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Os Orixás regentes de 2026

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

A mistica de Umbanda Astrologica

 
O AMOR é a principal via para a experiência mística, onde o objeto deste AMOR é o Ser Supremo. Quando nos unimos misticamente a OGUN ou OXALÁ, também estamos nos unindo á DEUS, pois, OGUN, OXALÁ e todos os outros Orixás estão EM DEUS. Assim temos na Umbanda ou no Candomblé a incorporação de Orixá como algo que transcende o fenômeno mediúnico, pura e simplesmente, a incorporação de Orixá é também um fenômeno místico e uma experiência única. Mas, que não se constitui no único caminho, sendo apenas uma dessas atribuições. Neste caminho místico um outro Orixá pode nos ajudar e muito, EXU, mas já é assunto para um outro texto... É com essa importância que venho revelando os segredos da Umbanda Astrológica, que não vê a Umbanda num contexto mítico, lendário ou espiritualista apenas embasado nos cultos Ancestrais, mas, que vê o universo como um todo, obra da criação e que espalha todas as energias cósmicas por todo Cosmo, pelo Canal dos 7 Raios, mas, com o trabalho de Todos os Orixás e não apenas 7. 
 
A umbanda nunca poderá se fechar, cada vez que se alia a outras ciências ela fica mais forte. O lema de Satanás é: “Dividir pra governar”. Já o do verdadeiro Mestre é somar, pra governar. Assim, a contribuição, do Tarô, da Astrologia, da Numerologia e de vários outros oráculos, só vem a contribuir com á verdadeira Umbanda. Chega de querer pregar por ai, que os orixás só se comunicam através dos búzios; chega de pregar por ai, que Umbanda é diferente, ou melhor, que Candomblé, Catimbó, ou Quimbanda. 
 
Na verdade tudo tem a mesma origem e podemos sim subtrair tudo que for bom de todos esses seguimentos! Amor e bem a todos os irmãos. Assim pude observar teoricamente e na prática o sentido do que, a rigor, não se explica a experiência mística, que transcende qualquer forma de expressão. Pelo fato das palavras não serem suficientes para traduzir o que se vive na prática é que “O Místico” busca se expressar por metáforas, símbolos e alegorias ou pelo silêncio. Após estudar a Umbanda com uma nova visão astrológica vejo que o sentido espiritual propõe uma nova abordagem para uma Mitologia Umbandista, assim notamos numa conversa mítica em que Oxalá conversa com Olorum. 
 
 Que poderemos ser mais metafórico que esta conversa, no entanto além da alegoria está conotação interpretativa e o que o dialogo oculta ou revela, tem muita importância, pois nos ajuda a decifrar o pensamento mágico, com base na simbologia cósmica. Já que esta é também uma das funções de um Mito, revelar o sagrado aos iniciados (aos preparados, a quem tem olhos para ver) ao mesmo tempo em que o oculta dos olhares profanos (os não iniciados que poderiam dar mau uso ao conhecimento). O Mito evita que pérolas sejam jogadas aos porcos, assim como nas parábolas, assumem entendimentos diversos segundo o grau e a condição que cada um tem em interpretá-lo. 
 
Na conversa entre esses dois orixás vemos que Oxalá através de um ato de pensar tenta nos passar algo que superficialmente parece simples, mas que visto de um sentido bem aprofundado tem sim uma grande mensagem. Assim o mito nos fala que Oxalá Pôs-se a pensar. E no seu pensar ele fechou-se em si mesmo. – Isso é o que chamamos de meditação, coisa de suma importância, não só para os mestres, mas, pra qualquer iniciado. 
 
Oxalá pensou, pensou e pensou! E tanto Oxalá pensou que se tornou um pensar em si mesmo; e seu pensar tornou-se pensamento puro e sua mente alcançou o âmago de Olorum, que é pensamento puro e puro pensar. E assim o pensamento mostrado nesse ato de Oxalá mostra que ele busca a conexão com o criador. Ao contrario do que muitos pensam por ai, ele não tenta usar a força do seu pensamento pra decifrar nada, ou alcançar uma força que lhe dê superpoderes, só o que ele quer é se conectar. E nessa conexão ele visa se tornar puro e iluminado como o Criador. Ele não quer poder, mas, sim harmonia com o Poder Supremo. No seu pensar, Oxalá transcendeu a si mesmo, à matriz geradora de matrizes que o gerara e alcançou o âmago de Olorum. 
 
O seu pai e seu criador que o criara no seu pensar e o gerara em sua matriz geradora da plenitude, que era ele em si mesmo. E Olorum pensava por meio de Oxalá e este pensava em Olorum o seu Criador... Está é a conexão que se busca no Pensamento Positivo, tão cultuado hoje em dia nos meios esotéricos. Ou seja, visa-se na verdade a harmonia com as forças do Cosmo. Assim vemos que o mito nos passa, no instante de uma busca de conexão ao Sagrado, é acima de tudo obediência e não que, alcançaremos um enorme poder de realizar o que quisermos. 
 
