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Os Orixás regentes de 2027

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sábado, 29 de junho de 2019

Enfrentar angústica, solidão e vazio existencial



Quando estiver num momento de solidão, angústia ou mesmo de vázio, busque o poder da música... se não tocar algum instrumento, saia pra curtir a natureza, o som dos passaros observar as folhas, o barulho do vento, sentir a brisa no rosto, meditar sempre faz bem! Mas, sempre tentando limpar o coração, nada de sentar-se sozinho pra maquinar coisas ruins! Ao evocar o amor e invocar a alegria, Deus tocará sua mente e seu coração... A maioria das pessoas que cometem suicído são aquelas que fecham o coração com a chave do egoismo, teimosia e malignidade... Se a barra tiver muito pezada, evoque seu Anjo Guardião, ele te consolará, assim com os anjos consolaram o Cristo no Monte das Oliveiras... Namasté..
Climazzen Astrologia

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A importância da solidão



A filosofia não deseja a sabedoria ou o saber, ela não nos ensina verdades, nem comportamentos. Haverá quem diga que ela se esgota em se perguntar o que ela é e o que é, numa solidão que não perturba ninguém. No máximo, talvez oferecesse uma ideia útil ao desenvolvimento das riquezas ou o sonho de outro sistema social completamente diverso, ou até mesmo o ópio metafísico da consolação. Os filósofos seriam loucos papagaios palradores que a humanidade veicularia consigo no decurso de sua história, sem proveito, mas também sem grande perda. Eles bem que podem interpretar o mundo, mas permanecem a suas portas sem nunca chegar a transformá- -lo. Podemos, então, nos perguntar em 2014, como fazia Jean-François Lyotard em 1964: por que filosofar? Que motivo há para ainda filosofar, a voltar a nos engolfar no hiato do sentido e isso, toda vez e sempre, em uma ingenuidade revivida que se pode chamar de infantil?
Quem se pergunta se pode valer a pena filosofar já começou a filosofar. Filosofaremos, então, pelo único motivo de que não podemos escapar à filosofia.
Um texto inédito de Jean-François Lyotard, no qual ele responde com pedagogia e clareza a esta simples pergunta: “Por que filosofar?”. Obra indispensável para todos os leitores que se lançam ao estudo da filosofia, assim como para todo leitor interessado na obra de Jean-François Lyotard ou em questões filosóficas. De rara limpidez pedagógica, ao mesmo tempo de rara profundidade, esse curso de introdução à filosofia dado por Lyotard em 1964 é totalmente inédito.

sábado, 12 de novembro de 2016

Orixás, signos e personalidade - a herança ancestral e os caminhos de cada um

Orixás, signos e personalidade - a herança ancestral e os caminhos de cada um
As lindas filhas dos orixás

Viva sua força ancestral com sabedoria e controle os instintos

O nosso comportamento, depende muito de determinados fatores, como por exemplo, o nosso DNA. Uma pessoa que tenha um corpo atlético por exemplo, de alguma forma vai se direcionar a atos que tenham haver com o uso da força física. Antigamente, logo seria convocado pelo exercito, especialmente em tempos de guerra, há séculos atrás. Mulheres que nascem lindas, exuberantes e atraentes, terão caminhos voltados ao uso dessa beleza de alguma forma. E entram também o fator escolha ou livre-arbítrio, pois tem pessoas que querem seguir os instintos e outras não. Sim, instintos, outro fator importante que moldará não só nosso ser, como também nossa vida. 

Uma pessoa por exemplo, que segue seus instintos de inclinados a gula, de certa forma, mesmo  tendo nascido com uma genética privilegiada, irá influir em seu corpo, podendo mesmo até gerar doenças. Então, nascemos com predestinações, com um corpo moldado pra que cumpramos nossa missão de vida, um cerebro pra guiar esse corpo e processar, tanto informações conscientes, quanto inconscientes. E acima de tudo isso, forças que regem as leias da natureza, do universo e da espiritualidade. Uma pessoa que nasce num clã voltado a lutas por exemplo, terá sua vida, impregnada dessa realidade de combate, assim ao nascer fraco e sem porte pra ser um grande lutador, tanto não será aproveitado pela família nisso de luta, quanto também, poderá se sentir mal com isso. O que quero dizer é que nascemos com um destino individual, mas, ao mesmo tempo, inseridos num destino coletivo. Assim, que consegue encaixar-se com perfeição nesses dois eixos, serão mais facilmente pessoas de sucesso.

No que se refere a amor e sexo, por exemplo, é comum, as pessoas escolherem errado, desde os primeiros instantes que se iniciam nesses caminhos. E pior, continuam errando ao longo da vida inteira. Assim, tem meninas lindas que nascem pra ser "rainhas", mas, ao ser abusadas precocemente, perdem o rumo, a postura e a clareza de pensamento. Pois mesmo quando se libertam desse tempo de abusos, vão e escolhem parceiros que não lhe darão amor, só mais mágoas e decepções. Mas, não é dedo pobre como dizem. A verdade, é que ao agirem sempre pelos instintos, que de tal forma foi estimulado no início por pessoas ruins, cria-se um inconsciente voltado sempre aos instintos mais sombrios. A pessoa passa a seguir desejos mais destrutivos da alma. Ela consegue apagar a própria luz interior. 

Ao tratar-se de orixás, por exemplo, costuma-se interpretar errado a forma como o orixá influenciam esses arquétipos das pessoas. Costumam dizer que filhas de Iansã costumam ser assim ou assado, que filhas de Iemanjá são dedicadas a isso ou aquilo. Porém, não é o orixá específicamente que fazem as pessoas ser de um determinado modo. A verdade é que já nascemos predispostos a ser de uma determinada maneira, e viemos na vibração cósmica de determinados orixás, signos e odus, para aprenderemos lidar com isso. Para nos polir e para atingir o lado de elevação dessas forças. Acontece que nem todo mundo ou a maioria, não resiste aos encantos do lado mais sombrio, que se mostre sempre mais fácil. 

