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A pombagira

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Telescópio da NASA tira FOTO fantasmagórica de galáxia espiral com 'braços abertos'



A imagem da galáxia NGC 2008 foi registrada pelo telescópio espacial da NASA Hubble, que está localizado na constelação do Pintor, a uma distância de aproximadamente 425 milhões de anos-luz da Terra. 

A galáxia espiral ocupa o palco central das atenções e faz parecer com que os seus braços fantasmagóricos estejam se estendendo na nossa direção.
A NGC 2008 foi descoberta em 1834 pelo astrofísico britânico John Herschel, e entra na classificação de galáxias Sc do telescópio Hubble, que descreve e classifica as várias morfologias das galáxias, aponta portal scitechdaily.
"S" indica que NGC 2008 é espiral, enquanto que "c" significa que tem uma protuberância central relativamente pequena e braços centrais mais abertos.



Imagem da galáxia espiral NGC 2008, captada pelo telescópio Hubble
Galáxias espirais são encontradas com frequência por todo o Universo, representando mais de 70% de todas as galáxias observadas, incluindo a nossa Via Láctea. Mesmo sendo comuns, galáxias espirais não perdem a formosura e mistério.

Asteroide potencialmente perigoso zarpa perto da Terra com 'lua' exclusiva (VÍDEO)



No início deste mês, o asteroide 2020 BX12 passou perto da Terra. Posteriormente, veio à tona que o corpo celeste tem uma "lua" exclusiva, que é um outro asteroide na sua órbita.

O corpo celeste foi apenas descoberto no dia 27 de janeiro graças ao Sistema de Alerta de Impacto Terrestre por Asteroides do Observatório Mauna Loa no Havaí.
O asteroide ficou conhecido quando se aproximou da Terra a 11,5 distâncias lunares, ou seja, a aproximadamente 4,36 milhões de quilômetros.
Após a sua passagem pela Terra no dia 3 de fevereiro, foram realizadas observações de radar do asteroide, revelando um pequeno satélite natural que orbita a 360 metros dele. A descoberta do satélite foi anunciada pelo Radiotelescópio de Arecibo, localizado em Porto Rico, no dia 10 de fevereiro.



De acordo com o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da NASA, o asteroide 2020 BX12 tem quase 450 metros de diâmetro, escreve portal Space.
"As imagens de radar obtidas pelo Radiotelescópio de Arecibo nos dias 4 e 5 de fevereiro revelaram que o asteroide próximo da Terra 2020 BX12 é um asteroide binário", lê-se no comunicado.
Embora seja considerado um Objeto Próximo à Terra (NEO, na sigla em inglês) e "potencialmente perigoso" por causa das suas dimensões e distância mínima de intersecção da órbita de aproximadamente 302.557 quilômetros, neste momento o asteroide não apresenta nenhum perigo e atualmente está se afastando da Terra, explicou Radiotelescópio de Arecibo.

Vida alienígena: busca por extraterrestres ganha novas tecnologias



Novas tecnologias deverão ajudar cientistas a detectar traços que indiquem a presença de vida alienígena em planetas semelhantes à Terra. 

Desde 1984 o projeto SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre, em inglês) tem empregado esforços para responder a uma das mais intrigantes perguntas da humanidade: existe vida extraterrestre?
Contudo, o projeto ganhará novas tecnologias, usadas tanto em telescópios na Terra quanto no espaço, para identificar indícios de seres alienígenas.
Conforme publicou o tabloide Daily Star, o primeiro telescópio a receber um sistema de busca mais avançada será o VLA, localizado no México.
"Enquanto o VLA conduz suas observações científicas habituais, este novo sistema permitirá um uso adicional e importante para os dados que já estamos coletando", declarou à mídia Tony Beasley, diretor do Observatório de Astronomia Radiológica Nacional (NRAO, na sigla em inglês), localizado nos EUA.