 A Bíblia nos deixa claro que Deus não tolera desobediência, é por isso que ao erramos constitui-se o pecado. Se fôssemos mesmo livres pra escolhermos o que nos dê na telha, o que seria pecado? Alguém iria me dizer que pecados é o excesso! Mas, se somos livres pra crescer, podemos passar por cima de tudo e de todos, já que a Lei não nos impede de fazer nada! Besteira, na verdade, nós nascemos debaixo do jugo da Lei e nada passara despercebido. _ No âmago do meu pai, eu sou o meu pai, e o meu pai realiza-se em mim... Em mim, o meu pai é Oxalá, mas, no meu pai, eu sou Olorum, pois com ele me torna uno!... Vemos nessa conectividade a mesma intenção passada a nós pelo sentido mostrado na Santíssima Trindade, onde três pessoas fazem parte de um Deus Único. “Pai e filho são a mesma coisa, ainda que o filho tenha sido criado no pensar do seu pai, este está por inteiro nele, pois traz em si o pensamento que o criou”... Vemos no Evangelho de São João logo no Capitulo 1 uma das mais belas passagens da Bíblia, onde ele fala de perfeita harmonia do Verbo com o Criador. 
 
Nada mais místico que o “relacionamento” entre Olorum e Oxalá onde um se confunde no outro. E é ai onde entra o Grande Elegbara, decifrando a Língua dos deuses e trazendo a mensagem dos orixás aos homens. Não se preocupe, pois apenas nos perdendo de nós mesmos é que podemos ser encontrados ou pescados, por aquele que pesca nossos corações. Por isso Cristo foi Meditar no Deserto, como fez Buda, Moises e muitos outros. E nesse contexto entra Exu, o grande revelador do pensamento mágico. Como Fé e Plenitude são, em si, a presença de Deus, Oxalá é Deus em nós. Já no dialogo mítico entre outros dois orixás: um "diálogo" entre Ogum e Olorum, que da mesma forma nos leva a um pensar de forma mística: Ogum ao abraçar Olorum deixa correr lágrimas, de tanto que o amava. 
 
E nesse abraço recebeu de seu pai todos os fatores que precisaria gerar para bem exercer suas funções divinas na morada exterior. Mas algo mudou em Ogum naquele momento tão angustiante para ele, que era a separação de seu pai Olorum. Ogum de repente deixa de ter a sua visão e passou a ter a visão de Olorum; deixou de sentir a si próprio e passou a sentir Olorum; assim Ogum deixou de sentir suas emoções e passou a sentir as de Olorum; deixou de pensar por sua mente e passou a pensar pela mente de Olorum. E, Ogum passou a vibrar intensamente o desejo de ficar abraçado ao seu pai por todo o sempre, de tanto que o amava, que Olorum passou a viver em Ogum, ainda que ambos continuassem a ser o que eram. Pai e filho! Criador e Criatura se tornam num só unidos pelo amor, pelo sentimento. Vemos aqui que o amor é sim a força mais capacitada a nos unir perfeitamente ao Criador. Só o amor é puro o bastante, pra nos conectar ao Pai. E ai é que o pensamento entre como ferramenta importante. 
 
Oxalá é o Orixá que melhor representa esta união enquanto Orixá da Plenitude. Sincretizado com Cristo, Oxalá é confundido com Deus, pois no Catolicismo Cristo é Deus, a segunda pessoa da trindade, o filho. Pouco explorado este aspecto católico mostra o quanto Cristo praticou e viveu a união mística, colocada em palavras: “Eu e o Pai somos UM”. Oxalá é conhecido como o mais velho dos Orixás (segundo Exu há controvérsias) e também como Pai dos Orixás que mais uma vez o aproxima do criador. 
 
Na mitologia nagô-yorubá é Oxalá quem cria e modela os homens. Oxalá está em toda parte, é o Sol visto da Terra e a Terra vista do Sol. Das cores ele é o branco, que traz em si todas as cores; Cada Orixá tem um magnetismo próprio e Oxalá é o próprio magnetismo, assim ele é a base da criação. Mas, Exu, como Senhor dos Caminhos, é que tem controle desse eletromagnetismo, controlando o giro das órbitas dos planetas. Por isso é o Grande Responsável, pela fecundação em todos os níveis. Isso é fantástico. Eu e meu pai, só sentimos a plenitude interior quando estamos por inteiro no senhor e deixamos de ser uma de suas partes e tornamo-nos o senhor por inteiro. A real função do pensar positivo é essa, nos conectar ao Pensamento Mágico Criador. A plenitude exterior, todos a alcançarão como fruto do próprio esforço em construí-la em sua volta. Mas a plenitude interior, só no Criador será alcançada. 
 
