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A pombagira

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A essência e a solidão



O espírito é o fluxo vital do gênese do homem. Entendemos por espírito, numa linguagem metafórica, como sendo um código de modo subjetivo, relações interpessoais com Deus, consigo mesmo e com o mundo. Um ministério da vida andante criada por Deus. Ora, em tudo que fazemos buscamos a vida. O oposto disso seria a morte. Dentro dessa visão a espiritualidade do ser humano é a expressão do modo de viver.

O Homem carrega dentro de si aspectos ambivalentes; corpo e alma, bondade e maldade, aceitação e rejeição, intuição e razão etc. Esses traços diferenciais demarcam ações e reações de sua personalidade. Mesmo que em determinadas circunstâncias o ser humano seja atraído pelo charme do maligno e o (eu) algoz triunfe, não concebo a idéia de Deus criar um lugar de tortura para condenação de quem contrariar Suas vontades, antes de amá-lo até a morte. Ricardo Peter reforça essa dupla face: A parte intuitiva se abre, ao contrario, à impotência. Em lugar de recusá-la, aceita na sua nudez e parece sussurrá-la ao ouvido da razão.

“A razão é analítica dado que sua função é examinar a realidade.” “Para o homem abraçar seus limites, torna-se, então a expressão espiritual mais alta que pode atingir. Nesse abraço, o homem acolhe fundamentalmente a própria humanidade, dado que a dimensão espiritual contém no seu núcleo a humanidade do homem. A verdadeira dimensão espiritual do homem está ligada com o limite. Desconhecer os próprios limites conduz a uma espiritualidade desencarnada, a um estilo de vida desumano, espiritualmente “vacum”, desolador, vazio.” Uma terapia para a pessoa humana. p.65. 175 Portanto, entendo que sua vida moral e espiritual é conduzida por valores e significados adquiridos por experiências recebidas como estímulos que compõem uma esfera. Citando Pierre Klossowsk, a especialista Viviane Mosé, grande estudiosa brasileira dos escritos nietzschianos, considera o pensamento do filósofo Nietzsche uma espécie de complô, ou de grande combate contra a cultura. ¹⁰ Se de fato Nietzsche deve ser visto como um potente guerreiro contra o simulacro de uma cultura da decadência, ele não ficou por muito tempo sozinho no campo de batalha, ao fazer um balanço do avanço cultural humano, Freud escreveu: Durante as últimas gerações, a humanidade efetuou um progresso extraordinário nas ciências naturais e em sua aplicação técnica, estabelecendo seu controle sobre a natureza de uma maneira jamais imaginada, as etapas isoladas desse progresso são do conhecimento comum, sendo desnecessário enumerá-las. Os homens se orgulham de suas realizações e tem todo direito de se orgulharem. Contudo, parecem ter observado que o poder recentemente adquirido sobre o espaço e o tempo, a subjugação das forças da natureza, consecução de um anseio que remonta a milhares de anos, não aumentou a quantidade de satisfação prazerosa que poderiam esperar da vida e não os tornou mais felizes. Reconhecendo esse fato, devemos contentar-nos em concluir que o poder sobre a natureza não constituiu a única precondição da felicidade humana, assim como não é o único objetivo do esforço cultural.¹¹ Todo avanço tecnológico e científico produzido pelo homem moderno, foi incapaz de trazer um autodomínio psíquico condizente à tamanho avanço material.

Afinal de contas, o que está errado? Antes de tentar responder essa intrigante inquirição, é oportuno dizer que tanto o projeto crítico de Nietzsche, como também, a grande revolução freudiana, não visam, (embora questionem alguns dos mais caros valores de nossa civilização), deixar-nos entregues ao “vazio cultural”.

Ao propor uma “filosofia a golpes de martelo”, Nietzsche vislumbra uma nova filosofia, bem como, uma nova sociedade humana. Semelhantemente, ao falar contra a repressão cultural que leva o homem moderno a neurose, Freud não fala propriamente contra a própria “repressão”, e sim, contra a qualidade exacerbada de tal repressão cultural. O ser humano só existe onde existe cultura, por isso, ele se nutre sempre de ilusões, ele é um ser “falsificado” por nascença.