Indícios de vida fora da Terra

Entre os possíveis vestígios da existência de vida alienígena estariam a grande concentração de oxigênio e pequenos montantes de gás metano, assim como uma variedade de substâncias químicas em planetas parecidos com a Terra.
Além disso, modelos computadorizados da presença de vida em outros planetas serão simulados para melhor entender sob quais condições a vida seria possível fora da Terra, assim como determinar um padrão de busca de indícios.
Enquanto isso, o projeto SETI tem convidado o público para colaborar com suas buscas ao pesquisar os dados recebidos dos diversos telescópios espalhados pelo mundo.

FOTOS mostram variação de brilho e forma da estrela Betelgeuse que poderia explodir



Imagens captadas pelo telescópio VLT, instalado no Observatório Europeu do Sul, no Chile, mostram mudança de brilho e forma da estrela supergigante vermelha Betelgeuse durante 2019.

Localizada a mais de 640 anos-luz da Terra, a estrela supergigante vermelha Betelgeuse tem intrigado astrônomos devido a mudanças em sua estrutura e seu brilho, que já diminuiu 36%.
Desta forma, alguns cientistas cogitaram que o corpo celeste poderia explodir a qualquer momento, enquanto outros acreditam que a explicação das mudanças seria outra.
Sendo assim, conforme publicado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) duas imagens do ano passado mostram claramente a variação de brilho e forma, como é visto nas imagens a seguir, sendo a da esquerda feita em janeiro de 2019 e a da direita em dezembro do mesmo ano.



Mudanças na estrela supergigante vermelha Betelguese observadas ao longo de 2019 pelo telescópio VLT no Chile

Explicando o fenômeno

Para o astrônomo Miguel Montargès, da Universidade Católica de Lovaina, Bélgica, o fenômeno pode ser explicado pela hipótese do "esfriamento da superfície [da estrela] devido a uma atividade estrelar excepcional, ou uma ejecção de poeira em direção a nós".
Mesmo assim, o cientista reconhece que o fenômeno ainda poderia apresentar surpresas, uma vez que estrelas supergigantes vermelhas ainda foram pouco estudadas.

Revelados dados abrangentes de possíveis sinais de civilizações extraterrestres



Foram revelados dados da pesquisa mais abrangente feita até hoje sobre emissões de rádio na Via Láctea, sendo o público convidado a analisar os dados em busca de sinais de civilizações inteligentes.

 

O projeto Breakthrough Listen, destinado à busca de comunicações extraterrestres inteligentes no Universo e baseado no centro de pesquisa SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre), observou o cometa interestelar 2I/Borisov em busca de tecnomarcadores, que apontassem para a existência de tecnologia extraterrestre avançada, mas não encontrou nenhum vestígio dos mesmos.
O cometa teve um encontro próximo com o Sol em dezembro do ano passado e agora está deixando o Sistema Solar.
Outro estudo, realizado no visitante interestelar 1I/Oumuamua, avistado pela primeira vez em 2017, também não revelou quaisquer tecnomarcadores.

Busca por sinais de civilizações inteligentes

"Se as viagens interestelares forem possíveis, o que não sabemos, e se há outras civilizações por aí, o que não sabemos, e se elas estão motivadas a construir uma sonda interestelar, então uma fração maior que zero dos objetos que estão por aí [no espaço] são dispositivos interestelares artificiais", disse o astrônomo Steve Croft, do Centro de Pesquisa Berkeley do SETI e Breakthrough Listen.
O resultado da varredura de quase 2 petabytes de dados, a mais abrangente até hoje das emissões de rádio na Via Láctea, foi liberado em 14 de fevereiro.
Cerca de metade dos dados foi obtida usando o Radiotelescópio Parkes em Nova Gales do Sul (Austrália), enquanto o resto foi captado pelo Observatório de Green Bank na Virgínia Ocidental (EUA), que é a maior antena de rádio orientável do mundo, e o telescópio Automated Planet Finder (APF), localizado no Observatório Lick nos arredores de San José (EUA).



Imagem do cometa interestelar batizado de 2I/Borisov
O projeto espera receber ajuda de entusiastas para analisar estes dados. O objetivo é encontrar sinais de civilizações inteligentes.
"Desde o lançamento inicial dos dados do Breakthrough Listen no ano passado, duplicamos o que está disponível para o público. Esperamos que estes conjuntos de dados revelem algo novo e interessante, quer seja outra vida inteligente no Universo ou um fenômeno astronômico natural ainda não descoberto", disse o principal administrador de sistemas da Breakthrough Listen, Matt Lebofsky.