Então Oxalá pensa: _Por que sou seu primogênito-unigênito, meu pai? E Olorum responde: _ Porque antes de gerar todos os seus irmãos e irmãs, eu o gerei na matriz geradora de matrizes... “Em você eu estou por inteiro em todos os meus aspectos. Mas, neles (nos outros Orixás) eu estou por inteiro nos aspectos que eles manifestam, pois sem mim, nada poderia ser feito.” E neste “diálogo” entre o Maior dos Orixás e o Criador Olorum observamos a união entre Deus-Olorun e sua Divindade - Oxalá, que quando verbalizado é um modelo de união mística entre o filho e o pai, modelo que pode e deve ser seguido por quem busca pela plenitude. Por isso não tenho duvida que o pensamento positivo nada mais é que uma importante ferramenta de busca para encontrar a conectividade com o Pensamento Mágico Criador. Porque ao pensar positivo nos tornaremos positivos. Mas, veja que o amor age nesse mito, como força doadora, dirigida ao Pai, e assim receberemos do mesmo modo, do Pai direcionada a nós. 
 
Nunca que o amor agira perfeitamente com ego inflamado, ao tentarmos direcionar a força do pensamento, pra alcançar coisas a nosso bel prazer. Mas, que se faça sim a vontade do Pai! Ainda temos que nos lembrar que o amor também se revela no sofrimento e na dor, por isso muito dos segredos são revelados em momentos de provação e não de alegria. Cristo teve sua grande experiência e certeza após jejuar no deserto. O Apóstolo Paulo, encontrou sua missão espiritual após ficar cego. Assim como no mito, após ficar cego de seus desejos, passa a captar sensitivamente a energia de seu pai. Por isso nem sempre pensar positivo resolve as coisas. Às vezes seremos forçados a pensar corretamente em momentos de dor, de agonia e aflição. E é ai onde o Criador mais revela, nos momentos de tribulação. 
 
O que vemos aqui é o modelo de como se manifestam as divindades de Deus onde não há diferença entre a vontade do criador e a vontade de suas divindades, sejam os Orixás ou qualquer outra divindade em outras culturas. A Divindade ocupa um Plano ou realidade divina onde ela é a manifestação viva e plena das qualidades, atributos e atribuições do Criador. Este é o modelo para o crescimento e a evolução dos seres onde somos imagem e semelhança de Deus, quanto mais nos afinar à vontade divina ou a perfeição. Mais próximos de Deus estamos. Temos que buscar gerar união e não divisão entre os irmãos! 
 
 Carlos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
 
 

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Filosofia astrológica: águas mentais do Aquário



O AGUADEIRO, para passar de uma margem a outra deste rio de conhecimento, ele não navega, ele simplesmente é arremessado pela energia elétrica de seus neurônios, não em estado mediúnico pisciano, ou na lógica virginiana, ou na paciência capricorniana. Em um estado aquariano, o fluxo de idéias é nervoso, é contraditório, a evolução é difícil. A passagem nunca é suave. Aí pergunto: será que ela realmente ocorre? Da teoria elétrica, o símbolo de Aquário é um capacitor dentro de um circuito: após um acúmulo de elétrons em uma posição, e em função do dielétrico interno das duas armaduras, ocorre, em um determinado momento, um fluxo explosivo. Caminhar em Aquário é caminhar em uma senda sem limites e por vezes escura. É o evoluir das épocas, a busca de esclarecimento.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A importância da solidão



A filosofia não deseja a sabedoria ou o saber, ela não nos ensina verdades, nem comportamentos. Haverá quem diga que ela se esgota em se perguntar o que ela é e o que é, numa solidão que não perturba ninguém. No máximo, talvez oferecesse uma ideia útil ao desenvolvimento das riquezas ou o sonho de outro sistema social completamente diverso, ou até mesmo o ópio metafísico da consolação. Os filósofos seriam loucos papagaios palradores que a humanidade veicularia consigo no decurso de sua história, sem proveito, mas também sem grande perda. Eles bem que podem interpretar o mundo, mas permanecem a suas portas sem nunca chegar a transformá- -lo. Podemos, então, nos perguntar em 2014, como fazia Jean-François Lyotard em 1964: por que filosofar? Que motivo há para ainda filosofar, a voltar a nos engolfar no hiato do sentido e isso, toda vez e sempre, em uma ingenuidade revivida que se pode chamar de infantil?
Quem se pergunta se pode valer a pena filosofar já começou a filosofar. Filosofaremos, então, pelo único motivo de que não podemos escapar à filosofia.
Um texto inédito de Jean-François Lyotard, no qual ele responde com pedagogia e clareza a esta simples pergunta: “Por que filosofar?”. Obra indispensável para todos os leitores que se lançam ao estudo da filosofia, assim como para todo leitor interessado na obra de Jean-François Lyotard ou em questões filosóficas. De rara limpidez pedagógica, ao mesmo tempo de rara profundidade, esse curso de introdução à filosofia dado por Lyotard em 1964 é totalmente inédito.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O Jardim das Aflições



O filme, O JARDIM DAS AFLIÇÕES, do brilhante OLAVO DE CARVALHO, é um filme excelente, que eu gostei muito. Confesso que cheguei a me emocionar, no início do filme, quando ele faz referências ao sagrado que há na simbologia dos jardins. Realmente as grandes religiões estão ligadas a natureza, com uma simbologia muito forte nas matas ou na falta delas. Há uma grande importância no deserto, no que se refere a religião judáica e também cristã, mas, há também um símbolo de vida, de paraíso e de revelação, ligado ao jardim. Tudo começa realmente no Jardim do Éden, no contexto bíblico e tem uma passagem importantíssima na meditação do Cristo no Jardim das Oliveiras ou Getsêmani (Gesthēmani). Também, vemos no brilhante "Cânticos de Salomão", que segundo estudiosos é de autoria de um famosos rabino, várias citações aos jardins sagrados: "O Amado Entrei em meu jardim, minha irmã, minha noiva; ajuntei a minha mirra com as minhas especiarias. Comi o meu favo e o meu mel; bebi o meu vinho".

