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segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Saudade atual e saudade do amor de vidas passadas



 
 
A saudade dói e maltrata muito. Acho que todo mundo já passou por estes momentos de dores na alma. Mas, o que muita gente não se deu conta ainda, é que sentimentos saudades que muitas vezes são bem estranhas pra nós! É isso mesmo. Não é apenas a a saudade do ex-amor, da pessoas que ainda gostamos e que por algum motivo está longe ou foi embora pra sempre... na verdade muitas pessoas, especialmente as que tem carmas fortes e alta espiritualidade, sentem saudade de alguém que na verdade nunca viu! É isso mesmo. Como se a nossa alma viesse a este mundo pra procurar alguém que perdemos ao longo de nossa trajetória pelo Cosmo.

Muita gente nem tem noção que seu verdadeiro amor, pode está longe, vivendo uma vida totalmente diferente, que pode até está feliz, rica e com sucesso, enquanto estamos na m..., mas, que no fundo ela sempre sentirá o vazio também por falta de nós! Muitos estão casados, num casamento harmônico ou não, pode ser gay o hétero, mas, seu verdadeiro amor, não tendo sido encontrado ainda, o vazio estará lá no fundo da alma.

Nosso orí, configurado com mais 4 odús auxiliares, que vão se multiplicando, como se fossem pétalas de flor na nossa cabeça aponta pra todos os lados, e o odú ou odús (signos) responsáveis por nossa vida amorosa, estará sempre apontando em alguma direção... E quando a pessoa está envolvida com outras que na verdade pesam seu carma essa parte do orí fica rubra, enegrecida, bloqueada. Muitos chegam a sentir dores físicas, por causa desse stress emocional.

E quando a pessoa detecta de fato o vazio está em compromisso com um idiota que lhe persegue e consome o juízo, este peso e sensibilidade só aumentam. Assim conclamemos aos deuses do amor, por liberdade, direção certa e que o amor real se revela...
 
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A importância da solidão



A filosofia não deseja a sabedoria ou o saber, ela não nos ensina verdades, nem comportamentos. Haverá quem diga que ela se esgota em se perguntar o que ela é e o que é, numa solidão que não perturba ninguém. No máximo, talvez oferecesse uma ideia útil ao desenvolvimento das riquezas ou o sonho de outro sistema social completamente diverso, ou até mesmo o ópio metafísico da consolação. Os filósofos seriam loucos papagaios palradores que a humanidade veicularia consigo no decurso de sua história, sem proveito, mas também sem grande perda. Eles bem que podem interpretar o mundo, mas permanecem a suas portas sem nunca chegar a transformá- -lo. Podemos, então, nos perguntar em 2014, como fazia Jean-François Lyotard em 1964: por que filosofar? Que motivo há para ainda filosofar, a voltar a nos engolfar no hiato do sentido e isso, toda vez e sempre, em uma ingenuidade revivida que se pode chamar de infantil?
Quem se pergunta se pode valer a pena filosofar já começou a filosofar. Filosofaremos, então, pelo único motivo de que não podemos escapar à filosofia.
Um texto inédito de Jean-François Lyotard, no qual ele responde com pedagogia e clareza a esta simples pergunta: “Por que filosofar?”. Obra indispensável para todos os leitores que se lançam ao estudo da filosofia, assim como para todo leitor interessado na obra de Jean-François Lyotard ou em questões filosóficas. De rara limpidez pedagógica, ao mesmo tempo de rara profundidade, esse curso de introdução à filosofia dado por Lyotard em 1964 é totalmente inédito.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Sentimentos que duram e as lembranças que doem

Como pode um sentimento durar tanto tempo em nossa mente e na nossa alma? Com todas ensinamentos de fisiologia, filosofia, magia, astrologia ou espiritualismo e textos de psicologia na cabeça, acredito que a exposição à uma doença, um fato, uma pessoa, uma lembrança te faz ficar melhor em relação aquilo, desde que essa exposição, seja pra compreensão, expurgação e limpeza das memória. É até um tipo de psicoterapia se expor às lembranças que te deixam para baixo, quando encara-se de frente, aceitando a realidade e buscando uma nova direção. Dizem que alguns pacientes melhoram, quando conseguem distinguir seus sentimentos e aceitar que tudo passa, que não podemos nos prender ao passado e que a dor deve ser ignorada. E se entendem que ao se abrir novas coisas surgirão, realmente melhoram. Mas os sentimentos não somem. Você aprende a lidar com eles. E no auge disso tudo, apenas queremos uma imunização.

Assim passa-se a aceitar que o cérebro vive da abstração. Ele recria todas as situações (somente as boas) de estarmos juntos. Constrói memórias que nunca existiram para poder fazer do outro uma pessoa melhor pra nós. E esses momentos que nunca tivemos foram reconstruídos dos segundos que ficamos olhando pra o outro enquanto ainda podia toca-lo. Nem tudo o que nos lembramos é verdade, mas a reação que o cérebro desencadeia faz parecer verdade para o corpo. E isso gera uma coisa parecida com a saudade. E o pior é quando a obsessão, aliada a raiva, orgulho ferido e a teimosia, tende a amplificar o apego e a alma vai se inclinando para a sombra que consome o espirito. Dai terriveis demonios mentais podem surgir, dominando a mente e trazendo sofrimentos horríveis.

Tem que se compreender no entanto é que o outro que se foi virou uma fotografia. Um momento congelado. E eu sei lidar perfeitamente com toda essa lembrança, mas eu só não consigo fazê-la ir embora, por isso ferramentas importantes, como a reprogramação mental, a espiritualidade e a meditação, são importantes. E se fica depressiva quando lembra desse outro alguém porque queria estar com ela, só que a interação de todas as vidas da terra, o bater da asa da borboleta, e até mesmo Deus não quis que ficassem juntos, o melhor é buscar aceitação. Se nenhum deles quiseram, então por que é que eu não posso simplesmente esquecer? Essa capacidade de ficar criando situações que nunca presenciamos não vai ajudar em nada disso. Eu quero é abstrair, não te recriar.

No entanto, o mundo tá cheio dos insistentes, dos apegados e obsessivos, muitos gastam muito de seu dinheiro com magias negras e artimanhas pra tentar reconquistar, aquilo que já deveriam ter aceitado como passado. É difícil, mas, temos que aceitar todas as etapas de nossa vida, pois muitas vezes lutar pra seguir com aquilo que julgamos ser nossa grande felicidade, poderá trazer apenas dor!

Carlinhos Lima
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