'Cedo ou tarde' poderá ocorrer tsunami na Terra do Fogo, alerta geólogo argentino



"Cedo ou tarde" um tsunami poderá ocorrer na costa do Atlântico Sul, onde se encontra a falha geológica Magalhães-Fagnano, alertou Jorge Rabassa, pesquisador do Centro Austral de Investigação Científica (CADIC) e CONICET. 

Mesmo não podendo prever a data do tsunami, o pesquisador alertou que acontecerá "cedo ou tarde", assegurando que não quer causar pânico, mas, sim, conscientizar.
"As condições estão apontando para que em algum momento ocorra um tsunami na costa do Atlântico Sul", advertiu o geólogo e doutor em ciências naturais, relata mídia local. "Há uma grande ignorância sobre o tema, mas eu continuo tentando conscientizar." Rabassa relembrou os terremotos de Mendoza e San Juan de 1898 e 1944, respectivamente.
"O lago Fagnano, que é o maior da Terra do Fogo, foi formado seguindo o rastro de uma fratura [geológica] conhecida como Falha de Magalhães. É um fragmento de crosta que ao chocar com outra parte da crosta pode liberar quantidade de energia suficiente para provocar um terremoto", explicou. Trata-se de uma das falhas "mais ativas do planeta", ocorrendo entre 10 e 12 mil sismos por ano.
O terremoto mais recente que aconteceu na zona data de 71 anos atrás. Em 1949, o Estreito de Magalhães e a costa ocidental da Terra do Fogo foram sacudidos por um terremoto de magnitude 7,9. "Um dos mais fortes sismos desde que foram introduzidos instrumentos de medição na Argentina", adiantou o geólogo.
"Não é para provocar pânico, nem quero dizer que amanhã ou neste século ocorrerá um tsunami. Porém eu sinto a obrigação de que a comunidade e os governos saibam para que estejamos preparados quando ocorrer", concluiu Rabassa.

Salto gigante para ciência: descoberta forma de extrair informação de grão de poeira lunar



Um recente estudo revelou a possibilidade de analisar um grão de pó lunar graças a uma nova técnica, chamada Tomografia por Sonda Atômica (APT ou Sonda Atômica 3D).

"Podemos aplicar esta técnica a amostras que ninguém estudou […] É quase garantido que você encontrará algo novo ou inesperado. Esta técnica tem tanta sensibilidade e resolução, que você encontra coisas que não encontraria de outra forma e só usa uma pequena parte da amostra", disse o coautor do trabalho Philipp Heck, professor associado da Universidade de Chicago (EUA).
Para a pesquisa, foi utilizado apenas um grão de poeira lunar (do tamanho de um cabelo humano) trazido da missão Apollo 17, realizada em 1972.
Não obstante o diminuto tamanho da amostra, a técnica permite identificar recursos lunares como o ferro, água e hélio. Os cientistas afirmam que a extração desses recursos poderia ajudar os futuros astronautas a manter suas atividades no satélite.



Imagem da NASA mostra momento em que água é liberada da superfície da Lua durante chuvas de meteoros
"Estamos analisando rochas do espaço, átomo por átomo […] É a primeira vez que uma amostra lunar é estudada desta forma. Estamos usando uma técnica de que muitos geólogos ainda nem sequer ouviram falar", explicou a autora do estudo, Jennika Greer.
Para analisar o material, o grão foi colocado dentro de uma sonda atômica e "bombardeado" com um laser para libertação de átomos, que foram posteriormente atraídos por uma placa de detecção.

Milhões de anos de história em grãozinho

Os elementos mais pesados levam mais tempo a chegar à placa, ao contrário dos mais leves. O instrumento calculou o tempo entre o disparo do laser e a chegada do átomo à placa detectora, determinando assim o tipo de átomo e a sua carga. Com isso, a equipe foi capaz de produzir um mapa em nanoescala em 3D, dos vários elementos.
"Com algo assim, nós entendemos como é o ambiente na Lua. Isso vai muito além do que os astronautas são capazes de nos dizer quando andam na Lua. Este grãozinho preserva milhões de anos de história", comentou Greer.
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Meteoritics & Planetary Science.