Foi uma grande sacada do Olavo, dá uma conotação ao seu filme documentário, com a forte simbologia do jardim. Que de todo modo, é o jardim, um símbolo de paraíso, de oasis e de vida. Todos sonham em uma vida após a morte, chegando num novo lar com bastante vida, árvores frondosas, lindas e límpidas cachoeiras, com lagos hipnotizantes. Mas, tem como já citei o jardim, onde o Cristo chrou lágrimas de sangue, por causa da tirania humana, do abuso dos poderosos e desonestos que precisavam de redenção e sempre precisarão de perdão em todas as gerações. E como o filme do Olavo foca política, poder e uma era de disputas ideológicas, a sacada da aflição em meio ao jardim, que deveria ser de harmonia, foi muito bem colocada. Eu não tenho o conhecimento do Olavo para fazer tais análises, apenas quis aqui postar minhas conotações e percepções, pois como eu disse, o trecho onde cita-se os jardins, como também aquela casa maravilhosa, onde Olavo diz viver, em meio ao verde e uma natureza pulsante, realmente mexe com a emoção de todos nós que amamos a natureza e queremos o contato com Deus e com o sagrado como um todo.

Nas religiões afrobrasileiras, o jardim também é muito sagrado, cabe a Ossaím, esse papel de cuidar das plantas, mas, no Candomblé fala-se muito no Jardim de Oxalá ou de Obatalá. Enfim, sabe-se que no reino e no palácio de cada orixá, haverá sempre o lugar sagrado do jardim da vida.

Parabéns ao mestre Olavo de Carvalho pelo filme e pelas análises brilhantes.

Carlinhos Lima

Astrólogo, Blogueiro e Escritor

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Reveja seus conceitos e filosofias sentimentais - não entregue seu amor pra qualquer um


Ame sempre, quando existir confiança e afeto mutuo


Não é o primeiro amor que nunca se esquece, o que nunca se esquece é o verdadeiro amor, ou pelo menos o mais importante que passou pela nossa vida! Mas, há uma enorme diferença entre o que achamos que é importante e o que realmente importa de verdade! Nem sempre o que achamos está correto - aliás, quase sempre está errado! A melhor liberdade é quando você se livra do que te faz mal. Se sobressai aos seus vícios, supera suas fraquezas e pode dizer não a tudo aquilo que só será atraso na sua vida. Especialmente ficando longe de quem só lembra de você quando precisa!

"Pra essa sua ideia errada, pra esse seu papo furado, eu desvio, eu já olho pro lado! 💪🙉 Pra quem tem amor no coração, não tem perda de tempo com trololó, treta ou papo safado..."  (Papo reto de Seu Zé)

É estranho e ao mesmo tempo incrível como algumas pessoas tornam-se uma parte tão importante da sua vida em tão pouco tempo. Enquanto outras são apenas um fardo por tão longo tempo... 

domingo, 1 de outubro de 2017

O tempo nas sociedades africanas tradicionais


O tempo tem que ser criado


Para o pensador africano John Mbiti, enquanto nas sociedades ocidentais o tempo pode ser concebido como algo a ser consumido, podendo ser vendido e comprado como se fosse mercadoria ou serviço potenciais – tempo é dinheiro –, nas sociedades africanas tradicionais o tempo tem que ser criado ou produzido. Mbiti afirma que “o homem africano não é escravo do tempo, mas, em vez disso, ele faz tanto tempo quanto queira”. Comenta que, por não conhecerem essa concepção, muitos estrangeiros ocidentais não raro julgam que os africanos estão sempre atrasados naquilo que fazem, enquanto outros dizem: “Ah! Esses africanos ficam aí sentados desperdiçando seu tempo na ociosidade” (Mbiti, 1990: 19).

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Em defesa da astrologia: Filosofia e astrologia - o conceito ou escolha de cada um


A astrologia sempre resistirá ao tempo e aos ataques


Crenças, dogmas, fé, espiritualidade, magia, ciência, Deus e tudo que Deus respeito ao que não podemos provar com profunidade ou tocar, sempre vai gerar divisões, discussões e cada um seguirá aquilo, com o que mais se identificar. Sempre foi assim desde o início dos tempos e será até o final de tudo que existe. Enquanto exister homens com pensamento e livre-arbítrio, sempre haverá multiplas escolhas sobre o oculto. E nesse contexto todo, sempre haverá aqueles que acham que encontraram as respostas e certezas, ao mesmo tempo que haverá os que farão oposição, apontando pra outros caminhos e conclusões. Enfim, que cada um siga o caminho que sua alma escolher. O que precisa ser evitado sempre é o extremismo, a violência e a ditadura.