Se uma mulher tem por exemplo, uma tendência a ser viciada em sexo, seu orixá, não quer privá-la das delícias dessa atividade, mas, quer desse indivíduo, que faça isso, com respeito a si mesmo e acima de tudo a sua alma. E tanto homens quanto mulheres, tendem a seguir mais seus desejos que as razões da prudência. Quando uma mulher que tem uma pombagira forte, por exemplo, decide se tornar uma atriz pornô, ela está seguindo na verdade, uma série de padrões ocultos, não somente seus instintos pelos desejos sexuais, mas, também desejos financeiros, busca de fama, de uma vida confortável e de saciar seu ego. Pois em geral, são mulheres lindas, que seriam boas esposas, companheiras e boas mães. No entanto, a vida comum, não as atrai tanto quanto uma vida de curtição, prazer e suposta liberdade. Mas, uma atriz pornô, não pode ser tudo isso no futuro? Sim poderá se tornar mãe, esposa e buscar viver uma vida tida como "normal". Muitas vivem hoje um "pós-pornô", mas, não será a mesma coisa! Aquela menininha que foi criada pra ser a mulher linda da casa, que daria netos aos seus  pais e seria uma pessoa da família dentro dos padrões de seu clã e ancestrais, não é mais a mesma! Uma mulher que transou com incontáveis homens, que vivenciou o mundo da prostituição, percebeu o lado mais sombrio de sua pombagira e orixás, ou anjos, que eles na verdade, tinham a missão de evitar! Mas, espera ai. Sexo é tão ruim assim ou ser uma profissional do sexo é tão decadente? Depende muito de alguns fatores - especialmente o carma e missão espiritual de cada pessoa. Mas, se o sexo toca a consciência tão profundamente e seus tabus são tão difíceis de caírem, é porque há nele uma força maior do que se pensa. E sexo, jamais será maldito ou proibido da forma como religiões patriarcais divulgaram, mas, também a libertinagem, luxuria e anarquia sexual, também, não são tão acessíveis da forma que os liberalistas divulgam. A um caminho pra cada um. A prostituição pode acabar mal, como já acabou pra muitas que até se suicidaram ou tiveram sérias doenças.

Mas, isso é da vida, dirão muitas pessoas, apontando riscos e tabus em muitas outras formas, de vivenciar os instintos. E com este argumento muitos se matam no caminho nefasto das drogas, que injustificável bilhões se utilizam no mundo, matando a alma e patrocinando o mundo sombrio de Satanás. Drogas é uma ilusão de Satã, para pessoas que acham que minutos de êxtase, vão preencher seu vazio existencial, mas, na verdade só tornarão um pequeno poço de incompreensão e tédio, num buraco negro de destruição.

E da mesma forma homens que tenham um Exu forte, companhia de Eguns poderosos, kyumbas ou outras forças do próprio ser, como por exemplo, uma coroa sensível, terão sérios prejuízos a adentrar ao mundo das bebidas alcoólicas sem freio, das drogas e da luxuria. E quando eu falo aqui nisso tudo, não confundam com o falso puritanismo e intolerância das igrejas, na verdade, estou me referindo ao exagero, especialmente de quem tem restrições. Pois é muito comum, em especial, pessoas que viveram com mediunidade pra cumprir alguma missão, serem as primeiras a se desencaminhar. Pois o mal foca justamente nelas, pra que não cumpram nada.

E assim, os estúdios de filmes eróticos estão cheios de homens e mulheres que não deveriam está lá e que no fundo sentem algo latejando, mas, que sufocam as mensagens da própria intuição, com os desejos e luxuria. Estão cheio hoje e mulheres lindas nas esquinas das grandes cidades, transando com todo tipo de homem que só lhe trazem energias ruins. Mulheres que enchem a cara nas universidades e usam drogas, sexo banal e relações perigosas, quando na verdade, vieram pra cumprir missões importantes. Também homens e mulheres que estão nos morros, cumprindo tarefas pro tráfico, quando deveriam está cumprindo uma missão por seus ancestrais. Como também mulheres adulterando com qualquer tipinho, quando deveriam está sendo um ponto forte de sua ancestralidade na família.

Sexo é bom e os orixás o estimulam. Sem as amarras da igreja, mas, apesar de parecer contraditório, o que eles querem ao mesmo tempo é que sejam conscientes. Prazer com segurança, amor, com respeito a si mesmo, sexo com conexão e não com escravidão dos instintos. E tem pessoas que vieram pra se prostituir, até pra pagar um carma. Muitas vezes até vieram pra ser pessoas adúlteras, pra pagar uma dívida de vidas passadas, mas, a partir do momento que você sente que isso tá roubando suas energias e prejudicando seu ser, é alguma mensagem dos ancestrais pra que você pare. Além disso, as pessoas confundem transar com quem tem afinidade, com transar com qualquer um. Tem mulheres que bastam ouvir um poema, elogios e ser rodeada, logo vai baixando a calcinha, como que com ego inflamado, acha que é uma grande conquistadora. Assim como homens que acham que só somar o número de mulheres que leva pra cama, são troféus. E na verdade, apenas pensam seu carma. Por isso, a maior parte de homens galinhas, não amam e não são amados.

Outra coisa importante, que as mulheres precisam saber. Saibam que tem muitos homens que usam magias pra que seu magnetismo, leve a eles, muitas amantes. Em geral, eles pegam mulheres frágeis que saem de relacionamentos ruins ou virgens que se sentem mal amadas e inexperientes. E um segredo importante, o sofrimento de uma mulher abandonada, só serve de mais energia pra esses conquistadores pegarem a próxima. Quanto mais um homem tem mulheres sofrendo de amor ou o que elas acham que é amor, mas, é apenas obsessão, mais ele conquista. É uma corrente, que só quebrará, quando elas vão acordando e sendo libertadas. Saiba que quando mais você sofre por um cafajeste, mas, ele tem poder de fazer novas vítimas.

A verdade, é que temos que tentar entender nossa natureza, não nos guiar por dogmas religiosos e filosofias manipuladoras. Temos que curtir sim as delícias do sexo, nos vestir como nos sentimos bem e sermos originais. As filhas de Oxum por exemplo são amantes excelentes, mulheres deliciosas na cama e parceiras magníficas. São exuberantes por natureza e sábias, com alto grau de intuitividade. Assim como também filhas de Iansã tem fortes impulsos sexuais, coragem e força. Como também as lindas filhas de Iemanjá, Ewá, Obá ou Nanã. Mas, o que deve ser evitado é que se tornem presas fáceis, objetos nas mãos dos aproveitadores e canalhas. Que sejam originais sim, procurem sentir seus dons, seus talentos e que utilizem-se de sua beleza natural, mas, sem cair moralmente e nem eticamente.