NASA mostra FOTO de nuvens com forma de pompons de algodão impossíveis de se ver do solo



Imagem captada pelo satélite Aqua mostra formações nebulosas semelhantes a pompons de algodão pairando sobre os céus ao largo da costa ocidental da Austrália. 

O fenômeno se trata de nuvens actinoformes, que aparentam ter "braços" ou "raios". Tal forma explica a origem do nome, que vem da palavra grega actiniae, que significa raio.
Contudo, tal fenômeno pode apresentar diferentes formas, segundo o pesquisador de nuvens da NASA Michael Garay.
"Nuvens actinoformes podem ter formas levemente diferentes, mas sua estrutura geral é consistente", publicou as palavras do especialista o Observatório da Terra da NASA.
Por sua vez, as nuvens fotografadas pelo satélite Aqua mostraram-se parecidas com pompons de algodão, enquanto pairam perto do litoral ocidental da Austrália, como é visto na foto a seguir.



Nuvens actinoformes pairando sobre o litoral ocidental da Austrália

Vendo do alto

Uma das características mais interessantes do fenômeno é o fato de as nuvens actinoformes poderem ser vistas somente a partir do alto, e não do solo.
A razão disso seria sua grande dimensão, podendo alcançar até 300 km de comprimento.
As primeiras aparições a serem notadas pelos cientistas datam ainda de 1962, quando imagens foram obtidas pelo satélite TIROS V da NASA, que as captou.
É válido ressaltar que tais nuvens têm duração de até 72 horas.

FOTO divulgada pela NASA mostra 'fronteira do espaço'



A NASA publicou em seu perfil no Instagram uma foto das nuvens brilhantes que se formam nas camadas mais altas da atmosfera. Na ocasião, a NASA descreveu a nuvem como um "cartão postal da fronteira do espaço". 

A imagem foi captada pela Estação Espacial Internacional e mostra um fenômeno conhecido como nuvem noctilucente, ou nuvem mesosférica polar.





De acordo com a NASA, estas nuvens são as mais altas na atmosfera do planeta e são vistas apenas quando o Sol está sob o horizonte. A imagem foi captada a uma altura de aproximadamente 430 quilômetros sobre o sul do oceano Pacífico.
As nuvens noctilucentes são formadas na mesosfera a uma altura de aproximadamente 80 quilômetros sobre a superfície da Terra quando o vapor d’água se condensa e congela em torno das partículas de poeira a temperaturas em torno de -130 graus Celsius, explica o portal ScienceNews.

NASA capta FOTOS impressionantes de 'diabo de poeira' na superfície de Marte


Os "diabos de poeira" não são um fenômeno raro na superfície de Marte, já que no Planeta Vermelho venta muito e há muita poeira. Redemoinhos de poeira desaparecem tão rápido como aparecem, sendo difícil captar o fenômeno em Marte. 

O Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO, na sigla em inglês) conseguiu fotografar um massivo "diabo de poeira" graças a uma potente câmera do Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução (HiRISE, na sigla em inglês), que registra Marte em imagens desde 2006, escreve o portal Science Alert.



O mais recente "diabo de poeira" formado na superfície de Marte
Pesquisadores da Universidade do Arizona publicaram informações mais detalhadas deste "diabo de poeira" que se originou recentemente nas planícies vulcânicas da Elysium Planitia, região de Marte localizada próximo ao equador.



Redemoinho de poeira registrado em superfície de Marte em 2012 de 20 quilômetros de altura
De acordo com a equipe da HiRISE, este fenômeno raro de 50 metros de diâmetro e 650 metros de altura não foi o maior registrado, pois em março de 2012 surgiu uma foto de um redemoinho de poeira de impressionantes 20 quilômetros de altura e apenas 70 metros de diâmetro.



Movimentos estranhos de gás no 'coração' da Via Láctea indicariam novos tipos de buraco negro



Cientistas japoneses descobriram na parte central da Via Láctea movimentos incomuns de nuvens de gás, que podem indicar a presença de um desconhecido buraco negro de classe intermediária.