A astrologia é um desses caminhos que sempre gerou debates, mesmo dentro de entidades poderosas, como foi o caso da igreja católica, que chegou a criar grupos de estudo pra desqualificá-la. E assim, sempre irá existir pessoas que vão simpatizar e ser adepto dos conceitos astrológicos, como haverá ao mesmo tempo, os que se irritam só de ouvir falar, mesmo sem saber o que é. Sobre Deus, os debates também sempre serão intensos, pois mesmo entre os que dizem acreditar em Deus, há diversidades nesses grupos de pessoas, como por exemplo, os que acreditam ou dizem acreditar, porque seus pais ensinaram assim, também aqueles que acreditam num Deus, apenas dentro dos conhecimentos bíblios ou do Alcorão... e assim por diante. Ou seja, muitas pessoas dizem acreditar, não no que seu coração encontrou, mas, no que lhe fizeram acreditar. Claro que muitos desses que se dizem "convertidos", vão dizer que alguém lhe ensinou ou lhe catequizou, mas, que ele acabou encontrando dentro e si mesmo, sua verdadeira fé. Mas, quase dois terços das pessoas, creem em conceitos e dogmas, que sequer sabem direito de onde veio, como é o caso do rebanho católico. Aliás, por falar nisso, vi um bispo afirmar há algum tempo, que só no fato de alguém questionar qualquer coisa da igreja, já deixa de ser católico, ou seja, tem que confiar cegamente e sem questiona. Asim, a vontade da igreja, é que seus fiéis sejam um rebanho, subserviente, obediente e sem pensar, apenas obedecer. 

Vi num dos vídeos debates do historiador Leandro Karnal, uma definição dele, sobre esse mesmo conceito. Ou seja, se alguém questionar a Bíblia ou a Igreja, não é um fiel católico ou cristão, pois assim, "não crê nem na Bíblia, nem na Igreja e sim em si mesmo". Pode até ser isso mesmo. Mas, ao meu ver, o correto. Esse é o novo conceito que realmente a nova era trouxe a sociedade moderna, o direito de pensar, pesar e escolher. Rebanhos que seguiam líderes cegamente, sem questionar e com total obediência ao longo da história, não ajudou muito a esclarecer a espiritualidade, como é o caso do cristianismo, por exemplo, que cria dogmas e conceitos da cúpula da igreja, sem esclarecer nada, apenas mandar que se obedeça. Sempre usando o mesmo conceito de que "Deus é a cabeça e a igreja o corpo", por isso o que ela fala seria "iquestionável". Bem, este é um debate teológico, longo e pra outra ocasião. Mas, citei aqui o historiador Leandro Karnal, por um motivo, ligado a este poste que já explicarei abaixo.

A meu ver, Leandro Karnal, é um dos maiores oradores e pensadores de nosso tempo, sou fã de seu trabalho, assim como admiro muito as palestras dos professores Cortella e do Pondé ou Cloves, porém, mesmo concordando comuitas das filosofias de todos eles e sabendo que eles são dez vezes mais sabidso que eu, tem mais conhcimentos que eu e que sabem muito de filosofia, entre outras coisas, me reservo ao direito de discordar de muito do que eles falam também! Aliás, assim como eles discordam de outros pensadores e assim por diante... Afinal, somos livres pra escolher e pensar. Até porque, tem bons pensadores que defendem coisas diversas. 

Bem, não sei ao certo a opinião desses outros professores, sobre a astrologia, mas, imagino que eles também tenham um argumento um pouco parecido ou talvez bem alinhado ao do professor Leandro Karnal, porém, sabemos que diversos filósosos também já defenderam a astrologia ao longo dos tempos. Da mesma forma que outros bem famosos atacaram e tentaram desmoralizar. Um dos argumentos da maioria das pessoas que atacam a astrologia é sempre o de não poder provar a influência astral sobre as pessoas. Porém, nunca vi também uma prova acadêmica, filosófica ou científica que prove a influência de Deus sobre homens ou sobre o mundo, mas, nem por issso, podemos dizer que ele não existe. 

Num dos vídeos que vi numa palestra de Leandro Karnal, onde ele citava que hoje em dia, ninguém escuta ninguém (o que concordo plenamente), ele dizia que se alguém diz "eu sou de Escorpião, logo ouve e eu sou de Libra...", e seguindo ele no seu raciocinio, no final, acabou chamando de bobagem, acreditar que astros, de um conceito inventando a milhares de anos no passado, influencie a vida de uma pessoa. Enfim, eu comungo plenamente com ele, pois nunca acreditei que planetas influenciem ninguém, ao menos dessa forma física, em forma de energia ou raio. O que sempre buquei na astrologia, foi um conhecimento simbólico, códigos que mostram energias em ação no universo, interligado a realidades que nos enquadram e podem servir de revelação pra nossas dúvidas. Ou seja, ao levantar a carta de uma pessoa, não quer dizer que tais planetas dentro do mapa astrológico dominem ou influênciem aquele ser vivente que veio ao mundo, mas, que revelem por meio de seus códigos e simbologias a natureza que aquele indivíduo tem, como tabém, mostra as "senhas" ou rumos nos quais aquela alma poderá se dar melhor ou pior durante sua existência.