Tem muita gente que é encrenqueira por natureza, por exemplo. Acho que quase todo mundo conhece aquele tipo de mulher que não liga de se relacionar com homens comprometidos, casados, noivos, namorados de outras e por ai vai. Assim também como tem aquele que fica sempre de olho no cargo do próximo, que tomar seu lugar, derrotá-lo politicamente, muitas vezes por birra e por inveja mesmo. Tem pessoas que nasceram pra disputas. E esse é um trama recorrente em terreiros de cultos afro-brasileiros. E uma coisa pra você buscador de primeira ou de viagem de vida toda, tome cuidado, respeite bem seus limites, os outros e seus protetores, assim não terá problema. Não dê ouvidos a pais de santo idiotas que ficam te jogando contra seu vizinho pra ganhar sua grana com feitiços, jogando você contra 'deus e o mundo', pois na hora de você se ferrar, todos te abandonam. Lembre-se bem do ditado popular: "não cutucar onça com vara curta"!

Quem não passou ou pelo menos não conhece alguém que perdeu o marido ou a esposa pra outro que trabalho incessantemente pra tomar de você? Quem não se deparou com pessoas que maquinam o tempo todo pra te passar a perna e ficar com seu emprego e seu espaço? Pois é! O mundo tá cheio! Mas, felizmente, não são todos, pois sabemos bem, que ainda há pessoas de bom caráter e éticos que só querem vencer por méritos. Mas, como a musica que diz que "um elefante incomoda muita gente, dois elefantes, incomodam, incomodam, incomodam muito mais...", ou seja, as vezes, além de um invejoso que já nos torra a paciência, aparecem outros, pra apoiá-lo e pra tentar nos ferrar mais. É por isso que devemos está sempre espertos, preparados espiritual e psicologicamente. Não dá margem pro azar e tá de corpo fechado.

Entre os orixás, Obá, tem uma vibração que sempre gera filhos desses meio encrenqueiros, que encrencam principalmente com as filhas de Oxum, mas, claro, nem todos os filhos desse orixá são assim, apenas os que ainda não alinharam seu axé e está negativos. Na verdade são pessoas maravilhosas, que se prestam a servir, mas, o problemas é que são muito finos, se afinam facilmente e quando querem um objetivo, fazem tudo, até mesmo se prejudicarem pra prejudicar quem tá lhe atrapalhando ainda mais. Portanto, rezem pra não terem uma filha ou filho de Obá como inimigos...

 Independente de nossas opções sexuais, todos nós temos a nossa sexualidade. E todos nós temos a energia física, mental e espiritual, também direcionada, a essa área. Mas, atualmente virou moda, talvez por causa de uma calúnia que lançaram ao M. Jaskson, de se dizer "assexuado", pra mim isso tudo é balela. Somos todos seres orgânicos, que nos reproduzimos através do sexo e usando-o ou não, ele faz parte de nossa estrutura, tanto física, quando mental e energética. Mas, enfim... Toda mulher tem pombagira, apesar de quando se fala isso pra alguma mulher vem logo um espanto tremendo... E explicar o por que, pra que e o que é, aqui é impossível, então quem sabe o que são pombagiras, como atuam e o que fazem em nossa vida espiritual, deixo aqui também outra afirmação: em algumas mulheres a pombagira é ativa e em outras inativa. Por isso muitas ignoram, não sentem e se surpreendem. O que determina isso, é a quantidade de energia feminina e masculina, ou ativa e passiva do horóscopo de cada uma. E ainda além, há entre as ativas, as que estão de frente, as que estão de lado, atrás ou acima, como também as que estão bloqueadas, sem luz ou sem força. Enfim cada uma tem um grau de missão, carma, destino ou chamemos como quisermos. E entre as inativas, também, tem que se observar o enquadramento, alinhamento, odú, ancestralidade, entre outras coisas. Como por exemplo, a que linha pertence, qual orixá comanda a cabeça, que tá de frente ou qual o anjo da guarda - enfim cada uma pessoa é um ser único e tem seu código em particular. Mas, o certo é que a que se conecta com equilíbrio e perfeição a energia de sua protetora bombogira, tem maior sucesso no amor e atinge melhor o ápice sexual. 

Quem lê a Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, ou mais precisamente nos livros 'Sapienciais", verão trechos importantes de ensinamentos e um que nos chama muita atenção é o que diz "Tudo tem seu tempo". E assim tempo de plantar, colher e por ai vai... O erro nosso na sociedade moderna é querermos fazer muitas coisas e nunca concluímos nada, pois não respeitamos o curso das coisas. O ser humano também ou é tradicionalista, quer fazer sempre as mesmas coisas sem mudar ou corrigir, ou é exagerado, se vicia fácil e vai sempre ao encontro do dano próprio ou dos outros. É por isso que sempre acaba se prejudicando. Ele não busca fazer as coisas com equilíbrio, ouvir a consciência e analisar se aquilo tá sendo benéfico. Assim se corre, quer correr demais, se bebe, quer beber demais, se gosta de sexo, quer sexo demais... e assim por diante. A grade elevação do homem é aprender a ter equilíbrio, respeitar os limites e a si próprio.

Tem dias que precisamos dançar, cantar, extravasar, tem dias que precisamos de silêncio, paz e harmonia. Mas, o homem não sabe montar sua agenda existencial. Ele quando gosta de uma coisa, quer muito daquilo, as vezes só quer aquilo. E infelizmente, tem muitas pessoas que são fáceis de viciar-se em tudo. Alguns em jogo, outros em bebida, chocolate e por ai vai. O homem tem o vicio como sua maior tentação. O que temos que fazer na verdade é dançar quando temos que dançar e respeitar o corpo, quando temos que descansar. Mas, não tô me referindo apenas a dança, mas, a tudo que precisa ser respeitado em nossa vida. Tudo demais é sobra, como já diz o ditado popular...

