santo nem diabo.Apenas Exu.

Um dos grandes paradigmas é dizer "fulano é brincalhão..é filho de Ibeji...ou tem "erê" de frente", ou a senhora com mais de 70 anos adentra no terreiro e vualá, "já vira filha de Nanã"...............se for briguenta, opa "vira filha de Iansã"...Da mesma forma se a pessoa for "sexual, beberrona, astuta", pronto, vira filha de "exu"...ou no caso das mulheres, quantas e quantas vezes já não lemos "fulana é biscate porque tem pomba gira de frente"..se for homosexual, tem que tirar a "moça" de frente!!!!..quanta asneira!!!!! a começar pela deturpação dos valores antigos e das qualidades das manifestações. Os orixás, tambem apresentam o seu lado "velho" sem ser Nanã, ou sensualizada ser ter pombagira.

O que quero dizer é , se na Umbanda que está o Axis é a entidade , então haverá por exemplo um caboclo que irá ter uma padrão maior de manifestação, que costuma-se dizer "entidade de frente", ou "entidade de trabalho"...que acaba dando o zelo maior a pessoa..é diferente de "Orixá de cabeça"...se o terreiro tem qualificações para dar trato de forma segura e ver quais são os "orixás" de cabeça, das duas , uma: ou cuida ou encaminha a quem sabe fazer e ai o neófito terá que fazer a escolha, de se iniciar no "santo", ou através da entidade que se manifesta, como é na maior parte da Umbanda, fazer uma manutenção, que quem faz na verdade e se entende com o Orixá, é a entidade, que afinal traz consigo um "direto autoral" , por exemplo "caboclo Urubatão na vibração de Oxalá"..opa, alguma coisa ele deve ter com o Oxalá...

A coisa pode ficar muito mais fácil de ser entendida a partir do momento que sabemos em que "Umbanda" estamos pisando, quais são os padrões do terreiro, o "aeroporto"...e de como é o terminal para dar suporte ao desembarque das forças espirituais que supomos conheçer.Não dá para querer aterrisar Boing em pista de ultraleve. Antes que venham de paus e pedras, o fato de uma pessoa receber "caboclo de oxossi" não significa que a cabeça dela seja de "oxossi"...

E no plano que nos encontramos, Exu pode ser a entidade de frente atuante em uma pessoa ainda que esse exu obviamente esta ligado ou subordinado a um Orixá como por exemplo no caso de Tranca Ruas que na maioria das vezes se revela como intermediario ou guardiao de Ogum.

Exu faz tudo,é pois um deus poderoso nos planos da forma... Mas alem disso, ele nao existiria , ou seja, além do plano das energias que conhecemos parcialmente, essas entidades se enquadrariam novamente as suas vibracoes ou orixas de origem, isso segundo o conceito esoterico que tem por base a existencia de 7 arquetipos de orixas, assim como temos as 7 cores, etc.. No entanto, mais uma vez é possivel que tal diversidade de orixas no dito plano original nem exista de fato sendo que prevaleceria a unidade, e somente depois teriamos na diferenciacao, a dualidade (pai e mãe) , a trindade (filho)..etc...etc.

Exu em termos simbolicos é o responsavel pela manifestação, pela materia, pelo corpo, logo ele mesmo faz parte da hierarquia do orixa. Pois bem, como estamos no plano das energias a presença desse orixá por outro lado se faz a mais abrangente estando assim ligado a todas as coisas, a criação, a destruiçao, a transformacao, a vida e a morte.

No sul nas casas de Nação ou Batuque existem muitos filhos e filhas do Orixá Bará princípio de movimento e interligação e mensageiro dos Orixás . Bará, é dono das chaves dos portais, encruzilhadas e caminhos. Suas saudações, obrigações e cortes, devem sempre ser feitos em primeiro lugar.

Os que tem Bará de frente possuem um caráter ambivalente, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As pessoas de Bará não têm paradeiro, gostam de viagens, de andar na rua, de passear, de jogos e bebidas. Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões. Guardam rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para ter-se um amigo ou filho de Exú é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele.

A importância do Bará é fundamental, uma vez que ele possui o privilégio de receber todas as oferendas e obrigações em primeiro lugar, nenhuma obrigação deve ser feita sem primeiro saudar a Bará. É o dono de todas as encruzilhadas e caminhos, é o homem da rua, quem guarda a porta e o portão de nossas casas, quem tranca, destranca e movimenta os mercados, os negócios, etc.

pai ou mãe de cabeça vai sempre se referir ao Orixá primordial que rege aquela pessoa, a coroa do médium, que mora no 'Ori' do médium. Também usa-se o termo 'Orixá de frente'. Não confundir com 'Guia de frente', que no caso é o mentor (entidade) responsável pelo mediunismo do médium. A Guia de frente de sua mãe-de-santo é uma Cabocla, mas o pai ou mãe de cabeça dela será sempre o Orixá ao qual ela nasceu sob influência.

E todos nós somos regidos por energias ou vibrações divinas que entendemos como 'Orixá' (para alguns essas energias emanam dos próprios Orixás, que seriam seres divinizados que sustentam o universo). E em raros casos, pode-se ter como 'Guia de frente' a entidade Exu.
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