Esse debate sobre o proveito e aplicação da astrologia, é um debate sem fim, da mesma forma como o debate sobre Deus, sobre a Bíblia ou sobre qualquer assunto que está além da nossa compreensão consciente. E só pra finalizar sobre o professor Leandro Karnal, fica evidente que nada de ateu há nem em seus conceitos e nem em seus ensinos, fica claro que a sua aversão a astrologia ou crenças místicas, como ele não cansa de repetir, que "detesta a palavra energia", vem de toda sua base de estudo dentro da teologia cristã e acima de tudo católica. Apesar de ele repetir o tempo todo que é ateu, fica claro (a menos ao meu ver), que de ateu ele não tem nada. Acho (se for achismo meu, me perdõe, pois é o que percebi), que falar que é ateu, é apenas um artificio (não apenas dele), mas, da maioria dos filósofos, especialmente os de nossa era, pois, é um marketing muito bom, pra empenhar debates e palestras, do que se declarar como seguidor de uma religião convencional ou tradicional.

Pode também ser inconsciente, pois a pessoa que lê muito sobre um assunto e consome muito de uma fonte, acaba perdendo muito da insensão e passa a seguir pensadores de uma determinada linha, mesmo sem perceber. Ainda mais que se diz admirador de uma infinidade de pensadores católicos e intolerantes com outras crenças. Que veem a Bíblia como uma documento "inquestionável" e que descarta o saber místico de qualquer outras fontes. Mas, temos que lembrar, que a Bíblia não caiu zipada do céu. Também que ela foi escrita por autores diversos, em situações tensas, em momentos de debates e embates com povos perigosos e que or isso se atacou muitas coisas, apenas pra reprimir desobediência do povo. A astrologia, está inserida na Bíblia em diversos códigos, que creio ter sido bem mais claros antes de monges copistas da igreja colocar a mão nos livros e selecionr os trechos que queriam deixar.

Enfim, esse é um debate de um "Davi, contra Golias", só pra citar a Bíblia. Ou seja, um simples e humilde estudioso, contra um grande estudioso e do meio acadêmico. Mas, claro que sem a analogia ampla, pois o Davi da Bíblia venceu o combate, já no meu caso, eu jamais teria uma "funda" de conhecimento pra derrubar a gigantesca bagagens de argumentos do professor. Porém, mesmo assim, reservo-me a seguir acreditando no pouco de conhecimento que me faz gostar muito de astrologia e ciências místicas.

E por falar em astrologia, defesa e busca de conhecimento, só pra finalizar este artigo, gostaria de citar, o quanto fico feliz por existirem no Brasil, pessoas e entidades, que defendem e propagam esses saberes fantásticos. Eles servem como porto, pra quem quer buscar conhecimento sobre esses e outros assuntos. No campo da astrologia, sou muito fã do trabalho da Gaia Astrologia, que há muito tempo vem trazendo conhecimento e saber astrológico, tanto aos paulistanos, como aos astrólogos do país! Eu espero um dia poder conhecer aquele lindo espaço pessoalmente. Um outro lugar fantástico, que me iniciei no campo do saber astrológico, é a Regulus Astrologia, uma escola fanátisca, que recomendo a todos conhecerem e estudarem lá. Também tem a Escola Santista de astrologia, que dizem ser fantástica, que espero também um dia conhecer, assim como tantos lugares fantásticos, país a fora, que levam o saber astrológico. 

E só pra finalizar, quero citar aqui um canal de astrologia fantástico. Um canal chamado Estrelando, conduzido pelo astrologo George Jorge, que além de astrologia, traz diversos assuntos ligados a espiritualidade, esoterismo e ocultismo. Recomento a todos a se inscreverem e curtirem, pois os vídeos são fantásticos, com entrevistas inteligentes.

Um abraço a todos e Shalom

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O sentido da vida



É difícil dizer qual é o sentido da vida, os desígnios de Deus pra onde nos levarão ou o porque de vivenciarmos isso ou aquilo. Mas, as vezes observando os animais, podemos até entender um pouco mais profundo o sentido da existência dos seres vivos, do que observando propriamente os humanos. Ai folheamos alguns escritos cabalistas, filosóficos, religiosos ou espiritualistas, pra chegar a conclusão de que nascemos realmente pra evoluir! Mas esperai... Evoluir pra quê? Se vamos morrer!??? É duro pensar que por exemplo uma mulher linda desejada nos palcos, na mídia e nas passarelas, tida como miss disso ou daquilo que passa horas se arrumando no espelho, ou perde tempos no cabeleireiro pra ficar bonita, apodrece, fede e se estraga rapidamente, poucas horas após seu corpo morrer! Então evoluir o que? Eis a questão! Bem ai só nos sobra a opção mais obvia a meu ver, que é evoluir a alma! E que nosso espírito não morri com o corpo, ele é eterno. Mas, como seria essa evolução? Consultando toda busca de iniciados, magos e filósofos, temos que dominar nossos instintos, evitar pecados e crescer em bons sentimentos, ou seja, ser pleno em amor, verdade, sabedoria e justiça.