O problema levantado pelos dois pensadores em questão, não é o fato de existir ficções na natureza do homem (afinal, sua própria natureza é uma ficção), mas sim, o fato de existirem ficções deletérias, ilusões que levam o homem a decadência de seu potencial ativo. Isso foi lembrado da seguinte forma por Freud: A vida, tal como a encontramos, é árdua demais para nós; proporciona-nos muitos sofrimentos, decepções e tarefas impossíveis. Afim de suportá-la não podemos dispensar as medidas paliativas. ‘Não podemos passar sem construções auxiliares’, diz-nos Theodor Fontane. Existe talvez três medidas desse tipo: derivativos poderosos, que nos fazem extrair luz de nossa desgraça; satisfações substitutivas, que a diminuem; e substâncias tóxicas, que nos tornam insensíveis a ela. Algo desse tipo é indispensável.¹² O homem sermpre foi usado dominado e vitima das culturas predominantes. Esse dominio vem com maior o menor intensidade dependendo das influencias do ambiente, dos movimentos sociais e da Era em que esses individuos se encontram.

Na nossa Era atual nós somos mais remetidos pra fora do que pra dentro de nós mesmos isso faz com que nos apeguemos a materia, sintamos falta de tudo que perdemos e tenhamos uma enorme dificuldae em aceitar que não temos mais o que gostamos ou desejamos. Mas vejo a busca de muitos incessantemente por novas filosofias iludibriantes e por não dizer alucinantes. por meio de pregações de um paraiso que será conquistado por meio de conversões que revelam muito mais o fanatismo do que a fé verdadeira.

O grande numero de revoluções e avanços tecnologicos aliados a uma linguagem liberal, banal e por não dizer futil e homem deixa de lado a moral os principios da alma e a etica pessoal. Isso os deixa muito vulneral as tentações da carne ao apelo da materia e o encontro aos pecados. Assim ele sente um vazio em sua alma que tenta preenche-lo com dinheiro, sexo facil e o pior com violencia aliada ao egoismo ou mentira. Por isso devemos meditar, orar e buscar nossa luz interior, pois só assim poderemos preencher esse vazio da alma com fé firme valores e principios morais e divinos que nos colocarão mais proximos de Deus. Isso independe de religião, mas de amor a nós mesmos ao criador e ao proximo. O que Freud nos diz, é que o homem não vive sem um pouco de “auto-engano”, porém, o uso exagerado dessas defesas é que seria o verdadeiro problema.

Para Nietzsche, o “modo de ser” da vida , é sempre a manifestação de um jogo constante de forças, a vida luta pelo domínio, quer sempre se expandir, esse movimento intenso de crescimento ele chama de vontade de potência. O pensamento de Nietzsche se opõe a tudo que vai contra a essa vontade de potência, tudo aquilo que se apega a estaticidade e ao imóvel, acaba por gerar decadência. A mera conservação da vida é sempre na realidade, pensa Nietzsche, uma forma velada de declínio. O que Freud está dizendo neste curto fragmento, é que o homem não vive sem um pouco de “auto-engano”, porém, o uso exagerado dessas defesas é que seria o verdadeiro problema.

Para Nietzsche, o “modo de ser” da vida , é sempre a manifestação de um jogo constante de forças, a vida luta pelo domínio, quer sempre se expandir, esse movimento intenso de crescimento ele chama de vontade de potência. O pensamento de Nietzsche se opõe a tudo que vai contra a essa vontade de potência, tudo aquilo que se apega a estaticidade e ao imóvel, acaba por gerar decadência. A mera conservação da vida é sempre na realidade, pensa Nietzsche, uma forma velada de declínio.

Carlinhos Lima - pesquisas

As más energias que nos prejudicam



A inveja, "mau olhado", magia, "eguns" (espíritos) ... Existem pessoas, ainda que involuntariamente, por uma sensibilidade ou fraqueza astral/espiritual, absorvem cargas negativas de outras pessoas ou ambientes.

Origens:
- Dirigida: resultado de ação de magia, de inveja sofrida, mau olhado ...
- Ambiental: locais como cemitério e hospital (onde existe uma concentração de espíritos), casas, local de trabalho ...
- Egun: são de dois tipos distintos; 1) espíritos "sem luz" altamente destrutivos que "encostam" nas pessoas, quer por ação de magia ou ainda por sensibilidade da pessoa. 2) espírito de parentes ou amigos quando em vida, que no seu desconhecimento inicial do mundo espiritual, tentam nos "ajudar" mas acabam nos prejudicando sem perceber.
- Retorno: toda energia por nós emitida, seja positiva ou negativa, sempre volta com as suas conseqüências da Lei do retorno.