A dança é extremamente importante, ela é bem vista no momento de festas profanas, como também nos momentos onde a religião exige do buscador uma onda de liberação de energia pra se conectar ao sagrado. Dizem até que os deuses criadores dançavam enquanto criavam o universo. Nas mais variadas religiões, a musica é muito importante, mas, em especial no sistema magistico onde se manifesta uma conexão com as forças sobrenaturais ou divinas, a dança é até arte bem superior que o canto, pois o médium podem deixar o corpo em movimento mesmo em silencio, apenas sentindo as vibrações corporais fluírem. Dizem que no espaço o silencio impera, mesmo assim os astros dançam em seu ritmo, incansável durante toda eternidade. A pessoa que tem o dom da dança, tem sua bioenergia mais equilibrada, coloca fluidos energéticos pra fora e emana vibrações com maior facilidade. Em cultos primitivos antigos os sacerdotes e escolhidos dançavam, em extasie ou sóbrios pra se purificar e sentir seu Deus interior fluir. Os ciganos adoram dançar em volta da fogueira e a dança todos nós sabemos que desde que ela não seja o cumulo da profanação, como vemos em certas musicas e danças hoje, só fará bem ao corpo! Axé a todos.
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Carlinhos Lima
 

terça-feira, 22 de março de 2016

Infelicidade: Pessoas inteligentes tendem a ter menos amigos

Segundo um novo estudo, o cérebro de um gênio funciona de forma diferente. No caso deles, ao contrário do que ocorre com a maioria da população, a socialização pode levar à infelicidade

Enquanto a maioria das pessoas relata uma maior satisfação ao interagir mais com amigos, pessoas com QI mais alto preferem a solidão
Enquanto a maioria das pessoas relata uma maior satisfação ao interagir mais com amigos, pessoas com QI mais alto preferem a solidão
Enquanto a maioria das pessoas relata uma maior satisfação ao interagir mais com amigos, pessoas com QI mais alto preferem a solidão(Thinkstock/VEJA)
Um novo estudo descobriu por que gênios tendem a ser solitários. De acordo com uma pesquisa publicada recentemente na revista científica British Journal of Psychology, quanto mais as pessoas muito inteligentes precisarem socializar, menos satisfeitas elas estarão com a vida.
Para chegar aos resultados, os psicólogos evolucionistas Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, na Grã-Bretanha, e Norman Li, da Universidade de Administração de Singapura, em Singapura, questionaram 15.000 pessoas, com idade entre 18 e 28 anos, sobre a felicidade. Foram analisados também dados como a densidade populacional do local onde os voluntários viviam e a frequência de interação com os amigos.
O estudo se baseou na teoria da savana, proposta em 2004 por Kanazawa. Segundo a tese, ancestrais que viviam na savana Africana precisavam ser sociáveis para sobreviver a um ambiente hostil. Naquele tempo, a população era escassa, com cerca de 150 integrantes por grupo. Os pesquisadores acreditam então que, por causa da herança ancestral, a maioria das pessoas atualmente relata sentir-se mais feliz quando vive em lugares com menor densidade demográfica e quanto mais convive com amigos e familiares.
O que o novo levantamento mostrou, contudo, é que isso não se aplica para aqueles que são muito inteligentes. No caso de pessoas com QI muito alto, a densidade demográfica baixa não aumenta a sensação de felicidade. Além disso, quanto mais elas precisam socializar com outras pessoas, a satisfação delas com a vida tende a ser menor. "O efeito da densidade populacional na satisfação com a vida era mais de duas vezes maior para os indivíduos de baixo QI do que para os indivíduos com QI mais alto. E indivíduos mais inteligentes eram, na verdade, menos satisfeitos com a vida se socializavam com seus amigos com mais frequência", escreveram os autores.

Os autores acreditam que os indivíduos considerados gênios possuem cérebros mais evoluídos, o que os tornaria mais adaptados aos desafios da vida moderna. O problema é que essas pessoas estão sujeitas a viver em constante conflito entre aspirar objetivos maiores e estar vinculado às raízes do passado evolutivo.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O pelicano e a solidão

Volto a figura do pelicano. Ela ocorre uma única vez na Escritura, no Salmo 102,7, onde o Salmista se queixa de estar solitário como o pelicano no deserto. Desse verso do salmo nasceu a comparação com Jesus na solidão, seja durante o jejum de 40 dias no deserto, seja no Horto das Oliveiras, quando todos os apóstolos fugiram. Em telas que reproduzem esses dois momentos da vida de Jesus, não raro aparece a figura do pelicano para reforçar o sentimento de solidão e abandono. O pelicano aparece também como símbolo da Igreja, para dizer que ela é mãe dedicada, que se doa inteira para seus filhos, alimenta e faz reviver seus membros. Nesse sentido aparece nos portais da igreja e nas pias batismais. Muitas vezes significa ao mesmo tempo a Igreja e o Cristo misericordioso e eucarístico.

A solidão não é um tema importante apenas no cristianismo, mas também nas religiões espiritualistas como Budismo e Hinduísmo. Meditação e momentos de solidão são sempre importantes na busca espiritualista. Entre os orixás, temos os que mais estão ligados a solidão, como Omulú, Ossaím, Nanã e Iroko. E se a alegria parece ser boa pra alma, ela nem sempre é boa para a busca espiritual. As vezes quando o homem está mais triste, solitário e centrado em si mesmo, é que ele está mais iluminado.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Preencher o vazio existencial

Seria o caso comum de muitas pessoas que dizem estar aguardando o ser ideal para se lhes vincular, tendo em vista que essa é uma ambição generalizada. E como todos estão aguardando que seja o outro o preenchedor do seu vazio existencial, aumenta o número dos solitários e insatisfeitos em todo lugar, mesmo na multidão, na família, nas vinculações da afetividade apressada... Todos os seres necessitam do estímulo da ternura que mantém os relacionamentos nos momentos difíceis, as afeições quando se vão desgastando, interrompendo o fluxo da animosidade quando se apresenta. A ternura é resultado da cultura e da vivência das ações superiores do amor, que estabelece paradigmas de conduta enobrecedora, externando-se em curiosos fenômenos de simpatia e de generosidade.