Todos nós queremos viver uma vida significativa. Mas por que estamos vivendo? O que estamos fazendo neste mundo? Para encontrar a resposta a esta questão central, devemos olhar no próprio livro da vida - a Torá, que é chamada Torat Chaim (a Torá viva). A palavra "Torá" significa "instruções" ou "orientação", pois a Torá é nosso guia na vida. A Torá nos faz constantemente conscientes de nossos deveres na vida, que nos dá uma verdadeira definição de nosso propósito, e isso nos mostra os caminhos e meios para alcançar este objetivo. 

Na época da criação a Shechiná - Presença Divina - descansou na terra. Após o pecado de Adão, a Shechiná se da terra para o primeiro firmamento (os Sábios falam da existência de sete firmamentos, ie, níveis espirituais), e depois os pecados de Caim e Abel, ea geração subseqüente de Enos, a Shechiná -se ainda mais para o segundo e terceiro firmamento etc, até que a Shechiná foi removido, por meio dos pecados das gerações seguintes, ao sétimo firmamento. Foi a Abraão justo que, por meio de seu serviço Divino, voltou a Shechiná por um nível para o sexto firmamento. Seu filho Isaac e seu neto Jacó, e, posteriormente, as gerações subseqüentes de pessoas justas, voltou ainda mais a Shechiná, até que Moshê, a sétima geração de Abraão, voltou a Divina Presença a esta terra, quando ele construiu o Tabernáculo no deserto ea Shechiná repousou lá . 

Um dos grandes ensinamentos do Baal Shem Tov, o fundador do movimento chassídico, é a de um processo criativo em curso. Energia criativa Divina está constantemente pulsando através da criação, fazendo-a existir a cada segundo. No texto, "Façam para Mim um santuário, para que eu possa habitar no meio deles", encontra-se um significado mais profundo. Gramaticalmente, deveria ter dito, "para que eu possa habitar nele", no entanto, afirma: "para que eu possa habitar no meio deles." Os Sábios salientar que a construção do Tabernáculo é um ponteiro para cada pessoa a fazer uma morada para a Presença Divina dentro de si. Como mencionado anteriormente, cada pessoa é infundida com uma alma Divina. É tarefa da alma fazer um Tabernáculo para fora do corpo em que ele reside, elevando todas as funções corporais a um propósito divino. 

Os Sábios nos dizem que um ser humano é composto de 248 membros e 365 tendões. Estes correspondem aos 248 mandamentos positivos e os 365 mandamentos negativos da Torá. A palavra mitzvah em aramaico significa "uma conexão". Assim, há 613 maneiras de se conectar com o Grande Deus. O homem tem a capacidade de conectar todo o seu ser com o Grande Criador. Ao realizar esta tarefa ele cria uma morada para G-d neste mundo, cumprindo, portanto, o propósito da criação. 

Os mundos do espiritual eo material não estão em conflito. O objetivo final é que eles ser fundido eo material impregnado com o espiritual. O núcleo de todo o desempenho mitzvah é tomar a criação material e utilizá-lo para um propósito Divino. Isso proporciona uma harmonia maravilhosa tanto no indivíduo e no mundo em geral. Este tema não é relegado à sinagoga ou momentos de prática religiosa. Ao contrário, abrange todos os tempos e lugares; onde e quando uma pessoa opera ele é capaz de utilizar a tarefa à mão para seu correto, o Divino propósito. 

O Talmud está repleto de referências ao mundo vindouro. Maimônides o descreve como um "mundo das almas", um plano espiritual para que a alma retorna após sua estada neste mundo. A alma é dar conta da sua vida e, consequentemente, seus méritos e deméritos são cuidadosamente pesados ​​nas balanças Divinas. Em seguida, é recompensado por suas boas ações e estudo da Torá. A recompensa assume a forma de uma revelação da glória de Deus", aquecendo-se a luz divina". Pode ser necessário para a alma para ser purificado de suas indulgências e iniqüidades e por isso ele é enviado para Gehinom, um local de purificação espiritual, após o que sobe para o céu. O Talmud usa os termos "Jardim do Éden" ou a "Academia Celestial" para descrever diversos níveis e estágios da recompensa celestial. 

Para os Yorubas que são um grupo étnico importante principalmente ocupando No sudoeste da Nigéria. Principalmente por razões genéticas, este muito grande tribo passa a apresentar o mais alto de gêmeos dizigóticos taxa do mundo (4,4% de todas as maternidades). A alta perinatal taxa de mortalidade associada a tais gravidezes tem con- contribuiu para a integração de um sistema especial de crença gêmeo dentro da religião tradicional Africano desta tribo. O último é baseado no conceito de uma divindade suprema chamada Olodumare ou Olorun, assistida por uma série de deuses secundárias (Orixá) enquanto Yoruba religião envolve também a imortalidade e reencarnação a alma baseada no culto animista dos antepassados. Os gêmeos são portanto, recebem nomes especiais e acredita deter especial poderes sobrenaturais. De acordo com seu refinado artística tradi- ção, os Yoruba produziram inúmeras estatuetas de madeira chamado Ibejis que representam as almas dos recém-nascidos mortos gêmeos e estão envolvidas em rituais elaborados. Entre Yoruba tradi- crenças internacionais e lore alguns temas relacionados com gêmeos são representadas que também são encontradas em outras partes do mundo. Características básicas das crenças originais Yoruba ter encontrado o seu caminho para as tradições religiosas dos descendentes de Africano escravos importados nas Índias Ocidentais e na América do Sul. 