Descobriu-se que as nuvens de gás giram em torno de um objeto, que não dá para se ver, cuja massa é dez mil vezes maior que a do Sol. Os pesquisadores acreditam que no centro dessas nuvens em movimento está um buraco negro incomum, pertencente à chamada classe intermediária.
Existem pequenos buracos negros conhecidos por pesar menos de 100 massas solares, sendo que o maior deles tem 62 massas solares. Também são bem conhecidos os buracos negros supermassivos (superior a 100 mil massas solares) que alimentam as galáxias e estão normalmente localizados no seu centro.
Já a existência da classe intermediária de buracos negros de massa média (de 1.000 a 100 mil massas solares) é questionada por muitos pesquisadores, já que ainda não foi obtida nenhuma evidência confiável.

Ausência de homólogos

O objeto encontrado pelos cientistas japoneses já é o quinto candidato a buracos negros de massa média, localizado no centro galáctico.
Em busca desses objetos, os cientistas já usaram anteriormente o método de rastreamento de gás para determinar o horizonte de eventos (região esférica do espaço ao redor do buraco negro, onde a luz não passa). Agora eles aplicaram este método à nuvem de gás de alta velocidade, que é o tema desse estudo.
A nuvem HCN-0.085-0.094 consiste em três pequenos coágulos, um dos quais gira ao redor do centro, mas não aumenta de tamanho.
"Um dos três aglomerados tem uma estrutura semelhante a um anel com um gradiente de velocidade muito acentuado […] Esta estrutura cinemática assume uma órbita em torno de um objeto em forma de anel com uma massa de 100 mil massas solares. A ausência de homólogos estelares indica que o
objeto parecido com um ponto pode ser um buraco negro quiescente", escreveram os pesquisadores.



ESO/L. Calçada
Buraco negro supermassivo
Os resultados do estudo mostram que os fluxos de gás vortex na parte central da Via Láctea podem ser usados para procurar candidatos a buracos negros de massa média, embora nenhum destes objetos tenha ainda sido confirmado.
Os autores acreditam que se forem desenvolvidos métodos para detecção confiável de buracos negros de massa intermediária, eles estarão no "coração" da nossa galáxia.
Os resultados da pesquisa foram publicados na Astrophysical Journal e estão disponíveis no portal arXiv.

Novo tipo de carbono é descoberto no meteorito de Chelyabinsk



Cientistas detectam presença de carbono desconhecido na Terra em detrito oriundo do meteorito que caiu na região russa de Chelyabinsk em 2013. 

A detecção foi feita em resultado de um trabalho conjunto de cientistas russos, alemães e sul-coreanos.
Segundo Sergei Zamozdra, docente da Faculdade de Física Teórica da Universidade de Chelyabinsk, o achado teve início quando Sergei Taskaev, reitor da referida universidade, enxergou algo brilhante nos detritos do meteorito.
"A princípio ele [Sergei Taskaev] pensou que era um diamante, porque tinha seis facetas. Depois, na Alemanha, esse cristal foi removido com ajuda de micropinças, ao passo que o irradiaram com raios-X. Em resultado foi descoberto um cristal carbônico. Mediram a posição dos átomos e os planos entre eles, e depois os cientistas coreanos calcularam em computador que tal distribuição dos átomos era possível", afirmou Sergei Zamozdra à Sputnik.
O acadêmico também afirmou que o carbono pode ter diversas modificações, incluindo a achada.

Origem do carbono

Quanto às origens do achado, o cientista acredita que elas podem ser duas: mudanças que ocorreram durante bilhões de anos no espaço, ou um processo que se deu ao entrar na atmosfera da Terra.
Ainda segundo Zamozdra, Taskaev inclina-se mais à segunda hipótese.

Meteorito

Em 15 de fevereiro de 2013, a região russa de Chelyabinsk foi palco da queda de um meteorito que causou a surpresa de milhares de testemunhas.