Não havendo a ternura que estreita os vínculos do amor entre aqueles que constituem a parceria, o gozo desfrutado é muito fugaz e dá lugar a aspirações diferentes, abrindo a mente a sonhos e ambições por outrem que lhe proporcione mais do que a febre do desejo e da realização rápida. Em consequência, nasce a insatisfação, a procura de alguém que seria o ideal mitológico da perfeição, sem a preocupação pessoal do que esse buscado com ansiedade também deseja. Nas uniões sexuais, por exemplo, um dos fatores de futuros desentendimentos é a falta de ternura com que se relacionam os parceiros. Mais atraídos pelo prazer sexual, as pessoas quase não valorizam a convivência, porque são carentes afetivos interiores que esperam ser preenchidas pela outra, que também padece da mesma ausência de afetividade pessoal. Passadas as sensações do prazer valorizado, surgem os atritos dos solitários a dois, que se olvidam de ser solidários reciprocamente.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

É muito difícil se conformar com a morte, com a solidão e com a falta de amor

O destemido Théoden rei de Rohan fala a Eowyn uma coisa muito sábia, mas, muito difícil de aceitar. Diz ele: "não choreis por aqueles que é chegada sua hora...".

Racionalmente falando, parece compreensível e até mesmo espiritualmente falando, até nos confortamos com as promessas de uma vida eterna que continua após a morte. Mas, como aceitar? Como não chorar, a morte de nossos entes queridos? Um avô que se vai, um pai, um irmão, um amigo ou um conhecido! Como não chorar a dor da perda? Um amor que se vai, uma vida que finda! Como não chorar? Se nosso lado racional, aceita isso, o nosso lado emocional nunca aceitará tão fácil...
 As relações humanas são complicadas, muitas pessoas pensam ter o controle da situação, mas, o amor, o sexo e as relações como um todo são sempre um desafio. Sempre temos a nos surpreender com o outro. Conviver com pessoas é conviver com alma, com uma caixa de sentimentos, segredos e energias que estão fora de nosso controle.

Por isso muitas pessoas se fecham, não querem sofrer, não querem repetir o fracasso dos pais, não querem ter o mesmo final triste dos amigos. Mas, como disse o sábio rei Théoden rei de Rohan a Eowyn, "coloque alegria em seus olhos...". Não devemos nos preocupar com os erros dos outros. Devemos apenas sentir o amor, se abrir para aquilo que sentimos. Claro que evitar aventuras, coisas perigosas e especialmente, evitar ser usado pelas pessoas que tem intenções ruins a nosso respeito. Mas, não devemos nos afastar daqueles que nos amam, que demonstram amor e carinho.

sábado, 6 de novembro de 2010

Os Encostos e Obsessões l

Os Encostos e Obsessões l
Os Encostos e Obsessões l

 Forças tenebrosas que nos perseguem - a Escuridão da Alma


Tendo em vista que para os umbandistas corpo e mente constituem uma unidade, pertencente ao mundo físico e contraposta ao plano espiritual, cósmico, a doença mental surge sempre no discurso sobre doença de forma geral. Encostos, faltas não expiadas em outras encarnações, mediunidade não desenvolvida, más influências de terceiros, trabalhos feitos. Vemos que - tudo isso pode acarretar perturbações tanto no corpo como na mente. Por outro lado, sendo a terra "um planeta de trevas, de expiação, de sofrimentos, por isso o mal predomina nos espíritos reencarnados neste mundo: somos imperfeitos, isto é, somos maus, orgulhosos, odientos, vaidosos, vingativos, ciumentos, invejosos e temos faltas a redimir provindas das encarnações anteriores", de acordo com as palavras de um líder umbandista , a humanidade está sujeita a toda sorte de más influências que afetam as pessoas mais fracas, sem a cobertura e proteção dos guias.

A existência do mal no mundo, que para os adeptos mais intelectualizados da Umbanda é resultado da posição inferior que a terra ocupa no plano evolutivo cósmico, no discurso de pais e mães-de-santo de terreiros mais populares aparece vinculada a problemas muito concretos que afetam a vida de seus clientes: dificuldades econômicas, conflitos familiares, desemprego, e outros.

Neste caso, a doença mental, ainda que sempre referida ao plano espiritual, não está diretamente vinculada à interferência dos fatores sobrenaturais, mas é conseqüência de conflitos e dificuldades bem prosaicos.

Nos terreiros mais populares não há a preocupação globalizante do discurso dos intelectuais umbandistas que procuram relacionar tudo ao plano cósmico e para quem a desordem se situa no desajuste entre este plano e a esfera dos mortais. Mais colados ao cotidiano de seus consulentes, seu móvil é menos a coerência doutrinária que a busca de alívio para os problemas concretos e existenciais daqueles que os procuram.

No primeiro contato nesses terreiros, as pessoas com seus problemas, suas dores, rancores e magoas, se deparam geralmente com alguém que se diz preparado pra resolver tudo e responder todo questionamento consultado. Mas, na verdade isso muito raramente se concretiza. Porque muito além do conhecimento de rituais, de entidades ou somente do contato com o plano espiritual, há uma necessidade de conhecer tambem o cotidiano da pessoa, a pisique humanda, os problemas do dia a dia, pra que se possa avaliar até onde as influencias são espirituais ou não! Nem tudo é influencia de espiritos como muitos querem propagar, mas, nem tudo é apenas pisicologico como a medicina convencional quer aprovar. Cada caso é um caso e cada pessoa tem seu complexo codigo de vida.

A primeira conclusão a que se pode chegar sobre o caráter da doença na concepção e prática umbandistas é que as perturbações, sejam físicas ou mentais, estão sempre relacionadas com o plano espiritual: de forma explícita, no discurso dos intelectuais e dirigentes da Federações Espíritas, portadores de uma doutrina mais elaborada; nos terreiros mais populares essa relação é mais difusa e fragmentária. Algumas, como as doenças de origem cármica e as perturbações consideradas sintomas de mediunidade, são diretamente produzidas pela interferência do plano cósmico na vida dos mortais. Mas, há tambem interferencia que nada tem de sobrenatural, é apenas energia telepatica, as vezes sugadoras, outras vezes interferentes e ainda apenas de intervenção pisicologica. Ou seja, tem gente que aprende manipular as pessoas fazendo com que elas vejam, sintam e se deparem com situações que lhes parecem reais, apesar de não passar de ilusão.