Os sintomas provocados pelas cargas negativas nos atingem de várias formas

Vida afetiva
Relacionamentos abalados ou destruídos, falta de atração pessoal, solidão.

Caminhos, trabalho e objetivos materiais
Projetos que não se realizam, dificuldade de relacionamento e produtividade no trabalho, desemprego e dificuldade para obtê-lo, "portas que se fecham", perdas e prejuízos ...

Disposição física e mental
Sensação de "corpo pesado" e peso sobre os ombros, pressão na nuca, tirando nossa energia e poder de reação, causando angústia, depressão, pessimismo, inquietação, nervosismo exagerado, insônia, sonolência durante o dia, cansaço, desânimo, vendo as coisas mais feias do que realmente são, sofrendo por antecipação, idéias ruins e de auto destruição.

Saúde
Saúde frágil, doenças que não curam, males que a medicina não explica ou detecte sua origem, dores de cabeça freqüentes, enxaquecas, dificuldade de cura...


As Soluções

"A solução dos problemas muitas vezes não é um fenômeno (como uma varinha de condão que batemos e o mal some ou as coisas se modificam instantaneamente) mas cada um tem uma forma de tempo de resolução."

"Através do trabalho de limpeza - ebó - que eliminam as energias negativas, que agem como um campo de força em torno da nossa aura, impedindo que coisas boas se aproximem e atraindo mais negatividade e dificuldades."

As soluções passam por uma "limpeza" e fortalecimento da aura, e são as mais diversas, através da diversidades de "sacodimentos" , oferendas, ebós, boris, obis, abôs, pembas ... sempre de acordo com o indicado pelo jogo de búzios, ou mesmo pela vasta experiência prática do babalorixá, o qual já sabe o que fazer em situação conhecida, pois muitas vezes não há a necessidade de se jogar os búzios, como nem sempre é preciso "fazer" alguma coisa, em virtude desta experiência, o babalorixá se torna um psicólogo prático, e um bom conselho e orientação resolvem situações. A forma varia de nação para nação, que são as origens dos locais africanos das diversas casas de candomblé; keto, angola, gêge, fon, ijexá...

Existem casos em que a "limpeza" por si só não é suficiente, oferendas aos orixás, para obtenção de alguma ajuda específica ou generalizada, é preciso, bem como, só oferenda e pedidos não é o suficiente - "para tratar uma ferida, é preciso, antes limpá-la" - há necessidade de se deixar a aura limpa para receber o axé necessário.

"A abertura de melhoria de determinados caminhos pode se obter através de pedidos aos orixás por meio de oferendas e Orô - reza dos orixás."

Oferenda
"Quando fazemos alguma oferenda, comida aos orixás, o orixá se utiliza dos elementos símbolos ali contidos e transforma em energia positiva, seu axé."

Ebó
"Trabalho de lipeza de aura das energias negativas (encosto de espíritos - magias - doenças de plano astral)"

Abô
"Banho de ervas (selecionadas) maceradas para lipeza de aura."

Pemba
"Favas - sementes - raladas com pemba (giz especial) branca, utilizada para limpeza da aura. Este pó deve ser passado na cabeça e corpo - utilizado para limpeza e energização."

Qualquer problema é tratável sem a necessidade de uma iniciação, por mais grave que seja, a iniciação é um exercício de vontade, de amor ao orixá, o qual requer dedicação; fazer o "santo" é uma missão, é mais um elemento para atender ou auxiliar no atendimento à quem da religião necessitar, com todos os requisitos necessários ao bom cumprimento, seriedade, humildade, fé, disponibilidade de tempo quando solicitado em detrimento a um lazer pessoal.

Em muitos casos se restaura uma energia pessoal, que de certa forma foi "contaminada" e se acrescente uma boa dose de energia positiva a qual está necessitando para desempenho das suas funções. Este tipo de tratamento eu comparo como uma limpeza de caixa d'agua, onde se tira toda água suja, esfrega-se as paredes com um bom produto de limpeza e coloca-se água limpa, aliás operação que deveria ser feita periodicamente, pois o contato com essas energias negativas é comum e constante. Sabiamente em alguns lugares da China e da África um doente antes de se internar num hospital , passa por uma limpeza de aura, que vai auxiliar a sua cura. Assim como a gordura de uma cozinha se acumula sobre o azulejo, as energias negativas se acumulam sobre nossa aura, formando um "campo de força negativo" , onde as energias boas "batem e resvalam" , nos deixando expostos a toda gama de consequências já relatadas, que estamos sujeitos; e assim como não basta um pano com água para "lavar" a gordura do azulejo, mas um bom detergente; em nossa aura, é pura inocência achar que simples banho de água e sal ou poucas ervas, serão suficientes para um bom resultado, é como dar aspirina infantil para úlcera.