Templo de 3.000 anos é encontrado em antiga cidade israelense mencionada na Bíblia (FOTOS)



Uma equipe de arqueólogos encontrou as ruínas de um templo cananeu de 3.000 anos no sul de Israel, onde se localizava a cidade bíblica de Laquis, marcando seus turbulentos últimos dias sob o domínio egípcio, relata o Haaretz.

Segundo o professor Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica de Jerusalém, e o especialista Michael Hasel, da Universidade Adventista do Sul (Tennessee, EUA), Laquis foi uma das mais importantes cidades cananeias de Israel durante os meados e final da Idade do Bronze, sendo mencionada tanto na Bíblia como em várias fontes egípcias.
Laquis foi destruída pelos egípcios aproximadamente 250 anos após sua construção em 1800 a.C. A cidade foi reerguida e devastada repetidas vezes, até desaparecer de vez por volta de 1150 a.C, cita a mídia.
A estrutura do templo (com dois pilares e duas torres na entrada que conduziam a um grande salão retangular) era incomum para sua época, de acordo com Garfinkel, o que explica que o santuário interior tivesse quatro colunas de suporte e várias pedras colocadas verticalmente, podendo ter servido como representações dos deuses a quem o local foi dedicado.


Veja outros Tweets de Manfred Rosenberg


​Foram encontrados raros 'deuses ferozes' entre os artefatos no templo cananeu do século XII a.C.
A estrutura também incluía pequenos quartos nas laterais, que serviam para armazenamento, comenta o arqueólogo. "Encontramos caixas de madeira que foram queimadas, mas que ainda tinham muito trigo dentro."

Archaeologists Unearth a 3,100-year-old Temple at ; Find Gold Artifacts, Cultic Figurines, and Oldest Known Etching of Hebrew Letter “Samech”.

Photos: T. Rogovski & C. Amit, The Hebrew University of Jerusalem & IIA.

Veja outros Tweets de Philippe Bohstrom


​Arqueólogos descobriram um templo cananeu de 3.100 anos em Laquis. Encontraram artefatos de ouro, estatuetas de culto e a mais antiga representação conhecida da letra hebraica "samekh"
Durante as escavações no templo e nos arredores, os cientistas conseguiram encontrar um fragmento de cerâmica com a letra do alfabeto hebraico "samekh", que representa a gravura mais antiga conhecida desta letra, além de joias, caldeirões de bronze, punhais, estatuetas de divindades, e até um frasco dourado com a inscrição Ramsés II - um dos faraós mais poderosos do Egito.
"Só a cada 30 ou 40 anos temos a chance de escavar um templo cananeu em Israel. O que encontramos lança uma nova luz sobre a vida antiga na região", destaca Garfinkel.

NASA cogita enviar nave de propulsão nuclear para buscar vida em sistema estelar próximo da Terra



NASA considera desenvolver uma nave de propulsão nuclear para buscar vida no sistema estelar Alpha Centauro, considerado o sistema "solar" mais próximo do nosso. 

Ainda na década de 1980 a agência já possuía planos para enviar uma missão espacial que pudesse procurar vida em Alpha Centauro.
Contudo, o plano inicial foi abandonado, tendo os cientistas procurado desenvolver uma forma propulsora que pudesse levar uma nave até o sistema estelar de forma rápida.
A razão disso seria a distância entre Alpha Centauro e a Terra: 25 trilhões de milhas, o equivalente a 4,37 anos-luz, publicou o tabloide Daily Star.

Sondas rápidas

Atualmente, a NASA dispõe de sondas do programa Hélios, as quais possuem velocidade máxima de cerca de 250.000 km/h.
A tal velocidade, as sondas Hélios só chegariam ao sistema Alpha Centauro em 18 mil anos.
Sendo assim, os cientistas acreditam que, para se ter uma propulsão mais potente, seria necessário utilizar a energia nuclear.
No entanto, mesmo com propulsão atômica a nave não deverá atingir o sistema estelar durante a expectativa de vida das gerações atuais.