As doenças decorrentes de encostos, trabalhos feitos e fluidos negativos de outras pessoas, ainda que induzidos pela ação de terceiros, de uma forma ou outra passam pela mediação da esfera espiritual: o encosto é a alma de algum morto, geralmente próximo ao enfermo (parente, colega) que por ignorância ou vingança apossa-se dele; os trabalhos feitos supõem manipulação de forças e entidades espirituais através de determinados ritos e as más influências são consideradas irradiações fluídicas maléficas.

Vejamos mais de perto o caso das perturbações produzidas por encostos. Aparecem repentinamente: a pessoa está bem e, de um momento para outro, começa a ter visões, idéias compulsivas de suicídio, surtos temporários de loucura - brigas com familiares, acessos de fúria com quebra de objetos em casa - ou é acometida inexplicavelmente por algum mal físico.

Na descrição da Umbanda: A primeira providência a ser tomada é identificar que tipo de espírito está encostado, pois o processo da cura dependerá de sua natureza: geralmente entram na categoria de quiumbas, isto é, espíritos sem luz, atrasados. Pertenceram a pessoas que se dedicaram, na terra, a fazer o mal e por isso depois da morte ficam vagando sem descanso.

Nem sempre são associados a pessoas que em vida tiveram alguma relação com o doente. Uma vez identificados - o que implica nomeá-los - e satisfeitos seus pedidos de tabaco, aguardente ou comida pois, como se viu, são considerados espíritos ainda muito próximos da matéria, deverão ser afastados.

O processo de expulsão inclui uma série de ritos conforme o grau de domínio do encosto sobre a pessoa. Se a possessão não é total, podem ser suficientes alguns gestos rituais, os passes: o paciente - descalço e desprovido de objetos de metal - é rodeado pelos médiuns incorporados com suas entidades que passam vigorosamente as mãos pelo seu corpo, de alto a baixo, da cabeça aos pés; dão-lhe baforadas de tabaco, fazem-no girar sobre si mesmo, sacodem seus braços, etc. Se o espírito resiste, insistindo em habitar e perturbar aquela pessoa, faz-se um descarrego ou desobsessão.

O ritual varia de terreiro para terreiro, mas o processo consiste em transferir o encosto do corpo do afetado para o do médium, que atua como uma correia de transmissão; tal prática é também chamada de transporte. São ainda empregados banhos de ervas, descargas de pólvora, defumações e outros recursos como técnicas auxiliares. Quando, no processo de identificação, estabelece-se uma relação mais direta entre o encosto e a pessoa afetada, para fazê-lo subir é preciso descobrir os motivos pelos quais se apossou dela.

Este relato sugere aproximações e pontos de contato (mas também contrastes, igualmente significativos) entre o processo desenvolvido no âmbito de um sistema religioso com as práticas e pressupostos do aparato e espaços institucionais voltados para o tratamento da doença mental.
Sobrenatural
Os Encostos e Obsessões l

Não era seu propósito, entretanto, estabelecer uma comparação entre esses sistemas de cura procurando determinar qual seria o mais eficaz, "verdadeiro", nem ir muito longe na comparação, mesmo porque nenhum dos dois, especialmente o sistema baseado na medicina oficial. Interessa tão somente apontar algumas pistas para uma posterior discussão. Assim, diferentemente do hospital, por exemplo, a casa da mãe-de-santo - onde está situado o terreiro, ou local do culto - não se distingue das demais edificações do bairro: o material da construção, o estilo, os objetos e implementos domésticos, a decoração são os mesmos das outras casas da vizinhança; há roupas dependuradas no varal, não falta uma pequena horta ou jardim.

Observando-se com mais atenção, contudo, percebem-se, aqui e ali, alguns sinais que trazem a marca do sagrado: entre as plantas, há algumas especiais - arruda, guiné, peregum, espada de São Jorge e outras; uma ou outra vela acesa e, junto ao portão, a casinha de Exu, o guardião, o senhor dos caminhos e encruzilhadas (O encosto não se enganara: - "Aqui é igreja?"). Já as marcas de ruptura que o hospital introduz não são, assim, tão sutis: o edifício se destaca - grande e alto, branco e cercado de muros - com guichês, corredores, salas, celas, funcionários.

O poder que o pai ou mãe-de-santo exercem sobre a "loucura" dos outros tem como base e garantia o domínio sobre a própria loucura, provados através de seu desenvolvimento, a partir da feitura de cabeça, ou seja, de sua iniciação nos segredos e práticas sagrados, sujeitos a controle e contestação por parte da comunidade. Madrinha Lourdes "delira" junto com sua paciente, revive, com ela, sua própria crise; só que sabe como entrar e sair desse estado, e o faz ritualmente, de forma codificada.

A iniciante terá à sua disposição, para desenvolver-se, todo um espectro de possibilidades: será uma mulher sedutora e debochada, através de sua pombagira; arrogante e independente, por intermédio do caboclo; sábia e conformada, com seu preto ou preta-velha e assim por diante. Sua "loucura" não será mais a explosão incontrolável de forças desconhecidas e perigosas: começará e terminará ritualmente.

O tratamento realizado no terreiro, em vez de isolar o louco do convívio dos sãos, é integrador em vários níveis, pois fornece-lhe uma linguagem para exprimir sua loucura; ensina-lhe a conviver com ela, permitindo um reordenamento de tendências e pulsões desagregadoras; integra-o no grupo dos demais praticantes e o re-situa no meio de um grupo que não o vê como anormal, mas, ao contrário, como portador de uma missão.