"Nosso orixá não tem obrigação de nos dar mas, o receber é consequência dos nossos atos."

"Receberemos o axé pedido se: Merecermos e se for o tempo de recebermos."

"Quem vê a vida somente com os olhos do interesse não enxerga o caminho."

Carma e estudos



Devemos estar o tempo todo seguros de que cada parte da escada que nos ampara e eleva está firme e estável. Porque é mais perigoso correr escada acima, se ela balança, do que lutar em cada degrau inferior até torná-los seguros. Uma outra forma de abordar as vidas passadas é a utilizada pelos místicos, através da Astrologia Cármica associada à Numerologia Cabalística.

Na astrologia tradicional, a décima segunda casa representa a autodestruição, os assuntos secretos e o processo subconsciente. Acredita-se que carregamos memória cármica em nosso subconsciente e que essas lembranças podem nos enfraquecer na vida presente. Quando removemos o obstáculo criado por medos e culpas subconscientes, vemos que o caminho para transformação pessoal está ainda mais além.

A Astrologia, que é uma ciência milenar, aplicada ao estudo da influência dos astros no comportamento humano, afirma que quando a órbita da Lua se cruza com a órbita da terra ou do Sol, forman-se os Nódulos Lunares. Esses nódulos representam as principais chaves para o entendimento de cada vida como parte de um tecido contínuo. Eles indicam a sua herança das vidas passadas e podem ajudá-lo a compreender melhor o seu carma.

Os Nódulos Lunares representam a relação de causa e efeito através da qual você dirige sua vida; eles fazem a diferença entre a Astrologia comum e a Astrologia Espiritual. Estes dois pontos sensíveis podem mostrar-lhe quais são seus objetivos atualmente e quais os hábitos de vidas passadas que o estão impedindo de alcançá-los. É através dos Nódulos Lunares que a Astrologia Ocidental se capacita a relacionar esta ciência divina com o conceito hindu de reeencarnação e passa a chamar-se de "Astrologia Cármica".

Os Nódulos Lunares são como pólos magnéticos da alma, um vindo do passado e outro rumando para o futuro. O processo a que chamamos vida, mescla estes dois extremos de forma a permitir a felicidade do indivíduo, já que a presente encarnação é um símbolo de sua transição do passado ao futuro. O Nódulo Norte da Lua não se caracteriza como planeta, mas pode ser considerado uma ponte entre sua vida presente e seu futuro. O Nódulo Sul da Lua é considerado uma ponte entre sua vida passada e esta onde você está vivendo.

O Nódulo Lunar Norte influencia positivamente a sua vida, ele mostra os pontos de sua personalidade que devem ser trabalhados para que você possa evoluir espiritualmente nessa existência. O Nódulo Lunar Sul, que se localiza sete sígnos após o Nódulo Lunar Norte, exerce uma influência contrária ou negativa, indicando de que forma atuam os seus instintos, conforme as experiência que trouxe de suas vidas anteriores.

Para um astrólogo experiente, a interpretação do Sol, da Lua e das posições do Nódulos Lunares, podem revelar toda a vida da pessoa. A Numerologia Cabalística utilizando o princípio da sincronicidade,que é adotada por esta técnica, busca em nosso inconsciente os registros do passado de uma pessoa que tenha o mesmo número ou código individual que cada um de nós possui na vida atual, como uma espécie de impressão digital. A introspecção é a porta sincronística que nos leva a este registro cósmico enquanto a numerologia nos remete ao indivíduo procurado. Uma das mais fascinantes revelações que se pode ter por esta técnica é a relaçao numerológica : nome/causa/efeito.

Na configuração dos Odus também pode-se ter uma noção muito forte. O famoso filósofo, teólogo e místico irlandês George Berkeley afirmava que o que vemos é o resultado de nossa consciência ou atividade mental e não dos nossos sentidos. E aquilo que pensamos, passa a ter vida em algum lugar e em algum tempo. Assim, para aqueles que acreditam, o seu personagem é efetivamente real; para os que não acreditam é preferível não lidar com estes fenômenos.

Carlinhos Lima - Astrologo.
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