Importância da missão

Ainda segundo os cientistas, Alpha Centauro apresenta condições que poderiam ser propícias à vida.
"Nós sabemos que existem planetas lá e que devemos explorá-los [...] Isso será um projeto para a posteridade, que não veremos se concretizar durante nossa vida, mas é algo que devemos estar pensando e planejar", afirmou o administrador associado da Diretoria de Missões Científicas da NASA, o dr. Thomas Zurbuchen.
Enquanto novas missões são planejadas para buscar vida fora da Terra, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas para determinar indícios de vida extraterrestre através de observações espaciais feitas a partir do nosso planeta.

Estrela supergigante continua desaparecendo e intriga cientistas



A supergigante vermelha, 1.400 vezes maior que o Sol, localizada na constelação de Orion a 650 anos-luz da Terra, pode estar caminhando para seu fim.

Os cientistas do Observatório Europeu do Sul (ESO), com a ajuda do Very Large Telescope (VLT), instalado no Observatório Paranal, no norte do Chile, confirmaram que a estrela está ficando cada vez mais fraca.
De acordo com as observações, a estrela ultrapassou uma magnitude aparente de 1,56 (na qual o valor de 0,0 é 100% de brilho em relação à estrela Veja), continuando a desaparecer e apresentando um brilho muito abaixo do normal.





As imagens captadas pelos cientistas do ESO mostram que a estrela está perdendo o brilho aos poucos, além de apresentar evidências de que está mudando de forma, ficando "distorcida".
De acordo com a Betelgeuse Status, uma conta no Twitter que fornece tweets regulares sobre a condição da estrela, a supergigante vermelha está com apenas 38% do brilho habitual.
​Agora com 38% de brilho habitual!


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A Betelgeuse se tornou uma preocupação para os cientistas depois que especulações indicaram que a estrela estaria prestes a explodir.
No final do ano passado, os cientistas calcularam que se a estrela "morrer", ela liberará mais energia em um espaço de horas do que durante milhões de anos.


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​Prognóstico atualizado da Betelgeuse. 
Contudo, cientistas da Universidade Estadual de Louisiana concluíram uma pesquisa indicando que a Betelgeuse pode ter devorado uma estrela menor, o que garantiria sua sobrevivência por mais algumas épocas.
De qualquer maneira, suas variações são normais, já que se trata de uma supergigante semirregular que cresce e diminui em meio a variações bruscas em sua temperatura interna.

Quais seriam os maiores riscos para gerações futuras?



Segundo especialistas, riscos ambientais podem produzir um efeito cascata e gerar uma "crise sistêmica global".

Um grupo de 222 cientistas participou de uma pesquisa sobre as maiores ameaças ao bem-estar das gerações futuras e identificou cinco fatores: fracasso da mitigação e adaptação à mudança climática, fenômenos meteorológicos extremos, grandes perdas de biodiversidade e colapso de ecossistemas, crises alimentares e de água.
Os resultados foram publicados nesta sexta-feira (14) como parte do informe anual da rede internacional de pesquisa de sustentabilidade Future Earth. Conforme os especialistas, estes riscos possuem um possível efeito cascata que poderia levar a uma "crise sistêmica global".
Portanto, existe o risco de cada um destes fatores se deteriorar devido à relação com os demais. Por exemplo, no caso da recente onda de incêndios florestais na Austrália, estes têm como consequência longos períodos de seca, perda de biodiversidade, inundações e degradação geral do ecossistema.
Os pesquisadores instam a comunidade acadêmica e líderes políticos a prestarem "atenção urgente" aos riscos mundiais e "assegurar que sejam tratados como sistemas interativos, ao invés de isoladamente".
Para os especialistas, trata-se de desenvolver caminhos para fomentar uma "ação coletiva viável" que abranja os principais riscos e ameaças adicionais, como a desigualdade social, a superpopulação, entre outros.
Por outro lado, o informe também contempla áreas onde é possível identificar progresso. Os pesquisadores destacaram o enorme potencial da tecnologia para reduzir emissões, melhorar a eficiência energética e monitorar os ecossistemas através de sistemas de satélites que permitam rastrear a desflorestação.

Alimentos ingeridos por humanos há mais de 50 mil anos são encontrados na Austrália (FOTO)



Pesquisadores identificaram restos de alimentos vegetais consumidos pelo homem no norte da Austrália há 65 mil-53 mil anos.