A linguagem religiosa e as referências ao mundo dos espíritos que permeiam a prática umbandista não significam, pois, um mecanismo simplificador destinado a reduzir todas as perturbações a uma causa única, espiritual, "ilusória". É certo que a referência ao sistema religioso está presente e é a ele que se recorre em busca de fundamento.
desejos incontroláveis
Vícios, ciúmes, descontrole, luxúria desenfreada e violência

No entanto, na outra ponta do processo estão os problemas concretos e reais resultantes de dificuldades econômicas, familiares, afetivas, etc. as quais, sejam ou não pensadas em termos de encostos, trabalhos feitos, etc., não deixam de constituir fatores de angústia, sofrimento e conflitos. O discurso religioso globalizante, conforme afirma permite pensá-los dentro de alguma ordem, oferece um critério de classificação e representa um princípio integrador de acontecimentos que em sua incoerência se apresentam como insuportáveis. E a umbanda o faz à sua maneira.

Eguns nada mais são do que os espíritos que já desencarnaram, e os Quiúmbas são exatamente a mesma coisa. Apenas se dá entre eles uma diferença de evolução. Eguns, são todos os que desencarnaram, tiveram vida humana, em contraposição aos Orixás que são forças da natureza. Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças e Exús, são Eguns. (No Candomblé, Exú é considerado como Orixá, sendo reverenciado e cultuado desta forma).

Quiúmbas são Eguns ainda muito atrasados na escala de evolução espiritual, que são considerados negativos e que por vezes, se fazem passar por outras entidades, normalmente Exús, trazendo inclusive um ponto de vista muito negativo para estas entidades, os Exús, por eles mistificados.

É sabido que o termo evolução é extremamente relativo e dentro de uma mesma qualidade de entidades poderá variar muito o grau de evolução entre cada um deles. O que queremos dizer é que entre os Caboclos, assim como entre os Pretos-Velhos e outras entidades, sempre haverá um que esteja um pouco acima, e um outro um pouco abaixo no nível de evolução.

O certo, no entanto, é que estas entidades, Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Exús e algumas outras, já chegaram a um nível de evolução tal que os permitem diferenciar o certo do errado e procurarem humildemente ajuda e colaboração das entidades de níveis mais altos, no sentido de auxiliar aos filhos que os procuram, nos momentos em que seus conhecimentos, permissão ou capacidade são impotentes para a ajuda.
melancolia
Vazio existêncial

Normalmente se ouve: " - Você está com o encosto de um egun muito perigoso!” "- Você precisa fazer uma obrigação para despachar este egun que está complicando sua vida!” Isso realmente pode acontecer, pois como já dissemos, egun é todo espírito desencarnado. E pode acontecer até, que por ignorância do espírito (egun), ele possa estar muito próximo, principalmente de seus entes queridos quando em vida, tumultuando a vida deles, principalmente pela diferença de vibração de suas energias. Este egun, precisa certamente ser esclarecido e afastado. Várias doutrinas se ocupam deste mister de maneiras diferentes, comprovando que é necessário que os níveis de vida mantenham suas independências: o encarnado e o desencarnado.

Nota-se a diferença então entre os eguns, Entidades e quiúmbas. Na realidade egun é a qualificação de todo e qualquer espírito desencarnado. O seu nível de evolução é que o especificará! Quando se refere aos espíritos vampirizadores, aos incitadores ao vício ou àqueles que se aproximam de nós sempre para o mal, os quais são comprados por quem tem a alma maculada pela maldade, para nos impor males ou feitiços, esses serão certamente os quiúmbas, mas numa generalização muito comum, sempre nos referimos a eles como eguns. E até pela vaidade e muitas vezes pela ignorância, não admitimos que possamos estar sendo mediunizados por um egun, qual seja, um Caboclo, um Preto-Velho ou mesmo um Exú, para um trabalho de caridade. Desmistifiquemos então o conceito de egun.

E tentemos de todas as maneiras, pela caridade, pela fé, pela oração e pelo trabalho espiritual, elevarmos cada vez mais nossos eguns de fé para que, pelo trabalho deles, possam ser cada vez mais atraídos para os caminhos de luz, aqueles eguns, os quiúmbas, que ainda se encontram nos lamaçais da espiritualidade.
Solidão e medo
Solidão, abuso sexual, abandono e depressão

Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Iami Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Iami Oxorongá, chamada também de Iá Nlá, a grande mãe. Esta imensa massa energética que representa o poder de ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas “Sociedades Geledê”, compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder.

O medo da ira de Iami nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino. Além da Sociedade Geledê, existe também na Nigéria a Sociedade Oro. Este é o nome dado ao culto coletivo dos mortos masculinos quando não individualizados.

Oro é uma divindade tal qual Iami Oxorongá, sendo considerado o representante geral dos antepassados masculinos e cultuado somente por homens. Tanto Iami quanto Oro são manifestações de culto aos mortos. São invisíveis e representam a coletividade, mas o poder de Iami é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro.

Carlinhos Lima

Leiam: Os Senhores do Destino - A Umbanda Astrológica

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A essência e a solidão



O espírito é o fluxo vital do gênese do homem. Entendemos por espírito, numa linguagem metafórica, como sendo um código de modo subjetivo, relações interpessoais com Deus, consigo mesmo e com o mundo. Um ministério da vida andante criada por Deus. Ora, em tudo que fazemos buscamos a vida. O oposto disso seria a morte. Dentro dessa visão a espiritualidade do ser humano é a expressão do modo de viver.

O Homem carrega dentro de si aspectos ambivalentes; corpo e alma, bondade e maldade, aceitação e rejeição, intuição e razão etc. Esses traços diferenciais demarcam ações e reações de sua personalidade. Mesmo que em determinadas circunstâncias o ser humano seja atraído pelo charme do maligno e o (eu) algoz triunfe, não concebo a idéia de Deus criar um lugar de tortura para condenação de quem contrariar Suas vontades, antes de amá-lo até a morte. Ricardo Peter reforça essa dupla face: A parte intuitiva se abre, ao contrario, à impotência. Em lugar de recusá-la, aceita na sua nudez e parece sussurrá-la ao ouvido da razão.