Sobre a ancestralidade Iorubá, sobre a história dos orixás, do Ifá, de Orunmila, dos oráculos e todo enredo gerado entre destino e livre-arbítrio, apresentarei no meu primeiro livro de Umbanda Astrológica, que estará pronto em breve...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Astrologia, tarô, Umbanda, religião, magia e espiritualidade, nascem da subjetividade


Todos os caros irmãos que me visitam aqui no blog já há bom tempo, sabe que essa nova linha de pensamento que venho divulgando a qual eu intintulei como Umbanda Astrológica, sabe bem que há uma grande ligação com a Umbanda Esoterica a qual sempre que pude divulguei aqui seus conceitos, ajustando, modificando ou adaptando ao meu entendimento coisas aqui e alí. E não é dificil achar dezenas, talvez centanas de blogs e sites que seguem os ensinamentos da Umbanda Esoterica, em especial do Mestre Da Matta que foi um grande reformador, inovou e fez escola. Como também um de seus dicipulos o Rivas Neto que chegou a escrever alguns livros, entre estes o mais famoso chamado "A Proto-síntesi Cosmica". 

Bem, um dos motivos que me fez adaptar a Umbanda a Astrológia com um certo ajuste a meu estilo de astrologo e não seguir plenamente apenas os ensinamentos de Rivas Neto e Da Matta, ou de Itaoman, foi justamente por que achei uma forte inclinação a um estilo muito "ameríndio", com uma filosofia que de certa forma chegava a ignorar grande parte dos conceitos yorubás e até criou em muitas pessoas que não avaliaram direito a doutrina de Da Matta, até um certo cisma com o Candomblé. Criou-se um espectativa de uma Umbanda nascina no Brasil mais pura, mais especial do que aquela popular conhecida Brasil  à fora. Além do mais sempre achei e continuo achando que muito ainda tem que ser explicado, como por exemplo sobre as falanges, vibrações, linhas, exus, pombagiras etc. Bem, mas, confesso que ao mesmo tempo continuo achando um sistema muito bem embasado, carecendo apenas de correções e talvez uma maior sincronia com os conceitos  yorubás. Pois bem, o trabalho atual de Rivas Neto, ao que parece vai bastante nessa direção, mas, da mesma forma que senti um certo exagero no "amerindianismo" nos trabalhos de Da Matta, sinto agora no que se refere ao estilo yorubano seguido por ele no momento.

Eu acho que a Umbanda apresentada por Da Matta ainda deixa muito a ser explicado, apesar de ter contribuido muito, em especial no que se refere a oráculos, entidades e magia, e pelo que me parece Rivas Neto até avançou muito agora imprimindo um novo conceito mais sincronizado ao mundo da mitologia yorubá, mas, sem querer ser um critico destrutivo, muito pelo contrario só com intuito de contribuir e até incentivar esse que eu considero hoje um dos maiores mestres do Brasil no que se refere ao estudo de cultos afro-brasileiros, que é o Pai Rivas, mas, acho que ele deveria dá uma pausa e explicar melhor aos seus seguidores e leitores suas adaptações! Ele tem livros que são seguidos por milhares de pessoas no Brasil inteiro, derepente mudou por completo seu estilo e simplesmente ele não corrigiu as edições, não explicou nada e segue seu caminho como se nada tivesse produzido no mundo da lituratura de Umbanda!

Antes divulgando com Da Matta, um estilo totalmente diferente do que ele prega hoje em sua Faculdade de Umbanda! Antes se divulgava com firmez 7 raios, orixás menores e guias, muito bem organizados, agora ele só fala em Orumilá, 16 odús, números todos adaptados a cultura yorubá, que na verdade eu também considero como um avanço, mas, que precisava de uma maior atenção e respeito aos seguidores do passado! O mito de certa forma contribui e muito com a Umbanda, até por que vivemos na busca do Sagrado e do Orixá, principalmente pela tradição oral. Mas, a realidade tecnologica atual, não consiste-se apenas em viver de mitos, de lendas e sim de estabelecer uma nova tecnologia que explique melhor a magia, os ritos, a espiritualidade e a força de Umbanda.

A astrologia, o tarô e as crenças espiritualistas, sobrevivem e se originam na subjetividade, mas, como dizia João Paulo II, "a fé tem que voar nas asas da razão". Ou seja, estudar mecanismos com um olhar mais criterioso mais cientifico e mais filosofico é fundamental, e não apenas se aprisionar ao mito, as crenças pregadas pela tradição oral. Estamos em novos tempos, onde respostas tem que ser formuladas não apenas por ficção, mas, por uma analisa critica, clinica e seria dos misterios sagrados.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarólogo e Pesquisador.
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