Os restos, que estão preservados como pedaços de carvão, foram encontrados em Madjedbebe – um abrigo rochoso em um dos mais antigos povoamentos aborígenes, revela a publicação Newsweek.
De acordo com um estudo publicado no jornal Nature Communications, os pesquisadores, com a ajuda de anciãos aborígenes locais, foram capazes de identificar dez diferentes alimentos de origem vegetal através de análises do carvão preservado.
A lista de alimentos contempla uma dieta variada com frutas, nozes, caule de palmeiras, além de "raízes e tubérculos".



Alimentos ingeridos por humanos há mais de 50 mil anos
Os autores do estudo científico afirmam que as descobertas demonstram que os primeiros habitantes conhecidos da Austrália consumiam diversos alimentos de origem vegetal, incluindo aqueles que requerem processamento.
"Os primeiros australianos tinham um vasto conhecimento botânico e isto foi um das razões pelas quais eles se adaptaram e desenvolverem neste novo ambiente", afirma Anna Florin, autora do estudo da Universidade de Queensland (Austrália). "Eles foram capazes de garantir acessos a carboidratos, gorduras e até proteínas, aplicando este conhecimento, assim como inovações tecnológicas e força de trabalho para recolher e processar vegetais australianos".
Antigos alimentos de origem vegetal são somente alguns dos achados significativos em Madjedbebe. Por exemplo, o local contém evidências da tecnologia de moagem mais antiga fora da África, assim como o primeiro uso registrado de pigmentos refletores em qualquer lugar do mundo.
"Madjebebe continua a fornecer fantásticos conhecimentos sobre o complexo e dinâmico estilo de vida dos primeiros aborígenes australianos", conclui Chris Clarkson, outro autor do estudo da Universidade de Queensland.

Astrônomos detectam oxigênio fora da Via Láctea pela 1ª vez



Uma equipe de cientistas descobriu pela primeira vez oxigênio molecular fora da Via Láctea, na galáxia Markarian 231, localizada a 580 milhões de anos-luz da Terra.

Usando o radiotelescópio IRAM de 30 metros (na Espanha), os pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências realizaram observações espectrais da galáxia Markarian 231 – estudaram as ondas absorvidas ou emitidas por moléculas específicas, e encontraram entre elas a assinatura espectral do oxigênio.
Fora do Sistema Solar, o oxigênio só foi diagnosticado duas vezes – uma área do espaço onde o oxigênio molecular foi previamente encontrado é a nebulosa de Orion.
As medições dos cientistas mostraram que na galáxia de Markarian 231 o conteúdo de oxigênio, comparado ao hidrogênio, era cerca de 100 vezes maior do que na nebulosa de Orion, de modo que a galáxia poderia ser submetida a uma versão mais intensa do mesmo processo de clivagem das moléculas.

Oxigênio molecular extragaláctico

A Markarian 231 é uma galáxia espiral com núcleo ativo, que contém o quasar mais próximo que conhecemos e pode conter um enorme buraco negro. O núcleo ativo da galáxia contribui para a saída de moléculas, criando um efeito de choque contínuo que pode levar à separação do oxigênio da água. Portanto, os pesquisadores chineses procuraram propositadamente oxigênio no espectro desta galáxia.



© AFP 2019 / HO / ESO
Nebulosa de Orion captada usando Wide Field Imager pelo telescópio MPG/ESO 2.2-metros do Observatório La Silla no Chile
Junzhi Wang, chefe da pesquisa publicada na Astrophysical Journal, explica que a emissão detectada de oxigênio está localizada em áreas a cerca de 32.615 anos-luz do centro da galáxia Markarian 231 e pode ser causada pela interação entre o fluxo molecular ativo, controlado pelo núcleo da galáxia, e as nuvens moleculares do disco externo.
"Esta primeira detecção de oxigênio molecular extragaláctico fornece uma ferramenta ideal para estudar os fluxos moleculares impulsionados por núcleos galácticos ativos em escalas de tempo dinâmicas de dezenas de milhões de anos", acrescentou o cientista.
Os autores do estudo observam que na galáxia Margaryan 231 o oxigênio molecular é cerca do dobro do que na nebulosa de Orion.
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