“A razão é analítica dado que sua função é examinar a realidade.” “Para o homem abraçar seus limites, torna-se, então a expressão espiritual mais alta que pode atingir. Nesse abraço, o homem acolhe fundamentalmente a própria humanidade, dado que a dimensão espiritual contém no seu núcleo a humanidade do homem. A verdadeira dimensão espiritual do homem está ligada com o limite. Desconhecer os próprios limites conduz a uma espiritualidade desencarnada, a um estilo de vida desumano, espiritualmente “vacum”, desolador, vazio.” Uma terapia para a pessoa humana. p.65. 175 Portanto, entendo que sua vida moral e espiritual é conduzida por valores e significados adquiridos por experiências recebidas como estímulos que compõem uma esfera. Citando Pierre Klossowsk, a especialista Viviane Mosé, grande estudiosa brasileira dos escritos nietzschianos, considera o pensamento do filósofo Nietzsche uma espécie de complô, ou de grande combate contra a cultura. ¹⁰ Se de fato Nietzsche deve ser visto como um potente guerreiro contra o simulacro de uma cultura da decadência, ele não ficou por muito tempo sozinho no campo de batalha, ao fazer um balanço do avanço cultural humano, Freud escreveu: Durante as últimas gerações, a humanidade efetuou um progresso extraordinário nas ciências naturais e em sua aplicação técnica, estabelecendo seu controle sobre a natureza de uma maneira jamais imaginada, as etapas isoladas desse progresso são do conhecimento comum, sendo desnecessário enumerá-las. Os homens se orgulham de suas realizações e tem todo direito de se orgulharem. Contudo, parecem ter observado que o poder recentemente adquirido sobre o espaço e o tempo, a subjugação das forças da natureza, consecução de um anseio que remonta a milhares de anos, não aumentou a quantidade de satisfação prazerosa que poderiam esperar da vida e não os tornou mais felizes. Reconhecendo esse fato, devemos contentar-nos em concluir que o poder sobre a natureza não constituiu a única precondição da felicidade humana, assim como não é o único objetivo do esforço cultural.¹¹ Todo avanço tecnológico e científico produzido pelo homem moderno, foi incapaz de trazer um autodomínio psíquico condizente à tamanho avanço material.

Afinal de contas, o que está errado? Antes de tentar responder essa intrigante inquirição, é oportuno dizer que tanto o projeto crítico de Nietzsche, como também, a grande revolução freudiana, não visam, (embora questionem alguns dos mais caros valores de nossa civilização), deixar-nos entregues ao “vazio cultural”.

Ao propor uma “filosofia a golpes de martelo”, Nietzsche vislumbra uma nova filosofia, bem como, uma nova sociedade humana. Semelhantemente, ao falar contra a repressão cultural que leva o homem moderno a neurose, Freud não fala propriamente contra a própria “repressão”, e sim, contra a qualidade exacerbada de tal repressão cultural. O ser humano só existe onde existe cultura, por isso, ele se nutre sempre de ilusões, ele é um ser “falsificado” por nascença.

O problema levantado pelos dois pensadores em questão, não é o fato de existir ficções na natureza do homem (afinal, sua própria natureza é uma ficção), mas sim, o fato de existirem ficções deletérias, ilusões que levam o homem a decadência de seu potencial ativo. Isso foi lembrado da seguinte forma por Freud: A vida, tal como a encontramos, é árdua demais para nós; proporciona-nos muitos sofrimentos, decepções e tarefas impossíveis. Afim de suportá-la não podemos dispensar as medidas paliativas. ‘Não podemos passar sem construções auxiliares’, diz-nos Theodor Fontane. Existe talvez três medidas desse tipo: derivativos poderosos, que nos fazem extrair luz de nossa desgraça; satisfações substitutivas, que a diminuem; e substâncias tóxicas, que nos tornam insensíveis a ela. Algo desse tipo é indispensável.¹² O homem sermpre foi usado dominado e vitima das culturas predominantes. Esse dominio vem com maior o menor intensidade dependendo das influencias do ambiente, dos movimentos sociais e da Era em que esses individuos se encontram.

Na nossa Era atual nós somos mais remetidos pra fora do que pra dentro de nós mesmos isso faz com que nos apeguemos a materia, sintamos falta de tudo que perdemos e tenhamos uma enorme dificuldae em aceitar que não temos mais o que gostamos ou desejamos. Mas vejo a busca de muitos incessantemente por novas filosofias iludibriantes e por não dizer alucinantes. por meio de pregações de um paraiso que será conquistado por meio de conversões que revelam muito mais o fanatismo do que a fé verdadeira.

O grande numero de revoluções e avanços tecnologicos aliados a uma linguagem liberal, banal e por não dizer futil e homem deixa de lado a moral os principios da alma e a etica pessoal. Isso os deixa muito vulneral as tentações da carne ao apelo da materia e o encontro aos pecados. Assim ele sente um vazio em sua alma que tenta preenche-lo com dinheiro, sexo facil e o pior com violencia aliada ao egoismo ou mentira. Por isso devemos meditar, orar e buscar nossa luz interior, pois só assim poderemos preencher esse vazio da alma com fé firme valores e principios morais e divinos que nos colocarão mais proximos de Deus. Isso independe de religião, mas de amor a nós mesmos ao criador e ao proximo. O que Freud nos diz, é que o homem não vive sem um pouco de “auto-engano”, porém, o uso exagerado dessas defesas é que seria o verdadeiro problema.

Para Nietzsche, o “modo de ser” da vida , é sempre a manifestação de um jogo constante de forças, a vida luta pelo domínio, quer sempre se expandir, esse movimento intenso de crescimento ele chama de vontade de potência. O pensamento de Nietzsche se opõe a tudo que vai contra a essa vontade de potência, tudo aquilo que se apega a estaticidade e ao imóvel, acaba por gerar decadência. A mera conservação da vida é sempre na realidade, pensa Nietzsche, uma forma velada de declínio. O que Freud está dizendo neste curto fragmento, é que o homem não vive sem um pouco de “auto-engano”, porém, o uso exagerado dessas defesas é que seria o verdadeiro problema.

Para Nietzsche, o “modo de ser” da vida , é sempre a manifestação de um jogo constante de forças, a vida luta pelo domínio, quer sempre se expandir, esse movimento intenso de crescimento ele chama de vontade de potência. O pensamento de Nietzsche se opõe a tudo que vai contra a essa vontade de potência, tudo aquilo que se apega a estaticidade e ao imóvel, acaba por gerar decadência. A mera conservação da vida é sempre na realidade, pensa Nietzsche, uma forma velada de declínio.

Carlinhos Lima - pesquisas
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